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Dicas de fotografia são regras e truques práticos para ajudar você a tirar fotos melhores. Elas abrangem configurações da câmera, iluminação e enquadramento. Aprender esses fundamentos transforma fotos sem vida e monótonas em imagens belas e profissionais.
Para tirar fotos melhores hoje mesmo, independentemente de usar celular ou câmera profissional, priorize a luz natural, limpe a lente, ative a grade na tela para usar a Regra dos Terços e mantenha o foco cravado nos olhos do sujeito.
Dicas de fotografia para iniciantes
Você é relativamente novo na fotografia e gostaria de fazer suas fotos terem mais qualidade? Então, sem entrar em detalhes técnicos por enquanto, siga algumas dicas que poderão te ajudar!
Você não precisa ter um equipamento de ponta para conseguir boas imagens. Tudo o que você precisa é aprender a extrair o melhor de seu equipamento.
Então, aqui vão algumas dicas:
Nunca use o zoom digital. Desligue-o se você puder.
Balanço de brancos: especialmente quando você estiver tirando fotos em ambientes internos, tente ajustar você mesmo o balanço de brancos em sua câmera.
Inicialmente, não use o flash de sua câmera, exceto em casos em que você precise tirar fotos em condições de pouca luz e não consiga tirar fotos nítidas e não borradas sem o seu uso. Com a prática, você encontrará certas situações em que o uso do flash poderá corrigir algumas falhas.
A primeira coisa que você pode perguntar a si mesmo é, do que eu quero tirar uma fotografia? Se tiver algo que você achou interessante ou bonito, pergunte a você mesmo o que isto tem que faz com que você o veja desta maneira. Por exemplo, caso seja uma paisagem, há uma árvore em um lado que chama a atenção de seus olhos, ou as montanhas no horizonte? Ou ambos?
Isto ajuda a identificar os elementos chave que você deseja capturar. Agora, tente preencher sua foto com estas chaves, eliminando todos os elementos desnecessários, que servem apenas para distrair o observador do assunto de interesse.
Vamos supor que você esteja fotografando uma pessoa. Tenha certeza que você está perto o bastante para vê-la claramente, e preste atenção ao fundo… você realmente quer que aquela cadeira apareça? Há alguma coisa distraindo na composição? Talvez você possa se mover ou mudar sua posição para escondê-la.
Fonte de luz
A seguir, considere sua fonte de luz. Mantenha em sua mente que, a não ser que você queira fotografar uma silhueta, você irá quase sempre ter os melhores resultados com a fonte de luz atrás de você. Use isto para te ajudar a escolher um ponto de vista, sempre evitando tirar fotos com a fonte de luz à sua frente. Não é uma má idéia voltar ao local em outra hora do dia, caso seja necessário.
Outro aspecto importante da iluminação são as sombras. Olhe atentamente para a pessoa que você está tirando uma foto, para ver se há sombras em seu rosto.
Caso haja, tente mover a pessoa para outra posição em que não haja mais. O mesmo vale para outros tipos de foto, como de arquitetura. Volte mais tarde ao local caso haja alguma sombra interferindo.
Dicas para se tirar retratos
Alguns dos melhores retratos possuem o olhar do fotografado completamente confortável, como se não estivessem olhando para a câmera. Geralmente, quando as pessoas tentam sorrir ou fazer alguma pose, se parecem muito artificiais.
O principal objetivo é capturar a essência do retratado. Algumas pessoas têm algumas técnicas para fazer isto. Uma boa idéia é bater uma foto no momento em que a pessoa está sorrindo para a câmera e outra logo após, quando a pessoa normalmente recupera a naturalidade. Outra maneira seria contar uma piada engraçada ou fazer alguma graça, fazendo a pessoa sorrir espontaneamente.
Os três tipos gerais de retratos são: close-ups, fotos da parte superior do corpo e retratos que envolvem o meio (onde você foca tanto a pessoa quanto o meio onde ela vive, resumindo o seu caráter e personalidade).
Close-ups
Uma das coisas que mais importantes na hora de retratar alguém é a capacidade que temos para captar a expressão desta pessoa, e os close-ups são melhor opção. Normalmente enquadram os ombros e a cabeça da pessoa. O erro mais comum cometido pelo fotógrafo é que ele não está próximo o suficiente aos seus assuntos. Em alguns casos, isso significa que o fotografado, o centro de interesse, é muito pequeno para ter algum impacto.
É muito importante que a luz incida com um bom ângulo. Se você quiser acentuar as rugas ou pequenos detalhes, a luz deve ser lateral. Se quiser o contrário, pode tirar fotos em dias nublados, quando a luz é difusa, e por isto não há sombras.
Sempre focalize os olhos: Os olhos de uma pessoa são o elemento chave de um retrato, e devem ser o papel central (exceto em determinadas situações em que desejamos chamar a atenção a outras regiões). Eles representam o foco de maior impacto visual.
Utilize o flash para corrigir falhas: Ao se fotografar sob a luz do sol, é muito importante o uso do flash para preencher as regiões de sombra, principalmente no rosto. Esta simples técnica, chamada “flash de preenchimento”, pode salvar a imagem.
Fotos de crianças e animais: Evite tirar retratos de crianças e animais enquadrando-os de cima para baixo. Para fotografá-los, tente se agachar, fotografe com a câmera à altura de seus olhos.
Parte superior do corpo: São um pouco menos pessoais que as close-ups, e são o tipo de foto mais comumente utilizado para retratos. São mais fáceis de se obter resultados satisfatórios, principalmente porque a pessoa provavelmente se sentirá mais relaxada, e você pode incluir um pouco do fundo no enquadramento.
Preste atenção ao fundo: Ao se retratar alguém, tente utilizar fundos simples e que tenham um bom contraste em relação à pessoa. Evite fundos que contenham algo que possa distrair o observador. Utilize o diafragma o mais aberto possível, para que o fundo fique bem desfocado. Este conjunto de ações ajudam para que não haja distrações, e para que toda a atenção esteja volta à pessoa.
Tire a pessoa do centro da foto: O enquadramento central também é um erro muito comum. Evite o máximo possível e descentralize a pessoa – em alguns casos, você pode colocá-la em um dos terços da foto – e procure colocar seus olhos próximos aos pontos de ouro (pontos determinados pela regra dos terços).
Varie a pose: Para a foto não ficar sem graça e parecer mais natural, peça para a pessoa variar sua posição, virando levemente o rosto ou se movimentando.
Retratos que envolvem o meio: São retratos que nos introduz sobre a vida da pessoa, incluindo todo um cenário e nos mostrando o que elas fazem ou gostam de fazer: o tipo de casa que vivem e como a decoram, o tipo de trabalho que fazem e onde o fazem, etc. São comumente usados por fotojornalistas.
Fotos espontâneas: sendo discreto
Estas são um tipo de foto de pessoas que não têm conhecimento que estão sendo fotografadas, ou pelo menos que não estam posando para a câmera.
Você pode querer tirar fotos de pessoas em seus negócios, como um vendedor em um mercado. Nestes casos, você não deseja que ele pareça saber que está sendo fotografado. Muitas vezes as pessoas vão te ver e te ignorar, pois precisam se concentrar no que estão fazendo.
Se você estiver usando alguma teleobjetiva, e está mantendo alguma distância da pessoa, pode demorar um pouco para que ela repare você. Você deve ser capaz de compor a sua imagem e obter a foto antes disso acontecer. Uma outra forma de ser discreto é estar no local por um tempo, suficiente para que as pessoas parem de prestar atenção em você.
Antecipando comportamentos
Conhecer a pessoa bem o suficiente para ser capaz de antecipar o que ela irá fazer é um elemento importante para que você não perca bons momentos.
Observe-a cuidadosamente, e pense sobre a situação retratada: como ela pode agir? Então esteja com sua câmera preparada.
Os principais tipos de câmeras fotográficas
Atualmente, há no mercado uma infinidade de tipos de câmeras, com preços, funções e aplicações bem diversificados. Este grande número de opções é muito bom para os consumidores, mas isto pode acabar deixando em dúvida o fotógrafo iniciante ou qualquer um que esteja prestes a comprar uma câmera nova.
Então, siga essas dicas, e faça imagens mais agradáveis e bem compostas:
A regra dos terços
A regra dos terços é a forma tradicional, sendo amplamente utilizada. O centro de uma imagem não é um ponto satisfatório de repouso para o olhar. O posicionamento do sujeito no centro da cena provoca imagens estáticas e podem deixar partes da fotografia vazias.
Então, seguida a regra dos terços antes de tirar uma foto, divida mentalmente (ou usando o recurso disponível em algumas câmeras) a área a ser fotografa em tês terços verticais e horizontais, formando linhas semelhantes a um jogo-da-velha. Os pontos de interseção entre as linhas são os pontos chave ou os pontos de ouro, e por isso devem ser utilizados para situar os seus principais elementos. Essa técnica é muito simples, e funciona muito bem para a maioria das fotografias, e assim a distribuição dos elementos se dará de forma regular e equilibrada.
Em fotos de paisagens, utilize as linhas para delimitar os limites entre o céu e a terra/água. Você pode usar o plano principal ocupando dois terços da imagem.
Para se criar sensação de movimento em certas situações, você deve sempre considerar a direção do movimento dos assuntos e deixar espaços à frente deles nos quais “possam se movimentar”.
A leitura de uma imagem
Na cultura acidental, somos acostumados a a ler e escrever da esquerda pra direita. Desta forma, temos a tendência de ler uma imagem no sendo horizontal, da esquerda para a direita, e este fato pode ser levado em conta na hora em que estamos compondo uma foto.

Neste exemplo, o garoto foi posicionado no canto direito do enquadramento. No momento em que alguém for observa-la, o olhar irá passear por toda a imagem, começando no lado esquerdo e terminando no lado direito, exatamente onde está colocado o assunto principal.
A perspectiva

A perspectiva é um importante procedimento para se criar sensação de tridimensionalidade fotográfica. Mediante perspectiva linear, pode-se conduzir o interesse até o elemento principal guiando a atenção do observador.

Para tal, devemos considerar os seguintes tipos de linhas:
As diagonais, que criam sensação de movimento e podem ser usadas como linhas de condução, criando direcionamento na foto;
As curvas, que conferem beleza, graça e elegância, contribuindo ao movimento e à composição. As curvas em S são outra forma de composição harmônica, onde a vista segue savelmente até atingir um foco principal, que devemos nos assegurar que exista.
As linhas horizontais e verticais, por sua vez, são estáticas. As horizontais e costumam expressar paz, tranquilidade e harmonia, e as verticais limitam a profundidade e atuam como barreiras entre a fotografia e a vista.
Tonalidade e focalização: Utilizando a profundidade de campo, podemos dar mais ênfase a determinado objeto. Tal recurso é obtido variando-se a abertura do diafragma de sua lente (para mais detalhes sobre a profundidade de campo, clique aqui). Pode-se também utilizar grandes contrastes entre o fundo e o assunto com o uso de tonalidades claras e escuras, reforçando ainda mais a atenção dada a ele.
Componentes e funcionamento das câmeras fotográficas
Existem componentes básicos que todas as câmeras fotográficas possuem, não importando se são digitais, analógicas, simples… e conhecendo-os, você poderá dominar melhor o equipamento. Para explicarmos cada um deles, iremos fazer um passeio através das partes mais importantes, seguindo o caminho que a luz percorre ao entrar na nossa câmera.
Corpo da câmera: Pode-se dizer que tudo que não é objetiva e acessório faz parte do corpo da câmera. Nele, estão o sensor, o obturador, o visor e todos os encaixes (para objetivas. flash e cabos).
Objetiva: São a alma da câmera fotográfica. Através da passagem da luz pelos seu conjunto de lentes, os raios luminosos são orientados de maneira ordenada para sensibilizar a película fotográfica, ou o sensor, e formar a imagem.
Diafragma: O diafragma fotográfico é uma estrutura que se encontra no interior de todas as objetivas, e tem o papel de controlar a quantidade de luz que passa através dela.
Obturador: É um dispositivo mecânico que controla a quantidade de luz que incide no sensor através de uma “cortina”. Ao acionarmos o disparador, o obturador permite que a luz passe e seja captada pelo sensor digital ou pelo filme, por um tempo ajustável. Quanto maior o tempo, mais luz alcançará o elemento sensível.
Visor: É a parte da câmera que nos permite ver a cena que vamos fotografar, e varia segundo o tipo de câmera. Se falamos de uma SLR, o visor é uma pequena janela na qual, através de uma série de lentes e espelhos colocados estrategicamente, pode-se ver a cena exatamente como ela será fotografada, pois os raios de luz são provenientes diretamente da objetiva. Em câmeras amadoras, e em algumas SLR, há o modo LiveView, no qual o sensor é responsável por capturar a cena e nos mostrar, em tempo real, a imagem no LCD da câmera.
Sensor: O sensor, assim como o filme fotográfico, é o local para onde se direciona toda a luz recolhida pela objetiva, onde pixels sensível à luz captam a cena.
Como funciona uma câmera SLR
O funcionamento de uma câmera fotográfica é muito interessante.
Os raios de luz passam pela objetiva, se refletem no espelho móvel a 45º – que se situa logo atrás da objetiva – e se refletem num bloco de espelhos pentaprismáticos em 2 pontos. O último espelho do bloco leva a imagem ao visor. O foco é formado numa tela despolida, situada na posição horizontal entre o espelho móvel e o bloco penta prismático. Esta tela está posicionada na mesma distância do sensor.
Quando apertamos o disparador, um conjunto de mecanismos move-se em total sincronia. O diafragma se fecha na posição pré-selecionada ou calculada pelo processador, no caso da câmera estar em automático, o espelho móvel se levanta, fechando a passagem da luz ao visor (por isto que há um escurecimento do visor no momento) e o obturador se abre durante o tempo pré-selecionado ou calculado pelo processador.
Após completar a exposição, tudo volta à posição inicial.
O sensor de imagem
Ao contrário das câmeras mais antigas, que usavam filmes fotográficos para capturar as imagens, as câmera fotográficas digitais utilizam um sensor eletrônico, que converte a luz em cargas elétricas. Ele é composto por diversos e minúsculos diodos sensíveis à luz.
No curto espaço de tempo em que o obturador é aberto, cada fotocélula grava a intensidade ou brilho da luz que a atinge por meio de uma carga elétrica: quanto mais luz, maior a carga. O brilho gravado é, então, armazenado como uma série de números binários que podem ser usados para reconstruir a cor e o brilho dos pixels da tela.
Os tipos de Sensores
Basicamente, há dois tipos de sensor: o CCD e o CMOS:
O sensor CCD (Charge Coupled Device, ou Dispositivo de Carga Acoplado) é empregado na maioria das câmeras fotográficas do mercados, normalmente nas compactas e em SLR voltadas para iniciantes e semi- profissionais. São menos suscetível a ruído, e consome muito mais energia que os CMOS.
O sensor CMOS (Complementary Metal Semiconductor, ou Semi-condutor Complementar de Metal Óxido) exige um espaço menor, e seu processo de fabricação é mais barato. Ele tem a vantagem de consumir muito menos bateria, mas tende a ser menos sensível à luz.
Qual dos dois modelos é melhor?
Há uma grande discussão em torno destes dois tipos de sensores. Para alguns, o CCD possui qualidade superior, mas há outros que afirmam que o CMOS é melhor.
O mais importante para decidir qual é melhor é observar todo o conjunto utilizado: tamanho do sensor, a lente utilizada, o software da câmera, entre outros.
Com o aprimoramento da tecnologia, ambos produzem ótimas fotos, e não é possível apontar qual o melhor. Somente como exemplo, a Nikon D60 utiliza CCD, enquanto a Canon XSI utiliza CMOS.
Como evitar que o sensor fique sujo
Se você possui uma DSLR, provavelmente já teve ou ainda passará pela experiência de ver pontos ou manchas escuras em suas fotos. Estes pontos e manchas aparecem em todas as fotos exatamente na mesma posição.
São menos notáveis em fundos com muitos detalhes, e mais notáveis em fundos lisos (como um céu azul).
A principal razão para estas marcas pode ser a presença de poeira no sensor de sua câmera, normalmente chamado de CCD. Algumas câmeras são produzidas para evitar isto (como as Canon XTI e XSI, que possuem um sistema de auto-limpeza), mas ainda assim elas também podem apresentar o problema.
Então siga estas dicas para evitar ao máximo que o seu sensor fique sujo:
Evite trocar as lentes em ambientes arriscados (onde tem vento, água, areia, etc);
Desligue a câmera antes de trocas as lentes. Em algumas câmeras, o sensor possui uma carga elétrica que pode atrair a poeira como um ímã;
Segure a câmera de cabeça para baixo (com a abertura virada para baixo) quando estiver trocando as lentes. Assim, é muito mais difícil cair poeira dentro da câmera;
Tenha sua outra lente preparada pra ser colocada enquanto estiver trocando, pois assim a câmera ficará aberta o menor tempo possível;
Verifique se não há poeira em sua lente antes de colocá-la.
Para testar se o sensor de sua câmera está sujo, você pode fotografar uma parede branca, usando uma pequena abertura (um grande valor f) e, usando o foco manual, foque no infinito. Assim você poderá ver facilmente alguma mancha ou ponto em sua imagem após fazer o upload para o computador, observando-a no tamanho original.
Veja estes exemplos:
Na internet, é possível encontrar diversos métodos para que você mesmo faça a limpeza, usando alguns produtos próprios para isto. Mas se não possuir muito prática, é aconselhável que você não faça por sua conta, pois deve-se ter muita atenção e cuidado para não danificar o sensor. Caso ele esteja bem sujo, como o do segundo exemplo, você pode levar a sua máquina para uma assistência técnica.
O mito dos megapixels
Quanto mais megapixels uma câmera tiver, melhor será, certo? … Errado! Isto é um mito, no qual a maioria dos consumidores acredita devido ao marketing criado pelo mercado.
Vamos começar falando o que é exatamente um pixel. Um pixel é um ponto de cor, a menor unidade de uma imagem. Se você deseja ver um pixel, simplesmente dê zoom em uma foto usando um programa de edição ou visualização, e você verá inúmeros quadrados, que são os pixels.
Resolução das imagens
A resolução de uma imagem mede quantos pixels uma imagem terá horizontalmente e verticalmente. Por exemplo, as câmeras de 3MP têm 2048 pixels no comprimento, enquanto as de 12MP têm 4000 pixels, aproximadamente. Note que uma câmera de 12MP tem o dobro de resolução que uma de 3MP. Então, para comprar uma câmera capaz de criar imagens com o dobro de tamanho que a sua atual, você precisa comprar uma com o quádruplo de megapixels. Os Megapixels são uma unidade de medida, mas que não são lineares como as polegadas.
Para achar quantos megapixels sua câmera tem, multiplique o número de pixels verticais pelo de pixels horizontais. A Canon EOS Rebel XT, por exemplo, tem 3456 X 2304, dando um resultado de 7.962.624 na multiplicação…. ou seja, 8MP.
A óptica
A óptica é a determinante da qualidade. Assim, os personagens principais desta história são a lente e o sensor digital, que em equipe, determinarão a qualidade.
Em câmeras compactas, há uma grande limitação quanto à incidência de luz nas lentes devido ao tamanho reduzido das mesmas. E como os sensores das câmeras são produzidos em dimensões físicas padronizadas, ao aumentar-se o número de pixels dentro de uma área constante, cada pixel capta menos luz e gera mais ruído na imagem…
A iluminação
Entender e dominar a luz é um dos maiores desafios de um fotógrafo iniciante. Até mesmo fotógrafos profissionais às vezes encontram dificuldades em certas condições. Em fotografia, a luz é tudo. A própria palavra, que deriva de dois vocábulos gregos, significa “escrever com a luz”.
Confira a seguir alguns tipos de iluminação e suas características:
A luz natural
A luz natural é proporcionada pelo sol, que pode incidir diretamente ou indiretamente sobre o assunto. O aspecto da luz solar pode variar de acordo o horário e o tempo, resultando nos mais diversos aspectos à sua fotografia. Ao amanhecer, por exemplo, provoca tons quentes, com cores avermelhadas ou alaranjadas que são muito agradáveis para paisagens. A intensidade da luz logo pela manhã e à tarde é mais fraca, e produz imagens com boa definição e detalhes definidos, sem exagerar no contraste.
Luz dura e luz suave
Nas primeiras horas da manhã e à tarde a luz é mais suave, ou seja, mais fraca, como também direcionada. A iluminação durante o resto do dia tem intensidade mais forte, produz imagens com sombras densas e também causa o efeito de “estourar” a imagem, em que áreas mais claras da foto perdem totalmente a definição e ficam totalmente brancas. Este tipo de iluminação é chamada de luz dura.
No exemplo acima podemos observar uma foto com uma iluminação dura. Note a forte sombra que cobre uma parte do corpo da modelo. Isto é resultado da forte luz que incide lateralmente sobre ela. Observe também que, nos ombros e no rosto, a luz forte que incide diretamente “estoura” o local, criando áreas praticamente sem definição e cor. Nesta foto, os efeitos obtidos foram propositais, mas evite fotos de pessoas ao ar livre nos horários em que o sol é mais forte, pois além da iluminação dura, a direção de cima para baixo do sol a pino causa sombras fortes embaixo dos olhos e pescoço.
Uma boa solução quando precisamos fotografar uma pessoa ao ar livre é colocá-la embaixo de uma sombra. Você pode utilizar uma árvore ou qualquer outro local onde a luz não incide diretamente, pois neles a iluminação é mais suave, produzida por raios solares indiretos. As imagens obtidas com esta iluminação têm boa definição e realçam os contornos e detalhes do personagem, como na foto abaixo.

Dias nublados também nos fornecem luz suave. As nuvens funcionam como um difusor, suavizando os raios solares e tornando a luz mais fraca.
A Luz artificial
Além da luz natural, podemos usar outras fontes para iluminar nossas fotografia. Na maioria das vezes, usamos uma luz artificial quando a luz natural não é suficiente para iluminar a cena fotografada, como dentro de um ambiente fechado, ou em cenas noturnas.
A fonte de luz artificial mais usada é o flash eletrônico. Atualmente, todas as câmeras amadoras e semi-profissionais já tem um embutido no corpo da câmera, e funciona de maneira automática. Qualquer outra fonte de luz pode ser usada para iluminar uma cena a ser fotografada, como um holofote, lâmpadas, velas… São as chamadas “fontes de luz contínua”.
Cor da luz
Um detalhe importante que deve-se observar quando se usa iluminação artificial é a temperatura de cor. Ela é medida em graus Kelvin e indica. A luz do meio-dia, com temperatura de 5500º Kelvin, é a que mais se aproxima da luz branca.
Fontes de luz com temperaturas mais baixas, como um holofote em uma peça de teatro, uma lâmpada incandescente, ou uma vela, têm temperatura de cor de 4000º Kelvin, que produz luzes amareladas, tons “quentes”. Por outro lado, a luz “fria” de tem temperatura maiores, de aproximadamente 8000º Kelvin, produzindo tons azulados.
Compreendendo o balanço de brancos
O balanço de brancos é um aspecto da fotografia que muitos fotógrafos amadores não entendem ou não usam, mas é algo que vale a pena aprender por ter um forte impacto sobre as fotografias.
O balanço de brancos remove as cores não reais, tornando brancos os objetos que aparentam ser brancos para nossos olhos. Talvez você já tenha percebido tirando fotos que, algumas vezes, as imagens ficam com um tom laranja, azul, amarelo…. Isto se deve às diferentes “temperaturas de cor” das fontes de luz. Ao contrário de nós, que podemos julgar o que é branco em diferentes situações de luz, as câmeras digitais encontram grande dificuldade ao fazê-lo usando o ajuste de brancos automático, ou AWB (auto white balance). Então, devemos “dizer” a ela como tratar diferentes tipos de luz. Compreendendo o balanço de brancos, você poderá evitar que suas fotos sejam arruinadas pela aparição de tons indesejados.
Ajustando o balanço de brancos
A maioria das câmeras digitais possuem modos automáticos e semi-automáticos que podem ajudá-lo a fazer os ajustes, além do modo manual.
Dentre os ajustes semi-automáticos, alguns modos pré-configurados podem ser selecionados:
Tungsten (tungstênio): É usado para se fotografar em interiores, especialmente sob lâmpadas incandescentes.
Fluorescent (fluorescente): Este modo compensa a luz fria de lâmpadas fluorescentes.
Daylight/Sunny (luz do dia): Usado em fotos à luz do dia, em exteriores.
Cloudy (nublado): Usado em dias de tempo nublado.
Na maioria dos casos, você pode obter resultados precisos usando os modos pré-configurados, mas algumas câmeras permitem o ajuste manual também. Na função manual, você “diz” para a câmera o que é a cor branca, então ela terá uma referência para decidir como as outras cores vão ser. Para isto, você pode comprar um cartão branco (ou cinza) especialmente feito para esta tarefa, ou usar algum outro objeto branco. Então, deve-se enquadrá-lo, preenchendo toda a área da fotografia, e utilizar a função da câmera para analisar o objeto (se você não sabe onde encontrar esta função, tente achar no manual ou encontrar no menu de sua câmera, pois isto varia de um modelo para outro).
Veja estas fotos:

Na primeira, foi utilizado um balanço de brancos automático (AWB), resultando em uma tonalidade amarelada. Após segurar algum objeto branco e “dizer” o que é a cor branca para a câmera, ela gerou uma foto com cores mais próximas das reais, melhorando consideravelmente a qualidade final.
Este ajuste manual é muito simples de ser executado, uma vez que você saiba onde encontrá-lo no menu de sua câmera, e pode evitar que sua foto seja arruinada!
Fonte: Colégio São Francisco/www.fujifilm.com.br/www.fotografiaonline.xpg.com.br
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