A Rolls-Royce das canetas completa 100 anos. O modelo clássico custa 300 euros, certas edições limitadas ultrapassam os 120 mil euros. O que muitos não sabem: apesar do nome suíço, a Montblanc nasceu em Hamburgo.

A 'Meisterstück 149' da Montblanc está no MoMA de Nova
York
A firma Montblanc nasceu em Hamburgo, no norte alemão, em 1906, quando a própria invenção da caneta-tinteiro datava de pouco mais de 20 anos. De início, a fábrica trazia um nome modesto: Simplo Filler Pen Company. Mesmo assim, seus fundadores – o comerciante Claus-Johannes Voss, o banqueiro Christian Lausen e o engenheiro Wilhelm Dziambor – se haviam proposto nada menos do que produzir "a melhor caneta do mundo".
A designação Montblanc foi adotada somente quatro anos mais tarde. Sua inspiração foi a montanha mais elevada da Europa, localizada nos Alpes. A gravação do 4810, na pena de cada caneta-tinteiro, corresponde à altura da montanha. Um cartaz de 1910 mostra o pico do Mont Blanc coberto de neve, ao lado de uma gigantesca caneta com tampa de topo branco.
Segredo como a Coca-Cola
A fabricação das penas de luxo envolve muito trabalho manual, sobretudo feminino. As até 60 etapas de sua produção podem levar até um mês. Se as duas metades da pena não são absolutamente retas, ela arranha, ao invés de escrever. Para garantir a incomparável sensação de uma escrita macia a precisão absoluta é fundamental.
No caso da Montblanc, as penas são cuidadosamente cortadas com lâminas de diamante. Outro ponto crucial é o lustroso corpo da caneta, cuja matéria-prima é um granulado de resina nobre. Sua composição exata é um segredo comparável ao da fórmula da Coca-Cola.

Penas exigem corte preciso
Escrevendo com brilhantes
Quem tem muito dinheiro, uma certa noção de luxo e algo precioso a assinar, não poupa gastos. De executivos e casais de noivos a chefes de governo e Estado ou papas, só existe uma opção: a perfeição artesanal Montblanc.
Ela entrou para o olimpo das marcas de luxo em 1924, com a legendária série "Meisterstück". Seus exemplares passam de pai para filho e a Montblanc continua lhes fornecendo garantia perpétua. O próprio Museu de Arte Moderna de Nova York homenageia essa obra-prima do design, mantendo uma Meisterstück 149 em sua exposição permanente.
Mas a palheta de preciosidades da empresa está longe de se esgotar aí: não são raros os modelos banhados a ouro e prata e incrustados com pedras preciosas. A edição limitada "John Harrison" compõe-se de apenas 33 exemplares em todo o mundo. O corpo das canetas representa o globo, onde o Mont Blanc original está marcado com um pequeno brilhante.
Cada "John Harrison" custa, no mínimo, 9500 euros. Uma bagatela, comparado à "Solitaire Royal", cujo revestimento com mais de 4800 diamantes negros eleva seu preço a 116 mil euros.
Controle eletrônico de autenticidade
Mas onde confiança apenas não basta, a Montblanc desenvolveu o sistema intitulado "Quo Vadis" (para onde vais?). O clipe de cada caneta recebe um número único, gravado a laser, que corresponde a um código de barras.
Este é registrado com o número do cliente, no momento da entrega do produto. Assim, se sua caneta-tinteiro aparece num ponto de vendas não-autorizado, a firma sabe a quem perguntar como isso aconteceu.
Hoje, tradicional empresa familiar pertence ao grupo internacional Richemont (Cartier, Piaget, A.Lange & Söhne), e tem um faturamento anual de 3,7 bilhões de euros. Em todo o mundo, a Montblanc emprega 2500 funcionários, sendo 650 em Hamburgo.
O modelo clássico custa em torno de 300 euros. Uma jóia rara é o modelo com 4810 brilhantes, vendida ao preço de 125 mil euros, que em 1994 entrou para o Livro Guinnes de recorde como o instrumento de escrita mais caro do mundo. O presidente norte-americano George W. Bush quase chegou a ganhar uma das cobiçadas canetas-tinteiro cravejadas de brilhantes, só não pode aceitá-la porque o posto só lhe permite presentes de empresas com um valor limite de 200 dólares.
Depois que foi comprada pelo grupo suíço Richemont, a Montblanc passou de referência em canetas a símbolo de lifestyle. Uma "Meisterstück", hoje em dia, é sinônimo de poder, status e estilo. No centro financeiro de Wall Street, em Nova York, os economistas e analistas da bolsa de valores chamam a famosa caneta simplesmente de power pen, já que é usada (também) na assinatura de acordos importantes no mundo dos negócios.
Apostando em São Paulo
Valores de tal ordem atraem naturalmente para a marca a maldição de todos os artigos de luxo: a cobiça dos falsários. Por isso, a Montblanc aconselha seus clientes – ou candidatos – a só adquirir os produtos numa de suas butiques ou em sua rede internacional de revendedores autorizados. São Paulo foi a primeira cidade das Américas – antes mesmo dos Estados Unidos – a possuir uma butique Montblanc.
O diretor executivo da empresa no Brasil, Freddy Rabbat, explicou a necessidade de tantas filiais assim: "A cidade tem um potencial de crescimento de vendas no mercado de luxo muito grande. Brincamos que São Paulo, em termos de poder aquisitivo, concentra uma Bélgica inteira". As outras três lojas da Montblanc no país ficam no Rio de Janeiro, Campinas e Curitiba.
Fonte: www.dw-world.de
Escrita macia, corpo lustroso (muitas vezes cravejado de diamantes, rubis, esmeraldas ou safiras, e revestido com diferentes materiais como ouro, aço-inox ou fibra de carbono) e exemplares de 15 centímetros que podem valer um Jaguar. Quem tem muito dinheiro, uma certa noção de luxo e algo precioso a assinar, não “poupa esforços” para tê-las em mãos.
Desde executivos e casais de noivos a chefes de governo, ou até mesmo papas, só existe uma opção: a perfeição artesanal de MONTBLANC. Tudo isto em um mundo dominado pelas esferográficas descartáveis, é sem dúvida uma prova de sofisticação.
A marca passou a ser referência no segmento de canetas de luxo. Uma Meisterstück, hoje em dia, é sinônimo de poder, status e estilo. No centro financeiro de Wall Street, em Nova York, os economistas e analistas da bolsa de valores chamam a famosa caneta simplesmente de power pen, já que é usada (também) na assinatura de acordos importantes no mundo dos negócios.
A história
A tradicional e famosa empresa de canetas foi fundada em 1906, na cidade alemã de Hamburgo, por Claus-Johannes Voss, dono de uma papelaria, o banqueiro Christian Lausen e o engenheiro Wilhelm Dziambor, para produzir e fornecer as melhores canetas tinteiro, com o nome de Simplo Filler Pen Company.
Trocou seu nome em 1910, passando a se chamar MONTBLANC, inspirado no Mont Blanc, a montanha mais elevada da Europa. A estrela da MONTBLANC torna-se marca registrada da empresa em 1913, que passa a ser a primeira fábrica estabelecida no quarteirão de Hamburg Schanzen.
A famosa estrela branca representava a imagem deixada pela neve eterna no cume da famosa montanha, tornando-se símbolo da empresa, figurando como uma assinatura e uma referência de elevada qualidade, sofisticação de design e apurado estilo de vida. Somente em 1919 foi inaugurada a primeira loja da marca na cidade de Hamburgo. Outras lojas são inauguradas em Berlim, Leipzig, Breslau, Hanover e Bremen.
A grife alemã entrou para o Olimpo das marcas de luxo em 1924, com o lançamento da Meisterstück (“obra de mestre”, em alemão), legendária caneta-tinteiro com design tão atemporal e matérias-primas tão inovadoras, que, para sempre, se transformaria no carro-chefe da empresa. Dela derivaram todas as canetas da coleção Meisterstück, incluindo as concorridas canetas de edição limitada, lançadas anualmente, a partir de 1992 em homenagem a personalidades históricas que foram Patronos das Artes em seu tempo. Seus exemplares passam de pai para filho e a marca continua lhes fornecendo garantia perpétua.
O próprio Museu de Arte Moderna de Nova York homenageia essa obra-prima do design, mantendo uma Meisterstück 149 em sua exposição permanente. Ao final da década de 20 os produtos com a marca da empresa já eram comercializados em mais de 60 países ao redor do mundo.
No ano de 1935 foi lançada a tradicional garantia da marca, demonstrando que sempre pagava para os consumidores optarem pelo melhor. Ainda neste ano foi inaugurada uma unidade de produção de artigos de couro em Lämmerspiel, próximo a Offenbach, para a fabricação de pequenos produtos de luxo. - - Em 1946, as instalações da empresa haviam sido destruídas pelos bombardeios da Segunda Guerra Mundial e durante o tempo de reconstrução as canetas eram produzidas na Dinamarca. O famoso slogan “The Art of Writing” (A arte de escrever) foi lançado em 1986 e tornou-se um sinônimo da marca MONTBLANC para produtos refinados e clássicos. Em 1987 várias iniciativas internacionais de patrocínio à literatura, balé e música marcam o início do compromisso mundial da MONTBLANC com a cultura.
Os anos 90 começaram com a inauguração da primeira loja no ano de 1992 em Hong Kong. Depois do sucesso da fabricação de canetas de luxo, a marca resolveu investir em outros acessórios como relógios (1997), óculos, peças de joalheria, artigos de couro, perfumes e produtos da linha corpo e banho, como desodorantes e loções pós-barba. Essa diversificação começou em 1993, quando comprou uma tradicional fábrica de couro (Karl Seeger Lederwarenfabrik) em Offenbach, na Alemanha e começou a fazer agendas, pastas executivas e blocos de anotação. O material: couro de carneiro. Os animais eram confinados em pastos onde não havia arames farpados que pudessem machucá-los para não danificar a qualidade do couro.
Depois que foi comprada pelo grupo suíço Richemont, a MONTBLANC passou de referência em canetas a símbolo de lifestyle. A caneta modelo clássico (que podemos chamar de básico) custa em torno de €300. Uma jóia rara é o modelo com 4.810 brilhantes que vale a bagatela de €125 mil. O presidente norte-americano George W. Bush quase chegou a ganhar uma das cobiçadas canetas-tinteiro cravejadas de brilhantes, só não pode aceitá-la porque o cargo só lhe permite presentes de empresas com um valor limite de US$ 200.
A linha do tempo
1909
Introduzida a caneta tinteiro Rouge et Noir, que tinha o corpo todo preto e a ponta superior vermelha.
1910
Lançamento da caneta tinteiro com o nome MONTBLANC, inspirado no pico de mesmo nome.
1924
Lançada uma das vedetes da marca, a caneta Meisterstuck, que até os dias de hoje mantém o mesmo design, sendo um ícone da escrita no mundo inteiro.
1983
Lançamento da Meisterstück Solitaire Collection, a preciosa versão em ouro maciço, prata de lei e prata banhada a ouro.
A caneta-tinteiro Meisterstück Solitaire 149 em ouro maciço entra para o Guinness Book como a caneta mais cara do mundo.
1992
A empresa lança sua primeira Edição Limitada Patrono das Artes no mercado internacional: a caneta-tinteiro dedicada a LORENZO DE MEDICI – uma réplica da MONTBLANC dos anos 20 e que prestava homenagem ao grande patrono das artes do passado. São feitos somente 4.810 exemplares. A cada ano uma nova edição limitada seria acrescentada à coleção.
Lançamento da Edicão Limitada dedicada aos Escritores, com uma homenagem a Ernest Hemingway.
1994
A Solitaire Royal, caneta-tinteiro coberta de 4.810 brilhantes, entra para o Guinness Book como a caneta mais cara do mundo.
1995
Lançou oficialmente sua coleção de acessórios em couros (pastas, bolsas, agendas) para trabalho e viagens.
1996
Ingressou no mercado de jóias com o lançamento da linha Meisterstück Ewellery, composta por abotoaduras, pulseiras e outros acessórios para homens.
1997
Lançou sua linha própria de relógios e óculos denominada Meisterstück Collection.
Lançamento da Meisterstück Jewellery Line, acessórios de luxo para homens.
2000
Lançamento da coleção Bohème, com design mais arrojado, inspirado nos ideais hedonistas, e nas canetas de aço e fibra de carbono, numa demonstração inequívoca da maestria da MONTBLANC em manejar os mais diversos mercados, materiais e acompanhar as tendências do design, transformando tudo o que faz em objeto de desejo.
Lançamento da caneta de Edição Limitada “Montblanc Precious Dragon”. Esta coleção inclui instrumentos de escrita e acessórios de joalheria, feitos à mão pelo studio/ateliê MONTBLANC.
2001
Lançou seu primeiro perfume, o Presence, além de introduzir uma linha de bolsas e pastas para mulheres feitas à mão chamada Ladies Business Bags Collection.
2002
Apresenta no Salon International de la Haute Horlogerie em Genebra a Profile Collection, primeira coleção de relógios de pulso retangulares.
Inauguração em outubro da Montblanc Flagship Boutique na Champs-Elysées em Paris, introduzindo um novo conceito de decoração de lojas, desenvolvido pelo famoso arquiteto francês Jean-Michel Wilmotte.
2004
Lançamento da caneta exclusiva em homenagem a J.P. Morgan. Com tiragem limitada a 4.810 exemplares, o modelo fazia parte da coleção Patrono das Artes. Uma vez esgotada a tiragem, a caneta Patrono das Artes tem suas matrizes destruídas, garantindo que jamais voltarão a serem produzidas, aumentando o seu valor como peça de coleção.
2006
Lançou a Montblanc 100 Years Solitaire Mountain Massif Skeleton, em comemoração ao centenário da empresa. Moldada em ouro 18 quilates, com 123 diamantes azuis ao longo de seu corpo, o mais brilhante com 43 facetas, lapidação exclusiva da marca, que levou oito anos para ser desenvolvida, incrustado no topo. O valor, apenas US$ 175 mil.
A venda, só sob encomenda. Menos de 24 horas depois do lançamento a empresa tinha 60 interessados na lista.
A garantia A MONTBLANC desenvolveu o sistema intitulado Quo Vadis (em português para onde vais?). O clipe de cada caneta recebe um número único, gravado a laser, que corresponde a um código de barras. Este é registrado com o número do cliente, no momento da entrega do produto. Assim, se a caneta-tinteiro aparecer em um ponto de vendas não-autorizado, a empresa sabe a quem perguntar como isso aconteceu.
Essa garantia é apenas o último estágio de um processo de fabricação rigoroso. A fabricação das penas de luxo envolve muito trabalho manual, sobretudo feminino. As até 60 etapas de sua produção podem levar até um mês. Se as duas metades da pena não são absolutamente retas, ela arranha, ao invés de escrever. Para garantir a incomparável sensação de uma escrita macia a precisão absoluta é fundamental.
No caso da Montblanc, as penas são cuidadosamente cortadas com lâminas de diamante. Outro ponto crucial é o lustroso corpo da caneta, cuja matéria-prima é um granulado de resina nobre. Sua composição exata é um segredo comparável ao da fórmula da Coca-Cola.
Os slogans World-famous by quality and elegance.
(1963) Responsible with Montblanc.
(1968) The art of writing.
(1986) The art of writing your life.
(1997) New one look. New one mood. New times.
(2001) Dados corporativos
Origem: Alemanha
Fundação: 1906
Fundador: Claus-Johannes Voss, Wilhelm Dziambor e Christian Lausen
Sede mundial: Hamburgo
Proprietário da marca: Richemont Group
Capital aberto: Não (subsidiária)
Chairman: Johann Rupert
CEO & Presidente: Lutz Bethge
Faturamento: €1 bilhão (estimado)
Lucro: Não divulgado
Lojas: 380
Presença global: + 90 países
Presença no Brasil: Sim (8 lojas)
Produção: 3 milhões canetas/ano
Funcionários: 2.500
Segmento: Acessórios de luxo
Principais produtos: Canetas e acessórios em couro, relógios, jóias e perfumes
Ícones: A caneta Meisterstück e a estrela branca de seu logotipo
Slogan: The Art of Writing.
Website: www.montblanc.com
A marca no mundo Atualmente a marca conta com 380 lojas próprias e 9 mil pontos de vendas em mais de 90 países, produzindo cerca de 3 milhões de canetas por ano. Cerca de 45% do faturamento da marca provém da venda de canetas, 30% dos relógios e 20% dos acessórios de couro.
A tradicional empresa familiar pertence ao grupo suíço Richemont, proprietário de marcas luxuosas como Cartier, Piaget e A.Lange & Söhne.
Você sabia ?
A gravação do número 4.810, na pena de cada caneta-tinteiro, corresponde à altura do monte MONTBLANC.
Hoje, a cidade de São Paulo está entre as três no mundo (com Paris e Hong Kong) a possuir cinco lojas da marca.
As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).
Fonte: djalmanews.blogspot.com