Interjeição

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Interjeição – O que é

Uma interjeição é uma palavra ou frase usada para expressar uma emoção, sentimento ou reação repentina e espontânea. É uma palavra ou expressão que traduz emoção súbita, a surpresa e desejo de forma viva, sem utilizar uma estrutura lingüística.

A Interjeição eqüivale a uma frase pois sintetiza aquilo que só um enunciado composto pode traduzir.

interjeição é a expressão da língua usada para exprimir um sentimento de dor, alegria, admiração, irritação, etc.

É uma espécie de grito com que o falante traduz de modo vivo suas emoções.

A mesma reação emotiva pode ser expressa por mais de uma interjeição. De modo contrário, uma só interjeição pode corresponder a sentimentos diversos e até mesmo contrários.

Assim, o valor final de cada forma interjetiva vai depender fundamentalmente do contexto e da entoação.

Além das interjeições constituídas por um só vocábulo, há outras formadas por grupos de duas ou mais palavras. Trata-se das locuções interjetivas.

Na escrita, normalmente as interjeições vêm seguidas de ponto de exclamação.

É quase sempre seguida por um ponto de exclamação, embora às vezes a entonação de voz exija outra pontuação: “Ah menino, não deixe a alegria morrer…”.

O Significado das Interjeições

O significado de uma interjeição depende do contexto e da entonação.

A mesma interjeição podem corresponder vários sentimentos, até mesmo oposto.

Exemplos:

Ah! Que bom que eu te encontrei
Ah! Que raiva eu tive
Ah! Minha filha não pode viver de lembranças

Classificação das Interjeições

Exemplos de Interjeições e os estados emocionais que elas expressam:

A) Alegria: Ah!, Oh!, Oba!, Viva!, Ora!, etc.
B) Advertência: 
Cuidado!, Atenção!, etc.
C) Afugentamento: 
Fora!, Rua!, Passa!, Xô!, etc.
D) Alívio:
 Ufa!, Graças a Deus!, etc.
E) Animação: 
Coração!, Avante!, Vamos!, etc.
F) Aplauso:
 Bravo!, Bis!, Mais um!, etc.
G) Chamado:
 Alo!, Olá!, Psit!, Oi!, etc.
H) Desejo: 
Tomara!, Quem dera!, etc.
I) Dor: 
Ai!, Ui!, etc.
J) Espanto: 
Puxa!, Oh!, Xi!, Ué!, etc.
K) Impaciência: 
Hum!, Aff!, etc.
L) Silêncio: 
Silêncio!, Psiu!, Quieto!, Xiu!, etc.

Observação

Em alguns casos, são utilizados grupos de palavras com o mesmo valor da interjeição: são chamadas locuções interjeitivas, como por exemplo: Puxa Vida!, Não diga!, Que Horror!, Graças à Deus!, Ora Bolas!, Cruz Credo!, etc.

Interjeição – Expressão

É a expressão com que um estado emotivo é traduzido ou sentimentos espontâneos, e repentinos são exprimidos

ExemploAh! Puxa! Raios!

INTERJEIÇÃO é a palavra ou a simples voz, ou muitas vezes, um grito, que exprime de modo enérgico e conciso não já uma idéia, mas um pensamento, um afeto súbito da alma.

A interjeição vem a ser a expressão sintatica do pensamento, podendo desdobrar-se numa oração, assim:

O grito de Socorro! Eqüivale a oração “Acudam-me””Caspite! Eqüivale a “Eu admiro”. “Ai! Eqüivale a “Tenho dor”

não é muito importante esta classe de palavra, além da divisão e de algumas notinhas nada mais há que sobre ele dizer.Observação de todas as exclamações nenhuma se apresenta como uso tão freqüente e sentido tão variado como a interjeiçãoOh! Basta modificar o tom de voz para cada caso particular e denotará, alegria, tristeza, pavor, nojo, espanto, admiração, aplauso, apelo, silêncio, etc

Os principais tipos de interjeição são aqueles que exprimem:

a) afogentamento: arreda! – fora! – passa! – sai! – roda! – rua! -toca! – xô! – xô pra lá!
b) alegria: ou admiração
 oh!, ah!, olá!, olé!, eta!, eia!
c) advertência:
 alerta!, cuidado!, alto lá!, calma!, olha!, Fogo!
d) admiração:
 puxa!
e) alívio
 ufa!, arre!, também!
f) animação
 coragem!, eia!, avante!, upa!, vamos!
g) apelo
 alô!, olá!, ó!
h) aplauso;
 bis!, bem!, bravo!, viva!, apoiado!, fiufiu!, hup!, hurra!, isso!, muito bem!, parabéns!
i) agradecimento
 graças a Deus!, obrigado!, obrigada!, agradecido!
J) chamamento
 Alô!, hei!, olá!, psiu!, pst!, socorro!
l) desculpa
 perdão!
m) desejo 
oh!, oxalá!, tomara!, pudera!, queira Deus!, quem me dera!,
n) despedida
 adeus!, até logo!, bai-bai!, tchau!
o) dor 
ai!, ui!, ai de mim!
p) dúvida
 hum! Hem!
q) cessação
 basta!, para!
r) invocação
 alô!, ô, olá!
s) espanto
 uai!, hi!, ali!, ué!, ih!, oh!, poxa!, quê!, caramba!, nossa!, opa!, Virgem!, xi!, terremoto!, barrabás!, barbaridade!,
t) impaciência
 arre!, hum!, puxa!, raios!
u) saudação
 ave!, olá!, ora viva!, salve!, viva!, adeus!,
v) saudade 
ah!, oh!
x) suspensão
 alto!, alto lá!
z) interrogação
 hei!..
w) silêncio
 psiu!, silêncio!, caluda!, psiu! (bem demorado)
y) terror
 credo!, cruzes!, Jesus!, que medo!, uh!, ui!, fogo!, barbaridade! k) estímulo ânimo!, adiante!, avante!, eia!, coragem!, firme!, força!, toca!, upa!, vamos!

OBSERVAÇÃO: Como se nota e percebe que a mesma interjeição pode exprimir emoções de sentimentos diversos, segundo , conforme o contexto e a entoação da voz

Exemplo:

Oh! – pode exprimir alegria ou espanto.

Nota – qualquer palavra por derivação imprópria, quando proferida em tom exclamativo, transforma-se numa interjeição

Transformam-se em interjeições

a) advérbios

Exemplo: – avante!, fora!, alerta!, etc

b) adjetivos

Exemplo: – Boa!, Bravo!, coitado!, apoiado!, etc

c) substantivo

Exemplo: – cuidado!, atenção!, silêncio!, etc

d) verbos

Exemplo:

-viva!, Basta!, chega!, pudera!, etc.Atenção existem, não raro, interjeições onomatopaicas, verdadeiras onomatopéias, ou seja, que procuram reproduzir o som provocado por algum fenômeno
Bumba!, pum!, catapimba!, Zás! As interjeições são verdadeiras frases implícitas, nada mais que isso. Assim Observe; Ai = tenho dor! Atenção = esteja(m) atento(s)! Silêncio = fique(m) quieto(S)! Socorro = acudam-me

Fizemos este estudo minucioso sobre interjeição porque a nomenclatura gramatical brasileira (NGB) preceitua e classifica

A interjeição em rigor, não faz parte, propriamente dita, das classes de palavras Não podemos esquecer de que a interjeição “OXALÁ!” leva o verbo para o modo subjuntivo

Exemplo: Oxalá! Ela não se esqueça de mim Oxalá! Não aumente mais os preços da “Cesta Básica”LOCUÇÃO

É a reunião de palavras que eqüivale a um só. “Grupo de vocábulos que formam uma unidade lexilógica correspondente a determinada classe de palavras.

Interjeição – Classificação

Expressa estados emocionais do falante, variando de acordo com o contexto emocional.

Podem expressar:

alegria – ah!, oh!, oba! etc.
advertência
 – cuidado!, atenção etc.
afugentamento
 – fora!, rua!, passa!, xô! etc.
alívio
 – ufa!, arre!
animação 
– coragem!, avante!, eia!
aplauso 
– bravo!, bis!, mais um! etc.
chamamento
 – alô!, olá!, psit! etc.
desejo 
– oxalá!, tomara! etc.
dor 
– ai!, ui! etc.
espanto –
 puxa!, oh!, chi!, ué! etc.
impaciência
 – hum!, hem! etc.
silêncio 
– silêncio!, psiu!, quieto!

São locuções interjeitivas

puxa vida!
não diga!
que horror!
graças a Deus!
ora bolas!
cruz credo!
etc.

Emoções e Interjeições

Quando, em criança, iniciamos os estudos da linguagem, aprendemos a dividir as palavras em categorias gramaticais. Essa divisão, que nos foi legada pelos gregos, é aplicada em todas as línguas ocidentais, dividindo o mundo em categorias, baseadas em Aristóteles. Dionísio de Trácia, gramático grego, aplicou à língua o que o filósofo havia criado. Os romanos, que se utilizaram dos saberes dos gregos, trouxeram-nas para o Latim que as disseminou através de suas conquistas, nas diversas línguas da Europa.

Tudo isso é para dizer que, como os homens, as palavras também possuem uma hierarquização. Substantivos, adjetivos e verbos referem-se a realidades extra-lingüísticas, enquanto as demais valem apenas intramuros, dentro da própria língua, tendo cada idioma suas palavras instrumentais, que nem sempre são as mesmas, nem sequer, às vezes têm correspondente nos demais. É o que acontece com artigos, preposições e conjunções, entre outras.

Mas queremos falar hoje de uma palavra pouco estudada, mas que traduz tão bem e tão rápido nossas emoções e sentimentos.

Não chega a ser como dizia Bastos Tigre em relação à saudade: “Palavra doce, que traduz tanto amargor”.

É a interjeição, pensada apenas, às vezes como um conjunto de ais, uis e ois, para exprimir dor ou alegria. Até Monteiro Lobato em Emília no País da Gramática, assim as representava. Sua história e seu valor, vão, no entanto, além disso. Estão inscritos na história da própria língua, como vetor da emoção do falante, pois entre as funções da língua está aquela de transmitir as emoções do falante, nem que seja apenas para ele mesmo. Quando damos uma topada, exclamamos impropérios, geralmente interjeições, e dado seu teor, preferimos que ninguém nos ouça.

A língua, ao lado de sua função de comunicar o que pensamos ao nosso interlocutor, possui também a função emotiva ou expressiva, para dar vazão ao nosso sentir, além de representar a realidade objetiva. A interjeição integra o grupo de formas de expressar o que sentimos e não consta apenas de gritos e sussurros.

Muitas têm uma história e chegaram à forma abreviada depois de muitos anos de uso. Muitas delas têm uma origem escusa e imprópria, mas dentre as que podemos lembrar estão algumas bem nordestinas como “votes”, “oxente” e “vixe”.

Votes é formada de “Vou te esconjurar”, oxente é a admiração presente em “ó gentes!”, Vixe é a invocação à Virgem. Oxalá, homônimo da divindade africana, veio do árabe e significa “pela vontade de Alá”.

Epa, eita, opa, upa eram formas de fazer andar os animais de transporte. Essa última adquiriu foros de nobreza ao ser usada por Edu Lobo, na sua bela música “Upa, Negrinho”.

Outras interjeições nordestinas são facilmente compreendidas: priu, soando como apito final, é peia, já com pouco uso, e o nosso pronto, de usos múltiplos.

Muitas outras são de uso nacional e servem como desabafo ou incentivo: Abaixo! Fora! Morra! Viva! Fera! Beleza! Valeu! Uau! Lindo! expressam nossa admiração e entusiasmo, assim como É isso aí! Puxa ou ainda Puxa, vida é a constatação de uma dificuldade.

Cruz! Credo! é para exorcizar ou demonstrar espanto e desaprovação. Oi, pequeno e expressivo, foi encampado como marca de objeto. Chau caiu em nosso gosto, vindo da Itália, do difícil dialeto veneziano. O Sul do País contribui com tchê, à la putcha; São Paulo com ué; Minas com o característico uai.

De Portugal, sabemos pouco: apenas ó, pá! e giro que é mais um adjetivo.

Como a interjeição não é estudada e é mais usada na fala, não sabemos os usos das terras onde não vivemos.

Todos sabemos muitas que não vamos aqui repetir e que se originaram de palavrões, alguns até já descontaminados do sentido pejorativo, usados apenas como intensidade.

Assim é a língua, com sua lógica própria: ajuda-nos a expressar o sentimento com uma minúscula palavrinha, que nem sequer é incluída na sintaxe da frase, dizendo com isso mais do que às vezes, uma frase completa.

Fonte: Colégio São Francisco/www.geocities.com/www.brazilianportugues.com/www.graudez.com.br

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