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SEQUÊNCIAS REAIS

Função real: Uma função f sobre um conjunto X com imagem no conjunto Y, denotada por f:XY, associa a cada xX um único elemento yY, para todos os elementos de X. O que caracteriza o nome da função é o contradomínio Y da mesma. Se Y é um conjunto de:

números reais, temos uma função real.

vetores, temos uma função vetorial.

matrizes, temos uma função matricial.

números complexos, a função é complexa.

Neste trabalho, o conjunto dos números naturais será indicado por:

N={1,2,3,4,5,...}

Sequências reais: Uma sequência real (ou sucessão) é uma função f:NR que associa a cada número natural n um número real f(n). O valor numérico f(n) é o termo de ordem n da sequência. Do modo como definimos a sequência, o domínio de f é um conjunto infinito, mas o contradomínio poderá ser finito ou infinito. O domínio de uma sequência é indicado por Dom(f)=N e a imagem de uma sequência por Im(f)={a1,a2,a3, ...}.

Muitas vezes, a sequência (função) é confundida com a Imagem da função (conjunto de números), no entanto, esta confusão até mesmo colabora para o entendimento do significado de uma sequência no âmbito do Ensino Médio.

Um fato importante é que a função determina a regra que os elementos do conjunto imagem devem seguir.

Exemplos importantes de sequências reais

Função identidade: Seja f:NR definida por f(n)=n. Esta função pode ser representada graficamente de várias formas, sendo que duas delas estão mostradas abaixo, com o diagrama de Venn-Euler (esquerda) e o gráfico cartesiano (direito). Neste caso, Dom(f)=N e Im(f)={1,2,3,...}

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Sequência de números pares: Seja f:NR definida por f(n)=2n. Neste caso Im(f)={2,4,6,...}. Duas representações gráficas para esta sequência, são:

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Sequência de números ímpares: A função f:NR definida por f(n)=2n-1, está representada abaixo e a sua imagem é Im(f)={1,3,5,...}.

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Sequência dos recíprocos: A sequência dos recíprocos (ou inversos) dos números naturais f:NR é definida por f(n)=1/n. Neste caso Im(f)={1,1/2,1/3,1/4,...,1/n,...}.

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Sequência constante: Uma sequência constante é uma função f:NR definida, por exemplo, por f(n)=3 e pode ser representada graficamente por:

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Neste caso, Im(f)={3}

Sequência nula: A sequência nula f:NR é definida por f(n)=0. A imagem é o conjunto Im(f)={0}. f pode ser vista graficamente como:

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Sequência alternada: Uma sequência alternada f:NR pode ser definida por f(n)=(-1)nn. Esta sequência de números fica alternando o sinal de cada termo, sendo um negativo e o seguinte positivo, e assim por diante. A imagem é o conjunto:

Im(f)={-1,+2,-3,+4,-5,+6,...}

Sequência aritmética: A sequência aritmética f:NR é definida por: f(n)=a1+(n-1)r e pode ser vista com os gráficos abaixo:

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Neste caso: Im(f)={a1,a1+r,a1+2r,...,a1+(n-1) r,...}.

Sequência geométrica: Uma sequência geométrica é uma função f:NR definida por: f(n)=a1qn-1 que pode ser esboçada graficamente por:

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Aqui Im(f)={a1,a1q,a1q2,...,a1qn-1,...}.

Sequência recursiva:: Uma sequência é recursiva se, o termo de ordem n é obtido em função dos termos das posições anteriores.

Exemplo: A importante sequência de Fibonacci, definida por f:NR tal que f(1)=1 e f(2)=1 com

f(n+2)=f(n)+f(n+1)

para n>1, é uma sequência recursiva.

O conjunto imagem é Im(f)={1,1,2,3,5,8,13,21,34,...}

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As sequências de Fibonacci aparecem de uma forma natural em estudos de Biologia, Arquitetura, Artes e Padrões de beleza. O livro "A divina proporção", Huntley, Editora Universidade de Brasília, trata do assunto.

Observação: O gráfico de uma sequência não é formado por uma coleção contínua de pontos mas por uma coleção discreta. Eventualmente usamos retas ou curvas entre dois pontos dados para melhor visualizar o gráfico, mas não podemos considerar tais linhas como representativas do gráfico da sequência.

Toda vez que nos referirmos a uma sequência f:NR tal que f(n)=an, simplesmente usaremos a imagem da sequência f, através do conjunto

Im(f)={ a1, a2, a3, ..., an-1, an, ...}

Sequências finitas e infinitas

Quanto ao número de elementos da imagem, uma sequência poderá ser finita ou infinita.

Sequência Finita: Uma sequência é finita se, o seu conjunto imagem é um conjunto finito.

Exemplos: As sequências f:NR definidas por f(n)=0, g(n)=(-1)n e h(n)=cos(n/3) são finitas e as suas imagens são, respectivamente:

Im(f)={0}, Im(g)={-1,1}, Im(h)={1/2,-1/2,-1,1}

Sequência Infinita: Uma sequência é infinita se, o seu conjunto imagem é um conjunto infinito.

Exemplos: As sequências f:NR definidas por f(n)=2n, g(n)=(-1)nn, h(n)=sin(n) e k(n)=cos(3n) são infinitas, pois suas imagens possuem infinitos termos.

Exemplo: Seja a sequência infinita f:NR, cujo conjunto imagem é dado por Im(f)={5,10,15,20,...}. Observamos que

f(1)=5=5×1, f(2)=10=5×2, f(3)=15=5×3, ..., f(n) = 5n

Este é um exemplo de uma sequência aritmética, o que garante que ela possui uma razão r=5, o que permite escrever cada termo como

f(n)=f(1)+(n-1).r

No âmbito do Ensino Médio, esta expressão é escrita como:

an=a1+(n-1).r

Sequências aritméticas e PA

Uma sequência muito útil é a sequência aritmética, que possui domínio infinito. Esta sequência é conhecida no âmbito do Ensino Médio, como uma Progressão Aritmética infinita, mas o objeto matemático denominado Progressão Aritmética finita não é uma sequência, uma vez que o domínio da função que define a progressão, é um conjunto finito {1,2,3,...,m} contido no conjunto N dos números naturais.

Progressão Aritmética finita: Surge aqui o conceito de Progressão Aritmética finita, que é uma coleção finita de números reais com as mesmas características que uma sequência aritmética. As Progressões Aritméticas são denotadas por PA e são caracterizadas pelo fato que, cada termo a partir do segundo, é obtido pela soma do anterior com um número fixo r, denominado razão da PA.

Na sequência, apresentamos os elementos básicos de uma Progressão Aritmética da forma:

C = { a1, a2, a3, ..., an, ..., am-1, am }

m é o número de termos da PA.

n indica uma posição na sequência. n é o índice para a ordem do termo geral an no conjunto C.

an é o n-ésimo termo da PA, que se lê a índice n.

a1 é o primeiro termo da PA, que se lê a índice 1.

a2 é o segundo termo da PA, que se lê a índice 2.

am é o último elemento da PA.

r é a razão da PA e é possível observar que

a2=a1+r, a3=a2+r, ..., an=an-1+r, ..., am=am-1+r

A razão de uma Progressão Aritmética, pode ser obtida, subtraindo o termo anterior (antecedente) do termo posterior (consequente), ou seja:

a2-a1 = a3-a2 = a4-a3 = ... an-an-1 = r

Exemplos de Progressões Aritméticas (finitas)

A PA definida pelo conjunto C={2,5,8,11,14} possui razão r=3, pois:

2+3=5, 5+3=8, 8+3=11, 11+3=14

A PA definida pelo conjunto M={1,2,3,4,5} possui razão r=1, pois:

1+1=2, 2+1=3, 3+1=4, 4+1=5

A PA definida por M(3)={3,6,9,12,15,18} possui razão r=3, pois:

6-3 = 9-6 = 12-9 = 15-12 = 3

A PA definida por M(4)= {0,4,8,12,16 } possui razão r=4, pois:

4-0 = 8-4 = 12-8 = 16-12 = 4

Média aritmética: Dados n números reais x1, x2, x3, ..., xn, definimos a média aritmética entre estes números, denotada pela letra x com um traço sobre a mesma, como a divisão entre a soma desses números e o número de elementos:

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Na Progressão Aritmética, cada termo é a média aritmética entre o antecedente e o consequente do termo tomado, daí a razão de tal denominação para este tipo de sequência.

Fórmula do termo Geral de uma PA

Consideremos a PA com razão r, definida por

P = { a1, a2, a3, ..., an-1, an }

Observamos que:

a1 = a1 = a1 + 0r
a2 = a1 + r = a1 + 1r
a3 = a2 + r = a1 + 2r
a4 = a3 + r = a1 + 3r
... ... ... ...
an = an-1+r = a1+(n-1)r

e obtemos a fórmula do termo geral da PA:

an = a1 + (n-1) r

Com o material apresentado, podemos obter qualquer termo de uma Progressão Aritmética (PA), sem precisar escrevê-la completamente.

Exemplo: Seja a PA com razão r=5, dada pelo conjunto C={3,8,...,a30,...,a100}. O trigésimo e o centésimo termos desta PA podem ser obtidos, substituindo os dados da PA na fórmula do termo geral an=a1+(n-1)r.

Assim:

a30=3+(30-1)3=90 e a100=3+(100-1)3=300

Qual é o termo de ordem n=220 desta PA?

Exemplo: Para inserir todos os múltiplos de 5, que estão entre 21 e 623, montaremos uma tabela.

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Aqui, o primeiro múltiplo de 5 é a1=25, o último múltiplo de 5 é an=620 e a razão é r=5. Substituindo os dados na fórmula an=a1+(n-1)r, obteremos

620 = 25 + (n-1)5

de onde segue que n=120, assim o número de múltiplos de 5 entre 21 e 623, é igual a 120 e podemos observar que o conjunto de tais números é

C5 = { 25, 30, 35, ..., 615, 620 }

Progressões Aritméticas monótonas

Quanto à monotonia, uma PA pode ser:

crescente se para todo n>1: r>0 e an<an+1.

constante se para todo n>1: r=0 e an+1=an.

decrescente se para todo n>1: r<0 e an+1<an.

Exemplo: A PA definida pelo conjunto C={2,4,6,8,10,12} é crescente, pois r=2 e além disso a1<a2<...<a5<a6.

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Exemplo: A PA finita G={2,2,2,2,2} é constante.

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Exemplo: A PA definida pelo conjunto Q={2,0,-2,-4,-6} é decrescente com razão r=-2 e a1>a2>...>a4>a5.

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Exercício: Em uma PA com m termos, mostrar que a razão r pode ser escrita na forma r=(am-a1)/(m-1).

Extremos e Meios em uma PA

Em uma Progressão Aritmética (finita) dada pelo conjunto:

C = { a1, a2, a3, ..., an,...,am-1, am }

os termos a1 e am são denominados extremos enquanto os demais: a2, a3, ..., am-2, am-1 são os meios aritméticos.

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Exemplo: Na PA definida por C={1,3,5,7,9,11}, os números 1 e 11 são os extremos e os números 3, 5, 7 e 9 são os meios aritméticos.

Termos equidistantes dos extremos: Em uma PA com m termos, dois termos são equidistantes dos extremos se a soma de seus índices é igual a m+1 e sob estas condições, são equidistantes dos extremos os pares de termos

a1 e am, a2 e am-1, a3 e am-2, ...

Se a PA possui um número de termos m que é par, temos m/2 pares de termos equidistantes dos extremos.

Exemplo: A PA definida por C={4,8,12,16,20,24}, possui um número par de termos e os extremos são a1=4 e a6=24, assim:

a2 + a5 = 8 + 20 = 28 = a1 + a6
a3 + a4 = 12 + 16 = 28 = a1 + a6
a4 + a3 = 16 + 12 = 28 = a1 + a6
a5 + a2 = 20 + 8 = 28 = a1 + a6

Se o número m de termos é impar, temos (m-1)/2 pares de termos equidistantes e ainda teremos um termo isolado (de ordem (m+1)/2) que é equidistante dos extremos.

Exemplo: Na PA de C={1,3,5,7,9} os números 1 e 9 são os extremos da PA e os números 3, 5 e 7 são os meios da PA. O par de termos equidistante dos extremos é formado por 3 e 7, e além disso o número 5 que ficou isolado também é equidistante dos extremos.

Exemplo: A PA definida por C={4,8,12,16,20}, possui um número ímpar de termos e os extremos são a1=4 e a5=20, logo

a2 + a4 = 8 + 16 = 24 = a1 + a5
a3 + a3 = 12 + 12 = 24 = a1 + a5
a4 + a2 = 16 + 8 = 24 = a1 + a5


Interpolação aritmética

Interpolar k meios aritméticos entre os números a e b, significa obter uma PA com k+2 termos cujos extremos são a e b, sendo que a é o primeiro termo e b é o (último) termo de ordem k+2. Para realizar a interpolação, basta determinar a razão da PA.

Exemplo: Para interpolar 6 meios aritméticos entre a=-9 e b=19, é o mesmo que obter uma PA tal que a1=-9, am=19 e m=8. Como r=(am-a1)/(m-1), então r=(19-(-9))/7=4 e assim a PA ficará na forma do conjunto:

C = { -9, -5, -1, 3, 7, 11, 15, 19 }

Soma dos n primeiros termos de uma PA (finita)

Em uma PA (finita), a soma de dois termos eqüidistantes dos extremos é igual à soma dos extremos desta PA. Assim:

a2+am-1=a3+am-2=a4+am-3=...=an+am-n+1=...=a1+am

Seja a soma Sn dos n primeiros termos da PA, dada por

Sn = a1 + a2 + a3 + ... + an-2 + an-1 + an

Como a soma de números reais é comutativa, escrevemos:

Sn = an + an-1 + an-2 + ... + a3 + a2 + a1

Somando membro a membro as duas últimas expressões acima, obtemos:

2Sn = (a1+an) + (a2+an-1) +...+ (an-1+a2) + (an+a1)

Como todas as n expressões em parênteses são somas de pares de termos equidistantes dos extremos, segue que a soma de cada termo, sempre será igual a (a1+an), então:

2Sn = (a1 + an) n

Assim, temos a fórmula para o cálculo da soma dos n primeiros termos da PA.

Sn = (a1 + an)n/2

Exemplo: Para obter a soma dos 30 primeiros termos da PA definida por C={2,5,8,...,89}. Aqui a1=2, r=3 e n=30. Aplicando a fórmula da soma, obtida acima, temos:

Sn = (a1+an)n/2 = (2+89)×30/2 = (91×30)/2 = 1365

Sequências geométricas e PG

Outra sequência muito importante é a sequência geométrica, que possui domínio infinito. Esta sequência é conhecida no âmbito do Ensino Médio, como uma Progressão Geométrica infinita, mas o objeto matemático denominado Progressão Geométrica finita não é uma sequência, uma vez que o domínio da função é um conjunto finito {1,2,3,...,m} que é um subconjunto próprio de N.

As sequência geométricas são aplicadas a estudos para a obtenção do montante de um valor capitalizado periodicamente, assim como em estudos de Taxas de juros, Financiamentos e Prestações. Tais sequências também aparecem em estudos de decaimento radioativo (teste do Carbono 14 para a análise da idade de um fóssil ou objeto antigo).

No Ensino Superior tais sequências aparecem em estudos de Sequências e Séries de números e de funções, sendo que a série geométrica (um tipo de sequência obtida pelas somas de termos de uma sequência geométrica) é muito importante para a obtenção de outras séries numéricas e séries de funções.

Progressão Geométrica finita: Uma Progressão Geométrica finita, é uma coleção finita de números reais que possui as mesmas características que uma sequência geométrica, no entanto, possui um número finito de elementos. As Progressões Geométricas são denotadas por PG e são caracterizadas pelo fato que a divisão do termo seguinte pelo termo anterior é um quociente q fixado.

Se este conjunto possui m elementos, ele é denotado por

G = { a1, a2, a3, ..., an,...,am-1,am }

No caso de uma Progressão Geométrica finita, temos os seguintes termos técnicos.

m é o número de termos da PG.

n indica uma posição na sequência. n é o índice para a ordem do termo geral an no conjunto G.

an é o n-ésimo termo da PG, que se lê a índice n.

a1 é o primeiro termo da PG, que se lê a índice 1.

a2 é o segundo termo da PG, que se lê a índice 2.

am é o último elemento da PG.

q é a razão da PG, que pode ser obtida pela divisão do termo posterior pelo termo anterior, ou seja na PG definida por G={a1,a2,a3,...,an-1,an}, temos que

a2/a1 = a3/a2 = a4/a3 =...= an/an-1 = q

Média geométrica: Dados n números reais positivos x1, x2, x3, ..., xn, definimos a média geométrica entre estes números, denotada pela letra g, como a raiz n-ésima do produto entre estes números, isto é:

Na Progressão Geométrica, cada termo é a média geométrica entre o antecedente e o consequente do termo tomado, daí a razão de tal denominação para este tipo de sequência.

Fórmula do termo geral da PG

Observamos que:

a1 = a1 = a1 q0
a2 = a1 q = a1 q1
a3 = a2 q = a1 q2
a4 = a3 q = a1 q3
... ... ...
an = an-1 q = a1 qn-1

E temos a fórmula para o termo geral da PG, dada por:

an = a1 qn-1

Exemplos com progressões geométricas finitas

Seja a PG finita, definida por G={2,4,8,16,32}. Obtemos a razão q=2 da PG com a divisão do consequente pelo antecedente, pois:

32÷16 = 16÷8 = 8÷4 = 4÷2 = 2

Para a PG definida por G={8,2,1/2,1/8,1/32}, a divisão de cada termo posterior pelo anterior é q=1/4, pois:

1/32÷1/8 = 1/8÷1/2 = 1/2÷2 = 2÷8 = 1/4

Para a PG definida por T={3,9,27,81}, temos:

q = 9/3 = 27/3 = 81/3 = 3

Para a PG A={10,100,1000,10000}, temos:

q = 100/10 = 1000/100 = 10000/1000 = 10

Para obter o termo geral da sequências geométrica definida por E={4,16,64,...}, tomamos a1=4 e a2=16. Assim q=16/4=4. Substituindo estes dados na fórmula do termo geral da sequência geométrica, obtemos:

f(n) = a1.qn-1 = 41.4n-1=4(n-1)+1 = 4n

Para obter o termo geral da PG tal que a1=5 e q=5, basta usar a fórmula do termo geral da PG, para escrever:

an = a1.qn-1 = 5.5n-1 = 51.5n-1 = 5(n-1)+1 = 5n

Progressões Geométricas monótonas

Quanto ao aspecto de monotonia, uma PG pode ser:

Crescente se para todo n>1: q>1 e an<an+1.

Constante se para todo n>1: q=1 e an=an+1.

Decrescente se para todo n>1: 0<q<1 e an>an+1.

Alternada se para todo n>1: q<0.

Exemplo:

A PG definida por U={5,25,125,625} é crescente, pois a1<a2<a3<a4.

SEQUÊNCIAS REAIS

A PG definida por O={3,3,3,3} é constante, pois a1=a2=a3=a4=3.

SEQUÊNCIAS REAIS

A Progressão Geométrica definida por N={-2,-4,-8,-16} é decrescente, pois a1>a2>a3>a4.

SEQUÊNCIAS REAIS

Interpolação Geométrica

Interpolar k meios geométricos entre dois números dados a e b, significa obter uma PG com k+2 termos, cujos extremos são a e b, sendo que a é o primeiro termo da PG e b é o último termo da PG, que possui ordem k+2. Para realizar a interpolação geométrica, basta determinar a razão da PG.

Exemplo: Para interpolar três meios geométricos entre 3 e 48, basta tomar a1=3, an=48, k=3 e n=5 para obter a razão da PG. Como an=a1qn-1, então 48=3q4 e segue que q4=16, garantindo que a razão é q=2. Temos então a PG:

R = { 3, 6, 12, 24, 48 }

Fórmula da soma dos termos de uma PG finita

Seja a PG finita, Y={a1,a1q,a1q2,...,a1qn-1}. Indicamos a soma dos n termos dessa PG, por:

Sn = a1 + a1 q + a1 q2 + ... + a1 qn-1

Se q=1, temos:

Sn = a1 + a1 + a1 + ... + a1 =n a1

Se q é diferente de 1, temos

Sn = a1 + a1q + a1q2 + a1q3 + ... + a1qn-1

Multiplicando ambos os membros da igualdade acima pela razão q, obteremos

q Sn = a1q + a1q2 + a1q3 + a1q4 + ... + a1qn-1 + a1qn

Dispondo estas expressões de uma forma alinhada, obteremos:

Sn = a1 + a1q +...+ a1qn-1
q Sn = a1q +...+ a1qn-1 + a1qn

Subtraindo membro a membro, a segunda expressão da primeira, obteremos

Sn - q Sn = a1 - a1 qn

que pode ser simplificada em

Sn(1-q) = a1 (1 - qn)

ou seja

Sn = a1(1-qn)/(1-q) = a1(qn-1)/(q-1)

Esta é a fórmula para a soma dos n termos de uma PG finita de razão q, sendo -1<q<1.

Exemplos

Para obter os termos da PG W={3,9,27,81}, devemos obter a razão desta PG e como esta é obtida pela divisão do termo posterior pelo termo anterior, temos que q=9/3=3. Como a1=3 e n=4, substituímos os dados na fórmula da soma dos termos de uma PG finita, obtemos:

S4=3 (34-1)/(3-1)=3(81-1)/2= 3×80/2=120

Para obter a soma dos 5 primeiros termos de uma PG cuja razão é q=1 e a1=2, podemos identificar a PG com o conjunto X={2,2,2,2,2}. Como a razão da PG é q=1, temos que a soma dos seus termos é obtida por S5=2×5=10.

Soma de uma série geométrica

Uma sequência geométrica (infinita) é semelhante a uma PG, mas nesse caso ela possui infinitos elementos. Consideremos agora esta sequência geométrica definida por f(n)=a1qn-1, cujos termos estão no conjunto infinito:

F = {a1,a1q,a1q2,a1q3,...,a1qn-1,...}

A soma dos termos desta sequência geométrica, é conhecida como a série geométrica de razão q, e não pode ser obtida da mesma forma que no caso das PGs (finitas), mas aquele processo será utilizado para auxiliar no presente cálculo.

Consideremos a soma dos termos desta sequência geométrica, como:

St = a1 + a2 + a3 + ... + an + ...

que também pode ser escrita da forma

St = a1 + a1 q + a1 q2 + a1 q3 + ... + a1qn-1 + ...

ou na forma simplificada

St = a1 (1 + q + q2 + q3 + ... + qn-1 + ... )

A expressão matemática dentro dos parênteses

S = 1 + q + q2 + q3 + ... + qn-1 + ...

é carente de significado, pois temos uma quantidade infinita de termos e dependendo do valor de q, esta expressão, perderá o sentido real.

Analisaremos a situação em cinco casos, mas o último [caso (e)] é o mais importante nas aplicações.

Caso (a): Se q>1, digamos q=2, temos que

S = 1 + 2 + 22 + 23 +...+ 2n-1 +... = infinito

e o resultado não é um número real.

Caso (b): Se q=1, temos que

S = 1 + 1 + + 1 +...+ 1 +... = infinito

e o resultado não é um número real.

Caso (c): Se q=-1, temos que

S=-1 + 1 -1 + 1 -1 +1 ... -1 +1 + ...

e dependendo do modo como reunirmos os pares de números consecutivos desta PG infinita, obteremos:

S = 1+(-1+1)+(-1+1)+(-1+1)+...+(-1+1) +... = 1

mas se tomarmos:

S = (1-1)+(1-1)+(1-1)+(1-1) +...+ (1-1) +... = 0

ficará claro que q=-1, a soma dos termos desta série se tornará complicada.

Caso (d): Se q<-1, digamos q=-2, temos que

S = 1 - 2 + 4 - 8 + 16 - 32 - 64 +...+ 2n-1 - 2n + ...

que também é uma expressão carente de justificativa.

Caso (e): Se -1<q<1, teremos o caso mais importante para as aplicações. Neste caso as séries geométricas são conhecidas como séries convergentes. Quando uma série não é convergente, dizemos que ela é divergente.

Consideremos

S = 1 + q + q2 + q3 +...+ qn-1 +...

A soma dos n primeiros termos desta série geométrica, será indicada por:

Sn = 1 + q + q2 + q3 + ... + qn-1

e já mostramos antes que

Sn = (1-qn)/(1-q)

mas se tomamos -1<q<1, a potência qn se aproxima do valor zero, à medida que o expoente n se torna muito grande e sem controle (os matemáticos dão o nome infinito ao pseudo-número com esta propriedade).

Para obter a soma S, deve-se então tomar o limite de Sn quando n tende a infinito e poderemos escrever:

Concluímos então que para -1<q<1, vale a igualdade:

S = 1 + q + q2 + q3 + ... + qn-1 + ... = 1/(1-q)

De uma forma geral, se -1<q<1, a soma

St = a1 + a1 q + a1 q2 + a1 q3 + ... + a1qn-1 + ...

pode ser obtida por:

St = a1/(1-q)

Exemplos:

Para obter a soma dos termos da sequência geométrica definida por S={2,4,8,16,...}, devemos obter a razão, que neste caso é q=2. Assim, a soma dos termos desta PG infinita é dada por:

Sn=2 + 4 + 8 + 16 + ...

e esta série é divergente.

Para obter a soma dos termos da sequência geométrica definida por Y={5,5/2,5/4,5/8,5/16,...}, temos que a razão é q=1/2 e a1=5, recaindo no caso (e), assim, basta tomar

St = 5/(1-½) = 10

Fonte: pessoal.sercomtel.com.br

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