Trem Bala

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Trem Bala – Definição

O grupo de trabalho da União Internacional de Caminhos-de-Ferro fornece definições de viagens de comboio de alta velocidade. Não existe apenas uma única definição do termo, mas uma combinação de elementos – carris novos ou atualizados, material circulante, práticas de exploração – que levam a que um dado serviço seja ou não considerado como de alta velocidade.

A velocidade a que um comboio deve circular para ser qualificado de “Alta Velocidade” varia de país para país, oscilando desde os 160 km/h até aos 300 km/h.

Entre os países que possuem comboios de alta velocidade em operação contam-se: Alemanha, China, Coreia, Espanha, França, Itália, Japão e Portugal.

Trem Bala – História

Os caminhos-de-ferro foram a primeira forma de transporte de massas, e até ao desenvolvimento do automóvel no início do século XX tinham um monopólio efetivo no transporte terrestre.

Nas décadas posteriores à Segunda Guerra Mundial, o petróleo barato, juntamente com melhoramentos nos automóveis, autoestradas e aviação, tornaram estes meios mais práticos para uma grande porção da população do que antes.

Trem BalaInauguração do caminho-de-ferro em Portugal (28 de Outubro de 1856)
Aguarela de Alfredo Roque Gameiro

Na Europa e no Japão, foi dada ênfase à reconstrução no pós-guerra, enquanto que nos Estados Unidos foi dada à construção de um enorme sistema de autoestradas interestaduais e aeroportos. Os sistemas de transporte de massas foram grandemente negligenciados nos EUA.

Os caminhos-de-ferro dos Estados Unidos foram-se tornando cada vez menos competitivos, em parte devido à tendência do governo em favorecer o transporte aéreo e rodoviário, mais do que no Japão e nos países europeus, e em parte também devido à menor densidade populacional.

As viagens de comboio tornam-se mais competitivas nas áreas de maior densidade populacional e onde o custo do petróleo for elevado, devido ao fato de os comboios convencionais terem consumos de combustível mais eficientes que os carros (embora algumas vezes menos eficientes que os autocarros).

Muito poucos comboios consomem diesel ou outros combustíveis fósseis, mas as centrais eléctricas que fornecem eletricidade aos comboios eléctricos consomem normalmente gás natural e carvão. No entanto, no Japão e na França, existe uma grande proporção de eletricidade proveniente de energia nuclear.

Mesmo consumindo eletricidade gerada a partir de carvão e petróleo, os comboios são mais econômicos por passageiro por quilômetro percorrido do que um automóvel típico.

A atualização das redes ferroviárias exige investimentos pesados e por isso só é competitiva com os aviões ou automóveis desaparecendo os subsídios ao custo do combustível (como por exemplo nos EUA), ou face a altas densidades populacionais (como se passa na Europa e Japão).

O primeiro sistema de caminhos-de-ferro de alta velocidade foi o japonês Shinkansen na linha Tokaido Shinkansen, lançado oficialmente em 1964. Os comboios Shinkansen da série 0 foram construídos pela Kawasaki Heavy Industries, alcançando velocidades de 200 km/h na rota Tóquio-Nagoya-Quioto-Osaka, e recebeu esse nome devido à sua alta velocidade e ao seu formato longo e pontiagudo, semelhante a uma bala..

Os comboios de alta velocidade foram concebidos para recuperar os passageiros de comboios perdidos para outros meios de transporte, tendo em muitos casos sido muito bem sucedidos nos seus objetivos.

Projeto de desenvolvimento do Shinkansen

Trem BalaTrem Bala

Em relação ao projeto de desenvolvimento do Shinkansen, desde a inauguração do Hokuriku Shinkansen (trecho Takasaki-Nagano) em outubro de 1997, do Tohoku Shinkansen (trecho Hachinohe-Shin-Aomori) em dezembro de 2010, do Kyushu Shinkansen (trecho Hakata-Shin-Yatsushiro) em março de 2011, do Hokuriku Shinkansen (trecho Nagano-Kanazawa) em março de 2015, do Hokkaido Shinkansen (trecho Shin-Aomori-Shin-Hakodate-Hokuto) em março de 2016 e do Kyushu Shinkansen (trecho Takeo-Onsen-Nagasaki) em setembro de 2022, o Hokuriku Shinkansen (trecho Kanazawa-Tsuruga) foi inaugurado em março de 2024.

Construção do Hokkaido Shinkansen O trecho Shin-Hakodate-Hokuto-Sapporo, atualmente em construção, também está progredindo de forma constante.

Para o Hokuriku Shinkansen (trecho Tsuruga-Shin-Osaka), cuja construção ainda não começou, realizaremos avaliações de impacto ambiental e examinaremos os desafios da obra. Além disso, em relação ao Kyushu Shinkansen (Rota Oeste de Kyushu), acreditamos ser importante continuar as discussões sobre qual tipo de desenvolvimento é desejável para o futuro das regiões de Kyushu e do oeste do Japão, e continuaremos a dialogar com as partes interessadas.

A principal diferença de velocidade entre o Shinkansen e os trens convencionais é que os trens Shinkansen podem atingir velocidades superiores a 200 km/h, enquanto os trens convencionais geralmente viajam a cerca de 100-130 km/h. A velocidade máxima dos trens regulares (linhas convencionais), incluindo os trens expressos, é limitada a 130 km/h, mas os trens Shinkansen atingem uma velocidade máxima de 320 km/h em alguns trechos da linha Tohoku Shinkansen, tornando-os os trens mais rápidos do Japão.

Comparação com outros meios de transporteTrem BalaTrem Bala

As infraestruturas rodoviárias e os aeroportos já não se podem expandir mais em muitos países levando a constrangimentos sérios à circulação que atinge em muitos casos os limites de capacidade durante as horas de ponta.

Os aeroportos têm uma capacidade limitada para servir passageiros durante as épocas de maior movimento, tal como as autoestradas. O sistema de comboios de alta velocidade tem um potencial de grande capacidade nos seus corredores fixos, oferecendo a promessa de aliviar a congestão dos outros sistemas.

Antes da Segunda Guerra Mundial, o sistema de caminhos-de-ferro convencional era o principal meio de transporte entre cidades. O serviço de passageiros perdeu o seu principal papel de transporte devido à redução da quota de mercado, mesmo onde a frequência de comboios aumentou.

Os comboios de alta velocidade têm a vantagem de serem mais amigos do ambiente do que o transporte aéreo ou rodoviário nomeadamente devido ao menor consumo de combustível por passageiro e quilômetro percorrido, ao menor espaço de terreno ocupado para uma dada capacidade transportada e ao desvio dos passageiros de outros meios de transporte mais poluentes.

Os comboios de alta velocidade têm a vantagem sobre os automóveis na medida em que podem transportar passageiros a velocidades muito maiores que as possíveis num carro, evitando simultaneamente o congestionamento da hora de ponta das autoestradas.

Em viagens que liguem os centros de duas cidades, os comboios de alta velocidade podem ser três vezes mais rápidos que um carro. Para outras viagens (p.e. subúrbio para subúrbio) o tempo de deslocação porta-a porta e o custo total (excluindo os custos ambientais) dos comboios de alta velocidade pode ser comparável ao da condução de um carro, um fato geralmente mencionado pelos críticos dos comboios de alta velocidade, apesar de isto depender da infraestrutura do local de transporte das áreas a serem servidas.

Em geral, quanto maior a viagem, maior a vantagem do comboio sobre o carro.

As viagens de comboio têm custos ambientais muito inferiores, além de serem menos cansativas, mais produtivas e mais fiáveis que as viagens de carro. É de acrescentar que os carris de comboio permitem um fluxo de passageiros por hora superior a uma estrada da mesma largura.

Fonte: Portal São Francisco/www.usp.br/incrivel-mente.com/www.mlit.go.jp

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