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Epicurismo

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O Epicurismo é uma das três grandes escolas filosóficas do período helenístico. Período marcado por grandes turbulências morais, daí a ética surgir como uma resposta à crise moral do mundo grego antigo dando esperança aos indivíduos que mesmo diante da desordem social a felicidade é sim possível.

Vida e Obra

Epicuro (341 – 271 a.C.) semelhante a outros filósofos antigos também fundou uma espécie de academia chamada de O Jardim aberta a todo e qualquer indivíduo grego. E a palavra indivíduo, nesse sentido, é de extrema importância porque a escola filosófica de Epicuro não impunha restrições quanto a ser ou não cidadão para ter acesso ao Jardim e consequentemente às discussões filosóficas que lá aconteciam.

Em seu projeto filosófico encontramos respostas a três grandes áreas do pensamento filosófico: a Física, a Lógica e a Ética; vertentes comuns nas discussões da filosofia helenística.

A Física Epicurista

Recebeu forte influência do atomismo de Leucipo e Demócrito; o que inclusive lhe rendeu algumas críticas como a de que a sua física seria uma mera reprodução do atomismo desses filósofos pré-socráticos. Todavia, para além de fazer meras investigações de caráter puramente físico o filósofo tem como intenção fazer da física um trampolim para a ética. Isso ficará mais claro quando vermos a ética epicurista.

A Lógica Epicurista

Nesse quesito, o filósofo distanciando-se do intelectualismo platônico-aristotélico, pensa a adequação do sujeito cognoscente ao objeto dando grande relevância à atuação dos sentidos na obtenção do conhecimento. Desse modo, não é que os sentidos possam nos conduzir ao engano, mas antes que as nossas faculdades intelectivas não apuram, como deviam, os dados sensoriais recebidos.

Epicurismo

A Ética Epicurista

Baseando-se no movimento dos átomos e a sua possibilidade de desviar-se espontaneamente,o filósofo pensa o desvio espontâneo do destino feito pelo indivíduo visando romper com determinismo fatalista de uma vida sem sentido e possibilitando almejar a autêntica felicidade ainda que imerso numa situação caótica de instabilidade social semelhante a que estavam vivendo os gregos do período helenista. Em outras palavras, a ética epicurista surge como uma resposta à crise do mundo grego propondo a possibilidade de ser ainda feliz aconteça o que acontecer.

Se buscássemos uma chave de leitura para a ética epicurista essa seria, sem dúvida,a busca do prazer como meio e não finalidadepara se atingir a felicidade. Nesse sentido, o prazer é compreendido a partir da ausência de dor física ou espiritual, bem como o estado de impertubabilidade do espírito. Todavia, atenção para as comparações apressadas e errôneas da busca pelo prazer da ética epicurista com o hedonismo da Escola Cirenaica.

Pensando os prazeres, Epicuro encontra neles alguns desejos:

Naturais e necessários: Seriam os desejos básicos de sobrevivência associados à alimentação, nutrição do corpo biológico sem, contudo, exagerar.

Naturais, mas desnecessários: ainda poderíamos pensar na alimentação, na bebida, mas aqui elas não têm a finalidade de apenas proporcionar a nutrição. Seria o caso, por exemplo, eu preferir tomar suco de uva Rubi Romana (uva mais cara do mundo) a tomar suco de uva Niágara (uma das mais vendidas no Brasil e de baixo custo). Perceba que o consumo do suco da uva mais cara do mundo pode ser natural, mas jamais seria necessário.

Nem naturais, nem necessários: Esses prazeres deveriam ser abolidos, erradicados desde a raiz, pois não conduzem o ser humano à felicidade. Seriam os desejos de riqueza, domínio.

Dito isto, as virtudes essenciais da ética epicurista são a moderação e a ataraxia. Essa, é entendida como a um estado de imperturbabilidade do espírito mediante a ausência plena de dor. Aquela, compreendida como a correspondência harmoniosa entre os desejos visando o ideal moral que é a felicidade.

Dica de Vídeo

Fábio Guimarães de Castro

Referências Bibliográficas

ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni. História da Filosofia (vol. I). 8. ed. São Paulo: Paulus, 2007.

VAZ, Henrique C. de L. Antropologia Filosófica (vol. I). São Paulo: Loyola, 2004.

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