Figuras de Construção

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Figuras de Construção – O que é

Muitas figuras de linguagem estão diretamente relacionados com traços sintáticos da gramática (ou pode ser melhor compreendida em termos de linguagem da gramática convencional).

As figuras de sintaxe ou de construção dizem respeito a desvios em relação à concordância entre os termos da oração, sua ordem, possíveis repetições ou omissões.

Figuras de Construção ou sintaxe: determinam mudanças na estrutura comum das orações.

Elas podem ser construídas por:

a) omissão: assíndeto, elipse e zeugma;
b) repetição: anáfora, pleonasmo e polissíndeto;
c) inversão: anástrofe, hipérbato, sínquise e hipálage;
d) ruptura: anacoluto;
e) concordância ideológica: silepse.

Portanto, são figuras de construção ou sintaxe:

Elipse

Omissão de um termo ou expressão facilmente subentendida.

Significa, em gramática, omissão. Essa é a palavra-chave. Quando se omite algum termo ou palavra de um enunciado, tem-se a elipse. Vale lembrar que essa omissão deve ser captada pelo leitor, que pode deduzi-la a partir do contexto, da situação comunicativa.

É a omissão de um termo ou de uma oração inteira que já foi dita ou escrita antes, sendo que esta omissão fica subentendida pelo contexto.

Consiste na omissão de um termo facilmente identificável pelo contexto. “Na sala, apenas quatro ou cinco convidados.” (omissão de havia)

Casos mais comuns:

a) pronome sujeito, gerando sujeito oculto ou implícito: iremos depois, compraríeis a casa?
b) substantivo –
 a catedral, no lugar de a igreja catedral; Maracanã, no ligar de o estádio Maracanã
c) preposição –
 estar bêbado, a camisa rota, as calças rasgadas, no lugar de: estar bêbado, com a camisa rota, com as calças rasgadas.
d) conjunção 
– espero você me entenda, no lugar de: espero que você me entenda.
e) verbo – 
queria mais ao filho que à filha, no lugar de: queria mais o filho que queria à filha. Em especial o verbo dizer em diálogos – E o rapaz: – Não sei de nada !, em vez de E o rapaz disse.

Exemplos

Eu vi coisas lindas, realmente emocionantes; ela, coisas abomináveis, terríveis aos seus olhos. [omitiu-se o verbo ver em ela (viu) coisas abomináveis…];
Rico, podia fazer o que quisesse [omitiu-se a oração inteira: (Porque era) rico, podia fazer o que quisesse];
Empreste-me essa folha [omitiu-se de papel: folha (de papel)];
Todos esperamos se faça justiça [omitiu-se a conjunção que: esperamos (que) se faça justiça] Sobre a mesa, apenas uma garrafa. (omissão do verbo haver.)
Esta garota veio sem pinturas, uma saia rosa, um moletom, sapatos vermelhos. (omissão da palavra com.)

Curiosidade: Em diálogos também é usual a elipse: na bilheteria de um teatro, apenas perguntamos “- Quanto custa?”. O contexto, a situação em que foi feita a pergunta leva-nos ao termo omitido – “a entrada”.

Zeugma

Omissão (elipse) de um termo que já apareceu antes. Se for verbo, pode necessitar adaptações de número e pessoa verbais. Utilizada, sobretudo, nas or. comparativas.

É um tipo de elipse. Ocorre zeugma quando duas orações compartilham o termo omitido. Isto é, quando o termo omitido é o mesmo que aparece na oração anterior.

É um caso específico da elipse. Ocorre quando o termo omitido já tiver sido expresso anteriormente.

Consiste na elipse de um termo que já apareceu antes. Ele prefere cinema; eu, teatro. (omissão de prefiro)

Observação: Quando a flexão do verbo omitido é exatamente a mesma do verbo da oração anterior, tem se a zeugma simples. Quando a flexão é diferente, tem-se a zeugma complexa.

Exemplos:

Na terra dele só havia mato; na minha, só prédios. […na minha, só (havia) prédios] Meus primos conheciam todos. Eu, poucos. [Eu (conhecia) poucos] Alguns estudam, outros não, por: alguns estudam, outros não estudam.
/ “O meu pai era paulista / Meu avô, pernambucano / O meu bisavô, mineiro / Meu tataravô, baiano.” (Chico Buarque) – omissão de era

O mar é lago sereno O céu, manto azulado (Casimiro de Abreu)

(omissão no 2º verso do verbo ser.)

Precisarei de vários ajudantes. De um que pinte a parede e de outros que tomem conta das refeições. (houve zeugma do termo ajudante e ajudantes)
Você me corta um verso, eu escrevo outro. (zeugma do termo verso: “eu escrevo outro verso.”)

Polissíndeto

É a repetição expressiva da conjunção coordenativa. Todo uso repetido da conjunção e constitui um polissíndeto.

Consiste na repetição de conectivos ligando termos da oração ou elementos do período. “E sob as ondas ritmadas e sob as nuvens e os ventos e sob as pontes e sob o sarcasmo e sob a gosma e sob o vômito (…)”

Exemplos:

Vão chegando as burguesinhas pobres, e as crianças das burguesinhas ricas, e as mulheres do povo, e as lavadeiras (Manuel Bandeira)
E o menino resmunga, e chora, e esperneia, e grita, e maltrata, e abusa de toda paciência nossa deste mundo!

Assíndeto

Vem do grego, syndeton, que significa conjunção. É a ausência de conjunções coordenativas (aquelas que ligam orações ou termos coordenados, independentes) no encadeamento dos enunciados.

É a inexistência de conectivo (conjunção) para criar um efeito de nivelamento e simultaneidade entre os detalhes apreendidos. Toda omissão da conjunção e constitui um assíndeto.

Exemplos

Ela me olhava, lavava, olhava novamente, espirrava, voltava a trabalhar (não apareceu conjunção alguma para ligar as orações).
Eu nunca tive glória, amores, dinheiro, perdão (não apareceu conjunção alguma para ligar os termos que complementam o verbo ter).
Não sopra o vento; não gemem as vagas; não murmuram os rios.
O musicista foi ao clube, tocou seu instrumento, agradou, foi embora.
Fomos, vimos o lugar, comentamos com o porteiro, saímos sem dizer nada.

Pleonasmo

É uma repetição que envolve uma redundância, isto é, repetição desnecessária que ocorre para dar ênfase.

É a reiteração, a repetição, o reforço de uma idéia já expressa por alguma palavra, termo ou expressão. É reconhecido como figura de sintaxe quando utilizado com fins estilísticos, como a ênfase intencional a uma idéia; sendo resultado da ignorância ou do descuido do usuário da língua, é considerado como um vício de linguagem (pleonasmo vicioso).

Exemplos:

Vamos sair fora! (se é sair, obviamente é para fora)
Que tal subir lá em cima e tomar um bom vinho? (se é subir, obviamente é para cima)
“Eu nasci há dez mil anos atrás” (se é há, só pode ser atrás)
Essa empresa tem o monopólio exclusivo da banana (se é monopólio, obviamente é exclusivo)
A mim, você não me engana (o verbo enganar tem dois complementos – a mim e me; eis um caso de objeto pleonástico)

Observação:

O pleonasmo vicioso (“entrar para dentro”, “subir para cima”) é um defeito de linguagem.

Um recurso literário bastante difundido é o epíteto de natureza, que não deve ser considerado como um pleonasmo vicioso. Serve, por fins estilísticos, para reforçar uma característica que já é natural ao ser. Exemplos: céu azul, pedra dura, chuva molhada.

Exemplos:

Estou vendo terra com meus próprios olhos!!!
A mim ninguém me engana.

Inversão ou Hipérbato

Alteração ou inversão da ordem direta dos termos na oração, ou das orações no período. São determinadas por ênfase e podem até gerar anacolutos.

Consiste na mudança da ordem natural dos termos na frase. “De tudo ficou um pouco. Do meu medo. Do teu asco.”

Observações:

Bechara denomina esta figura antecipação.
Se a inversão for violenta, comprometendo o sentido drasticamente, Rocha Lima e Celso Cunha denominam-na sínquise
RL considera anástrofe um tipo de hipérbato

Exemplos:

Morreu o presidente, por: O presidente morreu.
Dança, à noite, o casal de apaixonados no clube. Ordem direta: O casal de apaixonados dança no clube à noite.
Aves, Desisti de ter! Ordem direta: Desisti de ter aves !

Anacoluto

Termo solto na frase, quebrando a estruturação lógica. Normalmente, inicia-se uma determinada construção sintática e depois se opta por outra.

Toda falta de nexo sintático entre o princípio da frase e o seu fim provoca um anacoluto. Ocorre geralmente quando o sujeito fica sem predicado e quando se usa um verbo no infinitivo, com sua repetição no meio da frase.

Consiste em deixar um termo solto na frase. Normalmente, isso ocorre porque se inicia uma determinada construção sintática e depois se opta por outra. A vida, não sei realmente se ela vale alguma coisa.

Exemplos:

Eu, parece-me que vou desmaiar. / Minha vida, tudo não passa de alguns anos sem importância (sujeito sem predicado) / Quem ama o feio, bonito lhe parece (alteraram-se as relações entre termos da oração)

Eu parece que estou ficando zonzo.
Morrer, todo o mundo vai morrer.

Silepse

É a concordância com a idéia, e não com a palavra escrita.

É uma figura de sintaxe e ocorre quando a concordância é feita pelo sentido e não pela forma gramatical, como a própria etimologia da palavra explica.

Podemos ter silepse de número, de gênero e de pessoa.

Consiste na concordância não com o que vem expresso, mas com o que se sebentende, com o que está implícito.

Existem três tipos:

a) de gênero (masc x fem): São Paulo continua poluída (= a cidade de São Paulo). V. Sª é lisonjeiro
b) de número (sing x pl):
 Os Sertões contra a Guerra de Canudos (= o livro de Euclides da Cunha). O casal não veio, estavam ocupados.
c) de pessoa
: Os brasileiros somos otimistas (3ª pess – os brasileiros, mas quem fala ou escreve também participa do processo verbal)

A silepse pode ser:

De gênero Vossa Excelência está preocupado.
De número Os lusíadas glorificou nossa literatura.
De pessoa “O que me parece inexplicável é que os brasileiros persistamos em comer essa coisinha verde e mole que se derrete na boca.”

a) Silepse de número: O caso mais comum ocorre quando o sujeito é um coletivo ou uma palavra que, apesar de estar no singular, indica mais de um ser.

Exemplos:

“O povo lhe pediram que se chamasse Regedor.” (Fernão Lopes) povo = singular pediram = plural
“…e o casal esqueceram que havia mundo.” (Mário de Andrade) casal = singular esqueceram = plural
O quarteto cantaram velhos sucessos. quarteto = singular cantaram = plural

b) Silepse de gênero: Os casos mais comuns são os de predicativos que concordam com a idéia que está implícita, e não com a forma gramatical.

Exemplos:

São Paulo é muito fria. (fria concorda com a palavra cidade)
Fulano é um criança. Fulano = masculino criança = feminino
Vossa Alteza é muito bondoso. Vossa Alteza = feminino bondoso = masculino

c) Silepse de pessoa: Ocorre principalmente quando o sujeito expresso aparece na terceira pessoa e o verbo na primeira pessoa do plural; a idéia é que o narrador integra o sujeito.

Exemplos:

Dizem que os cariocas somos pouco dados aos jardins público. cariocas = 3ª pessoa somos = 1ª pessoa
Os jogadores somos incompetentes jogadores = 3ª pessoa somos = 1ª pessoa

Diácope (Epizeuxe)

Repetição seguida de uma mesma palavra, podendo, de acordo com alguns teóricos, haver vocábulos entre elas.

Exemplos:

Saia, saia já daqui, não quero vê-lo mais…
Largue, vamos, largue esse vício.

Epístrofe

Repetição da mesma palavra ou expressões no final de cada oração ou verso.

Exemplo:

No mundo, as idéias são perigosas. Na vida, as vontades são perigosas.

Assonância

É a repetição de vogais na mesma frase.

Exemplo:

“Sou um mulato nato no sentido lato mulato democrático do litoral” (Caetano Veloso – Araçá Azul)

Aliteração

É toda repetição de consoantes ou de sílabas em um verso ou uma frase.

Exemplos:

O rato roeu a roupa da rainha rapidamente, Roque?
Vozes veladas, veludosas vozes, vórtices vorazes…

Paranomásia

É o encontro de palavras com sons quase idênticos, mas de significados diversos.

Exemplo:

Foi feito o corte para manter a corte.

Figuras de Construção – Frase

Figuras de sintaxe

Figuras pelas quais a construção da frase se afasta, de algum modo, do modelo de uma estrutura gramatical, para dar destaque significativo, como processo estilístico, a algum membro da frase.

Anáfora

Anáfora é a figura sintática que consiste na repetição da mesma palavra ou construção no início de várias orações, períodos ou versos.

Repetição de uma mesma palavra no início de versos ou frases.

Repetição em final de versos ou frases é epístrofe; repetição no início e no fim será símploce. Classificações propostas por Rocha Lima.

Observação:

“Grande no pensamento, grande na ação, grande na glória, grande no infortúnio, ele morreu desconhecido e só.” (Rocha Lima)
“Amor é um fogo que arde sem se ver; É ferida que dói e não se sente; é um contentamento descontente E dor que desatina sem doer. ” (Camões) `
“Tudo cura o tempo, tudo gasta, tudo digere.” (Vieira)

Exemplos

“Olha a voz que me resta / Olha a veia que salta / Olha a gota que falta / Pro desfecho que falta / Por favor.” (Chico Buarque)

Anástrofe

Anteposição, em expressões nominais, do termo regido de preposição ao termo regente.

É a inversão entre termo determinante (aquele que determina, constituído de preposição + substantivo) e o determinado, que passa a vir depois do determinante.

Observação: Para Rocha Lima é um tipo de hipérbato

Exemplos

“Da morte o manto lutuoso vos cobre a todos.”, por: O manto lutuoso da morte vos cobre a todos.
Da igreja estava ela na frente [a ordem natural seria Ela estava na frente da igreja; Da igreja é o termo determinante, que, na anástrofe, veio antes do determinado (frente)] Aqueles rapazes, sim, por dinheiro são muito ávidos [a ordem natural seria Aqueles rapazes, sim, são muito ávidos por dinheiro; Por dinheiro é o termo determinante, que, na anástrofe, veio antes do determinado (ávido)]

Sínquise

Essa palavra vem do grego (sýgchysis) e significa confusão. É a inversão muito violenta na ordem natural dos termos, de modo que a sua compreensão seja seriamente prejudicada. Consiste, segundo alguns autores, em um vício de linguagem, e não em uma figura de sintaxe com fins estilísticos.

Exemplos

“Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante” (ordem natural: As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico)
Da verdade aquelas pessoas todas muito honestas você pode acreditar que sabiam (ordem natural: Você pode acreditar que todas aquelas pessoas, muito honestas, sabiam da verdade).

Prolepse (ou antecipação)

Deslocamento do termo de uma oração para a oração anterior.

Exemplos:

O Ministro do Planejamento dizem que vai pedir demissão [o sujeito da oração vai pedir demissão (o Ministro do Planejamento) foi deslocado para antes da oração principal (dizem)] Essas frutas parece que não prestam [o sujeito da oração não prestam (Essas frutas) foi deslocado para antes da oração principal (parece)]

Polissíndeto

É o contrário do assíndeto. É a repetição das conjunções coordenativas (principalmente as aditivas e e nem), com o fim de incutir no discurso a noção de movimento, rapidez e ritmo.

Exemplos:

Ela me olhava, e lavava, e olhava novamente, e espirrava, e voltava a trabalhar (foi repetida a conjunção coordenativa aditiva e).
Eu nunca tive glória, nem amores, nem dinheiro, nem perdão (foi repetida a conjunção coordenativa aditiva

Figuras de criação ou (figuras de sintaxe)

A gramática normativa, partindo de aspectos lógicos e gerais observados na língua culta, aponta princípios que presidem às relações de dependência ou interdependência e de ordem das palavras na frase. Ensina-nos, entretanto, que aqueles aspectos lógicos e gerais não são exclusivos; ocasionalmente, outros fatores podem influir e, em função deles, a concordância, a regência ou a colocação (planos em que se faz o estudo da estrutura da frase) apresentam-se, às vezes, alteradas. Tais alterações denominam-se figuras de construção também chamadas de figuras sintáticas

Também é considerada como figura de construção a “Inversão”, aonde ocorre a mudança da ordem direta dos termos na frase (sujeito + predicado + complementos).

Exs.:”Ouviram do Ipiranga as margens plácidas De um povo heroico o brado retumbante” (Hino Nacional Brasileiro) (ordem direta: As margens do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heroico.)

Antecipação

Antecipação de termo ou expressão, como recurso enfático. Pode gerar anacoluto.

Exemplos

Joana creio que veio aqui hoje. O tempo parece que vai piorar

Observação: Celso Cunha denomina-a prolepse.

Figuras sintáticas ou de construção

As figuras sintáticas ou de construção dizem respeito a desvios em relação à concordância entre os termos da oração e ã ordem em que estes termos aparecem, ou ainda a possíveis repetições ou omissões e termos.

Você deve lembrar que o estudo dos termos da oração , das relações existentes entre as diversas palavras que formam uma oração e / ou um período é chamado análise sintática.

É construída segundo a estrutura básica do português: sujeito + predicado.

Todos os termos essenciais – sujeito, verbo, complementos – aparecem na oração e estão na ordem direta (primeiro vem o sujeito “ela” , seguido do verbo “deu” e de seus complementos: “dinheiro” , objeto direto, e “aos rapazes”, objeto indireto).

A mesma idéia pode, no entanto, ser comunicada d outras formas: basta que se altere a ordem dos termos oração, ou se repita ou se elimine alguns termos.

As alterações em relação à oração completa e na ordem direta destacam e enfatizam alguns aspectos da informação que se quer passar. Essas alterações são, portanto, expressivas. Elas demonstram possibilidade de cada indivíduo transmitir uma mesma idéia de formas diferentes.

Em relação â concordância nominal e verbal, realizada segundo as normas gramaticais, ocorre o mesmo: os desvios podem ser expressivamente considerados.

Polissíndeto

Polissíndeto é a repetição expressiva da conjunção coordenativa.

Observe:

“Vão chegando as burguesinhas pobres e as crianças das burguesinhas ricas e as mulheres do povo, e as lavadeiras da redondeza”
E eu, e você, e todos aqueles que acreditavam na nossa luta assumimos publicamente o compromisso.

Hipérbato ou inversão

Hipérbato ou inversão é a figura sintática que consiste na inversão da ordem natural e direta dos termas da oração.

Observe

“Passeiam, à tarde, as belas na Avenida.” (Carlos Drummond de Andrade)

( = As belas passeiam na Avenida à carde.)

“Passarinho, desisti de ter.” (Rubem Braga)

( = Desisti de ter passarinho.)

“Nada pode a máquina inventar das coisas.” (Carlos Drummond de Andrade)

( = A máquina nada pode inventar das coisas.)

“Enquanto manda as ninfas amorosas grinal nas cabeças pôr de rosas. “(Camões)

( = Enquanto manda as ninfas amorosas pôr grinaldas de nas cabeças. )

Fonte: Colégio São Francisco/www.graudez.com.br/www.tradutorweb.com.br/geocities.yahoo.com.br

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