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Bullying

 

Bullying são atos de violência física ou psicológica praticada por alguém ou por um grupo com o objetivo de intimidar ou agredir o outro individuo incapaz de se defender, o que demostra uma relação de desiquilíbrio de poder das partes envolvidas.

Pesquisas indicam que a maioria dos alunos já sofreram bullyng.

Como evitar esse comportamento? Algumas mudanças podem contribuir para mudar esse cenário.

Instruir e conscientizar a equipe pedagógica e a família podem ser partes fundamentais para evitar esse problema tão comum na atualidade.

Psicólogos podem auxiliar a equipe pedagógica e debater o assunto com os alunos em sala de aula.

Por Portal São Francisco.

Bullying é um termo do inglês ainda sem tradução para o português, mas que significa o comportamento agressivo entre estudantes.

São atos de agressão física ou verbal, que ocorre de modo repetitivo, sem motivação evidente e executada por um ou vários estudantes contra outro, em uma relação desigual de poder, normalmente dentro do ambiente escolar, ocorrendo principalmente dentro de sala de aula e no recreio escolar.

bullying está relacionado com comportamentos agressivos e hostis de alunos que se julgam superiores aos outros colegas, acreditam na impunidade de seus atos dentro da escola e muitas vezes são pertencentes a famílias desestruturadas, convivendo com pais opressores, agressivos e violentos.

Transtornos comportamentais como os transtornos disruptivos (transtorno desafiador opositivo e transtorno de conduta), transtorno de déficit de atenção e hiperatividade e transtorno bipolar do humor são comumente associados a esses autores de bullying.

Os alvos de bullying normalmente são jovens tímidos, quietos, inseguros, possuem poucas amizades, são facilmente intimidados e incapazes de reagir aos atos de agressividade.

Freqüentemente são fisicamente fracos e menores que os agressores, mais jovens e desta forma apresentam dificuldade em se defender das agressões. Alunos novos na escola, vindos de outras localidades e de diferentes religiões são comumente vítimas de bullying.

Muitas vezes estes jovens apresentam transtornos comportamentais associados como fobia social, distimia, ou transtornos invasivos do desenvolvimento.

Normalmente a identificação precoce do bullying nas escolas e o trabalho de informação e conscientização entre professores e alunos são suficientes no manejo do problema.

Entretanto, quadros graves de bullying podem estar diretamente ligados a transtornos comportamentais graves e nesses casos a avaliação neuropsiquiátrica está indicada e esses transtornos comportamentais podem ser identificados e tratados.

A identificação precoce do comportamento bullying nas escolas possibilita uma intervenção terapêutica a fim de se evitar prejuízos acadêmicos e no relacionamento social dos alunos envolvidos.

Gustavo Teixeira

Agressividade e Bullying

Enquanto a sociedade tenta se recuperar do seguidos choques causados por notícias de brigas, mortes e agressões graves nas portas de boates e em festas nas madrugadas, crescem as especulações sobre o que estaria causando tal conduta. Seriam os jovens da atual geração, “piores” do que os das gerações passadas?

Estariam eles sendo mal orientados por suas famílias? A causa poderia ser, talvez, o grande número de famílias desestruturadas? Ou a ausência de ambos os pais, com cargas de trabalho cada vez maiores? Seria, por outro, lado influência da sociedade de consumo, da mídia, dos filmes e jogos violentos? Ou isso tudo, em conjunto? Seria uma forma de resposta à violência da sociedade?

Em que pese o fato de que raramente um fenômeno social tem apenas uma causa, me parece mais oportuno do que apontar culpados, discutir a ligação entre tais atitudes e o fenômeno do comportamento agressivo entre estudantes, conhecido internacionalmente como bullying.

bullying compreende todo o tipo de agressões, intencionais, repetidas, e sem motivo aparente, que um grupo de alunos adota contra um ou vários colegas, em situação desigual de poder, causando intimidação, medo e danos à vítima.

Pode apresentar-se sob várias formas, desde uma simples “gozação” ou apelido, (sempre depreciativos), passando por exclusão do grupo, isolamento, assédio e humilhações, até agressões físicas como chutes, empurrões e pancadas. Pode incluir também roubo ou destruição de objetos pessoais.

Em geral, os agressores costumam ser pessoas com pequeno grau de empatia, oriundos de famílias desestruturadas, que não trabalham adequadamente a questão dos limites, nas quais não há bom relacionamento afetivo, ou em que a agressão física é comumente utilizada como forma de solucionar conflitos.

Já as vítimas são, em geral, pessoas tímidas, sem muitos amigos, introvertidas e pouco sociáveis, com baixa capacidade, portanto, de reação a esse tipo de situação. São geralmente inseguras, têm baixa auto-estima e pouca esperança de conseguir ajuda por parte dos responsáveis. Costumam ainda ter dificuldades de se integrar aos grupos de colegas.

O fato de muitas vezes o bullying passar despercebido na escola, só reforça a baixa auto-estima e a convicção de menos valia das vítimas. Algumas tendem a aceitar a agressão como se as merecessem. O fenômeno tende a levar à queda no desempenho escolar, à simulação de doenças, a um ainda maior isolamento, e até ao abandono dos estudos. Pode também gerar ansiedade grave, depressão e até suicídio.

A vítima pode passar a agressor em algumas situações, em que encontre, por exemplo, colegas que considere mais fracos ou com menor possibilidade de defesa.

Existem ainda alunos que nem agridem nem são agredidos - são os expectadores, as testemunhas das agressões. Em geral, não tomam partido por medo de serem agredidas no futuro, ou porque não sabem como agir nessas situações. Também os expectadores do bullyingpodem ficar intimidados e inseguros, a ponto de apresentarem queda no rendimento escolar ou ficarem com medo de ir à escola.

O bullying é mais freqüente entre meninos; entre as meninas assume forma diferente: em geral, a exclusão ou a maledicência são as armas mais comuns.

A longo prazo, o bullying – se não combatido de forma eficaz – pode levar à sensação de impunidade e, conseqüentemente, a atos anti-sociais, dificuldades afetivas, delinqüência e crimes graves. Pode também levar a atitudes agressivas no trabalho, na escola ou na família.

Boates, festas, escolas... O local varia. Há alguns anos ocorreu em Colombine, recentemente na Finlândia. De repente, aparentemente sem causa específica, um jovem entra numa escola, matando e ferindo. Não estou afirmando que o bullying é sempre ou unicamente a causa ou a origem do problema. Mas parece haver ligação entre os dois em vários casos. O que torna essencial tomarmos em nossas mãos a prevenção do problema.

É importante esclarecer que casos de agressões, chacotas e perseguições contra um ou mais alunos não é fenômeno novo, embora atualmente, dada a facilidade de aquisição de armas e a exposição excessiva e enfática que a mídia dá a casos semelhantes, venha terminando de forma trágica – especialmente quando envolve indivíduos de maior labilidade emocional.

Para os educadores, tanto na família quanto nas escolas, o que realmente importa não é criar um clima de apocalipse, muito menos de desesperança. Ao contrário, quanto mais se estuda o assunto, mais claro fica que devemos agir de forma segura e assertiva. A intervenção dos adultos e atenção ao problema deve ser estimulada em todos os níveis.

Nas escolas são necessárias, entre outras medidas:

1) Treinamento para instrumentalizar todos os que lidam com alunos, no sentido de estarem atentos e aptos a perceber tentativas de intimidação ou agressão entre estudantes. Para tanto, é preciso conhecer sinais, perceber sintomas e atitudes que caracterizam vítimas e agressores

2) Segurança e presteza do corpo técnico, para intervir adequadamente

3) Assegurar, através de atitudes, conversas claras nas turmas e outras iniciativas, que tanto vítimas como expectadores terão sempre a proteção e o anonimato garantidos

4) Implantar um esquema institucional de responsabilização para os agressores, de preferência não excludente, mas no qual, agressores arcarão com as conseqüências de seus atos

5) Procurar revestir as sanções de caráter educativo; excluir pura e simplesmente não forma consciência, nem transforma agressores em bons cidadãos

6) Fortalecer os que sofrem ou presenciam o bullying oferecendo canais de comunicação que garantam a privacidade dos que se dispõem a falar

7) Treinar a equipe da escola (em todos os níveis), de forma a adotar forma única e homogênea de agir nesses casos, para que todos se sintam protegidos: corpo técnico, alunos-vítimas e expectadores (só assim o silêncio se romperá)

8) Incorporar ao currículo medidas educacionais formadoras, a serem trabalhadas por todos os professores, independentemente da matéria, série ou grupo, dando-se especial ênfase ao desenvolvimento de habilidades sociais tais como: saber ouvir; respeitar diferenças; ter limites; saber argumentar sem discutir ou agredir; ser solidário; ter dignidade; respeitar o limite e o direito do outro, etc.

Atuar junto à família, para que, não só apóie a escola em todas essas iniciativas, mas também e principalmente que, em casa, ela própria trabalhe:

1) a questão dos limites com segurança

2) a formação ética dos filhos

3) a não-aceitação firme do desrespeito aos mais velhos e/ou mais fracos. Isto é, a a família deve reassumir o quanto antes o seu papel de formadora de cidadãos, abandonando a postura superprotetora cega, e a crença de que amar é aceitar toda e qualquer atitude dos filhos, satisfazer todos os seus desejos, não criticar o que deva ser criticado e nunca responsabilizá-los por atitudes anti-sociais.

De preferência, enquanto é tempo...

Tania Zagury

Fonte: www.comportamentoinfantil.com/programaacordar.ulbra.br

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