Aritmética e Sistemas Numéricos

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Os sistemas numéricos fornecem métodos estruturados para representar valores usando uma base (radix), enquanto a aritmética envolve operações como adição, subtração, multiplicação e divisão desses números.

Os sistemas comuns incluem o decimal (base 10), o binário (base 2), o octal (base 8) e o hexadecimal (base 16), que são essenciais para cálculos e computação digital.

A aritmética é o ramo mais antigo e elementar da matemática, concentrando-se no estudo dos números, suas propriedades e operações fundamentais: adição, subtração, multiplicação e divisão. É essencial para a vida diária, incluindo tarefas como orçamento, medições e cálculos com números inteiros, frações, decimais e porcentagens.

Aritmética e Sistemas NuméricosAritmética e Sistemas Numéricos

Sistemas de Numeração

Posicionais: O valor de um algarismo depende de sua posição (ex: decimal, binário). O sistema indo-arábico é posicional e utiliza os algarismos 0-9.

Não Posicionais: O valor é independente da posição (ex: algarismos romanos).

Base (Radix): A quantidade de símbolos usados.

Decimal (Base 10): 0, 1, 2, …, 9.

Binário (Base 2): 0 e 1 (fundamental para computadores).

Hexadecimal (Base 16): 0-9 e A-F (usado em cores, programação

Aritmética e Conversão

Aritmética: Além das quatro operações básicas, envolve exponenciação e radiciação.

Conversão de Bases: Pode-se converter números entre bases, geralmente usando a base decimal como intermediária.

Aritmética Binária: Realiza as mesmas operações (soma, subtração, multiplicação, divisão) com coluna a coluna e transporte de 1 (“vai um”).

A noção de quantidade, ou de número, e a capacidade de quantificar são inerentes à inteligência humana e se desenvolvem com o tempo. Na medida em que as sociedades crescem e se tornam mais diversificadas, os sistemas numéricos ficam mais complexos. Na pré-história e em algumas tribos indígenas contemporâneas, a numeração não vai além do dois ou do três. A civilização egípcia, no entanto, realiza cálculos complexos e trabalha com números superiores a 1 milhão no século XXX a.C.

Base de contagem

Em um sistema numérico, os números são representados por símbolos. A quantidade de símbolos de um sistema numérico e sua hierarquia variam de acordo com a base de contagem utilizada.

O sistema decimal, por exemplo, o mais usado atualmente, é de base 10 e existem apenas dez símbolos para representar os números: 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9. É hierarquizado em unidades, dezenas (dez unidades), centenas (dez dezenas), milhares (dez centenas).

Também é um sistema posicional, ou seja, a posição do símbolo no número indica seu valor. No número 2.314, por exemplo, o 2 indica a quantidade de milhares, o 3 indica a quantidade de centenas, o 1 indica as dezenas, e o 4 indica as unidades.

Base 60

Na Antigüidade, o sistema adotado na Mesopotâmia é o de base 60, com símbolos específicos para representar as unidades de 1 a 59. Já é usado durante o reinado de Hamurabi, no século XVII a.C., tanto na aritmética elementar como para efetuar complicados cálculos astronômicos. Ainda não tem um símbolo para o zero e, nos cálculos, deixa um espaço em branco para indicar sua posição.

Ângulos e horas

As medidas usadas para ângulos e para a contagem das horas são heranças do sistema numérico de base 60 usado pelos antigos povos da Mesopotâmia.

Considerada muito prática, a base 60 pode ser dividida por vários números (1, 2, 3, 4, 5, 6 e 12) sem recorrer ao uso de frações. Seus múltiplos também permitem expressar com facilidade alguns fenômenos físicos. Os babilônios optam por dividir o círculo em 360º (60×6).

Fazem uma analogia entre o círculo e o movimento do Sol, ao longo do ano. No céu, o Sol desloca-se cerca de um grau por dia neste círculo aparente que executa em torno da Terra. Um grau é igual a 60 minutos e um minuto é igual a 60 segundos.

Invenção do zero

Não há consenso entre os historiadores sobre a invenção do zero. É atribuída tanto aos povos da Mesopotâmia, quanto aos árabes, hindus e chineses. Arqueólogos identificam um símbolo para este número em tábuas de escrita cuneiforme de 300 a.C., feitas na Mesopotâmia, numa época em que a região era dominada pelos persas. A invenção do zero aumenta a precisão de todos os cálculos e traz um grande desenvolvimento para a aritmética e a astrono.

Algarismos arábicos

Os símbolos numéricos 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, os algarismos, são inventados pelos hindus, por volta do século V d.C., para um sistema de numeração de base 10, com notação posicional. O uso do zero pelos hindus é registrado no século VII, na obra Brahmasphutasidanta (A abertura do universo), do matemático Brahmagupta.

O sistema numérico dos hindus é divulgado pelo livro Sobre a arte indiana de calcular, escrito em 825 pelo matemático e astrônomo persa al-Kwarizmi, origem das palavras algarismo e algoritmo. A obra de al-Kwarizmi chega à Espanha islamizada no século X.

Os símbolos numéricos hindus são adotados pelos comerciantes italianos e propagam-se por toda a Europa. Ganham o nome de algarismos arábicos em contraposição ao sistema numérico romano, ainda utilizado na época.

Fonte: Colégio São Francisco/www.conhecimentosgerais.com.br

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