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Navalha de Ockham

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Guilherme de Ockham

Guilherme de Ockham, Frade Franciscano do século XIV, nascido em Ockham, é um dos últimos pensadores do período denominado Idade Média da chamada Escolástica. É também considerado entre os representantes o mais eminente da corrente filosófica denominada por nominalista. É, sem dúvida, um filósofo altamente controverso que teve um pensamento bastante ousado e crítico especialmente do cristianismo (dogma da Santíssima Trindade) e que propõe uma ruptura no equilíbrio, a tanto buscado, entre a razão (Filosofia) e a fé (Teologia).

Navalha de Ockham

Separabilidade entre Filosofia e Teologia

Ockham, adverso a Agostinho e Tomás de Aquino, ao pensar a relação fé versus razão que motivou intensos debates na Medievalidade propõe, sob influência de seu mentor Duns Scotus, o que poderíamos chamar de “separabilidade entre fé e razão”.

Nesse sentido, Reale e Antiseri afirmam: “O plano do saber racional, baseado na clareza e evidência lógica, e o plano da doutrina teológica, orientado pela moral e baseado na luminosa certeza da fé, são planos assimétricos. E não se trata apenas de distinção, mas sim de separação”.

Desse modo, a ver de Ockham, fé e razão passam a integrar campos distintos do saber, sem nenhuma integração a priori. A consequência disso é a impossibilidade, a ver do filósofo, de se racionalizar a fé ou espiritualizar a razão já que ambas pertencem a campos não inter-relacionáveis com características, métodos que lhes são próprios.

O que é a Navalha de Ockham?

A navalha (lâmina) de Ockham é também conhecida como Princípio da Parcimônia. Nessa teoria, o Ockham defende a simplicidade na elaboração e sistematização do conhecimento. Tal teoria é formulada pautando-se em seu pensamento:“É vão fazer com mais o que se pode fazer com menos”.

Poderíamos traduzir tal teoria nas seguintes palavras: entre duas teorias que expliquem de modo satisfatório um mesmo assunto, devemos escolher prioritariamente a mais simples, evitando-se assim a multiplicação desnecessária dos entes que, segundo o filósofo, para além de clarificar um conceito conduz a erros.É nesse sentido que a navalha de Ockham torna-se uma espécie de “princípio da economia” a rejeitar posturas metafísicas tradicionais na Filosofia.

Desse modo, ao estabelecer o princípio da navalha o filósofo britânico derruba o edifício metafísico platônico. No limite, como bem ressalta Reale, “na filosofia de Ockham, caem por terra as pilastras da metafísica e da gnosiologia tradicional” e afirma o caráter fundamental do conhecimento empírico a partir de uma “economia da razão” que descartaria toda e qualquer multiplicidade desnecessária para a compreensão da realidade.

Dica de Vídeo

Fábio Guimarães de Castro

Referências Bibliográficas

ANTISERI, Dario; REALE, Giovanni. História da Filosofia (vol. I). 8. ed. São Paulo: Paulus, 2007.

SANTOS, Ernesto P. dos. Sexta Filosófica: Guilherme de Ockham, um filósofo no século XIV. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=hcUhGJGCQkg>. Acesso em: 29 nov. 2017.

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