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Canoagem

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Canoagem
Canoagem

www.cbca.org.bré um desporto náutico, praticado com canoa ou caiaque (kayak),sendo modalidade Olimpica desde 1936.

Modalidades

Existem várias modalidades das quais se destacam o Freestyle, Canoagem Oceânica, Caiaque-Pólo, Maratonas, Canoagem Velocidade e por fim a Canoagem Slalom. As duas últimas modalidades olímpicas.

Canoagem Velocidade

A Canoagem Velocidade é a disciplina mais conhecida da canoagem. Esta modalidade da Canoagem desenrola-se normalmente em canais construídos artificialmente, com 2.000 metros de comprimento e 3 metros de profundidade, sendo todo o percurso de nove pistas balizado.

As competições disputam-se em embarcações muito elegantes e rápidas, mas muito instáveis, denominadas de: Caiaque (K1, K2 e K4) e Canoa (C1 C2 e C4). Nas canoas apenas competem os homens. A partir de 2007 a Federação Internacional de Canoagem reconhecerá a pratica da mulher na Canoa. O continente americano é pioneiro nessa modalidade.

Nos Jogos Olímpicos, realizam-se competições nas distâncias de 500 e 1000 metros. Em campeonatos mundiais e campeonatos continentais além das distâncias olímpicas realizam-se ainda competições de 200 metros. A modalidade é praticada em embarcações de 1, 2 ou 4 pessoas. Sendo praticada em Caiaque denomina-se de K1, K2 e K4 conforme o número de tripulantes da embarcação, sendo em Canoa denomina-se de C1, C2 e C4 respectivamente.

Canoagem Slalom

O Slalom é praticado em rios com corredeiras, num percurso que varia entre 250 e 400 metros. Através de arames suspensos são penduradas até 25 portas que devem ser ultrapassadas na seqüência numérica e no sentido – a favor e contra a correnteza – indicados. Cada toque do canoísta, embarcação ou remo em qualquer uma das balizas acrescenta 2 segundos ao seu tempo. A não passagem pela porta implica em 50 segundos. Aquele que fizer o menor tempo – descida mais penalidades de duas descidas sucessivas- é o vencedor.

As classes de embarcação são padronizadas pelas regras da Federação Internacional de Canoagem, conforme nos mostram as ilustrações a seguir:

K-1 Caiaque para uma pessoa. Tem o comprimento mínimo de 4 m, largura mínima de 60 cm e o peso mínimo de 9 kg. Para ser um evento oficial reconhecido pela Federação Internacional de Canoagem somente os homens podem competir em Canoas (C1 e C2).
C-1 Canoa para uma pessoa
. Tem o comprimento mínimo de 4 m, largura mínima de 70 cm e o peso mínimo de 10 kg. Nos caiaques, rema-se sentado com um remo de duas pás. Na canoa, o canoísta apoia-se no assoalho da canoa com um joelho e usa remo de uma só pá.
C-2 Canoa para duas pessoas
. Tem o comprimento mínimo de 4,58 m, largura mínima de 80 cm e o peso mínimo de 15 kg.

Nos caiaques, rema-se sentado com um remo de duas pás. Na canoa, o canoísta apoia-se no assoalho da canoa com os dois joelhos e usa remo de uma só pá.

Modalidade olímpica desde 1992, a Canoagem Slalom é praticada com caiaques ou canoas em águas rápidas, em percursos que variam entre 250 e 300 metros, definidos por portas, que o canoísta deve percorrer sem faltas e no menor tempo possível.

Pelas regras da modalidade, os canoístas devem passar por 18 a 25 “portas”, penduradas por arames suspensos, seguindo a sequência numérica e o sentido indicado nelas – a favor ou contra a correnteza. O percurso deve ser percorrido duas vezes (com a soma dos tempos) e penalidades equivalem a um determinado número de pontos.

Cada ponto é igual a um segundo de acréscimo no tempo final. Tocar com o corpo, a embarcação ou o remo numa das balizas da porta ultrapassada, por exemplo, equivale a uma penalidade de dois pontos. Irregularidades mais graves como puxar a “porta” intencionalmente, cruzar a “porta” na direção inversa, deixar de passar por uma “porta” ou ultrapassar uma “porta” de cabeça para baixo são punidas com 50 pontos, o que significa um acréscimo de 50 segundos no tempo final. Vence quem fizer o percurso em menos tempo, incluindo todas as penalidades.

Nas Olimpíadas, a modalidade é disputada nas categorias K1 (M/F), C1 e C2. Nos Campeonatos Mundiais, existem provas disputadas por equipe, com três barcos de cada categoria.

Veja as características dos barcos da Canoagem Slalom:

K1 – Caiaque para uma pessoa. Comprimento mínimo: 3,50 m. Largura mínima 0,60 m. Peso mínimo: 9 kg.
C1 – Canoa para uma pessoa. Comprimento mínimo:
3,50 m. Largura mínima 0,65 m. Peso mínimo: 10 kg.
C2 – Canoa para duas pessoas. Comprimento mínimo:
4,10 m. Largura mínima 0,75 m. Peso mínimo: 15 kg.

Freestyle/ Rodéu

O Freestyle é uma das mais recentes variantes da canoagem. Foi oficialmente reconhecida pela Federação internacional de Canoagem em Outubro de 2004. O objetivo da competição de Freestyle é realizar num determinado tempo várias manobras com a embarcação numa onda de rio, e obter uma pontuação com base na quantidade de movimentos e variedade de figuras conforme uma tabela preestabelecida.

Canoagem Oceânica

A Canoagem Oceânica é uma disciplina da canoagem que consiste em realizar um determinado percurso no mar. São utilizadas embarcações específicas, devido às variadas condições que se pode encontrar ao decorrer da prova.

Caiaque-Pólo

O Caiaque-pólo é uma disciplina de canoagem que se disputa numa área de jogo de 40 por 20 metros, delimitada em piscinas, rios ou lagos, e cujo objetivo consiste na marcação do maior número de golos na baliza adversária, que tem com um por 1,5 metros e está suspensa a dois metros da superfície da água.

Os encontros têm duas partes de 10 minutos e são disputados por duas equipas de cinco elementos (três suplentes com substituições ilimitadas), podendo a bola ser jogada com a mão ou a pagaia.

Canoagem Maratona

Nas competições de maratona o competidor percorre uma distância longa designada sem padrões prescritos. O competidor deve andar pela água assim como ele a encontar e estar preparado para, se necessário, carregar sua embarcação por um obstáculo intransponível ou por terra.

A Canoagem Maratona disputa-se com as mesmas embarcações da Canoagem Velocidade, apenas diferindo no fato de serem mais leves. As competições realizam-se em distâncias superiores a 15 km. Durante a competição, os atletas são obrigados a realizar um ou mais percursos em terra correndo com a embarcação na mão, percurso durante o qual aproveitam para se alimentar e hidratar.

Turismo / Aventura

Turismo e aventura é uma especificidade da canoagem que não se enquadra nos padrões de desporto de competição. O objetivo principal desta variação é a aproximação do homem com a natureza favorecendo a compreensão da sua grandiosidade e consequentemente o respeito a mesma, transformando-os em agentes multiplicadores dessa ação.

Ao mesmo tempo, na sua prática, não despreza os benefícios gerados pela atividade desportiva, pois nesta modalidade os envolvidos na grande maioria das vezes empregam seus esforços em “passeios” de longa distância que trazem enormes benefícios ao sistema cardio-pulmonar, requerendo dos praticantes que mantenham-se com um bom nível de aptidão física. Isso implica na manutenção de hábitos saudáveis de vida tanto no campo alimentar como em outras atividades físicas complementares que manterão seus níveis de força e capacidade cardio-pulmonar.

Os locais onde essa modalidade pode ser desenvolvida são os mais diversos: rios, represas, lagos, mares e oceanos (para os mais destemidos e experientes).

Deve-se escolher a embarcação mais adequada para a situação a ser enfrentada. Os caiaques do tipo oceânico são os mais propícios para remadas que envolvam longas distância, são rápidos e possuem compartimento de carga que permitem levar provisões. A canoa canadense, para águas abrigadas (rios, represas, lagos), são uma opção interessante, não são tão rápidas quanto os caiaques, mas possuem uma capacidade imensamente superior para o transporte de carga.

Numa expedição que envolva vários dias, uma ou mais canoas canadenses são bem vindas, nelas poderão ser transportados equipamentos maiores além de acomodarem com conforto duas pessoas.

Canoagem Onda

Modalidade que vem ganhando muitos adeptos nos últimos anos.

No Brasil, se divide em duas classes: Kayak Surf e Waveski. No Kayak Surf, o atleta surfa dentro de um caiaque especialmente produzido para isso. O Waveski é praticado sobre uma prancha desenvolvida para ter melhor flutuação e estabilidade na onda. O praticante usa um remo com duas pás e fica preso à prancha por um cinto, mantendo os pés encaixados numa pedaleira junto ao bico.

Muitas vezes a expressão Canoagem Onda é usada para identificar apenas o Kayak Surf.

Características dos caiaques e canoas

Caiaques com cascos com esta formatação tem grande estabilidade e suportam muito peso, são apropriados para principiantes.

Para descidas de rios com águas agitadas, os caiaques devem ter baixo volume casco de perfil arredondado e linha de quilha arqueada, que proporciona extrema maneabilidade.

Esta combinação de formato de casco com uma linha de quilha moderada proporciona aos caiaques estabilidade, velocidade e agilidade típica de embarcações destinadas a percorrer longos percursos nos mares e grandes rios. São caiaque fáceis de manobrar embora tenham grande comprimento.

Com um formato próximo ao piramidal invertido, esta configuração de casco aliada a uma linha de quilha reta é destinada a barcos para competições de velocidade. Requer do remador extrema habilidade pois a instabilidade do mesmo é muito grande, e qualquer descuido leva a uma capotada.

Para corridas em águas agitadas esta configuração é a mais adequada, em virtude da facilidade de se retornar a posição normal com facilidade mesmo estando o barco totalmente inclinado para a lateral.

Fonte: geocities.com

Canoagem

A canoagem se trata basicamente da navegação em rios, lagoas ou oceano, dentro de pequenas embarcações como o Caiaque e Canoas canadenses.

Das águas mais calmas às turbulentas corredeiras de “águas brancas”, este esporte inclui diversas categorias como:

Slalom: descida de corredeiras com balizas
Caiaque – turismo: para agüentar grandes quedas de cachoeiras
Oceânica: para grandes travessias
Onda: surf

Pode ser praticado também em Canoas Canadenses ( duas pessoas por canoa ).

Esta versão é ideal para passeios e para pessoas inexperientes.

Contudo hoje temos a opção do “Duck”, uma canoa inflável com capacidade para duas pessoas, desenvolvida para enfrentar corredeiras. Em alguns casos é bastante semelhante ao “Rafting” – descidas de corredeiras em botes infláveis.

Equipamentos básicos: seus acessórios podem variar de acordo com a modalidade, porem o básico é o remo, capacete e colete salva-vidas.

Local: Minas oferece muitos rios como o Rio Capivari (Lavras) e rio das Mortes(Barbacena). Na Serra do Cipó possuímos rios mais mansos como algumas partes do rio Cipó. Em quase todo o Pais existem bons lugares para se praticar a canoagem. Alguns deles representando uma aventura interessante, onde a emoção do esporte se mescla e se completa com a visão de uma natureza fantástica.

Canoagem – Esporte

O esporte é disputado em dois tipos de barcos (canoa e caiaque) e ambientes diferentes (águas calmas para a canoagem de velocidade e águas turbulentas para a slalom). No RIO 2007, está prevista a de velocidade, nos dois barcos. Nas competições dessa modalidade, os barcos, separados por raias, são conduzidos por uma, duas ou quatro pessoas e percorrem distâncias de 500m e 1.000m.

Canoas são barcos abertos, guiados por competidores apoiados em um joelho com remos que têm lâmina em apenas um lado. A evidência arqueológica mais antiga de uma canoa data de 6 mil anos, da civilização Suméria, que colonizou o Rio Eufrates, no Oriente Médio. Índios das Américas do Norte e do Sul e nativos da Polinésia também ficaram conhecidos por usar a embarcação.

Por sua vez, os caiaques – barcos fechados, guiados por competidores sentados com remos de lâminas nas duas pontas – foram inventados por esquimós. O advogado britânico John MacGregor foi o responsável por transformá-lo nas embarcações usadas atualmente.

O que é a Canoagem

A partir da necessidade do homem nasce um esporte. Essa é a história da canoagem, um esporte olímpico que por toda sua tradição e organização é tido como um dos principais no mundo dos esportes.

A habilidade com as canoas é uma técnica que vem sendo aperfeiçoada por muitos povos, mas o esporte canoagem é recente e tem sua origem na América.

A canoagem participou pela primeira vez dos Jogos Olímpicos na Alemanha, em 1936, se mantendo até hoje.

No Brasil quem regulamenta o esporte é a CBC (Confederação Brasileira de Canoagem). Ela é a responsável por organizar as competições e determinar os campeões de cada modalidade.

Para o presidente da Federação Paulista de Canoagem, Oswaldo Roman Espósito, o esporte tem tido um grande crescimento nos últimos anos apesar do pouco investimento. “Temos grandes atletas, mas ainda falta um apoio maior dos patrocinadores. Competimos com potências que estão no topo há 50 anos, como Hungria, Itália e Alemanha. Mesmo assim estamos fazendo um bom papel”.

Legado indígena

O que não faltam são evidências arqueológicas a respeito do uso de canoas. A mais antiga data de seis mil anos atrás, da civilização Suméria, que colonizou o Rio Eufrates, no Oriente Médio. A embarcação como conhecemos hoje, no entanto, foi desenvolvida por nativos da costa oriental do Canadá e eram utilizadas para superar corredeiras e navegar grandes distâncias. Como esporte, a canoagem só foi reconhecida por volta de 1840, depois que o escocês John MacGregor construiu a primeira canoa para competição. Em 1936 nos Jogos de Berlim, as provas de canoagem entraram para o programa oficial da competição com barcos regulamentados.

Regras

O esporte consiste na disputa em dois tipos de barcos (canoa e caiaque) e ambientes diferentes (águas calmas para a canoagem de velocidade e águas turbulentas para a canoagem slalom). No Rio 2007, será disputada somente a canoagem de velocidade. Nas competições dessa modalidade, os barcos conduzidos por uma, duas ou quatro pessoas são separados por raias e percorrem distâncias de 500m e 1.000m. Canoas são barcos abertos, guiados por competidores apoiados em um joelho com remos que têm lâmina em apenas um lado.

A canoagem

A canoagem é, desde seus primórdios, um fato típico do mar. O Caiaque nasceu na Groenlândia e existe desde tempos imemoriais, servindo de veículo de pesca e trabalho aos esquimós. Caiaque significa na língua local “Barco de Caçador”, e seu uso era permitido exclusivamente aos homens, que empregavam ossos de baleia, peles e tripas de focas para a construção dessa curiosa embarcação.

Os ossos flexíveis de baleia formavam a estrutura do engenho e nas costuras da pele do revestimento usavam-se as tripas de foca. A impermeabilização era obtida pela imersão do caiaque nas águas do mar, ocasionando o seu encharcamento e funcionando assim como excelente calafeto.

Para mantê-lo imune à penetração da água, o recurso era muito simples: bastava imergi-lo sempre que não era usado, daí a se constatar que o fundo do mar foi a primeira “garagem” conhecida dos caiaques.

Posteriormente, na América do Norte, surgiram as versões conhecidas como “Canoas Canadenses”, embarcações feitas com troncos vazados. Na concepção atual, a canoagem remonta a 1864, quando o escocês MacGregor percorreu os rios da Inglaterra com seu Caiaque Rob Roy. A adaptação deste barco essencialmente oceânico para a singradura de rios é, assim, um produto dos tempos mais recentes.

Canoagem
Canoagem

Caiaques, cayaks

Na América do Norte usam-se os cayaks (qajaq). A estrutura é de madeira ou de osso e o “casco” é feito de pele de animais. A principal característica dos caiaques dos esquimós ou inuits é que ele acomoda uma só pessoa. É verdade que se encontram, eventualmente, caiaques com 2 ou mais lugares, mas o mais freqüente, o modelo tradicional é o de apenas um lugar.

Segundo a Fédération Québécoise de Canoë-Kayak d’Eau Vive o caiaque chegou à Europa levado por um escocês de nome John McGregor. Diz a Fédération que o escocês não levou propriamente um caiaque para lá, mas construiu um exemplar em cedro com estrutura e formato muito semelhantes ao original norte-americano. Diz, ainda, que o primeiro clube de caiaques foi fundado em 1873 na Inglaterra e recebeu o nome de Royal Canoe Club.

A canoagem surgiu no Brasil em 1943. Segundo a CBCa – Confederação Brasileira de Canoagem, esse esporte foi trazido para o Brasil pelo alemão José Wingen. Foi ele quem construiu, nesse ano, o primeiro caiaque a navegar em águas brasileiras. A consolidação da canoagem como atividade esportiva, no entanto, só veio a ocorrer aqui no Brasil na década de 70.

Caiaque ou canoa?

Muitas vezes esses nomes são usados indistintamente para as duas embarcações. Na verdade, existem algumas diferenças entre elas.

As principais diferenças são:

Canoa: compartimento aberto; remo simples;
Caiaque: compartimento fechado; remo duplo assimétrico.

Vale a pena destacar a diferença entre essas embarcações – canoas e caiaques – e as demais embarcações a remo. Enquanto nos caiaques e canoas o remador olha para onde vai, nas outras embarcações a remo o remador fica de costas para a proa do barco.

Fonte: www.rio2007.org.br/oradical.uol.com.br/www.terranossa.com

Canoagem

Os termos “canoa” e “caiaque” são duas palavras etimologicamente diferentes e que designam embarcações distintas tanto na origem quanto na forma. Entretanto, o uso destas palavras tem sido feito, algumas vezes, sem distinção, pois em águas brancas (corredeiras) as duas embarcações se tornam bastante parecidas e apenas a existência de um assento comprova que se trata mesmo de um caiaque.

As associações de canoagem de outros países adotam normalmente uma denominação em torno da palavra “canoa”, como são os casos, por exemplo da “British Canoe Union” e da Deutscher Kanu Verband”, embora, o caiaque seja usado igualmente. No Brasil a maioria das associações utilizam “canoagem” nos seus nomes, aí incluindo-se também a Confederação Brasileira de Canoagem. Já o praticante do esporte é o canoísta (nas primeiras edições do Aurélio não apareciam canoagem e canoísta), tanto para o caiaque como para a canoa.

Uma rápida sondagem etimológica faz suspeitar da complexidade das origens: o substantivo canoa é de origem caribenha (do aruaque), enquanto que caiaque é de origem esquimó (kajak).

Já no século XVI historiadores registravam a utilização de canoas na América do Norte, utilizando madeira e peles, embarcações leves e rápidas , próprias para enfrentar os rios canadenses, repletos de corredeiras. No início deste século um canadense introduziu a canoagem na Europa, enquanto que, no Canadá, já tomava um cunho esportivo. Enquanto que a canoa era utilizada por indígenas no interior do continente, o caiaque era usado pelos esquimós para pescar e transportá-los entre dois pontos da costa. Esses caiaques eram formados por uma estrutura de madeira, revestida com pele de foca e calafetada com a gordura das articulações daqueles animais. Hoje os modernos caiaques e canoas são construídos em resina de poliéster reforçada com fibra de vidro, em sua maioria, ou mesmo em resina epóxi com kevlar ou fibra de carbono, e ainda plástico injetado ou rotomoldado – polietileno.

História

Muitos provavelmente não sabem, mas a canoagem é, desde seus primórdios, um lance típico do mar.

O Caiaque nasceu na Groenlândia e existe desde tempos imemoriais, servindo de veículo de pesca e trabalho aos esquimós.

Caiaque significa na língua local “Barco de Caçador”, e seu uso era permitido exclusivamente aos homens, que empregavam ossos de baleia, peles e tripas de focas para a construção dessa curiosa embarcação. Os ossos flexíveis de baleia formavam a estrutura do engenho e nas costuras da pele do revestimento usavam-se as tripas de foca. A impermeabilização era obtida pela imersão do caiaque nas águas do mar, ocasionando o seu encharcamento e funcionando assim como excelente calafeto.

Para mantê-lo imune à penetração da água, o recurso era muito simples: bastava imergi-lo sempre que não era usado, daí a se constatar que o fundo do mar foi a primeira garagem conhecida dos caiaques. Posteriormente, na América do Norte, surgiram as versões conhecidas como “Canoas Canadenses”, embarcações feitas com troncos vazados.

Na concepção atual, a canoagem remonta a 1864, quando o escocês MacGregor percorreu os rios da Inglaterra com seu Caiaque Rob Roy. A adaptação deste barco essencialmente oceânico para a singradura de rios é, assim, um produto dos tempos mais recentes.

O Rob Roy era um barco adaptado, sem quilha ou leme, seu comando se dava através do remo, seu propulsor. O Caiaque oceânico pode dispor ou não de leme e o remo, funciona como governo auxiliar da embarcação. Apesar disto, a canoagem não deve ser confundida com o REMO, pois as técnicas dos esportes são radicalmente diferentes. O Remar na Canoagem, curiosamente, não é feito somente com a força dos braços, mas também com os movimentos do tórax e pernas.

Com toda essa evolução, o Caiaque teve consolidado o seu uso para atividade de esporte e lazer, conhecido como CANOAGEM, sendo CANOÍSTA, o seu aficcionado. O esporte é muito popular na Europa, excepcionalmente na Inglaterra, onde a entidade que o representa tem mais de 2 milhões de filiados. Avalia-se que lá, mais de 120 mil caiaques são vendidos a cada ano. Também em Portugal e Espanha o “Piranguismo”, como lá é denominada a Canoagem, tem muita aceitação, com grande número de “Pagaiadores” (Canoístas) aficcionados. Na versão moderna, o caiaque pode ser fabricado em fibra de vidro, carbono, plástico ou Kevlar. Seu peso varia nas modalidades entre 10Kg e 16 Kg.

A Canoagem como esporte, é dividida em modalidade relacionadas ao meio onde é praticada: Rios, Lagos, Represas, Piscinas e Mar.

Nos Rios, as modalidades praticadas são: Slalom, Descida, Rafting e AquaRide; Em Lagos e Represas, temos as provas de Velocidade e Maratona; No mar as provas de Wave e Oceânica enquanto que nas Piscinas o Caiaque-Pólo.

UM ESPORTE EM ASCENSÃO

Uma das maiores bacias hidrográficas do planeta, oito mil quilômetros de costa marítima navegável e um agradável clima tropical, fazem do Brasil um lugar ideal para a prática da Canoagem e São Paulo o estado com maior número de praticantes.

Desde que chegou ao país em 1978, a canoagem contabiliza um número crescente de praticantes, estimado hoje em cerca de 100 mil. Após longo período de afirmação, a criação da Confederação Brasileira de Canoagem, CBCa. , em 1989, sua filiação ao Comitê Olímpico Brasileiro e à Federação Internacional de Canoagem, FIC, foram o impulso que faltava para consolidar o esporte.

Atualmente a CBCa. Representa 10 Federações e mais de 70 Associações e Clubes, só no Estado de São Paulo, a Federação Paulista de Canoagem, conta com 25 Associações filiadas, sendo o Estado onde mais se pratica canoagem em nosso país.

Canoagem
Canoagem

O QUE É CANOAGEM?

Este termo serve para se designar o esporte praticado em canoas, caiaques e wave-skis, indistintamente, em mar, rio, lago, águas calmas ou agitadas. Em inglês encontramos os termos canoeing e kayaking.

CANOA

Embarcação aberta ou fechada, originária dos índios canadenses, usa um remo de uma só pá. O(s) remador(es) pode(m) estar sentado(s) ou ajoelhado(s). A canoa aberta, conhecida também como Canadense (open canadian) é muito pouco divulgada entre nós.

CAIAQUE

Embarcação fechada, com origem entre os esquimós, usa um remo de duas pás e o(s) remador(es) senta(m) na cabine. Os caiaques são os que mais se popularizaram no Brasil. O mais visto ainda hoje é o conhecido surfinho, por onde passaram todos aqueles que hoje praticam a verdadeira canoagem em onda.

Temos também o Turismo, apropriado ao lazer sem finalidade específica.

Passamos daí aos caiaques mais especializados: o slalom e o de descida, para águas brancas (corredeiras), e os caiaques de velocidade em águas calmas: K1, K2 e K4 (1, 2 ou quatro remadores).

WAVE-SKI: Embarcação aberta, semelhante a uma prancha de surf, usa um remo de duas pás. O remador está sentado e usa o wave-ski, essencialmente, para o surf.
CANOÍSTA:
Em português, é o termo usado para quem – homens ou mulheres – rema uma canoa, caiaque ou wave-ski.

Em inglês existem termos como: kayaker/kayakist/canoeist.

Regras da Canoagem

Descida

Objetivo

Demonstrar o controle do competidor sobre seu barco em águas brancas rápidas, enquanto percorre uma pista pré-definida no menor tempo possível.

provas em pistas abaixo da classe III de dificuldade são designadas corridas de rio.

A pista deverá ter pelo menos 2 Km de comprimento e parte do percurso deverá Ter grau de dificuldade III

A pista deverá ser completamente navegável no seu comprimento, deve sempre haver uma rota livre ( Deve estar sujeita a aprovação da Comissão).

As passagens obrigatórias e/ou de maior perigo, deverão ser marcadas com portões visíveis aos canoístas no percurso.

2. 1 – Reunião técnica

Se realizará no dia anterior à competição, onde os canoístas chefes de equipes e a comissão técnica trocarão as informações necessárias.

As inscrições serão feitas até o dia da reunião técnica e se encerrará ao término da mesma. Não sendo mais possível a inclusão de mais nenhuma inscrição, pois, a planilha deverá estar pronta até a parte da manhã.

Os convites para as competições de Campeonato Brasileiro, Copa Regional e Seletiva deverão ser feitos com, no mínimo, 15 dias de antecedência.

Não será permitido nenhuma troca de nomes ou de horário de largada após a reunião técnica.

3. Ordem de largada para competição

Não haverá alteração dessa ordem citada acima. E essa ordem por categoria obedecerá a ordem de classificação do último campeonato brasileiro.

O canoísta que não se apresentar na ordem de largada e perder sua ordem estará automaticamente desclassificado.
A pista será fechada 30’ antes da prova e será liberada 30’ após a última largada.
Só poderão participar da competição os canoístas em dia com as associações, federações e confederação.
Não serão aceitas inclusões de outras categorias em provas de campeonato brasileiro e de seletiva.
As provas oficiais da CBCa, serão provas que obedecerão as regras internacionais quanto as dimensões dos caiaques (ou seja 4,50 m comprimento máximo, 0,60cm de largura mínima e 10 Kg de peso mínimo).
A associação ou federação organizadora do evento é responsável por toda a programação necessária para o bom andamento da competição.

Será formada uma Comissão Técnica para atuar em casos que venham ocorrer na competição, composta por:

Diretor do Comitê de Descida da CBCa (Diretor da Prova).

1) Membro do Comitê de Descida da CBCa.
1) Presidente da associação ou Federação responsável pela prova.

Caso tenha algum protesto, o canoísta terá de depositar uma quantia de R$ 50,00 se seu protesto for procedente a quantia será devolvida.

Qualquer caso de indisciplina leve ou grave deverá ser relatada pelo Diretor do Comitê a todos os membros do comitê e à Presidência na CBCa para que sejam tomadas as providências cabíveis.

O organizador deverá obrigatoriamente fornecer:

Médico de plantão com ambulância e um hospital para possíveis casos de acidentes que venham a ocorrer.
No mínimo dois homens preparados para este tipo de resgate com cordas, bóias e caiaques plásticos e canoístas experientes, nos principais trechos de perigo.

4 Cronometragem na largada (Pessoal)

Um juiz de largada
Um encarregado de segurar o barco
Um encarregado de anunciar pelo megafone a ordem de largada
Um ajudante geral
Zerar 3 cronômetros 1 hora antes da prova (reservas)
Cronometragem de Chegada
Um juiz cronometrando e anotando os tempos.
Um juiz orientando e identificando o competidor e cronometrando o tempo de chegada.
Um juiz apitando no momento exato da passagem do competidor na linha de chegada e cronometrando os tempos.
Um ajudante para liberar linha de chegada.
Zerar 3 cronômetros 1 hora antes da prova (tempos oficiais).

O tempo dos 3 cronômetros serão comparados e o tempo que diferenciar será ignorado, ou se os três forem diferentes então será feita uma média aritmética.

No trajeto haverão 2 juizes anotando qualquer irregularidade que aconteça, que também terão a função de resgate caso aconteça algum acidente mais grave.

O canoísta deverá usar o material obrigatório de segurança (colete salva-vidas, capacete e saia) ao ingressar no rio, seja no treino ou na competição.

E estará sujeito à punições caso desobedeça este regulamento.

Na competição será impedido de descer e automaticamente desclassificado.

Nos treinos, punição com suspensão.

A apuração dos tempos será de responsabilidade da organização da prova e do comitê de descida.

A divulgação dos tempos deverá apresentar tempos de classificação no geral e por categorias (sênior, júnior, cadete, máster, feminino).

O organizador se responsabilizará em fornecer computador, impressora, e um programa para agilizar a apuração dos tempos e assim como pessoa habilitada para a execução do serviço.

Fonte: www.cbca.org.br

Canoagem

Regras da Canoagem

Definição de uma prova de maratona

Maratona consiste em provas de longa distância nas quais o competidor segue um percurso de águas com características não definidas por modelo pré-estabelecidos, devendo estar preparado paracarregar sua embarcação (“portage”) através de obstáculos intransponíveis por água, ou entre dois cursos de água.

I – Normas gerais

1) Competições internacionais

Toda competição anunciada como nacional deve seguir o regulamento da CBCa. Competições organizadas por federações estaduais ou por seus clubes filiados, são consideradas nacionais se competidores de um outro estado são convidados para participar. Estas competições devem ser controladas por pelo menos um árbitro ou juiz reconhecido pela CBCa.

2) Competidores

Somente membros de clubes filiados à CBCa, tem o direito de participar de uma competição nacional.

Um competidor é sempre permitido participar individualmente em uma competição nacional, mas neste caso deve obter permissão especial de sua entidade. Se um competidor é membro de uma federação estrangeira ao país no qual está domiciliado, ele é permitido competir em nome de uma associação deste país mas deve obter permissão especial da federação de seu país de origem. Se um competidor esta domiciliado em mesmo país estrangeiro por dois anos ou mais, não é necessário pedir esta permissão à federação de seu país de origem. Esta regra não é aplicada para competidores que deixaram seu pais de origem e adquiriram, através do casamento, a nacionalidade do país em que residem. Neste caso, eles podem competir pela federação de seu novo país sem cumprir esse período de dois anos.

3) Categorias

As provas de maratona podem incluir as seguintes categorias:

Homens: K-1, K-2, K-4, C-1 e C-2.
Mulheres
: K-1 e K-2.
Misto:
K-2 e C-2.

4) Programa oficial

Todas as entidades devem enviar à sede da CBCa e para o Diretor do Comitê de Maratona, antes de 15 de Setembro, a candidatura para sediar eventos nacionais no ano seguinte, para que possa ser aprovadas e incluídas no calendário da CBCa.

Mudanças no calendário podem ser feitas até o dia 30 de novembro. Depois desta data, o calendário será considerado completo para publicação.

II – Categorias e normas de construção de embarcações

5) Restrições

K-1 K-2 K-4 C-1 C-2
Comprimento máx. (cm) 520 650 1100 520 650
Largura min. (cm) 51 55 60 75 75
Peso min. (Kgs) 8 12 30 10 14

As diretrizes para qualquer material de propaganda carregado nas roupas e equipamento do canoístas serão as seguintes:

a) Propagandas de cigarros não serão permitidas.
b) A CBCa e as federações estaduais, quando na organização de um evento internacional, não poderão promover nenhum patrocinador exclusivo. c) As entidades filiadas, participando de Campeonatos Brasileiros ou Copas Brasil, poderão ter uniformes com o logotipo do patrocinador.
d) Todo material de propaganda deve ser disposto de tal maneira que não interfira na identificação do competidor e não afete o resultado da prova.
e) Todo material de propaganda deve estar de acordo com o código desportivo do COB e com o regulamento da CBCa.

Qualquer embarcação, acessório ou artigo de roupa que não esteja compatível com as condições acima mencionadas não serão permitidos durante a competição.

As equipes são responsáveis por seu próprio equipamento.

6) Construção

a) Caiaques

Todo tipo de material é permitido. A linha longitudinal e transversal do casco do barco deve ser convexa e não interrompidos.

Lemes de direção são permitidos. A espessura máxima da lamina do leme não deve exceder 10 mm no K-1 e K-2, ou 12 mm no K-4, caso o leme seja uma extensão ao comprimento do caiaque.

b) canoas

Todo tipo de material é permitido. As linhas longitudinais e transversais do casco da canoa devem ser convexas e não interrompidas. A canoa deve ser construída simetricamente sobre o eixo longitudinal.

Lemes de direção ou qualquer outro acessório que controle a direção da canoa não são permitidos. A quilha, caso haja, deve ser reta e estender-se por toda longitude da canoa , não podendo sobressair mais do que 30 mm do fundo do casco.

O C-1 pode ser inteiramente aberto e não poderá estar fechado mais do que 150 cm na proa e mais do que 75 cm na popa, medidos desde o ponto mais afastado da respectiva cobertura.

O C-2 também pode estar inteiramente aberto, a longitude mínima da abertura deverá ser 295 cm.

Saias removíveis poderão ser utilizadas.

c) Esgotadores de água

Bombas operadas manualmente poderão ser instaladas em ambos, caiaques e canoas. Esgotadores que interrompem a linha do casco não são permitidos.

Bombas operadas eletricamente somente poderão ser utilizadas quando os organizadores da prova autorizarem por razões de segurança. Bombas ou esgotadores de água automáticos poderá ser instalada em ambos e canoa.

d) Nenhuma substância poderá ser adicionada nas embarcações que dêem aos competidores uma vantagem injusta. O uso de lubrificantes no casco não é permitido.

6) Controle de embarcação

O comprimento do caiaque e da canoa deve ser medido entre os extremos da proa e popa. As proteções de proa e popa se houverem, deverão ser incluídas.

Todo leme que forme uma continuação ao comprimento do caiaque não é incluído na medida. O través do caiaque ou canoa deverá ser medido pela parte mais larga, qualquer que seja. Na canoa, este ponto pode estar em qualquer lugar da seção transversal, se considerando a típica inclinação central. O peso da canoa ou caiaque deve ser medido quando esvaziada toda a água, poderão estar incluídos flutuadores, acentos, finca-pés, sistema de leme e bombas fixas, mas deverão ser excluídos remos, saias e recipientes de bebida.

III – Organização de competições

8) Árbitros

As competições nacionais deverão ser organizadas sob a supervisão dos seguintes árbitros:

Árbitro Chefe.
Diretor Técnico.
Secretário de Competição.
Árbitro(s) de Largada.
Árbitro Alinhador.
Juiz de Percurso.
Juiz (es) de Chegada.
Cronometristas.
Examinador de Embarcações.
Árbitro de Embarcações.
Oficial de Segurança.
Locutor Oficial.
Assessor de Imprensa.

Se as circunstâncias permitirem, uma pessoa pode acumular duas das funções acima.

A direção máxima da competição ficará a cargo do Comitê de Competição formado pelo:

Árbitro Chefe,
Diretor Técnico,
Oficial de Segurança.

O Comitê de Competição deverá:

a) Organizar a competição e supervisionar seu desenvolvimento.
b) No caso de mau tempo ou outras circunstâncias imprevistas que impossibilitam o desenvolvimento ou o término da competição, adiar e decidir por outra data, cancelar a competição ou ainda, se a competição já foi iniciada, anular ou reformular o programa de competição.
c) Receber os protestos que possam ser feitos e solucionar os conflitos que possam surgir.
d) Decidir sobre os assuntos concernentes à desqualificação nos casos onde o regulamento foi quebrado durante a competição. A decisão do Comitê deve ser baseada sobre o regulamento da CBCa para provas de maratona. Sanções, de acordo com os estatutos da CBCa, poderão ser impostas (ex.: desqualificação por um período maior do que a duração da competição em questão).
e) Antes que uma decisão, concernente a uma infração ao regulamento, seja tomada, se escutará a opinião dos árbitros que estão no controle da prova, se isso se fizer necessário para esclarecer a infração alegada.

O Comitê de Competição poderá desqualificar qualquer competidor que se comportar impropriamente ou que com sua conduta ou fala mostre desrespeito para os árbitros, outros competidores ou espectadores.

Um membro do Comitê de Competição não poderá participar em julgamento que envolva a desqualificação de um atleta de sua própria entidade.

9) Deveres dos Árbitros

O Árbitro Chefe, que é também o presidente do Comitê de Competição, deverá decidir todos os assuntos que surgirem no decorrer da competição que não estejam previstos neste regulamento.

O Diretor Técnico é responsável pela preparação e desenvolvimento da competição.

O Secretário da Competição é responsável pelo registro dos resultados e preparará a lista dos vencedores. Ele deve registrar a hora de todos os protestos apresentados. Deve prover o Assessor de Imprensa com todas as informações necessárias a respeito do programa do evento e dos resultados.

O Árbitro de Largada, decide todas as questões concernentes às largadas das provas e, sozinho, é responsável pela decisão quanto as largadas falsas. Deve verificar se a pistola de largada está em bom funcionamento. Deve chamar os competidores para os seus lugares e dar a largada de acordo com o regulamento para provas de maratona. Sua decisão é final.

O Árbitro Alinhador é responsável por trazer os barcos para a linha de largada com o mínimo possível de atraso. Deve verificar a roupa do competidor, o numeral nas costas do atleta e no barco. Quando todos os barcos estiverem alinhados ele deve notificar o Árbitro de Largada levantando uma bandeira branca.

O Juiz de Percurso deve assegurar que durante a prova as normas sejam cumpridas. Se estas são quebradas, deve comunicar a infração para o Árbitro Chefe que, por sua vez, deve comunicá-la ao Comitê de Competição. O Comitê deve então, decidir se algum dos competidores envolvidos deverão ser desqualificados ou não. O árbitro de percursos pode indicar auxiliares para supervisionar pontos estratégicos no decorrer do percurso.

Os Juizes de Chegada decidem a ordem que cada competidor cruzou a linha de chegada. Se os árbitros não estão de acordo com a colocação de dois ou mais competidores, o resultado deverá ser decidido por maioria simples. No caso de empate na votação, o Árbitro Chefe deve ter o voto decisivo. A decisão dos árbitros é final.

Os Cronometristas são responsáveis pelo registro dos tempos. Antes de cada prova o chefe dos cronometristas deve verificar se os cronômetros ou outros equipamentos de cronometragem estão em bom funcionamento.

O Examinador de Embarcações deve verificar se as dimensões dos barcos, equipamentos, roupas e propaganda de patrocinadores estão de acordo com as normas de maratona da CBCa, devendo marcar a passagem pela vistoria. Não satisfazendo qualquer requisito da CBCa, devem ser excluídos da competição.

O Árbitro de Embarcação confirma se o barco e equipamento foram aprovados pelo Examinador. Confirma ele próprio que o barco, equipamento e roupas do competidor estão de acordo com o regulamento. Quando satisfeito despacha os barcos, em ordem apropriada para o alinhador.

O Oficial de Segurança é responsável por aconselhar o Comitê de Competição sobre as medidas de segurança necessárias e verificar se estas foram tomadas.

O Locutor Oficial, sob as instruções do organizador da competição, anuncia as largadas de cada prova, ordem de largada e colocação dos competidores durante a prova. Depois de terminada, ele anunciará os resultados.

O Assessor de Imprensa deve fornecer todas as informações necessárias aos representantes da imprensa, rádio e televisão sobre a prova e seu desenvolvimento.

Ele está autorizado, portanto a pedir estas informações para os vários árbitros, que deverão fornecer-lhe assim que possíveis cópias dos resultados oficiais.

10) Árbitros Internacionais de Maratona

O reconhecimento como Árbitro Internacional de Maratona é dado pela FIC para aquelas pessoas que passaram por um exame apropriado.

Somente a CBCa tem o direito de nomear candidatos para este exame. Os nomes dos candidatos devem ser enviados para a Secretaria Geral da FIC até dois meses antes da data do exame. O requerimento deve ser acompanhado por uma taxa de US$ 20 que não será reembolsada no caso do candidato não for aprovado no exame.

Os candidatos devem ser maiores de 25 anos e até 60 anos, devem ter trabalhado como árbitro um mínimo de 5 vezes e possuir experiência apropriada.

Uma cópia do formulário de requerimento deve também ser enviada para o presidente do Comitê de Maratona.

O exame será realizado em umas das línguas oficiais da FIC e será baseado nos estatutos e regulamentos de maratona.

Se uma Federação Nacional deseja sediar o exame alguma outra data, a Federação deverá financiar os gastos de viagem e estadia para os membros do Comitê.

Candidatos que não forem aprovados em um exame poderão inscrever-se para outro, mas não antes do ano seguinte.

Candidatos que tiveram êxito serão credenciados com um cartão de legitimação como Árbitro Internacional de Maratona. O custo decorrente de um candidato envolvido com o exame deve ser financiado pela Federação Nacional deste candidato.

11) Convites

Um convite para uma competição nacional deve conter as seguintes informações:

a) Data e lugar da competição.
b) Situação e mapa do percurso.
c) Categorias e distâncias das provas.
d) Seqüência e horário de largada das provas.
e) Características do percurso, condições da água e grau de dificuldade.
f ) Total das taxas.
g) Endereço para onde devem ser mandadas as inscrições.
h) Data limite para receber as inscrições. Esta data não deve ser anterior a 14 dias antes do primeiro dia de competição.

12) Inscrições

As inscrições para uma competição nacional pode ser feita somente através de um entidade filiada a CBCa e de acordo com os regulamentos fornecidos no convite.

A inscrição deve sempre conter as seguintes informações:

a) O nome do clube ao qual o competidor pertence assim como o número de cadastro na CBCa.
b) As provas nas quais o time pretende competir.
c) Nome e sobrenome de cada competidor, juntamente com a data de nascimento. Ao inscrever competidores em eventos nas categorias Máster, Júnior, Cadete, Menor e Infantil, o chefe de equipe deve apresentar na reunião de chefes de equipes, documento de identidade com fotos, que comprovem a idade dos competidores.
d) Para eventos denominados como Campeonato Brasileiro ou Copa Brasil, detalhes semelhantes no caso de reservas, se houver. Para outros eventos do calendário da CBCa, não é necessário especificar os nomes de reservas nas inscrições enviadas. Junto com os nomes das tripulações, as entidades poderão inscrever suplentes em todas as provas como segue: K-1 e C-1 uma pessoa, K-2 e C-2 duas pessoas.

Suplentes podem entrar em qualquer dos barcos inscritos na competição em questão. Em provas de vários estágios a tripulação não poderá ser trocada após a largada da prova.

Uma inscrição pode ser telegrafada se despachada antes da meia-noite do último dia para receber as inscrições. Inscrições por telegrama devem ser confirmadas imediatamente por carta e, na eventualidade de conflitos de informações, o conteúdo da carta terá prioridade.

Quando feito às inscrições, as federações devem fornecer as cores dos uniformes usados pelos competidores e estas cores não poderão ser trocadas durante a competição.

Inscrições fora do prazo estabelecido não serão aceitas.

13) Recebimento de inscrições e programas

Os formulários de inscrição devem ser de conhecimento dentro de 48 horas do seu recebimento. Para outros eventos que não sejam Campeonato Brasileiro e Copa Brasil, a reunião dos chefes de equipe devem ser realizadas não menos que três horas antes da largada da primeira prova, para determinar os detalhes finais das inscrições.

Depois da reunião, o programa definitivo deve ser completado e disponível no local da prova dando nomes e entidades dos competidores e o resultado do sorteio, se este foi necessário. Para Campeonato Brasileiro e Copa Brasil, a reunião dos chefes de equipe deve ser ao menos 24 horas antes da largada da primeira prova. Depois da reunião, o programa definitivo deve estar disponível no local da prova, fornecendo os nomes e entidade dos competidores assim como o resultado do sorteio.

14) Alterações de inscrição e retiradas da mesma

Para eventos denominados como Campeonato Brasileiro ou Copa Brasil, somente aqueles suplentes listados na inscrição são permitidos repor um competidor.

A notificação de tais alterações deve ser feita na reunião de chefes de equipes.

O Árbitro Chefe pode, em circunstâncias excepcionais, aceitar a alteração de competidores por um suplente listado até uma hora antes da largada da primeira prova. A decisão do Árbitro Chefe quanto o que constitui uma circunstância excepcional é final e não esta sujeita a apelação.

As entidades têm até 48 horas de antecedência à largada da primeira prova, para cancelar numericamente uma embarcação. O não cumprimento desta determinação poderá acarretar na perda de 30 (trinta) pontos por embarcação não cancelada na pontuação geral

A retirada de uma inscrição é considerada final e não poderá ser feita a reinscrição desta mesma tripulação. Taxas de inscrição não serão reembolsadas.

15) Alterações na seqüência de eventos

A seqüência de provas fornecidas no convite, assim como os intervalos entre as provas no programa são compromisso dos organizadores. Não poderão ser feitas alterações sem o consentimento dos chefes de equipe ou dos representantes das entidades.

16) Sinalização

Bandeiras marcando os limites de portage devem ser divididas diagonalmente com uma metade em vermelho e a outra em amarelo.

As linhas de largada e chegada são marcadas com bandeiras vermelhas nos pontos onde estas linhas cruzam os limites externos do percurso.

17) Percursos

a) Rios sem obstáculos ou interrupções.
b) Rios com obstáculos tais como barragens, rochas ou águas rasas que envolvam portages obrigatórias ou opcionais.
c) Águas abertas: lagos, estuários ou mar aberto.
d) Qualquer combinação das acima citadas.

Extensão do percurso:

Sênior, masculino – mínimo de 20 km, sem limite superior.
Sênior, feminino –
mínimo de 15 km, sem limite superior.
Juniores –
mínimo de 15 km, sem limite superior.
Cadetes –
mínimo de 10 km, sem limite superior.
Menor –
mínimo de 5 km, sem limite superior.

As provas podem ser realizadas em um ou vários estágios e em um ou mais dias, o resultado final será baseado no tempo total de prova.

Os pontos de retorno devem ser negociados de acordo com o regulamento.

Percursos para eventos de Copa Brasil podem refletir as características de maratona da entidade local.

18) Numeral

Todos os caiaques e canoas devem levar um número o qual deve ser fixado segundo instruções dos organizadores da prova.

19) Instruções para os competidores

Cada chefe de equipe deverá receber instruções impressas ou escritas pelo menos 5 horas antes do início da competição, contendo as seguintes informações:

a) Informações detalhadas do percurso e sua marcação.
b) Procedimento e horário de largada.
c) Linha de largada.
d) Linha de chegada.
e) Numerais dos competidores.
f) Equipamento de segurança obrigatório.
g) Transporte para barcos e competidores, caso seja provido pelos organizadores.

20) Protestos

Um protesto contra o direito de participação de uma equipe a uma determinada prova, deve ser encaminhado ao Árbitro Chefe até uma hora antes da largada da prova.

Um protesto feito após isso, com 31 dias da data em que a prova em questão foi realizada, é somente permitido se os árbitros da associação que está entrando com protesto puderem provar que os fatos nos quais o protesto esta baseado, vieram a seus conhecimentos depois do limite de uma hora antes da largada da prova.

Um protesto atrasado deve ser encaminhado ao Comitê de Maratona da CBCa acompanhado pela taxa determinada.

Um protesto feito durante a competição, relatando um incidente na prova, deve ser enviado para o Comitê de Competição e recebido pelo Árbitro Chefe no máximo uma hora depois dos competidores envolvidos no incidente terem completado o percurso ou, no caso de terem sido forçados a abandonar a prova, uma hora depois do abandono ter sido notificado para a organização.

Os organizadores devem ser permitidos de iniciar a publicação dos resultados preliminares e cumprir com a cerimonia de premiação depois que um terço ou os primeiros três competidores (no caso de formarem a maioria dos participantes) da categoria tenham completado o percurso, ou seus abandonos notificados à organização.

Todos protestos devem ser feitos por escrito e acompanhados por uma taxa de US$ 25 (ou uma quantia equivalente na moeda local) a taxa será reembolsada no caso de o protesto ser aceito.

21) Apelações

Competidores tem o direito de apelar para a CBCa, através de sua entidade contra a decisão do Comitê de Competição, dentro de trinta dias da data em que a competição foi realizada. A apelação deve ser acompanhada por uma taxa de US$ 25, ou equivalente, a qual será reembolsada no caso da apelação ser aceita.

O Conselho admistrativo da CBCa devem pronunciar a decisão final baseado na recomendação do Comitê de Maratona.

22) Pontuação

Em Campeonatos Brasileiro, os atletas, em suas respectivas categorias, pontuarão para a sua entidade de acordo com o seguinte critério:

1°. Colocado – 70 pontos
2°. Colocado – 42 pontos
3°. Colocado – 27 pontos
4°. Colocado – 16 pontos
5°. Colocado – 10 pontos
6°. Colocado – 06 pontos
7°. Colocado – 03 pontos
8°. Colocado – 02 pontos
9°. Colocado – 01 ponto

As seguintes categorias serão validas para a pontuação geral por equipe:

Caiaque – escola – Infantil – Masculino e Feminino
K-1 / K-2 / K-4 – Menor / Cadete / Júnior / Sênior / Máster – Masculino e Feminino
C-1 / C-2 – Menor / Cadete / Júnior / Sênior / Máster – Masculino

Para que uma prova seja válida para a pontuação final, é preciso haver no mínimo três embarcações e/ou o mínimo duas entidades inscritas, participando do evento. Caso este número não seja atingido, o atleta poderá competir na categoria imediatamente superior.

23) Desqualificação

Todo competidor que tentar ganhar a prova por meios ilícitos, ou que não respeite o regulamento, ou manifeste desprezo pelo regulamento será desqualificado por toda a duração da competição em questão.

Caso um competidor tenha completado uma prova com um caiaque ou canoa que, sobre inspeção, não esteja de acordo com as limitações da CBCa, será desqualificado da prova em questão.

É proibido, durante a competição, ser acompanhado por outros barcos ao longo do percurso.

Tais atos devem acarretar na desqualificação do competidor concernente.

Todas desqualificações feitas pelo Comitê de Competição devem ser confirmadas por escrito imediatamente, explicando os motivos que justificam a decisão. O chefe de equipe do competidor punido deve ser notificado com uma cópia do anúncio, assinando e colocando a hora exata do recebimento que marcará o início do prazo para protesto.

24) Formas de propulsão

Caiaques devem ser propulsionados unicamente por meio de um remo de pás duplas. Canoas canadenses devem ser propulsionadas unicamente por meio de um remo de pá única. Esses remos não podem estar fixos no barco de forma alguma.

25) Largada

A) A linha de largada deve ser marcada por duas bandeiras vermelhas ou duas bóias vermelhas ou por uma combinação de ambas.
B) Os competidores devem estar na largada na hora especificada no programa. A largada deve ser dada não importando se falta algum competidor.
C) As categorias devem largar na ordem descendente, da mais rápida para a mais lenta, como determinado pelo Comitê de Competição.
D) O método de largada deve ser um dos citados a seguir, devendo ser decidido pela organização e incluído no livro de informações distribuídos anteriormente.

D.1) Largada Estacionária

As embarcações se posicionam com a proa tocando a linha de largada e devem permanecer imóveis até que se de a ordem de saída. Os barcos poderão ser segurados pela popa.

Sempre que possível deve ser utilizada a largada estacionária.

Quando isto é impossível ou impraticável devido a falta de espaço e/ou condições de água, as seguintes alternativas nos procedimentos de largada poderão ser empregadas:

d.2) Grid de Largada

Equipes igualmente representadas em cada fila com as posições sendo determinadas por sorteio.

d.3) Largada Le Mans

Os barcos são alinhados na margem em ordem determinada por sorteio.

d.4) Largada Lançada

Quando fortes correntezas dificultam uma largada estacionária, poderá se optar por este tipo de largada onde é permitido aos barcos deixarem-se levar pela correnteza para a linha de largada visando cruzá-la ao sinal.

d.5) Largada intervalada

Quando a largada simultânea é impraticável ou desaconselhável, poderá se optar pela largada intervalada sendo a ordem de saída determinada por um sorteio.

Uma lista dos competidores com as respectivas horas de largada deverá ser fornecida aos chefes de equipe pelo menos três horas antes do início da competição e fixada no quadro de informações próximo ao local de largada.

É também possível ter uma largada intervalada para grupos.

E) Em todos os casos os canoístas devem ser chamados para a água pelo menos 10 minutos antes do horário previsto para a largada ou, no caso da largada Le Mans, dar um aviso de 10 minutos.

F) Os seguintes procedimentos deverão ser aplicados para as respectivas largadas:

f.1) Largada estacionária e
f.2) Grid de largada

O árbitro de largada deve assegurar que todas as embarcações estão paradas na linha de largada ou na linha do grid apropriadamente.

Quando o árbitro de largada certificar-se que estão todos parados, deve dar o sinal ou a palavra “atenção” seguida por um tiro, uma buzina de largada ou a palavra “sai”.

Se um competidor iniciar a remar quando ouvir a palavra “atenção”, sem aguardar a palavra “sai”, ele terá cometido uma largada falsa.

Considera-se irregular a conduta dos participantes que tentem largar antes de receber a ordem, devendo ser punidos com uma advertência. Uma segunda advertência resultará em dois minutos de penalização. Uma terceira advertência resultará na desqualificação do canoísta nesta prova, que deverá sair da água imediatamente.

f.3) Largada Le Mans

Os competidores devem estar de pé, parados, na linha de largada. O árbitro de largada, quando se certificar que todos estão parados deverá pronunciar a palavra “atenção” seguida por um tiro, buzina ou a palavra “sai”.

Se um ou mais competidor iniciar a correr antes do tiro ser disparado será declarada largada falsa e os competidores infratores serão advertidos. Uma segunda advertência acarretará em uma penalização de dois minutos. Uma terceira advertência acarretará da desqualificação do competidor desta prova.

Na largada Le Mans, nenhum competidor pode agarrar, bloquear ou obstruir outro competidor no caminho para seu barco.

f.4) Largada Lançada

Os barcos devem estar alinhados antes da linha de largada e deixarem-se levar até o árbitro de largada.

O árbitro de largada deve assegurar-se que a linha esteja o mais reto possível e que nenhum competidor obterá qualquer vantagem injusta na largada.

Quando o árbitro de largada estiver satisfeito, deve se posicionar a 10 metros da linha de largada dar o sinal “atenção” seguido pelo tiro, buzina ou a palavra “sai”.

Se um ou mais competidor iniciar a remar antes do tiro ser disparado, ele terá cometido uma largada falsa. Uma penalização de dois minutos deverá ser imposta imediatamente aos competidores infratores.

f.5) Largada intervalada

Os competidores devem ser chamados para a posição de largada na ordem pré-determinada. Deverá ser-lhes dado o aviso de cinco minutos, dois minutos e de um minuto antes do horário correspondente a respectiva largada.

O árbitro de largada deve assegurar-se que cada competidor, ou grupo de competidores, esteja parado e alinhado.

Um competidor que largar antes do aviso de dez segundos será chamado novamente para seu posto na largada e será descontado o tempo que levar para fazê-lo. Um competido que largar entre o aviso de dez segundos e o tiro ou ordem de largada, será penalizado imediatamente com dois minutos.

G) Quaisquer penalidades impostas sobre estas regras devem ser notificadas para o chefe de equipe do atleta infrator pelo Comitê de Competição. Quando possíveis todas as penalizações por tempo devem ser também notificadas ao competidor (es) infrator (es) no primeiro ponto de controle.

H) Provas de vários estágios

Quando uma prova é dividida em vários estágios, a largada do segundo e subsequentes estágios no mesmo dia devem ser cumpridas individualmente, ou em grupos, como determinado pelos organizadores e avisado na reunião de chefes de equipe.

Se realizada individualmente, os competidores partirão na ordem de chegada do estágio anterior, no mesmo intervalo de tempo.

Se realizada em grupos, estes também devem considerar a ordem de chegada do estágio anterior e as diferenças de tempo registradas. O tempo será cumulativo e o vencedor será aquele que somar o menor tempo durante todo o percurso, considerando os descontos das penalizações, no caso de haver algumas, impostas pelos organizadores. O reinicio do segundo e subsequente dias poderá utilizar qualquer dos métodos, iniciais ou dos estágios, descritos nesta regra.

26) Retornos

Quando uma prova é realizada em um percurso com pontos de retorno, estes devem ser deixados à bombordo isto é, sentido anti-horário, a menos que seja indicado outra forma.

27) Ultrapassagens

Quando uma canoa ou caiaque esta ultrapassando outra canoa ou caiaque, é dever da embarcação ultrapassada deixar livre durante todo o momento para o barco que esta ultrapassando.

28) Colisões ou danificações

Todo competidor que seja responsável por uma colisão ou danos na canoa, caiaque ou remo de outro competidor poderá ser desqualificado.

29) Assistência

a) Um competidor não pode ser acompanhado durante o percurso ou ajudado de forma alguma por outra canoa/caiaque não inscrita no evento ou por qualquer outra embarcação. Toda ajuda deve ser dada da margem, exceto por motivos de segurança.
b) Em Campeonatos Brasileiro e Copas Brasil, nenhum competidor pode aproveitar da “marola” de um competidor da mesma entidade, porém de outra categoria.
c) Um competidor pode receber assistência da margem. Tal assistência é limitada para serviços de primeiros socorros, provisão de comida, bebida, roupa, reposição de um equipamento defeituoso (incluído remos) e ajudar com reparos, mas não poderá ser carregado de forma alguma.
d) No caso de virar, um competidor poderá receber assistência para esgotar a água de seu barco e voltar para a competição, mas não poderá ser adiantado de forma alguma.
e) Um competidor que seja portador de uma deficiência física poderá, por um acordo do Comitê de Competição, receber assistência nas portages, por ajudantes designados, para: ajudar o remador sair do barco ou levantá-lo para que os ajudantes possam carregar seu barco. Mas de forma alguma poderá tirar uma vantagem injusta como resultado desta assistência.
f) Nenhuma troca ou substituição de barcos é permitida, mesmo com outros competidores da mesma equipe.

30) Medidas de segurança

Cada barco deve carregar flutuadores suficientes, ou vindos de fábrica ou colocados posteriormente, para manter o barco flutuando mesmo quando completamente cheio de água. Por decisão dos organizadores, todo competidor deverá usar coletes salva-vidas e outros equipamentos de segurança, que devem ser especificados na inscrição. Todo competidor que não respeitar as normas fornecidas pela organização será impedido de largar. Caso já tenha largado, será desqualificado.

Competidores participam por conta própria. Nem os organizadores, nem a CBCa, poderá ser responsabilizada por acidentes ou danos de material que possa ocorrer durante a prova.

Todo árbitro deve observar se as medidas de segurança estão sendo respeitadas e impedir barcos e competidores de largar ou continuar a prova se verificarem a quebra de alguma destas regras.

Provas de maratona podem envolver os participantes em situações perigosas. É uma exigência que todo competidor, ao encontrar outro em perigo real deve fornecer toda ajuda possível. Não ajudar um competidor em perigo pode ser motivo de desqualificação.

31) Chegada

A linha de chegada é alcançada quando a proa da canoa ou caiaque, com o(s) competidor(es) dentro, passar entre as bandeiras de sinalização. Se dois ou mais barcos alcançarem a linha de chegada ao mesmo tempo, eles terão a mesma classificação.

32) Portage

Os competidores poderão somente sair da água nos pontos determinados pelos organizadores da prova.

Não poderá haver desembarque para uma portage ou reembarque de uma portage nos 100 metros próximos da largada ou chegada.

a) Nos pontos de portage obrigatória ou opcional, os limites da seção do rio para ser esta realizada, devem estar claramente marcadas por bandeiras mostrando o início e o final da área de embarque e desembarque. As bandeiras marcando a portage devem ser divididas diagonalmente em vermelho e amarelo.
b) Todos competidores (e seus ajudantes designados, quando permitido) devem desembarcar na área definida, carregar suas embarcações por toda portage e reembarcar na área definida.
c) Toda a margem depois do final da área de desembarque e antes do início da área de embarque está fora dos limites.
d) Os organizadores devem promover espaço suficiente para permitir que ao menos 04 K-2s possam realizar a portage simultaneamente.
e) Um competidor realizando uma portage em outro ponto daqueles designados ao longo do percurso, não poderão fazer nenhum avanço, tendo que reembarcar no mesmo ponto que desembarcaram, salvo quando autorizado pelo Comitê de Competição.
f) Onde encontrar águas com pouca profundidade é sempre permitido desembarcar no rio e arrastar ou carregar o barco até onde seja possível remar novamente.
g) Sob nenhuma circunstância uma portage poderá ser usada para encurtar o percurso da prova.

33) Doping

Doping é estritamente proibido.

34) Informações

Depois do término de uma competição nacional de maratona, listadas no Calendário Competitivo da CBCa, duas cópias dos resultados devem ser enviadas para a Assessoria de Imprensa da CBCa e uma cópia para o diretor do Comitê de Maratona da CBCa.

Normas específicas para Campeonatos Mundiais

35) Organização

O Campeonato Brasileiro pode ser realizado todo ano com o consentimento do Comitê de Maratona da CBCa, na data e local aprovado por este e de acordo com o regulamento de maratona da CBCa.

Os Campeonatos Brasileiro devem ser abertos somente para membros das entidades filiadas à CBCa.

Para um evento ser reconhecido como Campeonato Brasileiro, devem participar um mínimo de 03 (três) entidades.

Não há limite de inscrição de barcos por entidade em cada prova, a menos que determinado pelo Comitê de Maratona. Campeonatos Brasileiros devem ser realizados em dois dias, cada prova deve ser completada em somente um estágio, sem interrupções.

36) Percurso

O percurso para um Campeonato Brasileiro deve ser de características normais e dentro da experiência geral das entidades organizadoras de provas de maratona.

Deve ser incluído um número limitado de “portages”, normalmente um mínimo de duas.

A distância nas categorias sênior deve ser tal que o ganhador de cada classe complete o percurso em não menos do que 2 e ½ horas e não mais que 3 horas.

As entidades que desejam organizar um Campeonato Brasileiro devem ter submetido a proposta de percurso e preparativos técnicos à inspeção do Comitê de Maratona da CBCa.

37) Convites, inscrições e programa

Convites para Campeonatos Brasileiro devem ser publicados pela entidade organizadora, de acordo com o regulamento da CBCa.

Convites devem ser enviados pelo menos dois meses antes da data do campeonato.

Inscrições das entidades devem constar o número de competidores e chegar em mãos do Comitê de Competição pelo menos 20 dias antes da competição, este número deve incluir substitutos e chefes de equipe. Os nomes dos competidores em cada classe deve ser recebido pela federação organizadora, até 07 dias antes da competição. Substitutos podem ser inscritos de acordo com as regras nos parágrafos 12 e 14.

Nenhuma inscrição recebida depois da data limite poderá ser aceita.

O programa definitivo deve estar disponível três dias antes da competição com as seguintes informações:

a) Horário de largada de cada prova.
b) Nomes e entidade de todos os competidores em cada classe.
c) Instruções completas do percurso e treinamento prévio.

38) Júri e árbitros

A autoridade final de um Campeonato Brasileiro deve ser de um Júri composto por cinco pessoas indicadas pelo Conselho da CBCa, sendo um dos quais pertencentes à federação organizadora.

Ou o presidente da CBCa ou alguma pessoa eminente na CBCa deve ser indicada como presidente do Júri. Subordinados ao Júri estão o árbitro chefe e outros árbitros, de acordo com o parágrafo 8.

39) Apelações

a) Competidores têm o direito de apelar para o Júri contra a decisão do Comitê de Competição. A apelação, escrita e com os motivos, deve ser endereçada para o presidente do Júri e apresentada pelo chefe de equipe no máximo vinte minutos depois de ter assinado o recebimento da notificação, por escrito, da decisão contra o competidor ou equipe.
b) Se um canoísta envolvido na desqualificação estiver ainda completando o percurso, o prazo para encaminhar a apelação deve ser estendido até uma hora depois que o canoísta ter completado a prova ou ter sido retirado desta.
c) Uma apelação deve ser acompanhada por uma taxa de US$ 25 (ou o equivalente). A taxa será reembolsada no caso da apelação ser aceita.
d) Ao receber a apelação, o presidente do Júri deve avisar os chefes de equipe envolvidos e providenciar a discussão da apelação.
e) A apelação deve ser discutida o quanto antes. Testemunhas podem ser chamadas.
f) A decisão dos jurados é final.

40) Controle de embarcações

Os árbitros controladores de embarcações irão vistoriar de acordo com os equipamentos usuais. No final da prova, os quatro primeiros colocados serão vistoriados novamente.

41) Premiação

As medalhas, em Campeonatos Brasileiro, devem ser distribuídas de acordo com o procedimento olímpico.

Devem ser dadas em três valores: ouro, prata e bronze. As medalhas não devem ser de modo algum presenteadas para outras pessoas que não aquelas que ganharam as provas do campeonato.

Somente medalhas, excluindo outros prêmios, devem ser presenteados na cerimonia de premiação oficial. Outros prêmios podem ser distribuídos em ocasião distinta a esta cerimonia.

Para manter a dignidade e solenidade da cerimonia de premiação, os competidores, para receber as medalhas, devem vestir um conjunto de moletom ou o uniforme da equipe.

42) Resultados e relatório

Os resultados de Campeonatos Brasileiro, relatórios de qualquer protesto feito e outros documentos necessários concernentes a prova, devem ser enviados a Secretaria Geral da CBCa pela entidade organizadora em até 5 dias depois do término do campeonato.

Fonte: www.cbca.org.br

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