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Salto em Altura

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Salto em Altura
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História

O salto em altura tem sido um evento olímpico desde tempos antigos gregos. O evento salto alto registrado pela primeira vez teve lugar na Escócia no século 19.

O salto alto é uma pista e campo evento onde uma barra horizontal é colocado em determinadas alturas, os atletas saltam por cima da barra, o que salta mais alto ganha altura. Houve várias técnicas de salto ao longo dos anos, no começo havia apenas o padrão em frente abordagem.

A técnica de tesoura também foi usado em que o atleta se aproximou de lado e da perna direita foi até primeiro, a perna esquerda seguido de um movimento de tesoura.

Irlandesa-americana MF Sweeney apareceu com uma nova versão do salto durante o século 20. Conhecido como o Oriental de Corte, ele começou como se ele estivesse fazendo o estilo tesoura, mas então como ele pulou ele achatada costas por cima da barra.

Este método provou ser um sucesso de Sweeney como ele fez o recorde mundial de 6 pés de 5.25 polegadas de liberação de bar.

Um método ainda mais eficiente foi desenvolvido por MF Horine, chamado o rolo ocidental. A barra é abordado na diagonal como é habitual, mas neste modelo da perna interna é utilizado para a descolagem, a perna exterior é empurrada para cima para empurrar o corpo sobre a barra de salto em altura.

Horine, também americano, bateu o recorde com este estilo de salto, fazendo com que o novo recorde de 6 pés 7 polegadas.

Em 1936 as Olimpíadas de Berlim foi vencido por Cornelius Johnson, quando ele saltou a uma altura de 6 pés 8 polegadas.

Atletas russos e norte-americano ganhou os Jogos Olímpicos para as próximas quatro décadas. Em 1956 o estilo straddle saltar novamente modernizadas técnicas de salto em altura, com Charles Dumas, finalmente, saltar mais alto do que 7 pés.

A decolagem foi o mesmo que o rolo ocidental, mas os atletas giraria suas barrigas para o bar como eles pularam. Valeriy Brumel continuou a ganhar uma sucessão de eventos salto em altura por quatro anos seguidos, ele fez a abordagem ao bar mais rápido.

Ele ganhou uma medalha de ouro olímpica em 1964, com uma altura do salto de 7 pés e 6 polegadas. Infelizmente, um acidente de moto terminou a sua carreira de salto alto.

Mais tarde na história do salto em altura os tapetes tornaram-se amortecido e preenchido, ao contrário da serragem que foi utilizado para fins de pouso antes.

Como resultado, os desembarques salto em altura tornou-se mais moderna, com os atletas, sabendo que havia menos chance de lesão.

Dick Fosbury desenvolveu uma nova técnica, lançando-se sobre a barra, cabeça e ombros em primeiro lugar, e desembarque, de forma que teria feito danos nos velhos tempos serragem.

Este movimento ficou conhecido como o Flop Fosbury, e ele ganhou a medalha de ouro olímpica 1968. Ao longo dos anos, o salto em altura tornou-se uma mais moderna pista e campo evento com melhorias que estão sendo feitas o tempo todo.

Técnica

No salto em altura, o atleta deve pular sobre uma barra horizontal, chamada sarrafo, sem a ajuda de qualquer aparato.

No início os atletas simplesmente ficavam parados ao lado do sarrafo e, ao comando do árbitro, pulavam, mas ao longo do tempo várias técnicas foram desenvolvidas e aperfeiçoadas para que as alturas alcançadas fossem cada vez maiores.

A técnica mais utilizada hoje em dia é a chamada Fosbury Flop, inventada pelo norte-americano Dick Fosbury nas Olimpíadas de 1968.

A técnica involve o atleta começando a tomar impulso dentro da pista de corrida, o que faz com que os saltos em altura só possam ser disputados quando a pista não estiver sendo usada.

Após percorrer um quarto de círculo, o atleta salta, virando as costas para o sarrafo, transpondo-o primeiro com o troco e então levantando rapidamente as pernas, para que estas não o toquem.

O atleta pousa então, quase de cabeça, sobre um colchão, posicionado no ponto marcado com o número 6 na figura.

Cada atleta tem três tentativas para transpor cada altura, sendo eliminado da prova se derrubar o sarrafo ou refugar em todas as três.

Quando todos os atletas forem eliminados, será declarado vencedor o que tiver conseguido saltar a maior altura, usando para o desempate o número de tentativas gastas para consegui-la e o número de tentativas para cada altura anterior, caso dois ou mais atletas terminem a prova empatados.

Toda vez que mais de um atleta consegue transpor uma determinada altura, o sarrafo sobre 5, 3 ou um centímetro, dependendo da altura em que ele está.

Um atleta não é obrigado a saltar todas as alturas, podendo entrar na prova a qualquer momento em que pelo menos um atleta ainda a esteja disputando, mas só terá as três tentativas para aquela altura normalmente.

Estádios de atletismo costumam ter duas áreas para salto em altura, para que nas eliminatórias dois atletas possam saltar de cada vez.

Método

Uma “convulsão aérea”. Essa foi a descrição de um cronista quando viu um jovem atleta chamado Dick Fosbury praticar um salto em altura utilizando uma das técnicas mais comuns do momento.

O método consistia em passar o corpo por cima da barra como quem está subindo a um cavalo em um só salto, mas para o americano, que anos mais tarde revolucionaria a modalidade, isto parecia ser bastante complexo.

Fosbury não dominava os métodos utilizados até o momento, quando ainda se encontrava em fase de aprendizagem, na década de 50. Só depois de muito treino, o nativo de Portland, Oregon, começou a colecionar resultados que permitiram melhorar seus saltos e chamar a atenção de treinadores.

Pouco a pouco, sem a autorização nem o acompanhamento de seus treinadores, Fosbury, ainda atuando por um instituto, foi invertendo seu corpo no ar até chegar ao ponto em que, quando saltava para superar a barra, girava completamente e caía de costas.

Seus instrutores decidiram manter sua performance dentro das técnicas estabelecidas na época, mas ao ver a evolução do atleta, tiveram que aceitar que os saltos do jovem eram melhores que qualquer outro concorrente.

Com um salto de 1,90 metros, o jovem atleta registrou uma nova marca em sua escola secundária, ainda faltando três anos para a sua graduação, e no ano seguinte, no Campeonato Estadual, foi segundo lugar ao saltar 1,97 metros.

Seu particular estilo de passar a barreira tornou-se famoso quando uma fotografia começou a circular pelo mundo, com o título de “O saltador mais preguiçoso do mundo”, provocando risadas e piadas em todos que o observavam. Um repórter do diário Medford, da cidade onde Fosbury estudou, escreveu que o atleta parecia “um peixe retirado da água, dando saltos dentro de um barco”.

Fosbury então se matriculou na Universidade de Oregon em 1965, e três anos mais tarde já era campeão universitário nacional, depois de impôr-se nas classificatórias para os Jogos Olímpicos de 1968, na Cidade do México, cidade que o consagraria na história esportiva.

Seus primeiros saltos logo surpreenderam os assistentes que nunca haviam visto esta técnica antes, e novamente foi visto com humor. No entanto, nos saltos iniciais, os espectadores se surpreenderam ao ver a eficiência da técnica do americano. Em seu último salto, o estádio inteiro já apoiava Fosbury. A atenção ao final do evento foi tanto que sua última tentativa ocorreu justamemte no momento em que corredores da maratona olímpica entraram no ginásio, algo que sempre gera uma saudação em pé dos torcedores presentes. No entanto, só se ouviram uns aplausos dispersos nas tribunas.

Com o desempenho, Fosbury transformou a “piada” prévia em uma gigante aclamação, que não somente ganhou a medalha dourada, como também registrou nova marca olímpica, com um salto de 2,24 metros.

Quatro anos mais tarde, dos 40 competidores que estavam em nos Jogos de 1972, em Munique, 28 utilizavam o método de Fosbury. Em Moscou 1980, foram 13 dos 16 finalistas adeptos da inovação do americano.

Em Los Angeles 1984, um orgulhoso Fosbury assegurava: “a popularidade atual do meu estilo é um prêmio maravilhoso a tudo o que tive que aguentar no início. O salto de costas eu praticava na universidade e todos ríam de mim, considerando-me um louco e alguns me tratavam mal por sair das normas conhecidas.

Até que ganhei no México, em 1968, passando à categoria de herói”.

A técnica de inversão de Fosbury revolucionou a modalidade do salto em altura e chegou a ser utilizado por economistas e empresário ao redor do mundo como um exemplo claro de inovação, demonstrando que muitas vezes quando alguém rompe as barreiras e parâmetros termina chegando mais longe que aqueles que somente se dedicam a seguir as regras estabelecidas.

O que é

O salto em altura é um evento que combina potência e velocidade Informações importantes sobre segurança são encontradas na seção em Equipamento Esportivo.

Os atletas devem usar travas na grama ou em condições de umidade, pois a superfície pode se tornar escorregadia.

Há dois tipos de saltos:

Fosbury Flop
Pernada “Tesourada”

Fosbury Flop é a técnica mais popular, na qual o atleta realiza uma rotação inversa durante o vôo.

A Tesourada é um salto mais básico, no qual o atleta eleva as pernas sequencialmente sobre a barra e continua fitando a mesma direção. Independente do estilo, todos os saltos devem ser impulsionados com apenas um dos pés.

Por favor, observe que todas as diretrizes a serem seguidas utilizarão a decolagem com o pé esquerdo, utilizando aproximação pela lateral direita.

Salto em Altura ao Estilo Fosbury Flop

Os componentes do estilo de salto em altura Fosbury consistem dos seguintes passos/técnicas a serem utilizadas conforme o atleta desenvolve seu estilo. Alguns atletas podem usar até 13 passadas.

Estabeleça qual será o pé de largada
Estilo Flop, técnica dos três passos retos
Estilo Flop, técnica dos cinco passos em curva
Estilo Flop, técnica dos sete passos em curva
Estilo Flop, técnica dos nove passos em curva

Estabeleça qual será o Pé de Decolagem

Salte por sobre uma corda, segura por duas pessoas.

Segure a corda mais alto à medida que a altura é ultrapassada.

Conforme a corda se eleva, a perna dominante ficará em evidência e será possível identificar o pé de decolagem.

Estilo Flop – Técnica das Três passadas Retas

Fique em pé ao lado do travessão, mantendo uma distância de um braço, e mantenha a distância de um quarto de travessão do suporte direito. Trata-se de um ponto de decolagem aproximado para ser utilizado.

Dê três passos para trás a um ângulo de 45 graus em relação ao travessão. Este é o local para a postura inicial.
O treinador marca o local do terceiro passo.
Olhe para o colchão com os pés unidos. Dê o primeiro passo com o pé esquerdo e corra em direção ao colchão.
Quando é dado o terceiro passo, movimente a perna direita flexionada para cima em direção ao suporte esquerdo; balance os dois braços abaixo dos quadris para cima dos ombros em frente ao corpo.
Salte no ar, dando a largada com um dos pés.
Incline-se para trás; solte os ombros; olhe para o ombro direito e traga os joelhos em direção ao peito.

Pouse no colchão de costas.

Estilo Flop, Técnica dos Cinco Passos em Curva

Localize o lugar em que o atleta iniciará a técnica. A partir do suporte direito do travessão, meça de 3 a 5 metros à direita. Marque este local. Agora meça a distância de 6 a 9 metros em relação ao colchão.
Esta é a posição de largada aproximada do atleta, fitando o colchão. Talvez este local tenha que ser ajustado para cada atleta.
Fique em posição de Ereta e inicie a técnica dos cinco passos largos com o pé esquerdo.
A forma da técnica se parecerá com um “J” de ponta cabeça.
No quinto passo com o pé esquerdo, movimente a perna direita flexionada elevando-a em direção ao ombro esquerdo, e movimente os dois braços de trás e de baixo para o alto e para frente do corpo.
Dê a largada com o pé esquerdo, a partir de uma forte extensão do joelho e tornozelo.
Vire o ombro direito para longe da barra, a partir de rotação no sentido anti-horário.
Pouse de costas e role para fora do colchão.

Estilo Flop, Técnica dos Sete Passos em Curva.

A partir da técnica dos cinco passos, dê mais dois passos largos afastando-se do colchão. Ajuste conforme o necessário.

Fique em posição Ereta e comece a técnica dos sete passos largos com o pé esquerdo.

Os primeiros dois passos serão retos, os cinco últimos serão em curva.

No sétimo passo, dê impulso com o pé esquerdo e dê o salto.

A partir deste ponto, as mecânicas do salto são iguais à técnica dos cinco passos.

Correto:

Adiante Inclinação na curva

Salto em Altura

Incorreto

Adiante Inclinação longe da curva

Salto em Altura

Estilo Flop, Técnica dos Nove Passos em Curva

A partir dos sete passos em curva, afaste-se mais dois passos do colchão. Ajuste conforme o necessário.
Fique em posição Ereta e inicie a técnica dos nove passos largos com o pé esquerdo.
Corra em linha reta em direção ao colchão; inicie a curva no quinto passo.
Coloque duas marcas:
uma para o local de início e outra na segunda passada do pé esquerdo, onde se iniciam as curvas.
No nono passo, dê impulso com o pé esquerdo e dê um salto.
A partir deste ponto, as mecânicas do salto são iguais às técnicas dos cinco passos e dos sete passos.

Dicas de Treinamento

Conforme o atleta dá o terceiro passo com o pé de impulso esquerdo, o joelho direito move-se vigorosamente em direção ao ombro esquerdo.
Quando estiver o ar, o atleta pensa estar se sentando e traz os joelhos ao peito.
Coloque marcadores no ponto de largada e onde começam as curvas.

Treinando sem travessão

Salto em Altura

Salto em Altura Estilo Tesoura

Os componentes do salto em altura de estilo tesoura consistem dos seguintes passos/técnicas, a serem utilizadas conforme o(a) atleta desenvolve seu estilo.

Estabelecendo a Técnica

Estilo Tesoura – Técnica dos Três Passos
Estilo Tesoura –
Técnica dos Sete Passos

Estabelecendo a Técnica

Posicione-se ao lado do colchão, com ou sem a barra.
Corra três passos de forma a retroceder a partir do ponto de impulsão sob um ângulo de 45 graus em relação ao colchão.
Corra em direção ao colchão, iniciando com o pé esquerdo e dando três passos; dê o impulso com o pé esquerdo.

Estilo Tesoura— Técnica dos Três Passos

Deixe a barra mais alta que o colchão.
Adote a mesma técnica dos mesmos três passos acima.
Dê o primeiro passo com o pé esquerdo.
Dê o segundo passo com o pé direito e balance os dois braços para trás.
Dê o terceiro passo com o pé direito e movimente vigorosamente os dois braços acima da cabeça.
Eleve a perna direita (mais próxima à barra) acima e por sobre a barra.
Segue a perna esquerda para completar a tesoura.
O atleta aterrissa no colchão sob as nádegas.

Estilo Tesoura – Técnica dos Sete Passos

Posicione-se paralelamente ao travessão, a uma distância do comprimento de um braço, e mantenha a distância de um quarto da barra em relação ao suporte direito. Este ponto de impulsão é para desenvolver consistência à técnica.

Fique a sete passos de distância deste ponto sob um ângulo de 45 graus à direita do colchão. Este é o local de início da largada.
Mire o colchão, dê o primeiro passo com o pé esquerdo, corra em linha reta em direção ao colchão e acelere a cada passo.
Impulsione o pé esquerdo no sétimo passo no local de impulsão; salte para o ar.
Mantenha os braços e pernas elevados e sustente a cabeça em linha reta.
Aterrisse no colchão de nádegas.
Role até a parte de trás do colchão e saia.

Dicas de Treinamento

Acentue o movimento do joelho da perna direita; a perna estará em posição horizontal em relação ao chão.
Faça com que o atleta mantenha a cabeça para cima e a parte superior do corpo ereta.
Marque o ponto de início.

Tabela de Faltas e Posições

Erro Correção Referência de Treino / Teste
Os atletas caem em direção à barra Certifique-se- de que as passadas encontram-se distantes o suficiente, desta forma o corpo poderá inclinar-se para trás antes da impulsão Pratique a corrida, certifique-se de que o impulso com o pé seja adequado e que a inclinação seja para trás.
O quadril do atleta derruba a barra. – É necessário elevar o quadril para ultrapassar a barra
– A cabeça fica para trás
– É preciso que o impulso ocorra a partir da perna de impulsão
– Salte por sobre a barra, elevando os quadris acima e sobre ela
– Salto
O atleta vira-se antes do salto Certifique-se de que a curca da corrida não se encontre muito fechada e de que a inclinação na curva seja leve Pratique a corrida. certifique-se- de que o pé de impulsão seja impulsionado corretamente
Os atletas desaceleram antes da impulsão Aumento de confiança Pratique a corrida e dê um impulso sem a barra, com elástico, e posteriormente com a barra

Dicas do Treinador para Atletas de Salto em Altura – Em um Piscar de Olhos

Dicas de Treinos

Certifique-se de que o atleta utilize a técnica das cinco, sete ou nove passadas com som.
Certifique-se de que a curva tenha apenas cinco passos e que se inicia com o pé de impulsão.
Certifique-se de que o atleta decole com apenas um dos pés.
Enfatize a importância da velocidade da técnica, especialmente para os três últimos passos.
Observe onde o atleta coloca o pé de impulsão. O atleta precisa dar o impulso a pelo menos um braço de distância do travessão. O pé esquerdo aponta em direção ao suporte esquerdo.
Certifique-se de que os braços sejam usados no salto, os joelhos são mantidos elevados ao atravessarem a barra e a cabeça mira o suporte esquerdo.
Continue a aumentar a altura da barra gradualmente, conforme o atleta consistentemente vence uma altura.
Demonstre todas as técnicas e saltos de estilo flop e tesoura.
Utilize pegadas ou fita para marcar a técnica.
Caso a técnica do atleta não pareça correta, faça com que ele/ela corra paralelamente ao travessão.
Certifique-se de que o atleta acelere na técnica e incline-se em direção ao lado de dentro da curva.
Proponha uma mini competição de salto em altura como forma de treino.
Inicie sem o travessão, posteriormente utilize um barbante, banda elástica de costura ou fio, até que se sintam confiantes.
Enfatize a aceleração a cada passo, sem passos curtos e agitados.
Enfatize que os quadris passam por sobre o travessão.

Dicas de Competição

Utilize imagens visuais. O atleta observa-se mentalmente saltando por sobre o travessão.
Treine colocar o pé de impulsão no local correto.
Esteja ciente da ordem do salto, desta forma o atleta estará pronto quando o chamarem.
Conheça a altura inicial dos atletas.
Lembre-se, os atletas tem a permissão de uma marca no anteparo do salto em altura.
As regras permitem que o atleta tenha 90 segundos a partir do momento em que chamam seu nome.
O plano do travessão não pode ser quebrado, ou é considerado como erro.

A Técnica do Salto em Altura

A procura de uma técnica de salto em altura ideal é uma questão de estilo biomecanicamente adequado da transposição da fasquia; a corrida de balanço e a impulsão não são, neste caso, importantes. Saltar em altura significa ultrapassar a maior altura possível, neste caso concreto colocar o centro de gravidade do corpo o mais perto da fasquia sem lhe tocar.

Evolução da técnica do salto em altura

Salto em Altura
1-
Salto de tesoura ( 1,97m 1898 )

Salto em Altura
2- Salto Cortado ( 1,99.5m 1908 )

Salto em Altura
3- Rolamento Californiano ( 2,02m 1914 )

Salto em Altura
4- Variante do Rolamento Californiano ( 2,04m 1933 )

Salto em Altura
5- Variante do Rolamento Californiano ( 2,07m 1936 )

Salto em Altura
6- Rolamento Ventral ( 2,07m 1936 )

Salto em Altura
7- Variante do Rolamento Ventral ( 2,22m 1960 )

Salto em Altura
8- Variante do Rolamento Ventral ( 2,28m 1963 )

Salto em Altura
9- Flop ( 2,32m 1976 )

 

É essencial a todos os atletas saltadores em altura a conciliação dos seguintes fatores:

Condição física

Força de impulsão
Sentido rítmico
Capacidade de reação
Flexibilidade e destreza

Técnica

Corrida de balanço
Impulsão
Transposição da fasquia
Queda

Salto em Altura
Salto em Altura

Para o atleta saltador em altura é importante, primeiro, a força de impulsão e a flexibilidade, bem como a capacidade de aprender uma das técnicas modernas. A força de impulsão ( absoluta ) é, pois, condição prévia para aprendizagem do rolamento ventral e do « Flop », as técnicas do salto em altura mais utilizadas.

As descrições que se referem, limitam-se, por isso, a estas duas técnicas, nas quais devem ser empregues os principais aspectos biomecânicos do salto em altura.

A marca do salto em altura é formada pelo resultado de três componentes: A1+A2+A3 = Altura do salto (ver figura 2).

Salto em Altura

Durante a fase importante de transposição da fasquia, a posição do centro de gravidade do corpo, é determinada pela técnica escolhida pelo saltador ( ver figura 3 )

Salto em Altura

O eixo horizontal, o eixo vertical e o eixo transversal são os três eixos do corpo humano. Uma flexão na articulação significa maior velocidade angular, ou seja, rotações mais rápidas em volta de um dos eixos do corpo. Uma extensão na articulação significa um retardamento das rotações. A energia cinética serve para a obtenção de altura ( impulsão vertical da musculatura da perna ).

A energia da rotação é produzida através de um impulso de rotação da bacia e das extremidades e serve para a transposição da fasquia. Um breve resumo sobre os eixos do corpo humano, para se ficar com uma ideia mais detalhada sobre este aspecto. ( ver figura 4 ).

Salto em Altura

 

a) Eixo Horizontal: Na direção do movimento principal e paralelo em relação à superfície da terra.
b) Eixo Vertical:
Na direção do centro de gravidade, por conseguinte vertical em relação à superfície da terra.
c) Eixo Transversal:
Transversal em relação à direção do movimento principal e paralelo em relação à superfície da terra.

A TÉCNICA DO SALTO « FLOP »

O chamado « Fosbury-Flop » (figura abaixo) não se diferencia substancialmente da técnica do « flop » padrão.

É caracterizado por quatro fases importantes: a corrida de balanço, a impulsão, o voo e transposição da fasquia e a queda.

Salto em Altura

A posição do tronco e uma ligeira inclinação lateral favorecem uma velocidade mais elevada ( até oito metros por segundo nos atletas de alta competição ).

Nas últimas três passadas ( preparação da impulsão ) modifica-se a posição do tronco, acentuando-se a inclinação para o centro do círculo ( 20 a 30 graus ); a inclinação para a frente é substítuida por uma clara inclinação para trás ( ver figura 6 ). Assim baixa o centro de gravidade do corpo e é prolongado o percurso de impulsão.

Salto em Altura
Figura 6

Salto em Altura
Figura 7

Na última passada aumenta a inclinação lateral para dentro; o tronco está agora direito ( ver figura 7 ). Aqui é introduzida a velocidade angular necessária para a rotação em volta da fasquia.

O saltador que utiliza a técnica do balanço simultâneo dos braços lança-os bem para trás do tronco enquanto que o que utiliza a técnica do balanço alternado mantém a posição dos braços como na corrida. Na impulsão, o pé da perna de impulsão desenrola-se do calcanhar e aponta para a fasquia ( ângulo de salto: 10 a 25 graus ).

O pé apoia-se na direção da corrida, sendo a distância até à fasquia de cerca de um metro. A elevada velocidade da corrida de balanço é fortemente retardada através do apoio da perna de impulsão esticada, favorecendo uma passagem ideal da velocidade horizontal à vertical.

Na fase de amortização que se segue, a perna de impulsão é ligeiramente fletida enquanto que o corpo se endireita.

O endireitar da inclinação que se verifica para o interior da curva possibilita um encontro quase central da impulsão com o centro de gravidade do corpo, verificando-se uma das condições prévias mais importantes para um bom rendimento no salto. Para não voar lateralmente sobre a fasquia, (através do endireitar resultou uma rotação em volta do eixo horizontal) o saltador lança a perna de balanço para cima ao mesmo tempo que a afasta da fasquia, ou seja para o centro do círculo.

Daqui resulta uma rotação em volta do eixo vertical, levando à típica « posição em ponte » do « flop » ( ver figura 8 ).

Salto em Altura
Figura 8

Segundo os mais recentes conhecimentos biomecânicos, a impulsão é o fator mais importante no « flop »; a maioria dos saltos falhados resultam de uma fase de impulsão incorreta. O conjunto dos movimentos da corrida de balanço e da impulsão constitui, deste modo, um importante ponto principal do exercício no treino do salto em altura.

Depois da impulsão, o saltador movimenta-se para a frente e para cima. Os eixos dos ombros e da bacia rodam para a fasquia, donde resultam rotações em volta dos três eixos do corpo ( ver figura 4 ):

1- Rotação em volta do eixo horizontal através do endireitar da inclinação interior da curva
2-
Rotação em volta do eixo vertical através da projeção para cima da perna de balanço, afastando-a da fasquia
3-
Rotação em volta do eixo transversal através da elevação dos braços

A parte da subida na fase de voo é caracterizada através de uma atitude relativamente passiva e descontraída do corpo .

Nos movimentos seguintes para a transposição da fasquia é importante que a bacia não desça.

Por esta razão, os centros de gravidade de alguns pontos de apoio têm de ser deslocados: a perna de balanço é descida, enquanto que a perna de impulsão fica suspensa o maior tempo possível e a bacia pressionada para cima.

Uma transposição exata da fasquia, iniciada da cabeça até à perna (vantagem em relação ao rolamento ventral) é facilitada através de mais medidas. Os braços descem e são colocados junto ao tronco enquanto a fasquia é intensivamente observada, a fim de se poderem fazer correções; a cabeça é trazida para o peito.

Para a queda,as pernas são fletidas na articulação coxo-femural e estendidas na articulação do joelho depois de as nádegas terem transposto a fasquia ( nunca antes ). Para a queda, os braços são estendidos, caindo o saltador na chamada « posição L » ( ver figura 9 ) sobre toda a superfície das costas. A fim de impedir lesões, as articulações dos joelhos permanecem esticadas.

Salto em Altura
Figura 9

A Técnica do do Rolamento Ventral

No rolamento ventral, a corrida de balanço é uma corrida em progressão retilínea, feita do lado da perna de impulsão e que forma em relação à fasquia um ângulo de cerca de 45 graus. A ponta do pé neste caso, aponta para fora.

Na corrida de balanço, com comprimento entre sete a nove passadas, acelera-se primeiramente e nas últimas passadas mantém-se a velocidade e prepara-se a impulsão.

Isto sucede frequentemente através de uma antepenúltima passada alongada.

Agora o tronco encontra-se inclinado fortemente para trás ( ver figura 10 ): a penúltima passada é igualmente alongada e o centro de gravidade do corpo desce favoravelmente ( até 45 cm ). A perna é ligeiramente fletida na antepenúltimo contato. Através desta « passada de impulso », a bacia ultrapassa sob os ombros e prepara uma posição vertical do tronco.

Na penúltima passada, o braço de dentro ( do lado da perna de balanço ) é fixado à frente, enquanto o braço de fora ( do lado da perna de impulsão ) oscila preparando o chamado impulso simultâneo dos braços.

Salto em Altura
Figura 10

O objetivo principal do impulso simultâneo dos braços é de endireitar de novo o tronco durante a fase de apoio da perna de impulsão. Desta forma, o centro de gravidade do corpo é mantido sob a força de impulso e impede um desequilíbrio para trás.

Na última passada, os braços movimentam-se para trás e para baixo e depois passam ao lado da bacia para a frente e para cima juntamente com a perna de balanço. Estes «belos» movimentos iniciam a impulsão.

Em contraste com a impulsão no « flop » ( duração de cerca de 0,14 segundos ), a impulsão do rolamento ventral tem uma longa duração, realizando-se em 0,23 segundos. Esta fase subdivide-se no apoio da perna de impulsão , na amortização e na extensão da perna de impulsão.

A perna de impulsão apoia-se esticada com o calcanhar ( cerca de 70 cm antes da fasquia ). Após o apoio, o tronco é trazido para a frente. Os ombros são lançados para a frente, ficando apenas o lado de dentro da bacia para trás, reconhecendo-se uma ligeira tensão arqueada.

Se a perna de impulsão se desenrolar sobre a planta do pé, tem de ser por conseguinte, rapidamente esticada de forma explosiva na articulação do joelho. Uma aceleração vertical adicional é conseguida através da fixação súbita da perna de balanço e braços; então o movimento de travagem transmite a energia das extremidades para o tronco.

É importante o emprego correto do braço de dentro, que impede uma produção desnecessária de energia rotativa. Na extensão da impulsão, o saltador não se deve inclinar para a fasquia mais do que até ao eixo que vai da perna de impulsão ao ombro oposto, na vertical para o solo « six o’clock position » ( ver fig 11 ).

Salto em Altura
Figura 11

O salto lateral é uma atitude incorreta que só pode ser equilibrada através de uma corrida de balanço com um ângulo de 45 a 60 graus. Após uma impulsão correta, o eixo dos ombros eleva-se transversalmente para a linha de voo.

Numa das variantes do rolamento ventral ( ver figura 1, momento 6 ), a perna de balanço movimenta-se para a fasquia, enquanto que a perna de impulsão se encontra ainda suspensa, relaxada. Simultaneamente com a perna de balanço, a cabeça, ombros e braço do lado da perna de balanço transpõem a fasquia.

Após a transposição verifica-se o movimento para baixo do lado da perna de balanço e o elevar do lado da perna de impulsão. A queda dá-se sobre a perna de balanço bem como sobre uma mão no desenrolar final sobre os ombros ou a bacia.

A outra variante do rolamento ventral ( ver figura 1, momento 7 ), procura através de uma elevação da bacia em relação às partes principais do corpo, tronco e pernas, transpor a fasquia.

O tronco encontra-se, por conseguinte, transversalmente em relação à fasquia. Simultaneamente com a perna de balanço transpôem a fasquia, a cabeça, ombros e o lado da perna de balanço; o saltador gira em volta do eixo transversal ( ver figura 12 ), em ângulo agudo para a fasquia, com a bacia fortemente fletida.

A perna de balanço dobrada é, então, estendida para trás e para cima enquanto que o braço do mesmo lado se encontra o mais próximo possível do tronco, permanecendo este curvado. Após a transposição da fasquia, a perna de balanço é esticada, os braços preparam a queda. Então o saltador roda lateralmente.

Salto em Altura
Figura 12

Os dois quadros seguintes mostram as diferenças e as semelhanças entre o «rolamento ventral» e o «flop».

Quadro 1

  Flop Rolamento Ventral
Corrida de Balanço corrida em linha reta, ritmo progressivo, depois corrida em curva mantendo o ritmo, movimentar os braços para trás, técnica de balanço simultâneo dos braços em alternado, endireitar da inclinação para dentro, impulso da bacia corrida em linha reta em ângulo agudo em relação às fasquia, ritmo progressivo, balanço dos braços para trás, balanço simultâneo dos braços, inclinação do tronco para trás
Impulsão apoio do pé de impulsão sobre o calcanhar;
elevação da perna de balanço afastando-a da fasquia;
extensão de impulsão explosiva;
elevação dos braços com fixação final
apoio do pé de impulsão sobre o calcanhar;
lançamento da perna de balanço o mais esticada possível;
extensão de impulsão explosiva;
elevação dos braços
Voo descida da perna de balanço;
elevação da bacia;
colocação dos braços junto ao tronco
flexão da perna de balanço;
elevação da perna de impulsão;
colocação dos braços junto ao tronco;
Queda extensão da articulação do joelho;
flexão da articulação coxo-femural;
queda sobre toda a superfície das costas
extensão da perna de impulsão;
queda sobre a mão e pé do lado da perna de balanço;
rolamento

Principais erros

…no rolamento ventral

1- INCLINAÇÃO PREMATURA DO CORPO PARA A FASQUIA /// Saltos em forma de piruetas a alturas baixas, tronco direito; aumentar lentamente a altura.
2- CAMBALHOTA DE JUDO DIRETAMENTE A SEGUIR À IMPULSÃO ///
Saltos sobre a fasquia oblíqua ( parte superior mais próxima ).
3- GIRAR DA PERNA DE IMPULSÃO ///
Marcar a distância da corrida de balanço; saltos de elevação.
4- EMPREGO DEFICIENTE DA PERNA DE BALANÇO ///
Saltos sobre a fasquia colocada obliquamente ( parte superior mais afastada ).
5- APOIO EXTREMO NO «ROLAMENTO VENTRAL» ///
« Passar » pela impulsão.
6- ROTAÇÃO PREMATURA EM VOLTA DO EIXO VERTICAL ///
Maior ângulo da corrida de balanço ( até 60 graus ).
7- TORÇÃO DO CORPO ///
Chamada no momento de rotação do corpo nas piruetas e saltos de rolamento ventral.
8- AS MÃOS APOIAM-SE MAIS CEDO DO QUE A PERNA DE BALANÇO ///
Saltos de pirueta sobre alturas baixas com orientação da altura ( por ex. fitas ), aumentar a altura lentamente.

…no flop

1- VELOCIDADE DE CORRIDA DE BALANÇO INSUFICIENTE ( CORRIDA DE BALANÇO RETILÍNEA ) /// Corridas em progressão; corridas de balanço em arco com marcas para as três últimas passadas; diminuição do raio da curva.
2- INSUFICIENTE INCLINAÇÃO PARA O LADO DE DENTRO DA CURVA ( O SALTADOR ENDIREITA-SE CEDO DEMAIS ) ///
Corrida de balanço com distâncias estabelecidas, corridas em curva.
3- ATITUDE DE IMPULSÃO INCORRETA ( O PÉ NÃO SE APOIA NA DIREÇÃO DA CORRIDA ///
Corridas de balanço em forma de arco com incidência na inclinação para dentro na curva.
4- SALTO PRECIPITADO E BALANÇO DE ROTAÇÃO DEMASIADO ACENTUADO ///
Imitações da impulsão com corridas de balanço curtas; impulsões com marcações das três últimas passadas.
5- INCORRETA POSIÇÃO DE PONTE SOBRE A FASQUIA ///
Exercícios de «flop» sem balanço; impulsões partindo de zonas de impulsão elevadas ( minitramp ), treino da transposição da fasquia no plinto.
6- QUEDA AO ACASO ///
Exercícios de queda partindo do «flop» sem balanço; ter atenção em esticar as pernas ( manter a tensão do corpo ).

Regras do Salto em Altura

Salto em Altura
Salto em Altura

Esta prova consiste na realização de uma corrida rápida, que na parte final se realiza em curva, seguida de uma chamada.

A transposição da fasquia é feita de costas e a queda tem lugar num colchão.

O objetivo deste salto é transformar a velocidade adquirida na corrida na maior distância vertical que for possível.

O atleta pode decidir a que altura vai iniciar o seu concurso e pode prescindir de saltar determinadas alturas.

A fasquia sobe, no mínimo, 2 cm entre cada altura e, depois de definido este intervalo, tem de se manter até ao final da prova.

Para cada altura, o atleta dispõe de 3 tentativas, sendo excluído do concurso quando falha 3 vezes seguidas a sua tentativa de salto.

A chamada tem que ser realizada só com um pé.

Na classificação final cada atleta será creditado com o melhor dos seus saltos.

A pista de balanço tem de ter, no mínimo, 15 metros.

A zona de recepção do salto, deve ser um colchão com pelo menos 5 metros de comprimento e 3 de largura ou profundidade.

A medição da altura saltada é realizada medindo-se a distância entre o solo e o bordo superior da fasquia na sua zona central.

O salto é considerado nulo quando:

A fasquia cai dos suportes por ação do atleta durante o salto.
O atleta tocar o solo ou a zona de recepção (colchão) para além do plano vertical dos postes, antes de ultrapassar a fasquia.

O salto em altura apresenta quatro fases fundamentais:

Corrida de aproximação
Chamada/impulsão
Fase aérea:
transposição da fasquia
Queda/recepção

Existe três técnicas mais conhecidas:

Tesoura
Rolamento ventral
Fosbury-flop (salto de costas)

Fonte: www.helium.com/sports.specialolympics.org

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