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Rally

Origem

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No passado, os ralis começavam com a reunião de um grupo de amigos em determinado local, onde era dado os itinerários. Era uma aventura diferente. Foi daí que surgiu o nome rally, que em Inglês significa reunião.

O Rally é a modalidade automobilística mais antiga do mundo. Em 1875 entre Le Mans e Paris começaram a existir corridas mas a primeira prova de verdade aconteceu na França entre as cidades de Paris e Rouen em 1894, com aproximadamente 126 Km de distância, e as largadas eram dadas de minuto em minuto.

Em 1911 foi realizado o primeiro rally chamado de Monte Carlo, porque foi realizado na cidade de Monte Carlo, este rally acontece ainda hoje e é a prova mais tradicional do calendário mundial.

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Um Rally como o Dakar é uma prova de velocidade, resistência e navegação. Velocidade porque os concorrentes partem de um Ponto A para atingir um Ponto B e vence, claro, quem completar esse percurso, chamado de especial, no menor tempo. De resistência e navegação porque as estradas (quando existem) são difíceis e a navegação traiçoeira. O tempo, porém, que vai contar para a classificação é aquele do Trecho Cronometrado( Especial). Antes e depois do Trecho Cronometrado estão os chamados deslocamentos onde existem tempos mínimos a serem cumpridos que em geral são bem elásticos, mas que se não forem respeitados penalizam duro.

As especiais

Durante os deslocamentos e os Trechos Cronometrados os competidores seguem o Road Book (Livro de Bordo) que mostra qual caminho seguir . Além disso têm que cumprir alguns WPS (Way Point Securities – visíveis a 3000 metros e confirmados a 90 metros) e WPM (Way Point Masked).

Esses Way Point Mascarados é que são o problema, uma vez que só são visíveis nos aparelhos de GPS quando estiverem a 800 metros de distância (no ano passado apareciam já a 3 km de distância). E apenas quando chegarem a 200 metros é que os Way Point Mascarado são confirmados, isso significa que o Navegador tem cerca de 15 s (a 100km/h) de referência eletrônica. A dificuldade aumentou para todos, que vão ter que diminuir a velocidade para não se perder.

História do Rally

Tudo começou com o sonho de um arquiteto

A história do Rally dos Sertões começou com a realização do Rally São Francisco em 1991, entre Ribeirão Preto, interior do estado de São Paulo, e Maceió, nas praias do nordeste do país. O evento foi organizado pelo arquiteto Chico Morais. Era a primeira competição do estilo Rally aberta exclusivamente para motos. Em 1992 não aconteceu a outra edição.

Em 1993 foi organizada a primeira edição Rally dos Sertões, com largada em Campos do Jordão, região montanhosa do interior do estado de São Paulo, e chegada em Natal, nas praias do estado do Rio Grande do Norte. Os 34 pilotos inscritos na única categoria da época (motos) percorreram 3.500 quilômetros. A cidade de Natal continuou sendo o destino final da segunda edição da prova, em 1994. O percurso total foi de 4.500 quilômetros e contou com 44 inscritos de todo país e do exterior, iniciando a fase internacional do evento.

Os resultados positivos dos dois primeiros anos deram ao III Rally Internacional dos Sertões, em 1995, a condição de grande evento e, principalmente, a homologação da FIM. A confirmação disso veio através da participação de estrelas do motociclismo mundial, como Edi Orioli, da Itália, vencedor do Dakar em 1996, e os espanhóis Fernando Gil e Jordi Arcarons. A terceira edição marcou ainda a estréia dos carros 4X4, ampliando ainda mais o leque de possibilidades da prova.

Em sua IV edição, em 1996 o Rally dos Sertões chegou à sua maior configuração com a direção e produção da Dunas Race, empresa exclusivamente direcionada ao rali.

Neste ano o rali passou a ter a participação direta de entidades oficiais tais como: A CBM (Confederação Brasileira de Motociclismo), a FIM (Federação Internacional de Motociclismo) e a CNR/CBA (Comissão Nacional de Rally), responsáveis pela vistoria técnica do regulamento, checagem do equipamento e apurações, tornando-se o maior evento do gênero na América Latina realizado exclusivamente em solo brasileiro.

Profissionalismo

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Rally dos Sertões

A partir de 1996 o Rally dos Sertões começou a moldar sua configuração profissional. Foi criada a empresa Dunas Race, tendo como meta formatar uma estrutura empresarial e moderna exclusivamente para o Rally, envolvendo, neste primeiro ano de administração, mais de 300 pessoas na organização. A entrada de novos colaboradores e sócios permitiu essa mudança. Fortaleza, capital do Ceará, foi o destino final da prova, desta vez com mais de cinco mil quilômetros e 54 inscritos nas motos e 23 carros do Brasil e do exterior.

Dado o primeiro e importante passo, a Dunas Race começou a incrementar o Rally em todos os seus segmentos. A partir de 1997, graças ao novo perfil do evento, comandado pelo empresário Marcos Ermírio de Moraes e a produtora Simone Palladino, a iniciativa privada e a mídia passaram a se interessar pelo Rally. Os organizadores, por sua vez, colaboraram para isso através de um trabalho de divulgação nacional e convites para participarem da prova aos principais veículos de comunicação. Em paralelo, continuou a contar com a presença de pilotos de primeira linha do circuito mundial representando vários países.

Nas quatro edições seguintes (1998, 1999, 2000 e 2001), o Rally Internacional dos Sertões só fez crescer. Novos patrocinadores, maior número de pilotos em todas as categorias, com recorde de carros em 2000, a criação da categoria Caminhões (99/2000), divulgação no exterior, maior divulgação nacional, entre outros fatores, consolidaram a disputa para o novo milênio. Além disso, mesclou ações ecológicas e ações sociais, contribuindo para o desenvolvimento de um país ainda desconhecido pela maioria dos brasileiros.

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Rally dos Sertões

Tendo como cenário o interior do Brasil, o Rally Internacional dos Sertões é a segunda maior prova off road do mundo. Pilotos das categorias carros, motos, caminhões e quadriciclos, enfrentam anualmente cerca de 5.000 quilômetros por difíceis trilhas e estradas do país.

Em 2008, mais uma vez, pelo quarto ano consecutivo, a prova fez parte do calendário do Campeonato Mundial de Rally Cross Country para a categoria motos. Nesse mesmo ano, o rally também foi válido como uma das etapas do Mundial na categoria carros. No ano de 2004 a prova foi observada por um comissário da FIM (Federação Internacional de Motociclismo), que veio da Europa especialmente para participar da competição. Ele analisou a organização do evento para depois homologá-lo para fazer parte do calendário do campeonato mundial no ano seguinte. A entrada do Sertões no mundial é resultado do trabalho sério e profissional da Dunas Race, empresa dirigida por Marcos Ermírio de Moraes.

Presenças do exterior

Mesmo antes de fazer parte do campeonato mundial, o Rally dos Sertões já contava com a participação dos melhores e mais importantes pilotos de Rally do mundo na categoria motos, entre eles o espanhol Jordi Arcarons, os portugueses Jorge Guerreiro, Paulo Marques e Miguel Farrajota, o chileno Carlo de Gavardo, o austríaco Heinz Kinigardner e, pela primeira vez em 2005, o espanhol Marc Coma. A presença de estrangeiros aumentou ainda mais na edição de 2006, com a presença da estrela Cyril Despres, que acabou ganhando entre as motos.

Em 2007, o Rally dos Sertões bateu seu recorde no quesito competidores estrangeiros: atingiu a marca de 27, entre motos, carros, caminhões e quadris. Na 17ª edição o Rally superou essa marca e contará com a presença de mais de trinta estrangeiros.

O Sertões comemorou 15 anos em 2007 com vitórias brasileiras em todas as categorias. Foram 9 dias de competição, 4.776 quilômetros, seis estados e quatro capitais. Entre as motos, José Hélio venceu o duelo com Cyril Despres, conquistando o tricampeonato (2007/2003/1999). Maurício Neves e Clécio Maestrelli venceram pela primeira vez nos carros e, entre as grandes máquinas, os caminhões, Edu Piano/Solon Mendes/Davi Fonseca garantiram o título com tranqüilidade (o paulista Edu Piano já havia vencido o Sertões em 2005, mas na categoria carros). Nos quadris, o campeão desta edição foi Maurício Costa Ramos, o Índio.

Em 2008, pela primeira vez na história, o Sertões foi válido como uma etapa do calendário do Campeonato Mundial de Rally Cross Country para carros. A novidade atraiu o maior número de participantes estrangeiros da história da prova, com mais de 30 pilotos/ navegadores de outros países. Nos carros, a dupla campeã foi Giniel de Villiers / Dirk von Zitzewitz. Nos caminhões Edu Piano conquistou seu terceiro título, desta vez ao lado de Solon Mendes / Davi Fonseca.

Nos quadriciclos, Robert Nahas conquistou o bicampeonato e nas motos, José Helio conseguiu superar o favoritismo do então campeão Cyril Despress e venceu o Sertões pela quarta vez.

História do Rally Dakar

A história do Rally Dakar teve início em 1977. Naquele ano, o francês Thierry Sabine perdeu-se com sua moto no deserto da Líbia, enquanto disputava uma competição entre as cidades de Abidjan e Nice. Thierry voltou completamente fascinado com a paisagem africana e, já na França, contou sua experiência a outros pilotos que também se interessaram pela aventura. A partir disso resolveram então desenhar um percurso cujo ponto de partida deveria ser na Europa e terminaria na cidade de Dakar, no Senegal. Surgia então, o Rally Paris-Dakar.

O espírito de “aventura” sempre esteve presente nesses 30 anos de realização do rali. A descoberta de novos territórios é um dos lemas da competição e uma das razões do evento, que tem a característica de “nômade”, pois o percurso nunca é o mesmo.

A primeira edição da corrida foi disputada em 1979. Ao todo, reuniram-se 182 veículos na praça do Trocadero, em Paris, para dar início à competição. Com um percurso de 10.000 km, apenas 74 veículos completaram a corrida. Em 1980 a categoria de caminhões foi incluída na competição.

Já a edição de 1988 contou com um número recorde de participantes: 603 veículos. Em 1997, a corrida foi invertida e começou pela primeira vez em sua história, em Dakar. No ano 2000, o Rally atravessou o continente africano de oeste a leste, indo do Senegal ao Egito.

Em seus 30 anos de existência, o Rally não foi disputado apenas em uma única ocasião, em 2008. A segurança falou mais alto. Atos terroristas ameaçavam a competição. Dias antes do início, quatro cidadãos franceses e três soldados mauritanos foram assassinados. A edição foi cancelada às vésperas de seu início. Os participantes, apesar do choque inicial, saudaram a decisão dos organizadores. Três semanas mais tarde, um atentado terrorista em Nouakchott, na Mauritânia, confirmou o que todos temiam.

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Entenda como funciona o Rally dos Sertões

Considerado hoje um dos mais importantes e mais difíceis ralis de velocidade do mundo, o Rally Internacional dos Sertões tem o formato de muitas provas, como o Paris-Dakar ou o Master Rallye. São 10 dias de competição, saindo de Goiânia (GO) até a chegada em São Luís (MA).

Organizar um rally de cerca de quatro mil quilômetros de extensão e mais de 220 competidores não é fácil.

Para entender um pouco mais do trabalho da organização e do funcionamento do Sertões, aqui vão alguns detalhes sobre levantamento, trilhas, deslocamento, especiais e penalizações do rally:

Levantamento

Para realizar o levantamento do trajeto, uma equipe sobrevoa a área do percurso e faz um traçado inicial. Este traçado é entregue a uma outra equipe, que faz o trajeto em terra, concluindo os detalhes do percurso. Mas esta não é uma tarefa simples, e demora meses para ser concluído – só a conferência final do trajeto levou dez dias para ser feita. Terminado o traçado, as informações dos 3.805 km que serão percorridos por motos, carros, caminhões e quadriciclos são digitadas e transformadas na planilha, que será usada pelos navegadores durante os dez dias de prova.

Trilhas

As chamadas “trilhas” no Rally dos Sertões são em sua maioria pequenas estradas de descolamento de fazendas ou ligação de vilarejos do interior do Brasil.

Precisam ser grandes o suficiente para permitir a passagem de carros e caminhões em alta velocidade. O piso no Rally dos Sertões varia de barro com muita lama, estradas de terra cheia de erosões, a trechos de terreno arenoso no Sertão do Maranhão.

Especiais

A Especial é geralmente realizada em estradas e trilhas de terra pouco utilizadas. É neste trecho, fechado pela organização do rali, que os competidores aceleram fundo seus carros, motos, quadriciclos e caminhões. Vence a Especial aquele que conseguir completar o percurso com o menor tempo. A soma de todos os tempos nas várias Especiais do Rally dos Sertões são computadas ao final da competição. Aquele que tiver o melhor desempenho, o que tiver sido o mais rápido na soma de todas as Especiais, é o campeão. Um dia de Rally dos Sertões pode ter no máximo duas Especiais.

Deslocamentos

Ao contrário do que muitos pensam, dos 3.805 km a serem percorridos, apenas uma pequena parte será feita em competição. Na grande maioria do tempo os competidores estarão realizando grandes deslocamentos, largas jornadas pelo interior do Brasil. Ao final de cada Especial o competidor volta a estrada em deslocamento rumo a cidade de pernoite do rali. Os deslocamentos também são cronometrados e os pilotos possuem um tempo determinado para atingirem as cidades onde o rali dorme.

Penalizações

Além de acelerar fundo nas Especiais, os competidores devem ficar atentos a diversas regras do rally que podem acarretar em penalizações, que significam pesados acréscimos de minutos em seu tempo geral no rali. Alguns motivos para grandes penalizações são o desrespeito ao limite de velocidade durante a travessia de algumas cidades e vilarejos, nos trechos de deslocamento (a organização estabelece uma velocidade máxima para trechos urbanos e radares são escondidos dentro de vilas para fazer o controle); o recebimento de assistência da equipe de apoio durante as etapas Maratona (nessas etapas os carros ficam em um parque fechado e vigiado pela organização, e os eventuais danos nos veículos devem ser consertados pelos próprios pilotos); a falta de equipamentos obrigatórios e o atraso ao seu horário de largada.

Entenda como funciona um campeonato de Rally

Uma das categorias mais importantes do automobilismo no mundo, o WRC (World Rally Championship ou Campeonato Mundial de Rali) da FIA ainda não desfruta de muito prestígio no Brasil, mas na Europa tem público semelhante — se não maior — ao da Fórmula 1. Isso acontece porque, ao contrário da maioria das competições, o WRC é disputado em estradas públicas, fechadas para as provas, o que propicia uma proximidade muito grande do público com os carros e pilotos.

Chega a ser uma proximidade perigosa, porque o público fica praticamente na linha da estrada para ver as corridas. Outro fator que ajuda a promover a categoria é a relativa semelhança dos carros com os modelos de rua, que o espectador pode comprar na loja. É portanto uma excelente ferramenta de marketing para os fabricantes, que investem nos ralis para divulgar seus modelos comerciais — embora, na verdade, eles só se pareçam externamente com os de competição.

Especificação do WRC

Por definição, o rali é uma competição onde cada carro precisa ir de um ponto ao outro no menor tempo possível.

O campeonato é divido em 14 etapas (distribuído por vários países), e cada etapa em diversos estágios: Estágios Especiais, Super especiais e Estágios de Deslocamento.

Especiais são os trechos cronometrados de velocidade, onde cada carro larga sozinho com um intervalo de dois minutos. Os trechos dos Especiais podem ter, no máximo, 400 km, onde a velocidade média não pode ultrapassar 110 km/h, com tolerância de 20% (132 km/h). Já os Super especiais são estágios opcionais, que podem ou não fazer parte de determinada etapa. Nestes estágios, dois carros se confrontam largando ao mesmo tempo, num circuito fechado de 1,5 a 5 km, em pistas adjacentes com o mesmo comprimento.É um show à parte para os fãs, já que os carros costumam andar lado a lado a maior parte do tempo, separados apenas por um guard-rail, e cruzando a linha de chegada com uma diferença muito pequena. Por fim, os Deslocamentos são trechos de viagem entre os pontos de chegada de um Especial e de largada da próxima “perna” do rali. Os Deslocamentos não contam tempo e devem seguir as leis locais de trânsito.

Cada equipe é composta de pelo menos dois competidores: o piloto e o co-piloto (não mais chamado de navegador), que é o responsável por passar ao piloto as instruções da planilha — um roteiro — de cada percurso a ser cumprido. Ambos podem dirigir em uma mesma prova, Cada rali é realizado em apenas um tipo de piso (asfalto, cascalho, terra ou gelo), o que facilita a escolha de rodas e pneus, relações de câmbio e diferencial, acertos de suspensão, motor, etc. Os pneus, a propósito, têm número limitado para cada prova.

A assistência mecânica é permitida apenas nos parques de serviço, mas pilotos e co-pilotos podem realizar reparos durante a prova, desde que sem auxílio externo e com ferramentas e peças que tenham levado no carro. No mais, é permitido um reconhecimento do circuito pelas equipes uma semana antes do rali, em carros de passeio e sempre seguindo a legislação local.

As categorias: Os carros que competem no Mundial de Rali são divididos em três categorias de acordo com seu nível de preparação: Classe WRC, Grupo A e Grupo N, com subcategorias de acordo com a cilindrada dos motores. Generalizando, o Grupo N é o grupo dos carros “de produção”, os menos modificados em relação aos modelos de série.

Já o Grupo A é o dos touring cars, carros de turismo. Eles têm uma preparação mais pesada, mas com algumas restrições impostas pelo regulamento. E por fim, a Classe WRC (World Rally Car), que se originou do Grupo A, é a classe de preparação mais livre, onde estão os carros mais potentes e as equipes de ponta da categoria. Entretanto, cada categoria tem as suas particularidades, que veremos a seguir.

Grupo N Para ser homologado no Grupo N, o carro tem de ter produção mínima de 5.000 unidades. São permitidas modificações nas suspensões, como molas e amortecedores, mas a geometria e pontos de fixação do conjunto original têm de ser mantidos. As relações de marcha e o gerenciamento eletrônico do motor podem ser retrabalhados, bem como o sistema de escapamento — mas com catalisador obrigatório. Nos freios, apenas a adopção de pastilhas e mangueiras de competição são permitidos. De resto, direção, câmbio e motor devem ser originais.

Assim, as subcategorias do Grupo N são:

Classe N1 até 1.400 cm³, tração 4×2
Classe N2 de 1.400 a 1.600 cm³, tração 4×2
Classe N3 de 1.600 a 2.000 cm³, tração 4×2
Classe N4 acima de 2.000 cm³, turbo, tração 4×4

Neste grupo os carros necessitam de produção mínima de 2.500 unidades para a homologação. Isso impede avanços tecnológicos muito caros, que por isso ficam reservados aos carros da Classe WRC.

A preparação do Grupo A permite mudanças mais profundas que o Grupo N: a suspensão pode ser modificada inclusive na geometria, mas os pontos de fixação devem estar no máximo a um raio de 20 mm dos originais.

O motor pode ser trabalhado também internamente, com novos comandos, válvulas e pistões (só o bloco do motor deve ser mantido original). Radiadores, resfriadores de ar (intercoolers) e o gerenciamento eletrônico também podem ser modificados, assim como freios, câmbio, relações de marcha e diferencial. A maioria dos carros tem motor de dois litros com turbo, tração integral, restritor de 34mm na turbina e câmbio sequencial de seis marchas.

Classe A5 até 1.400 cm³, tração 4×2
Classe A6 de 1.400 a 1.600 cm³, tração 4×2
Classe A7 de 1.600 a 2.000 cm³, tração 4×2
Classe A8 acima de 2.000 cm³, turbo, tração 4×4

Uma particularidade do Grupo A é a proximidade de desempenho entre os carros da Classe A7, de motor dois-litros aspirado e tração dianteira, e os carros turbo da Classe A8. Os Kit Cars, como são conhecidos os modelos da Classe A7 (também chamada de Grupo F2), são em média 300 kg mais leves que os da A8 (que tem peso mínimo de 1.230 kg). E conseguem igualar seu desempenho — e até superá-lo — em ralis disputados no asfalto.

Mas só no asfalto: nos outros tipos de pista, os carros 4×4 turbo costumam ser bem mais eficientes. Alguns dos principais Kit Cars que correm ou já correram no Mundial são Renault Mégane e Clio Maxi, Peugeot 206 e 306 Maxi, Citroën Xsara Maxi, Seat Ibiza Kit Car e VW Golf GTI Maxi.

Classe WRC Chama-se classe, e não grupo, por não abranger diversos segmentos. A WRC surgiu em 1997 a partir do Grupo A, com carros dois-litros turbo de tração integral, que podem ser usados mesmo que as unidades de série só tenham motores aspirados e tração 4×2. Suspensão, direção, câmbio, relações de marcha e diferencial, freios, admissão e escapamento são de preparação livre.Só a pressão do turbo é fixada por um limitador fornecido pela FIA. Inclusive a posição do motor pode ser modificada, para equilibrar a distribuição de peso entre os eixos, sendo que também o entre eixos e a bitola podem ser aumentados. O peso mínimo é de 1.230 kg, o comprimento mínimo de quatro metros — razão do emprego de pára-choques salientes no Peugeot 206, por exemplo — e a largura, de 1,77 metro.

Na classe WRC, Subaru Impreza, Ford Escort RS Cosworth e Focus RS, Peugeot 206, Seat Cordoba, Hyundai Accent, Skoda Octavia, Toyota Corolla e Citroën Xsara T4 são algumas das máquinas que fizeram e fazem a cada etapa a história do rali mundial.Estilo radical: O acerto dos carros do WRC varia muito conforme o tipo de terreno. Na terra, pneus de perfil alto, suspensão macia e chassi mais elevado; no asfalto, rodas mais largas, pneus de perfil baixo, suspensão duríssima e chassi rente no chão. Na neve, pneus estreitos, com pinos metálicos especiais para o gelo. São milhares as possibilidades de regulagens de motor, freios e direção, alguns deles podendo ser feitos eletronicamente de dentro do carro, pelo piloto ou navegador.

Por outro lado, uma característica fácil de se notar nos ralis — qualquer que seja o terreno — é a forma “quadrada” de pilotagem em curvas. Na maioria das vezes, os traçados são muito sinuosos, com curvas fechadíssimas. Por isso, os carros são regulados para tender ao sobresterço (saída de traseira). Além de permitir que o carro diminua o raio da curva com a aplicação de potência, isso permite melhor tração nas saídas de curva, quando o piloto pode fazer uma trajetória mais reta.

Aprender a conduzir num carro de rali: o piloto esterça o volante antes da curva, corrige a saída de traseira (virando para fora da curva) próximo do ponto de tangência e já acelera novamente. Isso mantém o giro do motor elevado, evitando o turbo-lag (retardo de atuação do turbo) e melhorando as retomadas. Não raro o piloto chega a usar o freio de estacionamento nas curvas fechadas, tipo “cotovelo”, para acentuar a saída de traseira e contornar a curva quase num cavalo-de-pau. É um estilo de pilotagem dos mais radicais.

Modalidades do Rally

Existem três tipo de rally que se destacam: Rally de Regularidade, Rally de Velocidade Rally Cross Country.

Rally de Regularidade

Essas modalidades são conhecidas como a escola do automobilismo off road. A maioria dos grandes pilotos e navegadores da atualidade já passaram pela experiência de participar de um rally de regularidade ou de um RAID, sendo até campeões brasileiros na categoria.

Nessas competições o que vale é percorrer todos os trechos nos tempos ideais indicados pela organização da prova. A navegação é feita através de um livro de bordo (ou planilha), entregue no momento da largada, e que é divido em trechos. Cada trecho contém a média de velocidade imposta, quilometragem de início e final, e referências físicas, como curvas, entroncamentos e bifurcações.

Segundo o Anuário Automobilístico de 1999, o Rally de Regularidade é uma “prova em estradas abertas à circulação normal, com trechos de médias impostas, sempre em obdiência ao Código Nacional de Trânsito”.

Mais precisamente, o Rally de Regularidade é uma competição na qual os participantes devem percorrer determinados trechos em velocidades ou tempos pré-estabelecidos. Somente um minutos antes da largada é fornecido aos competidores uma planilha (livro de bordo) informando o percurso e as médias da prova. A dupla deve seguir as orientações do livro de bordo, o qual fornecerá todas as informações que a equipe necessitar. Vence quem conseguir manter a média passando por todos os postos de cronometragem, escondidos no percurso, no tempo mais próximo possível do especificado na ficha ténica que deve ser entregue ao final da prova.

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Rally de Regularidade

 

O grande atrativo desta modalidade é o baixo custo, pois a dupla pode utilizar qualquer tipo de veículo e, em algumas categorias, sem preparação nenhuma. A dificuldade deste tipo de prova é manter a média imposta nos trechos sem se perder no roteiro.

Rally de Velocidade

O rally de velocidade é uma modalidade que passa estradas públicas normalmente em estado de conservação razoável e de utilização freqüente, que na data da prova são interditadas. O objetivo das equipes é percorre-las no menor tempo possível.

Neste caso, a navegação é facilitada. Alguns dias antes da prova, a organização do evento entrega o livro de bordo com o roteiro das “SS” (Special Stage / Especiais), locais de serviço, reagrupamento e deslocamento entre as especiais para que as equipes façam um levantamento através de referências físicas encontradas ao longo da pista.

Esse levantamento é a chave para um bom rally, pois trata-se de uma descrição detalhada das curvas, saltos e dificuldades da SS que o navegador utilizará para passar ao piloto as informações sobre o roteiro. Uma equipe afinada e com um bom levantamento equivalem a 50% do trabalho em um rally.

Segundo o Anuário Automobilístico de 1999, o Rally de Velocidade é uma “prova de velocidade livre em estrada, rua ou circuito, que se desenrola sobre trechos previamente determinados e totalmente fechados à circulação normal”.

No Rallye de Velocidade, os organizadores fornecem os livros de bordo com alguns dias de antecedência tornando assim os trajetos conhecidos e permitindo que os participantes possam fazer seus levantamentos.

Normalmente o levantamento é uma planilha que o navegador utiliza para informar o piloto da dificuldade das curvas, do roteiro, dos saltos,etc… tudo que possa ajudar a equipe percorrer o trajeto o mais rápido possível.

Vence a corrida a dupla que em sua categoria somar o menor tempo computando os dos trajetos com o das penalidades.

Rally Cross Country

O rally cross-crountry é uma variação do rally de velocidade que utiliza estradas em péssimo estado de conservação, inclusive, em determinadas etapas, percorrem trechos totalmente inexplorados dentro de terrenos e fazendas chamados de trial.

O grande diferencial dessa modalidade é que os pilotos não realizam o levantamento dos trechos a serem percorridos. A organização libera a planilha normalmente um dia antes da largada oficial do evento.

Assim, além da dupla se concentrar em “como correr o mais rápido possível” surge o elemento “onde correr”, fazendo com que o navegador seja muito exigido.

Nesta modalidade, destinada apenas à carros fora de estrada, temos três grupos de carros: Production, Super Production e Protótipos. As duas primeiras possuem classes especiais para os motores à diesel.

Fonte: marcotuliolana.com.br/360graus.terra.com.br/Speedb

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