História da Semp Toshiba

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A história da Semp Toshiba se confunde com a história da televisão no Brasil.

O embrião da Toshiba começou a ser delineado em 1875 com Tanaka Seizo-sho, na época fabricante de equipamento telegráfico. Foi com o passar dos anos, com algumas fusões pelo meio, que a empresa se tornou na empresa de peso que é hoje, operando não apenas na área das comunicações mas em muitas outras outras, climatização incluída.

O nome Toshiba surgiu em 1978. Vinte anos depois, em 1998 a área da Toshiba responsável pela fabricação dos produtos de ar-condicionados, ventiladores, desumidificadores foi comprada por outra grande empresa, a Carrier Corporation que é presentemente a líder mundial no que refere a sistemas de ar condicionado e refrigeração de ar.

A identidade visual da Semp Toshiba combinava os elementos clássicos das marcas SEMP e Toshiba após a criação da “joint venture” (consórcio|) em 1977, evoluindo ao longo de diferentes fases corporativas até o encerramento da parceria em 2016.

Desde 1942, quando lançou o primeiro rádio fabricado no país, a Semp Toshiba manteve o pioneirismo no lançamento de produtos inovadores nas linhas de áudio, vídeo e informática. Esse posicionamento consolidou a marca entre os consumidores, ao longo dessas mais de seis décadas, com lançamentos surpreendentes, cada um deles dentro de contextos de época e em momentos extremamente significativos para o Brasil e para a sua população. Depois do rádio, a empresa lançou a inédita radiovitrola (1949).

Logo da Toshiba
Logo da Toshiba

Em 1951, menos de um ano após o início das transmissões de TV no Brasil através dos Diários Associados – TV Tupi, a SEMP Rádio e Televisão produziu o primeiro televisor brasileiro e, já em 1957, a empresa fabricou os luxuosos conjugados de rádio, TV e eletrola.

Mostrando acreditar na força da indústria brasileira, já em 1965 a SEMP implantou um programa extenso de verticalização na sua fabrica da Avenida João Dias em São Paulo, onde passou a produzir mais de 80% dos componentes utilizados na fabricação de seus televisores, inclusive os cinescópios em branco e preto.

Nesse ano de 1965, a SEMP foi pioneira ao produzir o primeiro rádio com som estereofônico do país. No ano seguinte, em 1966, reafirmado a sua liderança em tecnologia, a empresa lançou o primeiro televisor portátil branco e preto com tela de 12 polegadas produzido no Brasil.

No início da década de 70, a participação da SEMP é decisiva para dar início ao desenvolvimento do Sistema Brasileiro de Televisão em Cores, sendo que, já em 1972, a empresa lança o primeiro televisor em cores de 20 polegadas do mercado brasileiro.

Pouco depois, no mês de outubro de 1973, a empresa inaugurou uma fábrica piloto em Manaus para inicialmente fabricar televisores e, em julho de 1975, deu sequência à transferência final das atividades da fábrica de São Paulo para as instalações definitivas, localizadas no Distrito Industrial de Manaus.

Em 1977, a história da Semp Rádio e Televisão ganha novos rumos com a associação com a Toshiba Corporation do Japão, criando a SEMP TOSHIBA, uma empresa de capital majoritário nacional.

Na década de 80, a Semp Toshiba continua com novidades, como o lançamento, em 1981, da “TV de colo” com tela de apenas 10 polegadas, a primeira TV portátil em cores fabricada no país.

A década de 90 também foi marcante para a Semp Toshiba.

Em 1992, de forma ousada e acompanhando as novas tendências ditadas pela abertura econômica, a empresa lança no Brasil a primeira linha de televisores de “telas grandes””, com tamanhos que vão até 52 polegadas. Essa iniciativa colocou definitivamente a empresa em posição destacada, levando-a, nos anos seguintes, a conquistar uma liderança duradoura na fabricação de televisores no mercado brasileiro.

Na mesma década, a empresa ampliou sua fábrica em Manaus e obteve reconhecimentos importantes por sua atuação, incluindo, em 1996, o prêmio da revista Exame “Melhores e Maiores” como a Melhor Empresa do Mercado Nacional em todos os setores de atividade econômica. Nesse mesmo ano, ao fundar a Semp Toshiba Informática – criando a marca STI -, a empresa deu início s atividades na área de informática. Mais uma vez inova ao fabricar o primeiro notebook brasileiro.

Na ano 2000, a empresa entrou na era digital com o lançamento das TVs de telas planas de 29, 34 e 38 polegadas. Um ano depois (2001), a empresa coloca no mercado os televisores de plasma de 42 e 50 polegadas. Outro destaque foi o lançamento do STI Media PC (2005), computador que reúne funções de informática, áudio e TV.

Em 2006, a Semp Toshiba atingiu a marca de 2,7 milhões de televisores produzidos e vendidos em um único ano.

O pioneirismo tecnológico da empresa impulsionou também, em 2008, a produção da primeira TV LCD, com decodificador digital integrado, seguida de lançamentos da marca STI, como o celular com TV digital, entre outros produtos da era da mobilidade.

Em 2010, a empresa comemorou 10 anos de liderança no segmento de televisores com mais de 17 milhões de unidades produzidas e vendidas e também lançou sua LED TV: o primeiro televisor que leva a marca STI.

A empresa tem a mais extensa linha de LCDs do mercado, com tamanhos de 2.8, 3.5, 19, 22, 26, 32, 37, 40, 42, 46, 47, 52, 56 e 57 polegadas, além de celulares com acesso a TV Digital.

TV Brasileira

Em 1950, o aparelho que uniu a voz e a emoção do rádio às imagens, a TV ocupou lugar de destaque no Brasil.

Era o maior objeto de desejo das famílias de classe média no país, que acelerava seu desenvolvimento. Foi em setembro, mais precisamente no dia 18, que a televisão brasileira fez a sua primeira transmissão.

O pioneirismo na América Latina deveu-se ao polêmico jornalista e empreendedor Assis Chateaubriand, dono dos Diários e Emissoras Associadas, um império de jornais, revistas e estações de rádio.

Às 10 horas desse dia histórico, surgia nas telas dos primeiros televisores importados o Show da Taba, tendo como protagonista a radioatriz Yara Lins.

Depois de cumprimentar as senhoras e os senhores telespectadores, ela anunciou: “PRF 3 TV, Emissora Associada de São Paulo, orgulhosamente apresenta o primeiro programa de televisão da América Latina.” Era a TV Tupi, de Assis Chateaubriand, entrando no ar.

Poucas e privilegiadas famílias paulistanas testemunharam o nascimento da televisão no Brasil, fascinadas com as precárias imagens em preto e branco mostradas por aquele aparelho inventado nos Estados Unidos em 1936. O local escolhido foi o Automóvel Clube de São Paulo, com um banquete que reuniu 150 personalidades da época. O anfitrião era o próprio Chateaubriand, que trouxe de avião dos EUA cerca de duzentos televisores.

Nessa época, os televisores importados custavam quase o preço de um automóvel e poucas pessoas presenciaram a estreia da televisão no Brasil e durante muito tempo era comum que as salas de visita recebessem, para assistir aos programas, vizinhos, conhecidos por “televizinhos”.

Mas, menos de um ano após a primeira transmissão, o país assistia a chegada do primeiro modelo nacional: um televisor branco e preto, de 17 polegadas, fabricado pela Semp Rádio e Televisão, atual Semp Toshiba. Foi esse produto que garantiu o acesso de muitas famílias brasileiras a um novo modelo de entretenimento.

Durante os primeiros tempos, as vendas de TV dobraram de ano para ano até atingirem a marca de 85 mil unidades, em 1957, e 200 mil, em 1960. Para se ter uma ideia, atualmente o mercado movimenta mais de 10 milhões de TVs ao ano.

Invenção da Televisão

Muita gente pensa que a linha evolutiva da televisão derivou da invenção do cinematógrafo dos irmãos franceses Lumière ou ainda da Daguerreotipia, método de produção de imagens sem negativo criado pelo também francês Louis Mandé Daguerre, em 1830.

A invenção de Daguerre foi a responsável pela difusão da fotografia em 1880. Mas nem a invenção dele nem a tela grande foram as responsáveis diretas pela criação da televisão.

Em 1842, o escocês Alexander Bain conseguiu transmitir via telégrafo imagens em movimento de forma precária. Pouco antes, em 1817, o químico sueco Jakob Berzelius havia descoberto o selênio, elemento químico que o inglês Willoughby Smith comprovou ser capaz de transformar energia luminosa em energia elétrica.

Smith anunciou os resultados de seus experimentos em 1873. A descoberta do britânico levou à invenção das células fotoelétricas, inclusive daquelas utilizadas nos primeiros sistemas de televisão.

Ao patentear em 1923 o iconoscópio, ampola de vidro que seria o mais antigo antepassado tubo televisivo, o russo Wladimi Zworykin foi considerado dono de um protótipo genial. O técnico foi convidado pela Radio Corporation of America, a então RCA, a liderar a equipe que produzia o primeiro tubo de TV, chamado Orthicon, produzido em escala industrial a partir de 1945, com o fim da II Guerra Mundial.

Evolução Tecnológica

Quem liga hoje uma TV em cores com controle remoto não faz ideia de que, antigamente, era preciso esperar até 30 segundos depois de girar o botão para a TV ligar. Para a mágica acontecer, os filamentos das válvulas precisavam esquentar, para só então assistir aos programas em vários tons de cinza.

E mais: à medida que as válvulas iam envelhecendo, a imagem se tornava cada vez mais difusa. Fora isso, a falta de definição era um problema por causa da forma do cinescópio (tubo). Ele era muito comprido, o que permitia o desvio de alguns feixes de luz que vinham do fundo, no caminho até a projeção da imagem na tela. Além disso, o cinescópio de vidro transparente era revestido por uma fina camada de fósforo e que foi substituída por alumínio em 1956 fazendo com que as imagens ganhassem mais brilho.

Fora a parte tecnológica que ainda estava em seus primeiros tempos de desenvolvimento, os aparelhos eram grandes e pesados, geralmente envolvidos por móveis de madeira de lei, assim como os rádios e as vitrolas.

Em 1962, algum tempo depois do primeiro aparelho da Semp fabricado no Brasil, em 1951, a indústria nacional já produzia aparelhos de 11, 13, 19, 21 e 23 polegadas.

A evolução tecnológica deixou também na lembrança a época em que as primeiras emissoras de televisão – que funcionavam a válvula, com antenas modestas e sinais fracos – começaram a se instalar no Brasil, pois somente quem morava perto delas obtinha uma imagem sem chuviscos e interferências. Os outros telespectadores acabavam recorrendo às famosas esponjas de aço na antena interna. Mesmo com tudo isso, as transmissões e os  televisores não deixaram de empolgar a população na época.

Outro capítulo da evolução tecnológica da TV iniciou-se com o desafio de transmitir as imagens em cores. O problema foi resolvido em 1954 com a criação do formato americano NTSC (National Television System Committe). Logo depois, vieram o PAL (alemão) e o Secam (francês). No Brasil, quem tinha aparelhos adaptados ao sistema PAL M já pôde assistir em cores à Copa do Mundo de 1970, transmitida via Embratel. Porém somente em 1972 a transmissão em cores teve início oficial.

Resolvido o problema de dar cor às imagens, o desafio, a partir de 1970, era aumentar o tamanho da tela. O problema era que, para aumentar a largura da tela, era preciso fabricar um tubo sempre maior. Televisores de 0 ou 50 polegadas eram enormes e custavam muito caro, além de ocuparem muito espaço em salas de tamanho convencional. Esses formatos não resistiram à onda de compactação que viria anos à frente.

O salto tecnológico da TV nos últimos vinte anos iniciou com o desenvolvimento da TV de plasma, um tipo de gás que forma as imagens.

Quando foi lançada a TV de plasma, um aparelho chegava a custar 50 mil reais e, nos primeiros anos, era objeto de desejo acessível a muito poucos. Com o rápido avanço na tecnologia e o aumento da produção, esse preço foi sendo reduzido até que se tornou um dos eletrônicos mais vendidos no Brasil.

Paralelamente a isso, o LCD, tela de cristal líquido que já frequentava monitores de computador, calculadoras, palm tops, entre outros, foi embarcado na TV com muito sucesso e vem suplantando a tecnologia de plasma no mercado, com alta qualidade e a custos cada vez mais acessíveis.

Com a disseminação dessas TVs de tela plana, veio também o lançamento da tão esperada TV Digital, um marco na história da televisão no país e já disponível na maioria dos estados brasileiros. Para ter acesso ao conteúdo de alta definição dos canais da TV aberta, é necessária a conexão de um conversor digital, que pode ser adquirido separadamente ou já estar integrado aos novos aparelhos de TV.

Entretanto as duas tecnologias – plasma e LCD – estão agora acompanhadas pela última inovação que são as TVs de LED (diodos emissores de luz). Essas TVs reproduzem imagens com excelente qualidade com o diferencial o design ultrafino. A cada avanço tecnológico, as imagens ficam mais nítidas, as telas maiores e o design mais fino. Como a velocidade da evolução da dos televisores se supera a cada ano, já se fala muito sobre a próxima febre no segmento, que é a tecnologia 3D, que promete colocar o telespectador dentro da cena.

O ritmo de inovação dos aparelhos é frenético, porém a captação (gravação), a edição e a transmissão de imagens nos novos formatos digital, HD e 3D ainda é restrita. As plataformas das novas tecnologias foram ampliadas.

Dá para assistir à TV no celular e no computador com uma antena específica (pen TV) ou via internet. Recentemente, tecnologias que permitem que o usuário assista a filmes postados no You Tube, por exemplo, foram embarcadas dentro da televisão e estão abrindo espaço para a instalação de placas e HDs que tornam a TV praticamente um híbrido TV/Computador, viável para rodar muitos aplicativos. Ou seja, a diversidade de aparelhos é imensa, com cada vez com mais recursos.

Fonte: Portal São Francisco/www.semptoshiba.com.br/www.ar-condicionados.net

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