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Narração



Tem por objetivo contar uma história real, fictícia ou mesclando dados reais e imaginários. Baseia-se numa evolução de acontecimentos, mesmo que não mantenham relação de linearidade com o tempo real. Sendo assim, está pautada em verbos de ação e conectores temporais. A narrativa pode estar em 1ª ou 3ª pessoa, dependendo do papel que o narrador assuma em relação à história. Numa narrativa em 1ª pessoa, o narrador participa ativamente dos fatos narrados, mesmo que não seja a personagem principal (narrador = personagem). Já a narrativa em 3ª pessoa traz o narrador como um observador dos fatos que pode até mesmo apresentar pensamentos de personagens do texto (narrador = observador).

O bom autor toma partido das duas opções de posicionamento para o narrador, a fim de criar uma história mais ou menor parcial, comprometida. Por exemplo, Machado de Assis, ao escrever Dom Casmurro, optou pela narrativa em 1ª pessoa justamente para apresentar-nos os fatos segundo um ponto de vista interno, portanto mais parcial e subjetivo.

Narração objetiva X Narração subjetiva

objetiva - apenas informa os fatos, sem se deixar envolver emocionalmente com o que está noticiado. É de cunho impessoal e direto.

subjetiva - leva-se em conta as emoções, os sentimentos envolvidos na história. São ressaltados os efeitos psicológicos que os acontecimentos desencadeiam nos personagens.

Observação

o fato de um narrador de 1ª pessoa envolver-se emocionalmente com mais facilidade na história, não significa que a Narração subjetiva requeira sempre um narrador em 1ª pessoa ou vice-versa.

Elementos básicos da narrativa:

Fato - o que se vai narrar (O quê ?)

Tempo - quando o fato ocorreu (Quando ?)

Lugar - onde o fato se deu (Onde ?)

Personagens - quem participou ou observou o ocorrido (Com quem ?)

Causa - motivo que determinou a ocorrência (Por quê ?)

Modo - como se deu o fato (Como ?)

Conseqüências (Geralmente provoca determinado desfecho)

A modalidade narrativa de texto pode constituir-se de diferentes maneiras: piada, peça teatral, crônica, novela, conto, fábula etc.

Uma narrativa pode trazer falas de personagens entremeadas aos acontecimentos, faz-se uso dos chamados discursos: direto, indireto ou indireto livre.

No discurso direto, o narrador transcreve as palavras da própria personagem. Para tanto, recomenda-se o uso de algumas notações gráficas que marquem tais falas: travessão, dois pontos, aspas. Mais modernamente alguns autores não fazem uso desses recursos.

O discurso indireto apresenta as palavras das personagens através do narrador que reproduz uma síntese do que ouviu, podendo suprimir ou modificar o que achar necessário. A estruturação desse discurso não carece de marcações gráficas especiais, uma vez que sempre é o narrador que detém a palavra. Usualmente, a estrutura traz verbo discendi (elocução) e oração subordinada substantiva com verbo num tempo passado em relação à fala da personagem.

Quanto ao discurso indireto livre, é usado como uma estrutura bastante informal de colocar frases soltas, sem identificação de quem a proferiu, em meio ao texto. Trazem, muitas vezes, um pensamento do personagem ou do narrador, um juízo de valor ou opinião, um questionamento referente a algo mencionado no texto ou algo parecido. Esse tipo de discurso é o mais usado atualmente, sobretudo em crônicas de jornal, histórias infantis e pequenos contos.

Observação

Para conhecer melhor a estruturação de cada uma dessas modalidades discursivas, consulte esse tópico em Português On Line

Fonte: www.graudez.com.br

Narração

"Narração" é um relato organizado de acontecimentos reais ou imagináveis. Deve-se destacar o movimento dos fatos, mantendo aceso o interesse do leitor, expor os acontecimentos com rapidez, relatando-se apenas o que é significativo.

A Narração envolve:

Na Narração, deve-se evitar que os acontecimentos se amontoem, sem nenhum significado.

Força-se selecionar fatos relevantes, evitando-se, quando possível, detalhes planos, as séries de adjetivos.

Recomenda-se o uso preferencialmente de substantivos.

Fonte: www.jurisway.org.br

Narração

A narrativa é uma forma de composição na qual há um desenrolar de fatos reais ou imaginários, que envolvem personagens e que ocorrem num tempo e num espaço. Narrar é, pois, representar fatos reais ou fictícios utilizando signos verbais e não verbais.

Há alguns tipos de narrativa:

1- uma piada

Manuel recebeu um telefonema do gerente do banco. - Seu Manuel, estou lhe telefonando para avisar que a sua duplicata venceu . - E quem pegou em segundo lugar ?

2- uma notícia de jornal

"A poda indiscriminada de árvores em algumas localidades de Jaú , durante o verão, tem contribuído para elevar em até 5 graus a temperatura nas calçadas. “ (Comércio do Jahu - 23-1-97)

3- um texto literário

A galinha Cocoricó estava há dias chocando seu ovo, quando ouviu um barulhinho: - Chegou a hora ! Meu filho vai nascer! A casca do ovo foi se partindo e uma frágil criaturinha começou a dar sinal de vida. Cocoricó não cansava de admirar a sua cria, que, toda desengonçada , tentava equilibrar-se sobre suas cambaleantes perninhas. Passadas algumas horas, lá estava o pintinho amarelinho, fofinho, aconchegado sob as penas de Cocoricó. - Você vai se chamar Uto !

4- Uma história em quadrinhos

utiliza ao mesmo tempo o código verbal e o não verbal e o contexto extra-lingüístico é importantíssimo para a compreensão da linguagem.

5- Uma letra de música

“Era uma casa Muito engraçada Não tinha teto Não tinha nada Ninguém podia Entrar nela não Porque na casa Não tinha chão “ ( Vinicius de Moraes)

6- um poema

Sonhe alto, sempre e mais Faça a cada dia a vida Na medida do seu sonho. Sonhe e, ao mínimo gesto, Seu ser inteiro empreste, Sua marca em tudo ponha Que o Homem não é alto Nem baixo e se faz... Da estatura do que sonha ! (Elcio Fernandes)

Para que a narrativa tenha qualidades, o assunto deve ser relatado de forma original e despertar no leitor interesse pelo desenrolar da história. A linguagem deve ser clara, simples, correta e a história deve parecer real, ser verossímil, isto é, deve dar a impressão de que ela pode ter acontecido. Exemplo: “Era noite de inverno, uma daquelas não muito frias, a ocasião ideal para ouvir uma boa música. Pensando nisso, o casal se arrumou e foi ao teatro para ouvir o concerto da Banda.

O teatro estava quase lotado e percebia-se a presença de várias crianças andando ruidosamente pelos corredores.

- Ih, pensou a mulher - criança pequena e concerto é uma combinação que raramente dá certo ... Aliás, nunca dá certo.

Mas ficou quieta, não comentou nada com o marido. Poderia parecer chata, implicante. Afinal, os tempos mudaram e talvez as crianças também; elas estão tão “adultificadas” que, quem sabe, podem até apreciar um bom concerto... Será ?

O castigo veio a cavalo , pois mal ela e o marido acomodaram-se nas primeiras poltronas de uma fileira, sentaram-se justamente atrás deles, um rapaz com a esposa, seu filhinho de uns quatro anos e um senhor de idade, o avô.

- Ô mãe, quanta polícia lá no palco ! Por quê ? - É que a banda é da polícia ! - Ô mãe, o que que aquele “ ómi” com aquela baciona vai fazer ? - Aquilo não é uma baciona. É um instrumento. Ele vai tocar ! Aquilo é o “baxotuba”. - O quê ? ! E aqueles “ómis” segurando aqueles bambus ? - Não é bambu ! Também é um instrumento. Fique quietinho que quando a banda começar a tocar, você vai ver.”

Um passo preparatório para a produção de texto narrativos, é , sem dúvida, a elaboração de falas em balões, dando seqüência.

Exercícios -Recortar uma tira de uma história em quadrinhos, retirando-se delas todas as falas dos balões. Colocar outras falas, dando seqüência.

Os principais elementos de uma narrativa são:

1- o enredo ou a trama

Formado pelos fatos que se desenrolam durante a narrativa. Toda história tem uma introdução, na qual o autor apresenta a idéia principal, os personagens e o cenário; um desenvolvimento , no qual o autor detalha a idéia principal e há dois momentos distintos no desenvolvimento : a complicação ( têm inícios os conflitos entre os personagens) e o clímax ( ponto culminante ) e um desfecho, que é a conclusão da narrativa.

Exercícios - O rapaz varou a noite inteira conversando com os amigos pela Internet. O pai , quando acordou às 6 horas, percebeu a porta do escritório fechada e a luz acesa . O filho ainda estava no computador e não havia ido dormir . Sem que este percebesse, trancou a porta por fora . Meia hora depois...

a- Desenvolva a idéia acima, colocando uma complicação, um clímax e um desfecho. b- Reescreva a Narração, invertendo a ordem: coloque primeiro o desfecho e depois o restante da narrativa. c- Reescreva novamente a Narração, agora colocando o clímax como primeiro parágrafo.

2- o tempo

Cronológico ou exterior - é marcado pelo relógio. É o espaço de tempo em que os acontecimentos desenrolam e os personagens realizam suas ações; psicológico ou interior, não pode ser medido como o tempo cronológico, pois refere-se à vivência dos personagens, ao seu mundo interior.

Exercícios - Na porta da igreja, a moça pegou o carro, bateu a porta e saiu acelerando.

Imagine as seguintes situações:

a- A cena se passa em 1930. Narre o fato que gerou essa ação e a reação das pessoas que assistiram ao fato.

b- A cena se passa em 1998. Narre o fato que gerou essa ação e a reação das pessoas que assistiram ao fato.

Exercício - Lembre-se de uma experiência que já tenha vivido e que durou poucos minutos, por exemplo, um acidente ou um incidente. Conte-o quebrando a ordem cronológica dos fatos, introduzindo sentimentos, conflitos, reflexões, recordações.

3- o espaço

Onde os acontecimentos se desenrolam.

Exercícios - O céu se fechou em nuvens negras, relâmpagos iluminavam tudo.Começou a chover forte.

a- A cena ocorre no Nordeste, depois de 6 meses sem chuva. Descreva o ambiente e a reação das pessoas diante do fato.

b- A cena ocorre no Sul, onde chove sem parar há 15 dias. Descreva o ambiente e a reação das pessoas diante do fato.

4- os personagens

São os seres envolvidos nos fatos e que formam o enredo da história. Eles falam, pensam, agem, sentem , têm emoções. Qualquer coisa pode ser transformada em personagem de uma narrativa .Os personagens podem ser pessoas, animais, seres inanimados, seres que só existem na crendice popular, seres abstratos ou idéias e outros. O protagonista é o personagem principal, aquele no qual se centraliza a narrativa. Pode haver mais de um na Narração. O antagonista é o personagem que se opõe ao principal. Há ainda os personagens secundários, que são os que participam dos fatos, mas não se constituem o centro de interesse da Narração.

Exercícios

a- Um grande mistério acaba de ser desvendado: descobriram quem roubou o banco. Narre um pequeno texto em que você é o protagonista .

b- Usando o mesmo fato narrado acima, narre um pequeno texto em que você é o antagonista .

c- Agora você é apenas um personagem secundário da ação acima. Narre-a .

d- Ouviu-se a seguinte notícia : “ O Rei Leão escolherá seu mensageiro-mór entre os animais da Floresta. Aquele que apresentar o melhor plano de trabalho, será o vencedor.“

Você é uma tartaruga. Narre como pretende ser a escolhida. Exalte suas qualidades.

Você é uma lebre. Narre como pretende ser a escolhida. Exalte suas qualidades.

Você é um beija-flor. Narre como pretende ser o escolhido. Exalte suas qualidades.

A fala dos personagens pode ser feita em discurso direto ( com diálogos e verbos de elocução - o próprio personagem fala ) e em discurso indireto ( o autor conta com suas próprias palavras o que o personagem diria.)

Exemplo de discurso direto

- Você sabe que o seu irmão chegou ?

Exemplo de discurso indireto

Ele perguntou se ele sabia que o seu irmão havia chegado . Há ainda o discurso indireto livre , que mescla o discurso direto com o indireto, dando a impressão que o narrador e o personagem falam em uníssono. Não há presença de verbos de elocução, de travessões, dois pontos, nem de orações subordinadas substantivas próprias do discurso indireto.

Exemplo de discurso indireto livre:

“ Se pudesse economizar durante alguns meses, levantaria a cabeça. Forjara planos. Tolice, quem é do chão não se trepa.” ( Graciliano Ramos)

Exercícios

a- Escolha uma pessoa que admira ( escritor, político, artista ) e crie um diálogo entre vocês , trocando idéias sobre algum fato.

b- Você acorda e seu cachorro está do lado da sua cama. Ele começa a falar. Narre o diálogo entre vocês dois.

5- o narrador

É quem relata os fatos.

O narrador pode assumir duas posições:

a- narrador observador ( narrador de terceira pessoa - o foco narrativo é de terceira pessoa ) - relata os acontecimentos como observador. Alguém está observando o fato e conta o que acontece ou aconteceu. Esse observador pode participar da história ou estar fora dela. A narrativa desenvolve-se em terceira pessoa. Exemplo: “Ele morava numa cidadezinha do interior. Tinha nascido ali, conhecida todo mundo.Era muito dado, dado demais para o gosto da mulher, que estava sempre de olho nos salamaleques que ele vivia fazendo para a mulherada do lugar. - Puras gentilezas - dizia ele. Afinal, sou um cavalheiro...

Levantava-se todos os dias na mesma hora, tomava o seu café, pegava a garrafa de água, o panamá, o cachorro e ia para a fazenda, herança de família. Mas não era de só ficar dando ordens não. Gostava mesmo era da lida.”

b- narrador personagem ( narrador de primeira pessoa - o foco narrativo é de primeira pessoa ) - um personagem participante da história narra os fatos. Vê os fatos de dentro para fora e a narrativa desenvolve-se em primeira pessoa. Exemplo: “Contou-me uma guia em Buenos Aires, que quando se diz que essa cidade é a mais européia das Américas, muitas pessoas torcem no nariz. Pura dor de cotovelo ! Quem conhece Buenos Aires como eu, sabe que isso é verdade.”

De acordo com o conceito de Narração, podem-se narrar tantos fatos reais, que é o relato de ações praticadas pelas pessoas ( livros científicos, livros de História, notícia de jornal) , como fatos fictícios , com personagens que podem até ser reais, mas que não tem necessariamente compromisso com a realidade. Neste último caso, o fato pode ser totalmente inventado ou até baseado na realidade, porém enriquecido pela imaginação de quem relata.

Fonte: www.lanavision.com

Narração

Você estudou, nos capítulos passados, uma das mais importantes tipologias textuais: a dissertação, cujas principais características são a argumentação (que visa a provar a veracidade da tese ao leitor) e a função referencial (texto voltado ao assunto, ao contexto, à realidade). O texto dissertativo, como já vimos, é dividido na maior parte das vezes em três partes: a introdução (momento em que se expõe a idéia sobre a qual se vai dissertar), o desenvolvimento (em que se encadeiam os argumentos que pretenderão atestar a veracidade da tese) e a conclusão (em que se retoma a idéia exposta na tese).

E a Narração? Pode-se definir essa tipologia como aquela em que se relatam fatos, acontecimentos, sejam eles verídicos ou não. Como o próprio nome diz, Narração é o ato de narrar, de contar histórias, de relatar fatos e acontecimentos passados, presentes ou futuros.

Principais características da Narração

Narrador

Obviamente uma Narração deve ter um narrador, o que narra os fatos. O narrador pode ser onisciente (em terceira pessoa; sabe tudo sobre os personagens e sobre a história) ou personagem (em primeira pessoa; ao mesmo tempo em que narra a história, participa dela; não pode prever o que os outros personagens falarão ou farão).

Personagem

A Narração conta geralmente com um ou mais personagens, seres em torno dos quais se encadeiam os fatos. Esses personagens podem ser pessoas, animais, objetos, etc. Pode-se dizer que um dos aspectos mais importantes da narrativa é o conflito, que pode suceder entre dois personagens, entre o personagem e a sua própria condição de existência, entre o personagem e ele próprio, etc. Ao personagem principal da narrativa dá-se o nome de protagonista; ao que entra em conflito com o protagonista, chama-se antagonista.

Espaço

É o lugar em que ocorre a Narração. É muito importante situar os personagens em um espaço, com o qual podem manter relações de sobrevivência importantes para a narrativa. É o caso do cortiço, em O Cortiço (de Aluísio Azevedo), por exemplo.

Tempo

Costuma-se situar os personagens também em um determinado momento, em um determinado tempo. Esse tempo pode ser cronológico (um minuto, uma hora, uma semana, um ano, etc.) ou psicológico (vivido por meio do flash-back, a memória do narrador).

Enredo

É a seqüência dos acontecimentos que compõem a Narração. Fonte: www.gramaticaonline.com.br

Narração

Narrar é contar um fato, um episódio; todo discurso em que algo é CONTADO possui os seguintes elementos, que fatalmente surgem conforme um fato vai sendo narrado:

onde ?

|

quando? --- FATO --- com quem?

|

como?

A representação acima quer dizer que, todas as vezes que uma história é contada (é NARRADA), o narrador acaba sempre contando onde, quando, como e com quem ocorreu o episódio.

É por isso que numa Narração predomina a AÇÃO: o texto narrativo é um conjunto de ações; assim sendo, maioria dos VERBOS que compõem esse tipo de texto são os VERBOS DE AÇÃO. O conjunto de ações que compõem o texto narrativo, ou seja, a história que é contada nesse tipo de texto, recebe o nome de ENREDO.

As ações contidas no texto narrativo são praticadas pelas PERSONAGENS, que são justamente as pessoas envolvidas no episódio que está sendo contado ("com quem?" do quadro acima). As personagens são identificadas (=nomeadas) no texto narrativo pelos SUBSTANTIVOS PRÓPRIOS.

Quando o narrador conta um episódio, às vezes( mesmo sem querer) ele acaba contando "onde" (=em que lugar) as ações do enredo foram realizadas pelas personagens. O lugar onde ocorre uma ação ou ações é chamado de ESPAÇO, representado no texto pelos ADVÉRBIOS DE LUGAR.

Além de contar onde , o narrador também pode esclarecer "quando" ocorreram as ações da história. Esse elemento da narrativa é o TEMPO, representado no texto narrativo através dos tempos verbais, mas principalmente pelos ADVÉRBIOS DE TEMPO.

É o tempo que ordena as ações no texto narrativo: é ele que indica ao leitor "como" o fato narrado aconteceu. A história contada, por isso, passa por uma INTRODUÇÃO (parte inicial da história, também chamada de prólogo), pelo DESENVOLVIMENTO do enredo (é a história propriamente dita, o meio, o "miolo" da narrativa, também chamada de trama) e termina com a CONCLUSÃO da história (é o final ou epílogo). Aquele que conta a história é o NARRADOR, que pode ser PESSOAL (narra em 1a pessoa : EU...) ou IMPESSOAL (narra em 3a. pessoa: ELE...).

Assim, o texto narrativo é sempre estruturado por verbos de ação, por advérbios de tempo, por advérbios de lugar e pelos substantivos que nomeiam as personagens, que são os agentes do texto, ou seja, aquelas pessoas que fazem as ações expressas pelos verbos, formando uma rede: a própria história contada.

Fonte: www.mundovestibular.com.br

Narração

A Narração está vinculada à nossa vida, pois sempre temos algo a contar.

Narrar é relatar fatos e acontecimentos, reais ou fictícios, vividos por indivíduos, envolvendo ação e movimento.

A narrativa impõe certas normas:

a) o fato: que deve ter seqüência ordenada; a sucessão de tais seqüências recebe o nome de enredo, trama ou ação;

b) a personagem;

c) o ambiente: o lugar onde ocorreu o fato;

d) o momento: o tempo da ação

O relato de um episódio implica interferência dos seguintes elementos:

fato - o quê?

personagem - quem?

ambiente - onde?

momento - quando?

Em qualquer narrativa estarão sempre presentes o fato e a personagem, sem os quais não há Narração.

Na composição narrativa, o enredo gira em torno de um fato acontecido. Toda história tem um cenário onde se desenvolve. Desta forma, ao enfocarmos a trama, o enredo, teremos, obrigatoriamente, de fazer descrições para caracterizar tal cenário. Assim, acrescentamos: Narração também envolve descrição.

Narração na 1ª Pessoa

A Narração na 1ª pessoa ocorre quando o fato é contado por um participante, isto é; alguém que se envolva nos acontecimentos ao mesmo tempo em que conta o caso.

A Narração na 1ª pessoa torna o texto muito comunicativo porque o próprio narrador conta o fato e assim o texto ganha o tom de conversa amiga.

Além disso, esse tipo de Narração é muito comum na conversa diária, quando o sujeito conta um fato do qual ele também é participante.

Narração na 3ª Pessoa

O narrador conta a ação do ponto de vista de quem vê o fato acontecer na sua frente. Entretanto o contador do caso não participa da ação. Observar: "Era uma vez um boiadeiro lá no sertão, que tinha cara de bobo e fumaças de esperto. Um dia veio a Curitiba gastar os cobres de uma boiada".

Você percebeu que os verbos estão na 3ª pessoa (era, veio) e que o narrador conta o caso sem dele participar. O narrador sabe de tudo o que acontece na estória e por isso recebe o nome de narrado onisciente. Observe: "No hotel pediu um quarto, onde se fechou para contar o dinheiro.Só encontrou aquela nota de cem reais. O resto era papel e jornal..."

Você percebeu que o boiadeiro está só, fechado no quarto. Mas o narrador é onisciente e conto o que a personagem está fazendo.

Fonte: www.algosobre.com.br

Narração

Termo derivado do Latim narratio. Acto de narrar acontecimentos reais ou fictícios. Numa concepção clássica a Narração corresponde a uma das partes da epopeia, nomeadamente à que surge depois da proposição e onde são contados os acontecimentos e os episódios mitológicos e históricos da obra. Para Aristóteles, o termo Narração designa um modo de discurso específico que se interpõe entre os modos lírico e dramático.

O desenvolvimento da narratologia alargou, porém, este conceito, assim, Genett, em Discurso da Narrativa,(1972), nomeia-a de “a instância produtiva da enunciação.”

A Narração implica que se enuncie os acontecimentos estabelecendo uma relação temporal entre eles. Para que uma história possa ser contada, ela deverá tomar a forma de discurso e, como tal, a Narração implica uma voz (a do narrador) que o efectue e um tempo em que se expresse. Não apenas o facto narrado se afasta temporalmente do facto sucedido, mas também a voz que o enuncia é outra que a do sujeito que viveu o acontecimento. Mikhail Bakhtin, em Estética e Teoria do Romance, (1972), explica: “Se narro (ou relato por escrito) um facto que acaba de me acontecer, eu já me encontro, como “narrador” (ou escritor), fora do tempo e do espaço em que o episódio teve lugar. A identidade absoluta do meu “eu” com o “eu” de quem eu falo é tão impossível como pendurar-se alguém em si próprio pelos cabelos.” Assim, a distanciação da realidade é inerente à Narração e remete para a ficção, pois uma história contada, nunca será igual àquela que realmente aconteceu, uma vez que entre as duas há o tempo e a experiência pelos quais o agente da enunciação passou, tornando-o num “outro” que não estava lá aquando do acontecimento. Deste modo, a Narração requer o uso do Pretérito Perfeito, dos Pretéritos-mais-que-Perfeitos e, ou da variante estilística que é o Presente Histórico. Há, contudo, situações em que a Narração pode ser anterior aos acontecimentos, no caso de premonições, sonhos, profecias de acontecimentos futuros: “The Bible says that there will be two women grinding corn – one will be taken and one will be left. There will be two in the bed.” Norman Mailer, Tough Guys don’t dance, (1984). A Narração no Pretérito é, no caso das narrativas passadas no futuro, paradoxal, e segundo David Lodge, The Art of Fiction,(1992) este tempo é apenas usado para projectar a ilusão ficcional da realidade. Por ex., em Orwell, 1984. Este autor refere também o exemplo de Michael Frayn, A Very Private Life, que abre com a utilização do Futuro, “Once upon a time there will be a girl called Uncumber (...)” ainda que o seu autor tenha optado pelo uso do Presente para o resto da narrativa. Nos monólogos interiores, encontramos um protótipo de Narração simultânea, pois a distância temporal entre o acto narrado e o acto da Narração é nula: “(...) e ele pensou Deixei definitivamente de ser pássaro, ancorei no lodo e na lama de Aveiro como os botes sem préstimo, reduzidos ao esqueleto das travessas, comidos pelos mexilhões e pelas lula.” António Lobo Antunes, Explicação dos Pássaros (1981) onde, apesar da presença do verbo introdutor de um discurso “ele pensou”, entre a substância diegética e o acto narrativo há uma consolidação de vivências da personagem que os torna simultâneos, anulando a distância temporal entre eles e a utilização do Pretérito Perfeito Simples não remete para um tempo passado, mas sim para aquele momento interior presente. O monólogo interior pode ser ainda imitado através da técnica do discurso indirecto livre. Para que tal suceda, ele terá de expressar as emoções, as sensações, as memórias, as fantasias, as indecisões, as incertezas, os medos, os fantasmas, enfim, toda a dramatização verbal interior que constitui a consciência subjectiva do indivíduo aquando consigo mesmo. Um tal discurso terá de ser, certamente, libertado das regras temporais, usualmente, utilizadas pela Narração, uma vez que o seu tempo será o psicológico, pois o discurso é colocado na consciência da personagem: “Mrs Dalloway said she would buy the flowers herself. For Lucy had her work cut out for her. The doors would be taken off their hinges; Rumperlmayer’s men were coming. And then, thought Clarissa Dalloway, what a morning – fresh as if issued to children on a beach.” Virginia Woolf, Sra Dalloway (1925). O narrador dá a voz à consciência da personagem, afastando-se, aproximando-se ou jogando com ela, acercando-se intimamente da personagem imitando o seu estilo e tom, de forma a (re)criar a dramatização de um monólogo interior.

A par da Narração surge frequentemente a descrição, criando uma díade que convém aclarar. A Narração, viu-se, é identificada, em regra, pelo recurso a determinados tempos verbais, os quais para a língua portuguesa serão os do Pretérito Perfeito, pela sua dinâmica acentuada por uma sequência de acções e limitada pela temporalidade dessas acções e pela velocidade, maior ou menor com que os eventos vão surgindo, desenvolvendo-se e dando lugar a outros. Por outras palavras, a Narração afasta-se das situações estáticas. Contrariamente, a descrição incide sobre objectos narrativamente inanimados, e.g., Andy Warhol filmando Joe d’Alessandro, The Sleep, dormindo durante três horas. Os objectos das descrições, dentro da narrativa, funcionam, normalmente, como cenário de uma acção no devir temporal e estão destituídos da transitoriedade das acções acabadas ou em progressão, por isso, o recurso ao Pretérito Imperfeito para consolidar essa intemporalidade. Contudo, é este factor intemporal que dá maior ou menor ênfase ao evento que a interrompe ou que lhe sucede e que contribui para efeitos como os de suspense, de surpresa, ou de integração, entre outros. Assim, a descrição é, funcionalmente, o décorum para a realização do evento. Por outro lado, a díade Narração/descrição é inseparável, ela é um ser híbrido, vegetal e animal, que pertence às belas letras e que se completa em si mesma, não surtindo o efeito estético se for separado em diferentes segmentos: “He pointed to his boots which were white with dust, while a dejected flower drooping in his buttonhole, like an exhausted animal over a gate, added to the effect of length and untidiness. He was introduced to the others. Mr. Hewet and Mr. Hirst brought chairs, and tea began again.” Virginia Woolf, The Voyage Out, (1915).

Fonte: www.fcsh.unl.pt

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