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Cores

 

AS CORES

INTRODUÇÃO

“As cores são ações e paixões da luz. Na verdade, luz e cor se relacionam perfeitamente, embora devamos pensá-las como pertencentes à natureza como um todo: ela é inteira e revela-se ao sentido da visão”. (Johann Wolfgang svon Goethe )

Tudo que existe na natureza, em nosso mundo, está diretamente ligado às cores constituintes do astro que é a principal fonte de vida do planeta: o Sol.

Existe uma relação vital entre tudo que habita a Terra, animais, minerais e vegetais e a luz solar. Mas não devemos nos esquecer que a luz branca do sol nada mais é do que a soma das sete cores que formam o arco-íris: vermelho, laranja, amarelo, azul, violeta, verde e anil. Vemos cores em tudo a nossa volta e é quase impossível imaginar um mundo preto e branco.

Mas só podemos perceber as cores na presença da luz. Cor é luz. Sem luz, nossos olhos não podem ver as cores. A cor é o resultado do reflexo da luz que não é absorvida por um pigmento. Assim podemos estudar as cores sob dois aspectos que estão diretamente relacionados embora sejam aparentemente opostos: a COR-LUZ e a COR-PIGMENTO.

DISTINÇÃO DAS CORES

COR LUZ:

A cor é uma sensação provocada pela luz sobre o órgão da visão, isto é, sobre nossos olhos. A cor-luz pode ser observada através dos raios luminosos. Cor-luz é a própria luz que pode se decompor em muitas cores.A luz branca contem todas as cores.

Você já viu um arco-íris? O arco íris é um belo fenômeno da natureza. Ao incidir nas gotas de água da chuva que passa, os raios da luz solar que atravessa sob as nuvens se decompõem em várias cores. São radiações coloridas.

Cores
Arco-íris

COR PIGMENTO

O pigmento é o que dá cor a tudo o que é material. As folhas da plantas são verdes por terem clorofila; a terra tem cores diferentes em cada região por apresentar composição mineral diferente, e cada mineral tem um pigmento com sua cor própria: o óxido de ferro pode ser amarelo ou vermelho; o de cobre é verde; o de manganês é marrom; o de cobalto é azul; etc... Até a nossa pele tem pigmentos, como a melanina que dá a cor da pele de cada um de nós. Desenhar, pintar, colorir são formas de expressão, de comunicação que é natural do ser humano.

Com o tempo o homem percebeu que podia extrair os pigmentos da natureza e utilizá-los em forma de tinta misturando com resina das árvores, com a clara e a gema de ovos e diferentes tipos de óleo para conservar, transportar e fixar as cores.

Pintou sobre pedra, peles de animais e madeira e desenvolveu suportes próprios para a pintura: preparou as paredes com massas especiais, os afrescos; modelou cerâmica e fez azulejos decorados; fez mosaicos com vidros coloridos; telas com tecidos para pintar usando pincéis. e continua gostando de pintar as paredes e muros das cidades com a mesma necessidade de se expressar que os homens das cavernas. As técnicas de pintura se desenvolveram, se industrializaram e a tecnologia criou os pigmentos sintéticos.

Cores "artificiais", feitas em laboratório, mas tão intensas e belas como as cores naturais que tentam imitar. Muitas tintas industrializadas ainda são feitas com pigmentos naturais, mas já existem pigmentos sintéticos de todas as cores. Os corantes também são pigmentos. Você já percebeu quantos corantes consumimos em nossas refeições? É por que a cor dos alimentos também é um atrativo para aguçar o paladar: a gente também come "com os olhos".

As crianças adoram brincar com as cores. Experimentando misturar as tintas logo descobrem que podem formar novas cores. Esticam o plástico rosa e transparente do bombom e descobrem que "tudo ficou rosa". Na verdade, ao olharmos através do plástico colorido e transparente estamos misturando as cores do mesmo modo que fazemos com as tintas. Essa mistura de pigmentos altera a quantidade de luz absorvida e refletida pelos objetos.

O pigmento branco não absorve, mas reflete todas as cores. Estamos falando da COR-LUZ que é refletida pelos objetos quando iluminados pela luz branca, que é a soma de todas as cores. Quando misturamos um pigmento preto a uma tinta branca, aos poucos vamos obtendo diferentes tons de cinza.

Quanto mais pigmento preto, mais escuro é o tom de cinza que obtemos até chegar ao preto. O que acontece é que o pigmento preto, ao contrário do branco, absorve todas as cores. Já vimos antes que o preto é a ausência de luz. O pigmento preto "esconde" todas as cores e, por isso, o preto que vemos é o "escuro", é a ausência de luz refletida.

Cores

Podemos classificar as cores pigmento inversamente a cor-luz, pois é assim que nossos olhos podem ver, perceber e misturar as tintas. Essa mistura de cor-pigmento é chamada de mistura subtrativa, por ser oposta a mistura aditiva que acontece com a cor-luz. Na mistura subtrativa (mistura de pigmentos, tintas, etc...) as cores primárias são o azul cian , o amarelo limão e o vermelho magenta.

CLASSIFICAÇÃO DAS CORES

CORES PRIMÁRIAS GERADORAS

O que são cores primárias ?

São aquelas que não podem ser obtidas por mistura de outras cores. As cores primárias são cores puras e elas são diferentes nas cores-luz e nas cores-pigmento.

Cores primárias na cor-luz

Cores

A cor-luz (também conhecida como cor energia) recebe esta denominação porque as cores estão contidas na luz e por ela são refletidas.

A soma das três cores-luz primárias (vermelho-alaranjado, verde e azul forte) produz a luz branca. Por isso elas também são chamadas de cores primárias aditivas.

A luz é emitida em ondas de várias freqüências diferentes, cada freqüência corresponde a uma cor específica. Quando um feixe de luz branca atravessa um prisma, as freqüências são separadas e podemos ver todas as cores num arco-íris. Este princípio é utilizado na eletrônica, na física e na informática. É este o princípio que possibilita a você ver as cores em seu monitor.

O branco e o preto na cor-luz

Na luz branca estão presentes todas as cores, portanto, somando todas as cores produz-se o branco, que é a luz pura. A ausência da luz é o preto.

Cores primárias na cor-pigmento

Quando utilizamos tintas, lápis-de-cor, canetas coloridas e outros materiais para tingir ou colorir estamos utilizando cores-pigmento.

Os pigmentos cromáticos são classificados em três categorias: primários, secundários e terciários.

As cores primárias da cor pigmento são: vermelho-magenta, amarelo-cádmio e azul forte. Nas artes gráficas e na fotografia usa-se o azul-ciano. O azul-ultramar ou da prússia é usado pelos artistas pintores que trabalham com tinta a óleo, acrílica, guache, aquarela .

Com essas cores básicas é possível criar uma infinidade de tonalidades e assim, reproduzir as cores da natureza. Este também é o princípio utilizado em sua impressora (modo CMYK).

O branco e o preto na cor-pigmento

Os pigmentos são classificados em duas categorias: pigmentos acromáticos e pigmentos cromáticos. O branco, o preto e os cinzas, produzidos pela mistura do preto e do branco, são acromáticos porque não contêm cor. Todos os outros pigmentos são cromáticos.

CORES SECUNDÁRIAS

Obtemos as cores secundárias pela combinação das primárias, duas a duas, em proporções iguais.

CORES TERCIÁRIAS

Podemos dizer que as cores terciárias são todas as outras cores, isto é, quando Uma cor não é primária nem secundária, então é terciária.

Obtemos uma cor terciária quando misturamos duas primárias em proporções diferentes, isto é, uma em maior quantidade que a outra; ou quando misturamos as três cores primárias, seja em proporções iguais ou não. A cor MARROM, por exemplo, é uma cor terciária obtida da mistura das três primárias. Em artes gráficas, o marron pode ser obtido com a mistura do amarelo ou vermelho alaranjado com um pouco de preto.

HARMONIA DAS CORES

GRADAÇÃO DAS CORES

Gradação é a mistura gradativa entre as cores formando novas cores a partir das primárias, as secundárias, o branco e o preto. Essa mistura gradativa é conhecida como “degradê”. A mistura gradativa das cores forma novas cores pela variação de intensidade e tonalidade.

MATIZ

Matiz é a cor em sua máxima intensidade; é a própria cor. É também a variação de tonalidade obtido pela mistura de duas cores em sua máxima intensidade, sem mistura de pigmentos pretos ou brancos, formando novas cores. No círculo cromático e na estrela das cores podemos ver todas as matizes entre as cores primárias e secundárias que sejam vizinhas (cores análogas).É na mistura da matiz de uma cor primária com uma secundária que aparecem as cores terciárias, mesmo que as duas cores não sejam vizinhas no círculo cromático.

ISOCROMIA

Isocromia é a harmonia obtida em uma composição usando-se cores diferentes, mas que implicam uma na outra. Por exemplo: uma pintura que tem o magenta como cor predominante e o uso de uma de suas MATIZES.

CORES ANÁLOGAS

A mistura gradativa entre as cores do círculo cromático é um matiz gradativo, um “degradê” que forma uma escala entre duas cores. Essa variação também é conhecida como matiz e, quando é feita entre uma cor primária e uma secundária que sejam vizinhas no círculo cromático, forma uma escala de cores análogas. Analogia significa semelhança. As cores análogas são semelhantes em sua composição.

MONOCROMIA

Uma pintura que emprega vários tons de uma mesma cor recebe o nome de monocromia: a arte feita com uma única cor, com variação de tonalidades. É a harmonia obtida através da adição gradativa de branco ou preto a uma única cor primária, secundária ou terciária.

MONO + CROMIA = UMA COR

Observe como se faz uma escala monocromática a partir de uma cor escolhida (primária ou secundária ):

Cores

ESCALA MONOCROMÁTICA é a gradação de valor e intensidade de uma mesma cor. Misturadas com o preto tornam-se mais escuras (ESCALA DE VALOR) e com o branco ficam mais claras ( ESCALA DE INTENSIDADE ). As coisas, na realidade, nunca são de uma só matiz ou tonalidade de cor. Existe grande variedade de matizes e tons dentro de uma mesma cor.

As cores recebem influência da luz, da intensidade, dos reflexos e também da nossa própria retina.

POLICROMIA

É a arte feita com várias cores. É o emprego de várias cores no mesmo trabalho.

POLI + CROMIA = MUITAS CORES

Cores

Em artes gráficas, a policromia é obtida através da combinação das três cores primárias (amarelo; cian; magenta) mais o preto para realçar os contrastes. As ilustrações aparecem com cores bonitas. Tonalidades e matizes dão uma agradável sensação a quem olha. Mas, para imprimir, as cores foram separadas. Não resta dúvida de que, para se obter um resultado harmônico da combinação de cores, é necessário um certo critério, bom-senso e um mínimo de conhecimento do uso dos materiais de pintura mas a experiência pessoal é ainda mais decisiva e é o que alimenta a revolução constante da arte.

As técnicas de pintura se desenvolveram, se industrializaram e a tecnologia criou os pigmentos sintéticos. Cores “artificiais”, feitas em laboratório, mas tão intensas e belas como as cores naturais que tentam imitar. Muitas tintas industrializadas ainda são feitas com pigmentos naturais, mas já existem pigmentos sintéticos de todas as cores. Os corantes também são pigmentos. Você já percebeu quantos corantes consumimos em nossas refeições? É por que a cor dos alimentos também é um atrativo para aguçar o paladar: a gente também come “com os olhos”.

CORES QUENTES

As cores quentes tendem para o amarelo, e suas matizes com os alaranjados e avermelhados. As cores quentes estimulam a circulação do observador, causando um ligeiro aumento na temperatura do corpo. o amarelo é uma cor alegre, é a cor do verão; o vermelho é o sangue, é vida.

CORES FRIAS

As cores frias tendem para o azul, e as matizes entre o verde, azul e violeta. Ao contrário das cores quentes, diminuem a circulação do observador, causando uma ligeira queda na temperatura do corpo. O azul é a calma, a harmonia, a paz, mas também a tristeza e melancolia.

CORES COMPLEMENTARES

“A cor do complemento de onda dominante que o matiz absorve é a sua complementar”. É a cor “negativa”” de qualquer cor, como os negativos de fotografia. É a que forma o verdadeiro contraste. Quando uma cor é colocada lado a lado com sua complementar, elas se intensificam pelo contraste simultâneo. No círculo cromático a cor complementar é a que está “diametralmente oposta”, isto é, traçando um diâmetro é a que está do lado oposto. Quando você quiser chamar a atenção, use uma roupa que tenha estampa com cores complementares. Do mesmo modo, como o positivo e o negativo, o branco e o preto também são complementares. Os opostos se completam.

PRÁTICA

ILUSÃO AMBÍGUAS

Concentre-se a visão na cor azuls por cerca de 30 segundos. Depois olhe para uma parede, de preferencia de cor clara (branca). O que aconteceu ? foi legal?

Se você não tiver resultado tente novamente.

AS CORES NA SAÚDE HUMANA

A CROMOTERAPIA

É a ciência que se utiliza das diferentes CORES contidas no ESPECTRO VISÍVEL e que são decompostas da LUZ BRANCA, para buscar o equilíbrio do SER HUMANO.

Somos LUZ que vibra na mais baixa intensidade, criando as condições exatas para que surja o corpo físico. A aplicação das CORES altera ou mantém as vibrações que nos proporcionam saúde, pela capacidade de regeneração que a energia luminosa possui e a ação vibracional que as CORES nos proporcionam.

LARANJA

O raio LARANJA é chamado de “raio da sabedoria” por ser resultado da mistura do VERMELHO com o AMARELO, ou seja, uma energia intermediária de grande brilho pela potência dos raios que lhe dão origem. Do AMARELO traz sinais da energia intelectual com muita luminosidade, unido-se á excitabilidade do VERMELHO. É a cor do plano mental.

O LARANJA, por sua natureza quente, dissolve formações dentro e fora do organismo, quer na parte óssea como em cartilagens e outros tecidos, nas glândulas e órgãos em geral. É dilatador de órgãos e de energias, liberador das funções mentais e corporais, estimulando a compreensão. Como alentador, combate a sensação de inércia e ameniza as repressões. Induz a transmutação de energias no corpo.

Em relação ao VERMELHO, o raio LARANJA é uma cor mais doce e, portanto, com possibilidade de usos mais acentuados, principalmente onde o VERMELHO tem contra-indicação. Como o raio VERMELHO, o LARANJA pode ser usado na falta de vitalidade e para acelerar a pulsação sem alterar a pressão sangüínea.

VERMELHO

É uma cor PRIMÁRIA, isto é, uma cor que se encontra pura na natureza. É considerada a mais positiva, a mais criativa e a mais vital. Por ser quente e pela riqueza dos seus raios caloríficos é chamado de o “pai” da vitalidade.

Fornece um raio que dá energia, saúde, vitalidade, reativação mental e física. É imediatamente absorvido pelo órgão que apresenta casos anêmicos ou possui um baixo funcionamento, proporcionando a sua imediata revitalização. Tem inúmeros usos para poucas exceções.

Atua sempre como energia em expansão, provocando estímulos. Ao expandir-se, ativa o que estava comprimido pelo frio. O calor do VERMELHO é importante para todas as coisas vivas, pois sem ele o frio paralisaria tudo e, sem o calor seria impossível qualquer movimento ou atividade.

AMARELO

O AMARELO, assim como o DOURADO, simboliza o Sol e significa o poder divino, a iluminação e a imortalidade. Os raios AMARELOS despertam, inspiram e estimulam a mentalidade superior. É o condutor das correntes magnéticas positivas. Propicia o autocontrole, produz efeitos alcalinos (sem eletricidade) que fortalecem os nervos e não é adstringente (não aperta).

Depois da cor BRANCA, a AMARELA é a que mais energia fornece, tornando-se a mais alegre das cores na CROMOTERAPIA. É uma cor morna por estar posicionada junto ao espectro solar, entre os efeitos das cores quentes e o inicio das cores frias. Sendo uma mistura dos raios VERMELHO e VERDE, o AMARELO tem a metade da força estimulante do VERMELHO e metade da capacidade recuperativa do VERDE, por isso tende tanto a estimular as funções quanto a restaurar as células destruídas.

Cor nobre, indica a atividade mental no aspecto físico e energia espiritual na área do Espirito. Em sendo a cor do intelecto, é mais da percepção do que da razão. Ativa nossos sentimentos mais nobres, traduzindo e despertando uma intensa alegria.

VERDE

É o denominador comum de toda a natureza. É o traço de união entre o homem e a natureza, a cor do equilíbrio entre a natureza física e o espírito imortal e a ativação das nossas potencialidades espirituais. Em nossa vidas, é um agente neutralizador das vibrações inorgânicas (energias) do nosso corpo e que equilibra nosso Sistema Nervoso, transmitindo-nos a consciência da harmonia.

É a cor mais importante na natureza em sentido do equilibro próprio. É uma cor que alivia e acalma tanto física quanto mentalmente e que menos fatiga a vista. O VERDE é uma mistura de AMARELO com AZUL, combinando a sabedoria (AMARELO) com a verdade (AZUL) e, mais ainda, mente e espírito. Situa-se entre o calor e o movimento do AMARELO e, por isto, sugere tão poderosamente o repouso.

A cor VERDE, dentro do Espectro Visível de Cores, é a cor que se apresenta aos nossos olhos com o maior número de tons. Todos os tons de VERDE são energizadores e equilibradores das energias do corpo FÍSICO.

AZUL

O AZUL é a cor brilhante do céu, é da sabedoria e reflexão, calmante, pacífica e relaxante. É uma cor mental e altamente espiritualizante e, as pessoas nascidas neste raio são mentalmente sensíveis e fazem ligações mentais e espirituais com facilidade. O raio AZUL: se relaciona com todos os aspectos da verdade; estimula a ciência e a invenção; leva ao conhecimento intuitivo; induz ás coisas do Espírito, á lealdade e á confiança.

É um raio frio. Sua luz é adstringente, tranqüilizante e elétrica, com propriedades sedativas e soporíficas. Dentro do aspecto adstringente, com força de contração (encolhimento), reduz a pressão sangüínea, bem como a freqüência das pinçadas oculares e subseqüentemente, qualquer irritação ocular; através da sua luz, tem um efeito tranqüilizante sobre o Sistema Nervoso; e, sua qualidade soporífera torna esta cor como indutora ao sono (produz sono e faz dormir). Além de calmante, é uma cor que tonifica e intensifica qualquer processo de melhora no corpo FÍSICO.

ÏNDIGO

É o raio da espiritualidade, da devoção, intuição e dedicação. Este raio governa nossos sentidos, encarregando-se de ampliar nossa compreensão, promovendo a mais profunda visão e sentimento das verdadeiras realidades da vida.

É usado como anestésico para evitar a dor, induzindo a anestesia local e ás vezes total. Sua ação anestésica leva a uma certa ou total insensibilidade, devido não à inconsciência, mas antes, a uma elevação da CONSCIÊNCIA.

VIOLETA

É freqüentemente chamado “raio do poder” por coordenar a Mente Superior. É a cor da CONSCIÊNCIA CÓSMICA, a cor que indica mente livre de preconceitos, capaz de considerar a vida e o Universo sem dogmatismos, observando o passado e o futuro com exatidão, com uma CONSCIÊNCIA de que a vida é eterna e está sempre em evolução. É o purificador ideal e o purificador de idéias, um estimulante para a natureza intuitiva (espiritual).

É uma cor secundária, de caráter fria, ácida, e cor a que tem o raio com o maior poder eletroquímico. É resultante da verdadeira mistura de VERMELHO e AZUL, uma cor de movimento excitante com outra estática e tranquilizadora. O VIOLETA, ao contrário do AMARELO com quem se complementa, é o mais escuro dos raios excluindo-se naturalmente o PRETO. No espectro radiante situa-se no extremo oposto do VERMELHO.

ROSA

Cor “do amor puro”, da emoção suave que cria a sensação de calma, dentro de uma vibração de alta sintonia e paz. Cor da doação por excelência, de todo bom sentimento de amor e benéfico por natureza, pois emitimos o raio ROSA quando pensamos naqueles que amamos, desde que o façamos com amor. É semelhante ao adoçar.

É a cor da união entre dois seres que se unem e se amam. A cor do ato sexual procriador, com amor e responsabilidade da criação. As pessoas que entendem a vida e tem noções de amor e responsabilidade concebem filhos no raio ROSA.

Por excelência, é utilizada para acalmar qualquer processo desequilibrador de energias e como preparadora do local que irá receber as outras cores energéticas necessárias. Os tons de ROSA são imensamente variados e é transformadora de energias pesadas em energias leves, doces e ternas.

Em suma, o ROSA entra em todo e qualquer órgão FíSICO com o poder de transformá-lo positivamente, independente da vontade do paciente ou do aplicador. Portanto, é a única cor que transforma o SER HUMANO.

AS CORES NAS CULTURAS

Desde que os primeiros homens começaram a usar as cores como forma de magia para atrair, através de seus poderes, a tão preciosa caça, as cores passaram a ter um papel cada vez mais fundamental e simbólico em todas as culturas do mundo.

Dos babilônios aos egípcios as cores eram parte fundamental da cultura e religião, definindo e expressando toda a força mística destas. Era também através da magia das cores que a classe dominante controlava a política e dominava o povo. Ambos os povos usavam e abusavam do fascínio e das emoções que o uso indiscriminado das cores exercia sobre os indivíduos. Seus palácios, templos e monumentos eram pintados com cores vivas e contrastantes que bombardeavam os sentidos, de maneira a intimidar todos os que deles se aproximavam. O povo em geral usava vestimentas de cores neutras, como branco, bege ou cinza e as cores vibrantes eram reservadas à elite fazendo com que esta pudesse usar o poder que elas exerciam sobre os sentidos, de maneira intimidante, para garantir seu domínio.

Já na Índia e na China o poder das cores é usado há milhares de anos como forma de energia que influencia todos os aspectos da vida. Os centros energéticos do corpo, conhecidos como Chakras pelos budistas e hindus são regidos pelas cores, de maneira que seu uso deve ser estudado e todo cuidado deve ser tomado para que o equilíbrio entre o material e o astral se mantenha inalterado fazendo com que a saúde, a sorte e a sanidade sejam sempre preservadas.

As culturas orientais acreditam que as cores, além de controlar os aspectos físicos e espirituais do ser humano, exercem uma imensa influência sobre as situações do cotidiano. Por isso é importante que toda e qualquer vestimenta seja examinada de um ponto de vista ideal para a situação que deva ser controlada. Situações específicas requerem cores específicas. Religião, guerra, política, cada qual com sua combinação correta para obter-se uma solução desejada.

Na tradição hebréia, nos mistérios da Cabala, as cores também exercem poderosa influência demonstrando assim que, basicamente, todas as culturas e povos do mundo, de uma maneira ou outra, tiveram oportunidade de observar e comprovar a força das cores e a veracidade sobre sua capacidade de influenciar os acontecimentos.

Na cultura ocidental foi a religião que fez uso das cores de maneira a simbolizar diferentes aspectos espirituais, reforçar sua autoridade, intimidar seus seguidores, mantendo uma aura de mistério e respeito. Diferentes cores são usadas para simbolizar diferentes posições hierárquicas dentro das diversas religiões. Padres, pastores, bispos, cônegos ou papas, cada qual usa de uma específica cor, de maneira que possam ser identificados instintivamente por aqueles com quem se relacionam, criando assim uma situação em que são vistos em uma posição psicologicamente destacada.

A ciência moderna com seu desdém a respeito de tudo o que considera irrelevante, classificando como crendices populares, foi incapaz de relegar a essa categoria a influência exercida pelas cores em todos os aspectos de nossas vidas. Com todos os esforços feitos para destruir mitos e crenças, a eficácia do uso das cores como ferramenta de controle do meio ambiente vai se confirmando em todos os aspectos avaliados. Da psicologia ao urbanismo e passando por todos os aspectos esotéricos possíveis, o uso das cores é a forma mais eficaz e agradável de controle sobre nossa vida.

Mito e realidade: duas coisas que sempre foram consideradas diametralmente opostas entre si. Mas o que exatamente é mito? Segundo as enciclopédias mito é tradição que, sob forma de alegoria, deixa entrever um fato natural histórico ou filosófico.

O objetivo do mito, como ciência, é explicar o mundo e tornar seu significado inteligível. Seu propósito científico é oferecer ao homem uma maneira de influenciar o universo, de se certificar da possessão material e espiritual do mesmo. Em um universo cheio de incertezas e mistérios o mito intervém para introduzir o elemento humano.

As nuvens no céu; a luz do sol; um mar tempestuoso; todos esses fatores incompreensíveis perdem seu poder aterrorizante tão logo são relacionados com a sensibilidade, intenções e motivações que cada indivíduo experimenta diariamente.

Mito e as verdades científicas constantemente contestadas, são diferentes aproximações da verdade, do enigma dos enigmas, o qual, após tantas realizações e descobertas, ainda permanece firmemente indecifrável. De certa maneira a concepção da existência do átomo no início do século XX era um mito que não só comprovou-se ser verdadeiro como também foi ultrapassado.

Contudo, com a ajuda do mito resolvemos milhares de problemas diários e atingimos equilíbrio moral e mesmo sabedoria.

A intensa ligação entre nossos sentidos e as emoções que as cores evocam intensificou-se de tal maneira que, hoje, fazem parte de nossa inteligência emocional e estão gravadas em nossa memória genética.

O negro nos dá uma sensação de apreensão por estar ligado à escuridão da noite quando nossos ancestrais mais primitivos se viam a mercê dos predadores. Apesar de milhares de anos terem se passado, e do homem ter alcançado as estrelas, tais sensações de pavor e impotência; de incerteza e desespero, provocados pela insegurança de uma vida desprovida das certezas que o conhecimento traz. Fez com que o homem jamais conseguisse superar o trauma de sua infância neolítica.

Do mesmo modo, porém com um efeito não tão sinistro, o azul claro nos dá a sensação de liberdade de um céu claro e limpo e das paisagens abertas onde o perigo poderia ser previamente detectado e mantido a distância, proporcionando ao homem moderno uma sensação de poder e bem estar.

O amarelo e o vermelho evocam o calor do sol e a proteção do fogo respectivamente, nos dando uma sensação de conforto, segurança e relaxamento proporcionados pelas lembranças de um abrigo seguro contra as intempéries e os inimigos que rondavam a noite sem, no entanto, criar coragem para enfrentar o poder destrutivo da mais nova e poderosa arma do homem, o uso do fogo.

O uso dado às cores, conforme os hábitos das diversas culturas mundiais durante o decorrer dos séculos, tinha o objetivo de obter resultados dirigidos diante de situações específicas como ferramenta de manipulação psicológica que, segundo a sabedoria popular, tem provado ser muito mais acurada do que se imaginava.

Branco

Pitágoras, o filósofo grego, acreditava que a cor branca continha, além de todas as outras cores, todos os sons. Esta crença reflete-se na propriedade da cor branca de representar a divindade, sinceridade e transformação nos simbolismo do som dos sinos e gongos.

Muitos dos antigos templos e das atuais igrejas são brancas.

As tradições nipônicas consideram o branco a cor do luto.

Preto

Na Idade Média o negro era associado à Saturno, o porco, ao Domingo e ao nº 8.

Em Madagascar uma pedra negra é colocada em cada um dos quatro pontos cardeais, sobre o túmulo, para representar a força da morte.

Já para os antigos egípcios a negra lama do Nilo representava um renascer e os gatos pretos eram considerados duplamente sagrados diferindo das crenças ocidentais da Idade Média, nas quais os gatos e lebres pretos eram considerados familiares, isto é, mensageiros do demônio.

Na Roma antiga sacrificavam-se bois pretos para satisfazerem os deuses das profundezas.

Nas Ilhas Britânicas existem histórias de um cão negro, parte fada parte fantasma que, se visto, acaba com o bom humor do infeliz que estiver olhando na sua direção.

Vermelho

O Vermelho é uma cor mágica em muitas culturas, representa o sangue, a essência da vida. Ervas eram amarradas com uma fita vermelha e esta era, por sua vez, amarrada em volta da cabeça para aliviar a dor da enxaqueca.

Os chapéus dos gnomos a capa das fadas e o chapéu dos magos são, muitas vezes descritos como vermelhos. E muitos fantasmas tem sido vistos enrolados em flanela vermelha.

A cor vermelha é bastante desagradável para os maus espíritos, por essa razão, na China, os rabichos dos sábios eram trançados com uma fita vermelha para afastar os maus espíritos e as mães faziam o mesmo com o cabelo das crianças ou as costuravam dentro do bolso pela mesma razão.

No Japão, crianças com catapora são mantidas em um quarto totalmente vermelho, vestidas com roupas vermelhas para apressar o processo de cura.

Os ingleses usavam lenços vermelhos no pescoço para afastar os espíritos que causavam o resfriado e as runas dos povos nórdicos eram marcadas em vermelho.

Amarelo

Os corpos dos aborígines australianos são pintados com ocre amarelo nas cerimônias funerárias.

Na China os magos escrevem seus feitiços em papel amarelo para aumentar sua potência.

Na Idade Média tanto Judas como o Diabo eram representados vestidos de amarelo.

Laranja

As laranjeiras fornecem uma generosa colheita ano após ano e, tanto nas culturas ocidentais como orientais, suas flores são usadas pelas noivas como um símbolo de fertilidade.

Púrpura/ Magenta e Violeta

Púrpura/ Magenta e Violeta são, na verdade, representações de uma mesma cor, que variam na intensidade de luz. É um tom especialmente sagrado para as culturas romanas e egípcias nas figuras de Júpiter e Osíris. Associa-se às dimensões sagradas, justiça, diligência, nobreza de espírito, pensamento religioso, idade avançada e inspiração.

Na igreja católica o Púrpura/Magenta é usado pelos sacerdotes para transmitir santidade e humildade.

Na China o violeta simboliza a morte e é a cor das viúvas.

Rosa

O Rosa é outra cor ligada à deusa romana e grega do amor e da beleza, Vênus e representa os aspectos mais suaves do amor e bondade.

Dourado

O Dourado é o poder do sol e suas deidades como o deus egípcio Ra e o deus grego Apolo.

Na Idade Média os curandeiros prescreviam água ou licores com folhas de ouro para a cura de problemas nos olhos e como tratamento das doenças graves.

Azul

O Deus dos Judeus ordenou aos israelitas que usassem um barrado azul em suas roupas.

É a cor das roupas de Odin, deus supremo dos povos Nórdicos.

O deus hindu, Vishnu era azul.

É a cor das roupas de Nossa Senhora.

Azul era a cor sagrada dos Druidas; no dia 18 de Agosto, durante a celebração do Eisteddfod no velho país de Gales, druidas desejando obter o título de Bardos vestiam-se de verde para a cerimônia; aquele que ganhasse o título recebia permissão para fazer a leitura de um livro de runas, era abençoado com uma espada e ganhava uma fita Azul. Daí por diante o novo bardo se unia ao grupo tão honrado em Gales.

Na Escócia as pessoas usam roupas azuis para restaurar a circulação.

No norte da Europa, por volta de 1600, um pano azul era usado no pescoço para evitar doenças.

Culturas asiáticas acreditam que vestir ou carregar algo azul afasta o mau olhado.

Nas culturas orientais o azul é conhecido como o envelope áurico que contém e sustém a vida.

Verde

Na Irlanda o verde é associado às fadas e acredita-se que pode dar azar devido a esta ligação. Entretanto se você soprar gentilmente a lanugem do cardo ou do dente-de-leão para ajudar as fadas no seu caminho, você pode usar esta cor com impunidade.

No antigo país de Gales, Verde era a cor usada pelos druidas durante a cerimônia do Eisteddfod.

O Verde é muito usado nos hospitais com base na crença de que esta cor ajuda o processo de recuperação da saúde.

Marrom

Nas culturas orientais acredita-se que o Marrom incorpore toda a força natural do elemento terra. A força vital do nosso planeta.
As culturas orientais acreditam que as estações, a natureza e até os pontos cardeais exercem direta influência sobre nossa vida, fazendo com que se tenha sorte, dinheiro e até uma vida amorosa bem sucedida.

Em todos os setores, se levarmos em consideração as cores dos elementos e suas conotações temporais, podemos jogar com tons e nuances de maneira a conseguir uma gama maior de opções, sem obstante perder sua eficácia.

As cores representam aspectos da natureza e trazem para nossa vida as mágicas qualidades básicas dos elementos que representam.

A mágica foi a primeira expressão espiritual do homem e vem fazendo parte de nossa sociedade por milênios. Mudando de forma e denominação em relação direta com as mudanças políticas e sociais de um povo, passou a ter diversos nomes e formas de expressão como, fé, preceitos, conhecimento, sabedoria, mito, religião, etc, porém continua basicamente o que sempre foi, pura magia.

A definição oficial de magia, segundo os dicionários é: a arte de produzir, por meio de certos atos e palavras, efeitos contrários às leis naturais; fascinação; encanto; instituição baseada na crença da força sobrenatural, regulada pela tradição e constituída de práticas, ritos cerimônias em que se faz apelo às forças ocultas e se procura alcançar o domínio do homem sobre a natureza.

E assim tem sido por muito tempo, desde as primeiras manifestações do poder das cores nas paredes das cavernas, aos mais insignificantes objetos, passando por casas, carros e tecidos, pois todos também tem como objetivo manipular as emoções do público consumidor com seus estilos e design, usando as cores para garantir uma posição de destaque em seu meio.

AS CORES DE SEGURANÇA

Vermelho

Tem a função de distinguir e indicar os equipamentos de proteção e combate a incêndios.

Laranja

Identifica faces externas de polias e engrenagens, peças móveis e perigosas de equipamentos e máquinas, etc.

Verde folha

Identifica chuveiros de segurança, macas, caixas com equipamentos de socorro de urgência, etc. Caracteriza segurança.

Azul França

Indica cuidado no uso de fontes de energia ou comandos de partida (elevadores, caldeiras, caixas de controles elétricos, fornos, etc.).

Presente também em avisos que contra-indiquem o uso e a movimentação de equipamentos fora de uso.

Amarelo

Presentes em avisos de advertência, equipamentos suspensos que ofereçam perigo, para-choques de veículos pesados etc. Indica “atenção”.

Preto

Identifica os coletores de resíduos que estejam em ambientes onde o uso do branco não for aconselhável.

Branco

Assinala corredores de circulação, áreas próximas a equipamentos de socorro e urgência, de armazenagem e combate a incêndios e indica a localização dos coletores de resíduos e bebedouros.

AS CORES PARA CANALIZAÇÃO

Vermelho

Água e equipamentos de combate à incêndio.

Laranja

Para produtos químicos não gasosos em geral.

Amarelo

Para gases não liquefeitos.

Verde Colonial

Para água.

Marrom

Para materiais fragmentados não identificáveis pelas demais cores.

Azul França

Para ar comprimido.

Branco

Para vapor.

Preto

Para inflamáveis e combustíveis de alta viscosidade (EX. piche, asfalto, alcatrão, etc.)

Cinza Escuro

Para eletrodutos.

Alumínio

Para gases liquefeitos, inflamáveis e combustíveis de baixa viscosidade (EX óleo diesel, gasolina, querosene, etc.)

Branco

Para vácuo.

AS CORES DE SEGURANÇA PELA ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS TEMOS

Cores

Bibliografia

Da Cor a Cor Inexistente, Israel Pedrosa
Editora Universidade de Brasília, Brasília - DF – 1982
O mundo das cores, Soares, Paulo T.
Editora Moderna, 1991.
CORES DA WEB/PERCEPÇÃO/EFEITOS:
http://www.colorindo.hpg.ig.com.br/
TUDO SOBRE CORES/TINTAS/ARTES/CURSOS/CULTURA:
www.mundocor.com.br
TEORIA DAS CORES/GERAL:
http://www.geocities.com/strani_felicita/teoria.htm
http://www.eletronica.com/arte/cor/cor_mono.htm
CORES NA INFORMÁTICA:
www.inf.puc-rio.br/~bacellar
CORES DE SEGURANÇA:
www.globotintas.com.br/final/dicas.htm
256 CORES:
www.geocities.com/Vienna/Studio/5216/webcores.htm

LUCIANO LOPES FELIPPE

Fonte: educar.sc.usp.br

Cores

Introdução

Desde os primórdios do homem, as cores estão presentes modificando nossos cotidiano, dando vida a formas e exalando emoções. Neste trabalho iremos mostrar qual é o papel psicológico e envolvente no que se refere as cores e sua influência em nossa vidas. As cores servem como veículo de comunicação, servindo de método de expressão a inúmeros artistas.

É comum , entre os que usam este tipo de linguagem na comunicação humana, a classificação das cores em quentes e frias.

Todo o elemento de aproximação contribui para a comunicação, por exemplo, determinadas cores dão sensação de proximidade, e outras de distância, igual, se compararmos, pessoas falantes e expressivas que tendem a ter mais facilidade de aproximação do que aquelas que se exprimem ou que um sorriso é pouco comum.

Assim, poderíamos afirmar que o emprego das cores em determinadas superfícies é suficiente para dar determinada impressão de aproximação, mas que por sua vez, é influenciado pela iluminação e saturação.

Fatores que influenciam nas escolhas das cores

Existem numerosos estudos consagrados à análise das preferências que os indivíduos manifestam por determinadas cores. Há necessidade, em primeiro lugar, de se tentar sanar um grande inconveniente: as reações que uma mesma cor pode ocasionar e que derivam, às vezes, da utilização que dela se pretende fazer. Se um indivíduo pensa, consciente ou inconsciente, em uma cor com determinado uso que irá fazer dela é evidente que sua relação não é diante da cor em si mas da cor em função de algo.

Um exemplo prático da idéia proposta anteriormente pode ser analisada pelos costumes sociais, que são fatores culminante. Isso é provado quando relacionado a situações como a diferenciação de sexo (azul para meninos e rosa para meninas) ou em certos casos, até mesmo a diferenciação de idade entre indivíduos mais jovens e de uma certa idade.

Derivando de hábitos sociais estabelecidos durante o longo espaço de tempo, fixam-se atitudes psicológicas que orientam inconscientemente inclinações individuais.

Analisemos por exemplo, o seguinte quadro abaixo

Sensações visuais Objeto Significado
Branco Vestido de noiva Pureza
Preto Noite Negativo
Cinza Manchas imprecisas Tristezas, coisas amorfas
Vermelho Sangue Calor, dinamismo, ação,
excitação
Rosa Enxoval de bebê (menina) Graça, ternura
Azul Enxoval de bebê (menino) Pureza, fé, honradez

Esses significados ficam de tal forma enraizados na cultura de um povo que estamos hoje em condições de ver, na cultura de nosso país o emprego, na linguagem corrente, de sensações visuais para definir estados emocionais ou situações vividas pelo indivíduo. É muito comum ouvirmos frases como estas:

De repente, a situação ficou preta;

Fulano estava roxo de raiva;

Ela sorriu amarelo;

O susto foi tão grande que ela ficou branca;

Estava vermelha de vergonha;

Para não haver confusão no emprego das cores, foram estabelecidos nomes básico oficiais às cores. Os sinais de trânsito, por exemplo, usam cores com conotações facilmente verificáveis:

Vermelho – alarme, perigo;

Verde – segurança;

Amarelo – atenção;

Esses signos visuais realmente só possuem valor real quando podem ser facilmente decodificados por aqueles a que se dirige. Por isso são estudados seus componentes psíquicos, sociais e fisiológicos. Eles visam atingir o indivíduo e impedi-lo à ação rápida, seja esta a obediência ás regras sociais estabelecidas, seja à aquisição de algo.

Os estudos de BAMZ

Bamz, fez uma pesquisa muito interessante no que se refere a manifestação de um indivíduo a determinada cor. Esse estudo pode conduzir a resultados eficazes no campo mercadológico. Vejamos:

Vermelho Corresponderia ao período de 1 a 10 anos – idade da
efervescência e da espontaneidade;
Laranja Corresponderia ao período de 10 a 20 anos – idade da imaginação, excitação e aventura:
Amarelo Corresponderia ao período de 20 a 30 anos – idade da força, potência, arrogância;
Verde Corresponderia ao período de 30 a 40 anos – idade da diminuição do fogo juvenil;
Azul Corresponderia ao período de 40 a 50 anos – idade do pensamento e da inteligência;
Lilás Corresponderia ao período de 50 a 60 anos – idade do juízo, do misticismo, da lei;
Roxo Corresponderia ao período além dos 60 anos – idade do saber, da experiência e da benevolência;

De fato, os idosos preferem cores escuras, onde as preferências dos adultos refere-se ao azul e ao verde; acrescentando também o vermelho, como reminiscência do seu primeiro período, o infantil.

Uma criança absorve 10% da luz azul, enquanto que um ancião absorve cerca de 57%. Nos primeiros meses, a criança enxerga bem e prefere o vermelho, o amarelo, o verde, no mesmo nível preferencial , e depois o azul. Notaremos que o azul vai, na escala de preferência, subindo proporcionalmente de acordo com a idade do indivíduo.

Se observarmos os adultos quando efetuam compras para a família, notaremos que os mais idosos preferem comprar produtos contidos em embalagens em que predomina o azul. A preferência nesse caso, leva vantagem de cerca de 50% na venda em relação a produtos com outras cores. Está provado que o indivíduo mais jovem prefere cores fortes, o vermelho, por exemplo, e com uma vantagem de 50% nas vendas em relação as outras cores.

Relação corporal à cor

No âmbito da psicologia podemos citar a experiência de Fère, que concluiu que “a luz colorida intensifica a circulação sangüínea e age sobre a musculatura no sentido de aumentar sua força segundo uma seqüência que vai do azul, passando pelo verde, o amarelo e o laranja, culminando no vermelho”.

Apesar de não definidas cientificamente, sabe-se que as cores podem influenciar e auxiliar no âmbito educacional e terapêutico. O efeito produzido pela cor é tão direto e espontâneo que se torna difícil acreditar que ele conote apenas experiências passadas. Entretanto, cientificamente, nada comprova a existência de um processo fisiológico que explique o porquê dessa reação física do homem à estimulação da cor.

Segundo Atirma Lüscher, experiências com vermelho puro comprovaram que se o indivíduo ficar por algum tempo o observando, desencadeia funções corporais, e estimulações em todo o sistema nervoso: há uma elevação da pressão arterial e nota-se que o ritmo cardíaco se altera. Segundo ele, o vermelho puro atua diretamente sobre o ramo simpático do sistema neurovegetativo. O contrário ocorre quando a cor é o azul. Finalmente conclui-se que o azul é psicologicamente calmante e atua principalmente através do ramo parassimpático do sistema neurovegetativo.

A verdade é que todas as experiências comprovam a validade do uso da cor na terapia ou a importância de não usar determinadas cores quando se deseja evitar certos efeitos psíquicos ou fisiológicos. Por exemplo, recomenda-se não pintar de branco o teto do quarto onde um doente tenha de permanecer por muito tempo. Como o branco reflete intensamente a luz, pode ocorre o fenômeno de ofuscamento, que tem o propriedade de ocasionar no doente uma sensação de cansaço e de peso na cabeça, considerando o fato de ele, na maior parte das vezes, ser obrigado a repousar de costas e inevitavelmente, fixar os olhos no teto. O cansaço que parecia ilógico para o indivíduo em repouso encontra assim uma explicação.

O uso do azul no forro, em substituição ao branco, e que confere um a sensação de calma, tranqüilidade e bem estar, vem corrobar a opinião de Lüscher sobre as reações corporais do indivíduo a determinadas cores, e a de Léger, que já dizia:

“(...) o hospital policromo, a cura pelas cores, um domínio desconhecido que começa a apaixonar os jovens médicos. Salas repousastes, verdes e azuis para os nervosos, outras vermelhas e amarelas para os deprimidos e anêmicos (...) e a influência da luz-cor agiu sobre eles”

No campo da Neurologia, podemos citar a experiência de Goldstein com uma de suas pacientes, cuja qual possuía uma parte do cérebro afetada e que quando se vestia de vermelho, perdia o sentido de equilíbrio e sentia enjôos, ao contrário com vestimentas de coloração verde, onde os mesmos sintomas desapareciam. Este tipo de experiência apenas comprova que as cores correspondentes a um comprimento de onda maior ( por exemplo, o vermelho) produzem reações expansivas, já o verde e o azul, corresponde a comprimentos de onda mais curtos, o que tendem a produzir reação de contração.

Cor e terapia

A cor possui um vínculo muito forte com a terapia (arteterapia). Numerosos psicólogos aliam seu trabalho a ateliers artísticos, tentando descarregar as tensões do indivíduo pela cartase que a prática artística oferece.

Um exemplo foram as experiências feitas pela psicóloga Janie Rhyne, onde utilizara a arte em seu intento de reafirmação e conscientização do seu próprio eu de cada indivíduo. As sessões por ela dirigidas constituem experiências terapeuticamente orientadas em que os participantes trabalham com materiais artísticos para criar pinturas e formas esculpidas como um meio de se tornarem cônscios de si próprio e de seu meio, num nível percentual.

Realmente por sua expressividade, a cor tem a capacidade de mais que qualquer outro elemento, liberar as reservas criativas do indivíduo. Essa liberação é fator decisivo na auto-afirmação e auto-aceitação, que, em última análise, é o que visa o terapeuta.

Na ludoterapia, terapia pelos brinquedos, por exemplo, a cor tem papel relevante.

Cor, memória e comunicação

A melhor definição de memória dentro de toda a imprecisão científica que o termo acarreta é a que encontramos num artigo de Gérard. Diz ele que a “memória é a modificação do comportamento pela experiência”. As interpretações do meio ambiente se realizam no homem em uma determinada parte de seu cérebro, o córtex, par onde são conduzidos os estímulos visuais. Isto acontece também com a visão cromática.

Outros cientistas provaram, em 1953, por experiências, que a distinção das cores, sua identificação, sua denominação e quaisquer reações estéticas a elas são todas funções do córtex.

O córtex, como sabemos, é a parte do cérebro que se ocupa das sensações conscientes, de onde se conclui que a visão cromática resulta do desenvolvimento e da educação do indivíduo.

Entretanto , isso não está científica ou totalmente comprovado, pois há, no processo, um reflexo instintivo que não parece se fundamentar apenas na educação e no desenvolvimento do homem.

Lembrar da cor seria resultante da experiência já vividas e armazenadas, mas que, segundo Gérard, prescindem de intervenção da consciência , pois o homem pode se lembrar e relatar, sob hipnose, inúmeros detalhes que sua consciência nunca percebeu.

Assim chegamos à conclusão de que um fato é inevitável: mesmo que haja uma parte instintiva na reação da cor, é indiscutível que o homem vai acumulando em sua memória experiências que o definem e o fazem agir de determinadas maneiras no decorrer de sua vida. Essa constatação é importante para o publicitário.

Através de pesquisas locais e estudos motivacionais, ele pode orientar a sua publicidade de maneira que ele atinja raízes nativas do indivíduos que integram o grupo a quem ele dirige a mensagem publicitária. É óbvio, por exemplo, que os nordestinos reagem à cor influenciados pelas experiências vividas sob um Sol radiante, que dá aos objetos uma luminosidade vibrante, experiências que não possuem os que vivem em lugares onde os raios solares não tem a mesma intensidade. A memória da cor é diversa nos dois casos, mas ambos reagem a ela, a maior parte das vezes sem que a parte consciente de seu cérebro participe .

A inclinação das pessoas de clima quente ao se expressarem mais por determinada cor (especialmente as cores puras) e as de clima frio, ao optarem pela forma e pelas cores frias, talvez esteja ligada ao fato de que, a uma iluminação maior, corresponde a uma recordação mais viva da cor.

De qualquer forma, no Brasil, isso é uma realidade facilmente verificável e pode ser fator importante a explorar numa propaganda bem orientada.

Em geral nos lembramos das cores que mais nos impressionaram. Não existe, praticamente, uma cor, que por si, se fixe mais no nosso subconsciente. Por ser uma sensação, a cor que mais nos alertou numa definida circunstância, qualquer que seja ela, se fixa facilmente.

Não obstante, algumas cores que possuem grau de contraste com suas congêneres apresentam às vezes certa memorização. É o caso de letras e formas em azul, mas não essa cor como fundo, como também a cor amarela em si, fácil de memorizar, com exceção dessa cor aplicada a formas, resultando fraca. O laranja e o violeta são mais fáceis de memorizar, assim também o vermelho bem próximo do violeta, mas bem menos o verde.

Uma combinação de verde e amarelo resulta um tanto fraca, mas, se lhe acrescentarmos o laranja ou o vermelho, revigora. Isso é muito importante em termos de Comunicação e especificamente na impressão gráfica de embalagens de produtos, que hoje representam verdadeiros objetos promocionais.

A combinação verde e rosa é muito delicada, agradável. Mas difícil de memorizar. Porém se lhe for acrescentado vermelho ao lado do verde, nos lembraremos muito mais. Parece comprovado ser o verde um bom ativante da memória.

Não há dúvida de que existe certa relatividade nessa exposição, pois os seres humanos são diferentes, como diferente é o mundo de suas sensações.

Significado psicológico das cores

A mais de cem anos a humanidade vem usando a cor com a intensidade que vem usando hoje. O número de cores e pigmentos conhecidos antes do século XIX eram muito reduzido, e tinham origem orgânica. Por essa ração eram de difícil aquisição, e somente aqueles com bons fundamentos financeiros poderiam adquiri-los.

A utilização de derivados do alcatrão, bem como de óxidos metálicos, alteraram bastante o processo de elaboração das cores.

Cada indivíduo reage de diferentes formas a determinada cor, dependendo de sua intensidade, luminosidade e saturação. Entretanto os pisicólogos estão de comum acordo quando atribuem certos significados a determinadas cores que são básicas para qualquer indivíduo que vive dentro de nossa cultura.

As cores constituem estímulos psicológicos para a sensibilidade humana, influindo no indivíduo, para gostar ou não de algo, para negar ou afirmar, para se abster ou agir. Muitas preferências sobre as cores se baseiam em associações ou experiências agradáveis tidas no passado, e portanto, torna-se difícil mudar a preferência sobre as mesmas.

A ciência experimental permitiu determinar fatos, formular hipóteses e teorias, solucionar problemas atribuídos à natureza humana, seja no seu aspecto psíquico, seja no fisiológico.

As cores fazem parte da vida do homem porque são vibrações do cosmo que penetram em seu cérebro, para continuar vibrando e impressionando sua psique, para dar um som e um colorido ao pensamento e às coisas que o rodeiam; enfim, para dar sabor à vida, ao ambiente. É uma dádiva que lhe oferece a natureza na sua existência na terrena.

Portanto eis o que os cientistas estabelecem a respeito do significado psicológico das cores:

Sensações Acromáticas

Branco

Associação material: batismo, casamento, cisne, lírio, primeira comunhão, neve, nuvens em tempo claro, areia clara. - Associação afetiva: ordem, simplicidade, limpeza, bem, pensamento, juventude, otimismo, piedade, paz, pureza, inocência, dignidade, afirmação, modéstia, deleite, despertar, infância, alma, harmonia, estabilidade.

A palavra banco nos vem do germânico blank (brilhante). Simboliza a luz, e nunca é considerado cor, pois de fato não é. Se para os orientais é a morte, o fim, o nada. Representa também, para nós ocidentais, os vestíbulo do fim, isto é , o medo ou representa um espaço (entrelinhas).

Preto

Associação material: sujeira, sombra, enterro, noite, carvão, fumaça, condolência, morto, fim, coisas escondidas.

Associação afetiva: mal, miséria, pessimismo, sordidez, tristeza, desgraça, dor, temor, intriga.

Deriva do latim niger (escuro, preto, negro). Nós utilizamos o vocábulo “preto”, cuja etimologia é controvertida. É expressivo e angustiante ao mesmo tempo. É alegre quando combinado com certas cores. As vezes tem conotação de nobreza, seriedade.

Cinza

Associação material: pó, chuva, ratos, neblina, máquinas, mar sob tempestade.

Associação afetiva: tédio, tristeza, decadência, velhice, desânimo, seriedade, sabedoria, passado, finura, pena, aborrecimento, carência vital.

Do latim cinicia (cinza) ou do germânico (gris, cinza); nós utilizamos o termo de origem latina. Simboliza a posição intermediária entre a luz e a sombra. Não interfere junto as cores em geral.

Sensações Cromáticas

Vermelho

Associação material: rubi, cereja, guerra, lugar, sinal de parada, perigo, vida, Sol, fogo, chama, sangue, combate, lábios, mulher, ferida, rochas vermelhas, conquista, masculinidade.

Associações afetivas: dinamismo, força, baixeza, energia, revolta, movimento, barbarismo, coragem, furor, esplendor, intensidade,
paixão, vulgaridade, poderio, vigor, glória, calor, violência, dureza, excitação, ira, interdição, emoção, ação, agressividade, alegria,
comunicativa, extroversão.

Vermelho nos vem do latim vermiculos (verme, inseto). Desta se extrai uma substância escarlate, o carmim, e chamamos a cor de carmesim [do árabe : qimezi (vermelho bem vivo ou escarlate)]. Simboliza uma cor de aproximação, de encontro.

Laranja (corresponde ao vermelho moderado)

Associação material: outono, laranja, fogo, pôr do Sol, luz, chama, calor, festa, perigo, aurora, raios solares, robustez.

Associação afetiva: força, luminosidade, dureza, euforia, energia, alegria, advertência, tentação, prazer, senso de humor.

Laranja origina-se do persa narang, através do árabe naranja. Simboliza o flamengar do fogo.

Amarelo

Associação material: flores grandes, terra argilosa, palha, luz, topázio, verão, limão, chinês, calor de luz solar.

Associação afetiva: iluminação, conforto, alerta, gozo, ciúme, orgulho, esperança, idealismo, egoísmo, inveja, ódio, adolescência, espontaneidade, variabilidade, euforia, originalidade, expectativa.

Amarelo deriva do latim amaryllis. Simboliza a cor da luz irradiante em todas as direções.

Verde

Associação material: umidade, frescor, diafanidade, primavera, bosque, águas claras, folhagem, tapete de jogos, mar, verão, planície, natureza.

Associação afetiva: adolescência, bem estar, paz, saúde, ideal, abundância, tranqüilidade segurança, natureza, equilíbrio, esperança, serenidade, juventude, suavidade, crença, firmeza, coragem, desejo, descanso, liberalidade, tolerância, ciúme.

Verde vem do latim viridis. Simboliza a faixa harmoniosa que se interpões entre o céu e o o Sol. Cor reservada e de paz repousante. Cor que oferece o desencadeamento de paixões.

Verde Azulado

Associação afetiva: persistência, arrogância, obstinação, amor próprio, elasticidade da vontade.

Azul

Associação material: montanhas longínquas, frio, mar, céu, gelo, feminilidade, águas tranqüilas.

Associação afetiva: espaço, viajem, verdade, sentido, afeto, intelectualidade, paz, advertência, precaução, serenidade, infinito, medição, confiança, amizade, amor, fidelidade, sentimento profundo.

Azul tem origem no árabe e no persa lázúrd, por lazaward (azul). É a cor do céu sem nuvens. Dá a sensação de movimento para o infinito.

Roxo

Associação material: noite, janela, igreja, aurora, sonho, mar profundo.

Associação afetiva: fantasia, mistério, profundidade, eletricidade, dignidade, justiça, egoísmo, grandeza, misticismo, espiritualidade, delicadeza, calma.

Roxo nos vem do latim russes (vermelho-carregado). Cor que possui um forte poder microbicida.

Marrom

Associação material: terra, águas lamacentas, outono, doença, sensualidade, desconforto.

Associação afetiva: pesar, melancolia, resistência, vigor.

Marrom, do francês marron (castanho)

Púrpura

Associação material: vidência, agressão, furto, miséria.

Associação afetiva: engano, calma, dignidade, auto controle, estima, valor.

Púrpura deriva do latim purpura. Simboliza a dignidade real, cardinalícia.

Violeta

Associação afetiva: engano, miséria, calma, dignidade, auto controle, violência, furto, agressão.

Violeta é diminutivo do provençal antigo viula (viola). Essa cor possui bom poder sonífero.

Vermelho alaranjado

Associação material: ofensa, agressão, competição, operacionalidade, locomoção.

Associação afetiva: desejo, excitabilidade, dominação, sexualidade.

As cores exercem diferentes efeitos psicológicos sobre o organismo humano e tendem, assim, a produzir vários juízos e sentimentos.

Aparentemente, damos um peso as cores. Na realidade , olhando para uma cor, damos um valor-peso, mas é somente um peso psicológico.

Em experiência realizadas, foram atribuídos pesos diferente a objetos iguais, mas cada um desses pintados numa cor: preto, vermelho, púrpura, cinza, azul, verde, amarelo, branco. Colocaram-se, a certa distância um do outro, os oito objetos, quase iguais na composição, mas todos do mesmo tamanho, sendo cada um deles de cor diferente. As pessoas presentes foram informadas de que os objetos expostos possuíam um peso que variam de 3 a 6 quilos. O resultado provou a existência de um peso aparente, devido à cor. Entre o preto e o branco, colocados nos dois extremos, registrou-se a diferença de 2,5 Kg. Na realidade todos os objetos eram do mesmo peso: 4 Kg

Amostra: sete recipientes iguais com tampa, pintados com “branco”, “preto”,”cinza”, vermelho, amarelo, verde e azul.

Peso informado: de 50 a 300 gramas cada.

Resultado da escolha dos recipientes e na ordem do mais pesado ao mais leve, pelos entrevistados (1.000)

Cores

Todos os recipientes tinham o mesmo peso, ou seja, 200 g, que as pessoas tentavam avaliar visualmente, isto é, sem tocar nos objetos.

Teste das cores

Como já visto anteriormente, cada indivíduo reage distintamente aos impactos das cores, e apesar das inúmeras dúvidas que a ciência todavia não solucionou, algo é inegável: sejam quais os motivos que impulsionam o homem, é importante, especialmente no campo mercadológico, conhecer as suas preferências. A publicidade não é feito a esmo. Ela tem um fim: atingir um indivíduo através de uma mensagem para incitá-lo a uma ação.

Para isso é necessário, conhecer o receptor. Então, neste caso, um teste de cores seria muito interessante, ao qual Lüscher se refere, onde consiste em obter informações psicológicas exatas sobre uma pessoa mediante suas preferências e rejeições por determinadas cores.

Vantagens desse método

Fácil aplicação por leigo;

O indivíduo pode aplicá-lo a si próprio da mesma forma que o aplica nos outros e os resultados podem ser avaliados rapidamente;

Cor e Tipologia

A tipologia da caracterologia se propõe, ao menos do ponto de vista teórico-estatístico, a unir, a codificar e a classificar os vários traços de caráter, utilizando para isso um esquema qualquer em que vários tipos caracterológicos possam ser integrados para uma compreensão melhor.

Segundo van Kolck, são dois os pólos visados: o eu e o mundo externo. Ele cita Kouwer, que chega afirmar que a “cor é como um elemento base na interação eu-mundo”, e enumera vários autores que empregam o estímulo cromático como elemento diagnóstico para chegar a vários “tipos perceptivos”. Entre eles Jung, que divido os grupos psicológicos em dois, conforme a predominância dos fatores de introversão e extroversão, conferindo ao tipo pensador, o azul; ao sensitivo, o verde; ao sentimental, o vermelho; e ao intuitivo, o amarelo.

E Lücher, que propõe uma tipologia baseada na combinação de dois elementos básicos do comportamento: a atividade e a passividade, a autonomia e a heteronomia. Daí resultam quatro tipos psicológicos: os que se inclina à cor azul (os heterônomos passivos), os que tendem ao vermelho (os autônomos ativos), os que apreciam o verde (os autônomos passivos) e os que sofrem a influência do amarelo ( os heterônomos ativos).

Van Kolck cita também Rickers Ovsiankina, que havia chagado à conclusão de que os sujeitos que preferem as cores quentes, se caracterizam por uma relação muito íntima com o mundo percebido; são receptivos e abrem-se facilmente às influências exteriores. Possuem calor humano, sugestionam-se facilmente, são afetivos e o que caracterizam suas funções mentais é a rapidez. Nas relações sujeito-objeto, a acentuação cai no objeto .

Os indivíduos que se inclínam as cores frias nunca se adaptam espontaneamente ao ambiente, possuem sempre uma atitude de distância em relação ao mundo. Emocionalmente são frios; no relacionamento sujeito-objeto a ênfase cai no sujeito.

É fato comprovado que o comportamento do indivíduo é o resultado de uma interação da personalidade e do ambiente, e ele possui capacidade para novas adaptações. Se conhecermos os estímulos e o comportamento, a estrutura da personalidade poderá ser reduzida.

Os testes aplicados com essa finalidade pressupõem uma determinação dos melhores estímulos e dos comportamentos julgados mais reveladores. Normalmente os estímulos e dos comportamentos julgados mais reveladores. Normalmente, os estímulos escolhidos são os que correspondem a uma necessidade que o indivíduo tem de investir os seus afetos específicos. Segundo Van Kolck, os testes de cores em geral se fundamentam nesse princípio, e ele considera que o mais difundido no Brasil é o teste de cores de Max Pfister.

Influência da cor no campo da medicina

Dividiremos esta seção nas seguintes áreas: Cor e Medicina; Luz Colorida e Medicina. Apesar da existência de um inter-relacionamento entre as áreas, de fato, elas se integram, e o leitor notará que, ao longo do presente trabalho, os caminhos da exposição lógica de um fato se encontra e reencontram com outros fatos visíveis de uma maneira diferente, representando, às vezes, contradições inexplicáveis.

Na realidade, todos eles levam ao mesmo objetivo: a procura de encontrar um elo de conexão entre nossa sensação visual e nosso corpo físico e mental.

Já há bastante tempo tem se verificado uma relação entre nossas sensações visuais e nosso organismo. Médicos, psicólogos e pesquisadores científicos em várias partes do mundo têm intensificado suas pesquisas sobre essa relação aparentemente inexplicável.

Nessa seção, procuramos coletar informações fidedignas, autênticas de investigações realizadas isoladamente por inúmeros cientistas de vários países. Descartamos, pois muitas informações de autêntico sabor de fantasia, ou simplesmente literárias. Talvez algumas sejam verdadeiras mas, não havendo menção de sua fonte original, período de investigação, nomes dos integrantes da equipe pesquisadora, responsáveis, etc., perde-se a autenticidade científica dos fatos.

Portanto somos forçados a uma prolixidade em nossa exposição, para evitar adentramentos por esquemas mentais que, muitas vezes, conduzem, por simpatia pelo assunto, a dissertar longamente e com perigo de um distanciamento da realidade científica.

Cor e medicina

Integram o pensamento científico desta exposição grandes mestres da medicina clínica, Psicologia, Neuropsicologia, Psicobiologia, Psiquiatria, Neurofisiologia, bem como de muitos pesquisadores autônomos credenciados de vários países, inclusive do Brasil.

Como não existe ainda teorias completamente fixadas, com exceção de algumas , é nosso dever expor o que se sabe, o que se descobriu cientificamente a respeito das sensações visuais. Fazem parte da lista Max Müsher, Robert Heiss, Hildegard Hiltmann, Max Pfister, Theodorus van Kolck, H. Frieling, Ernest G. Schachtel, Faber Birren, J. Bamz, Kurt Goldstein, Ralph W. Gérard, Adrian Bernard Klein, Saburo Ohba, M. Déribéré , C. J. Kouwer, Wilhelm Wundt, Edward Grom, G. Losada, William A. Bryan, Reginald Roberts, Plancus, Otacílio de Carvalho Lopes e tantos outros que consultamos e que nos deixaram impressionados pelas descobertas. Procuraremos então reunir aqui suas plataformas científicas, que, ao nosso ver, permitem iniciar um verdadeiro estudo da cromoterapia. Vejamos:

Azul

Seu órgão é a pele. Assim o eczema e a acne, muitas vezes podem estar associados a relação perturbadoras que envolvem ternura, amor, ou afeto íntimo com a família, o amor jovem e o casamento. Cor sugerida para os pacientes maníacos e violentos. É sedativa e curativa. Indicado para uso medicinal (queimaduras, doenças da pele).

Seu excesso favorece a pneumonia, a tuberculose pulmonar e a pleurisia. Ajuda contra doenças de olhos, ouvidos, nariz e pulmões.

Azul-indigo

Indicado para os pulmões, a fim de remover sua congestão. Paralisa úlceras e inflamações.

Verde-azulado

Seus órgãos são os músculos lisos. Assim as úlceras gástricas e as perturbações digestivas são associadas à preocupação com a possível perda de posição ou fracassos.

Ajuda contra doenças do sistema nervoso e aparelho digestivo. Certas variações do verde favorecem as doenças mentais e nervosas.

Verde-claro

Tranquiliza os pacientes perturbados.

Verde-nilo

Estimula e tonifica o sistema nervoso.

Laranja

No uso medicinal, é indicado contra baixa vitalidade, tônica baixa. É tônico e laxativo. Aumenta a vitalidade do sistema nervoso. Também indicado, no uso medicinal, contra venenos, ossos quebrados e subnutrição. É anti-séptico e adistringente.

Vermelho

Estimula as emoções. Perturba o equilíbrio de pessoas normais; produz nervosismo, mau temperamento, fortes dores de cabeça, morbidez, degeneração moral. Super estimula o sistema nervoso. Perigoso ao aparelho digestivo, principalmente o estômago, por que produz fermentação. Já para outros especialistas, essa cor ajuda contra doenças do estômago, fígado e do baço.

A roupa íntima em vermelho parece ser perigosa para os rins. É também perigoso para crianças em crescimento.

Previne contra a pústula, em caso de varíola. Indicação para uso medicinal: anemia, icterícia, amarelão da pele. È efetivo no caso de envenenamento do sangue.

Variações de cor vermelha favorecem as doenças de coração, bem como reflexos sobre a pressão arterial.

Vermelho-alaranjado

Seus órgão são os músculos estriados (voluntários), o sistema nervoso simpático e o aparelho reprodutor.

Geralmente esgotamento físico e nervoso, os distúrbios cardíacos e a perda de potência ou de desejo sexual se devem ao vermelho e algumas de suas tonalidades.

Acelera a pulsação, eleva a pressão sangüínea, aumenta a respiração. Atua sobre os sistemas nervoso e endócrino.

Rosa

Indicado para uso medicinal (anemia e melancolia).

Cereja

Indicado para uso medicinal (palpitações)

Amarelo

Influencia o sistema nervoso simpático e parassimpático. Fisiologicamente, aumenta a pressão arterial e os índices de pulsação e respiração (como o vermelho, mas de forma menos estável). Seu excesso geralmente produz enjôo nos passageiros quando o interior do veículo (especialmente avião) é pintado nessa cor. É também considerado como um restaurador dos nervos. Indicado para uso medicinal (nervos e inflamações).

Limão

Indicado para uso medicinal (exaustão). Para efeito anti-séptico e tônico.

Escarlate

Indicado para uso medicinal (ebulição e inchaço). Efeito narcótico, hipnótico.

Violeta

Para uso medicinal (febre, congestões, erupções e fraqueza). É associado com um mal funcionamento da tiróide.

Púrpura

Para uso medicinal (pressão alta). Anti-depressivo.

Cinza

Diminui nervosismo e insônia.

Vermelho e amarelo

Desperta o paciente melancólico e deprimido.

Marrom

Tal como o amarelo produz, às vezes, enjôo em passageiros, quando o interior do veículo é pintado nessa cor, principalmente o avião.

Cinza-claro, verde-claro, amarelo

Animam os pacientes, quando os quartos são pintados nessas cores.

Cores alegres

Em geral estimulam o apetite.

Cores suaves

Estimulam o repouso.

Luz Colorida e Medicina

Luz vermelha

Influencia nas refeições, produzindo irritações devido a fermentação provocada pela luz e consequentemente úlcera estomacal e desordens gastrointestinais. Estimula as funções orgânicas do homem, Favorecem a mancha da catapora, do sarampo e da escarlatina.

Vibração azul

Indicado contra histeria nervosa.

Raios vermelhos

Estimulam os nervos de quem sofre de anemia e é debilitado.

Luz Branca

Faz bem ao fígado.

Luz verde e cor verde

Efeito tranqüilizante

Luz anilada

Possui poder analgésico

Luz e cor verde

Nas paredes em vibrações, possuem efeitos tranqüilizantes.

Tentativas terapêuticas à base de cores vêm sendo desenvolvidas em alguma clínicas de diferentes países. O doutor William A. Bryan, no Worcester State Hospital, por exemplo, costuma dar banhos de cores para cura de certos pacientes com doenças mentais. Outras

Interessantes experiências sobre curas através das cores são realizadas no Denver State Hospital, no Boston Psychopathic Clinic e no Spectrochrome Institut, em Malaga, New Jersey.

Cromoterapia

Processo de cura

O processo de CURA através da aplicação de CROMOTERAPIA, ocorre da seguinte forma: pela projeção colorida junto ao CORPO HUMANO, com uma freqüência maior que o CAMPO ELETROMAGNÉTICO que o envolve, por penetrar e alterar a AURA e, ao mesmo tempo, o "estado de saúde" do indivíduo, dentro da qualidade da vibração projetada.

Ao penetrar no interior da AURA, no CAMPO ELETROMAGNÉTICO, as células captam e se abastecem das vibrações recebidas e, o excesso, é expulso através da AURA (exsudação ou transpiração)

Campo eletromagnético

Enquanto vivos, formamos um CAMPO ELETROMAGNÉTICO através da vibração das bilhões de células existentes em nosso organismo, bem como, pelo compasso do batimento CARDÍACO. Este CAMPO ELETROMAGNÉTICO é criado pela somatória dos fatores acima descritos, uma vez que, tudo que vibra cria energia em expansão.

Campo eletromagnético é o resultado da superposição de um "campo elétrico" com um "campo magnético", dando origem a um campo com uma "carga elétrica" e uma "força" que varia diretamente proporcional à velocidade desta e, que é nula quando em repouso. Como o SER HUMANO só se encontra relativamente em repouso durante o sono, a velocidade se altera com a variação do seu temperamento.

Aura Humana

Nós também apresentamos um "campo eletromagnético" que podemos compará-lo a um disco laser, com faixas bem definidas para cada música. A AURA HUMANA, na sua função principal de "campo eletromagnético" e quando equilibrada, tem a forma de um ovo com a ponta voltada para baixo, cuja função principal é prover de energia o corpo FÍSICO e servir de capa magnética protetora contra energias mais pesadas ou negativas.

Contra Indicação

A CROMOTERAPIA não é uma técnica de cura que apresenta efeitos colaterais, mas também tem suas contra-indicações.

Contra-indicação

É aplicar uma COR, quando o paciente já há tem em demasia em seu CORPO. Para este fato, dá-se o nome de SATURAÇÃO.

Quais casos pode-se identificar este fato de saturação

Primeiramente, sempre há a necessidade de estudar-se a CROMOTERAPIA, para que não cometamos nenhum erro, embora, o que se chama de erro nesta técnica alternativa, não tem a mesma conotação que aquela conhecida na Medicina Oficial. Para corrigir um erro na aplicação de uma determinada COR, pode-se utilizar das CORES COMPLEMENTARES, ou, dispersar aquelas aplicadas (vide COR Complementar; Dispersão).

Posteriormente, dentro de uma correlação COR / Efeito, não aplicar

VERMELHO - em hipertensos; pessoas de tez avermelhada; ruivas; temperamento colérico.

ROSA - pessoas com comportamento "infantil".

LARANJA - em pessoas com excesso de autoconfiança; na cabeça (*).

AMARELA - em casos de inflamação aguda, febre, cólera, estados de excitação mental, histeria, bactérias patogênicas, alcoolismo, nevralgias e palpitação cardíaca.

AZUL - depressivos, sonolentos, muito quietos.

ÍNDIGO - pessoas extremamente introspectivos, meditativos, sonhadores.

VIOLETA - naqueles com mentalidade pouco desenvolvida, com dificuldades de raciocínio.

(*) A COR LARANJA não deve ser aplicada junto à cabeça / cérebro, por ser uma COR muito intensa, considerada a mais física das CORES.

Classificação das cores na cromoterapia

As CORES dentro da CROMOTERAPIA se classificam em dois grandes grupos, a saber: QUENTES e FRIAS. As QUENTES estão representadas pela VERMELHA, LARANJA e AMARELA; e as FRIAS pela AZUL, ÍNDIGO e VIOLETA. A COR VERDE também é FRIA, mas prefiro mantê-la à parte, classificando-a como uma COR eminentemente de equilíbrio e que harmoniza o HOMEM, a NATUREZA e a ambos.

Um primeiro toque para você que está se interessando agora pela CROMOTERAPIA: se não souber o que fazer diante de uma situação e deseja fazer para si mesma ou para uma determinada pessoa vibre VERDE. A busca do equilíbrio está dentro de uma luta entre duas grandes forças, representadas pela ação das CORES QUENTES e FRIAS. Precisamos encontrar um meio termo entre elas, pois as QUENTES estão associadas ao elemento FOGO, enquanto que as FRIAS com o GELO ou o FRIO.

O FOGO, ou seja, o calor é expansivo enquanto que o FRIO é restritor, comprimi. Então vemos: não devemos usar CORES FRIAS em pessoas tristes e depressivas, pois com isso estaremos aprofundando seu estado geral.

Por outros lado, não devemos aplicar junto às pessoas febris as CORES QUENTES, uma vez que elas já se encontram com grande quantidade destes raios junto delas. Portanto, devemos aplicar nas pessoas febris as CORES FRIAS e nas tristes e depressivas as QUENTES.

Porquê que as CORES são QUENTES ou FRIAS?

Por uma razão muito simples: é que as QUENTES são lentas e as FRIAS rápidas, velozes. Isto dito em relação à amplitude e comprimento de uma "onda" eletromagnética, sendo que, quanto mais alta maior a força. Devido a lentidão do raio VERMELHO, por exemplo, ele esquenta.

Já as FRIAS são espertas e vibram tão depressa que não dá tempo de aquecer o local. Agora, é importante ter-se em mente que, ao aplicar-mos a LUZ através do impulso elétrico e com lâmpada incandescente, todas as CORES se tornam QUENTES pelo calor que a lâmpada proporciona. Isso não tira a qualidade de uma COR FRIA.

Ao entrarem em contato com a técnica da CROMOTERAPIA, automaticamente ficarão conhecendo as qualidades que cada uma das CORES tem de per si, ou seja: como cada uma age ao seu redor e em seu organismo.

Ao se dar este fato, com certeza estarão perdendo a inocência com relação às CORES. Ao olharem para um objetivo, não mais o farão sem analisar o por quê estão fazendo tal ato. Ou seja, se desejar comprar uma roupa COLORIDA, sem que assim se apercebam, julgarão se a COR é adequada para os fins propostos. As pessoas acreditam que não terão muitas surpresas na vida, mas, ao começarem a desvendar os tópicos contidos na teoria da CROMOTERAPIA a idéia que passarão a fazer de cada COR será bem diferente, pode crer.

Na Arquitetura

Os pigmentos conferem cor à tinta; a percepção da cor é uma das maneiras fundamentais pelas quais tomamos consciência das coisas ao nosso redor. Quando uma luz branca atravessa um prisma, ela se decompõem, num fenômeno conhecido como dispersão da luz e os diversos comprimentos de ondas mostram as cores primárias e secundárias.

As cores primárias, também chamadas de cores puras, são AMARELO, CIAN e MAGENTA, e dão origem as demais, denominadas secundárias. As cores secundárias são: VERDE, VIOLETA e LARANJA.

Agrupando-se todas estas cores, teremos as cores primárias e suas combinações. Podemos obter outras cores a partir da combinação de uma cor primária com uma secundária, ou de duas secundárias. São as cores complementares.

Quando uma superfície absorve toda a luz visível ao olho teremos a cor preta e, quando a superfície refletir toda esta luz, teremos a cor branca. As cores influenciam psicologicamente as pessoas em um ambiente.

VERMELHO

Estimula com poderosa ação sobre o estado de ânimo, devendo ser usado com cautela; nas áreas muito extensas, é opressivo e irritante, usado adequadamente tende a dar vida e alegria às superfícies causando a sensação de aumento de volume, peso e calor.

VERDE

Tem um efeito calmante, relaxante, usado em excesso torna o ambiente monótono, fisicamente causa a impressão de leveza e distância.

AZUL

Também é uma cor calmante, repousante, vitalizante, usado em excesso torna o ambiente frio e vazio, fisicamente causa a ilusão de um ambiente refrescante, dá a sensação de distância e diminuição de peso; tem como particularidade afastar os insetos.

AMARELO

Estimula o sistema nervoso central, encorajando à ação e ao esforço. Pode ser uma cor de alta luminosidade; é usado com vantagens em ambientes com pouca luz natural e para sinalizações, causa fisicamente a sensação de calor e aumento de volume.

LARANJA

Quando usado em pequenas áreas é estimulante, provoca bem estar e alegra o ambiente, porém se usado em excesso torna-se irritante, causa a sensação física de aumento de calor e volume.

BRANCO

É estimulante e expressivo, clareia os ambientes e quando usado em excesso força a vista e promove o cansaço; fisicamente cria a ilusão de aumento de volume.

PRETO

É uma cor sóbria, séria, normalmente é usado em combinações com outras cores, fisicamente cria a ilusão de aumento de calor e peso e diminuição de volume.

Esquemas de cores

Monocromático - utilização de uma só cor e seus diversos tons e semitons. Com ele obtém-se um resultado simples e sóbrio.

Cores análogas - utilização de duas ou três cores aproximadas, criando sempre um clima alegre e descontraído.

Complementar - utilização de cores opostas. Proporciona uma idéia de movimento ao ambiente.

Cores quente/frias/neutras

Cores quentes - vermelho, amarelo e laranja, que por serem fortes e excitantes devem ser utilizados em ambientes que não recebam luz natural, já que "aquecem" e iluminam os ambientes.

Cores frias - tons de azul, verde e violeta, que são mais repousantes e devem ser utilizados em ambientes luminosos, com muitas janelas, para que não se corra o risco de criar uma sensação de frio e solidão.

Cores neutras - branco, preto e cinza, em suas diversas graduações.

As cores na ambientação da casa

Vermelho Tons avermelhados são ideais para salas de estar e jantar.
Amarelo Todos os ambientes em que se pretende estimular a comunicação e as atividades mentais. Na cozinha, favorece reuniões familiares.
Laranja Salas de estudo, de reuniões ou locais onde a família se encontra para conversar, como sala e cozinha. Aconselhável para quartos de crianças.
Verde Indicada para todos os ambientes. No banheiro, em especial, é aconselhável ter toalhas, plantas ou detalhes de acabamento em verde vivo, pois é ali que se purifica o corpo e se renova as energias.
Azul Nos tons suaves, acalma a energia dos quartos de crianças e adultos hiperativos. Ideal também para banheiros e lavabos.
Lilás Não é aconselhável pintar um ambiente inteiro de lilás forte, pois ele tem o dom da dispersão. O melhor é diluir a cor com branco, até chegar a um tom quase azulado. Ideal para locais de meditação e quartos de quem está convalescendo.
Branco Ótimo para qualquer ambiente, principalmente cozinhas e banheiros. Porém, numa casa onde paredes, móveis e tapetes sejam 100% brancos, o resultado pode estar em ambientes frios e hostis.
Preto A predominância do preto em paredes ou pisos pode tornar o ambiente escuro, opressivo e deprimente. Por isso, a cor é indicada apenas para objetos ou detalhes de acabamento.

Dicas coloridas

1 ENCURTANDO O AMBIENTE.

Para uma sala retangular muito comprida, por exemplo, pinte as paredes menores com uma cor mais escura.

2 ALONGANDO AMBIENTE QUADRADO.

Aplique coe mais escura em duas paredes, uma de frente para outra.

3 ESCONDENDO OBJETOS.

Pinte a parede no mesmo tom do objeto que você quer esconder.

4 DESTACANDO OBJETOS.

Aplique uma cor intensa ou contrastante na parede de fundo.

5 REBAIXANDO O TETO.

Pinte o teto com uma cor mais escura do que a das paredes.

6 ELEVANDO O TETO.

Pinte o teto com uma cor mais clara que a das paredes.

7 ALARGANDO O CORREDOR.

Pinte as extremidades do corredor (paredes menores) e o teto com uma cor mais escura do que a das paredes que acompanham o sentido do corredor.

8 ALONGANDO A PAREDE.

Nesse caso, é fundamental que a parede seja bicolor, com a divisa entre as duas cores à meia altura (nessa separação, pode-se inclusive aplicar um barrado). Na parte de cima da parede, o tom deve ser mais claro do que a cor da parte de baixo.

9 ENCURTANDO A PAREDE.

Exatamente a situação inversa do item acima. A parte de cima da parede deve ser de um tom mais escuro que a cor da parte de baixo.

Conclusão

Quem está deprimido ou de baixo astral não deve usar roupas pretas, pois elas acentuam o desânimo. Em contrapartida, quem quiser atrair a atenção de sexo oposto deve exibir alguma peça vermelha. Mas sem exageros porque o excesso pode causar irritação em quem se quer conquistar.

Já nos ambientes, as cores verde, violeta e azul têm o poder de diminuir o estresse. O lilás e o branco favorecem a paz de espírito, enquanto o amarelo e as cores vibrantes estimulam a criatividade e as atividades mentais. Estes são alguns dos preceitos da cromoterapia, o estudo da utilização terapêutica das cores.

Sua teoria tem fundamentos científicos. Sabe-se, por exemplo, que cada cor provoca estímulos variados no nosso sistema nervoso, afetando nossas emoções e até mesmo o nosso humor. Assim, as cores atuam sobre a parte psicológica e no corpo, podendo alterar os estados de saúde e interferir diretamente no estado de espírito.

Uma prova de que as cores influenciam no estado psicológico é o uso da cor vermelha em alguns restaurantes: ela induz as pessoas a comerem mais depressa e com maior disposição. No campo da saúde, os cromoterapeutas utilizam as cores em conjunto com massagens e alimentação equilibrada para conseguir resultados na cura de doenças.

Normalmente, empregam banhos de luzes coloridas sobre as regiões afetadas e recomendam a utilização das mesmas cores no ambiente em que o paciente vive.

Elas podem estar em uma parede, um sofá, um vaso ou mesmo uma cortina da casa. Para gastrite, enxaqueca ou doenças do fígado, por exemplo, as cores indicadas são o amarelo e o violeta. Para os resfriados, o verde.

A tendinite, melhora com a aplicação de luzes azuis, verdes e laranja. Já para a insônia ou o estresse, o ideal é o azul ou o verde claro, que têm efeito calmante sobre o ambiente.

O lilás, diluído com o branco, é indicado para o quarto de quem está convalescendo. Até para quem tem excesso de peso, a cromoterapia tem sua receita: nada de azul - cor fria que não ajuda na queima de gorduras. A recomendação é caprichar nas cores quentes como o laranja ou amarelo.

Bibliografia

SUVINIL, “Suvinil Express”. In: http://www.suvinil.com.br. Ano 1 - n° 6 – novembro/97
CORAL, “Guia de Orientação para o Uso da Cor.”. In:
http://www.tintascoral.com.br.
ELETRÔNICA, “Teoria da Cor”. In: http:// www.eletronica.com/art/cor/index.htm

SILVIO EDUARDO TELES DOS SANTOS

Fonte: www.fes.br

Cores

O USO DA COR NO AMBIENTE DE TRABALHO: UMA ERGONOMIA DA PERCEPÇÃO

Introdução

Todas as atividades humanas e principalmente o trabalho sofrem a influência de três aspectos: físico, cognitivo e o psíquico. A conjugação adequada destes fatores (a análise de um domínio levando em consideração o outro) permite projetar ambientes seguros, confortáveis e eficientes.

O estudo das cores, embora seja visto por grande parte dos engenheiros e arquitetos como um fator ambiental secundário na concepção dos espaços de trabalho, torna-se de fundamental importância para os ergonomistas à medida que contribui com a adequação do seu uso, não só para a segurança (codificação de perigos pelo uso da cor), ordenação e auxílio de orientação organizacional (princípio de organização pela aplicação da cor), mas também para a saúde e bem estar dos trabalhadores (devido a sua influência psicológica).

A visão das cores é, segundo FOGLIA (1987), um dos aspectos mais interessantes e debatidos da sensibilidade ocular, e seu estudo é utilizado nas mais diversas áreas do conhecimento, abrangendo desde a fisiologia, a psicologia até as engenharias e mais especificamente a ergonomia.

Acreditando que a coloração não deve ser concebida só por características estéticas, mas que deve levar em consideração as diversas funções de um espaço, tanto no que se refere a sua usabilidade, quanto pelas exigências psicológicas do meio e do trabalhador; optamos por relacionar os múltiplos conhecimentos, oriundos de pesquisas nas mais diferentes áreas para confeccionar este artigo, com a proposta de apresentar, discutir e avaliar alguns dos conceitos relacionados ao emprego da cor na concepção de um espaço adaptado ao usuário, numa discussão e reflexão que se pretende interdisciplinar.

Desenvolvimento

A primeira coisa a nos perguntar é: qual o papel das cores em nossa vida? Como as percebemos? Para finalmente, nos questionarmos sobre ação destas nos ambientes, em nossa alimentação, vestuário e sobre os nossos sentimentos.

As cores transmitem mensagens e tendem a predispor determinados estados de humor, desencadeando emoções, modificando comportamentos e, por vezes, alterando o funcionamento do organismo. O nosso canal físico de informação da cor são os nossos olhos. É através dos sentidos, especificamente o da visão, pela luz, que somos informados sobre o meio externo.

Ele nos dá a configuração espacial, permitindo-nos o equilíbrio postural, possibilitando-nos reconhecer objetos quanto a sua forma, cor, tamanho, mobilidade e luminosidade. Sabemos, através de pesquisas, que as cores atuam sobre a espécie humana não só pelo canal perceptivo da visão, comunicando algo, ou seja, transmitindo mensagens aos quais atribui-se significados, mas também através da luz, pelas ondas de energia e, portanto, eletromagneticamente (cromoterapia).

Podemos dividir a cor em quatro planos: físico, químico, sentidos e o psíquico; estando cada um destes aspectos associados a leis e fenômenos específicos.

QUÍMICA FÍSICO SENTIDOS AFETO
Envolve pigmentos e
combinações;
Envolve a luz, a
luminosidade;
Abrange a fisiologia
e a psicologia.
Envolve significados
que variam de cultura
para cultura,
atribuídos a cada cor.


Tabela 1. Quatro planos pelos quais pode se estudar a aplicabilidade das cores

A fisiologia e a psicologia da cor

Nos relacionamos com as cores pelos nossos sentidos e pelo “simbólico”. Elas podem ser definidas através de comprimentos de onda, vibrações, energias ou sentimentos. A forma como as consideramos não é importante; o essencial, enquanto pesquisadores, é saber que todos estamos sujeitos à sua ação, seja pela sensibilidade a determinados estímulos luminosos ou pela representação psíquica que damos à elas.

No que diz respeito a fisiologia da cor, é através dos órgãos de recepção (cones) localizados na fóvea, que o homem percebe e identifica as cores que são refletidas. A luz é formada por radiações que, ao chegarem ao olho, originam sensações coloridas diferentes de acordo com o comprimento de onda, intensidade e misturas realizadas entre si. Como cor é uma característica pela qual o observador distingui padrões de luz, e luz é energia radiante, visualmente avaliada; a cor deve ser medida pela combinação de medições físicas dos comprimentos de onda com informações sobre como o observador percebe as cores.

Medidas da energia radiante são de ordem física, enquanto a avaliação desta pelo percepção humana, é de ordem psicológica. Palavras-chave na descrição da percepção das cores são: matiz, saturação e claridade: Matiz é a proporção de cada uma das cores percebidas: vermelho, amarelo, verde e azul.

Claridade é o atributo segundo o qual uma área aparenta emitir mais ou menos luz. Saturação é a proporção de croma de uma cor em relação á sua claridade, (mais ou menos cinza). As cores reconhecidas correspondem aos seguintes comprimentos de onda no espectro luminoso:

O que é válido salientar quanto à sensibilidade ao uso das cores é:

a) o olho humano somente é sensível a comprimentos de onda compreendidos na ordem de 1/8 (720 à 360 um), porém à medida que envelhecemos começamos a não perceber mais os espectros pelo lado do violeta;

b) o olho humano percebe aproximadamente 165 tons, sendo que a sensibilidade para perceber diferenças mais sutis, dentro do espectro, variam de cor para cor. Normalmente distinguimos grandes diferenças no cumprimento de onda do vermelho e do violeta, e pouca no amarelo e laranja.

c) as cores possuem um limiar cromático, ou seja, elas desaparecem se reduzida a intensidade luminosa ao seu limite. Por isso é que cores como o amarelo se sobressaem durante o dia, enquanto que cores como o azul se sobressaem de noite.

d) Efeito pós-imagem: ocorre quando olhamos para um objeto brilhante e, mesmo após nossos olhos terem deixado de fixá-lo a imagem permanece na retina.

e) A percepção humana é sujeita à indução espacial, ou seja, a visão de uma superfície colorida exerce influência na superfície colorida vizinha; quanto mais complementar for a cor, maior a essa influência.

 

Cores
Figura 2. O espectro

Enquanto a fisiologia pesquisa os mecanismos de percepção da cor, a psicologia vai se ater aos efeitos que determinadas cores (ver figura 2) têm sobre as emoções dos indivíduos. Desde muito tempo, psicólogos e mais recentemente ergonomistas, verificam que em determinadas profissões, o efeito psicológico das cores é determinante. Na propaganda, por exemplo, percebeuse que o uso da cor é fundamental na apresentação e aceitação do produto por parte dos consumidores. Na arquitetura, através da concepção e da organização de espaços, o uso das cores destaca-se como um importante complemento ambiental e de satisfação. Nos consultórios médicos e psicológicos elas auxiliam na cura de enfermidades e nos sentimentos de chegada e saída do paciente.

Segundo LACY(1989), a cor está muito ligada aos nossos sentimentos, ajudando-nos em nossas atividades e influenciando em nossa sociabilidade, introversão e extroversão. Abaixo, estão listados os significados mais comuns atribuídos pelos estudiosos às cores: primárias (amarelo, vermelho e azul) e secundárias (laranja, violeta, verde e o rosa).

AMARELO: cor quente, estimulante, de vivacidade e luminosidade. Tem elevado índice de reflexão, e sugere proximidade. Se usado em excesso, pode-se tornar monótono e cansativo. Boa para ambientes onde se exija concentração, pois atua no SNC (Sistema Nervoso Central). É utilizada terapeuticamente para evitar depressão e estados de angústia.

AZUL: está associado na cultura ocidental, à fé, confiança, integridade, delicadeza, pureza e paz. O azul escuro dá a sensação de frieza e formalismo.

LARANJA: cor estimulante e de vitalidade. Está relacionada com ação, entusiasmo e força. Possui grande visibilidade, chamando a atenção para pontos que devem ser destacados.

ROSA: aquece, acalma e relaxa. Está ligada à fragilidade, feminilidade e delicadeza.

VERDE: quando em tom claro transmite sensação de paz e bem estar. É uma cor que sugere tranqüilidade, dando a impressão de frescor. Tons escuros desta cor tendem a deprimir.

VERMELHO: cor estimulante. Desperta entusiasmo, dinamismo, ação e violência. Dá sensação de calor e força, estimulando os instintos naturais e sugerindo proximidade. Se usada em excesso pode irritar, desenvolver sentimentos de intranquilidade e despertar violência.

VIOLETA: em excesso torna o ambiente desestimulante e agressivo, leva à melancolia e depressão. Sugere muita proximidade, contato com os sentimentos mais elevados e com a espiritualidade. Assim como o vermelho, o azul escuro e o verde escuro, não se recomenda o uso em grandes áreas.

Acima o Quadro / Figura 3. As cores e seus significados

Segundo VERDUSSEN(1978), estas cores podem ser usadas para tornar mais agradáveis os ambientes de trabalho ou amenizar condições menos favoráveis, como a monotonia de certas tarefas. Assim, o estado de ânimo, ao fim de uma jornada, dependerá em muito, da influência do ambiente.

Uma sala de repouso, um gabinete de reuniões, salas de aulas de uma escola, um hospital ou uma indústria, deverão obedecer à predominâncias ou combinações de cores que melhor possam condicionar o homem às solicitações ou características de seu trabalho.

Estados de depressão, de melancolia ou de fadiga, são consequências comuns à permanência prolongada ou à realização de atividades em ambientes em que, entre outros motivos, a escolha das cores não atendeu à observação de seus possíveis efeitos.

A aplicação da cor na concepção de espaços físicos: um micro estudo de caso

Para concebermos ambientes adequados de trabalho, devemos aliar à funcionalidade de nossos projetos, aspectos agradáveis, convidativos e acolhedores. Devemos fugir das linhas frias, agressivas, muito exploradas em instalações tradicionais, que destacavam a figura do homem como elemento secundário. Optar por uma construção alegre, clara e limpa, que considere, também, aspectos relativos à iluminação, à ventilação, os espaços abertos e áreas de circulação, predispondo favoravelmente o espírito do trabalhador

O uso das cores pode representar não só um aumento de produtividade, como a redução da taxa de acidentes e de abstencionismo nas empresas. Podendo suavizar problemas de estrutura física, ao modificar a percepção do ambiente, tornando-o aparentemente: maior, mais alto, mais claro, etc.

Contudo, a seleção de cores para obtenção de resultados específicos deve ser cuidadosa. A dosagem adequada de seu emprego e a escolha das demais cores que terão que coexistir, refletirão no efeito desejado. Há de se considerar, ainda, fatores como: idade, sexo, cultura, raça, que podem influenciar nas preferências por cores ou até nos efeitos destas.

O caso abaixo ilustra a aplicabilidade do estudo da cor em ergonomia, pois exemplifica a atuação desta na constituição não só de um espaço físico mais adaptado, mas na qualidade da vida psíquica de pacientes e profissionais num espaço hospitalar.

“ O emprego da cor em ambientes hospitalares vem transformando a rotina daqueles espaços, onde, como um rico complemento ambiental, pode auxiliar no favorecimento do equilíbrio, psicológico e psíquico, das pessoas envolvidas: trabalhadores e pacientes.

Com essa finalidade, foi introduzido um novo tratamento cromático à UTI (Unidade de Tratamento intensivo), do HUJBB (Hospital Universitário João de Barros Barreto), localizado na cidade de Belém, no Pará, por ocasião da reforma de sua estrutura física.

Procedeu-se, inicialmente, com a análise dos aspectos referentes ao conteúdo do trabalho dos profissionais, principalmente médicos e enfermeiras, às condições ambientais de trabalho e às necessidades dos pacientes .

Considerou-se também a realidade do HUJBB, como unidade de referência em doenças infecto-contagiosas, que exigem espaços destinados ao isolamento de alguns pacientes, mesmo na UTI.

De forma geral, as condições ambientais de uma UTI, influem diretamente nos profissionais que atuam ,normalmente, em estado de tensão nervosa, gerado pela necessidade de atenção e alerta constantes, pela grande carga emocional que envolve as decisões e pelas jornadas exigidas.

A realidade dos pacientes não é menos penosa, pois são obrigados a conviver com a dor, com a solidão, e com a angústia resultante do medo.

Observou-se, ainda, que a condição existente, de homogeneidade cromática, com a predominância da cor branca , gerava estados de monotonia, estresse e fadiga.

Dessa forma, por se tratar de ambiente de longa permanência, optou-se pela utilização de cores tranqüilizantes, evitando-se cores vibrantes que pudessem gerar estados de excitação, e pela adoção de iluminação artificial, mista, com lâmpadas incandescentes e fluorescentes, calculadas para atender as exigências de visualização específicas do ambiente.

As paredes do salão principal e dos isolamentos receberam tratamento com pintura na cor verde, em tom “pastel”. O revestimento de forro permaneceu branco, em função do nível de reflexão e, para o piso, adotou-se uma tonalidade acinzentada que favorece, também, aos procedimentos de limpeza.

As dimensões físicas eram confortáveis para atender ao programa de necessidades estabelecido. Contudo, o pé-direito de alguns ambientes apresentava-se deficiente e a estrutura física existente não permitia a sua alteração, justificando a adoção da cor branca, para o forro, numa tentativa de torná-lo mais “alto”.

As portas e as divisórias localizadas entre os leitos obedeceram a especificação do tipo painel/vidro, na cor “gelo”, que proporcionaram um controle maior dos leitos, por parte dos profissionais, pois facilitaram a visualização dos pacientes.

Para os ambientes contíguos ao salão principal, como: banheiros, expurgo, esterilização, vestiários, depósito e copa, foram definidos revestimento cerâmico na cor branco e pintura acrílica na cor areia, para as paredes, permanecendo a solução de piso cinza, e de forro branco.

A cor também foi utilizada como elemento de informação nas placas de identificação dos ambientes, e como elemento de segurança na pintura das tubulações aparentes (exigidas para instalações hospitalares e industriais), referentes às instalações elétricas, de gases (ar comprimido, oxigênio, e vácuo), hidráulicas, de incêndio e de refrigeração, e obedecendo às indicações contidas nas normas técnicas.

Um tratamento mais contrastante, com a introdução da cor ocre , foi adotado no suporte do equipamento de controle das informações dos pacientes, localizados no posto de enfermagem, criando um contraste, intencional, com o “verde pastel” das paredes e o “gelo” das bancadas de trabalho. Esse contraste estimula a atenção sobre as informações e inibe as distrações.

A adoção dessas medidas, o estudo dos fluxos dentro do ambiente e o atendimentos de necessidades de ordem material (aquisição de equipamentos) resultou em um ambiente mais organizado, descontraído e, portanto, favorável ao desempenho de todos os profissionais. Suas atividades passaram a ser desenvolvidas com mais segurança, em maior interação com o paciente, com maior dinamismo e entusiasmo.

Aos pacientes proporcionou-se, de forma especial, além dos recursos materiais e humanos, melhores condições psicológicas para enfrentarem, com dignidade, o sofrimento”.

Conclusões

Compreendemos que o espaço físico, seja este de um domicílio ou local de trabalho, deve ser concebido segundo uma análise cuidadosa das necessidades de seus ocupantes, adaptando a configuração das cores do referido ambiente as características fisiológicas e psicológicas de seus usuários.

Neste sentido, alguns cuidados são necessários para a obtenção de melhores resultados:

a) Introjetar que o uso da cor é um dos recursos mais econômicos para promover mudanças em um ambiente, sejam elas físicas, mentais ou cognitivas.

b) Toda cor afeta o ser humano, seja pelo eletromagnetismo, seja pela representação psicosocial;

c) Ao optar por uma cor, decidir paralelamente o tipo de iluminação a ser adotado. Fisiologicamente sabe-se que a iluminação afeta a percepção visual da cor.

d) Estudar criteriosamente a cor a ser usada na pintura dos tetos e vigas, a fim de se obter a impressão desejada de elevar, reduzir, aumentar ou diminuir.

e) Considerar que as cores frias dão a impressão de ambientes maiores, aumentando as dimensões de um recinto, enquanto que as quentes diminuem.

f) Evitar cores contrastantes próximas, na área de trabalho, pois aumentam a fadiga.

g) Lembrar que as cores válidas para as paredes, não o são para o teto ou piso, onde causariam efeitos negativos. Um teto branco proporciona melhor iluminação, por seu maior índice de reflexão.

h) Dosar adequadamente as cores: as cores frias são convenientes para ambientes onde se deseja relaxamento, pela sugestão de temperatura agradável e de tranqüilidade, quando em excesso podem tornar o ambiente depressivo e monótono. E que cores quentes embora excitem o SNC, (Sistema Nervoso Central) atuando favoravelmente na vitalidade; em quantidade geram estresse,
tornando os indivíduos mais predispostos a discussões.

i) Observar que a receptividade e reação às cores dependem de aspectos relacionados à idade, sexo e cultura.


j) Evitar cores primárias muito fortes que podem ocasionar uma sensação de pós-imagem.

k) Quebrar a monotonia de um ambiente pelo uso de cores estimulantes.

l) Usar cores diferentes para separar áreas distintas: trabalho, lazer, descanso, etc..

m) Usar cores mais intensas e estimulantes, em ambientes de pequena permanência, como corredores, escadas, banheiros ou depósitos, para torná-los mais atrativo; contudo , de forma controlada para não tornarem-se visualmente agressivos.

n) Observar que objetos menores, tais como móveis e máquinas devem ser considerados como elementos de integração e/ou contraste.

o) Considerar que esquemas de cores, representados por materiais, superfícies ou exemplos de pintura devem ser reunidos e avaliados sob condições de iluminação que dupliquem aquela sob a qual o conjunto será utilizado. Isto irá evitar problemas significativos na alteração das cores pretendidas.

p) Observar que, como as superfícies maiores contribuem consideravelmente para a distribuição da luz por reflexão e interreflexão, os índices de refletância luminosa devem ser altos onde a iluminação de tarefas são importantes.

q) Considerar o propósito primeiro do esquema de cores: conforto visual num cômodo escolar; dignidade numa igreja; uma atmosfera de excitação num circo; etc.

Referências Bibliográficas

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Fonte: www.eps.ufsc.br

Cores

PSICODINÂMICA DAS CORES EM COMUNICAÇÃO

As cores sempre estiveram presentes desde o começo da história do homem. Elas faziam parte mais das necessidades psicológicas do que das estéticas, como por exemplo, na história dos egípcios que sentiam na cor um profundo sentido psicológico, tendo cada cor como um símbolo. Posteriormente nas artes, Vincent van Gogh

conferiu às suas pinturas sensações cromáticas deslumbrantes, que traduzem intensas cargas emotivas e psicológicas de seu autor. Mas, foi só no século XIX que houve um interesse maior em estudar cientificamente a cor, até mesmo com a participação de filósofos e escritores.

As cores enfim, têm a capacidade de liberar um leque de possibilidades criativas na imaginação do homem, agindo não só sobre quem admirará a imagem, mas também sobre quem a produz. Sobre o observador que recebe a comunicação visual, a cor exerce três ações: a de impressionar a retina, a de provocar uma reação e a de construir uma linguagem própria comunicando uma idéia, tendo valor de símbolo e capacidade.

É tamanha a expressividade das cores que ela se torna um transmissor de idéias, tão poderoso que ultrapassa fronteiras espaciais e temporais. Não tem barreiras nacionais e sua mensagem pode ser compreendida até por analfabetos.

Influência das cores nas artes

Nas artes, o clima é um grande influenciador na utilização das cores. No Brasil, isso pode ser percebido através da arte do nordestino em contraste com a do sulista. Vivendo debaixo de um sol causticante, o artista nordestino sofre a influência de um intenso cromatismo que se refletem luminosa e vibrantemente na sua obra, expondo as cores de uma forma apaixonante e pura. Em contrapartida o artista sulista que não sofre tal influência, volta-se para as cores frias que expressam muito mais as reações através da forma, impondose o racionalismo frio característico do artista plástico paulista.

Influência das cores na publicidade

Para que uma marca, um título, ou uma informação, tenham legibilidade é preciso que se análise a cor de fundo deles para que haja um contraste. Do contrário, terão a visibilidade prejudicada e dificilmente serão memorizados.

Podemos dizer que o Sol é o grande regente na orquestra das cores, visto que precisamos sempre dele para uma boa visualização delas. É claro que há um peso psicológico na escolha dessa ou aquela cor, que é definido pelo sistema neurofisiológico de cada indivíduo.

Teoria de Young-Helmholtz

Young procurou a existência das três cores primárias na constituição do homem, e não na natureza da luz como outros teóricos fizeram. Segundo Young, a maioria dos fenômenos relacionados à cor deve-se à existência de estímulos de excitação do olho humano, sensíveis à luz que reagem, respectivamente, ao azulvioleta, ao verde e ao vermelho-alaranjado.

Teoria de Hering

Hering, defende a teoria da existência de três variedades de cones de dupla ação. Um dos grupos seria responsável pela formação das luzes azul e amarela; outro pelas luzes verde e vermelha, e o terceiro seria excitado pelas luzes preta e branca. Essa teoria expressa que, as cores verde, preta e azul refazem a substância das células, porém essa mesma substância é destruída pelo branco, pelo vermelho e pelo amarelo.

Teoria de Ladd Franklin

Para Christine Ladd Franklin, a visão da cor é um processo de evolução do homem primitivo, que só distinguia o branco, o preto e o cinza. Ocorreu uma evolução e os bastonetes se transformaram em dois tipos distintos de cones, que podiam distinguir os demais tipos de cores.

SENSAÇÕES VISUAIS ACROMÁTICAS E CROMÁTICAS

As sensações visuais que têm apenas a dimensão da luminosidade são chamadas de acromáticas. Incluem-se todas as tonalidades entre o branco e o preto, quer dizer, o cinzaclaro, o cinza e o cinza-escuro, formando a chamada escala acromática. Já as sensações visuais compostas por todas as cores do espectro solar, são denominadas cromáticas. Podemos dizer que as cores quentes derivam do vermelho-alaranjado e as cores frias do azul-esverdeado.

PSICOLOGIA DAS CORES

As cores quentes são estimulantes e produzem as sensações de calor, proximidade, opacidade, secura e densidade. Em contraste, as cores frias parecem nos transmitir as sensações de frias, leves, distantes, transparentes, úmidas, aéreas e acalmantes.

Fatores que influem nas escolhas das cores

Existem três fatores que influenciam e determinam as escolhas de cores, são eles: psicológicos, sociológicos e fisiológicos. Porém, a escolha de uma cor, algumas vezes se determina não por preferências pessoais, mas pela utilização que ela poderá ter em função de algo. A partir de hábitos sociais que se estabelecem durante toda uma vida, fixam-se reações psicológicas que norteiam tendências individuais.

Atribuímos significados conotativos às sensações visuais que temos, como por exemplo:

“Estou verde de fome.”

“Ele está roxo de frio.”

“Fiquei branca de susto.”

Através de experimentos feitos por Rorschach6, foi descoberto que caracteres alegres correspondem intuitivamente à cor, enquanto as reações de pessoas deprimidas correspondem à forma.

Pessoas sensíveis, que se deixam influenciar, e que têm tendência à desorganização e a oscilações emocionais, são geralmente indivíduos que têm preferência pela cor. O temperamento frio, controlado e introspectivo, são características daqueles que reagem à forma.

Os estudos de Bamz

O psicólogo Bamz defende o fator idade versus preferência na manifestação de uma pessoa por determinada cor.

Vermelho: de 01 a 10 anos- idade da espontaneidade e da efervescência;

Laranja: de 10 a 20 anos- idade da aventura, excitação, imaginação;

Amarelo: de 20 a 30 anos- idade da arrogância, força, potência;

Verde: de 30 a 40 anos- idade da diminuição do fogo juvenil;

Azul: de 40 a 50 anos- idade da inteligência e do pensamento;

Lilás: de 50 a 60 anos- idade da lei, do juízo, do misticismo;

Roxo: além dos 60 anos- idade da benevolência, do saber, da experiência.

Se fizermos uma análise científica das preferências, poderemos observar que o cristalino do olho humano vai gradativamente se tornando amarelo com o passar dos anos. Por exemplo, uma criança absorve 10% da luz azul, em contrapartida um idoso absorve cerca de 57%. Ao observarmos os adultos fazendo compras poderemos notar que os mais idosos dão preferência a produtos contidos em embalagens em que prevalece a cor azul.

Cor, memória e comunicação

Mesmo que a reação à cor seja algo instintivo, não podemos negar as experiências que o homem vai acumulando em sua memória no decorrer de sua vida que o define e o faz agir de determinadas maneiras. Esta constatação é algo fundamental para o trabalho do publicitário.

Sensações acromáticas

Branco

Associação material: neve, casamento, lírio, batismo, areia clara.

Associação afetiva: limpeza, paz, pureza, alma, divindade, ordem, infância.

Branco vem do germânico blank (brilhante). É o símbolo da luz, e não é considerada cor. No ocidente, o branco traduz a vida e o bem, em contrapartida para os orientais o branco traduz a morte, o fim ou o nada.

Preto

Associação material: enterro, morto, sujeira, coisas escondidas.

Associação afetiva: tristeza, desgraça, melancolia, angustia, dor, intriga, renúncia.

Vem do latim niger (negro, escuro, preto). É angustiante e expressivo

Cinza

Associação material: ratos, pó, neblina, máquinas.

Associação afetiva: velhice, sabedoria, passado, tristeza, aborrecimento.

Cinza do latim cinicia (cinza) ou do germânico gris (gris, cinza); Intermediária entre luz e sombra, o cinza não tem interferência nas cores em geral.

Sensações cromáticas

Segue abaixo algumas sensações cromáticas:

Vermelho

Associação material: guerra, sangue, sol, mulher, feridas, perigo, fogo, rubi.

Associação afetiva: força, energia, paixão, vulgaridade, coragem, furor, violência, calor, ação, agressividade.

Do latim vermiculus [verme, inseto (a cochonilha)]. Desse verme é extraída uma substância, o carmim, a qual chamamos de carmesim [do árabe: qirmezi (vermelho bem vivo)]. Essa cor simboliza encontro, aproximação.

Laranja (faz correspondência ao vermelho moderado)

Associação material: pôr do sol, festa, laranja, luz, outono, aurora, raios solares.

Associação afetiva: tentação, prazer, alegria, energia, senso de humor, advertência.

Laranja tem origem do persa narang, por meio do árabe naranja. Simboliza o flamejar do fogo.

Amarelo

Associação material: palha, luz, verão, calor de luz solar, flores grandes.

Associação afetiva: alerta, ciúme, orgulho, egoísmo, euforia, originalidade, iluminação, idealismo.

Vem do latim amaryllis. É o símbolo da luz que irradia em todas as direções.

Verde

Associação material: frescor, primavera, bosques, águas claras, folhagem, mar, umidade.

Associação afetiva: bem-estar, saúde, paz, juventude, crença, coragem, firmeza, serenidade, natureza.

Deriva do latim vidiris. É o símbolo da harmonia da faixa que existe entre o céu e o Sol. De paz repousante e reservada, favorece o desencadeamento de paixões.

Azul

Associação material: frio, mar, céu, gelo, águas tranqüilas, feminilidade.

Associação afetiva: verdade, afeto, paz, advertência, serenidade, espaço, infinito, fidelidade, sentimento profundo.

Tem origem no árabe e no persa lázúrd, por lazaward (azul). Proporciona a sensação do movimento para o infinito. Céu sem nuvens.

AS PESQUISAS E TESTES DE LÜSCHER

Lüscher, um dos maiores pesquisadores mundiais sobre cores, baseia seu processo psicológico para o estudo do ser humano em um teste com sensações cromáticas e acromáticas. São elas: azul, verde, vermelho, violeta, marrom, preto e cinza.

Por meio de vários testes chegou às seguintes conclusões:

O azul é indicativo de plena calma; um indivíduo que se encontra doente e que deseja recuperar-se rapidamente escolhe esta cor; mas o mesmo também se torna sensível e tende a magoar-se;

Pode-se concluir assim que doenças como a acne e o eczema, muitas vezes podem estar ligadas a relações perturbadas que envolvem ternura, amor ou afeto íntimo, como a família, o casamento e o amor jovem.

O azul-escuro representa amplitude e profundidade de sentimento; preferida pelos que tem excesso de peso; indicador de satisfação e contentamento, tradição e valores duradouros, perpetua o passado. Cor considerada por Lüscher como infinito da eternidade.

Azul + vermelho tem bom equilíbrio entre si, pois o azul se equilibra e se harmoniza com a força ativa do vermelho.

O verde tem a preferência de pessoas que possuem teimosia ou querem impressionar.

O verde-azulado representa elasticidade de vontade; é defensivo, passivo, imutável, repressivo, autônomo. Seu conteúdo emocional é o orgulho.

Verde + vermelho revelam-se autônomos e auto-reguladores cansativos.

O vermelho revela uma vida intensa e liderança. É impulso, avidez e força de vontade, em oposição ao verde que é elasticidade da vontade.

O vermelho-alaranjado significa desejo, todas as formas de ânsia e apetite insaciável. Seu conteúdo emocional é o desejo e sua percepção sensorial é o apetite. É uma cor ativa.

O violeta tenta unificar a impulsividade do vermelho com a delicadeza do azul. Busca, neste caso, identificação, podendo significar união íntima ou erótica. Em geral pessoas imaturas emocional e mentalmente, bem como homossexuais tem preferência por essa cor.

O marrom faz com que o indivíduo se sinta sensitivo, destituído, sensual, não vendo perspectivas. Sua preferência denota às vezes mal-estar e desconforto no indivíduo. Induz a uma atitude negativa perante a vida, cor passivamente receptiva.

O preto, assim como o cinza e o marrom, é indicador, geralmente, de uma atitude negativa perante a vida. A preferência por essa cor denota revolta do indivíduo contra o destino, e ação insensata e precipitada. Obstinadamente ele quer renunciar a tudo.

O cinza é uma sensação acromática que em termos de compensação parece querer dividir o mundo. Ele gosta de isolamento, e não quer envolvimento.

A pesquisa de Lüscher possibilita obter informações psicológicas precisas sobre um indivíduo mediante as suas preferências ou rejeições por determinadas cores.

Utilização da cor

Ela tem como característica marcante fixar os aspectos positivos da sociedade. Por seu poder de impacto, por seu conteúdo emocional e por sua expressividade de fácil assimilação, a cor anda lado a lado com a Publicidade contribuindo fortemente para a transmissão da mensagem idealizada.

A cor tem o poder de captar rápida e emotivamente a atenção do comprador por isso, a perfeita adequação dela à sua finalidade deve ser precisa. Do contrário, poderá anular o valor de qualquer veículo de comunicação por mais dispendioso que seja. Entre estes veículos podemos incluir a embalagem.

Análise do mercado em função da cor

A proposta de um produto só poderá enfatizar uma determinada cor, depois de analisar a classe social e a faixa etária do público-alvo a ser atingido.

Por isso, a Publicidade reflete as tendências do momento, acentuando o clima desejado e proporcionando um ambiente que se adeque ou se antecipe ao desejo do consumidor.

Seja como for, os psicólogos publicitários definem uma variada gama de consumidores conforme segue: os sentimentais, em maior número, os volitivos, sempre prontos a satisfazerem seus desejos, os intelectuais, em menor número, que passam por um processo psicológico de compra quer na análise e relação entre posições de oferta e demanda, quer na vivência da aspiração, ou melhor, na aplicação a relações de posição.

Mas, embora a Publicidade reflita as tendências que a sociedade irá consumir, é inegável que o homem tem em sua essência, uma necessidade constante de mudança. É interessante observar que a cor é sempre um fator decisivo na substituição de um objeto.

A embalagem

“A embalagem tem a mágica função de dar um ‘psiu’ ao comprador. Além disso, deve fazer com que a compra seja renovada, impulsionando o consumidor a ficar fiel à sua marca (posicionamento).”

A cor é a primeira coisa que atinge a atenção do olhar do comprador.

Por exemplo, quando substituímos o branco, o preto e o azul por cores vermelhas e laranjas num brinquedo de criança, a reação às vendas torna-se praticamente imediata.

Podemos concluir assim, que a cor e a embalagem constituem a própria embalagem.

Geralmente, a cor que mais atrai é o laranja seguido pelo vermelho. Especialmente nas embalagens de gêneros alimentícios, essas cores têm grande eficiência.

Podemos concluir então, que a cor na embalagem tem atuação sobre a mente e a sensibilidade, estando ligadas diretamente às funções ópticas, fisiológicas e neurológicas.

As cores básicas são as que possuem maior força, já as cores suaves provocam o efeito contrário. Por esse motivo os designers de embalagem não costumam levar em conta os gostos pessoais, e sim os efeitos fisiológicos e psicológicos em reação à cor.

Portanto, as qualidades básicas que a cor confere a embalagem são: visibilidade, impacto e atração.

A cor na natureza e nas características do produto e da embalagem

É importante sempre lembrar que se deve relacionar a cor da embalagem com o produto, independente de suas qualidades essenciais.

Gosto do consumidor, cor e embalagem do produto

Por meio da embalagem a cor deverá identificar, portanto rapidamente o produto, refletir sua essência e sua finalidade.

A cor de uma embalagem de produto alimentício deve estimular o paladar, fazendo com que o consumidor faça uma associação psicológica no momento exato da compra. Ela pode ser sugestiva até mesmo com respeito à fragrância, como podemos ver de forma marcante com as embalagens de café.

As crianças têm uma tendência pelas cores puras que pode ser facilmente notada.

Complementando as informações sobre o significado psicológico das cores, a fim de fixar e estabelecer o gosto do consumidor e suas tendências às cores aplicadas nas embalagens, segue algumas associações:

café: marrom-escuro com toque de vermelho ou laranja;

iogurte: branco e azul;

perfumes: roxo, amarelo-ouro e prateado;

Remédios em geral: azul-claro, marrom, branco e vermelho, dependendo do tipo medicinal, estimulante ou repousante.

Mas o fator ainda mais importante de uma embalagem é que ela deve conter um apelo emocional, pois não se vende uma mercadoria, vende-se um sonho de satisfazer um desejo, de preencher uma necessidade.

Visibilidade da cor na embalagem

A fim de chamar a atenção de um consumidor, em uma loja ou supermercado devemse considerar três aspectos para a visualização de um produto:

1. o ângulo de visão;

2. a clareza da apresentação; e

3. a capacidade de visualização rápida.

A cor no tamanho da embalagem

Os tons pastel dão à embalagem a noção de que ela é maior, já com as cores escuras acontece exatamente o contrário, e as imagens parecem ser vistas menores do que realmente são.

Peso da cor na embalagem

A cor também pode ter influência em relação ao peso de um produto. As embalagens escuras parecem mais pesadas, enquanto que as mais claras parecem mais leves.

A cor da embalagem em relação ao display

O impacto causado pela cor deve induzir o consumidor a distinguir e adquirir o produto, selecionando o que lhe interessa dentre vários outros.

AS CORES APLICADAS À CRIATIVIDADE PUBLICITÁRIA

Aplicações em produtos alimentícios

Segue abaixo algumas aplicações eficazes do uso de cores nas embalagens de alimentos:

Laranja (não-amarelado), de grande apelação para o apetite;

Púrpura-clara: eficiente para vinhos e licores.

Marrom e canela-clara: sensação de chocolate;

Rosa: eficicaz para alimentos doces; entre outros.

Capítulo II

EMBALAGEM

EMBALAGEM NO MUNDO ATUAL

A globalização e o trânsito acelerado e ampliado de produtos e informação vêm exigindo da embalagem maior desempenho e qualidade, pois as exigências se tornaram maiores quanto à proteção, conservação e transporte para a circulação internacional e intercontinental dos produtos.

Exigindo-se textos bilíngüe e trilíngüe, as embalagens também tiveram que respeitar as legislações dos países de destino do produto, por esses motivos o design e a apresentação visual necessários à competição no ponto-de-venda também tiveram seu papel valorizado.

As empresas de embalagem têm se preocupado em oferecer soluções que lhes permitam ampliar os horizontes de seus produtos internacionalmente, mas para isso precisaremos de melhores embalagens, que agreguem valor e melhorem a competitividade brasileira.

AS CORES DA LIDERANÇA

Através da apresentação de uma cor definida de forma plena como acontece com produtos como Sonho de Valsa, Maisena, Milka e o chocolate Diamante Negro, por exemplo, representa um grande argumento para a identificação do produto e um referencial definido de sua personalidade junto aos consumidores.

Um melhor reconhecimento de um produto, muitas vezes é definido pela cor como atributo de personalidade dele, a cor torna-se uma força propulsora.

Fábio Mestriner10 faz um pequeno estudo agrupando os produtos adquiridos numa única visita ao supermercado de acordo com suas cores predominantes, uma vez que na maior parte dos produtos existem combinações de cores que não resultam numa cor definida.

Este estudo lhe chamou a atenção para um fato interessante: Os produtos líderes na maioria das categorias têm uma cor nitidamente definida. E ainda, nas categorias de alimentos e bebidas, num universo de 50 sub-categorias, metade dos líderes são “vermelhos”, a outra metade é dividida em: 25% azuis, 15% amarelos e 10% outras cores.

Apesar de não ser um estudo aprofundado, podemos chegar a duas importantes conclusões:

1 – Os produtos líderes em sua absoluta maioria têm uma cor claramente definida;

2 – Em alimentos e bebidas a cor predominante na liderança das várias sub-categorias é o vermelho com grande margem sobre os demais, enquanto que em higiene e limpeza o azul impera absoluto na liderança.

Capítulo III

COMPORTAMENTO INFANTIL

AGORA, A DECISÃO É DAS CRIANÇAS

Uma pesquisa encomendada pelo canal Cartoon Netwok pela Kids Expert´s entrevistou 1200 crianças de 06 à 11 anos e constatou que de 600 meninos consultados, 47% fazem compras sozinhos – no entanto com o dinheiro de pais ou parentes; outros 39% obtêm os produtos com a mesada que ganham; e apenas 18% pedem que os pais comprem por eles.

Entre as meninas, se dá o mesmo: 46% compram com dinheiro de terceiros, 35% com a mesada que ganham dos pais e apenas 19% são consumidoras indiretas.

Conforme observa João Matta da ESPM, desde cedo elas já sabem o que comprar, que produtos e quais marcas. Isto se deve ao grande volume de informações às quais as crianças têm acesso.

Esse público-alvo deve ser levado mais a sério, pois eles apontam para o padrão de consumo do futuro.

A Influência das Embalagens no Comportamento de Compra do Consumidor

As crianças têm um grande poder de influenciar os pais no momento da compra, por isso, o consumo de embalagens infantis torna-se forte pelo motivo de as crianças de hoje participarem ativamente das atividades de consumo e das decisões de compra dos produtos voltados para elas.

Outro fator importantíssimo é que os pais passam mais tempo fora de casa, o que dá à criança maior liberdade para fazer suas próprias escolhas e optar por itens que lhe dêem a sensação de individualidade.

Mesmo passando por várias transformações, o lúdico ainda também é um fator determinante para o consumidor infantil, como forma de respeitar a fantasia que trás encantamento, pois para alguns autores da área educacional o que diverte a criança também pode educar. O lúdico pode ser uma estratégia de Marketing e Comunicação para chegar a esse pequeno consumidor, pois também é necessária a percepção de brincadeira e diversão.

O recomendado ao desenvolverem-se embalagens para o público infantil, é que sejam usadas fontes que facilitem a sua compreensão, para que se facilite a aquisição do produto, por a embalagem ser um forte veículo de comunicação.

Não se compra apenas pela cor, ela não é um produto. Embora esteja sempre ligada a algo físico ou imaginário, a cor existe objetivamente, mas em geral nos relacionamos com ela de maneira subjetiva.

E a criança quer mais do que o convencional, ela quer cor, luminosidade, se possível, quer até mesmo tocar o produto.

A Importância Do Mercado Infantil

Segundo dados coletados pelo IBGE, as crianças exercem um grande poder de decisão sobre a família no que diz respeito às compras de supermercado e outros tipos de compras. Contudo, faz-se necessário analisar quais são os fatores influenciadores nas decisões de compra de crianças de nove a doze anos de idade, por exemplo, quando optam pelo produto A ou pelo produto B.

Quando se fala em consumidor, elas são na maioria das vezes, os mais atingidos pela imensidão de produtos lançados freqüentemente no mercado. As embalagens causam euforia nas crianças, fazendo com que as mesmas tentem obrigar seus pais a comprar o produto desejado.

Conclusão

Portanto, a fim de que uma embalagem obtenha sucesso no mercado infantil é necessário que se explore ao máximo o uso das cores puras as quais encantam as crianças.

Cores como o vermelho e o laranja por exemplo, despertam nas crianças a espontaneidade, efervescência e imaginação. Quando essas são usadas nas embalagens de brinquedos, tendem a aumentar quase que imediatamente as vendas em comparação com embalagens de outras cores. Este fenômeno acontece devido às sensações afetivas que essas cores transmitem.

Além das já citadas, elas também exprimem energia, ação, prazer, alegria, senso de humor e euforia, provocando nas crianças o sonho de satisfação do desejo.

Por meio da apresentação de uma cor definida de forma plena, cria-se também um identificação e personalização do produto frente à criança. Dessa maneira, mesmo que ela não saiba ainda dizer o nome do produto poderá identificá-lo através da própria cor. Assim, a cor pode ser definida como uma mola propulsora para a identificação do produto.

Os chamados “mascotes” das embalagens também são fatores importantíssimos nos designs das embalagens infantis, pois através do uso deles mostra-se respeito à fantasia que encanta esse tipo de público, lembrando-se que o que diverte a criança também pode educar.

Igualmente, não se deve esquecer o uso de fontes que promovam a sua compreensão, a fim de facilitar a aquisição do produto.

Seguindo esses quesitos de maneira adequada, o produto terá grandes chances de ser um sucesso de vendas.

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Fonte: www.iscafaculdades.com.br

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INFLUÊNCIA DAS CORES

Diferentes atividades humanas são influenciadas pelas cores. Podemos perceber certamente que a cor dos alimentos influencia sua aceitação.

A maneira de vestirse é uma forma de influenciar o ambiente ao seu redor, as roupas, de acordo com as cores, podem passar sentimentos de alegria ou tristeza, tranqüilidade, confiança, paz ou agitação, insegurança e confusão. O ambiente de trabalho é seguramente mais estimulante se por toda a parte as cores estiverem adequadamente distribuídas.

O planejamento cromático da indústria procura evitar a fadiga do operário, equilibrando a tranqüilidade e o frescor das cores frias, com as cores quentes, mais estimulantes, alegres e capazes de evitar a monotonia e a depressão, mas que usadas com exagero enervam e irritam.

Algumas evidências científicas sugerem que a luz de diversas cores, que entra pelos olhos, pode afetar diretamente o centro das emoções. Cada um de nós responde à cor de uma forma particular. As pessoas tendem também a ser atraídas por certas cores, em virtude de alguns fatores determinantes.

Sua escolha pode estar baseada em seu tipo de personalidade, nas condições circunstanciais de sua vida ou em seus desejos e processos mentais mais íntimos, profundos e até inconscientes.

As cores têm influências em nossos componentes físico, mental e emocional.

Cor e personalidade. Vagamente, os tipos de personalidade conseguem ser determinados pela cor e as complexas circunstâncias em que são utilizadas. A tudo isto não está atento apenas o psicólogo, mas o profissional que põe a seu serviço os resultados da observação da psicologia, para colocar a cor certa nas criações de suas expressões em cor.

Dentro desta perspectiva, existem teorias que dizem o seguinte: Se você usa vermelho, poderá ser um extrovertido, corajoso, dado a ação. Usa cores, mas em contrastes fortes com o preto? Poderá ser do tipo dramático.

Prefere mesmo o preto com tonalidades escuras? Talvez será do tipo empreendedor. As cores claras talvez as use somente, num e noutro caso, como algum ornamento ou no chapéu, ou no pescoço, ou no cinto, ou nalgum objeto que o acompanha.

Prefere o amarelo? Dizem algumas pesquisas que é um intelectual, um idealista, um humanitário...

Gosta de verde? Poderá ser do tipo compreensivo e de visão universal, que é tolerante, liberal, habituado a compreender o problema dos outros.

Gosta de cores frias, claras, com o branco como contraste? Talvez seja um conversador. Também poderá ser um conversador, se prefere o azul, ou mesmo um introvertido.

Cor es quentes e fr ias; leves e pesadas; calmantes e excitantes.

Pelos efeitos psicológicos mais intensos, as cores provocam uma gama de sentimentos, que podem receber a mesma classificação dos próprios sentimentos como se processa na psicologia.

Usualmente se destacam dicotomicamente em:

cores quentes e frias,

cores leves e pesadas,

cores calmantes e excitantes.

Mas podem ser ditas também: agressivas, dinâmicas, fortes, poderosas, atraentes, repelentes, desejadas, amadas, agradavelmente sensuais e sexuais.

Quentes e frias.

Consideramse cores frias, ou deprimentes, as que no disco das cores, estão na área do azul. A outra metade do círculo das cores é considerada quente.

Classificação das
cores
Exemplo Efeitos
Quentes Amarelo, laranja,
vermelho
Motivação, entusiasmo com vivacidade, atividade, vontade, calor, excitação, iniciativa, disposição para agir, persistência, força física, estímulo, poder, afetuosidade, perdão, criatividade, alegria, assim como confiança, coragem, animação, espontaneidade e atitude positiva frente à vida, esperança e compreensão
Frias Azul, verde, violeta Participação, adaptabilidade, generosidade, cooperação, atenua as emoções, facilita o raciocínio correto e amplia a consciência e compreensão, idéia de espaço, liberdade, harmonia e equilíbrio, quietude, confiança, promove a devoção e a fé, habilidade, serenidade

Leves e pesadas. As cores pesadas e leves possuem disposição ligeiramente diferente, visto que o vermelho se desloca para a região de pesado, onde se coloca juntamente com o azul; em vez, o verde se eleva à região do leve.

Leves amarelo (a mais
leve), laranja, verde
Pesadas violeta (a mais
pesada), vermelho,
azul

287. Calmantes e excitantes. São cores tranquilizantes, ou calmantes as que levam ao descanso.

São cores excitantes ou estimulantes as que levam ao movimento e à ação.

Calmantes azul e o verde
Excitantes vermelho e o amarelo

A preferência do indivíduo por determinadas cores pode servir de sinal capaz de tornar visíveis características que revelem seu temperamento ou até mesmo o seu caráter, já que as cores estimulam determinados comportamentos e o interesse por esta ou aquela cor e as circunstâncias em que isto acontece, fornece bastantes informações sobre as pessoas em geral.

As circunstâncias poderão interferir diretamente na escolha de cores diferenciadas. A moda, por exemplo, influencia preferências, que podem não ser as da inclinação espontânea. As cores determinadas podem dar indícios sobre o caráter e a índole da pessoa que a usa, todavia não há precisão nesta definição. Também por motivos funcionais, sobretudo terapêuticos, uma cor poderá ter sido eleita exatamente para tentar reverter uma tendência.

Fonte: www.iar.unicamp.br

Cores

Entre Cores Teoria da Cor

A cor faz parte do nosso mundo e das nossas vidas. Todos os dias estamos em contato com as cores. Escolhendo as roupas para vestirmos, tentamos combinar as meias com o terno, a saia com a blusa, a fivela do cabelo com a roupa, a camiseta com o jeans... mas é claro que você não terá essa liberdade de escolha se tiver que usar um uniforme todos os dias.

Nas grandes cidades estão grafitando as paredes e os muros com desenhos multicoloridos para alegrar um pouco mais o cinza da poluição. As cores estão nas ruas, nos parques, nas pessoas, nos objetos, na natureza...

A natureza está repleta de cores. Mas só podemos perceber as cores na presença da luz. Cor é luz. Sem luz, nossos olhos não podem ver as cores. A luz branca é formada pela reunião de numerosas radiações coloridas que podem ser separadas. A cor é o resultado do reflexo da luz que não é absorvida por um pigmento.

Assim podemos estudar as cores sob dois aspectos que estão diretamente relacionados embora sejam aparentemente opostos: a COR-LUZ e a COR-PIGMENTO.

Cor Luz

A cor é uma sensação provocada pela luz sobre o órgão da visão, isto é, sobre nossos olhos. A cor-luz pode ser observada através dos raios luminosos. Cor-luz é a própria luz que pode se decompor em muitas cores. A luz branca contem todas as cores.

Você já viu um arco-íris? O arco íris é um belo fenômeno da natureza. Ao incidir nas gotas de água da chuva que passa, os raios da luz solar que atravessa sob as nuvens se decompõem em várias cores. São radiações coloridas. E quanta alegria nos dá essa visão...

Em 1664, Isaac Newton fez surpreendentes descobertas sobre a luz e as cores. São muitas as experiências que relatou que constam até hoje dos estudos feitos pela Física elementar. Seus estudos partiram da observação do arco-íris. Newton "reproduziu" um arco-íris dentro de casa. Com alguns prismas e lentes onde fez incidir a luz do sol, separou as cores para estudá-las. A faixa colorida que obteve ao separar as cores é chamada de "espectro solar". Mas nem todas as cores podem ser vistas por nossos olhos.O infra-vermelho e o ultra-violeta por exemplo, não são cores visíveis no arco-íris.

Assim o que vemos é o espectro das seis cores visíveis: azul violeta, azul cian, verde, amarelo limão, vermelho alaranjado e vermelho magenta (blue, cian, green, yellow, red e magenta). Alguns estudos consideram também o azul anil como cor visível, o que dá um total de sete cores.

Outros estudos foram feitos com a cor-luz. As cores podem ser somadas e, assim, surgem novas cores. Três cores visíveis do espectro são chamadas de cores primárias: o vermelho alaranjado, o verde e o azul violeta. Ou em linguagem técnica: Red, Green e Blue. (RGB)

Misturando apenas essas três cores, em proporções e intensidades variadas, podemos obter todas as outras, mesmo as que não estão no espectro solar como os tons de marrons por exemplo. Note que aqui ao misturarmos o vermelho alaranjado com o verde temos o amarelo limão; o azul violeta com o vermelho alaranjado, o vermelho magenta; e o verde com o azul violeta, o azul cian. Somando as três, temos o branco. E o preto? Bem... se o branco é a soma de todas as cores, então o preto... é a ausência delas. Ou seja, o preto é a ausência da luz.

O preto é aquilo que qualquer criança conhece como "o escuro". Essa mistura é chamada de aditiva, pois estamos somando as cores. Usamos também a intensidade da cor para completar uma mistura, ou seja, a maior ou menor intensidade da luminosidade da cor também forma outras cores. Esse sistema aditivo de mistura das cores conhecido como RGB é o que forma as cores dos sistemas de comunicação visual, como a televisão e até mesmo o monitor do seu computador.

Se você quer saber mais sobre cor-luz, consulte o assunto na área de Física elementar.

Cor Pigmento

É só descuidar da caneta e lá foi o bebê deixando suas impressões pelas paredes da sala. A mamãe pode até ficar muito brava, mas o bebê sorri de alegria e satisfação. Faz o mesmo quando está com as mãos lambuzadas da sopinha , do chocolate, da geléia ou com a espuma do sabonete no espelho do banheiro. Descobre que a cor do morango fica em suas mãos quando o aperta e a língua fica vermelha depois de comer gelatina. A criança descobre o mundo experimentando tudo o que está a seu alcance.

E você... já experimentou descobrir as cores? Esfregue as cascas das frutas, folhas verdes, sementes, pétalas de flores até sentir o sumo com sua cor. Algumas suaves, outras mais intensas, mas tudo tem alguma cor. Essas são as cores pigmento.

O pigmento é o que dá cor a tudo o que é material. As folhas da plantas são verdes por terem clorofila; a terra tem cores diferentes em cada região por apresentar composição mineral diferente, e cada mineral tem um pigmento com sua cor própria: o óxido de ferro pode ser amarelo ou vermelho; o de cobre é verde; o de manganês é marrom; o de cobalto é azul; etc... Até a nossa pele tem pigmentos, como a melanina que dá a cor da pele de cada um de nós.

Os índios brasileiros usam semente de urucum para colorir o corpo, cabelos e outros artefatos de vermelho; do jenipapo, que é um fruto, extraem o azul; também usam carvão e terra para pintar de preto, branco e amarelo.

Assim como as crianças, os homens primitivos descobriam as cores pela experiência. Encontramos seus registros nas paredes das cavernas. Essas pinturas rupestres eram feitas com os mais variados tipos de pigmentos naturais: plantas, terra, carvão, e até o sangue dos animais que caçavam.

Desenhar, pintar, colorir são formas de expressão, de comunicação que é natural do ser humano. Com o tempo o homem percebeu que podia extrair os pigmentos da natureza e utilizá-los em forma de tinta misturando com resina das árvores, com a clara e a gema de ovos e diferentes tipos de óleo para conservar, transportar e fixar as cores. Pintou sobre pedra, peles de animais e madeira e desenvolveu suportes próprios para a pintura: preparou as paredes com massas especiais, os afrescos; modelou cerâmica e fez azulejos decorados; fez mosaicos com vidros coloridos; telas com tecidos para pintar usando pincéis... e continua gostando de pintar as paredes e muros das cidades com a mesma necessidade de se expressar que os homens das cavernas.

As técnicas de pintura se desenvolveram, se industrializaram e a tecnologia criou os pigmentos sintéticos. Cores "artificiais", feitas em laboratório, mas tão intensas e belas como as cores naturais que tentam imitar. Muitas tintas industrializadas ainda são feitas com pigmentos naturais, mas já existem pigmentos sintéticos de todas as cores. Os corantes também são pigmentos. Você já percebeu quantos corantes consumimos em nossas refeições? É por que a cor dos alimentos também é um atrativo para aguçar o paladar: a gente também come "com os olhos".

As crianças adoram brincar com as cores. Experimentando misturar as tintas logo descobrem que podem formar novas cores. Esticam o plástico rosa e transparente do bombom e descobrem que "tudo ficou rosa"... Na verdade, ao olharmos através do plástico colorido e transparente estamos misturando as cores do mesmo modo que fazemos com as tintas. Essa mistura de pigmentos altera a quantidade de luz absorvida e refletida pelos objetos. O pigmento branco não absorve, mas reflete todas as cores.

Estamos falando da COR-LUZ que é refletida pelos objetos quando iluminados pela luz branca, que é a soma de todas as cores. Quando misturamos um pigmento preto a uma tinta branca, aos poucos vamos obtendo diferentes tons de cinza. Quanto mais pigmento preto, mais escuro é o tom de cinza que obtemos até chegar ao preto. O que acontece é que o pigmento preto, ao contrário do branco, absorve todas as cores. Já vimos antes que o preto é a ausência de luz. O pigmento preto "esconde" todas as cores e, por isso, o preto que vemos é o "escuro", é a ausência de luz refletida.

O mesmo acontece com os pigmentos coloridos. Cada um reflete somente a cor que não é absorvida. Por exemplo: o pigmento amarelo absorve da luz branca as cores azul violeta, azul cian, verde, vermelho alaranjado e vermelho magenta, e reflete somente a luz amarela, que é a cor que podemos ver.

Seguindo os estudos de NEWTON, podemos classificar as cores pigmento inversamente a cor-luz, pois é assim que nossos olhos podem ver, perceber e misturar as tintas. Essa mistura de cor-pigmento é chamada de mistura subtrativa, por ser oposta a mistura aditiva que acontece com a cor-luz. Na mistura subtrativa (mistura de pigmentos, tintas, etc...) as cores primárias são o azul cian , o amarelo limão e o vermelho magenta.

Note que aqui ao misturarmos o vermelho magenta com o amarelo limão temos o vermelho alaranjado; o azul cian com o amarelo limão, temos o verde; e o azul cian com o vermelho magenta, temos o azul violeta. Misturando as três em proporções iguais temos o preto cromático. Cian, magenta, yellow e black ou CMYK). O sistema CMYK é usado nas gráficas para impressão por fotolitos, nos jornais, revistas, livros, cartões e tudo o que é impresso, pois a impressão é obtida por pintura de superfície, assim como a impressora do micro computador, que tem os três cartuchos de tinta com as cores pigmento primárias e outro cartucho preto.

História da Teoria da Cor

Antes de Newton, muitos cientistas já haviam estudado a cor. No séc. XIV, um gênio da "ciência artística" (ou seria da "arte científica"?) fazia suas anotações para que pudéssemos apreciá-las e admirá-las. Leonardo Da Vinci (1452-1519) que se aventurou em invenções e experiências absurdamente avançadas para seu tempo, não pintava somente para retratar ou copiar a natureza, mas sim para estudá-la, aplicando sua genialidade à ciência da visão, da cor e da luz.

Em suas pinturas, desenvolveu a técnica do "chiaroscuro" e o "sfumato" (em italiano, claro-escuro e esfumaçado), método de trabalho com a luz e a sombra, fazendo que as formas mais iluminadas ganhassem volume e suavisando cores e contornos com sombras esfumaçadas. Explorou também a perspectiva aérea (ou atmosférica) nas paisagens de fundo que aplicava nas pinturas, imitando a natureza que faz com que a cor pareça mais pálida e mais azulada em direção ao horizonte.

Leonardo afirmava que os princípios da pintura primeiramente estabelecem o que é um corpo sombreado (forma e volume) e o que é luz.

Cores

O escritor e pintor alemão Johann Wolfgang Goethe (1749-1832) se opôs a descoberta de Newton de que existem sete cores no espectro com a teoria de que existem somente seis cores visíveis sob as condições naturais de luz do dia. Para ele, a cor era composta de luminosidade ou sombra. Goethe era um pintor e seu interesse na forma em que realmente vemos e experienciamos a cor estimulou os teóricos e os artistas posteriores. Em suas observações descreveu os efeitos do "positivo"e "negativo" da cor sobre a mente.

Baseado nas pesquisas de Newton, Goethe mostra em aquarela os resultados de dois experimentos de luz passando através de um prisma: as três cores principais do espectro de Newton - laranja, verde e azul violeta - seriam percebidas em um quarto escuro, através de um raio controlado de luz; no espectro de Goethe, as cores principais seriam azul cian, vermelho (que ele chamou de púrpura) e amarelo - vistos pelo olho a luz do dia . Juntando as seis cores formou a base do círculo das cores.

Cores
Círculo das Cores de Goethe

Cores
Aquarela de Goethe

Goethe havia observado em uma paisagem : "Durante o dia, devido aos tons amarelados, as sombras tendem a tornar-se violeta... ao pôr-do-sol, quando seus raios difusos são do mais bonito vermelho, a cor da sombra torna-se verde". Já havia observado a complementaridade das cores.

O pintor alemão Philipp Otto Runge (1777-1810) partilhou do interesse de Goethe pela maneira como a cor podia ser usada na pintura. Elaborou com a esfera das cores um meio de medir a cor pigmento, não só mostrando a relação entre as matizes, mas também graduando cada cor numa escala que vai do mais claro ao escuro e da saturação ao acinzentado.

Cores
Esfera de Cores de Runge

O cientista e naturalista Moses Harris também produziu um círculo das cores (por volta de 1770) centralizando as cores "primitivas" ou primárias : vermelho, amarelo e azul. Mas essa idéia não foi plenamente aceita pelos artistas até a metade do século XIX.

Cores
Círculo de Harris

No século XIX o químico francês Michel Eugene Chevreul (1789-1889) desenvolveu uma nova idéia de harmonia da cor baseada na observação de como as harmonias da natureza e da ciência óptica são conseguidas através de contrastes brilhantes.

Em 1839 Chevreul publicou seu livro "Sobre a harmonia e contraste das cores". Percebeu que o brilho das cores não dependia somente da intensidade das tintas, mas também podiam perder sua intensidade quando colocadas ao lado de outras cores, e criou a "lei do contraste simultâneo"

No círculo das cores de Chevreul, mais de mil e quatrocentas tinturas são derivadas das doze cores principais, permitindo um sistema preciso de medida de cores, com vinte níveis de gradação. Cores complementares são mostradas em posição oposta no círculo, embora não apareça o vermelho magenta, pois ainda não haviam pigmentos puros dessa cor.

Cores
círculo das cores de Chevreul

Ele definiu a cor complementar de uma matiz como sendo a cor de uma porção do espectro que ele absorve - por exemplo, o vermelho é o que mais absorve o verde. Em pintura esses pares complementares são: amarelo/azul violeta; azul cian/laranja; vermelho/verde.

Cores
cores complementares de Chevreul

No mesmo período, o pintor Eugène Delacroix (1798-1863) trabalhava em sua paleta explorando uma enorme variedade de contrastes de cores. Delacroix considerava a grande importância das três cores principais (vermelho, amarelo e azul), e as organizou formando um triângulo onde as tonalidades misturadas e contrastantes são mostradas como ponte entre elas.

No séc. XIX, novas cores pigmento estavam sendo desenvolvidas. A primeira tintura sintética foi o "púrpura de Perkin" feito a partir da destilação do alcatrão mineral. A tecnologia da revolução industrial trazia cores brilhantes baseadas em cromo metálico e cádmio. Depois, os tubos de tinta feitos de estanho flexível - substituindo os de bexiga de porco - facilitavam muito o transporte dos materiais e o trabalho ao ar livre, tão apreciado pelos impressionistas. Surgia também a fotografia, copiando as formas como eram na realidade, mas sem suas cores, o que fez com que os artistas aumentassem seus interesses pelo uso da cor.

Cores
Esboço de figura ao ar livre Claude Monet

Em 1850, o físico escocês James Clerk Maxwell, descobriu que as cores podem ser misturadas "pelo olho" da mesma forma que na paleta dos artistas (mistura óptica). Em 1879 o artista americano e cientista da cor Ogden Rood propôs que efeitos ópticos idênticos "acontecem quando diferentes cores são colocadas lado a lado em linhas ou pontos e, então, observados a uma certa distância, a mescla é mais ou menos completada pelo olho".

Influenciado por tais descobertas, o pintor neo-impressionista francês Georges Seurat (1859-91) começou a justapor pontos de cores brilhantes criando sistematicamente uma técnica que se tornou conhecida como "Pontilhismo". Em suas experiências trabalhava somente com matizes de cores puras em sua paleta, que foram arranjados na ordem do espectro. Eles são usados para criar uma trama de cores, usando pontos de tons contrastantes, representam o entrelaçammento das cores naturais com as cores da luz e seus matizes de sombras complementares.

Cores

Na última década do séc. XIX, o cientista Charles Henry escreveu sobre os efeitos psicológicos e expressivos da linha e da cor. Acreditava que as cores quentes e frias, bem como o ângulo e a direção da linha, podiam ser usados para expressar alegria ou tristeza. Goethe já havia explorado os efeitos da cor sobre a mente e as dividiu em quatro "poderosos" matizes, cores serenas e matizes melancólicas. Emparelhou cores contrastantes em positivo e negativo, quente e frio, claro e escuro, luz e sombra.

O admirável pintor holandês Vincent Van Gogh (1853-90) comentou sobre um de seus trabalhos: "Tenho tentado expressar as terríveis paixões da humanidade através do vermelho e do verde.

Cores
wheatfield - Van Gogh

Já no século XX, o pintor e professor alemão Johannes Itten elaborou uma estrela de cores onde são classificadas em três dimensões; matiz, tom, e saturação. São doze matizes: as três prímarias, as três secundárias, e as terciárias, produzidas pela mistura de cada uma das secundárias com as primárias. Tom é a luminosidade ou escurecimento obtido da mistura de cada matiz com o preto. Saturação é o "colorido" ou a intensidade da cor. A cor perde a intensidade a medida que misturamos com o branco.

Cores
Estrela das cores de Itten

O sistema de ordenação de cores proposto pelo pintor e pedagogo norteamericano Albert Munsell em 1905, é considerado o melhor de todos os sistemas baseados em princípios perceptuais.

Para se obter uma visualização das relações de cores de forma apropriada, o sistema de ordenação de cores de Munsell, denominado sistema HSV (Hue; Saturated; Value), demonstra que o ser humano discrimina dez valores de saturação (Saturated; intensidade), assim como dez valores de brilho (value; tonalidade) para cada choma (hue, matiz, cada uma das cores do círculo cromático).

Para cada choma é organizada uma página com no qual o eixo de saturação se encontra na horizontal e o de brilho na vertical e assim mostrar a distribuição da cor ao longo das três dimensões de uma maneira uniforme, de modo que, a diferença entre dois trechos adjacentes quaisquer fosse sempre a mesma.

Como esse sistema apresenta uma boa uniformidade nas diferenças de cores foi efetivamente implantado nas paletas de cores de muitos sistemas computacionais.

Cores
escala de munsell

Cores
sistema HSV de munsell

No séc.XX, a ciência continuou interessada no estudo das cores.

A medicina moderna começou a aprender que a cor faz parte de nós, mas há alguns milhares de anos, os orientais já acreditavam nos poderes das cores e sua influência no homem. São sete os chakras do corpo humano cada um com a respectiva cor do espectro incidindo da cabeça ao corpo. Isso pode ser observado fazendo incidir o espectro da luz solar sobre o corpo.

Novas teorias continuam surgindo sobre as cores e muitas discussões surgiram sobre a denominação correta de cada cor, mas são sempre as mesmas sete cores do espectro, mesmo quando chamadas com nomes diferentes. Como podem ser medidas por ondas , também podem ser elaboradas matematicamente, e já temos máquinas que as misturam em dosagens precisas.

Quando ligamos o computador nossos olhos misturam as cores dos minúsculos "pontinhos" da tela do mesmo modo que quando olhamos os quadros pontilhistas de Seurat; e a impressora só precisa das três cores primárias para reproduzir imagens com milhões e milhões de cores.

A cor faz parte de nosso dia-a-dia.

Cores primárias

As cores pigmento primárias também são chamadas de cores puras, pois não se formam pela mistura de outras cores, mas é a partir delas que todas as cores são formadas.

As tintas escolares e para artesanato existentes no mercado, dificilmente obedecem a exata tonalidade e intensidade das cores primárias, o que, às vezes, faz com que o estudo das cores pareça ser algo complicado. Mas você deve trabalhar com as cores de tintas que possui, pois aprenderá a misturá-las.

Para aprender mais sobre as cores experimente misturá-las no computador que trabalha com tonalidades exatas. Mas as cores que você vai ver no monitor podem ser diferentes das cores após a impressão. Por isso, é necessário imprimir os resultados e observar com atenção essas diferenças para poder trabalhar corretamente.

Existem muitos programas para trabalhar com as cores, mas nem todos possibilitam fazermos as misturas de acordo com nosso próprio critério.

Cores Pigmento primárias

Cores
Vermelho magenta

Cores
Azul cian

Cores
Amarelo limão

Cores Secundárias

Obtemos as cores secundárias pela combinação das primárias, duas a duas, em proporções iguais.

Cores

Cores

Cores terciárias

Podemos dizer que as cores terciárias são todas as outras cores, isto é, quando uma cor não é primária nem secundária, então é terciária. Obtemos uma cor terciária quando misturamos duas primárias em proporções diferentes, isto é, uma em maior quantidade que a outra; ou quando misturamos as três cores primárias, seja em proporções iguais ou não.

A cor MARROM, por exemplo, é uma cor terciária obtida da mistura das três primárias. Em artes gráficas, o marron pode ser obtido com a mistura do amarelo ou vermelho alaranjado com um pouco de preto.

Cores

Quando misturamos as três cores primárias em proporções exatamente iguais o resultado é o PRETO CROMÁTICO. Portanto, o preto não é uma cor, mas a mistura de todas elas.

Cores

Lembre que aqui estamos falando sobre a cor pigmento (mistura cromática ). Na mistura da COR-LUZ o resultado seria o branco.

Círculo cromático ou círculo das cores

É um círculo onde as cores são posicionadas de modo a facilitar o entendimento de suas possíveis combinações e resultados.

Ao centro do círculo estão as cores PRIMÁRIAS

Cores

Depois as Secundárias:

Cores

E, por último, as TERCIÁRIAS, com exceção dos ton de marrom, pois no círculo só podemos organizar as cores duas a duas e o marron seria a mistura de três delas em proporções diferentes.

Cores

Estela das Cores

Outro modo de ilustrar as misturas das cores é com a ESTRELA DAS CORES que é uma estrela com seis pontas (como a Estrela de Davi) montada com dois triângulos equiláteros (de lados iguais) sobrepostos com as pontas divididas pelas cores primárias e secundárias. Para completar é colocado um círculo em torno onde as cores são gradativamente misturadas na mesma ordem em que estão na ESTRELA.

Cores

Gradação das cores

Gradação é a mistura gradativa entre as cores formando novas cores a partir das primárias, as secundárias, o branco e o preto. Essa mistura gradativa é conhecida como "degradê". A mistura gradativa das cores forma novas cores pela variação de intensidade e tonalidade.

Matriz

Matiz é a cor em sua máxima intensidade; é a própria cor. É também a variação de tonalidade obtido pela mistura de duas cores em sua máxima intensidade, sem mistura de pigmentos pretos ou brancos, formando novas cores. No círculo cromático e na estrela das cores podemos ver todas as matizes entre as cores primárias e secundárias que sejam vizinhas (cores análogas).

Cores

É na mistura da matiz de uma cor primária com uma secundária que aparecem as cores terciárias, mesmo que as duas cores não sejam vizinhas no círculo cromático.

Cores

Isocromia

Isocromia é a harmonia obtida em uma composição usando-se cores diferentes, mas que implicam uma na outra. Por exemplo: uma pintura que tem o magenta como cor predominante e o uso de uma de suas MATIZES.

Cores Análogas

A mistura gradativa entre as cores do círculo cromático é um matiz gradativo, um "degradê" que forma uma escala entre duas cores. Essa variação também é conhecida como matiz e, quando é feita entre uma cor primária e uma secundária que sejam vizinhas no círculo cromático, forma uma escala de cores análogas. Analogia significa semelhança. As cores análogas são semelhantes em sua composição.

Monocromia

Uma pintura que emprega vários tons de uma mesma cor recebe o nome de monocromia: a arte feita com uma única cor, com variação de tonalidades. É a harmonia obtida através da adição gradativa de branco ou preto a uma única cor primária, secundária ou terciária.

MONO + CROMIA = UMA COR

Observe como se faz uma escala monocromática a partir de uma cor escolhida (primária ou secundária ):

Cores

ESCALA MONOCROMÁTICA é a gradação de valor e intensidade de uma mesma cor. Misturadas com o preto tornam-se mais escuras (ESCALA DE VALOR) e com o branco ficam mais claras ( ESCALA DE INTENSIDADE ). As coisas, na realidade, nunca são de uma só matiz ou tonalidade de cor. Existe grande variedade de matizes e tons dentro de uma mesma cor. As cores recebem influência da luz, da intensidade, dos reflexos e também da nossa própria retina.

Policromia

É a arte feita com várias cores. É o emprego de várias cores no mesmo trabalho.

POLI + CROMIA = MUITAS CORES

Em artes gráficas, a policromia é obtida através da combinação das três cores primárias (amarelo; cian; magenta) mais o preto para realçar os contrastes. As ilustrações aparecem com cores bonitas. Tonalidades e matizes dão uma agradável sensação a quem olha. Mas, para imprimir, as cores foram separadas. Não resta dúvida de que, para se obter um resultado harmônico da combinação de cores, é necessário um certo critério, bom-senso e um mínimo de conhecimento do uso dos materiais de pintura mas a experiência pessoal é ainda mais decisiva e é o que alimenta a revolução constante da arte.

As técnicas de pintura se desenvolveram, se industrializaram e a tecnologia criou os pigmentos sintéticos. Cores "artificiais", feitas em laboratório, mas tão intensas e belas como as cores naturais que tentam imitar. Muitas tintas industrializadas ainda são feitas com pigmentos naturais, mas já existem pigmentos sintéticos de todas as cores. Os corantes também são pigmentos. Você já percebeu quantos corantes consumimos em nossas refeições? É por que a cor dos alimentos também é um atrativo para aguçar o paladar: a gente também come "com os olhos".

Cores Quentes

As cores quentes tendem para o amarelo, e suas matizes com os alaranjados e avermelhados. As cores quentes estimulam a circulação do observador, causando um ligeiro aumento na temperatura do corpo. o amarelo é uma cor alegre, é a cor do verão; o vermelho é o sangue, é vida.

Cores Frias

As cores frias tendem para o azul, e as matizes entre o verde, azul e violeta. Ao contrário das cores quentes, diminuem a circulação do observador, causando uma ligeira queda na temperatura do corpo. O azul é a calma, a harmonia, a paz, mas também a tristeza e melancolia.

Cores Complementares

"A cor do complemento de onda dominante que o matiz absorve é a sua complementar". É a cor "negativa"" de qualquer cor, como os negativos de fotografia. É a que forma o verdadeiro contraste. Quando uma cor é colocada lado a lado com sua complementar, elas se intensificam pelo contraste simultâneo. No círculo cromático a cor complementar é a que está "diametralmente oposta", isto é, traçando um diâmetro é a que está do lado oposto. Quando você quiser chamar a atenção, use uma roupa que tenha estampa com cores complementares. Do mesmo modo, como o positivo e o negativo, o branco e o preto também são complementares. Os opostos se completam.

Bibliografia

Cores Cor - Uso e abuso, Ismael Guarnelli
Desktop Publishing - Revista de Editoração Eletrônica, Computação Gráfica, préimpressão
e multimídia, Expressão Editorial, Itú, SP.
Galeria de Arte - Cor, Alison Cole
Editora Manole, S. Paulo - SP, 1994
À Mão Livre - A Linguagem do Desenho, Philip Hallawell
Companhia Melhoramentos, S. Paulo, 1994
Color, musica y vibracion, Dr Bernard Jensen (traducido por Teresa Sans
Morales)
Mandala Ediciones - Madrid, 1992
Iniciação à Pintura - Estudos Técnicos, Edson Motta e Maria Luiza Guimarães
Salgado
Editora Nova Fronteira, Rio de Janeiro - RJ, 1976
Da Cor a Cor Inexistente, Israel Pedrosa
Editora Universidade de Brasília, Brasília - DF - 1982

Fonte: www.faac.unesp.br

Cores

ESTUDO DA COR

A cor é uma percepção visual provocada pela ação de um feixe de fótons sobre células especializadas da retina, que transmitem através de informação pré-processada no nervo óptico, impressões para o sistema nervoso. A cor é relacionada com os diferentes comprimento de onda do espectro eletromagnético.

São percebidas pelas pessoas, em faixa específica (zona do visível), e por alguns animais através dos órgaos de visão, como uma sensação que nos permite diferenciar os objetos do espaço com maior precisão. Quando se fala de cor, há que distinguir entre a cor obtida aditivamente (cor luz) ou a cor obtida subtractivamente (cor pigmento).

Cor-pigmento é a substância material que, conforme sua natureza, absorve, refrata e reflete os raios luminosos componentes da luz que se difunde sobre ela. Os artistas trabalham com a cor-pigmento que diferem em suas cores primárias se comparadas a cor-luz. Para estes, as cores primárias de pigmento opaco (tinta) são o amarelo, o azul e o vermelho. A mistura destas três cores produz o cinza-neutro por síntese subtrativa. No segundo sistema (subtractivo ou cor pigmento) iremos manchar uma superfície sem pigmentação (branca) misturando-lhe as cores secundárias da luz (também chamadas de primárias em artes plásticas); Ciano + Magenta + Amarelo.

Culturas distintas podem ter diferentes significados para determinadas cores. A cor vermelha foi utilizada no Império Romano, pelos nazis e comunistas. Usualmente é também a cor predominante utilizada em redes de alimentação fast food.

O vermelho é a cor do sangue e naturalmente provoca uma reação de atenção nos indivíduos. A COR, elemento indissociável do nosso cotidiano, exerce especial importância sobretudo nas Artes Visuais.

Na Pintura, Escultura, Arquitectura, Moda, Cerâmica, Artes Gráficas, Fotografia, Cinema, Espectáculo etc, ela é geradora de emoções e sensações.

Cores Primárias

Cores Secundárias

Cores Terciárias

O Círculo Cromático ou Círculo de Cores

Cores Complementares

Cores Análogas

Temperatura das Cores

Cores Neutras

Policromia e Monocromia

Cores Primárias

As cores primárias e também conhecidas como as "cores puras", são originárias de pigmentos naturais (vegetal e mineral). São elas: Azul, Amarelo e Vermelho.

Cores

A teoria das cores diz que por meio de cores básicas, ou primárias, qualquer cor pode ser formada. essas cores são vermelho, verde e azul para cor luz (RGB) e vermelho (magenta), amarelo e azul (ciano) para cor pigmento (CMY). No sistema de cor pigmento, as cores primárias são magenta, amarelo e ciano. as cores secundárias são produzidas pelas seguintes misturas:

magenta + amarelo = vermelho

amarelo + ciano = verde

ciano + magenta = azul roxo (ou violeta)

segundo a teoria antiga das cores:

amarelo + azul = verde

essa mistura não pode produzir o verde secundário. por quê? ora, se o azul é a mistura de ciano com magenta, ao se misturar com o amarelo irá produzir uma cor terciária.

azul + vermelho = violeta

essa mistura jamais irá produzir o violeta. o vermelho é a mistura entre magenta e amarelo. logo, o vermelho misturado ao azul produz, também uma cor terciária.

vermelho + amarelo = laranja

Neste caso, obviamente, se acrescentarmos o amarelo ao vermelho teremos o laranja, porque, na verdade, seria a mistura entre magenta e amarelo, só que a quantidade de amarelo é superior ao de magenta.

A teoria da cor, uma das disciplinas fundamentais na formação deste curso, seja revisada, pois o magenta - cor fundamental na produção de tintas - foi completamente desprezado. Ainda no século XX o magenta foi descoberto, mudando definitivamente a teoria anterior (descoberta por Newton), portanto, não podendo ser ignorada nos dias de hoje. Ao se misturar duas cores primárias obter-se-á uma cor secundária ou binária:

verde + azul = ciano

azul + vermelho = magenta

vermelho + verde = amarelo

cor pigmento

amarelo + azul = verde

azul + vermelho = violeta

vermelho + amarelo = laranja

Cores Secundárias

As cores secundárias são o resultado da mistura de duas cores primárias, na mesma proporção.

Primária + Primária = Secundária

Azul + Vermelho = Roxo

Azul + Amarelo = Verde

Amarelo + Vermelho = Laranja

Cores

Cores Terciárias

As Cores Terciárias são o resultado da mistura de uma cor primária com uma cor secundária.

Primária + Secundária = Terciária

Vermelho + Roxo = Vermelho-arroxeado

Vermelho + Laranja = Vermelho-alaranjado

Amarelo + Verde = Amarelo-esverdeado

Amarelo + Laranja = Amarelo-alaranjado

Azul + Verde = Azul-esverdeado

Azul + Roxo = Azul-arroxeado

Cores

O Círculo Cromático ou Círculo de Cores

 

Cores

Cores Complementares

As Cores Complementares são aquelas que se encontram opostas no Círculo de Cores e são contrastantes entre si.

O Azul é complementar ao Laranja

O Amarelo é complementar ao Roxo

O Vermelho é complementar ao Verde

Cores Análogas

"Analogia" é o mesmo que "semelhante". As cores análogas são aquelas que são "vizinhas" no Círculo de Cores, portanto próximas entre si. São chamadas de análogas, pois há nelas uma mesma cor básica. Por exemplo, o amarelo-escuro e o vermelho-vivo tem em comum a cor laranja.

As cores análogas, ou da mesma "família" de tons, são usadas para dar a sensação de uniformidade. Uma composição em cores análogas em geral é muito elegante, porém deve-se tomar o cuidado para não deixá-la monótona.

Vejam alguns exemplos:

Azul / Azul-esverdeado / Verde

Azul / Azul-arroxeado / Roxo

Vermelho / Vermelho-alaranjado / Laranja

Vermelho / Vermelho-arroxeado / Roxo

Amarelo / Amarelo-alaranjado / Laranja

Amarelo / Amarelo-esverdeado / Verde

Temperatura das Cores

As cores utilizadas têm muita influência no tipo de "clima" que se cria, uma vez que as chamadas cores frias, tendem a criar um efeito calmante, enquanto que as cores quentes, tendem a dar um efeito excitante.

Cores Frias

São aquelas cores onde existem a predominância dos tons de azul, verde e roxo. São caracterizadas como cores tristes e melancólicas, dando a sensação de calma e tranquilidade.

Cores Quentes

São aquelas cores onde existem a predominância dos tons de vermelho, amarelo e laranja. São caracterizadas como cores alegres e vibrantes e que nos dão a sensação de calor.

Cores Neutras

São aquelas cores onde não existem a predominância nem dos tons quentes e nem dos tons frios. Estas cores servem como base para qualquer cor, sejam elas de qualquer tonalidade. Preto, Cinza, Branco, Marrom e Bege.

Quando usamos mais do que 3 cores em uma única composição, podemos chamá-la de composição policromática, ou seja, que usou mais do que uma cor.

Cromia = colorir

Já quando usamos apenas uma única cor, porém em várias tonalidades desta cor, dizemos que temos uma composição monocromática. Usamos os tons neutros, preto e branco para dar a variação dos tons mais escuros e mais claros.

SIGNIFICADO DAS CORES

Preto está associado à ideia de morte, luto ou terror, no entanto também se liga ao mistério e à fantasia, sendo hoje em dia a cor da sofisticação e luxo.

O branco associa-se à ideia de paz, de calma, de pureza. Significa inocência e pureza.

O cinzento pode simbolizar o medo ou a depressão, mas é também uma cor que transmite estabilidade, sucesso e qualidade.

O Bege é uma cor que transmite calma e passividade. Está associada à melancolia e ao clássico.

O Vermelho é a cor da paixão e do sentimento. Simboliza o amor, o desejo, mas também simboliza o orgulho, a violência e agressividade.

O Verde significa vigor, juventude, frescor, esperança e calma.

O Amarelo transmite calor, luz e descontracção. É também uma cor energética, ativa que transmite otimismo. Está associada ao Verão.

O Laranja é uma cor quente, tal como o amarelo e o vermelho. Significa movimento e espontaneidade.

O Azul é a cor do céu, do espírito e do pensamento. Simboliza a lealdade, a fidelidade, a personalidade e subtileza. Simboliza também o ideal e o sonho.

O Castanho é a cor da Terra. Esta cor significa maturidade, consciência e responsabilidade. Está ainda associada ao conforto, estabilidade, resistência e simplicidade.

O Roxo transmite a sensação de tristeza. Significa prosperidade, nobreza e respeito.

O Lilás, significa espiritualidade e intuição.

O Rosa significa beleza, saúde, sensualidade e também romantismo.

O prateado ou cor prata é uma cor associada ao moderno, às novas tecnologias, à novidade, à inovação.

O Dourado ou cor ouro está simbolicamente associado ao ouro e à riqueza, a algo majestoso.

Fonte: www.ucg.br

Cores

O EFEITO DE CADA COR

Algumas evidências científicas sugerem que a luz de diversas cores, que entra pelos olhos, pode afetar diretamente o centro das emoções. Cada um de nós responde à cor de uma forma particular. As pessoas tendem também a ser atraídas por certas cores, em virtude de alguns fatores determinantes. Sua escolha pode estar baseada em seu tipo de personalidade, nas condições circunstanciais de sua vida ou em seus desejos e processos mentais mais íntimos, profundos e até inconscientes.

As pessoas não escolhem necessariamente uma cor porque ela é boa para si próprias, mas porque gostam da cor, mesmo que esta possa ser contrária às suas necessidades.

Existem muitos testes psicológicos,que foram desenvolvidos para nos ajudar a conhecer mais sobre nós próprios, por meio do poder da cor. A atração forte de uma pessoa pelo vermelho indica o tipo de personalidade afirmativo e extrovertido, de alguém que tem vontade firme, enquanto a aversão a essa cor sugere um indivíduo tímido e provavelmente isolado da sociedade.

As cores têm influências em nossos componentes físico, mental e emocional.

VERMELHO: Aspectos favoráveis: o vermelho, sugere motivação, atividade e vontade. Ele atrai vida nova e pontos de partida inéditos. O vermelho está associado ao calor e à excitação, com a iniciativa e a disposição para agir, com o espírito de pioneirismo que nos eleva. Persistência, força física, estímulo e poder são seus traços típicos. Afetuosidade e perdão são duas belas qualidades dessa cor, assim como a prosperidade e a gratidão. Amor físico e paixão carnal são sinônimos do vermelho.

Aspectos desfavoráveis: indecência e grosseria, falta de polidez e certa obstinação podem começar a aparecer aqui. Crueldade física, brutalidade e perigo tornam-se mais evidentes. A intensidade e força intrínsecas do vermelho, podem transformar-se em raiva e fúria belicosa, ou se expressam sob a forma de brutalidade, crueldade, rancor ou revolta.

Efeitos físicos do vermelho: o vermelho é uma cor quente, com natureza extrovertida. Essa cor estimula a vitalidade e energia em todo o organismo vivo e, quando houver indolência, estimula a atividade. O vermelho faz a adrenalina circular, ajuda a circulação sangüínea dentro do corpo e promove a produção de hemoglobina para os glóbulos vermelhos novos. Essa cor aumenta a pressão sanguínea, promove o aquecimento do corpo e estimula o sistema nervoso, motivo pelo qual pode ser usada com tanta eficácia para tratar de vários tipos de dormência e paralisia. Anemia, resfriados e pneumonia são outras doenças que podem ser melhoradas pelo vermelho.

O vermelho traz vigor às funções físicas e atenua a inércia, a melancolia, a tristeza, a depressão e a letargia. Essa cor transfere a energia necessária à reconstrução e à fortificação do corpo. Ela é particularmente útil para as fases de esgotamento ou baixa resistência. Atua como tônico e pode abortar os primeiros sinais de um resfriado. Nos casos de resfriado, um método prático de introduzir a energia do vermelho é usando meias ou luvas vermelhas e uma camiseta ou cachecol da mesma cor.
O vermelho não é recomendável para o tratamento de febres, hipertensão, ou quaisquer condições inflamatórias, como inchações, feridas abertas, queimaduras ou contusões.

LARANJA: Aspectos favoráveis: assim como o vermelho, a cor laranja é expansiva e afirmativa; contudo é mais construtiva. O laranja reflete entusiasmo com vivacidade impulsiva e natural. Essa cor traz as "bênçãos da vida ": boa saúde, vitalidade, criatividade e alegria, assim como confiança, coragem, animação, espontaneidade e atitude positiva frente à vida. Comunicação, movimento e iniciativa geralmente são elementos dessa cor, cujo atributo mais elevado é a beatitude celeste.

Aspectos desfavoráveis: o efeito colateral da cor laranja pode incluir uma atitude autoritária ou esmagadora. Isso pode ser expresso como ostentação ou traço exibicionista. As vibrações negativas do laranja estão associadas com descontentamento, melancolia e tristeza e, suas formas extremas são refletidas por perda da vitalidade, abatimento e destrutividade.

Efeitos psicológicos do laranja: a energia dessa cor tem algumas semelhanças básicas com o vermelho e o amarelo, estimulando o sangue e os processos circulatórios e influenciando as funções mentais e os sistemas respiratório e nervoso. O laranja energiza o corpo e ajuda nos processos de assimilação e distribuição. Essa é a cor do cálcio e é recomendável para gestantes e mães que desejam aumentar a produção de leite para a amamentação. Cabelos, unhas, ossos e dentes saudáveis são produzidos por essa cor. O laranja pode ser usado no tratamento dos distúrbios do baço e dos rins.
Por exemplo, essa cor poderia ser introduzida em nosso sistema, usando-a em qualquer parte do copo da metade para baixo com calças e roupas íntimas. O laranja afeta as funções fisiológicas do estômago, pâncreas, bexiga e pulmões e trata úlceras e cálculos biliares. É particularmente eficaz para eliminar flatos e gazes do corpo, trazendo equilíbrio aos indivíduos que sofrem de cólicas intestinais e cólon espástico ou preguiçoso. A constipação também pode ser tratada com sucesso pela cor laranja.
Essa cor estimula batimentos cardíacos mais fortes e é útil para o fígado. Portanto, essa é uma cor adequada para o tratamento dos alcoólicos. Em virtude do seu efeito sobre o sistema respiratório, o laranja também é muito útil no tratamento da bronquite, promovendo respirações rítmicas e profundas. Algumas das tonalidades mais suaves dessa cor podem ser usadas no tratamento da artrite e do reumatismo.

O laranja não é adequado para pessoas facilmente irritáveis ou estressadas.

AMARELO: Aspectos favoráveis: o amarelo é a cor mais clara e a que mais se assemelha ao Sol. Essa cor traz consigo a esperança e o sentimento de que tudo correrá bem. Ela tem uma atmosfera de resplendor, brilho, jovialidade e alegria.

O amarelo é compreensivo e inspirador; ele refulge e ilumina e, em sua vibração mais positiva, essa cor corresponde ao conhecimento e à sabedoria. Razão e lógica são seus atributos e deles se irradiam discriminação intelectual, discernimento e capacidade de decisão.

Aspectos desfavoráveis: a vibração negativa do amarelo pode ser extremamente destrutiva. Ela envolve decepção, afastamento, comportamento controlador, discrição, maldade, comportamento vingativo e bajulação. Essa cor pode levar a uma negatividade extrema associada com depressão mental e pessimismo profundo.

Efeitos físicos do amarelo: o amarelo age reforçando o sistema nervoso e os músculos, inclusive o coração, facilitando a circulação. Essa cor ajuda a estimular várias funções corporais, tais como as ações do fígado, da vesícula biliar e o fluxo de bile. O amarelo promove a secreção dos sucos gástricos e alivia a constipação e indigestão, estimulando o trânsito intestinal normal. Essa é uma cor excelente para o tratamento dos distúrbios inflamatórios das articulações e tecidos conjuntivos e pode aliviar a artrite, o reumatismo e a gota.

Sente-se regularmente por algum tempo sob a luz do Sol e impregne-se dos raios amarelo-dourados radiantes, sempre que isso for possível.

O amarelo tem a capacidade de dissolver depósitos de cálcio dentro do organismo e, dessa forma, é eficaz para atenuar a rigidez e as dores articulares experimentadas durante o movimento. Essa cor também é purgativa e trabalha excepcionalmente bem, estimulando os rins e o fígado, além de dissolver as secreções mucosas do corpo. O amarelo pode limpar a corrente sangüínea e ativar o sistema linfático. Ajuda os pacientes diabéticos a reduzir a dose diária da insulina pancreática. Iodo, fósforo, ouro e enxofre contêm essa energia do amarelo.

Embora o amarelo seja uma cor que estimule o cérebro e as faculdades mentais, não é recomendável para qualquer pessoa que tenha doenças mentais ou neuroses graves.

VERDE: Aspectos favoráveis: a energia do verde reflete participação, adaptabilidade, generosidade e cooperação. Essa cor atenua as emoções, facilita o raciocínio correto e amplia a consciência e compreensão. Ela é a imagem da segurança e da proteção e cria um ambiente propício para tomar decisões. Espaço, liberdade, harmonia e equilíbrio são aspectos que se originam do sentimento natural de justiça do verde. Essa cor atua como um sinal para a renovação da vida e sua vibração mais elevada reflete o espírito de evolução.

Aspectos desfavoráveis: avareza, indiferença e insegurança são algumas das expressões negativas da cor verde. Raciocínio precário, cautela excessiva e suspeita estão representados na natureza negativa dessa cor e, junto com a precocidade, podem indicar ciúmes, inveja, egoísmo e preconceito. Em seus níveis mais inferiores, o verde promove estagnação e por fim degeneração.

Efeitos físicos do verde: a cor verde é particularmente benéfica para o sistema nervoso simpático e é útil para a cura em geral,equilibrando e recuperando as células. Essa cor está relacionada com o coração e produz um efeito direto sobre as funções cardíaca e pulmonar. Ela dissolve coágulos sangüíneos e elimina a estagnação e o endurecimento das células. A cor verde ajuda na formação dos músculos, da pele e dos tecidos. Também ajuda na eliminação de substâncias tóxicas e atua como um adstringente suave.

O verde atenua a tensão e pode reduzir a pressão sangüínea. Ele produz um efeito sedativo e relaxante, embora possa causar sonolência, cansaço ou irritabilidade, se não for usado corretamente.

Já que essa cor é capaz de influenciar a estrutura celular básica,pode ser usada para tratar tumores, cistos e proliferações. Ela é particularmente adequada para os problemas torácicos, como: asma, bronquite crônica e angina. Passeios freqüentes nos parques da sua cidade ou em áreas rurais para "respirar ar puro" também são eficazes nesse sentido.

O verde também é usado para tratar as condições inflamatórias do fígado, resfriados e dores de cabeça. Já que essa cor atua como uma força equilibrante, atenua o medo em situações traumáticas e é eficaz no tratamento do choque.A cor verde também ajuda as pessoas que sofrem de claustrofobia.

AZUL-TURQUESA: Aspectos favoráveis: produz uma vibração constante, que não subjuga ou perturba de forma alguma. Essa cor tem uma aura de vivacidade e percepção, que confere mais clareza de expressão. Essa cor nítida e brilhante tem uma qualidade atenciosa e receptiva, que irradia bem-estar. Ela é liberal, prestativa e triunfante. O frescor do azul-turquesa oferece a oportunidade de mudança e, por fim, de transformação em seu nível mais elevado.

Aspectos desfavoráveis: algumas vezes, o azul-turquesa pode ser prejudicado por uma imaturidade, que se evidencia como confusão e incapacidade de progredir na vida. Isolamento e separação são outros atributos negativos, com sensações de vazio e falta de clareza nos níveis emocional, mental e espiritual.

Efeitos físicos do azul-turquesa: ele é formado pela combinação do azul com o verde. Essa é uma cor refrescante, relaxante e maravilhosamente serena, que melhora qualquer condição inflamatória, como dor de cabeça, inchaços, cortes, contusões ou queimaduras. Na próxima vez que você se cortar, coloque imediatamente sua mão sobre a área afetada, enquanto envia a energia antiinflamatória da cor azul-turquesa diretamente para essa região.

O azul-turquesa é particularmente adequado para problemas de pele, inclusive acne, eczema e psoríase. Essa cor atenua o estresse e as tensões e ajuda a eliminar os detritos tóxicos e a congestão do corpo. Atua sobre o sistema imunológico, formando uma proteção contra a invasão de bactérias e vírus perigosos. Colite, disenteria e febre são particularmente sensíveis ao azul-turquesa, que também ajuda nos processos de excreção. Essa cor facilita a drenagem dos seios da face, trata a fadiga mental e febre do feno. Ela reabastece todo o sistema orgânico. Na verdade, o azul-turquesa é a cor que parece ser mais popular para os pacientes com AIDS, principalmente nas fases iniciais da doença.
Essa cor não é recomendável para as pessoas indolentes ou estagnadas.

AZUL: Aspectos favoráveis: o azul assinala a entrada nos domínios mais profundos do espírito e uma das suas qualidades mais sutis é a aspiração. Essa cor faz parte do espectro frio e, por sua quietude e confiança, promove a devoção e a fé. O azul é uma cor popular associada ao dever, à beleza e à habilidade. A serenidade dessa coe traz consigo paz, confiança e sentimentos curativos agradavelmente relaxantes. Sua fluidez e força serena são traços atraentes, que provocam admiração por parte das outras pessoas.

Aspectos desfavoráveis: a natureza da cor azul é procurar e buscar sem cessar. Os aspectos comuns da vibração negativa dessa cor são dúvida e descrença, assim como a falta de habilidade. Essa cor é fantasiosa e estimula os devaneios, a tendência ao desleixo, a fatuidade e a desconfiança. Partindo do cansaço, da indolência e da apatia, o azul pode levar a um estado de melancolia, atraindo por fim uma sensação generalizada de inércia.

Efeitos físicos do azul: a cor azul produz um efeito relaxante e tranqüilizador. Ela é o antídoto para o vermelho e pode ser usada com sucesso para tratar condições febricitantes, freqüência de pulso acelerada e pressão sanguínea alta. Em geral, essa cor reduz o calor e a inflamação do corpo, como ocorre nos casos de queimadura solar ou intermação. O azul promove serenidade e elimina tensões, estresse e dores de cabeça, além de tratar todos os distúrbios da garganta ou das cordas vocais, tais como dores de garganta, tosses, rouquidão e laringite.

Essa cor tem sido usada com sucesso para tratar distúrbios menstruais, como: cólicas, dor lombar ou até mesmo sangramento excessivo. As mulheres com problemas menstruais podem usar a qualidade curativa da cor azul pouco antes, durante e depois das menstruações. Roupas de dormir, calcinhas e roupões de banho azuis, assim como roupas de uso diário da mesma cor podem ser considerados; além disso, itens domésticos, como roupas de cama e toalhas de banho, também podem ajudar a atenuar os distúrbios menstruais.

Uma luz azul acesa durante a noite também pode ajudar a reduzir e aliviar a tensão e as dores menstruais.

Outros distúrbios para os quais a cor azul poderia ser útil são: enxaqueca, meningite, colite, disenteria, insônia e diarréia. Essa cor é particularmente adequada para os problemas infantis, como erupção de dentes, inflamações na garganta, amidalite, sarampo, coqueluche, catapora e soluços. Alguns problemas oculares podem ser tratados com o azul, inclusive miopia, catarata e fotofobia.

O azul não é aconselhável para tratar paralisia, pressão sanguínea baixa ou resfriados. Além disso, essa cor não é recomendável para melancolia ou depressão.

VIOLETA: Aspectos favoráveis: essa cor, formada pela combinação do azul com o vermelho, reflete dignidade, nobreza e respeito próprio. Essa é a cor da realeza e, em sua forma mais sublime, vibra com a força da integração e da unidade. Quando sua qualidade intrínseca estiver coligada pela energia psíquica com a visão e intuição, essa cor será o agente do próprio destino. Dons artísticos, tolerância e consideração estão associados à cor violeta. Sua força tranqüilizante e suavizante representa um idealismo prático imbuído de humildade.

Aspectos desfavoráveis: o lado negativo da cor violeta inclui esquecimento e falta de persistência. Irreflexão, desrespeito e atitude autoritária e exigente originam-se do uso incorreto dessa energia. Ela pode degenerar-se em idealismo sem resultado prático, isolamento, corrupção e desintegração. Orgulho e arrogância também estão presentes nesse nível.

Efeitos físicos do violeta: a cor violeta normaliza todas as atividades hormonais ou glandulares, já que está ligada à função da glândula hipófise, situada na base do cérebro. Essa cor tem ação eficaz na meningite cérebro-espinhal, concussões, epilepsia e quaisquer outros distúrbios nervosos ou mentais, tais como neurose obsessiva e distúrbios da personalidade. O violeta alivia nevralgias e problemas associados aos olhos, ouvidos e nariz.

Essa cor é particularmente valiosa como purificador do sangue e ajuda na formação dos leucócitos (células brancas do sangue). A cor violeta ajuda a manter o equilíbrio do sódio e potássio no corpo que, por sua vez, facilita o controle do equilíbrio hídrico e normaliza os ritmos cardíacos. Os pulmões, o fígado e os rins também podem ser tratados com sucesso com essa cor. Dor ciática e distúrbios nervosos, em geral, são melhorados pela cor violeta.

MAGENTA: Aspectos favoráveis: a mais refinada e sutil dentre todas as cores, o magenta transmuda desejo em seus equivalentes físicos. Dedicação, reverência, gratidão e comprometimento são características atribuídas a essa cor, cujo empenho é expressar o idealismo em sua forma mais pura.

A cor magenta é a última do espectro, trazendo consigo um grau elevado de compreensão e maturidade, em conseqüência da sua passagem por todas as outras cores. Habilidade administrativa é uma de suas características, junto com grande compaixão. O magenta é uma cor protetora e nutriente, quente e suave, cuja expressão mais elevada é o amor espiritual ou incondicional.

Aspectos desfavoráveis: esse lado da cor magenta pode gerar a energia da superioridade, que tende a levar ao esnobismo, à arrogância e por fim ao isolamento.Os aspectos negativos dessa cor podem resultar num comportamento fanático, monopolizador e autoritário. Falta de amor próprio, desprezo pelas necessidades alheias e insegurança estão na faixa negativa do magenta. A auto-estima exacerbada pode resultar do uso indevido do conhecimento e poder intrínsecos a essa cor.

Efeitos físicos do magenta: essa cor aumenta a irrigação sanguínea do cérebro e estimula o sistema nervoso simpático. Alivia dores de cabeça, resfriados, pressão alta e cansaço crônico ou esgotamento nervoso.

Se você tem uma tendência a entrar em estafa, tente usar as cores do magenta ou rosa. Um método adequado de receber a energia do magenta seria tratar-se com algum tipo de relaxamento, tal como massagem, ou um período de descanso. Essa cor também é particularmente adequada para amnésias e comas. O magenta melhora a função do coração, inclusive distúrbios como sopros cardíacos e palpitações. A energia dessa cor é suave, calmante e protetora. Ajuda a expandir as respirações, a energizar as glândulas supra-renais e as regiões dos rins e também pode ser usada como diurético. O magenta pode atuar como estabilizador de distúrbios emocionais e é eficaz para casos em que houver comportamento violento ou agressivo.

Efeitos Fisiológicos das Cores nas Roupas

VERMELHO: esta cor faz com que você se sinta mais vigoroso, expansivo e pronto para avançar adiante em algum sentido evidente. Ela tende a atrair o olhar das pessoas e chamar a atenção. Se você usar vermelho, isso pode indicar que tem ardor e paixão, ferocidade e força. As pessoas que gostam de ação e drama apreciam essa cor. Vestir-se de vermelho também pode indicar sexualidade vigorosa.

LARANJA: esta cor revigorante e estimulante não tem muito do mesmo dinamismo do vermelho. Se estiver usando roupas da cor laranja, você pode ter traços corajosos e aventureiros, demonstrando entusiasmo e zelo em qualquer coisa que faça, mesmo que isso consuma suas energias. As pessoas que usam essa cor são afirmativas e gostam de rir e fazer outras pessoas rirem. O uso de roupas da cor laranja também estimula a conversação e o senso de humor.

AMARELO: esta cor geralmente é usada pelos intelectuais, estudiosos e pessoas que gostam de ocupar posições de autoridade e de controle. Ela estimula a receptividade e a atenção aos detalhes. Vestir-se de amarelo "atrai a luz". Essa é a cor mais associada com o Sol e tende a gerar qualidades otimistas e positivas nas pessoas que a usam em suas roupas.

VERDE: esta cor ajuda as pessoas a criarem um ambiente equilibrado, suavizante e calmo à sua volta. Ela simboliza harmonia e equilíbrio. O verde das roupas tende a refletir tipos convencionais, pessoas que gostam de ater-se ao que é certo e justo e que preferem não sobressair numa multidão. Os indivíduos que apreciam essa cor geralmente gostam da natureza e da segurança que ela traz.

AZUL-TURQUESA: esta cor estimula as pessoas a demonstrarem interesse por você. Ela expressa uma personalidade revigorante, que está facilmente acessível. O azul-turquesa ajuda a clarear seus pensamentos e sentimentos, produzindo clareza em sua comunicação. Se você gosta de usar essa cor nas roupas, quer ser visto como portador de jovialidade e vivacidade.

AZUL: vestir-se de azul sugere espiritualidade e ordem. As pessoas que usam essa cor refletem um desejo de paz e quietude, tranqüilidade e até mesmo solidão. Essa cor não é ameaçadora e o indivíduo que a utiliza por certo valoriza a lealdade e a honestidade.

VIOLETA: o uso de roupas violeta gera sentimentos como respeito próprio, dignidade e auto-estima. Essa é a cor usada pelos sacerdotes católicos para refletir santidade e humildade. Em virtude da sua riqueza, ela também está associada com o monarca, a extravagância e a prosperidade. Muitos artistas preferem essa cor para suas roupas, talvez por causa das suas qualidades espirituais ou criativas.

MAGENTA: vestir roupas dessa cor gera sentimentos de suavidade, afetuosidade e docilidade. Ela estimula afeição e sentimentos como amor e compaixão. Devido à contribuição do vermelho para a produção dessa cor, o magenta também transmite uma mensagem sexual poderosa, que pode ser manipuladora num nível sutil. Se você gosta de vestir-se com essa cor, isso pode indicar que quer expressar sua sensualidade.

PRETO: na maioria das sociedades ocidentais, o preto quase sempre é a cor da morte, do luto e da penitência. Em geral, essa cor é usada por pessoas que rejeitam a sociedade ou se rebelam contra as normas sociais. O preto é uma cor que nega a luz e as pessoas que a usam nas roupas rejeitam a luz em si próprias, empurrando-a para longe e não permitindo que ela seja absorvida. Essa é a cor usada pelos homens de negócio, policiais e padres para refletir poder e autoridade. O preto é percebido como escuro e misterioso e também pode significar sexo. Contudo, essa cor também é usada pelas pessoas que preferem parecer tradicionais e responsáveis.

BRANCO: as roupas brancas têm sido associadas à limpeza, à pureza e a inocência. Nos países orientais, o branco é usado como uma cor adequada para a morte e o pesar, aceitando que a pessoa morta partiu do mundo físico para um plano espiritual mais puro. Essa é a cor do desprendimento. O branco reflete todas as cores e as pessoas que o utilizam nas roupas podem faze-lo para manter-se refrescadas sob o calor dos raios solares.

MARROM: a cor marrom geralmente está associada com terra e estabilidade. Para criar essa cor, você precisa misturar o vermelho com o preto e, portanto, ela tem alguns dos seus atributos. O marrom é uma cor envolvida com o enraizamento e a criação de fundações firmes para o futuro (semelhante ao lado positivo do vermelho). Ele também contém a qualidade poderosa do preto, no que se refere à autoridade, à confiança interior e à auto-afirmação. Uma pessoa que gosta de vestir-se com marrom por certo é extremamente dedicada e comprometida com seu trabalho, sua família e seus amigos. No lado positivo, essas pessoas são práticas e materialistas na vida, mas em seu aspecto negativo elas podem ser profundamente inseguras e instáveis. A cor marrom gera organização e constância, especialmente nas responsabilidades do cotidiano. As pessoas que gostam de usar essa cor são capazes de ir "à raiz das coisas" e lidar com questões complicadas de forma simples e direta. Elas não são pessoas "insensatas".

PSICOLOGIA

Nenhuma cor é feia. A cor é apreciável em si mesma, em absoluto, qualquer que seja ela.

Ainda que a atração de cada cor específica seja desigual, a referida atração sempre ocorre em algum grau. Isto resulta do fato mesmo de a cor ser o objeto formal (isto é, específico, ou essencial) da visão; é a cor aquele objeto que dá a forma a esta espécie de conhecimento.

Assim também acontece em outros planos do sensível, sempre que a questão for de objeto formal nenhum som isolado é desagradável, nenhum odor é malcheiroso.

Há cores quentes e frias, leves e pesadas, calmantes e excitantes, de alívio e opressivas; cada uma das cores goza de tais propriedades em função do que as cores são em si mesmas.

Pode-se antever que os efeitos psicodinâmicos da cor são de grande volume e variados, por causa da predominância do sentido da visão sobre todos os demais sentidos.

Este grande efeito psicodinâmico das cores ainda ocorre em virtude da considerável diversidade das cores, sua gradação de luminosidade, diferença de intensidade, além da variação dos espaços e formas das áreas coloridas.

Não é sem sentido que facilmente se responde a quem pergunta,

- Como vai?

E segue a pronta resposta:

- Tudo azul! Ou,

- A coisa está preta!.

E por que usamos expressões, tais como: Cores alegres? Cores vivas? Cores quentes? Cores frias? Cores festivas? Cores de luto?

Não se trata apenas de um falar. Há uma psicodinâmica a comandar um importante processo, a que está atenta não somente a psicologia, que estuda apenas teoricamente a ação das cores, mas também o técnico, inclusive o artista da cor, para adequadamente dispor os elementos coloridos com vista nos resultados.

A preferência do indivíduo por determinados efeitos psicodinâmicos da cor, pode servir de sintoma para revelar sua índole temperamental e mesmo o caráter que formou.

Já que as cores estimulam em direção a determinados comportamentos, o interesse por esta ou aquela cor e as circunstâncias em que isto acontece, informa sobre a pessoa mesma.

As circunstâncias poderão interferir e determinar o apelo diferenciado às cores. Há também interferidores no uso das cores contra as propriedades psicológicas das cores. A moda, por exemplo, determina preferências, que podem não ser as da inclinação espontânea. As cores determinadas podem não definir com precisão o caráter e a índole da pessoa que a usa. Também por motivos funcionais, sobretudo terapêuticos, uma cor poderá ter sido eleita exatamente para reverter uma tendência.

A psicodinâmica das cores poderá determinar comportamentos complexos.

Por exemplo, - se um homem subitamente se interessa por gravatas vermelhas, ou uma mulher passa a vestir-se mais vezes de cor-de-rosa, - algo inconsciente pode estar comandando este comportamento. Um homem poderá estar no empenho de conquista de uma parceira, ou a mulher na conquista de um parceiro.

Portanto o súbito interesse pelo vermelho (a cor mais sexual e mais ativa) denotou a vitalidade sexual notória do homem ou da mulher que manifestaram o fenômeno. Naquele momento a denotação se manifestou em algo especial, como a do novo relacionamento sexual a cultivar.

Cor e personalidade. Vagamente, os tipos de personalidade conseguem ser determinados pela cor e as complexas circunstâncias em que são utilizadas. A tudo isto não está atento apenas o psicólogo, mas o artista que põe a seu serviço os resultados da observação da psicologia, para colocar a cor certa nas criações de suas expressões em cor.

Qual é o seu tipo? Usa o vermelho? Poderá ser um extrovertido, corajoso, dado à ação.

Usa cores, mas em contrastes fortes com o preto? Poderá ser do tipo dramático.

Prefere mesmo o preto com tonalidades escuras? Talvez será do tipo empreendedor. As cores claras talvez as use somente, num e noutro caso, como algum ornamento ou no chapéu, ou no pescoço, ou no cinto, ou nalgum objeto que o acompanha.

Prefere o amarelo? Dizem algumas pesquisas que é um intelectual, um idealista, um humanitário e poderá casar com personalidade de qualquer outra cor...

Gosta de verde? Poderá ser do tipo compreensivo e de visão universal, que é tolerante, liberal, habituado a compreender o problema dos outros.

Gosta de cores frias claras, com o branco como contraste? Talvez seja um conversador. Também poderá ser um conversador, se prefere o azul, ou mesmo um introvertido.

Se for um homem e gosta de cores pastéis suaves, vezes usadas sozinhas, vezes combinadas com escuras? É do tipo feminino, delicado e equilibrado, na fronteira onde ambos os sexos se encontram e melhor se compreendem.

PUBLICIDADE

De acordo com os estudos do Prof. Modesto Farina, existem algumas indicações seguras quanto ao uso das cores em publicidade:

VERMELHO: Aumenta a atenção, é etimulante, motivador. Indicado para uso em anúncios de artigos que indicam calor e enrgia, artigos técnicos e de ginástica.

LARANJA: Indicado para as mesmas aplicações do vermelho, com resultados um pouco mais moderados.

AMARELO: Visível a distância, estimulante. Cor imprecisa, pode produzir vacilação no indivíduo e dispersar parte de ua atenção. Não é uma cor motivadora por excelência. Combinada com o preto pode resultar eficaz e interessante. Gerlmente indicada para aplicação em anúncios que indiquem luz, é desaconselhável seu uso em superfícies muito extensas.

VERDE: Estimulante, mas com pouca força sugestiva; oferece uma sensação de repouso. Indicado para anúncios que caraterizem o frio, azeites, verduras e semelhantes.

AZUL: Possui grande poder de atração; é neutralizante nas inquietações do ser humano; acalma o indivíduo e seu sistema circulatório. Indicado em anúncios que caracterizem o frio.

ROXO: Acalma o sistema nervoso. a ser utilizado em anúcios de artigos religiosos, em viaturas, acessórios funerários etc. Para dar a essa cor maior sensação de calor, deve-se acrescentar vermelho; deluminosidade, o amarelo; de calor, o laranja; de frio o azul; de arejado o verde.

PÚRPURA E OURO: Cores representativas do valor e dignidade. Devem ser aplicads em anúncios de artigos de alta categoria e luxo.

MARROM: Esconde muito a qualidade e o valor e, portanto, pouo ecomendável em publicidade.

VIOLETA: Entristece o ser humano, não sendo, portanto, muito bem visto na criação publicitária.

CINZA: Indica discrição. Para atitudes neutras e diplomáticas é muito utilizado em publicidade.

PRETO: Deve ser evitado o excesso em publicações a cores, pois tende a gerar frustração.

AZUL E BRANCO: Estimulante, predispõe à simpatia; oferece uma sensação de paz para produtos e serviços que precisam demonstrar sua segurança e estabilidade.

AZUL E VERMELHO: Estimulante da espiritualidade; combinação delicada e de maior eficácia na publicidade.

AZUL E PRETO: Sensação de antipatia; deixa o indvíduo preocupado; desvaloriza completamente a mensagem publicitária e é contraproducente.

VERMELHO E VERDE: Estimulante, mas de pouca eficácia publicitária. Geralmente se usa essa combinação para publicidade rural.

VERMELHO E AMARELO: Estimulante e eficaz em publicidade. Por outro lado as pesquisas indicam que pode ausar opressão em certas pessoas e insatisfação em outras.

AMARELO E VERDE: Produz atitude passiva em muitas pessoas, sendo ineficaz em publicidade. Poderá resultar eficaz se houver mais detalhes coloridos na peça.

AMBIENTE

A importância das cores em interiores e sua influência em nossas vidas tornam-se evidentes quando lembramos que, em média, passamos cerca de dois terços do nosso tempo em ambientes internos.

A cor é um dos principais fatores determinantes da forma como nos relacionamos com nosso ambiente e o que ele nos transmite.

É no quarto que podemos estar com o que nos é mais íntimo,onde buscamos o descanso e onde podemos imprimir nos objetos e na decoração, os traços de personalidade com mais liberdade. Portanto, vale observar também a influência da cor neste ambiente.

Quarto de dormir: esse é um local de conforto e tranqüilidade. As cores devem ser suaves e sutis, em vez das contrastantes e nítidas. As cores pesadas devem ser evitadas.

Quarto das crianças: para as crianças até 13 anos, é recomendável cores da faixa do vermelho, laranja e amarelo, com a finalidade de criar um ambiente claro e luminoso. Acima dessa idade, as tonalidades mais claras do verde e do azul são geralmente preferíveis. Cores escuras devem ser evitadas. Preste atenção na iluminação, a fim de atenuar o esforço visual durante a leitura.

Quarto do casal: quando um quarto de dormir for compartilhado por um casal, veja se você pode encontrar um projeto de cores que se adapte a ambos. Evite cores vívidas ou escuras, a menos que o objetivo seja criar um ambiente vibrante ou muito forte. Procure dar preferência às tonalidades sutis ou suaves, como: rosa, pêssego, limão claro ou lilás e rosa, que são cores quentes e relaxantes.

TERAPIA

A CROMOTERAPIA não é uma técnica de cura que apresenta efeitos colaterais, mas também tem suas contra-indicações.

· O que é uma contra-indicação?

É aplicar uma COR, quando o paciente já há tem em demasia em seu CORPO. Para este fato, dá-se o nome de SATURAÇÃO.

· Em quais casos pode-se identificar este fato de SATURAÇÃO?

Primeiramente, sempre há a necessidade de estudar-se a CROMOTERAPIA, para que não cometamos nenhum erro, embora, o que se chama de erro nesta técnica alternativa, não tem a mesma conotação que aquela conhecida na Medicina Oficial. Para corrigir um erro na aplicação de uma determinada COR, pode-se utilizar das CORES COMPLEMENTARES, ou, dispersar aquelas aplicadas (vide COR Complementar; Dispersão).

Posteriormente, dentro de uma correlação COR / Efeito, não aplicar:

VERMELHO - em hipertensos; pessoas de tez avermelhada; ruivas; temperamento colérico.

ROSA - pessoas com comportamento "infantil".

LARANJA - em pessoas com excesso de autoconfiança; na cabeça (*).

· AMARELA - em casos de inflamação aguda, febre, cólera, estados de excitação mental, histeria, bactérias patogênicas, alcoolismo, nevralgias e palpitação cardíaca.

AZUL - depressivos, sonolentos, muito quietos.

ÍNDIGO - pessoas extremamente introspectivos, meditativos, sonhadores.

VIOLETA - naqueles com mentalidade pouco desenvolvida, com dificuldades de raciocínio.

(*) A COR LARANJA não deve ser aplicada junto à cabeça / cérebro, por ser uma COR muito intensa, considerada a mais física das CORES.

As CORES dentro da CROMOTERAPIA se classificam em dois grandes grupos, a saber: QUENTES e FRIAS.

As QUENTES estão representadas pela VERMELHA, LARANJA e AMARELA; e as FRIAS pela AZUL, ÍNDIGO e VIOLETA. A COR VERDE também é FRIA, mas prefiro mantê-la à parte, classificando-a como uma COR eminentemente de equilíbrio e que harmoniza o HOMEM, a NATUREZA e a ambos.

Um primeiro toque para Você que está se interessando agora pela CROMOTERAPIA: se não souber o que fazer diante de uma situação e deseja fazer para si mesma ou para uma determinada pessoa vibre VERDE.

A busca do equilíbrio está dentro de uma luta entre duas grandes forças, representadas pela ação das CORES QUENTES e FRIAS. Precisamos encontrar um meio termo entre elas, pois as QUENTES estão associadas ao elemento FOGO, enquanto que as FRIAS com o GELO ou o FRIO. O FOGO, ou seja, o calor é expansivo enquanto que o FRIO é restritor, comprimi.

Daí Você já pode sacar que: não devemos usar CORES FRIAS em pessoas tristes e depressivas, pois com isso estaremos aprofundando seu estado geral. Por outros lado, não devemos aplicar junto às pessoas febris as CORES QUENTES, uma vez que elas já se encontram com grande quantidade destes raios junto delas. Portanto, devemos aplicar nas pessoas febris as CORES FRIAS e nas tristes e depressivas as QUENTES.

Porquê que as CORES são QUENTES ou FRIAS?

Por uma razão muito simples: é que as QUENTES são lentas e as FRIAS rápidas, velozes. Isto dito em relação à amplitude e comprimento de uma "onda" eletromagnética, sendo que, quanto mais alta maior a força.

Devido a lentidão do raio VERMELHO, por exemplo, ele esquenta. Já as FRIAS são espertas e vibram tão depressa que não dá tempo de aquecer o local. Agora, é importante ter-se em mente que, ao aplicar-mos a LUZ através do impulso elétrico e com lâmpada incandescente, todas as CORES se tornam QUENTES pelo calor que a lâmpada proporciona. Isso não tira a qualidade de uma COR FRIA.

EMBALAGENS

Sem dúvidas a cor da embalagem é um de seus elementos principais, compondo com a forma e o material um todo em si. É ainda extremamente relevante a participação da embalagem e por extensão, da cor, no complexo e intricado processo mercadológico. Em outras palavras, a cor da embalagem age diretamente no processo de venda dos produtos, atraindo, cativando e convencendo o consumidor.

Diversas são as pesquisas neste sentido e existem resultados bastante objetivos, como por exemplo com relação ao peso relativo das cores. Nesta área os resultados experimentais não deixam dúvidas quanto a esta relação, onde se obtêm os seguin tes resultados:

Além das considerações sobre contraste e harmonia, onde as regras gerais também se aplicam, foram determinadas experimentalmente algumas relações entre cores e produtos que podem auxiliar no projeto de uma embalagem:

CAFÉ=> marrom-escuro com toques de laranja ou vermelho

CHOCOLATE=> marrom-claro ou vermelho-alaranjado

LEITE=> azul em vários tons, às vezes com um toque de vermelho

GORDURAS VEGETAIS=> verde-claro e amarelo não muito forte

CARNES ENLATADAS=> cor do produto em fundo vermelho, às vezes com um toque de verde

LEITE EM PÓ=> azul e vermelho, amarelo e verde com um toque de vermelho

FRUTAS E COMPOTAS EM GERAL=> cor do produto em fundo vermelho, com um toque de amarelo, às vezes

DOCES EM GERAL=> vermelho-alaranjado

AÇÚCAR=> branco e azul, com toques de vermelho, letras vermelhas e pretas

MASSAS ALIMENTÍCIAS=> transparência, vermelho, amarelo-ouro e às vezes com toques de azul

CHÁ E MATE=> vermelho, branco e marrom

QUEIJOS=> azul-claro, vermelho e branco, amarelo-claro

SORVETES=> laranja, azul-claro, amarelo-ouro

ÓLEOS E AZEITES=> verde, vermelho e toques de azul

IOGURTES=> branco e azul

CERVEJA=> amarelo-ouro, vermelho e branco

DETERGENTES=> rosa, azul-turquesa, azul, cinza-esverdeado e branco-azulado

CERAS=> tons de marrom e branco

INSETICIDAS=> amarelo e preto, verde-escuro

DESINFETANTES=> vemelho e branco, azul-marinho

DESODORANTES=> verde, branco, azul com toques de vermelho ou roxo

SAIS DE BANHO=> verde-claro, branco

BRONZEADORES=> laranja, vermelho-magenta

DENTIFRÍCIOS=> azul e branco, verde com branco e toques de vermelho

COSMÉTICOS=> azul-pastel, rosa e amarelo-ouro

PERFUMES=> roxo, amarelo-ouro e prateado

PRODUTOS PARA BEBÊS=> azul e rosa em tons suaves

REMÉDIOS EM GERAL=> azul-claro, marrom, branco e vermelho, dependendo do tipo de material, medicinal, estimulante ou repousante

LÂMINAS DE BARBEAR=> azul-claro ou forte, vermelho e preto

Além desses há muitos outros produtos, incluídas as bebidas, cujos rótulos procuram em geral chamar a atenção do consumidor. Rótulos dourados buscam demonstrar a nobreza do produtor e do produto oferecido.

Apesar da relatividade prórpria desse tipo de indicativos, estes dados são comprovados estatisticamente e são resultado de diversas pequenas pesquisas realizads por indústrias, órgãos de classe e acadêmicos.

Um outro dado que não se pode relevar no projeto de uma embalagem é o ambiente de exposição, ou seja a situação e exposição da embalagem nos expopsitores e, principalmente, ao lado da concorrência.

BIBLIOGRAFIA

FARINA, Modesto, Psicodinâmica das cores em comunicação, 1990 - Edgard Blücher, São Paulo
LÜSCHER, M., O teste das cores - Renes, Rio de Janeiro
http://www.tintasrenner.com.br
http://www.procolormaster.com.br
http://www.mundocor.com.br
http://www.cromos.com.br
http://www.pantone.com

Fonte: www.tci.art.br

Cores

Uso das Cores

A Cor

A cor é um elemento decorativo muito apreciado e de fundamental importância no processo de Comunicação Visual. Ela chama a atenção, desperta sensações e influencia o cliente em potencial, estimulando-o positiva ou negativamente.

Várias disciplinas fazem estudos sobre as cores - física, química, fisiologia e psicologia. Mas é nas aplicação artística que temos mais interesse. Conhecer a cor em outras disciplinas é interessante, mas não é essencial para que utilizemos um esquema de cores adequado ao nosso projeto.

Neste ensaio, vamos descobrir que a escolha das cores também pode ser realizada com alguma técnica, visando atender a nossos objetivos. Assim, expandimos nossas possibilidades para além de gostos pessoais, seja de nosso cliente, do designer ou nossos gostos pessoais.

Alguns fatores que determinam, ou influenciam, os significados das cores:

· Suas próprias características e propriedades.

· Gosto pessoal.

· Fatores culturais e psicológicos.

· Moda.

· Natureza do objeto.

Características e propriedades das cores

A cor é caracterizada por três fatores:

· Matiz: Propriedade da cor que dá origem a seu nome e a diferencia de outras (azul, amarelo, vermelho, etc.). O arco-íris é a decomposição da luz branca do sol e contém todos os matizes.

· Brilho, luminosidade ou intensidade: Quantidade de luz que cada cor possui. Depois do branco, o amarelo é a cor que tem mais luminosidade. O negro é a ausência de luminosidade.

· Saturação: Grau de pureza de cada cor. Dizemos que uma cor é pouco saturada quando apresenta muito cinza na sua composição, como é o caso das cores pastel.

Classificação das Cores

As cores podem ser classificadas também de acordo com a sua origem:

· Cores-pigmento: Elas são encontradas nas tintas. Quando misturadas, sempre escurecem. Em uma construção, o arquiteto deve ficar atento, pois se um ambiente for pintado com tinta composta de muita mistura, a tendência é obter um ambiente mais escuro.

· Cores-luz: Holofotes ou spots com luzes de diversas cores são o exemplo prático desse conceito. Quando a luz verde e a luz vermelha são acesas juntas, tendem a reproduzir a luz branca. O mesmo fenômeno ocorre com as luzes azul e laranja. Quando holofotes de várias cores são acesos ao mesmo tempo, como num show de música ou no teatro, o resultado é a luz branca, que pode ser vista no meio do palco.

As cores, de acordo com sua mistura, podem ser:

· Cores primárias: Cores sem mistura e que, portanto, não podem ser subdivididas em outras. No caso de cores-pigmento, as cores primárias são o azul, o amarelo e o vermelho (cores primárias subtrativas - quanto mais adicionamos cor-pigmento, menos luz chega a nossos olhos). Para as cores-luz, porém, as primárias são o verde, o azul e o vermelho (cores primárias aditivas).

· Cores secundárias: Cores que resultaram da mistura das cores primárias, natural ou artificialmente, como verde, roxo, laranja etc.

Quando pensamos em combinar cores, é importante saber:

· Cores contrastantes: São as cores com matizes muito distantes. O verde é o oposto do vermelho, o azul do laranja e o roxo do amarelo. Cuidado ao utilizar essas combinações. Elas são boas para chamar a atenção, pois são vibrantes, alegres e estimulantes, mas podem resvalar facilmente para o mau gosto. Materiais destinados a crianças, para jovens ou de apelo popular podem usar com bons resultados essas combinações.

· Cores análogas: Combinação de cores próximas, como azul e lilás, vermelho e laranja, azul e verde. São combinações mais fáceis de fazer, não chocam, pois a harmonia é a sua característica. Em alguns casos, pecam pelo excesso de discrição, beirando a frieza e até uma certa tristeza, o que não ajuda a atividade comercial. Podem ser ótimos como cor de fundo para salientar e valorizar formas, sem concorrer em demasia com o próprio produto.

As cores têm outras características, igualmente importantes, quanto ao temperamento:

Cores quentes: São aquelas extremamente visíveis e que chegam a agredir os olhos, nas quais predominam o vermelho e o amarelo. Outras cores, quando brilhantes, podem também tornar-se quentes, como o verde-mandarim (tinta acrílica), embora o verde normalmente não seja uma cor quente. São ideais para dar vida a lugares escuros, como subsolos.

Cores frias: São as cores discretas, mais calmas, algumas até meio depressivas, como o roxo, no qual o azul é predominante. O verde é utilizado para pintura de ambientes onde se procura dar maior tranquilidade. Quando se desejar um fundo discreto, as cores frias são as mais indicadas.

Existem inúmeras combinações, mais simples ou mais complexas. Um outro critério, muito utilizado, para a classificação das cores é o que as diferencia em:

· Cores pastel: É a combinação de qualquer cor com o branco ou o cinza. Quanto mais se adiciona o branco, mais suave é o resultado. Servem para atenuar algumas cores que são vibrantes ou tristes demais. As tintas utilizadas nos interiores das edificações são, quase sempre, em cores pastel.

· Cores complexas: Resultado da mistura de muitas cores. Mais difíceis de serem conseguidas, proporcionam muitas vezes resultados sutis e refinados. O verde-musgo, por exemplo, combina amarelo, azul, vermelho, preto e branco em doses muito precisas. São próprias para clientela de alto poder aquisitivo e culturalmente bem informada.

Outras considerações

Uma vez que a percepção e a apreciação das cores estão sujeitas a muitas variáveis — principalmente o gosto da época — não é possível estabelecer regras rígidas para sua utilização. Algumas considerações gerais, no entanto, podem ser úteis:

· Significados culturais e psicológicos são atribuídos às cores. No Brasil, o branco significa pureza. No Oriente é sinal de luto. As cores da Bandeira Brasileira têm valores positivos para todos os brasileiros, mas em algumas culturas o verde, o amarelo e o azul têm sentidos negativos. Algumas cores têm significados quase universais como o vermelho, por exemplo, que é associado à paixão, guerra e fogo, em quase todas as culturas. A influência das cores no comportamento das pessoas pode ser tão significativa que até alternativas terapêuticas, como a cromoterapia, estão sendo propostas, utilizando seus atributos, como acalmar, estimular, alegrar etc.

· As cores usadas devem ser compatíveis com o público-alvo. Uma clientela mais sofisticada apreciará combinações de cores mais sutis, enquanto o público mais jovem preferirá as mais chamativas ou da moda. Em decoração de lojas, aquelas que atendam diferentes tipos de público não devem usar cores que satisfaçam apenas a um tipo de clientela.

· As cores influem na aparência e contribuem muito para marcar a personalidade do estabelecimento, do produto ou ainda de sua comunicação visual. A escolha deve considerar todas as características do ambiente físico da loja, do público-alvo, dos serviços e dos produtos oferecidos. Em um espaço comprido e estreito, por exemplo, uma parede de fundo amarelo poderá contribuir para atrair as pessoas para o interior. Cores claras, especialmente as próximas do branco, contribuem para melhorar o nível de iluminação e alegram os ambientes. As compras por impulso são favorecidas pelo uso das cores quentes, que também estimulam o apetite, sendo recomendadas para lanchonetes e restaurantes. As cores vibrantes, quando usadas em displays e cartazes, também ajudam a chamar a atenção para um produto que não tenha a embalagem apropriada ou uma forma vistosa.

· Juntamente com o logotipo e outros elementos de comunicação visual, as cores configuram a personalidade do empreendimento. São as primeiras informações que o estabelecimento passa à clientela. Esse fato deve ser considerado no planejamento tanto de áreas externas como internas.

O simbolismo da Cor

Ao criar um modelo de cores para seu projeto, considere os aspectos simbólicos e psicológicos da cor, bem como a sua fisiologia e os vários princípios de harmonia e contraste.

Enquanto olhamos para uma cor, podemos inconscientemente associá-la a diversos símbolos e isto pode afetar seriamente nossa percepção de qualquer peça.

O simbolismo da cor possui uma história longa e complexa, que é por demais detalhada para caber aqui. Não é preciso dizer que as associações de cores correntes são o resultado de milhares de anos de desenvolvimento e, conseqüentemente, contêm muitas redundâncias e relações aparentemente contraditórias. Desde os primórdios do século XX, porém, o simbolismo caiu de moda, sendo substituído por pesquisas sérias sobre os aspectos psicológicos da cor. Boa parte destas pesquisas foi custeada pela Madison Avenue (endereço clássico da publicidade americana), que estão sempre à busca de novas formas de atrair a atenção.

Já há muito tempo se suspeitava que os esquizofrênicos e outras pessoas com problemas mentais tinham diferentes impressões das cores do que as pessoas normais, embora a exata percepção do mundo através dos seus olhos não possa ser provada. Embora muitos indivíduos possam ter uma receptividade levemente diferente a diversas cores, as percepções das cores são suficientemente semelhantes para que generalizações abrangentes possam ser feitas.

Embora o simbolismo e os efeitos de cada mescla e nuança em particular possa preencher vários volumes, é útil ter um guia básico do simbolismo das várias cores. As seções a seguir apresentam uma rápida passada sobre as seis cores básicas — vermelho, laranja, amarelo, verde, azul c magcnta — bem como preto e branco.
Vermelho

O vermelho provavelmente possui a mais ampla faixa de associações entre todas as cores devido às suas raras ocorrências na natureza. O rosa, uma mescla do vermelho, é a cor do rubor, o que leva a associações interessantes de amor ("o enrubescer do amor") e vigor ("o rubor da saúde"). Leves mesclas arroxeadas de vermelho são também tradicionalmente associadas com a verdade. O vermelho é associado ao fogo e ao calor intenso, mais do que qualquer outra cor, exceto o amarelo vivo. Tons claros de vermelho são também associados com paixão intensa, força e coragem.

Porém, o lado passional do vermelho possui também conotações negativas, transformando-o no vermelho da impetuosidade c do ódio. E a cor da inverdade e também a cor do orgulho. O mesmo vermelho que está associado ao rubor, está também associado à vergonha e à timidez. Quando tingido com roxo, o vermelho torna-se a cor do sangue, a cor da guerra e da violência. Devido à associação com o sangue, o vermelho também se torna a cor do martírio, do sacrifício e da bravura.

O vermelho é uma cor extremamente dominante e é rapidamente percebida pelo olhar. Contudo, é também de uma tonalidade incrivelmente intensa que

rapidamente cansa os olhos. Como consequência, grandes quantidades de vermelho são raramente usadas para alguma coisa, e geralmente se desencorajadas. O vermelho é também preferido por extrovertidos e é às vezes usado por terapeutas de cores para combater a depressão.

Laranja Juntamente com o amarelo, o laranja é uma das cores mais brilhantes c uma das mais naturalmente intensas de todas as cores. O laranja forte é tão incomum c intenso que é uma das cores mais difíceis de se contemplar. Em média, é a mais quente entre as cores quentes e a mais estável e tranquilizadora. O laranja é principalmente um matiz da terra e possui muitas associações com madeira e sujeira. Muitas das tonalidades de marrom estão baseadas no laranja e, consequentcmcntc, o laranja é uma das cores que mais ocorrem na natureza. O marrom é também tradicionalmente associado à força, solidez e maturidade.

Como o amarelo escuro, o laranja escuro é tradicionalmente associado à desconfiança e à falsidade. Alem disto, embora esteja associado à força, o marrom está também associado à tristeza e à melancolia — talvez devido à sua associação com o outono e a decadência. O laranja está também associado à lentidão e à preguiça.

O laranja é bem mais brando que o amarelo ou o vermelho e, logo, é uma tonalidade refinada e útil. As variações do laranja são frequentemente usadas para o interior de casas. Estudos mostram que o laranja é, em geral, associado ao apetite e é usado com frequência no design das cores de restaurantes, mais notavelmente de locais de fast-food.
Amarelo

O amarelo puro é uma das cores mais brilhantes e intensas de todas. Por isso, tem sido tradicionalmente associado com a riqueza e a nobreza. E também uma das cores mais espirituais. (Jesus e os santos são em geral representados na arte Cristã como se tivessem auréolas amarelas ou douradas.) O amarelo está diretamente associado com o Sol e, como consequência, com o calor. E também tradicionalmente o símbolo da generosidade radiante.

Por outro lado, as nuanças de amarelo trazem consigo uma gama de conotações negativas. O amarelo pardo é uma cor da inveja e da má fé. (Judas é em geral representado usando vestes amarelas.) E também tradicionalmente associado com covardia, indecência e sensacionalismo — daí o "jornalismo amarelo." O amarelo é a cor da urina e da icterícia e está também tradicionalmente associado com decadência, doença e degeneração.

O amarelo tingido de verde é também um símbolo de enfermidade. Bandeiras amarelas são usadas por embarcações navais para indicar que um navio está sob quarentena, e os hospitais hasteavam bandeiras amarelas durante as épocas de guerra. Não há nenhuma dúvida que o amarelo esverdeado é uma das cores mais fortemente evitadas e, em geral, as composições podem passar sem ela.

O amarelo cm geral parece mais brilhante que o branco, especialmente na impressão. Chama muito a atenção, mais até mesmo que o vermelho- Ele não pode atrair a atenção por si mesmo — é preciso ser usado em contraste com uma outra cor. Devido ao seu brilho percebido, é em geral extremamente útil em composições escuras.
Verde

O verde é uma outra cor extremamente brilhante. Devido à sua predominância

durante a primavera, o verde está normalmente associado à vida, natureza, juventude e vigor. Isto também leva a associações com esperança, disposição e abundância. Nos primeiros rituais cristãos, o verde era usado para simbolizar a Ressurreição e a Santa Trindade e, consequentemente algumas nuanças de verde — mais especialmente o esmeralda — tornaram-se carregadas com poder religioso. De qualquer forma, uma associação comum do verde é com a imortalidade, devido ao seu reaparecimento cíclico a cada primavera. O oliva, uma nuança de verde, é a cor dos monótonos uniformes militares, mas é também a cor tradicional da paz, como em "estender um ramo de oliveira" ao inimigo.

Embora o verde pareça carregar algumas conotações negativas — as pessoas são ditas estando "verdes de ciúmes" ou com uma cor "verde doentia" — é obvio, a cor a que se refere é o amarelo-verde e não o verde puro. Um verde amarelado recebe parte dos aspectos quentes do amarelo sem receber as conotações negativas do amarelo-verde.

O verde apresenta uma ampla faixa de variância e, portanto, há poucas regras concretas que governam o seu uso. Verdes mais escuros tendem a ser cores frias bastante calmantes, enquanto verdes claros são em geral quentes, energéticas e atraentes.
Azul

Como o verde, o azul é uma cor poderosa da natureza. O azul claro é a cor anil do céu. E também uma poderosa cor associada com o Céu, com a divindade e especialmente com o amor divino. E um símbolo de sabedoria (a deusa romana Minerva está tradicionalmente vestida de azul, e olhos azuis são considerados um símbolo de inteligência). É também uma cor sagrada c não apenas Minerva mas a Virgem Maria e São João são, em geral, representados com roupas azuis. É a cor da esperança e da generosidade. Quando tingido de roxo, torna-se o sangue azul da nobreza; quando tingido de verde, torna-se a cor do mar.

O azul é uma das tonalidades mais frias de todas c suas mesclas esverdeadas são talvez as cores mais geladas de todas. Além de estar associado ao frio, o azul é também associado à depressão, melancolia e tristeza profunda. É em geral usado para representar o vociferar e a zanga, como em "azul na face."

O azul é famoso por seus efeitos incrivelmente calmantes. Contudo é uma cor difícil em que se concentrar e em geral borra ou escorre para dentro das cores à sua volta, o que pode torná-la inadequada para o uso em ambientes escuros. Isto também significa que o azul raramente prende o olhar a menos que seja também escandalosamente brilhante.
Magenta

O magenta c uma das tonalidades mais difíceis de se caracterizar e realmente não possui nenhuma conotação própria. Quando tingido de vermelho torna-se roxo, porém, assume conotações positivas. O roxo é uma das tonalidades mais luxuosas e ricas, e está tradicionalmente associado à realeza. Como também é tradicionalmente o complementar do amarelo, o roxo está associado à espiritualidade e à imortalidade, e é normalmente encontrado com o amarelo nas cerimónias orientais.

Quando tingido de amarelo, o magenta torna-se violeta. O violeta possui muitas das características do azul, embora seja muito mais profundo que a maioria dos azuis. A medida que o violeta se aproxima do azul, torna-se índigo, o mais escuro dos azuis e a cor do céu noturno.
Branco

O branco é em geral visto como a mais pura das cores, imaculada por cor alguma e intocada por pigmento algum. Portanto, não deve ser surpresa que seja visto como um símbolo da pureza e da castidade. Ao longo dos tempos, também adquiriu aspectos de inocência, sinceridade e modéstia. As associações com castidade e pureza levaram a ligações com virgindade e feminilidade. Nos tempos romanos, amizade, sinceridade e amor eram em geral personificados com vestes brancas. O branco não é uma cor puramente positiva, c a palidez c normalmente associada à doença e à fragilidade. Em culturas asiáticas, o branco é a cor da morte e do pesar.

Preto

O preto é a antítese do branco e, consequentemente, muitos de seus significados são também diametralmente opostos. Significa depressão e escuridão. O preto puro inalterado também está associado à morte, ao desespero e ao temor. O preto está associado com a atividadc criminal — os piratas, por exemplo, hasteiam bandeiras pretas — e mal presságios são em geral citados como preto. Quando temperado com branco, o preto torna-se menos severo e contém conotações de prudência, humildade, resolução, solenidade e sigilo.
Disco de Cores Subtrativas

Como Itten era um pintor, seu disco de cores original estava baseado nos princípios da combinação subtrativa de cores. Infelizmente, Itten cometeu o engano de usar vermelho, amarelo e azul como cores primárias apesar do fato do ciano, magenta e amarelo serem as cores primárias da combinação subtrativa.

Na Figura 2.5, o disco de cores de Itten foi ajustado de modo a empregar as cores primárias subtrativas adequadas: ciano, magenta e amarelo. Embora o efeito geral seja bem semelhante, há várias diferenças notáveis. As faixas de azul e violeta do disco de cores corrigido são muito mais destacadas, enquanto as amarela e laranja são bem menos proeminentes. O disco de cores subtrativas de Itten é mais equilibrado e esteticamente agradável, mas o disco de cores subtrativas correto nos dá uma ideia melhor de como as cores podem ser combinadas.
Disco de Cores Aditivas

Há poucos disco de cores hoje que demonstrem os princípios da combinação aditiva de cores. Isto é lamentável porque as fronteiras em expansão dos meios digitais e eletrônicos faz o uso de tais discos mais importante que nunca. Para este livro, um novo disco de cores aditivas foi gerado, que deve se mostrar extremamente útil para designers em computadores.

Para os que já viram discos de cores subtrativas no passado podem ficar chocados pelo disco de cores aditivas apresentada na Figura 2.6. O disco de cores aditivas possui uma semelhança superficial com o disco de cores subtrativas, mas o equilíbrio das cores é radicalmente diferente. A natureza dos fundamentos da luz tende a favorecer uma pesada distribuição de azuis e verdes, enquanto amarelo e vermelho criam somente um leve impacto sobre o disco de cores. Este mesmo tipo de distribuição pode ser observado no espectro solar, que é dominado pêlos comprimentos de onda azuis da luz enquanto uma parcela pequena é dedicada aos comprimentos de onda vermelhos.

Devemos observar que as cores aditivas não fazem a transição para a impressão subtrativa muito bem. Por isto, vários exemplos neste capítulo podem parecer levemente estranhos. Procure replicar algumas das figuras de exemplo no monitor para conseguir uma imagem melhor de como alguns destes princípios funcionam.

Cores Neutras

Um grande grupo de cores omitidas pelo disco de cores é o das cores neutras, que são cores que não são influenciadas por nenhuma cor de forma alguma — em outras palavras, cinzas.

Embora haja um número infinito de cinzas entre preto e branco, o olho percebe uma escala de cinza de 256 passos como uma gradação suave entre branco e preto. Uma escala de cinza simples de doze passos aparece na Figura 2.7.

Os cinzas são denominados cores neutras porque não possuem personalidade por si mesmas — uma composição feita totalmente em cinza parece plana e de certa forma estéril. Os cinzas adquirem personalidade quando os colocamos em uma composição com matizes cromáticos, onde os cinzas tendem a assumir as características dos matizes à sua volta. Como consequência, grande número de artistas se desviam de seu caminho para evitar o cinza, porque os resultados podem ser extremamente variados.

Mesclas, Nuanças e Tonalidades

Mesmo quando se adicionam cores neutras a matizes puramente cromáticos do disco de cores, há um número desconcertante de cores que permanecem não consideradas no disco das cores. Empiricamente, sabemos que há mais de uma cor de vermelho — há os vermelhos escuros e os vermelhos claros, há os vermelhos apáticos e os vermelhos intensos. Estas cores são resultado de matizes puros combinados com diferentes quantidades de preto, branco e cinza, como demonstrado na Figura 2.8.

· Quando se combina um matiz puro com o branco, o resultado é denominado mescla daquele matiz. O rosa, por exemplo, é uma mescla de vermelho, do mesmo modo que alfazema é uma mescla de violeta. Mesclas sutis de um matiz tendem a ser dificilmente percebidas — enquanto mesclas mais patentes tendem a parecer mais como cores pastéis.

· Quando se mistura um matiz puro com preto, o resultado é denominado uma nuança da cor. O índigo, por exemplo, é uma nuança de azul, enquanto o castanho avermelhado é uma nuança de magenta.

· Quando uma cor pura é misturada com o cinza, o resultado é denominado um matiz da cor. O amarelo áureo, por exemplo, é um matiz de amarelo, enquanto o lilás é um matiz de roxo. Tons claros como o azul acinzentado tendem a ser bem serenos, enquanto matizes apáticos como o oliva tendem a ser um tanto insípidos.

· Mescla, nuanças e tonalidades podem ser aspectos muito úteis de qualquer escala de cores. Permitem que uma única cor se expresse uma faixa de sentimentos muito mais ampla e portanto adiciona variabilidade a composições que, de outra forma, seriam desinteressantes.

· Tons de vermelho, laranja e amarelo são geralmente denominados marrom ou bege. Embora algumas fontes se refiram ao marrom como uma cor neutra, elas estão erradas. Apesar de boa parte da personalidade da cor básica ter sido eliminada na mistura do marrom, resta quantidade suficiente da cor para que parte de sua personalidade fundamental se faça sentir.

Bibliografia

GOLDING, Mordy; WHITE, Dave. Guia do Designer da Web para cores. São Paulo: Quark do Brasil, 1997.
UGAYA, Eurico; Como Montar ou Renovar sua Loja. São Paulo: Senac, Makron: 1993.

Fonte: www.dozen.com.br

Cores

Cor-luz, cor pigmento e sistemas de síntese

Cor-luz é o termo que especifica a cor formada pela emissão direta de uma fonte luminosa. Cor-pigmento é o termo que especifica a cor produzida pelo processo seletivo de reflexão e absorção da luz efetuado por um objeto iluminado. A cor transmitida por um objeto é, portanto, resultado da seleção da luz por sua superfície pigmentada. A cor resultante desse processo corresponde à soma dos raios refletidos pelo objeto.

A cores-pigmento e a síntese subtrativa das cores

As cores pigmento primárias são ciano, amarelo e magenta. Da mistura dessas cores, em proporções variadas, resultam teoricamente todas as demais cores obtidas por pigmentos. Na prática, a impureza dos pigmentos (ou tintas) disponíveis solicita o reforço do preto nos processos de reprodução gráfica. Assim que tomamos o primeiro contato com as cores-pigmento primárias, o magenta (uma cor rosada) nos causa estranhamento, pois o senso comum costuma definir vermelho como primária. No entanto, o vermelho é formado pela mistura de magenta e amarelo, e não pode ser por isso primária, enquanto o magenta não pode ser produzido a partir de nenhuma mistura de outras cores, e por isso é primária.

O sistema de cores primárias é também denominado CMYK nos programas gráficos de informática. CMYK é a abreviação de Cyan, Magenta, Yellow e BlacK. (não se usa o B para Black já que a letra é usada para designar Blue, uma das cores-luz).

A figura 01 representa a síntese subtrativa (subtrai a luminosidade) formada pela soma das cores-pigmento primárias que resulta preto. Duas a duas, as cores pigmento primária formam as core spigmento secundárias vermelho, vede e azul, que também são primárias na síntese aditiva (cores-luz). As cores-pigmentos podem ser expressas em porcentagens das misturas de CMYK. Vejamos alguns exemplos na figura 02:

Cores
Figura 01

Cores
Figura 02

Este vermelho corresponde a 100% de magenta + 100% de amarelo
Este Laranja corresponde a 100% de amarelo + 50% de magenta.
Este ocre corresponde a 14% de ciano + 45% de magenta + 100% de amarelo + 5% de preto.
Este azul corresponde a 70% de ciano e 35% de magenta.

As cores-luz e a síntese aditiva

As cores-luz são vermelho, verde e azul. Da mistura de luzes dessas cores em intensidades variadas, resultam todas as demais cores obtidas por luzes. A imagem da tela de um monitor (de TV ou de computador) é constituída de pontos (pixels) tripartidos com faixas de cada uma das cores-luz primárias. Uma área da imagem em amarelo, por exemplo, é formada pelos pixels em que as fixas vermelha e verde estão acesas e a faixa azul apagada.

O sistema de cores-luz é também denominado de RGB nos recursos de projeção direta de imagens, como TV e computadores. Não é o caso do cinema, que utiliza uma película de pigmento que filtra a luz que, por sua vez, é rebatida na tela que se torna colorida e vem a funcionar como um objeto pigmentado. RGB é a abreviação de Red, Green e Blue.

A figura 03 representa a síntese aditiva (aumenta luminosidade) formada pela soma das cores-luz primárias que resulta branco. Duas a duas, as cores-luz primárias formam as cores-luz secundárias ciano, magenta e amarelo, que são as primárias na síntese subtrativa (cores pigmento). Assim, as cores-luz primárias na síntese aditiva correspondem às secundárias na síntese subtrativa e vice-versa.

As cores-luz podem ser expressas em valores das misturas de RGB (que vão de 00 a 255). Vejamos alguns exemplos na figura 04:

Cores
Figura 03

Cores
Figura 04

Este vermelho corresponde R = 255.
Este Laranja corresponde a R = 255 + G = 153.
Este ocre corresponde a R = 204 + G = 153.
Este azul corresponde a R = 51 + G = 153 + B = 255.

Fonte: www.cce.ufsc.br

Cores

USO DE CORES NO MARKETING

Imagine se o mundo não tivesse cores, fosse todo em preto e branco.

Como seria nossa vida?

Como viveríamos sem as cores que nos cercam?

Sem as cores da natureza?

Sem o colorido das flores?

Pois é, as cores fazem parte das nossas vidas, assim como o ar que respiramos e, no entanto são poucas as vezes que paramos para observar o colorido de algo a nossa volta, ou analisar as cores de um determinado objeto, seja ele da natureza ou criado pelo homem.

Apesar da influência que as cores nos causam, o que sabemos a seu respeito?

O que é cor na verdade?

As cores que percebemos são produzidas pela luz. A luz do sol, que é composta pelas sete cores do arco-íris quando incidem em um objeto são absorvidas ou refletidas pelo mesmo, ou seja, algumas dessas cores são absorvidas, enquanto as outras são refletidas, e são essas que irão definir suas cores.

A cor é uma realidade sensorial, segundo os estudos de psicologia, à qual não podemos fugir. Além de atuarem sobre a emotividade humana, as cores produzem uma sensação de movimento, uma dinâmica envolvente e compulsiva.

Algumas experiências psicológicas têm provado que há uma reação física do indivíduo diante da cor. Entretanto esse é ainda um vasto campo a ser explorado.

Fère (1960) in Fafina (1986) diz que a luz colorida intensifica a circulação sangüínea e age sobre a musculatura no sentido de aumentar sua força segundo uma seqüência que vai do azul, passando pelo verde, o amarelo e o laranja, culminando no vermelho.

O efeito produzido pela cor é tão direto e espontâneo que se torna difícil acreditar que ele se passa apenas em experiências passadas. Entretanto, cientificamente, nada comprova a existência de um processo fisiológico que explique o porquê dessa reação física do homem à estimulação da cor.

Afirma Lüscher in Farina (1986), que experiências têm provado ser o vermelho puro excitante. Quando as pessoas são obrigadas a olhar por um determinado tempo para essa cor, observa-se que há uma estimulação em todo sistema nervoso: há uma elevação da pressão arterial e nota-se que o ritmo cardíaco se altera. Segundo ele, o vermelho puro atua diretamente sobre o ramo simpático do sistema neurovegetativo.

Afirma também que olhar o azul puro produz efeito exatamente contrário: o ritmo cardíaco e a respiração diminuem.

Diante de tantos dados, acreditamos ser de fundamental importância conhecermos as cores mais a fundo, pois com esses conhecimentos poderemos contribuir para a formação de um mundo melhor, pois como o "Paraíso será o mundo do Belo" (MOKITITI OKADA) não podemos imaginar esse mundo sem cores.

Realizaremos, então, um estudo para conhecermos melhor como as cores podem nos influenciar fisicamente, como nosso organismo reage fisiologicamente perante elas, e como podemos, utilizando seus recursos contribuir para harmonizarmos o mundo transformando-o em "Paraíso".

O Estudo das cores e sua aplicação prática em Publicidade e Propaganda

Ao destacarmos o arco-íris como o símbolo místico e sobrenatural que lembra a piedade divina, podemos ressaltar a importância das cores em nossa vida. Sabemos que a coloração do belíssimo arco-íris, é explicada cientificamente e, no entanto, não deixamos de nos encantar com sua beleza.

Através desse símbolo, vemos a individualidade de cada cor e, na interação de todas elas, em toda sua plenitude, a fusão das cores no arco-íris nos dá a sensação de uma união perfeita.

Muito se tem escrito sobre a importância das cores. Quer através das representações gráficas quer através das emoções experimentadas pelos indivíduos diante da cor em si. Seu valor significativo vem, de há muito, interessando profissionais dos mais diversos campos de atuação. A preferência por cores muda de acordo com a moda, situação econômica, dificuldades existenciais, etc.

A harmonia de cores é, em parte, um fenômeno subjetivo, mas não isento de leis e princípios. O emprego das cores é diferente nas artes e na comunicação social. Na comunicação, a cor tem uma função bem definida e específica, deve ajudar na clareza da mensagem a ser transmitida.

A cor, às vezes, cria o clima desejado e fala por si só, o que deve ser aproveitado como instrumento técnico. Somente escolher uma cor aleatoriamente no catálogo, não garante que uma composição colorística seja equilibrada e harmoniosa. O parâmetro do comunicador é: o público entender com exatidão o que ele quis dizer.

É nesse simbólico mundo colorido o foco deste trabalho. Destacaremos detalhes científicos sobre a constituição das cores em geral e sua importância para o campo visual dos consumidores, destacando as diversas formas de sua análise.

A importância das cores na programação visual

As cores fazem parte de nossa vida. Portanto, é muito importante saber utilizá-las em trabalhos de marketing, merchandising e promoções.

As grandes empresas não investem em propaganda, promoções e marketing escolhendo aleatoriamente as cores ou ainda porque o presidente da companhia gosta de determinadas cores.

A empresa sabe quais as cores que vendem e quais as cores que devem ser evitadas, ou seja, as cores podem ajudar em muito a construir um negócio.

De acordo com as pesquisas, apresentamos abaixo algumas curiosidades com relação a combinação de cores e como eles funcionam.

Vermelho: É um estimulante de apetite. Em centenas de anos foi considerada a cor primária que se refere a sobrevivência básica: alimentação, vestuário, abrigo. Mostra uma imagem forte ao contrário de fadiga.

Branco: É excelente como cor de fundo, fazendo com que outras cores se tornem mais fortes e intensas. Passa uma imagem de limpeza e de ambiente esterilizado.

Laranja: É utilizado para uso interno e causa agitação nas pessoas, provocando a vontade de comer e correr - por exemplo, seria a cor adequada para restaurantes.

Amarelo: É uma das cores mais utilizadas. Muitas pessoas utilizam o amarelo de maneira errada causando mais danos do que benefícios. Esta cor atrai os olhos e (em pequenas doses) estimulam os nervos. O uso do amarelo brilhante em grandes áreas aumenta os níveis de ansiedade em 45 segundos e também aumenta a pressão arterial rapidamente.

É utilizado em áreas pequenas provocando as pessoas a tomarem decisões espontâneas e a comprarem por impulso.

Quais são as cores que realizam vendas?

Vermelho:

Imagem física. Para esportes, academias, escolas de dança, organizações políticas ou negócios de bens imóveis.

Pink:

Imagem feminina. Para modas, cosméticos, igrejas e produtos e serviços de buffet infantil.

Marron:

Imagem de gratificação. Para industria de diversão, vídeo, carros, móveis, jogos e bebidas.

Laranja:

Imagem de energia. Para arquitetura, ferramentas e serviços para construção e serviços rápidos.

Pêssego:

Imagem de caridade. Para serviços e produtos para crianças, produtos escolares, organizações de caridade.

Amarelo:

Comunicação. Todos os produtos e serviços de comunicação e industrias de entretenimento, especialmente para vendas.

Verde:

Saúde, plantas e vegetais. Para loja de comidas naturais, produtos florais e higiene pessoal.

Azul claro:

Criatividade. Para industrias de arte e design, serviços e produtos de informática.

Azul escuro:

Execução. Para negócios, educação, serviços financeiros, negócios de alto investimentos que necessitem mostrar confiabilidade - por exemplo: vendas de carros.

Preto:

Imagem de autoridade. Para serviços de produtos de segurança e proteção, ou simboliza luxuria com a combinação com dourado e prata.

Branco:

Individualidade e imagem de limpeza. Melhor para produtos do que para serviços.

Dourado:

Imagem de riqueza e segurança. Para corretores, banqueiros, comerciantes e serviços de alta qualidade e serviços de desenvolvimento pessoal.

Fisiologia da Visão

Para Fabris (1973), "a cor é um elemento sugestivo e indispensável que nos apresenta a natureza e o objetos criados pelo homem e dá a imagem completa da realidade."

Qualquer pessoa sente despertar suas fantasias ao olhar ou ler a palavra cor. A cor produz grade prazer ao espírito e aos olhos, que para ver necessitam tanto da cor como da luz.

E para que se ocorra esse processo como que nossa visão se comporta?

Em primeiro lugar a luz é o elemento essencial para que a cor exista, sem ela, não há cor.

Ao receber o estímulo da luz, "os olhos alimentam o cérebro com informação codificada em atividade neural ? cadeias de impulsos elétricos ? a qual, pelo seu código e pelos padrões de atividade cerebral, representa objetos".

O órgão da visão é, entre os órgãos do sentido, considerado o mais importante. Para Goldman, (1964), 87% dos estímulos que chegam ao nosso cérebro vão através da visão, ficando a audição com 7%, o olfato 3%, o tato 1,5% e o paladar com 1,5%. Daí conclui-se que as nossas reações e sensações ocorrem em maior parte pelo estímulo da visão ao nosso sistema nervoso central através do cérebro.

Características da Visão

Acuidade visual: é a capacidade para discriminar pequenos detalhes. Ela depende de muitos fatores, como por exemplo: iluminação e tempo de exposição. No entanto, luzes muito forte prejudicam a acuidade, porque provocam a contração da pupila.

Acomodação e convergência: é a capacidade de cada olho em focalizar objetos a várias distâncias. O cristalino, uma lente que situa-se atrás da íris (fig. 2), fica mais grosso e curvo para focalizar objetos próximos e mais delgado par focalizar objetos distantes. Com o avanço da idade o cristalino vai perdendo sua flexibilidade, ficando mais duro, dificultando dessa forma a focalização de objetos próximos.

Percepção de cores: a percepção das cores só ocorre quando há luz. A luz é definida como sendo uma energia física que se propaga através de ondas eletromagnétcas composta pelas cores do arco-íris. Quando a luz incide em um objeto ela é refletida seletivamente. A luz refletida tem uma composição diferente da luz e essa diferença é a responsável pelo aparecimento de cores. Quando se diz que uma superfície é vermelha significa que ela absorve todos os demais comprimentos de onda e reflete só o vermelho. Quando um objeto é iluminado por luzes artificiais, a cor pode mudar porque o espectro (arco-íris) é diferente da luz solar. Assim, as cores ditas "reais" são aquelas que o olho humano percebe normalmente quando os objetos são iluminado pela luz solar.

As cores nas embalagens

Apesar da relatividade própria desse tipo de indicativos, estes dados são comprovados estatisticamente e são resultado de diversas pequenas pesquisas realizados por indústrias, órgãos de classe e acadêmicos.

Um outro dado que não se pode relevar no projeto de uma embalagem é o ambiente de exposição, ou seja a situação e exposição da embalagem nos expositores e, principalmente, ao lado da concorrência.

CAFÉ - marrom-escuro com toques de laranja ou vermelho

CHOCOLATE - marrom-claro ou vermelho-alaranjado

LEITE - azul em vários tons, às vezes com um toque de vermelho

GORDURAS VEGETAIS - verde-claro e amarelo não muito forte

CARNES ENLATADAS - cor do produto em fundo vermelho, às vezes com um toque de verde

LEITE EM PÓ - azul e vermelho, amarelo e verde com um toque de vermelho

FRUTAS E COMPOTAS EM GERAL - cor do produto em fundo vermelho, com um toque de amarelo, às vezes.

DOCES EM GERAL - vermelho-alaranjado

AÇÚCAR - branco e azul, com toques de vermelho, letras vermelhas e pretas

MASSAS ALIMENTÍCIAS - transparência, vermelho, amarelo-ouro e às vezes com toques de azul

CHÁ E MATE - vermelho, branco e marrom

QUEIJOS - azul-claro, vermelho e branco, amarelo-claro

SORVETE - laranja, azul-claro, amarelo-ouro

ÓLEOS E AZEITES - verde, vermelho e toques de azul

IOGURTES - branco e azul

CERVEJA - amarelo-ouro, vermelho e branco

DETERGENTES - rosa, azul-turquesa, azul, cinza-esverdeado e branco-azulado

CERAS - tons de marrom e branco

INSETICIDAS - amarelo e preto, verde-escuro preto

DESINFETANTES - vermelho e branco, azul-marinho

DESODORANTES - verde, branco, azul com toques de vermelho ou roxo

SAIS DE BANHO - verde-claro, branco

BRONZEADORES - laranja, vermelho-magenta

DENTIFRÍCIOS - azul e branco, verde com branco e toques de vermelho

COSMÉTICOS -  azul-pastel, rosa e amarelo-ouro

PERFUMES - roxo, amarelo-ouro e prateado

PRODUTOS PARA BEBÊS - azul e rosa em tons suaves

REMÉDIOS EM GERAL -  azul-claro, marrom, branco e vermelho, dependendo do tipo de material, medicinal, estimulante ou repousante

LÂMINAS DE BARBEAR - azul-claro ou forte, vermelho

Fonte: www.fag.edu.br

Cores

Curiosidade Sobre Cores

A cor recebe diferentes interpretações dos povos e das suas variadas culturas e está intimamente ligada aos costumes e à história de cada civilização.

Cientificamente isso é explicado pelo fato delas estarem ligadas diretamente ao nosso senso de percepção.

O estimulo da cor gera impulsos para o sistema nervoso central que por sua vez libera ao nosso subconsciente a sensação que temos ao ver determinada cor ou cores.

BRANCO

PSICOLÓGICO: Ordem, limpeza, otimismo, paz, pureza, infância e harmonia

MATERIAL: Neve, nuvens, areia, trajes de pureza (noiva, batismo)

MÉDICO: Paz e tranqüilidade, sua luz estimula o fígado.

PRETO

PSICOLÓGICO: Pessimismo, mal, miséria, tristeza, melancolia, angustia.

MATERIAL: Sujeira, sombra, noite, enterro, fim, condolência.

MÉDICO: Sem uso favorecedor.

CINZA

PSICOLÓGICO: Tédio, velhice, desanimo, seriedade, sabedoria, finura.

MATERIAL: Pó, chuva, neblina, maquina, tempestade.

MÉDICO: Anima o paciente quando o quarto é pintado em tom claro.

VERMELHO

PSICOLÓGICO: O vermelho significa o temperamento colérico. A cor vermelha faz o sangue ferver, aumenta as batidas do pulso, a
pressão sangüínea e ritmo da respiração. Dinamismo, energia, força, paixão, calor, ira, poder.

MATERIAL: Sinal de parada, sol, perigo, fogo, lábios, vida.

MÉDICO: Ativa as emoções, produz fermentação no estômago e abre o apetite. Desperta o senso de competitividade e é, portanto, ideal para práticas esportivas, ajuda as funções circulatórias

LARANJA

PSICOLÓGICO: É a cor dá jovialidade e alegria. Luminosidade, euforia, energia, alegria e prazer. Nos trajes, segundo os hindus, favorece a performance sexual. Representa o coração bondoso e caloroso de uma pessoa.

MATERIAL: Outono, por do sol, calor, festa, luz, chama.

MÉDICO: Aumenta a vitalidade do sistema nervoso. Combate o cansaço, melhora a respiração e aumenta o otimismo. Perda De Apetite, Anemia, Anorexia, metabolismo, a atividade glandular e melhora a secreção do estômago.

AMARELO

PSICOLÓGICO: É a cor dá jovialidade e alegria. Luminosidade, euforia, energia, alegria e prazer. Nos trajes, segundo os hindus, favorece a performance sexual. Representa o coração bondoso e caloroso de uma pessoa.

MATERIAL: Outono, por do sol, calor, festa, luz, chama.

MÉDICO: Aumenta a vitalidade do sistema nervoso. Combate o cansaço, melhora a respiração e aumenta o otimismo. Perda De Apetite, Anemia, Anorexia.

VERDE

PSICOLÓGICO: Bem estar, saúde, paz, esperança, juventude, ciúme. O verde não nos aquieta, mas nos acalma de uma maneira neutra e positiva. É a cor da posse e do desejo de possuir. "O verde é a cor da posse e deve aumentar os sentimentos de segurança e, em particular, de; autoconfiança". O verde é também considerado a cor da concentração.

MATERIAL: Natureza, umidade, bosque, mar, planícies, águas claras.

MÉDICO: O verde é usado no tratamento de bronquite, coqueluche, inflamação das juntas e inchações. Tranqüiliza e tonifica o sistema nervoso. Reduz a tensão, ajuda na recuperação de infecções e na solução de problemas emocionais. Ótimo para períodos de crise.

AZUL

PSICOLÓGICO: É a cor da paz e do infinito, da verdade, afeto, intelectualidade, seriedade, amizade. Representa o temperamento melancólico. Em roupas, aumenta a tranqüilidade, mas seu uso constante pode acabar gerando preguiça.

MATERIAL: Frio, mar, viagem, céu, gelo, feminilidade, água.

MÉDICO: As propriedades relaxantes e tranquilizadoras do azul são usadas para aliviar dores-de-cabeça e enxaquecas, dores de estômago e cãibras. Sedativo e em tons escuros descongestionantes. Relaxa os músculos e favorece a meditação.

ROXO

PSICOLÓGICO: É a cor das emoções e, é tida como uma cor meditativa. A intuição e a imaginação são elevadas, fantasia, mistério, eletricidade, misticismo, grandeza.

MATERIAL: Noite, igreja, janela, sonho, mar, profundo.

MÉDICO. Ativa a imaginação e criatividade desperta sonhos. Em tons claros, acalma o coração

Fonte: www.kohlercia.com.br

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