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História das Havaianas

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História das Havaianas
Logotipo das Havaianas

As havaianas que faz tanto sucesso no Brasil, faz muito sucesso lá fora também.

Com seus modelos diferentes, despojados, com muita cor parecem trazer a alegria e o calor do nosso país em um par de sandálias.

A novidade agora é que a marca lançou no mercado os tênis havaianas. Também muito colorido e modelos diferentes para todo tipo de gosto. Aparentemente os tênis são muito confortáveis, com alguns modelos estilo sapatilhas.

Os modelos dos tênis são voltados para o público feminino, são feitos com solado de borracha como as próprias sandálias havaianas e ganham tecido de lona.

Alguns modelos são fechados outros abertos. Alguns modelos lembram os modelos dos tênis all star, também em cano alto ou baixo. No Brasil você encontra os tênis havaianas nas lojas havaianas ou em grandes lojas de calçados. O nome da coleção é Soul Havaiana, é uma coleção linda e promete sucesso nos pés das garotas.

Cada modelo acompanha uma criativa miniatura das sandálias havaianas, que pode ser usado como chaveiro ou um pingente que serve de acessório.

É bastante surpreendente lembrar de como começou a história das sandálias havaianas. Por volta dos anos 80 era uma sandália voltada para classe dos trabalhadores de obras e só era confeccionada na cor azul, até a conceituada modelo Gisele Bundchen, levar a marca para o exterior.

Como surgiram as sandálias Havainas?

1962: O nascimento de Havaianas

A primeira Havaianas surgiu em 1962. Foi inspirada em uma típica sandália japonesa chamada Zori, feita com tiras em tecido e solado de palha de arroz. Por essa razão, o solado de borracha de Havaianas possui uma textura que reproduz grãos de arroz, um dos muitos detalhes que a torna inconfundível.

1970: A criação dos grandes slogans

Imaginem, já nessa época tentavam imitar as Havaianas…

O famoso slogan “Havaianas. As legítimas” foi então lançado.

E basta ouvir a frase “Não deformam, não soltam as tiras e não tem cheiro.” para se lembrar dos comerciais protagonizados pelo comediante Chico Anysio durante as décadas de 70 e 80. 1980 Nesta época, já eram vendidos mais de 80 milhões de pares de Havaianas por ano. As Havaianas eram tão fundamentais na vida do brasileiro que, na década de 80, foram consideradas como um dos itens da cesta básica, assim como feijão e arroz.

1994“Havaianas. Todo mundo usa.”

A comunicação de Havaianas passa por uma grande transformação.

Na TV, pessoas famosas como Malu Mader, Bebeto, Hortência e Luana Piovani mostravam seus pés.

Era verdade: todo mundo usava Havaianas.

Nas revistas, a explosão de cores e as imagens divertidas dos anúncios de Havaianas traduziam o alto-astral da marca.

1997

A partir do final dos anos 90, Havaianas não parou mais de inventar moda. São criadas novas estampas, cores e modelos – até mesmo para os que mal tinham aprendido a andar… Como as Havaianas Baby !

História das Havaianas

1998

Para a Copa do Mundo de 98, foi lançado um novo modelo de Havaianas, com uma pequena bandeira do Brasil na tira. Essa sandália logo se tornou objeto de desejo no exterior e motivo de orgulho para os brasileiros. A Copa de 98 não ficou com a gente, mas as Havaianas Brasil são nossas para sempre.

2000

As Havaianas se tornam mania internacional. Havaí, Austrália, França e não para por aí. Estrangeiros compram no Brasil e levam para seus países. Viram assunto nas páginas das grandes revistas e jornais do mundo, e conquistam algumas das vitrines mais concorridas do planeta. Hoje, podem ser encontradas em mais de 60 países.

2003

E o Oscar vai para…

Desde 2003, Havaianas participa do Oscar, presenteando cada um dos indicados com sandálias exclusivas.

2004

Diamantes são eternos, Havaianas também.

Em 2004, foi lançada uma edição especial de sandálias assinada pela joalheria H.Stern, com acabamento em ouro 18K e diamantes. Uma sandália que é uma jóia.

2006

Slim

As Havaianas Slim vieram para agradar ainda mais as mulheres. Com tiras mais finas e delicadas, caíram no gosto do nosso público mais exigente e já são um ícone da marca.

2007: Casa Própria em NY

Símbolo do alto-astral brasileiro em qualquer parte do mundo, Havaianas finca definitivamente sua bandeira nos EUA em 2007. É o início da segunda fase da expansão internacional da marca.

2008

Em acelerado ritmo de expansão internacional, Havaianas passa a atuar diretamente na Europa em 2008. O local escolhido para abrigar o escritório próprio da marca e uma equipe de diversas nacionalidades e culturas é Madri. Olé!..

2009

O ano começa com um grande acontecimento na história da marca, a abertura do Espaço Havaianas em São Paulo.

Uma loja que reúne tudo com que os apaixonados por Havaianas sempre sonharam: linha completa de sandálias, produtos exclusivos para o mercado internacional, customização e novos produtos. O Espaço Havaianas transmite todo o astral e a magia da marca, mas é impossível descrever em palavras… Vá conhecer com seus próprios olhos!

Fonte: www.portalangels.com/br.havaianas.com

História das Havaianas

A história da Alpargatas começou na Argentina em 1883, com o engenheiro escocês Robert Fraser e o espanhol Juan Echegaray.

Controlada pelo grupo Camargo Corrêa, que detém 44,1% do capital total – 67% das ações ordinárias e 20% das preferenciais – a São Paulo Alpargatas é um complexo de seis fábricas de calçados e tecidos no Brasil que emprega 13 mil pessoas. A companhia tem 10% do mercado de calçados esportivos no País. Em 2007 sua receita bruta foi de R$ 1,6 bilhão; de janeiro a setembro de 2008, as vendas atingiram R$ 1,32 bilhão, contra R$ 1,10 bilhão nos primeiros nove meses de 2007. As operações internacionais, representaram 9% do faturamento total da companhia e 15,5% do volume de vendas de calçados.

A história da Alpargatas começou na Argentina em 1883, com o engenheiro escocês Robert Fraser e o espanhol Juan Echegaray. Esse último teve a idéia de produzir uma sapatilha rústica e barata – de lona com solado de juta – semelhante às usadas pelos camponeses de seu país. Depois de abrir uma filial do Uruguai (1890), os dois sócios se instalaram no Brasil, em 1907, comprando uma importadora de tecidos, a Edward Asworth e Cia. O carro-chefe de vendas eram as alpargatas – com o Rueda da marca original devidamente traduzido para Roda. Os distribuidores da produção da empresa eram os atacadistas da rua Paula Souza, então importante centro do ramo da cidade de São Paulo.

O operação brasileira ganhou importância depois da II Guerra Mundial. A matriz argentina entrou em rota de colisão com Juan Domingo Perón, logo no início do primeiro mandato dele como presidente do país(1946/1952) e o centro de decisões foi transferido para o Brasil.

Nos anos que se seguiram a administração foi marcada por passos cautelosos, mas seguros e sempre de acordo com as oportunidades. O algodãozinho em peças, por exemplo, cabia num país no qual mais da metade da população ainda vivia no campo – situação que perdurou até a década de 1960. Os encerados de lona para caminhões – que se popularizariam sob a marca “Locomotiva” – foram lançados quando os primeiros caminhões começavam a chegar ao País impulsionando o transporte rodoviário de cargas.

Havaianas, unanimidade

No final da década de 1950, as Alpargatas Roda já não eram bem aceitas em um País acelerava a urbanização e a empresa percebeu que seu primeiro e longo ciclo de vida estava encerrado. Sua primeira reinvenção data de 1959, quando lançou uma de suas marcas mais bem sucedida, longeva já de meio século, a dos calçados Conga. Popular como a alpargata, tinha a diferença de vir com solado de borracha – oriundo de uma fábrica própria de São José dos Campos (SP).

Na mesma época a companhia passou a ter confecção própria – extensão natural para quem firmara reputação como fabricante de tecidos.

Pressentindo oportunidade no então nascente mercado de jeans, lançou calças com marca própria – Rancheiro, Far West, Rodeio e Topeka – que utilizavam o brim Coringa, muito bem aceito por ser o primeiro de seu gênero sanforizado, isto é, pré-encolhido.

Acertou no geral mas errou no particular: as calças não foram bem aceitas porque seguiam padrão de modelagem americano e não combinavam com a constituição física dos brasileiros. O engano seria corrigido em 1972, com o lançamento da linha Us Top, de calças e jaquetas jeans – essa sim um sucesso de vendas – que seria ampliada, dez anos depois, com camisas, depois de a Alpargatas ter assumido um projeto inacabado de uma camisaria do Nordeste.

Nessa sua reinvenção, a Alpargatas lapidou o que se tornaria a jóia da coroa, a sandália Havaianas, uma criação própria, sem similar. Lançada em 1962, tornou-se uma unanimidade. Tanto que em 1980 uma pantry check – pesquisa na residência dos consumidores relacionando os artigos possuídos – revelou que havia pelo menos um par delas nas residências do Rio de Janeiro e de São Paulo. Outro segmento importante, o dos artigos esportivos, seria ocupado nos anos de 1970, com o lançamento da marca Topper (1975) e a compra da Rainha, tradicional fabricante de tênis (1979).

Compra da matriz

Logo depois do Plano Real, que redesenharia os padrões de consumo de massa no Brasil, a Alpargatas precisou se reinventar pela segunda vez. Em 1997, ao cravar um prejuízo de cerca de R$ 90 milhões em valores da época, passou por profunda cirurgia, desfazendo-se de operações deficitárias e reduzindo sua força de trabalho, de 23 mil para 10 mil empregados. Após a turbulência, mudou a cultura fabril, orientada para a produção, e se voltou ao cliente, revisou o modelo de negócios e reposicionou a marca.

“Investimos pesado em marketing a construção da imagem de Havaianas”, conta o gerente de Relações com Investidores, José Sálvio Ferreira Moraes. Deu certo, tanto que a empresa chama de “fase de crescimento” esse período de 1997 a 2002. Foi nesse período que a marca Havaianas ganhou mundo e se transformou em ícone da moda pop, adotada por celebridades de várias artes.

Na crônica mais recente, o fato mais importante para a companhia ocorreu no final de outubro do ano passado, quando as relações entre os dois ramos da Alpargatas mudaram de rumo. Com a arovação do Comisión Nacional de Defensa de la Competencia da Argentina (CNDC) órgão fiscalizador da concorrência, similar ao CADE brasileiro a São Paulo Alpargatas assumiu o controle da Alpargatas Argentina, sua antiga matriz, com a aquisição de 60,17% do controle.

Com essa aquisição vieram 11 fábricas – uma delas no Uruguai, com cinco mil funcionários – a nova Alpargatas tornou-se líder do setor de calçados na América do Sul, com 19 mil funcionários, 150 mil pontos-de-venda e atuação em 80 países. Segundo os dados de 2007, o faturamento das duas companhias é de R$ 2,1 bilhões (R$ 406,4 milhões da Argentina) e a produção anual de 250 milhões de pares de calçados e sandálias (11 milhões de pares da Argentina).

Ana Greghi

Fonte: economiainterativa.com.br

História das Havaianas

Desde 1962, ano em que a marca surgiu, as Havaianas vêm se consolidando no mercado mundial com os seus modelos arrojados e modernos de sandálias e chinelos voltados para todo o tipo de público.

Os calçados femininos Havaianas viraram febre em muitos países da Europa e América, sendo considerados calçados de luxo em muitos lugares do globo.

Conheça abaixo os modelos que fazem mais sucesso no Brasil e no mundo.

História das Havaianas

Dentre os calçados femininos Havaianas que mais fazem sucesso, vale a pena citar os modelos da linha Havaianas Special Collection, os quais contam, através do artesanato e da história do Rio de Janeiro, um pouco da cultura do Brasil. A peça Havaianas Slim Nature Mesh contém detalhes artesanais riquíssimos, feitos com palhas de buriti, além de apresentar o logo da marca metalizado.

Outros modelos tradicionais como as Havaianas Olho Grego e Havaianas Surf foram personalizados com pedrarias e estampas diferenciadas e únicas. Confira toda a coleção no site e veja as novidades da estação.

História das Havaianas

Os calçados femininos Havaianas são inconfundíveis e estão sempre alinhados com a moda vigente. No site oficial da marca é possível encontrar todos os modelos da marca, além de link para acesso à loja virtual, a qual dispõe de toda segurança e conforto aos seus clientes.

Os modelos de chinelos e sandálias estão separados por filtros diversos, como cor, tamanho e modelo, sempre visando facilitar o encontro da peça perfeita, ideal para quem quer agilizar o processo de aquisição. Confira também as vantagens de comprar online para economizar e ficar por dentro da moda!

História das Havaianas

A empresa Havaianas começou sua história no ano de 1962, desenhando seu primeiro modelo de chinelo inspirado em uma antiga sandália japonesa, a qual era feita com o material proveniente do arroz, além de tiras e o solado emborrachado. Desde então, as havaianas se consolidou pelo mundo, encantando a todos com o seu design distinto e inconfundível, além de desfrutar de mas de 80% do mercado nacional de sandálias e chinelos.

Fonte: www.calcados-femininos.com

História das Havaianas

Ao falar em sandálias ou tradicionalmente falando em chinelos o primeiro nome que pensamos são nas havaianas, pois estão conosco há décadas e seu sucesso vem crescendo a cada dia com as novas gerações de apaixonados por sandálias havaianas.

Hoje vamos nos ater na historia desta sandália que nos acompanha desde 1962 e não está nenhum pouco ultrapassado, e sim com muito para nos oferecer.

Vamos à história

As sandálias havaianas surgiram no ano de 1962 inspiradas na Zori, uma típica sandália japonesa desenvolvida com tiras de tecido e solado de palha de arroz, daí a explicação para que as havaianas possuam no solado de todos os seus modelos o desenho de vários grãos de  arroz em alto relevo (já tinha observado antes?), um detalhes que faz das sandálias havaianas inconfundível e única.

O tempo foi passando e em 1980 às sandálias havaianas eram tão solicitadas na vida dos brasileiros que a mesma passou a ser considerado produto da cesta básica, assim como o arroz e feijão, dá para acreditar no tremendo sucesso destas sandálias! Em 1997 as sandálias havaianas entram para o mundo da moda de uma vez, e não param de lançar sucesso após sucesso, com inúmeras propagandas de celebridades e suas havaianas e é criado o slogam – Havaianas – Todo mundo usa! E também os modelos de havaianas foram ampliados para todas as idades como as sandálias havaianas baby.

História das Havaianas
Sandálias Havaianas

O sucesso não parou e no decorrer dos anos as havaianas ganharam edição especial para a copa do mundo, premiação do Oscar, uma parceria com a famosa joalheria H.Stern que desenvolveram uma havaiana em ouro 18 quilates e diamantes – uma jóia de sandália. As mu7lheres ganharam  a versão havaianas Slim com toques femininos e hoje as havaianas ganharam asas e estão presente em mais de 60 países.

História – construção dos valores da marca

Havainas é uma marca brasileira de chinelos de borracha produzidas pela São Paulo Alpargatas, uma empresa do Grupo Camargo Corrêa.

A primeira Havaianas surgiu em 1962. Foi inspirada numa típica sandália japonesa chamada Zori, feita com tiras em tecido e solado de palha de arroz, que são usadas com kimono. Por esta razão, o solado de borracha de Havaianas possui uma textura que reproduz grãos de arroz.

O primeiro modelo é o mais tradicional: branco com tiras e laterais da base azuis. Era tão simples a idéia da nova sandália que sua fama se espalhou feito rastilho de pólvora. Em menos de um ano, a São Paulo Alpargatas fabricava mais de mil pares por dia, o que levou ao aparecimento das imitações. A concorrência bem que tentou, mas não contava com a qualidade das “legítimas”, as únicas que “não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras”.

O grande público das Havaianas foi, durante trinta anos, uma classe financeiramente desfavorecida que a comprava em mercados de bairro. Assim, as Havaianas ficaram conhecidas como “chinelo de pobre”. Tentando mudar esta idéia, a companhia lança em 1991 o modelo Havaianas Sky, com cores fortes e calcanhar mais alto, dando a idéia de que pertencia a um público de classe mais alta. Seu preço também é mais elevado que o das tradicionais. Para levar o lançamento ao público alvo, foram veiculadas propagandas de grande porte estreladas por artistas famosos. Em seguida a distribuição foi organizada de acordo com o público alvo, ou seja, as sandálias começaram a ser vendidas em lugares onde as classes A e B frequentavam. Também foi criado um display vertical para facilitar a escolha do produto e do número. Este display substituiu as antigas bancadas com pares espalhados.

A mania de virar a parte branca das Havaianas para baixo, deixando a colorida para cima, formava uma sandália que parecia ser de uma única cor. Esta foi a inspiração para o lançamento das Havaianas Top criadas em 1993.

“Havaianas. Todo mundo usa.” Em 1994, época em que a marca estava em crise, a comunicação das Havaianas passa por uma grande transformação. Na TV, pessoas famosas como Malu Mader, Bebeto, Hortência e Luana Piovani mostravam seus pés. Era verdade: todo mundo usava Havaianas. “Todo mundo usa” poderia soar como um exagero comum em publicidade. Mas quando você tem um produto que está nos pés de 2 em cada 3 brasileiros, com mais de 80% de share de mercado, isto passa a ser um retrato bem fiel da realidade. E nas revistas, a explosão de cores e as imagens divertidas dos anúncios de Havaianas traduziam o alto-astral da marca. Outra curiosidade é que o primeiro merchandising da TV brasileira foi o das Havaianas. A marca patrocinava o programa de humor Família Trapo, que contava com nomes como Jô Soares e Golias, e aparecia em alguns episódios.

De 1994 a 2000 o produto foi aos poucos “sofisticado” pela empresa em campanhas e em muitos lançamentos. As havaianas se tornam mania internacional.

Estrangeiros compram no Brasil e levam para seus países. Viram assuntos nas páginas de grandes jornais e revistas do mundo, e conquistam algumas das vitrines mais concorridas do planeta. Outro fator que culminou no sucesso da marca no exterior foi quando, em 2003, foram produzidos modelos sofisticados com os rubis, para os indicados ao Oscar e colocados em embalagens especiais com a foto de cada um imitando um espelho. Os calçados foram entregues aos indicados no dia seguinte à premiação do Oscar.

Nos últimos anos, o lucro gerado pela exportação das Havaianas quadruplicou e os países que mais compram são Estados Unidos e Finlândia, podendo ser encontradas em mais de 60 países.

O ano de 2009 começou com um grande acontecimento na história da marca, a abertura do espaço Havaianas em São Paulo. Uma loja que reúne a linha completa de sandálias (as Tradicionais; a Top, as Havaianas Brasil, lançadas durante a Copa do Mundo de 98; a Surf; a Fashion; a Fashion Cristal; a Kids; a Clubes; a Floral; a Alamoana; a Milênio etc), produtos exclusivos para o mercado internacional, customização e novos produtos. O Espaço Havaianas transmite todo astral e energia da marca.

Campanhas Publicitárias

Campanhas publicitárias de sucesso marcaram a história das Havaianas. Quem primeiro apresentou o produto, por muitos anos, foi Chico Anysio com o slogan “Não deforma, não tem cheiro, não solta as tiras”. Na década de 90, voltou em um dos anúncios do lançamento das havaianas Top proclamando “Isso é amor antigo”. A simbiose entre o produto e o artista foi tão grande que houve um tempo em que se acreditava ser ele o dono da empresa. Saiu Chico Anysio e entrou Thereza Collor. “Todo mundo usa Havaianas” era o tema da campanha, que foi ao ar logo depois com o ator Luis Fernando Guimarães. Ele flagrava personalidades como Vera Fisher, Malu Mader, Bebeto e Maurício Mattar usando as sandálias. Na TV, a popularidade de Carolina Ferraz caiu ao tirar suas havaianas. Cristiana Oliveira ia tirando as peças de sua indumentária para descobrir o responsável pelos miligramas a mais que a balança, quebrada, não acusava.

Em outro filme uma fã quase descobre Fábio Assunção disfarçado na praia através de suas sandálias. Pouco depois, um garoto beijava as sandálias de Rodrigo Santoro pensando serem de Luana Piovani, outro pedia as havaianas da Déborah Secco para fazer traves de gol. Marcos Palmeira, Raí, Popó, Luma de Oliveira e Reinaldo Gianechini também apareceram nas telinhas em divertidas situações relacionadas ao produto.

Uma coisa é certa: objeto de desejo, as havaianas têm glamour, personalidade e estilo.

Fonte: www.tudo10.org/compublicidade.wordpress.com

História das Havaianas

Consideradas a mais simples resposta à necessidade de proteger os pés, as sandálias percorreram os séculos sob as mais diferentes formas.

Sua simplicidade as faz perfeitas para os países de clima quente, sendo incorporada nas culturas do Mediterrâneo e de alguns países da Ásia. Trocar os sapatos que se está usando por sandálias, antes de entrar em casa, é um costume no Japão que demonstra respeito e humildade.

Tudo leva a crer que foi a Zori, sandália japonesa, a fonte de inspiração para a criação das sandálias Havaianas em 14 de junho de 1962.

Mas a versão nacional trazia um diferencial: eram feitas de borracha. Um produto natural, 100% nacional e que garantia calçados duráveis e confortáveis. A sandália apareceu como alternativa de calçado confortável e barato. O nome remetia ao paraíso da época, o Havaí, onde os milionários e famosos americanos iam passar as férias na praia, sob o sol escaldante e num clima glamuroso. Exatamente dois anos depois, já fazendo sucesso, a direção da São Paulo Alpargatas resolveu entrar com pedido de patente de modelo indutrial n.5891, sob o título “Novo modelo de palmilha com forquilha”. O pedido chegou ao Departamento Nacional da Propriedade Industrial do Ministério da Indústria e do Comércio em 13 de agosto de 1964. O aval definitivo veio em 1966, concedendo o uso exclusivo pela São Paulo Alpargatas S/A pelo prazo de três anos contados da data da concessão da patente. O relatório descritivo refere-se a pluralidade de frisos de forma elíptica uniformemente distribuídos em toda a superfície da palmilha, e a ornamentação da forquilha por duas gregas de direções paralelas, formadas cada uma, por frisos em linha quebrada, entrelaçadas.

História das Havaianas
Sandálias Havaianas

Era tão simples a idéia da nova sandália que sua fama se espalhou feito rastilho de pólvora. Em menos de um ano, a São Paulo Alpargatas fabricava mais de mil pares por dia, o que levou ao aparecimento das imitações, mas “legítimas, só as havaianas” (slogan criado pela agência JW Thompson), as únicas que “não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras”. As cópias, de qualidade inferior, eram citadas pelos comerciais da marca como cópias “fajutas”, e o novo termo acabou parando no Dicionário Aurélio como sinônimo de produto de má qualidade. Quando o primeiro par saiu da fábrica da São Paulo Alpargatas, em junho de 1962, a idéia era vender um produto inovador. Os comerciais mostravam uma mulher de maiô à beira da piscina, com Havaianas nos pés. Ao longo dos anos, o calçado não mudou de cara nem de cor.

Resultado: perdeu o charme e passou a carregar a fama de ser dirigido a pessoas pouco exigentes. “Elas se transformaram em artigo popular. Se alguém possuía um par, não tinha coragem de sair de casa com ele”, lembra Carlos Miranda, analista da Ernst & Young. De tão básico, o item chegou a fazer parte da cesta com preços regulados pelo extinto Conselho Interministerial de Preços (CIP), nos anos 70 e 80.

Como produto de massa e, portanto, de baixa margem de lucro, as Havaianas foram perdendo o encanto até para o fabricante. Nem o domínio de 90% do mercado de sandálias de borracha garantia rentabilidade adequada. “Mesmo a classe popular foi deixando de comprá-las, porque não havia prestígio em usar a marca”, explica Paulo Lalli, diretor das Alpargatas. A virada veio em 1994, depois da forte concorrência dos chinelos de PVC, liderados pelo modelo Rider, da Grendene. Investiu-se no design das Havaianas e a linha foi diversificada com a criação do modelo monocromático, batizado de Havaianas Top. Inspirado na mania dos surfistas de virar as solas das sandálias, foi anunciado por personalidades do esporte e da televisão. No primeiro ano, foram comercializadas 300 mil unidades das novas sandálias. Hoje elas respondem por 30% das vendas, algo em torno de 36 milhões de pares. A margem de lucro da Alpargatas com o produto deu um salto. Os novos modelos disputam agora meio a meio a responsabilidade pela receita total.

A cada segundo são vendidos três pares de sandálias Havaianas no Brasil. São quase 200 pares por minuto, 12.000 por hora e, nessa progressão, deverão ser 105 milhões neste ano, pelas projeções da São Paulo Alpargatas. A empresa já fabricou e vendeu mais de 2,2 bilhões de pares desde que elas foram lançadas, em 1962. Revistas de moda, como Elle e Cosmopolitan, não cansam de sugerir as tais “flip-flops” às suas leitoras, numa verdadeira febre. O que os americanos acabam de descobrir os brasileiros conhecem há 40 anos como Havaianas. O destaque mais recente aconteceu no início do mês, quando os chinelos chegaram à capa do Wall Street Journal, um dos mais respeitados jornais americanos. “Agora existe uma marca global de sandálias: Havaianas”, disse Carlos Roza, gerente geral de exportações. Ao contrário do que ocorreu no Brasil, onde as Havaianas passaram de um produto das classes D e E para a glória das passarelas, no mercado externo elas já surgem como artigo de luxo. Na Europa, chegam a custar US$ 20 o par. Descontando impostos e frete, ainda assim o preço fica muito acima dos US$ 3 que os chinelos custam, em média, no Brasil. “Elas precisam custar caro, senão as consumidoras da Galeries Lafayette, na França, não compram”, diz Roza.

Fonte: www.redetec.org.br

História das Havaianas

Análise da Construção Identitária das Havaianas

INTRODUÇÃO

O intuito do presente trabalho é a análise da construção identitária das sandálias Havaianas a partir das campanhas publicitárias televisivas, tendo como base sete comerciais de diferentes épocas e contextos, tentando perceber as mudanças sofridas pela marca e seu direcionamento ao publico consumidor. Procurando estabelecer uma relação com os conceitos de identidade, cultura mundo e cultura local.

Esta análise é dividida em cinco partes. Na primeira um apanhado teórico que fundamentou tanto a apresentação expositiva quanto esta análise, trazendo os conceitos vistos em sala de aula que ajudaram a compreender a construção da identidade das Havaianas.

Na segunda parte, uma apresentação cronológica da história das Havaianas, subdividida pelos anos que houveram marcos de maior representabilidade. Na terceira parte foram analisados os eventos da história das Havaianas e seu contexto; No capítulo seguinte é feito uma análise dos corpus (as peças publicitárias).

Logo depois, é feita uma análise comparativa com suas concorrentes de mercado.

Na sexta parte temos uma análise do discurso das Havaianas e as alterações ao longo dos anos e por último, a conclusão deste trabalho.

Objetivo Geral

Analisar a construção da identidade das Havaianas através das campanhas publicitárias televisivas.

Objetivos Específicos

Entender a relação da cultura mundo e cultura local presentes no processo da construção da identidade das havaianas.
Observar como se estabeleceu a hegemonia da marca no cenário mundial.
Analisar como se deu a apropriação dos símbolos nacionais referente a “brasilidade”.

Objeto

Temos como objeto de estudo, as Havaianas enquanto produto midiático, na medida em que através deste veículo o seu discurso foi construído e sua hegemonia reforçada.

Corpus

Partindo de uma análise cronológica desde o surgimento das Havaianas até os dias atuais, utilizaremos como corpus, sete vídeos publicitários de maior representabilidade dentro de suas campanhas e seus períodos de veiculação. Chegamos a essa representabilidade através de declarações feitas por meio do site oficial da empresa, pelo diretor de negócios Paulo Lalli e por depoimentos do publicitário responsável pelas campanhas, Marcello Serpa.

FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

As Havaianas é uma marca da São Paulo Alpargatas S.A., fundada em São Paulo no dia 03 de abril de 1907. Uma empresa multinacional com 17 fábricas de calçados e tecidos no Brasil, Argentina e Uruguai. Possui subsidiárias nos Estados Unidos e no Chile, emprega, diretamente 18.255 funcionários nesses países. A empresa já fabricou e vendeu mais de 2,2 bilhões de pares desde que elas foram lançadas, em 1962.

Atualmente, tem como missão desenvolver e comercializar produtos inovadores, de alto valor percebido, com qualidade, rentabilidade, classe mundial e criação de valor para os acionistas, funcionários, fornecedores e clientes, atuando com responsabilidade social e ambiental. A sua visão é ser uma empresa global de marcas desejadas em artigos esportivos, calçados e têxteis industriais. Através deste contexto, podemos perceber que as Havaianas desde o seu surgimento apresentou-se como produto hegemônico no mercado em relação às similares, tendo maior número de vendas e consequentemente maior aceitabilidade perante os consumidores.

Tal hegemonia pode ser entendida, a partir do conceito gramsciniano, como um processo ativo e consensual que inclui e logo ultrapassa dois outros conceitos, o de cultura como todo um processo social e o de ideologia enquanto uma expressão ou projeção de um determinado interesse de classes.

A hegemonia vai alem da “cultura” como antes a definimos, em sua insistência em relacionar “todo processo social” com distribuições específicas de poder e influência […] É nesse justo reconhecimento da totalidade do processo que o conceito de “hegemonia” vai além da “ideologia”. Decisivo não é apenas o sistema consciente de idéias e crenças, mas todo o processo social vivido, organizado praticamente por significados e valores específicos e dominantes. (WILLIAMS, 1979 apud GRAMSCI, 1927, p 111)

Ao fugir do conceito marxista de ideologia que sob uma perspectiva resultava, constantemente, em reprodução social. A inclusão, principalmente, do conceito de hegemonia de Antonio Gramsci consentiu enxergar um movimento mais dinâmico e complexo na sociedade, admitindo tanto a reprodução do sistema de dominação quanto a resistência a esse mesmo sistema.

Este conceito de hegemonia cooperou de forma fundamental para compreender a necessidade da manutenção da liderança no mercado e a aceitação de seu público, já que pensa o processo de dominação como um processo onde há uma classe que hegemoniza as classes inferiores, na medida em que representa interesses que também reconhece como seus.

A hegemonia é aqui entendida como um processo vivido pelos sujeitos sociais. Este novo enfoque faz com que a comunicação assuma “o sentido de práticas sociais”, tornando-se indispensável para analisar a construção da identidade das havaianas e suas transformações.

Elas podem ser entendidas enquanto práticas coletivas quando se fala do sentido que a comunicação assume para os sujeitos. Assim, trata-se da comunicação nas ruas, nas casas, nas praças, nas festas, nos bairros, nas escolas, nas famílias; entre mulheres, jovens, indígenas, trabalhadores rurais, domésticas, etc. Mas, também, as práticas podem assumir o sentido de produção cultural. Práticas culturais que expressam valores e significados promovidos por instituições, corporações, intelectuais, a publicidade e os meios de comunicação em geral (ESCOSTEGUY, 2001, p. 99).

Ao prestar atenção ao elemento cultural nos processos sociais contemporâneos, podemos olhar a publicidade por uma nova ótica, já que na produção das campanhas os publicitários apropriam-se de elementos culturais, agregando novos significados e os relacionam com aquilo que está sendo anunciado. O público, por sua vez, no momento da recepção, reconstrói esses significados através de suas interpretações, suas matrizes culturais e confrontando com outros discursos.

Nas campanhas publicitárias televisivas das sandálias Havaianas, identificamos elementos da identidade e da cultura brasileira. Os elementos são apropriados não somente pela sua importância mercadológica, mas também exerce função social, cultural e simbólica. Reconhecer que, além de ter sua finalidade comercial, a publicidade vende ideologia, “estereótipos” e “preconceitos” e, ainda “forja-se um discurso que colabora na construção de uma versão hegemônica da realidade, legitimando uma dada configuração de forças no interior da sociedade”.

Os comercias das Havaianas, logo depois do reposicionamento da marca em 1994, traz muitas referências ao Brasil e à identidade nacional brasileira. Nele encontramos as cores da bandeira nacional, a cultura, as festas, o esporte, a natureza, o “jeitinho brasileiro”, a fauna e flora abundantes, entre outros.

O reposicionamento da marca é influenciado através de uma moda praia e da moda dos surfistas de virar a as solas das sandálias, ele foi anunciado por personalidades do esporte e da televisão colaborando significativamente para o sucesso da marca. “As identidades locais ou nacionais ainda cabem nas indústrias culturais com exigências de alta rentabilidade financeira”. (CANCLINI, 2005, p170)

Os atores na praia, caminhando na orla e calçando Havaianas revelam, sobretudo, um costume e hábito do brasileiro (principalmente carioca) de aproveitar a vida tomando sol, caminhando na areia ou calçadas, conversando com amigos e calçando havaianas,

Estudar o modo como estão sendo produzidas as relações de continuidade, ruptura e hibridização entre sistemas locais e globais, tradicionais e ultramodernos, do desenvolvimento cultural, é hoje, um dos maiores desafios para repensar a identidade e a cidadania. Não apenas co-produção, mas também conflitos pela co – existência de etnias e nacionalidades nos cenários de trabalho e consumo; daí as categorias de hegemonia e resistência continuarem sendo úteis. Porém, a complexidade dos matizes destas interações demanda também um estudo das identidades como processos de negociação, na medida em que são híbridas, dúcteis e multiculturais. (CANCLINI, 2005, p175)

Este tema está ligado a questões de identidade, cultura, história e representação. A noção de “brasilidade” é um pressuposto para inserir o Brasil num contexto de globalização. Dentro deste discurso podemos dizer que uma nação só pode existir quando os indivíduos que a compõe se imaginam como integrantes desta, e isso só pode acontecer quando eles se identificam com os elementos que são tidos como característicos dessa nação. Assim, compreender quais são as chaves de uma identidade nacional não é importante somente para se entender como essa nação é vista por aqueles que estão de fora, mas também são fundamentais para se perceber quais são os vínculos que mantêm a nação unida.

Hall (2003) distingue a existência de três históricas formas de conceber a identidade. A primeira refere-se ao sujeito do Iluminismo, um indivíduo visto como centrado, unificado e detentor de capacidade de razão e ação.

Já o sujeito sociológico construiria sua identidade a partir da interação entre o “eu” e a “sociedade”, mas não de modo auto-suficiente: o modo para compreender o seu comportamento dá-se pelas relações culturais.

E por último apresenta a idéia de um sujeito pós-moderno, um indivíduo fragmentado, descentralizado, que se desloca permanentemente. Não se deve pensar em uma identidade única e, sim, em múltiplas, num contexto no qual cada uma pode entrar em atrito com a outra. Isso teria se elevado pelo impacto da globalização e sua nova forma de estabelecer – ou destruir – relações que, anteriormente, eram sólidas e estáveis – mas que depois passam a fluir e deslocar-se cada vez mais rapidamente.

Stuart Hall diz que “as identidades nacionais não são coisas com as quais nós nascemos, mas são formadas e transformadas no interior da representação” (HALL, 2006, p 48).

Constituir uma identidade nacional, única, que atinge a todos da mesma forma, não é possível, senão no discurso. Falar em um só povo é um discurso ideológico, visto que não existe homogeneidade na prática; isso não ocorre e nunca ocorreu. Não existe uma única comunidade agregadora. Na verdade, o que se percebe é a emersão de comunidades com suas subdivisões – “tribos”, “guetos”, grupos- que tentam manifestar sua cultura dentro e fora dos veículos de comunicação – e que, a partir da diversidade estabelecem conexões e consensos mínimos.

A cultura nacional funciona, portanto, como um sistema de representação que pode ser significado e re-significado ao longo dos acontecimentos sociais. Que função teria a publicidade em relação à identidade cultural nacional? Ela pode ser concebida como o que Hall (2004, p52), a partir de Bhabha, denomina “narrativa da nação”, isto é, uma das várias produções culturais – história, literatura nacional, cultura popular, entre outras – que fornecem “uma série de estórias, imagens, panoramas, cenários, eventos históricos, símbolos e rituais nacionais que simbolizam ou representam as experiências partilhadas, as perdas, os triunfos e os desastres que dão sentido à nação”.

Tomar o que a publicidade diz como verdade é acreditar numa falta de autenticidade. O brasileiro levaria a sério isto, e, assumiria as máscaras sociais e culturais que são impostas pelo exterior e que ditaria quem ele é e como ele é. O povo brasileiro perdeu a ligação e a referência crítica com a realidade?

Eles imaginam ser aquilo que lhes é mostrado a partir do que vem de fora: sambistas, jogadores de futebol e belas mulheres; todos felizes, bonitos, sadios, extremamente sociáveis e sem maiores problemas ou preocupações. Este seria o triunfo do simulacro midiático.

Adotar uma significação que venha de fora para lhe conferir personalidade acabar com os riscos e o constrangimento de mostrar, sem a ilusão das máscaras, quem verdadeiramente é e como pensa, vive, percebe, interage e transforma a sua realidade. Então, tem-se aqui, mais que uma simples preposição filosófica, um desafio a ser transformado por aqueles que querem reconhecer o Brasil e os brasileiros a partir de seus anúncios publicitários.

Entretanto, é baseado nessa “brasilidade” e no desejo dos “gringos” de ser brasileiro ou de usufruir o “modo de vida” do brasileiro; é que as Havaianas tentam se configurar como um hábito cultural brasileiro, assumindo um lugar de fala de um produto nacional – mesmo sendo um produto de uma fábrica, originalmente, argentina – e exportar-se dentro da lógica da globalização.

Atualmente as Havaianas estão inseridas no contexto internacional com grande sucesso perante a população brasileira e os estrangeiros.

Canclini olha todo o processo de formação do Pós-Moderno:

Assim como noutros tempos as identidades eram objetos de encenação em museus nacionais, na segunda metade do nosso século a transnacionalizacão econômica e mesmo, o caráter específico das últimas tecnologias da comunicação (desde a televisão até os satélites e as redes ópticas), colocam no papel principal as culturas mundo, exibidas como espetáculo multimídia (…)acentuou-se a transnacionalização eliminando aspectos nacionais e regionais. Promove-se um mercado de escala mundial. (CANCLINI, 2005, p168)

A identidade das havaianas vem sendo construída a partir de processos de negociação com os mercados de diversos países ao qual ela se insere. A variedade de modelos e de cores existente Baby Estampas, Baby Pets, Brasil, Brasil Infantil, Butterfly, Cartunistas, Flash Hop, Flash Way, Flash Way Etnics, Floral, Flowers, Hibisco, etc procuram dialogar com os diferentes ninchos de mercado sendo remodelados a partir de matrizes globais.

RETROSPECTO DAS HAVAIANAS

1907: As alpargatas, calçado simples e barato utilizados nas colheitas de café, chegam ao Brasil e ganham uma fábrica, no bairro da Mooca, em São Paulo.

1962: Inspirada nas sandálias de dedo japonesas Zori, a fábrica começa a produzir sua versão brasileira, porém, com um grande diferencial: a borracha. Nascia neste ano, um produto natural, nacional, durável, confortável e muito barato – Assim foi anunciado.

As Havaianas, como eram chamadas, fizeram tanto sucesso que todo mundo começou a copiar. Três anos após seu lançamento, 1.000 pares de Havaianas já eram vendidos por dia. Elas eram encontradas em lojas de bairro e pequenos estabelecimentos.

1970: Uma campanha publicitária estrelada pelo comediante Chico Anysio aparece para aclamar as Havaianas como “as legítimas”, uma forma encontrada para tentar frear a grande quantidade de imitações que começaram a surgir. A concorrência bem que tentou, mas não contava com a qualidade das “legítimas”, as únicas que “não deformam, não têm cheiro e não soltam as tiras” – campanha de 1970.

1994: Para sair da crise causada pela queda das vendas e da rentabilidade, a marca Havaianas lança um linha de sandálias monocromáticas: as Havaianas Top.

Acompanhado por um conjunto de ações de marketing bem estruturado, o lançamento visa ganha os pés das classes mais altas da população, fazendo deste um grande marco na história das Havaianas.

1996: Uma nova campanha publicitária faz uma metamorfose na marca e consagra as Havaianas como um “produto elegante e único” – anuncio impresso em revista de grande circulação.

2001 a 2005: As Havaianas estampam as páginas de grandes revistas internacionais e se tornam uma mania mundial. Transformam-se em ícone fashion, vão para os pés de Meryl Streep, Nicole Kidman, Paul Newman, Jack Nicholson e outras estrelas do cinema, na cerimônia de entrega do Oscar. Na ocasião a empresa desenvolveu um modelo sofisticado, decorado com cristais austríacos Swarovski e guardado em caixas especiais com o nome dos atores, imitando os símbolos estampados na calçada da fama de Hollywood.

Neste mesmo período a Alpargatas adere ao nível 1 da Bovespa, em busca das melhores práticas de governança corporativa, e lança o TOP 6, maior programa de desenvolvimento gerencial da história da companhia.

Hoje em dia as Havaianas é um dos cases mais pesquisados e analisados nas áreas de marketing, administração, publicidade e propaganda. Pesquisas relacionadas à propaganda com artistas (Luis Fernando Guimarães, Malu Mader, Murilo Rosa, Rodrigo Santoro, Déborah Secco, Reinaldo Gianechini, entre outros), do reposicionamento da marca e do aumento do portfólio. Tudo isso foi resultado de uma mudança profunda no mix de marketing da marca que superou a sua categoria e virou artigo de moda.

O que mantém a áurea de um simples chinelo vivo é o fato de ter se transformado em uma grande marca, declara Rui Porto, diretor de mídia e comunicação das Havaianas. O produto em si sofreu algumas mudanças, mas o principal fator de sucesso foi a reestruturação da marca.

Atualmente são fabricados cinco pares de Havaianas por segundo, ou seja, 105 milhões de pares por ano, na fábrica da Alpargatas, localizada na cidade de Campina Grande – Paraíba, as Havaianas são vendidas em 80 países dos cincos continentes e no exterior a sandália é chamada de flip flop Havaianas.

AS HAVAIANAS E A SUA HISTÓRIA

A história da Alpargatas tem inicio na Argentina no ano de 1883,  fundada pelo o engenheiro escocês Robert Fraser e o espanhol Juan Echegaray, que teve a idéia de fabricar uma sapatilha rústica e barata, semelhante às usadas pelos camponeses de seu país. Logo depois de abrir uma filial do Uruguai (1890), os dois sócios vieram se instalar aqui no Brasil, em 1907, comprando uma importadora de tecidos, a Edward Asworth e Cia. O principal produto e carro-chefe de vendas eram as alpargatas – com o Rueda da marca original devidamente traduzido para Roda. Os distribuidores da produção da empresa eram os atacadistas da rua Paula Souza, importante centro do ramo da cidade de São Paulo da época.

A fábrica brasileira adiquiriu maior importância depois da Segunda Grande Guerra Mundial. A matriz argentina teve vários atritos, com o então presidente (1946/1952), Juan Domingo Perón, e assim, o centro de decisões foi transferido para o Brasil.

Foi em 1907, com o nome original de Fábrica Brasileira de Alpargatas e Calçados que a fábrica foi fundada, pelo escocês Robert Fraser em associação com uma indústria inglesa.

A produção teve iniciou no distrito da Capital paulista da Mooca, já em 1909 a empresa, com o nome de São Paulo Alpargatas Company S.A., encontrava o sucesso na venda de seus produtos graças a utilização das sandálias e lonas na produção cafeeira.

Superando inúmeras dificuldades ao longo dos cem anos, a companhia tornou-se uma das maiores indústrias calçadistas do Brasil. Hoje a empresa é controlada pelo Grupo Camargo Corrêa. As Havaianas são produzidas na cidade de Campina Grande, no estado da Paraíba, pela indústria Alpargatas. Na fábrica que se localiza nessa cidade, são produzidos cinco pares de sandálias por segundo, o que gera uma produção anual em torno de 105 milhões de pares.

As sandálias brasileiras receberam nome baseadas em um paraíso de famosos encontrado nos Estados Unidos (Havaí) e nos modelos de uma sandália japonesa chamada Zori, sandálias japonesas feitas de palha de arroz ou madeira lascada e que são usadas com os quimonos.

Desde o seu aparecimento, as Havaianas evoluíram dos modelos simples de chinelo de enfiar no dedo, que continuam a ser um sucesso de vendas, para designes mais elaborados com aplicações variadas ou inspirados na bandeira do Brasil. Recentemente foi lançado um modelo que inclui um salto alto.

Entretanto, no início da década de noventa as sandálias Havaianas foi afetada por uma crise, reduziu drasticamente o seu quadro de funcionários, suas unidades fabris e escritórios. As sandálias Havaianas eram tradicionalmente classificadas como “chinelo de pobre” e possuíam sua comercialização limitada aos atacadistas, lojas populares e supermercados. As sandálias Havaianas, com seu único modelo, buscavam volume de negócios em um mercado de baixo preço.

A marca Havaianas no ano de 1993 demonstrava vendas em queda desde 1988, com uma única linha de produtos durante 32 anos. O tratamento corporativo era de commodity, com todo foco na redução de custos de produção, com conseqüente declínio da rentabilidade da marca e associação da imagem do produto com as camadas mais pobres da população.

Em 1994 com o objetivo de recuperar o valor simbólico agregado a marca, as Havaianas lançaram a campanha do “isto é amor antigo”, protagonizada pelos artistas Renato Aragão, Chico Anísio e Tom Jobim, difundida com objetivo de resgatar o prestígio da sandália como um produto que faz parte da vida cotidiana dos brasileiros. Contudo, esta campanha não foi o suficiente para suscitar no consumidor o desejo de uso, levando em conta o fato de que o consumo não deve se restringir apenas ao ato de compra, mas ampliado para o conceito de consumo cultural empregado por Canclini que o define como “conjunto de processos socioculturais em que se realizam a apropriação e os usos dos produtos”. E é claro que isso inclui uma série de fatores, como; crenças, percepções, desejos, valores, atitudes etc.

Entendendo a noção do conceito de consumo cultural aplicada a mudança da moeda vigente (Plano Real) e suas exigências de transformações no paradigma do mercado financeiro, acabaram por redesenhar os padrões de consumo de massa no Brasil. A Alpargatas realizou modicações que tinha como foco a produção e voltou-se para o cliente, revisou o modelo de negócios, reposicionou a marca e reestruturou o seu discurso cujo slogan “todo mundo usa”, remete a idéia de que “todos”  principalmente as celebridades usam as Havaianas, sugerindo assim um ideal de consumo burguês comprovando a segmentação através da inserção das Havaianas na rotina das personalidades midiáticas, modificando assim, sua lógica de endereçamento.

Esse reposicionamento se dá em 1994, depois da forte concorrência dos chinelos de PVC, liderados pelo modelo Rider, da Grendene. A Grendene S. A. é uma empresa brasileira de fabricação de calçados feitos em PVC e EVAe foi fundada em Farroupilha, no Rio Grande do Sul, em 25 de fevereiro de 1971.

Atualmente sua a sede da empresa fica em Sobral, Ceará. Sua primeira linha de produtos foi a confecção de embalagens plásticas para garrafões de vinho. Foi pioneira na utilização da poliamida (nylon) como matéria-prima para a fabricação de solados e saltos para calçados.

Em 1979 lançou a coleção de sandálias plásticas com a marca “Melissa”, no estilo aranha, inspirada nos calçados utilizados por pescadores franceses e 1986 ocorreu o lançamento das sandálias “Rider”, direcionado para o público masculino.

Investiu-se no design das Havaianas e a linha foi diversificada com a criação do modelo monocromático, batizado de Havaianas Top. Inspirado na mania dos surfistas de virar as solas das sandálias, ele foi anunciado por personalidades do esporte e da televisão.

As Havaianas buscam construir sua identidade se posicionando como um objeto de desejo, se validando como um produto singular consumido por uma classe mais alta que projeta esse mesmo desejo de consumo na classe mais baixa.

O sucesso das Havaianas por todo o mundo se dá a partir de 1994, com uma estratégia de marketing bem sucedida, que remodela o produto e redireciona o posicionamento para públicos com maior poder aquisitivo, tornando-se ícone fashion, primeiro no Brasil, e a seguir, mundo afora.

As Havaianas Tradicionais tinham há muito tempo a fama de oferecer uma ótima relação custo–benefício a seus consumidores. Em 1997, a Alpargatas se empenhou em fazer com que o valor percebido das Havaianas Top adquirisse a mesma reputação. Se as Havaianas Tradicionais eram muito baratas para os consumidores de renda mais baixa, as Havaianas Top (e os outros modelos mais sofisticados que surgiriam) também era para os usuários de classe média.

Para transmitir essa idéia, a Alpargatas potencializou o que já vinha aprendendo em duas frentes: produto e comunicação.

De proprietário uma única linha de produtos durante 32 anos, a marca Havaianas passou a possuir mais de 25 linhas entre 1997 e hoje, direcionadas a diferentes segmentos do mercado de renda mais elevada, com preço até seis vezes superior ao das Havaianas Tradicionais. Sua gama de cores ficou cada vez mais forte, surgiram estampas e foram elaborados novos formatos.

Não seria fácil praticar tanta inovação se a Alpargatas não decidisse se tornar uma companhia de marcas, mudando de uma estrutura baseada em funções para outra organizada em unidades de negócios. Em 1997, portanto, as Havaianas se transformaram em uma unidade de negócios independente, com 3,2 mil dos 11 mil funcionários da Alpargatas. Isso alinhou as áreas de marketing, vendas, desenvolvimento de produtos e fábrica, conferindo velocidade a todas as iniciativas relativas ao produto.

Outra alteração relevante aconteceu na fábrica, localizada na cidade de Campina Grande, na Paraíba, que deixou de ser orientada para a produção e passou a orientar-se para o mercado. Novos equipamentos (alguns feitos por encomenda) foram adquiridos para que os lotes pudessem ser menores e o processo mais ágil, e os funcionários receberam orientação para se adaptar as novas mudanças.

A estratégia de distribuição ganhou cuidado especial. Além da marca ganhar distribuidores regionais quase exclusivos, que lhe dispensam maior atenção, a distribuição dos lançamentos mereceu tratamento diferenciado. Afinal, apesar da segmentação, as Havaianas não deveriam restringir-se aos canais de venda mais sofisticados; os canais populares continuavam sendo importantes.

“Criamos a estratégia de lançar os novos modelos nos canais formadores de opinião e, quando eles estivessem bem conhecidos, nós os colocaríamos também nos atacadistas. Precisamos ter bastante disciplina para dizer “não” aos canais de massa, mas hoje todos entendem que isso funciona melhor”, explica Paulo Lalli, diretor de negócios da São Paulo Alpargatas.

O intervalo de colocação entre os canais está encurtando à medida que o ciclo das sandálias fica mais rápido: enquanto as Havaianas Top levaram três anos para passar do canal sofisticado ao de massa, as Havaianas Trekking, por exemplo, fizeram a transição em apenas um ano.

Pisando em solo estrangeiro

Foi a partir de 1998 que surge a tentativa de naturalização das Havaianas como produto brasileiro, aproveitando o embalo da copa, a euforia brasileira pelo sonho do penta.

Em 1998 ela já vem da campanha vitoriosa de 1994 onde consegue superar a crise e manter a hegemonia, apesar de ter sido abalada, ela consegue recuperar o prestígio da marca com a campanha “todo mundo usa”, mantendo sua hegemonia e volume de vendas. A partir daí, surge a grande tentativa de expandir o mercado para fora do país.

É Válido ressaltar que nesse período o mundo estava ansioso pela copa do mundo e existia uma expectativa pelo início da copa aqui no Brasil, a euforia do povo brasileiro pelo sonho da conquista do penta. Com o sucesso do Brasil na copa de 94 a seleção brasileira se elevou ao título de número um no ranking da FIFA e a trouxe de volta na década de 90 como um símbolo brasileiro que deu certo.

Este foi um jogo de marketing empregado por várias empresas, mas que no caso das havaianas foi eficaz pelo fato dela se apropriar como um símbolo brasileiro.

É válido enfatizar que o objetivo das havaianas nesse período era exportar a marca havaianas enquanto produto brasileiro.

Brasil e futebol são uma das principais paixões brasileiras nesse período, as havaianas partem desse pressuposto para a construção do seu discurso.

Hoje, norte-americanos, ingleses e australianos sabem dizer qual é a marca de suas flip-flops, the Brazilian “ra-VYAH-nas”. A exportação, que se começou em 1994 para poucos países da América do Sul, cresceu a partir de 1998, como conta a diretora de exportação Ângela Hirata, com a abordagem de exportar a marca.

Atualmente, as sandálias estão muito bem disseminadas em lojas e butiques de &lsquoalto nível&rsquo no exterior – onde não são encontradas em supermercados e ou armarinhos. Seu preço médio gira entre 25 e 30 euros na Europa e entre US$ 10 e US$ 15 nos EUA, valor significativamente superior ao do modelo mais caro da marca no Brasil, as Havaianas High, aqui custam cerca de R$ 35.

Na verdade, as Havaianas souberam ocupar um espaço que estava vazio no mercado mundial.

Como declarou Rui Porto, diretor de comunicação e mídia da São Paulo Alpargatas, ao Wall Street Journal: “Não havia uma marca global de sandálias.

Agora há: Havaianas”.

Essa “ocupação” se baseia em quatro pilares, segundo Paulo Lalli: pessoas, promoção de eventos, assessoria de imprensa e projetos especiais com as lojas.

Leia-se “pessoas” de dois modos: refere-se tanto à equipe interna, que sabe mostrar o alto valor agregado das sandálias no exterior, como aos distribuidores em cada país.

Teve de haver muito aprendizado no que se refere aos distribuidores. Em um primeiro momento, os distribuidores eram selecionados por seu conhecimento do varejo local – não funcionou tão bem. Então, eles passaram a ser escolhidos por sua visão de marketing, sua capacidade de assessoria de imprensa e seu relacionamento com os formadores de opinião locais. O resultado não poderia ser melhor.

Por exemplo, em 2003, a distribuição de Havaianas nos principais prêmios mundiais do cinema e da música, o Oscar e o Grammy, só foi possível porque o revendedor norte-americano das sandálias tinha acesso aos produtores dos eventos. Do mesmo modo, os editoriais de moda das Havaianas na revista Elle francesa e na Cosmopolitan norte-americana foram fruto do esforço da assessoria de imprensa dos distribuidores daqueles países. E as vitrines de Havaianas que ocuparam por quatro semanas a loja Au Printemps, de Paris, não foram um aluguel pago pela Alpargatas, mas um projeto especial em parceria arquitetado pelo distribuidor francês, que sabia que a famosa loja procurava uma forma diferente de sinalizar a chegada da primavera.

A globalização é, sem dúvida, uma das razões do caminho para sucesso e o futuro da marca Havaianas. A meta da unidade de negócios é que, nos próximos cinco anos, as exportações respondam por 15% do faturamento total, e este deve continuar crescendo em ritmo acelerado (os números não são divulgados, contudo). “O estágio agora é o de manter o posicionamento alcançado pela marca no exterior e aumentar o volume de vendas”, diz Lalli.

Outra opção promissora é o da customização em massa, que oferece exclusividade, e maior valor agregado, ao consumidor. A empresa já tem boas experiências em customização. Por exemplo, ela fabrica Havaianas com design exclusivo para butiques –como a renomada Daslu, em São Paulo, e a Samantha, de Malibu – que chegam a ser vendidas a mais de US$ 100 o par. Também produziu sandálias sob medida para o Morumbi Shopping, de São Paulo, como promoção de Natal para quem acumulasse mais de R$ 200 em compras; saíram mais de 200 mil pares. E a Alpargatas fabrica pares sob medida para casamentos, a partir de 300 pares; os noivos presenteiam os convidados com as sandálias para que estes possam dançar à vontade.

A questão é como a empresa fará a customização de modo mais rotineiro, massivo e com menores custos.

Um ensaio nesse campo foi o evento “Monte suas Havaianas” em 2003, que durou um mês: foram instalados quiosques em lojas de centros comerciais do Recife e Rio de Janeiro onde as consumidoras podiam criar a(s) sandália(s) que melhor complementava(m) seu guarda-roupa. Montar par por par fica muito caro? “Caro é o que não vende”, responde Lalli. O desafio para customizar em massa, analisa o executivo, é quebrar mais um paradigma – e, dessa vez, não da empresa, mas de todo o setor calçadista.

Havaianas – Pop

O novo programa de gerenciamento da marca Havaianas gerou grande valor para os acionistas da São Paulo Alpargatas. Fez com que as ações da empresa registrassem uma valorização nominal de 553% na Bolsa de Valores de São Paulo entre 30 de setembro de 1997 e 30 de setembro de 2004 – e de 325% se descontada a inflação. Provavelmente também representou um empurrão a mais para que o poderoso grupo Camargo Corrêa adquirisse o controle da companhia.

O fato é que, algum tempo atrás, ninguém diria que as Havaianas se tornariam um fenômeno da cultura pop mundial. Elemento que está presente em tendências da moda, já que pudemos observar que todas as modelos de um desfile do estilista Jean-Paul Gaultier em Paris teriam Havaianas nos pés.

ANÁLISE INTERNA

No início da década de 60, a Alpargatas lançavam no mercado as sandálias Havaianas, um produto feito de borracha e 100% nacional. Naquela época, segundo definição da própria fabricante, era “a mais simples resposta à necessidade de proteger os pés”.

A partir da análise das campanhas das sandálias Havaianas, foi notada uma mudança no tom do discurso. Por isso, foi esta análise através de sete comerciais veiculados em emissoras de televisão de circulação nacional no período de 1972 a 2009, para ajudar a compreender essas alterações feitas ao longo dos anos.

A Grande Sandália

Estrutura da Campanha

O Titulo “Havaianas uma grande sandália” refere-se a qualidade do produto como grande diferencial. O texto descritivo apresenta a sandália e suas características, juntamente, com a frase “não deformam, não soltam as tiras e não tem cheiro”. Garante que as Havaianas dão conforto que os pés exigem. Fica claro que não é uma questão de gosto ou status, pois quem exige não é o consumidor e sim os pés dele.

Elementos não-verbais

O elemento visual que se destaca neste comercial é uma sandália gigante, onde os figurantes vão transitar durante a peça publicitária.

Elementos verbais

Um das funções de linguagem utilizada é a função referencial, focalizando o indicativo (As Havaianas é o melhor lar para seu pé).

Os recursos expressivos de linguagem que foram mais utilizados são:

A metáfora, que consiste em que há a substituição de um termo por outro, criando-se uma dualidade de significado. No caso, as Havaianas é identificada como uma residência ou lar para os pés.

A personificação, que consiste na atribuição de características humanas a seres inanimados ou irracionais. Exige compartimento humano dos pés vistos como pessoa.

As Legítimas

Estrutura do anúncio

O título “Fique de olho na marca”, pede para que seus consumidores prestem atenção, não se deixem enganar e muito menos aceitar substituições.

O slogan “As Legítimas” continua a reforçar a preocupação com as falsificações.

Elementos não-verbais

Dentro da narrativa dos filmes publicitários das Havaianas, desse período, um dos recursos utilizados para enfatizar a legitimidade é a presença de personalidades em destaque e nessa primeira fase temos como garoto propaganda o ator e comediante Chico Anísio cujo seu programa televisivo da década de 60, chamado Família Trapo, era patrocinado pelas Alpargatas. Durante mais de 20 anos o comediante Chico Anysio apresentou as sandálias. Conhecido por seus inúmeros personagens, interpreta nessa publicidade específica Seu Popó, um senhor ranzinza e exigente que afirma ter 364 anos e não se contenta com qualquer coisa, escolhido para protagonizar o filme justamente para reafirmar que se não for as Havaianas não existe qualidade. O consumidor estaria comprando um produto qualquer. Além do personagem o próprio Chico Anísio enquanto ator também reforça a idéia de que só as Havaianas são legítimas.

Até então a construção identitária das Havaianas se baseava a partir da sua qualidade material que sustentava o valor simbólico.

Elementos verbais

A função de linguagem utilizada neste caso é a conotativa, externando forte apelo ao receptor (Fique de olho).

Todo mundo usa Havaianas

Estrutura do anúncio

O titulo da campanha “Todo mundo usa Havaianas” traz ao público que as sandálias Havaianas é um produto utilizado por todos, inclusive Malu Mader.

Elementos não-verbais

A direção de arte usa um garoto propaganda que acaba sempre por agregar ao produto, as características de quem o anuncia. Nesta nova campanha temos o ator Luis Fernando Guimarães como repórter que flagrava artistas e personalidades do esporte usando as Havaianas em sua intimidade. Nesse comercial, especificamente, a atriz Malu Mader que vem atender a porta da sua casa, depois de uma tentativa de invasão por parte do repórter que implora para que ela mostrasse os pés.

Elementos verbais

No texto destaca-se o apelo ao fato de todo mundo usa. (“Eu sempre usei!” – “Você e todo mundo”).

ANÁLISE COMPARATIVA

No princípio, eram as embalagens plásticas, depois os calçados. Foi assim que os irmãos Alexandre e Pedro Grendene Bartelle construíram o império Grendene no ano de 1071.

A empresa nasceu no Rio Grande do Sul no município de Farroupilha. A simples fábrica de embalagens plásticas lentamente foi dando lugar a sede do maior fabricante de calçados do país.

Os irmãos Grendene investiram tanto no desenvolvimento tecnológico e unidades fabris como em numa comunicação sofisticada. Atualmente são 13 fábricas produzindo mais de uma dezena de modelos, que são exportados para quase todo o mundo.

Com tecnologia de ponta, fábricas de Primeiro Mundo e seguindo normas internacionais de produção, a Grendene tem força para atuar nos mercados adulto, adolescente, infantil e baby. O investimento no parque industrial foi a forma que a empresa escolheu para ser tão diversificada.

A comunicação da empresa ficou por anos sob o domínio da DPZ, aos cuidados de Washington Olivetto. Quando o publicitário montou sua agência, em 1986 – a princípio w/GGK, depois W/Brasil, levou consigo a conta da Grendene, onde continua até hoje. Uma das estratégias da W/Brasil é a de colocar ícones brasileiros como garotos propaganda das campanhas nacionais e internacionais da marca, nomes como Gustavo Kuerten, Gisele Bündchen e o piloto Ayrton Senna.

ANÁLISE DISCURSIVA

O mundo vivenciou nas décadas de 80 e 90 aceleradas mudanças econômicas e até mesmo geográficas, democracia e voto popular no Brasil, impeachment presidencial, abertura total às importações, sucessivos planos econômicos, mudança de moeda, combate à inflação, mudança de comportamento do consumidor brasileiro.

As empresas e o mundo dos negócios necessitavam acompanhar essa evolução e a São Paulo Alpargatas, fabricante de Havaianas, tentaram se adaptar. Atentos ao fato que similares chineses e dos países emergentes estariam desembarcando em breve, a preços muito mais acessíveis (em função especialmente da mão-de-obra mais barata, quase escrava em alguns deles), a empresa decidiu mudar a sua postura para manter a sobrevida de um produto cujo ciclo de vida já sinalizava queda, investiu em seu parque industrial e relançou o produto com o nome Havaianas Top, buscando ampliar seu público consumidor, entre as classes A e B (até então não desejadas e não trabalhadas pela comunicação).

A empresa investiu de modo significativo na reconstrução de sua identidade, para assim, conseguir mudar seu próprio perfil e o público-alvo. E esta renovação foi acompanhada por uma mudança no seu próprio discurso publicitário. Este passou a assumir diferentes sons, passando de uma abordagem técnica e direta para uma abordagem sensorial e emotiva, ou seja, o discurso passou de voz denotativa para conotativa.

A construção discursiva das Havaianas, no seu primeiro momento, era um testemunhal sobre o produto, onde as características técnicas eram valorizadas ao extremo (não tem cheiro, não soltam as tiras e não deformam), para uma sensação de status que permite dizer “todo mundo usa”, sem exceções, pois de cada três brasileiros, dois usaram e quem não a usa, deve estar comprando um neste exato momento.

No início de sua comercialização, as Havaianas procurava atender as necessidades das classes C, D e E, que eram seus maiores consumidores. As sandálias eram feitas com baixo custo e eram acessíveis para as camadas com baixo poder aquisitivo e, deste modo, rejeitada pelas classes mais altas. E ao usar como garoto-propaganda o humorista Chico Anysio na época, se encaixava perfeitamente nesse meio por se tratar de uma figura muito popular. Da mesma forma que era o patrocínio exclusivo do programa da família Trapo, tornava facilitava a tomada de conhecimento sobre o produto.

O valor simbólico é mais estimado agora no atual discurso, e, surgiu a partir da estratégia de revitalização da marca em 1994. A propaganda passou a ser direcionada para um público de classe média, e começou a utilizar atores famosos em sua campanha, mostrando que eles também utilizavam o produto em situações de lazer ou em suas residências.

A simbiose entre o produto e o artista desde sempre foi grande que houve um tempo em que se acreditava que Chico Anysio era o dono da empresa. Saiu Chico e entrou Thereza Collor. “Todo mundo usa Havaianas” era o tema da campanha, que foi ao ar logo depois com o ator Luís Fernando Guimarães. Ele flagrava personalidades como Vera Fisher, Malu Mader, Bebeto e Maurício Mattar usando as sandálias. Na TV, a popularidade de Carolina Ferraz caiu ao tirar suas havaianas. Cristiana Oliveira ia tirando as peças de sua indumentária para descobrir o responsável pelos miligramas a mais que a balança, quebrada, não acusava.

Em outro filme uma fã quase descobre Fábio Assunção disfarçado na praia através de suas sandálias. Pouco depois, um garoto beijava as sandálias de Rodrigo Santoro pensando serem de Luana Piovani, outro pedia as havaianas da Déborah Secco para fazer traves de gol. Marcos Palmeira, Raí, Popó, Luma de Oliveira e Reinaldo Gianechini também apareceram nas peças publicitárias em divertidas situações relacionadas ao produto.

Nota-se que a campanha visava ocupar um espaço na mente do receptor, ligando momentos prazerosos, pessoas bonitas, diversão e sucesso. Além de atribuir uma idéia de intimidade com seu público, mostrando que o produto se encaixa bem na vida das pessoas.

Os brasileiros passaram a incorporar as Havaianas no dia-a-dia, e com isso tornou-se um símbolo democrático por ser vista nos pés desde uma marcha do MST, passando por milhares de homens, mulheres e crianças.

Até socialites, artistas, o presidente da República: todos usam Havaianas, que é a cara de pelo menos três gerações de brasileiros. A reação do público dá uma boa dimensão do carisma que a marca Havaianas desenvolveu entre o povo brasileiro

A revista Marketing de setembro de 2006 apresenta alguns cases de sucesso; um deles é a das Havaianas, cujo título é “A Cara do Brasil”. Desde o começo, sendo com Chico Anysio como garoto-propaganda ou a Carolina Ferraz, as Havaianas mostra a preocupação de usar sempre pessoas conhecidas pelos brasileiros. Além disso, acompanha alguns eventos importantes no país, como quando lançou Havaianas com uma pequena bandeira do Brasil em uma das tiras, simbolizando o símbolo patriótico. Ou então, lançando três modelos que retratam animais da fauna brasileira ameaçados de extinção.

Outro discurso que as Havaianas utilizam é a de artigo de moda, usada principalmente fora do país, para conquistar cada vez mais o mercado internacional. Ela também associa o produto a personalidades conhecidas nos mercados internacionais, brasileiras ou não. Outra forma é fazendo com que seus pontos de venda incluam lojas que são sinônimos de moda, como Galleries Laffayette, em Paris, e Selfridge&rsquos, em Londres. Uma das grandes estratégias são as parcerias que as Havaianas realizaram com renomadas empresas e grifes. Um de seus triunfos foi as Havaianas H.Stern, com tiras decoradas em ouro e diamantes. A sandália adornada com cristais Swarovski foi distribuída em Hollywood aos candidatos do Oscar. Temos também as Havaianas Audi, show room montado na balsa da Audi, em Angra dos Reis (RJ), onde artistas e personalidades foram presenteados com sandálias dessa série limitada. Outros projetos especiais foram desenvolvidos para a marca Mont Blanc e para o Consulado da Espanha.

Segundo o relatório de 2004 da empresa, o bom desempenho das Havaianas foi resultado de três estratégias.

Primeiramente a ampliação da linha com produtos de maior valor agregado, a exploração de novas ocasiões de consumo: mais do que uma sandália para uso em férias, na praia e em casa, a Havaianas conquistou novos espaços, como um produto de moda e ícone de comportamento. Outra estratégia pode ser percebida através da Qualidade da comunicação, ações promocionais e eventos.

O posicionamento como produto de moda foi reforçado com a presença nos principais eventos de moda do Brasil: a São Paulo Fashion Week e a Rio Fashion Week.

Os editoriais de moda, jornais e revistas são unânimes: as Havaianas provocam uma revolução na moda e no mercado. Transformaram-se em ícone, em objeto de desejo, em peça obrigatória.

CONCLUSÃO

As Havaianas chegam na virada do novo milênio com liderança do mercado de sandálias de lonas e calçados esportivos, encerrando a década de 90 com o nº record de vendas de mais de 100 milhões de pares de Havaianas. Foi eleita pela revista Exame como uma das 100 melhores empresas para trabalhar em todo mundo.

Esse contexto demonstra a retomada do prestígio imagético construído a partir da apropriação da marca enquanto símbolo brasileiro. Começa então a ser incorporado dentro das narrativas dos filmes publicitários as representações da identidade da cultura brasileira. Símbolos naturalizados como brasileiros – a alegria, as festas, o esporte, o “jeitinho brasileiro” e a natureza são apresentados nas propagandas em forma de enredo, cenário, figurino e/ou elementos cênicos.

Através das discussões vistas em sala de aula sobre cultura mundo e cultura local percebemos que a utilização do discurso da cultura local e a lógica de mercado adotada pelas Havaianas operam dentro do sistema de globalização, mas se apresenta como cultura local, ou seja, as Havaianas utiliza como estratégia mercadológica a venda do produto como algo inerente ao Brasil, no entanto, dentro da lógica de venda globalizada.

Podemos entender este processo de consumo globalizado através da compra feita pelos estrangeiros que vêm ao Brasil no intuito de comprar não apenas as Havaianas, mas o jeito de ser do brasileiro.

Concluímos que as havaianas ao longo da sua trajetória reconstruiu a sua identidade, que primeiramente se baseava na qualidade do produto enquanto produto material e sua legitimidade por ter sido idealizadora do modelo de sandália, no entanto, esta construção identitária não se sustentou por muito tempo exatamente por representar um produto tão básico e popular, este último entendido no sentido depreciativo, de algo demasiadamente comum que perdeu de forma significativa o seu prestígio. No segundo momento, houve a reconstrução da imagem ampliando o conceito de popular, colocando as Havaianas como um produto que ultrapassaria as diferenças de classes e desigualdades sociais. Tornando-se um produto popular, porque “todo mundo usa ” e incorporando elementos representativos da cultura brasileira. No terceiro e último momento, as Havaianas agregam outros elementos a sua identidade e se posicionam como um referencial de moda e multiculturalista, se aliando a outros produtos e empresas nacionais e internacionais de grande representabilidade no cenário mundial e, deste modo, reforçam ainda mais o seu status e prestígio frente à sociedade contemporânea.

Carmen

Nadja

Thiago

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

BEDBURY, Scott; FENICHELL, Stephen. O novo mundo das marcas: 8 princípios para sua marca conquistar liderança. Tradução: Cristina Serra. Rio de Janeiro: Campus, 2002.
CANCLINI Nestor García. As identidades com espetáculo multimídia in Consumidores e Cidadãos: conflitos multiculturais da globalização, Rio de Janeiro, Editora da UFRJ, 2005.
ESCOSTEGUY, Ana Carolina. Cartografias dos estudos culturais, uma versão latinoamericana, Belo Horizonte, Autência, 2001.
HALL, Stuart. Da Diáspora: identidades e mediações culturais, Belo Horizonte, Editora UFMG; Brasília, Representação da Unesco no Brasil, 2003, p218.
HAVAIANAS. Site Oficial.  Disponível em: http://www.havaianas.com, Acessado em 10 de Maio de 2009.
OBSERVATÓRIO DA IMPRENSA. Disponível em: http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=469OPP001 acessado em 20 de Maio de 2009.
WILLIAMS, Raymond. Marxismo e Literatura (Trad. de Waltensir Dutra), Rio de Janeiro: Jorge Zahar, [1971]1979, p 142.
WIKIPÉDIA. Desenvolvido pela Wikimedia Foundation. Apresenta conteúdo enciclopédico. Disponível em: <http://pt.wikipedia.org/w/index. php?title=Havaianas&oldid=15774252>. Acesso em: 10 Mai 2009.

Fonte: docs.google.com

História das Havaianas

A história das Alpargatas se inicia com a chegada do escocês Robert Fraser, no ano de 1907, e ao fechar uma sociedade com um grupo inglês construiu a Fábrica Brasileira de Alpargatas e Calçados, localizada na Mooca, zona leste da capital paulistana.

Bem diferente dos modelos hoje conhecidos, o que era produzido naquela época era utilizado por trabalhadores na colheita de café, entre os modelos Alpargatas Roda, Lonas e Encerados.

Dois anos após a chegada de Fraser ao Brasil a empresa modificou o seu nome para São Paulo Alpargatas Company S.A. e com o mix da inspiração nas sandálias japonesas, Zori e material 100% nacional, a borracha, nascia um calçado com o conceito de conforto e durabilidade.

Seu primeiro modelo não possuía atrativo algum: branco com tiras e laterais de base azuis com preços extremamente baratos, fazendo com que, durante 30 anos, seu grande público fosse a classe financeiramente desfavorecida, que a comprava em mercados de bairro. 

Com uma estratégia de preço favorecendo o mercado, em menos de um ano se produzia 13 mil pares por dia, levou-se ao surgimento das imitações que foram rebatidas com divulgações de ser “as legítimas” e “não deformam, não têm cheiro e não soltam tiras”.

Foi posicionada por maciços investimentos em campanhas publicitárias protagonizadas por artistas e celebridades, transformou-se em objeto de desejo.

Outra mudança foi na exposição do produto no ponto de venda. Ao invés das grandes cestas com pares misturados, definiu-se um display para valorizar o produto, facilitando a escolha e impulsionando as vendas.Em 1991, para modificar a idéia de que as Havaianas era “chinelo de pobre” investiu-se em modelos com cores mais fortes e calcanhar mais alto, surgindo assim o modelo “Havaianas Sky”, sugestionando pertencer a um público de classe mais alta. A partir disso, foram criados diversos novos modelos, traçando sua evolução de modelos simples de chinelo de enfiar no dedo, que ainda continuam fazendo sucesso de vendas, para designs mais elaborados com aplicações e formatos variados. 

Ganhando o Mundo

A decisão de explorar a marca no exterior deu-se pelo fato de ser um produto tipicamente brasileiro, colorido, e sem concorrência interna ou externa. E uma das primeiras medidas para chegar a esses destinos foi reorganizar a rede de distribuidores no mundo todo. Alguns eventos contribuíram para o sucesso da marca no exterior, como quando as brasileiríssimas sandálias chegaram ao mercado francês em 2001, onde foram vendidos três mil pares. Em 2003, os tradicionais chinelos de borracha desfilaram nos pés de todas as modelos na passarela do estilista Jean-Paul Gaultier.

Outro evento importante para divulgação da marca no exterior ocorreu em 2003 quando foram distribuídas HAVAIANAS aos indicados ao Oscar. Dois meses antes da cerimônia, a empresa desenvolveu um modelo sofisticado, decorado com cristais austríacos Swarovski e guardado em caixas especiais com o nome dos atores imitando os símbolos estampados na calçada da fama de Hollywood. Paralelamente, a fábrica entrou em contato com os agentes das 61 celebridades indicadas ao prêmio – entre elas, Jack Nicholson, Nicole Kidman e Renée Zellweger – para saber que número calçavam. No dia seguinte à premiação, todos receberam sua sandália. Iniciativas como essa ajudaram a Alpargatas a vender 1 milhão de pares de HAVAIANAS aos varejistas americanos neste ano. Nos últimos anos, a receita gerada pela exportação do produto praticamente quadruplicou. Os Estados Unidos, França e Austrália são os maiores mercados da marca no exterior.

Loja conceito

A primeira loja-conceito (flagship store) no mundo da marca, chamada ESPAÇO HAVAIANAS, foi inaugurada no dia 23 de janeiro, na badalada rua Oscar Freire, em São Paulo. Com 300m² o luxuoso endereço, assinado pelo arquiteto Isay Weinfeld, é decorado com mosaico de clarabóias no teto e paisagismo lateral, passando a impressão de se estar numa praça, inclusive com barraca de feira, que remete à origem do chinelo. Os produtos para exportação ficam num contêiner.

Amplo e contemporâneo, o espaço reúne todas as linhas de frente da marca em setores, com destaques para dois: Barraca de Feira, em homenagem à origem popular das HAVAIANAS e Customização, com as inúmeras possibilidades de combinações entre solas, tiras e pins. Existe ainda um corner com as opções infantis. 

O visitante encontrará toda a linha das sandálias (são mais de 350 modelos, inclusive, os destinados apenas à exportação), desde a mais simples (que custa R$ 8,90), até uma customizada com cristais Swarovski, que custa R$ 250. Além da recém-lançada coleção de bolsas e também toalhas, chaveiros, pins e meias. O visitante poderá também conhecer a história e evolução da marca em um cubo vidro (onde repousa o primeiro modelo da sandália criado em 1962), ou nas paredes, onde frases e informações explicam a trajetória e o desenvolvimento da marca ao longo dos seus 47 anos de existência. O visitante pode customizar as sandálias. Há uma tela no balcão, onde o produto criado é fotografado e assinado, depois é arquivado na biblioteca virtual.

Fonte: www.suafranquia.com

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