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Pessimismo Antropológico

O que é o pessimismo antropológico?

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O pessimismo antropológico é considerado uma marca de diversos teóricos clássicos, como: Nicolau Maquiavel e Thomas Hobbes.

Cada um desses filósofos, a seus modos, e com contornos muito específicos em suas respectivas obras, tratam de desvelar a condição humana, expor as mazelas e a degradação moral seja como algo intrínseco à condição humana ou uma tendência a ser manifesta em determinadas condições.

ANTROPOLOGIA NEGATIVA EM MAQUIAVEL

O pensador florentino Nicolau Maquiavel, um dos principais críticos do Humanismo do século XVI, impulsionou o que se convencionou chamar de “antropologia negativa”. Especialmente no Príncipe, Maquiavel já aponta a tendência do homem em agir de forma traiçoeira e violenta sempre que as circunstâncias requererem que aja de tal forma. No limite, Maquiavel entende o homem como um ser vil, naturalmente mal e capaz das maiores baixezas sempre que seus desejos e vontades forem contestados por seus semelhantes ou sempre que o poder político assim o exigir visando garantir a ordem social e a segurança política do Estado.

Essa concepção pessimista da condição humana que entende o homem como tendente ao mau se ampara na constatação de que por natureza os homens são volúveis, simuladores, ávidos de lucro, desonestos e ambiciosos sempre que as circunstâncias assim exigirem seja por necessidade de sobrevivência ou mero capricho pessoal. Inclusive Maquiavel e muito claro quando alerta ao estadista a necessidade de “pressupor que todos os homens são maus, e que usarão da maldade de seu ânimo todas as vezes que tiveram a ocasião”. E aqui temos, de cara, a postulação da universalidade da maldade humana. O filósofo não está afirmando que todos os homens estão praticando o mau o tempo todo, ou que eles de fato sejam maus, mas antes que está inato em suas naturezas a propensão a tal prática sempre que forem confrontados. Daí a necessidade de os legisladores e governantes, se atentarem para essa propensão natural na hora de planejar suas estratégias de governo.

Pessimismo Antropológico

ANTROPOLOGIA NEGATIVA EM HOBBES

Thomas Hobbes entende o homem como naturalmente maligno, egoísta, traiçoeiro, violento e individualista. Com todos esses atributos negativos impressos em sua natureza torna-se de fundamental importância a necessidade de um poder coercitivo, externo ao homem e capaz de regular seus instintos e desejos, e assim evitar o estado generalizado de guerra que não seria vantajoso a ninguém já que imporia o medo constante da morte violenta. Nesse sentido, justamente por compreender o homem como essencialmente mau, destrutivo à comunidade por ser incapaz de controlar suas pulsões, desejos e prazeres que Hobbes enquanto teórico absolutista propõe o pacto social em que o Estado passa a reduzir a pluralidade de vozes a uma só vontade, a vontade do Soberano (Leviatã) e assim assegurar que não ocorra a guerra de todos contra todos que terminaria, inevitavelmente, na extinção da espécie humana.

Recurso Audiovisual

Para complementar o tema aqui abordado, sugerimos que assista ao vídeo “O pessimismo em alguns filósofos” do Canal Casa do Saber com o Professor Luís Mauro Sá Martino.

Referências Bibliográficas

BIGNOTTO, Newton. A antropologia negativa de Maquiavel. Analytica. Revista de Filosofia, v. 12, n. 2, p. 77-100, 2008.

 

 

 

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