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Asa Delta

História da Asa Delta

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Se a história da asa delta não é tão antiga, o desejo do homem conquistar o céu é. Desde a mitologia a história de Édipo persegue o homem e muitas tentativas foram realizadas com o objetivo de conseguir a façanha.

Mas foi somente no final da II Guerra Mundial que a asa delta surgiu. Um pesquisador chamado Francis Rogallo, em 1951 foi o primeiro a registrar a patente das asas flexíveis.

Essa descoberta foi fundamental para o surgimento da asa delta. Na mesma época a NASA utiliza a invenção de Rogallo para auxiliar na aterrissagem de foguetes.

Porém o primeiro desenho de uma asa delta como a conhecemos aconteceu somente em 1966 e, foi realizado por Al Hartig.

No Brasil o esporte chegou através de um francês chamado Stephan Dunoyer, em 1976, que decolou do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.

De lá para cá muita coisa aconteceu no esporte e hoje é consolidado como uma potência dentro dos esportes radicais.

História – Brasil

Tudo começou quando em Julho de 1974 um piloto francês fez um vôo do alto do Corcovado no Rio de Janeiro. O feito chamou a atenção de muitas pessoas, inclusive interessados em aprender a arte de voar. Dois mais entusiasmados, conseguiram encontrar o tal francês e decidiram começar a voar. Na busca de um morro ideal para iniciar as aulas, chegaram até o amigo Luiz Cláudio, que tinha um terreno de acordo com as necessidades para o curso.

Algum tempo depois, os dois desistiram do curso e depois de dois meses de um conturbado curso o amigo, Luiz Cláudio, que havia entrado por acaso na história, veio à se tornar o primeiro piloto Brasileiro a voar!

Seu primeiro vôo foi realizado no dia 7 de Setembro de 1974 do topo da pedra da agulhinha em São Conrado. Algumas semanas depois, devido a dificuldade de acesso à pedra da Agulhinha, Luis Cláudio abriu uma outra rampa, no pé da pedra Bonita. Em Novembro de 1975, o número de pilotos já era mais de uma dezena e resolveram então realizar o 1o campeonato Brasileiro de Vôo Livre.

Asa Delta
Asa Delta

Com o crescente número de adeptos veio a necessidade de se abrir uma outra rampa. Desta vez a rampa foi construída no final da estrada aberta pelo arquiteto Sérgio Bernardes no morro que dá acesso à Pedra Bonita. A intenção de Sérgio com essa estrada, era de construir uma casa no meio da floresta, mas por sorte dos voadores, a obra fora embargada pelo IBDF. Em Dezembro de 75, foi fundada então a ABVL (Associação Brasileira de Vôo Livre) com o intuito de controlar o acesso à rampa de Vôo Livre, que acabou sendo definitivamente cedida aos pilotos e utilizada até hoje.

Atualmente o Vôo Livre evoluiu bastante e os equipamentos “experimentais” do passado, deram lugar a asas modernas, projetadas por engenheiros aeronáuticos.

Alguns modelos de competição chegam à custar mais de 10.000 dólares.

O Vôo Livre no Brasil, acompanhou esta evolução e hoje em dia temos uma posição de destaque no cenário mundial, tendo conquistado um campeonato mundial individual, com Pepê Lopes em 1982 no Japão; um vice-campeonato mundial individual e por equipes em 1991 no Brasil e, recentemente, o Brasil conquistou o campeonato mundial por equipes em 1999 na Itália.

Com o surgimento do parapente, o Vôo Livre se dividiu em 2 categorias: Asa Delta e Parapente ou Paragliding como também é conhecido.

O que é a Asa Delta

O vôo livre vem colorindo os céus do Brasil há quase 30 anos. Do primeiro vôo no Alto do Corcovado, até hoje, muito se passou. O esporte cresceu, ganhou notoriedade e popularidade.

A arte de domar os ventos proporciona a quem pratica uma sensação única de liberdade. Quem nunca quis poder voar como os pássaros? Pois é, quem faz asa delta sabe muito bem como é isso.

Desde a mitologia com Édipo, a humanidade tentou buscar essa conquista. Agora que conseguimos, por que você vai ficar de fora?

A segurança do esporte é uma das principais características que mais chamam a atenção e é a mola propulsora do desenvolvimento.

Onde Praticar a Asa Delta

A asa delta pode ser praticada de duas maneiras. A primeira é tradicional, na qual você poderá saltar de uma montanha que possua uma encosta. Já na segunda a asa poderá ser puxada por um reboque.

Os melhores locais para a prática são as regiões de clima seco, onde o atleta poderá aproveitar melhor as térmicas (massas de ar). As cidades litorâneas com montanhas também são boas para a prática.

Os locais mais conhecidos para a prática da asa delta são: Rio de Janeiro, São Paulo, Governador Valadares, Brasília, Andradas e Quixadá.

Quem pode praticar a Asa Delta

A asa delta requer aptidões físicas e intelectuais. Por exigir muito do atleta não é qualquer um que pode encarar um vôo. É importante que o atleta tenha um grande domínio das técnicas assim como de seu corpo.

Muito se discute sobre a idade mínima para iniciar no esporte, porém o mais comum é que a idade estipulada seja de 14 anos. Além disso, o atleta tem que ter grande coragem e força de vontade.

O respeito à natureza é fator essencial para o praticante de qualquer esporte, e para a asa delta não é diferente. Cuide sempre da natureza, pois você depende dela para viver.

A imprudência é a maior causadora de acidentes. Seja sempre responsável e não queira ultrapassar seus limites, você poderá se dar mal.

Vôo de Asa Delta

Asa Delta
Asa Delta

O vôo livre encanta o homem desde a mitologia grega com Ícaro, porém, foi por volta de 1871 que o alemão Otto Liliental construia planadores os quais ele próprio testava, vindo a realizar mais de 2000 vôos em sua vida. Faleceu em um acidente em 1896.

No final da segunda guerra mundial Francis Rogallo passa a estudar um novo tipo de asa que não era rígida. Rogallo defendia a idéia de que as asas flexíveis eram mais estáveis. Seus primeiros trabalhos ele realiza em casa, com sua esposa Gertrude, e para isso teve de instalar grandes ventiladores em sua sala. Em 1951 Rogallo e sua esposa registram a patente da primeira asa flexível.

Nesta época, a Nasa estava buscando uma forma de reintroduzir suas cápsulas espaciais na atmosfera através de um pára-quedas direcionável. A invenção de Rogallo deu origem ao projeto denominado PARASEV (Paraglider Rescue Vehicle).

No Centro de Investigação Langley, na Virgínia, Rogallo estuda a estrutura metálica das asas flexíveis, que nesta época ficavam apoiadas em um triciclo, que era rebocado por um avião. Uma vez em vôo, desconectava e seguia o vôo planando até o solo.

Em Grapton, na Austrália, John Dickenson ouve falar da asa de Rogallo e desenha sua própria asa, que foi construida com varas de bambu e vela de plástico, que mais tarde seriam substituídos pelo alumínio e nylon. Em 1963 realiza o primeiro vôo rebocado por um barco.

Porém, o primeiro desenho de uma asa delta como conhecemos atualmente se deve a Al Hartig, em 1966. Ele a batizou de Valkyrie. Bill Moyes, em 1968 foi o primeiro a voar no lift, também com uma asa do tipo Rogallo, na Austrália.

Em 1974 o vôo livre chega ao Brasil através do francês Stephan Dunoyer que realizou a primeira decolagem no Cristo Redetor e também realizou vários vôos em diversar cidades do Brasil.

O primeiro brasileiro a voar foi o carioca Luis Claudio Mattos. O primeiro brasileiro a conquistar um campeonato mundial foi Pedro Paulo Lopes, o Pepê, em 1981, no Japão.

Em Santa Maria, Lucas Rubinger, um dos pioneiros no RJ, chega em 1985 e inicia aulas com uma turma de apaixonados pelo vôo. Lucas teve um papel importante, pois deixou plantada a semente do vôo em várias cidades do estado. Na foto abaixo Lucas aparece preparando uma nova decolagem.

Dicas de Asa Delta

Antes de sair voando por aí é necessário realizar um curso com instrutores especializados. A arte de domar os ventos não é nada simples, porém com um pouco de paciência logo você poderá estar voando por aí, com toda segurança.

A boa qualidade do equipamento é fundamental. Ele é a extensão de seu corpo no céu. Portanto cuide bem dele. Sempre esteja atualizado sobre novos equipamentos e técnicas, pois poderão te ajudar na hora do vôo.

Vôo Livre com Asa Delta

Asa Delta
Asa Delta

A asa de um planador é chamada de asa delta ou asa de Rogallo e é um invento de um engenheiro da NASA Francis Rogallo que pesquisava pipas e pára-quedas na década de 60. Rogallo propôs a asa como um método de retornar de uma espaçonave à Terra. O pára-quedas de asa delta era leve, durável e muito manobrável. Mais tarde, John Dickenson, Bill Moyes, Bill Bennett e Richard Miller desenvolveram a asa de Rogallo na moderna asa delta e lançaram um esporte tremendamente popular compartilhado por milhões de pessoas no mundo todo.

A asa delta é realmente um planador aerodinâmico em formato de triângulo, um pára-quedas modificado (conhecido como uma asa flexível) feita de náilon ou tecido fibra sintética. O formato de triângulo é sustentado pelos tubos rígidos de alumínio e cabos e é projetado para permitir que o ar flua sobre a superfície fazendo a asa subir. A asa delta mais nova de alto desempenho usa uma asa rígida com estruturas de alumínio firmes dentro do tecido para dar sua forma, eliminando a necessidade de cabos de apoio.

Para saltar, o piloto deve correr um declive para conseguir que o ar se mova para as asas a aproximadamente 24 km/h. Este movimento do ar sobre a superfície da asa gera o levantamento, a força que vai contra a gravidade e a mantém nas alturas. Uma vez nas alturas, a gravidade (o peso da asa delta e do piloto) puxa o aparelho para a Terra e impulsiona a asa delta para frente, o que faz o ar fluir continuamente sobre ela.

Além do movimento horizontal do ar, a asa delta pode subir com as correntes de ar, com as massas de ar quente (subida termal) ou com o ar desviado para cima por topografia montanhosa (subida de cume). Conforme a asa delta e o piloto se movem pelo ar, eles colidem com moléculas de ar.

A força da fricção causada por essas colisões é conhecida como arrasto, que diminui a altitude da asa delta.

A soma de arrasto é proporcional à velocidade aerodinâmica da asa delta: quanto mais rápido ela se mover, mais arrasto ela cria .

Da mesma forma que ocorre com os planadores, o equilíbrio dessas 3 forças (subida, arrasto, gravidade) determina a altura que a asa delta pode ir, a distância que pode viajar e quanto tempo pode ficar nas alturas.

O desempenho de uma asa delta e a distância que ela pode viajar é determinada por sua proporção de planeio (proporção de subida/arrasto), Diferente dos planadores, as asas delta não têm superfícies móveis sobre a asa nem uma calda para desviar o fluxo de ar e manobrar o aparelho. Em vez disso, o piloto é suspenso a partir do centro da massa da asa delta por meio de uma alça, manobrando a asa delta ao mudar seu peso (mudando o centro da massa) na direção do giro.

O piloto também pode mudar o ângulo que a asa faz com o eixo horizontal (ângulo de ataque), que determina a velocidade do ar e a proporção de planeio da asa delta.

Se o piloto puxar para trás o planador, movendo a ponta para baixo, o planador ganha velocidade. Se o piloto empurra para frente o planador, apontando para cima, ele diminuirá ou mesmo perderá a velocidade.

Ao perder velocidade e estando sem fluxos de ar sobre asa, o planador não pode voar.

Equipamento de asa delta

O equipamento básico para a prática de saltos com asa delta consiste no planador, alça e um capacete, algumas partes fundamentais que não devem pesar mais que 15 kg.

São elas: asa delta, cinto de vôo, pára-quedas de emergência, capacete e 2 mosquetões.

Além disso, alguns pilotos têm instrumentos e um pára-quedas reserva de emergência.

Asa delta

A asa delta básica (asa flexível) consiste nas estruturas a seguir:

Asa Delta

Componentes de uma asa delta

Tubos de alumínio (classe de planador), compõem o esqueleto da asa delta:

Tubos moldando as extremidades (2): responsáveis pelo formato triangular;
A quilha:
divide o ângulo frontal (nariz) em triângulo;
Barra transversal:
situa-se atrás do nariz e fornece apoio para conectar a quilha com os tubos que moldam as extremidades;
Barra de controle:
um tubo menor em formato de triângulo conectado a um ângulo direito abaixo da quilha e atrás da barra transversal, usada pelo piloto para manobrar o planador;

Asa: a superfície planadora, em geral feita de náilon ou fibra sintética.

Mastro: ligado à quilha do outro lado da barra de controle, apóia os cabos no topo da asa delta.

Cabos de aço (classe do planador), apoia os vários pesos e sustenta a asa delta:

Cabos do nariz (2): conectam o nariz com a barra de controle;
Cabos do fundo (2): conectam a barra de controle com o traseiro da quilha;
Cabos frontais (2): conectam a barra de controle com a junção dos tubos que levam às extremidades e a barra transversal;
Cabos de terra (4): conectam o mastro com o nariz, a parte traseira da quilha e cada junção da barra transversal que leva à extremidade;
Batentes plásticos: inseridos nos bolsos da asa para firmar certos pontos.

Os tubos de alumínio são dobradiços para que a asa delta possa ser facilmente montada e dobrada para transporte. Basicamente, o piloto abre a asa delta, monta a barra de controle, desdobra a barra transversal, estica a asa, passa vários cabos e insere os batentes.

Alça

A alça conectada ao centro da massa da asa delta, bem atrás da barra de controle, suspende o piloto de uma forma que permite a ele se movimentar livremente.

As alças vêm em muitos estilos e seguram o piloto na posição de bruço. Algumas são especialmente isoladas para vôos de maior altitude.

Equipamento de segurança

A peça mais básica do equipamento de segurança é o capacete. Os outros equipamentos de segurança incluem óculos de proteção que, além da proteção, servem para a redução da ofuscação (igual a do óculos de proteção do ski) e um pára-quedas reserva, em geral para vôos de maior altitude (milhares de metros).

Instrumentos

Alguns pilotos carregam instrumentos como um altímetro, para ter uma idéia da altitude da asa delta e um variômetro que mantém o piloto informado da proporção de subida ou descida. Além desses dispositivos visuais, os variômetros possuem dispositivos auditivos para o piloto não precisar olhar o relógio para saber a proporção de descida ou subida. Os variômetros e altímetros são em especial importantes para vôos de alta altitude ou de longa distância (cruzando o país).

Fonte: www.asadeltabrasil.com.br/lazer.hsw.com.br/360graus.terra.com.br

Asa Delta

O que é Trike

O Trike é uma aeronave motorizada pendular, isto é, controlada pelo deslocamento do centro de gravidade, que utiliza uma asa delta modificada para voar. É simplesmente a máquina de voar recreacional motorizada, mais próxima do vôo do pássaro que já foi inventada.

É compacta, transportável, durável, versátil, leve e menos a complicada máquina de voar motorizada.Tem suas raízes nas asas delta de vôo livre, que eram carregadas até o alto das montanhas e, depois decolavam e tinham seu vôo controlado pelo deslocamento do peso do piloto.

Alguém teve a idéia de adicionar um motor e uma estrutura simples com rodas e decolar de pequenas pistas de pouso e, a partir daí, surgiram os primeiros Trikes que são especialmente populares na Europa. Sua popularidade é também boa na Austrália e na África do Sul e estão se popularizando nos Estados Unidos e no Brasil. São muito fáceis de serem projetados, construídos e voados e relativamente baratos.

O trike é uma aeronave ultraleve que voa sob as mesmas leis da física que qualquer avião normal. Porém, com suas asas flexíveis, diferem completamente de pequenos aviões, pois seu vôo é controlado pelo deslocamento do centro de gravidade, o piloto desloca seu peso alterando o equilíbrio do vôo, existindo uma coordenação intima entre o piloto e a asa.

É uma sensação de liberdade inigualável no mundo da aviação. Controlar um trike não pode ser mais simples, tudo o que deve ser feito é deslocar o peso do carrinho sob a asa no sentido que nós desejamos ir.

Não se pode olhar um trike como uma asa delta com motor; uma asa delta para uso em trike é projetada para carregar muito mais peso do que uma asa delta de vôo livre; portando, é muito mais resistente, pesada e voa mais rápido.

Os trikes monoplace (uma pessoa) voam melhor e com mais segurança, devido a potência mais elevada em relação ao peso total. Em resumo, voa-se trike como voa um pássaro, o piloto experimentará o vento batendo em sua face, é um sonho de infância sendo realizado, o vôo de trike transforma a aviação no que você sempre imaginou, simples, barata, elegante e, principalmente, emocionante.

Podendo ser guardado em uma pequena garagem ou cômodo de uma casa ou sítio, é facilmente transportado sobre um pequeno reboque ou caminhonete e facilmente montado quando for o momento de voar. Chegam a alcançar 20 mil pés de altura e podem voar a mais de 160 Km/h.

Trike

É um ultraleve de comando pendular (por deslocamento de centro de gravidade), o que o torna muito simples e fácil de voar. Com apenas um comando substituímos lemes, profundores e ailerons, manobrando-o de forma semelhante a uma asa-delta. Basicamente, ele consiste em um triciclo acoplado a um conjunto moto-propulsor e a uma asa.

O nome trike foi adotado pelos primeiros brasileiros a voarem este tipo de equipamento, devido à sua origem norte-americana. Na França ele se chama pendulaire e na Inglaterra microlight.

QUAIS AS SUAS VANTAGENS?

Comando mais simples e eficaz
Totalmente desmontável e transportável em carreta, possibilitando o vôo em qualquer lugar (praia, sítio, fazenda, ou mesmo em outro estado)
Manutenção simples de baixo custo
Muito mais barato que o ultraleve convencional!

Fonte: br.geocities.com

Asa Delta

É uma aeronave motorizada pendular,- isto é, é uma aeronave que voa controlada pelo deslocamento do centro de gravidade – que utiliza uma asa delta semelhante as de vôo livre para voar.

É, simplesmente, a máquina de voar que mais se aproxima do vôo do pássaro, é compacta, transportável, durável, versátil, leve e menos a complicada máquina de voar motorizada que existe.

O esporte tem suas raízes, obviamente, nas asas delta de vôo livre, que eram carregadas até o alto das montanhas e, depois, decolavam e tinham seu vôo controlado pelo deslocamento do peso do piloto (CG). Como era muito trabalhoso, alguém teve a idéia de adicionar um motor e uma estrutura simples com rodas e decolar de pequenas pistas de pouso e, a partir daí, surgiram os primeiros Trikes.

Os ultraleves convencionais, mais populares, são construídos com tubos de alumínio e dacron e voam como aviões, com os movimentos de superfícies aerodinâmicas, isto é: os ailerons, lemes, profundores e flaps; os trikes, com suas asas flexíveis, diferem completamente destes pequenos aviões, pois seu vôo é controlado pelo deslocamento do centro de gravidade (CG), isto é, o piloto desloca seu peso alterando o equilíbrio do vôo, existindo uma coordenação intima entre o piloto e a asa, é uma sensação de liberdade inigualável no mundo da aviação. Em resumo, trike é uma aeronave ultraleve que voa sob as mesmas leis da física que qualquer avião normal, com uma exceção, o trike se utiliza o deslocamento do peso para controle do vôo em vez de superfícies aerodinâmicas, portando o trike só tem uma parte móvel.

Controlar um trike não pode ser mais simples, tudo o que deve ser feito é deslocar o peso do carrinho sob a asa no sentido que nós desejamos ir. Não se pode olhar um trike como uma asa delta com motor; uma asa delta para uso em trike é projetada para carregar muito mais peso do que uma asa delta de vôo livre; portando, é muito mais resistente, pesada e voa mais rápido.

O trike pode ser monoplace ou biplace, isto é, transporta uma ou duas pessoas. Entretanto, os trikes monoplace voam melhor e com mais segurança, devido a potência mais elevada em relação ao peso total.

Em resumo, voa-se trike como voa um pássaro, inclinando a asa para um lado o trike gira para este lado, inclinando para o outro lado, gira para o outro lado, puxando a barra afunda e acelera, empurrando a barra sobe e/ou reduz a velocidade, o piloto experimentará uma compreensão melhor do ar como nunca pensou, o vento batendo em sua face, é um sonho de infância sendo realizado, o vôo de trike transforma a aviação no que você sempre imaginou, simples, barata, elegante e, principalmente, emocionante.

O trike pode ser guardado em uma pequena garagem ou cômodo de uma casa ou sítio, é facilmente transportado sobre um pequeno reboque ou caminhonete e facilmente montado quando for o momento de voar.

Que acontece se o motor parar?

Um trike nada mais é do que uma asa delta motorizada, portanto, é naturalmente um bom planador, então é seguro mesmo sem motor.

Mas, um piloto seguro e corretamente treinado, deve ter e sempre terá em vista, durante todo o vôo, um bom campo para uma aterrissagem de emergência.

Mas pense, com o motor parado não é tão fácil de se aterrissar como se estivesse com motor, mas não há nenhuma causa para alarme. Se, entretanto, o piloto do trike negligenciar, e não tiver pontos para pousos de emergência, pode estar em sérias dificuldades para uma aterrissagem de emergência, principalmente porque o afundamento é maior do que uma asa delta de vôo livre.

Qual é a condição física necessária para voar Trike?

Ao voar Trike você trabalhará, principalmente, os braços e o tórax, mas não é necessário nenhum preparo físico especial, qualquer pessoa com saúde razoável pode voar Trike, mas se você freqüentar uma academia será bom, o próprio vôo com Trike já é, por si só, um bom exercício.

Um piloto pesado pode voar trike?

Um típico trike biplace pode transportar, em média, uns 150 KGs, assim se você for mais pesado do que o trike pode transportar, azar seu; agora, se você pesa menos do que o limite de peso que o trike pode transportar não há problema algum, se você sabe voar, é lógico! Se você é pesado o problema surge quando você necessitar de instrução, pois os pesos serão somados, o peso máximo agora é para o instrutor e o estudante juntos.

O que o ANAC fala sobre a necessidade de uma licença de pilotagem?

Por ser um ultraleve, para pilotar um trike, é necessário uma licença de piloto desportivo, chamada comumente de CPD, o piloto não poderá transportar passageiro, o equipamento deverá ser usado para recreação e ficar dentro dos limites do RBA 103.

Além do acima exposto, há áreas delimitadas onde você pode voar ou não. Isto inclui limitações da altura, determinadas limitações do aeroporto, áreas residenciais, locais com aglomerações de pessoas, etc., mas tudo isto é informado em seu treinamento, naturalmente.

Fonte: www.aerotrike.com.br

Asa Delta

Trike de Asa Delta

O trike é um triciclo motorizado equipado com uma asa delta feita especialmente para este fim. A asa precisa ser especial pois precisa estar reforçada em função dos esforços a que será submetida, conforme a potência do motor.

Imitando pássaros

Liberdade, segurança, praticidade, emoção. Os quatro adjetivos podem definir uma nova sensação dos ares, o trike, que vem seduzindo cada vez mais os apaixonados pelo céu.

Desde o início dos tempos o homem sonha em imitar os pássaros. Depois de aprender a andar e a nadar, voar sempre foi o próximo obstáculo a ser superado. Para os ícaros modernos, a mais nova receita é o trike, a máquina mais próxima do vôo de um pássaro que o homem conseguiu chegar até hoje.

O equipamento nada mais é que uma aeronave motorizada pendular, isto é, controlada pelo deslocamento do centro de gravidade, que utiliza uma asa delta modificada para voar. A máquina tem capacidade para duas pessoas e possibilita uma visão de praticamente 360 graus do espaço aéreo.

Com autonomia de quatro a cinco horas de vôo, o trike alcança velocidades de cruzeiro que variam entre 75 a 130 km/h (de acordo com o modelo). Já a agilidade do aparelho em fazer manobras transforma o vôo em pura adrenalina.

PRÁTICO

Projetado para ser desmontado sem o uso de ferramentas e podendo ser transportado em pick-ups ou em pequenas carretas rodoviárias, o trike também é um esporte prático, já que o piloto pode guardar sua aeronave em casa e levá-la para qualquer lugar ou aventura.

Como decola e pousa em espaços pequenos, podendo ser operado no ar até mesmo com o motor desligado, a máquina, além de ser prática, também é versátil, permitindo sua utilização para vôo desportivo, observação aérea, transporte, propaganda, pesquisas ambientais, entre outras possibilidades.

RAÍZES

Os “ancestrais” do trike são as asas delta de vôo livre.

Desajeitadas, as asas são carregadas até o alto das montanhas, de onde os aventureiros decolam, com vôo controlado pelo deslocamento do peso do próprio piloto.

Para diminuir o trabalho de subir carregando o equipamento, alguém teve a idéia de adicionar um motor e uma estrutura simples com rodas, para decolar de pequenas pistas de pouso. Esta foi a senha para o surgimento dos primeiros trikes.

Esta nova modalidade esportiva foi trazida para o Brasil no início dos anos 80, de forma artesanal. Em 1986, a máquina começou a ser fabricada em série, pela empresa Trike Ícaros, de Guarulhos, após aprovação do projeto pelo Ministério da Aeronáutica.

Como seu vôo não requer um conhecimento muito aprofundado em aviação, é muito fácil aprender a voar de trike. E os perigos, neste esporte, são reduzidos, já que a máquina é também um planador. Ou seja, se o motor parar, o equipamento continua no ar, possibilitando ao piloto a escolha do melhor local para o pouso.

“Para voar é preciso um certificado da Abul (Associação Brasileira de Ultra-Leve), que é fornecido após um curso feito com um profissional homologado pela Abul. Além disso, é preciso ser sócio de um aeroclube”, disse o piloto Romero de Freitas, um dos adeptos do vôo de trike em São José dos Campos.

Segundo Romero, a emoção de voar de trike é única. “A sensação é incrível. Só voando para se sentir. Quando se está lá (no céu), não existe mais nada. Acaba o estresse, vem o relaxamento”, contou.

Fonte: jornal.valeparaibano.com.br

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