História da Versace

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A maioria das pessoas conhece marcas famosíssimas como a Versace, mas a maioria das pessoas também não conhece a história da marca, por quem ela foi fundada, então eu sempre vou estar postando biografias das marcas mais luxuosas, glamurosas e famosas, e não serem apenas marcadas pelo seu glamour, mas também pela sua história.

Gianni Versace (Reggio Calabria, 2 de Dezembro de 1946 – Miami, 15 de Julho de 1997) foi um estilista de alta costura italiano. Foi assassinado pelo gigolô Andrew Cunanan com dois tiros na nuca na entrada de sua casa em Miami Beach.

Gianni Versace (1946–1997) fundou a sua própria marca em 1978, depois de ter trabalhado para a Callaghan, a Genny e a Complice, erguendo assim umas das maiores e mais importantes casas de moda do século XX

História da VersaceGianni Versace

O seu estilo de moda considerado ultra-caro, ultra-luxuoso e ultra-glamouroso tornou-o um dos protagonistas-chave da cultura popular, desde o look ostensivamente gastador e o power dressing dos anos 80 aos excessos espampanantes do gueto no final dos anos 90. o seu uso característico de estampagens, de silhuetas e as referências à cultura da antiguidade clássica granjearam-lhe uma invejável clientela de ricos e famosos.

Depois da sua morte, as rédeas da empresa foram tomadas por Donatella Versace, sua musa, irmã e braço direito, auxiliada pela sobrinha Allegra Versace e Beck.

Atualmente o Império Versace inclui vestuário feminino e masculino, vestuário desportivo, roupa íntima, óculos, uma coleção de jeans, perfumes e uma linha de decoração.

Recentemente foi lançada uma linha de maquiagem da marca Versace e inaugurado o primeiro hotel de seis estrelas da empresa, Palazzo Versace, localizado na Costa Dourada australiana.

Sua marca de roupa, fundada em 1978, se chama Gianni Versace S.p.A.

O logotipo da Versace é a cabeça de Medusa, uma figura da mitologia grega. O logotipo foi inspirado em um piso de ruínas na região de Reggio Calabria, onde os irmãos Versace brincavam quando crianças.

Logotipo da Versace

Gianni Versace escolheu a Medusa como logotipo porque ela fazia as pessoas se apaixonarem por ela, sem possibilidade de retorno.

O Luxo Italiano

A grife VERSACE foi fundada em 1978 pelo estilista italiano Gianni Versace na cidade de Milão, que trouxe seu irmão, Santo Versace, para lhe auxiliar em seu novo empreendimento chamado Gianni Versace Company.

Pouco depois, a primeira coleção feminina da grife era lançada em Milão. Com seus cortes distintos, Gianni tinha a fama de ser um excepcional alfaiate, cores vibrantes e tecidos brilhantes, não demorou em ganhar o reconhecimento internacional. Na década de 80 tornou-se um dos estilistas preferidos das estrelas de Hollywood como Sylvester Stallone, Madonna, Liz Taylor, Elton Jonh, Sting e a princesa Diana.

Em 1982 começou a fazer e criar roupas para óperas, balés e teatros. A linha infantil, chamada Versace Young, foi criada por Donatella Versace em 1993.

Em 1994 foi inaugurada a loja âncora da marca em Kurfürtendann na cidade de Berlim. Ainda nesse ano foram lançados os famosos perfumes Versace Blue Jeans e Red Jeans.

Em 1995 a marca lançou os perfumes Versace Blonde for Her e Baby Blue Jeans. No ano seguinte debutou no mercado o perfume Green Jeans, seguido pelo Black Jeans no ano seguinte. No ano de 1997, Gianni Versace foi assassinado ao sair de manhã para comprar jornal na porta de sua mansão em Miami Beach.

Depois de sua morte, sua irmã, Donatella Versace, assumiu o controle da empresa levando a genialidade de seu irmão adiante. Em 1999 a marca introduziu no mercado o perfume masculino VERSUS.

Em 2000 foi lançado o perfume Versace Essence. Ainda nesse mesmo ano o grupo inaugurou o luxuoso hotel Palazzo Versace Luxury Hotel and Resort na badalada costa australiana.

A marca no mundo

As coleções da marca são distribuídas em 240 lojas exclusivas, em mais de 150 espaços dentro de lojas de departamentos, em Free-Shops e em um grande número de lojas multimarcas em mais de 60 países.

Hoje em dia o grupo é proprietário das marcas Versace, Versus, Versace Jeans Couture, Versace Classic V2, Versace Sport, Versace Intensive, Versace Young, Versace Beauty e Palazzo Versace.

Versace – Trajetória

As coleções criativas e inteligentes concebidas nas décadas de 1980 e 1990 por Gianni Versace (1946–1997) garantiram-lhe uma posição de destaque na história da moda do final do século XX. Muitos associam Versace, primordialmente, a um estilo extravagante e ousado – um estilista cujas fontes de inspiração vinham das ruas e da cultura popular. No entanto, embora isso seja verdade, Versace demonstrava tanto interesse e conhecimento pela história da arte e da moda quanto por Hollywood, pelo rock, pela “imagem” e pelas passarelas.

Suas criações fundem passado e presente, alta cultura e cultura pop, resultando em uma moda que traduz perfeitamente os anos 90. Ele sempre manteve uma personalidade marcante e singular, sem receio de expressar sua predileção pela sensualidade, tanto na moda feminina quanto na masculina. Frequentador assíduo do Metropolitan Museum of Art (Museu Metropolitano de Arte), ele visitava com grande entusiasmo as exposições do Costume Institute e apreciava avidamente as obras de arte em outras galerias. Admirava profundamente o classicismo de Madame Grès e passou horas estudando o trabalho dela na exposição realizada pelo Costume Institute em 1994. Além disso, a última coleção de Versace foi parcialmente inspirada na exposição “The Glory of Byzantium” (A Glória de Bizâncio), apresentada pelo Metropolitan Museum of Art em 1997.

Esta publicação e a exposição que a acompanha celebram a trajetória singular de Versace, situando-o, pela primeira vez, no universo dos museus e da história. Embora tenham ficado para trás as supermodelos, o glamour da mídia e o espetáculo das passarelas, o esplendor permanece vivo nas criações de Versace – mesmo quando vistas, como ocorre nas páginas deste livro, despojadas de seus complementos originais e exibidas com elegância em manequins de museu.

Richard Martin, curador-chefe do Costume Institute do Metropolitan Museum of Art, escreveu um texto conceitual e analítico que situa a obra de Versace em seu contexto histórico e oferece novas perspectivas sobre as principais inspirações e temas do estilista. Na introdução, ele aborda a relação de Versace com o trabalho de estilistas anteriores e esclarece a metamorfose promovida por ele da figura da prostituta em uma expressão positiva – e até exuberante – de glamour e independência em relação aos valores convencionais.

O corpo do livro divide-se em sete seções conceituais; cada uma começa com um texto que resume o tema e inclui uma breve análise de peças específicas, todas ilustradas com elegância e simplicidade marcantes. A seção intitulada “Marcos” (The Landmarks) oferece um retrospecto das principais realizações de Versace. “Arte” (Art) traça um panorama da relação do estilista com diversos artistas, como Alexander Calder e o casal Robert e Sonia Delaunay, destacando sua afinidade particular com a obra de Andy Warhol. Em “História”, conhecemos as interpretações criativas de Versace sobre o passado, que vão da arte bizantina ao classicismo de Madame Grès. “Materiais” (Materials) demonstra o uso extremamente inusitado de elementos como plásticos industriais e couro, que ele traduziu com sucesso para suas próprias formas características.

Entre as peças da seção “Palavra e Imagem” (Word and Image), encontramos um vestido cintilante inspirado na revista “Vogue” e vestidos curtos de couro preto adornados com caracteres japoneses.

A seção dedicada ao “Homem” (Men) de Versace revela sua visão revolucionária da sensualidade masculina, apresentando o homem vestido de couro preto com tachas e franjas, ou com camisas de estampas vibrantes e jeans. Por fim, há “O Sonho” (The Dream), uma evocação das criações de Versace para a ópera e a dança – peças que, nas mãos desse estilista, tornam-se puro teatro.

Em sua introdução a este volume, Richard Martin expressa o espírito da homenagem do Metropolitan Museum a Gianni Versace: “Ao observarmos seu trabalho em uma exposição de museu ou neste livro, fica claro que Gianni Versace não é apenas uma figura ligada ao sentimentalismo ou à investigação cultural, nem tampouco mero objeto do espetáculo midiático. Sob a luz analítica do exame museológico, Versace revela uma outra faceta, igualmente positiva. O conhecimento enciclopédico, o domínio virtuoso das técnicas, a sensibilidade para a experimentação e o equilíbrio entre história e contemporaneidade talvez se tornem ainda mais evidentes aqui.”

Fonte: Portal São Francisco/angee-modacherry.com/www.mundodasmarcas.com/www.metmuseum.org

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