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Trem Bala

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Um comboio de alta velocidade (português europeu) ou trem de alta velocidade (português brasileiro) (ou trem-bala) é um transporte público que circula em caminhos de ferro excedendo os 250km/h.

Tipicamente, os comboios de alta velocidade viajam a velocidades de cruzeiro entre os 250 km/h e os 300 km/h. A marca mundial de velocidade para um comboio convencional com rodas foi estabelecida em 2007 por um TGV francês que atingiu a velocidade de 574,8 km/h[1].

O comboio protótipo japonês de levitação magnética (maglev) JR-Maglev MLX01 estabeleceu o recorde de velocidade de um comboio ao atingir os 582 km/h.

No dia 3 de Abril de 2007 foi batido oficialmente o anterior recorde de comboios convencionais ao ser atingida a velocidade de 574,8 km/h[2]. Este teste, na nova linha Paris-Estrasburgo, teve o nome de código V150 aludindo aos 150 metros/segundo de velocidade que se pretendia atingir (correspondente a 540 km/h)[3]

Definição

O grupo de trabalho da União Internacional de Caminhos-de-Ferro[4] fornece definições de viagens de comboio de alta velocidade. Não existe apenas uma única definição do termo, mas uma combinação de elementos — carris novos ou actualizados, material circulante, práticas de exploração — que levam a que um dado serviço seja ou não considerado como de alta velocidade.

A velocidade a que um comboio deve circular para ser qualificado de “Alta Velocidade” varia de país para país, oscilando desde os 160 km/h até aos 300 km/h.

Entre os países que possuem comboios de alta velocidade em operação contam-se: Alemanha, China, Coreia, Espanha, França, Itália, Japão e Portugal.

História

Os caminhos-de-ferro foram a primeira forma de transporte de massas, e até ao desenvolvimento do automóvel no início do século XX tinham um monopólio efectivo no transporte terrestre.

Nas décadas posteriores à Segunda Guerra Mundial, o petróleo barato, juntamente com melhoramentos nos automóveis, auto-estradas e aviação, tornaram estes meios mais práticos para uma grande porção da população do que antes.

Trem Bala
Inauguração do caminho-de-ferro em Portugal (28 de Outubro de 1856)
Aguarela de Alfredo Roque Gameiro

Na Europa e no Japão, foi dada ênfase à reconstrução no pós-guerra, enquanto que nos Estados Unidos foi dada à construção de um enorme sistema de auto-estradas interestaduais e aeroportos. Os sistemas de transporte de massas foram grandemente negligenciados nos EUA.

Os caminhos-de-ferro dos Estados Unidos foram-se tornando cada vez menos competitivos, em parte devido à tendência do governo em favorecer o transporte aéreo e rodoviário, mais do que no Japão e nos países europeus, e em parte também devido à menor densidade populacional.

As viagens de comboio tornam-se mais competitivas nas áreas de maior densidade populacional e onde o custo do petróleo for elevado, devido ao facto de os comboios convencionais terem consumos de combustível mais eficientes que os carros (embora algumas vezes menos eficientes que os autocarros).

Muito poucos comboios consomem diesel ou outros combustíveis fósseis, mas as centrais eléctricas que fornecem electricidade aos comboios eléctricos consomem normalmente gás natural e carvão. No entanto, no Japão e na França, existe uma grande proporção de electricidade proveniente de energia nuclear.

Mesmo consumindo electricidade gerada a partir de carvão e petróleo, os comboios são mais económicos por passageiro por quilómetro percorrido do que um automóvel típico.

A actualização das redes ferroviárias exige investimentos pesados e por isso só é competitiva com os aviões ou automóveis desaparecendo os subsídios ao custo do combustível (como por exemplo nos EUA), ou face a altas densidades populacionais (como se passa na Europa e Japão).

O primeiro sistema de caminhos-de-ferro de alta-velocidade foi o japonês Shinkansen na linha Tokaido Shinkansen, lançado oficialmente em 1964. Os comboios Shinkansen da série 0 foram construídos pela Kawasaki Heavy Industries, alcançando velocidades de 200 km/h na rota Tóquio-Nagoya-Quioto-Osaka.

Os comboios de alta-velocidade foram concebidos para recuperar os passageiros de comboios perdidos para outros meios de transporte, tendo em muitos casos sido muito bem sucedidos nos seus objectivos.

Comparação com outros meios de transporte

As infraestruturas rodoviárias e os aeroportos já não se podem expandir mais em muitos países levando a constrangimentos sérios à circulação que atinge em muitos casos os limites de capacidade durante as horas de ponta.

Os aeroportos têm uma capacidade limitada para servir passageiros durante as épocas de maior movimento, tal como as autoestradas. O sistema de comboios de alta-velocidade tem um potencial de grande capacidade nos seus corredores fixos, oferecendo a promessa de aliviar a congestão dos outros sistemas.

Antes da Segunda Guerra Mundial, o sistema de caminhos-de-ferro convencional era o principal meio de transporte entre cidades. O serviço de passageiros perdeu o seu principal papel de transporte devido à redução da quota de mercado, mesmo onde a frequência de comboios aumentou.

Os comboios de alta-velocidade têm a vantagem de serem mais amigos do ambiente do que o transporte aéreo ou rodoviário nomeadamente devido ao menor consumo de combustível por passageiro e quilómetro percorrido, ao menor espaço de terreno ocupado para uma dada capacidade transportada e ao desvio dos passageiros de outros meios de transporte mais poluentes.

Automóvel

Os comboios de alta-velocidade têm a vantagem sobre os automóveis na medida em que podem transportar passageiros a velocidades muito maiores que as possíveis num carro, evitando simultaneamente o congestionamento da hora de ponta das autoestradas.

Em viagens que liguem os centros de duas cidades, os comboios de alta-velocidade podem ser três vezes mais rápidos que um carro. Para outras viagens (p.e. subúrbio para subúrbio) o tempo de deslocação porta-a-porta e o custo total (excluindo os custos ambientais) dos comboios de alta-velocidade pode ser comparável ao da condução de um carro, um facto geralmente mencionado pelos críticos dos comboios de alta-velocidade, apesar de isto depender da infraestrutura do local de transporte das áreas a serem servidas.

Em geral, quanto maior a viagem, maior a vantagem do comboio sobre o carro.

As viagens de comboio têm custos ambientais muito inferiores, além de serem menos cansativas, mais produtivas e mais fiáveis que as viagens de carro. É de acrescentar que os carris de comboio permitem um fluxo de passageiros por hora superior a uma estrada da mesma largura.

Referências Bibliográficas

Hood, Christopher P. (2006). Shinkansen – From Bullet Train to Symbol of Modern Japan. London: Routledge. ISBN 0-415-32052-6.

Fonte:  www.usp.br

Trem Bala

Você já ouviu falar no trem-bala? É um transporte de alta velocidade, que alcança mais de 300 quilômetros por hora. De tão rápido, um trem pode chegar ao seu destino antes de um avião. O Brasil vai construir sua primeira linha de trens de alta velocidade, ligando São Paulo ao Rio de Janeiro. O governo quer tudo pronto para as Olimpíadas de 2016.

O primeiro trem de alta velocidade foi construído na Itália, antes da 2ª Guerra Mundial. O percurso era de Milão a Nápoles, passando por algumas das cidades mais importantes do país. Alcançou velocidade de mais de 200 quilômetros por hora. A guerra parou o desenvolvimento das linhas e destruiu muitos trens.

Entretanto, os trens de alta velocidade ganharam o apelido de trem-bala no Japão, por causa do formato do trem e de sua rapidez. A frente é alongada, lembrando uma bala (munição para armas de fogo). A primeira ferrovia para trens de alta velocidade deste país ficou pronta em 1964, em tempo para as Olimpíadas de Tókio. Por estar em uma área onde moram muitas pessoas, o trem se mostrou economicamente viável desde sua criação.

Maglev

O trem mais rápido existente fica na China e atinge uma velocidade de 350 quilômetros por hora. Para isso, utiliza tecnologia de levitação magnética, ou Maglev. Nesse sistema, os trens não rodam, levitam. Graças a potentes imãs chamados magnetos, o trem não toca no trilho. Japão e Alemanha são os maiores pesquisadores desta tecnologia.

Diferentemente de trens comuns, não há locomotiva nos trens Maglev. Os próprios magnetos no trilho são responsáveis pela locomoção. Assim, quase não há desgaste ou atrito e a manutenção fica muito mais barata do que em outros sistemas, apesar da construção ser mais cara. Os trens de alta velocidade japoneses não utilizam esta tecnologia e rodam sobre rodas eletrificadas. Entretanto, o Japão já anunciou a construção de 300 quilômetros de trilhos Maglev.

Outra grande vantagem dos trens de alta velocidade é que eles só utilizam eletricidade para se mover, enquanto as tradicionais locomotivas queimam carvão e fazem uma poluição danada. A eletricidade necessária para fazer os magnetos funcionarem pode vir de fontes não poluentes, como as usinas atômicas, por exemplo. As mesmas razões levaram à construção de linhas similares na Europa e China. Mas o trem-bala japonês continua sendo o mais utilizado de todos, devido à enorme população nipônica.

Trem olímpico

O governo brasileiro acaba de lançar um concurso para construir uma linha de trem-bala ligando São Paulo ao Rio de Janeiro. Empresas do mundo inteiro estão interessadas em construir essa linha. Quem oferecer o melhor preço vai ganhar o direito de construir e operar o trem-bala brasileiro. O objetivo do governo é construir os 510 quilômetros de trilhos de Maglev necessários em cinco anos. Assim, os trens já poderiam ser utilizados durante as Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

Quando ficar pronto, a viagem entre as duas capitais levará apenas 93 minutos (1 hora e meia). Ou seja, dezessete minutos a mais do que se formos de avião. De carro leva-se cinco horas e, de ônibus, pouco mais de seis horas. Além disso, viajar de trem vai sair bem mais barato do que ir de avião. O trem sairá do Rio e, depois de passar por São Paulo, continuará até Campinas. Outras paradas também estão programadas.

Tecnologia brasileira

O Brasil está desenvolvendo uma tecnologia própria de levitação magnética. O Maglev Cobra está sendo desenvolvido pela COPPE – Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia – na Universidade Federal do Rio de Janeiro. Apesar de ainda não alcançar as altas velocidades das outras tecnologias (atualmente a velocidade do Cobra é de 70 quilômetros por hora) e, portanto, não servir para ligar uma cidade à outra, é uma boa solução para o transporte urbano.

Fonte:  invivo.fiocruz.br

Trem Bala

Eles conseguem fazer isso graças a poderosos eletroímãs – peças que geram um campo magnético a partir de uma corrente elétrica – instalados tanto no veículo quanto nos trilhos.

Trem Bala

Os maglevs (abreviação de “levitação magnética”), como são chamados, nada têm a ver com os famosos trens-bala que circulam no Japão e na Europa com motores elétricos e rodas comuns e atingem até 300 km/h. Já os maglevs, que ainda não entraram em operação em nenhum lugar do mundo, poderão superar os 500 km/h, pois não sofrerão nenhum atrito com o solo.

As vantagens não param por aí. Eles consumirão menos energia, serão mais silenciosos e não precisarão de tanta manutenção. A expectativa é de que esses trens flutuantes possam competir até com vôos regionais, revolucionando o transporte entre cidades.

Um maglev venceria a distância entre Rio e São Paulo em 50 minutos, praticamente o mesmo tempo da ponte aérea, mas a um custo bem inferior. Por que, então, eles ainda não estão em funcionamento? O problema é o enorme investimento necessário para instalar linhas totalmente novas – enquanto os trens-bala comuns podem aproveitar as ferrovias já existentes.

O primeiro maglev, de tecnologia alemã, tem sua inauguração programada para o ano que vem na China, fazendo a ligação entre a cidade de Xangai e seu aeroporto, a 40 quilômetros de distância.

Fonte:  incrivel-mente.com

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