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Chapada dos Guimarães

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Uma das principais atrações do cerrado brasileiro, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães foi criado em 1989 com o objetivo de proteger as enormes formações rochosas de arenito, mirantes que oferecem ampla visão da planície pantaneira e muitas quedas d”água, graças à rica hidrografia e às bruscas mudanças de altitude.

A cachoeira do Véu de Noiva, próxima ao Centro de Visitantes, é o cartão postal da Chapada do Guimarães. O local também abriga em seus 33 mil hectares mais de 50 sítios arqueológicos com pinturas rupestres e fósseis de animais pré-históricos. É um patrimônio natural brasileiro.

Está localizado no município de Chapada dos Guimarães, Estado do Mato Grosso, e representa uma das inúmeras áreas de preservação nacional. Durante as caminhadas pela mata é possível descobrir paisagens ainda intocadas. As árvores retorcidas revelam-se únicas; flores de todas as cores e frutos exóticos exibem um cerrado generoso e formoso.

O Parque fica aberto para ao público das 8h às 17h, e pode ser visitado durante o ano todo. Mas a melhor época para conhecer o local é entre maio e julho, quando a região está toda florida e as cachoeiras estão bem cheias. No período de chuvas, entre dezembro e abril, as trilhas ficam perigosas e algumas atrações têm seu acesso impedido.

Eventos

Festival de Inverno

O evento conta com oficinas e cursos de arte e música, além de shows de artistas populares. Acontece anualmente durante a segunda quinzena do mês de junho.

Atrações

Cachoeiras

Véu de Noiva, Independência, Andorinhas, 19 de Novembro, Pedra Furada, Sete de Setembro, Cachoeirinha, Salgadeira e dezenas de outras cachoeiras lavam a alma de quem está saturado da vida urbana. As águas transparentes descem construindo piscinas naturais em córregos e pequenos rios pedregosos, onde lambaris nadam, indiferentes à companhia dos banhistas. É recomendável a contratação de um guia para acompanhar nesse passeio.

Morro de São Jerônimo

Um dos pontos mais altos de Mato Grosso, com 1.020 metros, proporciona uma vista panorâmica fabulosa. A puxada caminhada até o topo passa por formações areníticas curiosas, como o Jacaré de Pedra, a Pedra Furada e a Mesa do Sacrifício. A trilha termina com 30 minutos de subida bastante íngreme – inacessível em dias de chuva.

Casa de Pedra

Gruta de 70 metros quadrados com riacho e trilha leve desde o Centro de Visitante do Parque. Conta também com inscrições rupestres em seu interior.

Cidade de Pedra

Ali é possível caminhar por formações rochosas, esculpidas pelo vento e pela água, que se formaram nessa escarpa da Chapada, a 350 metros de altura. O local lembra uma cidade de pedra, o que deu origem ao nome. O acesso é feito pela estrada que liga a Chapada dos Guimarães ao distrito de Água Fria, num trajeto de 24 km.

Caverna Aroe Jari (Morada das Almas)

Maior caverna de arenito do Brasil, Aroe Jari conta com 1.550 metros de extensão e várias inscrições pré-históricas em seu interior. O acesso até ela é feito por uma trilha moderada – 4,5 km, média de 1h20 de caminhada.

Gruta da Lagoa Azul

Fica a 30 minutos de caminhada da caverna Aroe Jari, e compreende uma lagoa de águas cristalinas, onde os banhos são proibidos. A visitação é limitada a 50 pessoas por dia, e a contratação de um guia é obrigatória.

Paredão do Eco

Mirante natural da região formado por um imenso paredão de arenito no alto da Chapada. O acesso ao local é feito pela estrada que leva à Água Fria, por uma estrada secundária que adentra o Parque.

Portão do Inferno

Trata-se de um cânion de 85 metros de profundidade que pode ser avistado da estrada que liga Cuiabá à Chapada (MT-251). Dali é possível ver a Cidade de Pedra.

Fonte: guiabrasilturismo.com.br

Chapada dos Guimarães

Localizada a 65 km de Cuiabá, Chapada dos Guimarães é um dos destinos representativos da região do Cerrado em Mato Grosso. Está no centro da América do Sul, no alto do platô formado pelas bordas do Planalto Central brasileiro. A formação escarpada é conhecida como chapada e é um grande divisor das bacias hidrográficas do Prata e Amazônica.

Devido a sua geologia especial, formam-se na Chapada grande parte das nascentes de água cristalina que alimentam o Pantanal Norte. Paredões de arenito, morros e outras características do relevo formam um ambiente especial, rico em plantas medicinais, flores e frutos, contando ainda com uma avifauna diversificada, possibilitando aos observadores encontrar espécies como a ave Meia-Lua-do-Cerrado (Melanopareia torquata) e muitas outras.

A Chapada dos Guimarães é local propício para caminhadas, para observação da fauna e flora, para estudos do Cerrado, visitação a cavernas de arenito, banhos de cachoeira, visita aos mirantes, boas refeições típicas regionais, ótimos hotéis e pousadas, profissionais experientes e um clima confortável a 800 metros acima do nível do mar, à 1h de viagem a partir da Capital, Cuiabá.

Cidade de Pedras – Chapada dos Guimarães

Chapada dos Guimarães

Fonte: www.chapadaexplorer.com.br

Chapada dos Guimarães

Chapada dos Guimarães – Mato Grosso – MT

Histórico

A história do Município de Chapada dos Guimarães acompanhada, passo a passo, o desenrolar dos fatos Cuiabanos, partindo da mesma origem garimpeira do Norte Mato Grossense. Foi povoado pela mesma clã dos bandeirante Paulistas, índios e os seus descendentes.

Vindo a Cuiabá o primeiro Governador, Capitão General D. Antonio de Moura Tavares, em 1751, cuidou desde logo de estabelecer na zona da Chapada, um Aldeamento onde fossem recolhidos os índios das diversas nações ali existentes, intentando coibir desse modo, as suas incursões predatórias contra os civilizados.

Impondo-lhe o nome de Santana da Chapada, confiou sua administração ao Padre Jesuíta – Estevão, que consigo trouxe de São Paulo.

Em 1769, o povoado recebeu a denominação de Sant’Ana de Chapada dos Guimarães, que lhe impôs o Governador Luiz Pinto de Souza Coutinho. Em 1875, foi criado o Distrito de Paz com a denominação de Chapada dos Guimarães.

A sua Emancipação deu-se pela Lei Estadual nº 701, de 15-12-1953, modificada pela Lei nº 370, de 31-07-1954, anexando em sua área o Distrito de Praia Rica, anteriormente pertencente ao Município de Rosário Oeste.

O Município de Chapada dos Guimarães dada a sua situação, seu clima, excepcionais qualidades de suas terras e outros fatores, passou por um período de intensa atividade e desenvolvimento, não obstante a grande mutilação do seu território, para a criação dos diversos municípios, quais sejam: de Colider, Nova Brasilândia, Paranatinga e Sinop. No Plano Sócio-cultural é digno de menção a destacada atuação dos Padres Franciscanos – O.F.M. que, desde 1944, vêm administrando a paróquia ali existente, onde, se dedicam também, ao ensino e a assistência social.

Formação Administrativa

Distrito criado com a denominação de Chapada, por alvará de 28-09-1814, no município de Cuiabá.

Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o distrito de Chapada figura no município de Cuiabá.

Assim permanecendo em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937.

Pelo decreto-lei estadual nº 545, de 31-12-1943, o distrito de Chapada passou a denominar-se Chapada dos Guimarães.

Elevado à categoria de município com a denominação de Chapada dos Guimarães, pela lei estadual nº 701, de 15-12-1953, desmembrado de Cuiabá.

Constituído de 2 distritos: Chapada dos Guimarães e Praia Rica o segundo desmembrado do município de Rosário Oeste. Sede no antigo distrito de Chapada dos Guimarães. Instalado em 22-08-1954.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1955, o município é constituído de 2 distritos: Chapada dos Guimarães e Praia Rica.

Pela lei estadual nº 1116, de 17-11-1958, é criado o distrito de Água Fria e anexado ao município de Chapada dos Guimarães.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 3 distritos: Chapada dos Guimarães, Praia Rica e Água Fria.

Pela lei estadual nº 2066, de 14-12-1963, é criado o distrito de Simões Lopes e incorporado do município de Chapada dos Guimarães.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1963, o município é constituído de 4 distritos: Chapada dos Guimarães, Água Fria, Praia Rica e Simões Lopes.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31-XII-1968.

Pela lei estadual nº 2908, de 06-01-1969, o distrito de Simões Lopes tomou o nome de Paranatinga.

Pela lei estadual nº 3140, de 14-12-1971, o distrito Paranatinga (ex-Simões Lopes), passou a denominar-se Alto Paranatinga.

Em divisão territorial datada de 31-XII-1971, o município é constituído de 4 distritos: Chapada dos Guimarães, Água Fria, Alto Paranatinga (ex-Paranatinga) e Praia Rica.

Pela lei estadual nº 3746, de 18-06-1976, o distrito de Colider é criado e incorporado ao município de Chapada dos Guimarães.

Pela lei estadual nº 3760, de 29-06-1976, é criado o distrito de Brasilândia e anexado ao município de Chapada dos Guimarães.

Pela lei estadual nº 2134, de 21-01-1964, é criado o distrito de Rancharia e anexado ao município de Chapada dos Guimarães.

Pela lei estadual nº 3754, de 29-06-1976, é criado o distrito de Sinop e incorporado ao município de Chapada dos Guimarães.

Pela lei estadual nº 3755, de 29-06-1976, é criado o distrito de Vera e incorporado ao município de Chapada dos Guimarães.

Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído de 9 distritos: Chapada dos Guimarães, Água Fria, Colider, Brasilândia, Praia Rica, Rancharia, Simões Lopes, Sinop e Vera.

Pela lei estadual nº 4095, de 15-09-1979, o distrito de Alto Paranatinga voltou a chamar-se simplesmente Paranatinga.

Pela lei estadual nº 4158, de 18-12-1979, desmembra do município de Chapada dos Guimarães o distrito de Colider. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 4149, de 10-12-1979, desmembra do município de Chapada dos Guimarães os distritos de Brasilândia e o extinto distrito Rancharia passando sua área a constituir o novo município com a denominação de Nova Brasilândia.

Pela lei estadual nº 4155, de 17-12-1979, desmembra do município de Chapada dos Guimarães o distrito de Paranatinga (ex-Alto Paranatinga). Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 4256, de 17-12-1979, desmembra do município de Chapada dos Guimarães o distrito de Sinop. Elevado à categoria de município.

Pela lei estadual nº 4155, de 17-12-1979, desmembra do município de Chapada dos Guimarães o distrito de Paranatinga. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1988, o município é constituído de 3 distritos: Chapada dos Guimarães, Água Fria e Praia Rica.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 15-VII-1999.

Em divisão territorial datada de 14-V-2001, o município é constituído de 3 distritos: Chapada dos Guimarães, Água Fria e Rio da Casca.

Alteração toponímica distrital

Chapada para Chapada dos Guimarães, alterado pelo decreto-lei estadual nº 545, de 31-12-1943.

Fonte: biblioteca.ibge.gov.br

Chapada dos Guimarães

O município Chapada dos Guimaraes

Cachoeiras de águas cristalinas que deságuam em diversos cenários rochosos. Rios que cortam vales e enormes caninos, serpenteando uma vasta paisagem natural de um amplo cerrado. Pontos de observação onde a vista não alcança fim, como que se demonstrasse que a beleza natural é, na realidade, infinita.

O nascer do sol numa explosão de tons vermelhos, amarelos e laranjas, que aos poucos vai colorindo penhascos fazendo com que a fauna local recomece sua rotina diária. O vôo das araras no exato instante em que cruzam o horizonte, de um penhasco para outro, a desafiar as leis da gravidade e tornarem-se símbolo da grandeza regional.

O eterno sibilar do vento na flora que situa-se nas encostas de arenito. Assim o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães apresenta-se para quem deseja conhecer uma das Unidades de Conservação mais bonitas do Brasil.

Localizado no centro de Mato Grosso, entre a capital Cuiabá e a cidade da Chapada dos Guimarães, o Parque Nacional, que abrange uma área de 32.630 hectares, foi criado em 12 de abril de 1989 com objetivo de preservar os ecossistemas de cerrado, savana, matas de encosta e ciliares, inúmeros sítios arqueológicos, monumentos históricos e ainda cabeceiras de vários rios que compõem as bacias hidrográficas  Alto Paraguai e Amazônica.

A preocupação de preservação da rica fauna e flora da região data do início deste século, quando o então vice-presidente do Mato Grosso, Coronel Pedro Celestino Corrêa da Costa, motivado pela intensa devastação da vegetação nas cabeceiras dos rios Coxipó-açu, Manso e Cuiabá, declara a área da Chapada de utilidade pública, em 13 de setembro de 1910, devido a grande importância que tal bacia hidrográfica tem para o Estado.

Detalhando melhor a questão, ao norte do Parque Nacional os córregos Água Fria e Estiva, ambos afluentes do rio Quilombo; e ao sul o rio Copio e seus afluentes, onde estão as cachoeiras Véu de Noiva, Pedra Furada, Pulo, Degrau, Malucos e Andorinhas são todos rios que deságuam no rio Cuiabá, que pôr sua vez é um importante abastecedor do Pantanal Mato-grossense.

A luta para salvar este patrimônio natural também teve apoio de ambientalistas, artistas e intelectuais do Mato Grosso, que, em 1984, lançaram um manifesto para protestar contra arbitrariedades do Governo contra o meio ambiente local pela criação de alguns complexos turísticos, não especializados, nas proximidades do Parque.

Em fevereiro de 1986, outro fator decisivo para a Chapada dos Guimarães foi uma campanha nacional, quando foram convidadas todas as entidades ambientalistas não governamentais do Brasil para enviarem correspondência ao então Presidente José Sarney, solicitando a criação do Parque. Fato que ocorreu três anos mais tarde, transformando-o em patrimônio do povo brasileiro e permitindo a utilização de suas áreas para fins de pesquisa, educação ambiental, lazer e recreação, desde que obedecidos seus zoneamentos e normas de uso.

Dentro de uma extensa área de planalto, o relevo da Chapada dos Guimarães caracteriza-se pela presença de grandes encostas e escarpas de arenito vermelho que vão de 600 a 800 metros de altitude. Este complexo rochoso apresenta-se em canyons e ruínas de curiosas formas diferentes.

A região, borda do Planalto Central Brasileiro, situa-se sobre uma das mais antigas placas geológicas do planeta. Há cerca de 500 milhões de anos havia uma camada de gelo no local. Há 300 milhões de anos tudo era mar. Há 150 milhões de anos um deserto encobriu a área. Há 64 milhões de anos foi à vez de uma densa vegetação servir de alimentos aos animais pré-históricos até sua extinção. E há 15 milhões de anos temos a modificação mais marcante, ou seja, o surgimento da Cordilheira dos Andes fez com que a planície pantaneira afundasse, criando então a Chapada.

Nas paisagens da região é possível observar marcas deixadas no arenito, achar fósseis de conchas do mar, ossos de dinossauros e até ver dunas do antigo deserto. Atualmente, a Universidade Católica de Goiás vem desenvolvendo ampla pesquisa nesses sítios arqueológicos, que incluem pinturas ruprestes, cerâmicas, artefatos de caça e demais utensílios.

Orquídeas, bromélias, ipês, jatobás, babaçus, buritis, perobas e diversas flores de tamanho, cor e forma compõem a rica flora do cerrado brasileiro, que é predominante na Chapada dos Guimarães. Além das flores, árvores frutíferas aparecem em grandes quantidades, tais como o pequizeiro, o cajuzinho e a mangabeira. Sendo possível comprar, em vários restaurantes e lanchonetes, compotas de doces caseiros dessas frutas típicas. As plantas medicinais usadas na fitoterapia também são bem encontradas no cerrado.

Outro fator importante para a composição dessa riqueza natural é o clima da região que é tropical (quente semi-úmido), com duas estações bem definidas. A de chuvas (primavera e verão) e da seca (outono e inverno), quando ocorre a friagem, que é a inversão da massa polar sobre o continente, podendo provocar uma queda na temperatura, que normalmente varia de 12 a 25, para 5 graus. O total pluviométrico anual situa-se entre 1800 a 2000mm.

O maior inimigo do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães é o fogo, que é propiciado pelas condições geográficas, vegetativas e climáticas, intensificado pela ação do homem.

Nos meses mais frios do ano, quando as chuvas diminuem, os fortes ventos originários dos Andes fazem da vegetação rasteira dos cerrados um material de alta potencialidade combustiva. Nesta mesma época do ano, proprietários, de dentro do Parque ou no seu entorno, ateiam fogo para o manejo das pastagens ou preparo do solo para o cultivo, sem o devido cuidado com a disseminação de incêndios.

Os garimpeiros, que ateiam fogo no solo para aumentar a ação dos aparelhos que detectam ouro, os religiosos que acendem inúmeras velas nas proximidades das cachoeiras do Parque e os churrascos e tocos de cigarros acesos dos imprudentes turistas que visitam o local, têm sido as principais atividades causadoras de incêndios.

Vale ressaltar que não existem registros históricos das áreas alteradas pela ação do fogo ou sua origem, o que dificulta quantificar as perdas ambientais e desenvolver recursos preventivos com maior eficácia. Em alguns casos, entretanto, a causa dos incêndios foi atribuída a fenômenos naturais, tais como descargas elétricas. Mas estes casos são bem reduzidos, uma vez que após o início desses focos de incêndio as chuvas que caem acabam por apagá-los.

A preservação do cerrado está diretamente ligada a elevada variação de espécies da fauna nacional que ocorrem na Chapada dos Guimarães. Onça-pintada, veado-campeiro, macaco bugio, anta, tamanduá-bandeira, tatu-canastra e o lobo-guará são alguns exemplos dessa rica fauna.

É também comum ver emas e seriemas atravessando as estradas que cortam o Parque, que é um corredor natural de migração de aves. Muitas dependem, inclusive, dos altos paredões de arenito para fazerem seus ninhos, como as maritacas, andorinhões e araras-vermelhas.

Devido a grande quantidade de cobras que habitam a região, é aconselhável usar botas de cano longo para caminhar na Chapada dos Guimarães. Protetor solar, chapéu e roupas leves não devem faltar, pois o calor é intenso nas trilhas do Parque. Uma vez que quase todas as caminhadas terminam em lindas cachoeiras, a roupa de banho é obrigatória.

Mas lembre-se de levar muita água para beber, porque as águas naturais são extremamente ferruginosas e provocam desinteria em quem as consomem, ainda que moderadamente. Frutas e outros tipos de alimentos leves são essenciais para repor as energias das caminhadas, que normalmente duram mais de três horas. Pelo forte calor, os horários de 11 às 14 horas são desaconselháveis para iniciar qualquer passeio.

Bem em frente ao portão de entrada e posto de controle do IBAMA está o principal cartão postal do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães. A Cachoeira do Véu de Noiva. Queda d’água de 86 metros situada no meio de um enorme canyon, repleto de vegetação e com vários mirantes, onde pode-se ver bandos de maritacas voando ao entardecer.

E ainda experimentar, no restaurante local, um dos melhores pratos típico do Mato Grosso – a galinhada. Que vem a ser pedaços refogados de frango caipira com muito alho, cebola e açafrão na mesma panela onde depois se cozinha o arroz.

Na mesma trilha do Véu de Noiva encontram-se as demais cachoeiras do Parque. A Cachoeirinha, com 15 metros de queda d’água,é muito freqüentada por turista porque possui uma praiazinha de areia e lanchonete com boa infra-estrutura. Seguindo 50m acima, depara-se com a cachoeira dos Namorados, que fica bem escondida e talvez por isso tenha este nome.

Um pouco mais para dentro do Parque estão as cachoeiras Sete de Setembro, com ótimo poço natural para banho. Descendo mais, vem a cachoeira do Pulo, que o próprio nome já identifica sua principal característica. Não há quem resista a um mergulho em suas águas geladas.

Para os mais aventureiros, as cachoeiras dos Malucos e das Andorinhas são de mais difícil acesso, pois suas trilhas têm descidas e subidas que exigem maior vigor físico e cuidado. Não menos interessantes são as cachoeiras do Degrau, Prainha e Piscina Natural.

Mas nem só de cachoeiras vive a Chapada dos Guimarães. Outro local maravilhoso é o Morro São Jerônimo que, com 860 metros de altura, é o ponto mais alto do parque. Do seu topo é possível ver a capital Cuiabá e toda a planície pantaneira.

Com aproximadamente nove quilômetros, é a mais longa trilha de dentro da Unidade de Conservação. São trechos tortuosos de rochas, mais uma travessia de um bosque e pequenas escaladas para se atingir o cume. No seu caminho estão as formações rochosas do Jacaré de Pedra, Mesa de Sacrifícios, Altar de Pedra e o Chapéu do Sol.

Ainda na parte inferior do parque está situada a Casa de Pedra. Uma gruta de arenito sitiada dentro da vegetação e cortada pelo pequeno córrego que merece ser registrada fotograficamente.

Na parte superior do parque encontram-se os principais mirantes da Chapada, como a Cidade de Pedra, que é o local predileto das araras-vermelhas, facilmente vistas nas primeiras horas da manhã ou ao entardecer, quando alçam grandes vôos entre os paredões dos penhascos lá existentes. E o Paredão do Eco, que permite um visual incrível da formação rochosa da Chapada.

O último ponto turístico a ser citado dentro do Parque Nacional é o Curral de Pedras. Formação rochosa por onde os antigos moradores percorriam transportando a boiada. São pedras gigantes elegantemente espalhadas numa das planíces do cerrado.

Para quem pensa que as belezas naturais da região terminam aí, respire fundo para pegar mais fôlego e seguir em frente. Fora do parque há muito quê se ver. A começar pela caverna Arue Jari, que na tradição indígena dos Bororós significa Morada das Almas. A enorme abertura dessa caverna dá ampla visão para árvores e cipós, que contrastam com o escuro universo do seu interior.

Em uma de suas muitas entradas há um lago de cor azul que é um convite ao banho. Mas vale avisar que o sol entra na gruta por volta das três horas da tarde, o que faz com que a água seja extremamente fria. O mergulho ajuda a recarregar as energias para os longos cinco quilômetros de retorno da trilha. A melhor hora para fazer essa caminhada é pela manhã bem cedo, quando o sol não está muito forte.

Vale citar que muitas maritacas residem na entrada da gruta onde o lago se localiza, devendo-se então fazer uma aproximação mais silenciosa para quem gostaria de vê-las e, quem sabe, fotografá-las. A Arue Jari está cadastrada na Sociedade Brasileira de Espeologia como a segunda maior caverna do país com 1100 m de extensão. Fica a 46 km do centro da cidade da Chapada dos Guimarães.

Na mesma estrada para a caverna encontram-se os mirantes do Centro Geodésico da América do Sul e o Morro dos Ventos. Na direção oposta encontra-se a estrada de terra para o pequeno município de Água Fria. É o sentido obrigatório para quem deseja conhecer a cachoeira do Pingador, que fica dentro da propriedade do senhor hospitaleiro Durvalino da Mata.

Ou o Morro do Coelho, que dependendo do ângulo de observação, vê-se nitidamente a figura do roedor na pedra. Na estrada Cuiabá – Chapada há um outro ponto de visitação que não deve ser esquecido. As águas cristalinas do Rio Claro. E se desejar realmente completar o ciclo das belezas naturais, pegue um carro ou ônibus saindo de Cuiabá e viaje 150 km até a cidade de Nobres e depois mais 45 km de barro e vá conhecer a Gruta do Lago Azul. É simplesmente deslumbrante!

A cidade da Chapada dos Guimarães

A história da fundação da Chapada dos Guimarães está estritamente ligada com fundação de Cuiabá, no século XVII. Em 1751, o primeiro Governador Capitão General de Mato Grosso, Dom Antônio Rolim de Moura Tavares, estabeleceu no povoado um aldeamento para congregar os índios de diversas tribos que habitavam o local, na tentativa de impedir um choque com os garimpeiros e a depredação dos estabelecimentos civilizados.

Tal povoado recebeu o nome de Chapada Nossa Senhora Sant ‘Ana Aldeia Velha e sua administração ficou por conta do padre jesuíta Estevão de Castro, onde foi erguida uma capela. Então, em 1778 é construída uma igreja maior no atual centro da cidade. A Igreja Nossa Senhora Sant’ Ana, padroeira da cidade.

Na época, Dom José Carlos Pereira, Ouvidor-mor de Cuiabá, visitou a capela ainda no povoado de Aldeia Velha e achou suas instalações impróprias para a realização de missas. Assim, imediatamente mandou construir outra. Pintada em dourado, a igreja apresenta-se no estilo barroco e suas imagens sacras e seus azulejos foram trazidos de Portugal.

Durante anos a estrada que ligava Chapada a Cuiabá era denominada trilha do “Tope de Fita” e até hoje permanece marcada na mata, onde é feita anualmente uma cavalgada de integração. A trilha é toda calçada em pedra e tem 30 km de extensão. Foi por onde os índios e escravos trouxeram material para a construção da igreja, que é tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

Ainda em relação à colonização portuguesa na região vale citar que, nesse período de nossa história, a maioria das povoações fundadas recebia o nome de vilas ou cidades de Portugal. Foi, então, dessa forma que a Aldeia de Sant’ Ana passou a chamar-se de Guimarães em homenagem a famosa cidade do norte de Portugal, considerada o berço da nacionalidade portuguesa.

A cidade da Chapada dos Guimarães tem 252 anos e seu aniversário é dia 31 de julho, quando ocorre a maior manifestação cultural – o Festival de Inverno – que atraí músicos de todo o país à realização de shows livres na praça da Igreja Nossa Senhora Sant’ Ana.

Com aproximadamente 15 mil habitantes, a principal atividade econômica da cidade da Chapada dos Guimarães é o turismo ecológico. Há uma boa infra-estrutura de pousadas, hotéis e campings e mais de 20 restaurantes com comidas típicas, tais como a mojica de pintado (espécie de ensopado de peixe cortado em cubos, com mandioca cozida na mesma panela), os peixes pacú e dourado fritos, com acompanhamentos de pirão e farofa de banana. Outras iguarias recomendadas são os churrascos (pela fartura de carne das criações da região) e as verduras frescas que compõem as saladas de qualquer restaurante.

A cidade conta ainda com hospital, farmácias, agência dos correios, lojas de artesanatos locais e agências do Banco do Brasil e Bradesco, postos de gasolina e posto telefônico. Localiza-se a cerca de 60 km da capital Cuiabá com via de acesso em rodovia bem pavimentada e sinalizada.

Clima

Tropical quente e sub-úmido. Precipitação média anual de 1.500 mm, com intensidade nos meses de dezembro, janeiro e fevereiro. Temperatura média de 24.ºC maior máxima 40.ºC, e menor mínima 0.ºC.

Como chegar

Distância da Capital (Cuiabá): 70 km, pela Rodovia Emanuel Pinheiro.

Atrações

Igreja Nossa Senhora do Sacramento

Na região central da cidade de Chapada dos Guimarães esse monumento histórico foi construído em 1779 por escravos da região. Completamente em estilo barroco, possui o altar pintado de ouro e ainda conservado.

Atividades Noturnas

Na cidade de Chapada dos Guimarães o turista encontra opções de danceterias, bares e restaurantes.

Fonte: Braziltour, IBGE, e-MatoGrosso

Chapada dos Guimarães

Localização

Chapada dos Guimarães está localizada no Estado de Mato Grosso, no Brasil, na região central da América do Sul, mais precisamente entre as coordenadas geográficas 15º 10′ – 15º 30′ latitude Sul e 55º 40′ – 56º 00 longitude Oeste, o município possui cerca de 6.000 km2, está situado na borda do Planalto Central Brasileiro, a cidade está 860m acima do nível do mar.

Acesso rodoviário com transporte próprio:

Para acessarmos Cuiabá vindos do Sul ou Sudeste, passa-se por Campo Grande – MS e mais 750Km até Cuiabá, ou via Goiás, por Itumbiara, Mineiros, Rondonópolis até Cuiabá. Do noroeste utiliza-se a estrada Porto Velho-Cuiabá.

De Cuiabá para Chapada podemos optar pela MT 305 que liga a Capital de Mato Grosso, Cuiabá em 64 km de rodovia asfaltada em bom estado de conservação embora não tenha acostamento na pista. Para quem vem do sul,ou de Barra do Garças, pode chegar via Campo Verde passando pela BR 070, mas são 70Km de terra em razoável estado de conservação.

Acesso aéreo:

Existem muitos vôos saindo de todas as capitais brasileiras para Cuiabá em todas as companhias aéreas, Tam, Oceain Air, Webjet e Gol.

Um taxi do aeroporto para a rodoviária de Cuiabá sai por volta de R$ 30,00.

Em Chapada não há aeroporto, apenas uma pequena pista de pouso em uma fazenda.

Acesso de ônibus:

Existem ônibus da maioria das capitais direto para Cuiabá, as companhias “Andorinha”, “Mota”, “Eucatur”, “Colibri”, “São Luiz”, “Nacional”, são algumas que operam na região

Dicas para os viajantes

Roupas Adequadas: Roupas leves, camisetas, bermudas, calçado firme no pé para caminhadas, e que possa ser molhado, capa de chuva (de outubro a maio), agasalho (sempre esfria à noite, principalmente de maio a setembro), uma pequena mochila para lanche e água durante as caminhadas, binóculos, máquinas fotográficas sempre são bem vindos, um boné ou chapéu, meias absorventes e grossas p/ não dar bolhas nos pés.

Tempo de Permanência: O ideal é ficar pelo menos 4 dias no mínimo, existem uma série de passeios para serem feitos, com roteiros para pelo menos 10 dias, sem repetir programação. Se tiver mais tempo, recomendamos uma viagem para o Pantanal que é bem perto de Chapada.

Vacinas: Para vir à Chapada dos Guimarães, não é preciso nenhuma vacina, apenas para quem vai para a região amazônica de Mato Grosso deverá providenciar a vacina anti-amarílica (febre amarela). Recomenda-se atualizar a vacinação anti-tetânica, e a vacinação anti-hepatite “B” apenas para quem vá para a região amazônica. Todas as vacinas do Calendário Nacional estão disponíveis nos Postos de Saúde da cidade. Na Chapada não há malária ou qualquer outra doença transmitida por mosquitos.

Mosquitos: Apenas no amanhecer e entardecer há próximo aos cursos de água a ocorrência do mosquito “pólvora”, também chamado de “porvinha”. Recomendamos o uso de repelentes apenas para as pessoas alérgicas, mas ficam proibidas de tomarem banho em cachoeiras, principalmente dentro do Parque Nacional de Chapada dos Guimarães.

Protetores Solares: O sol de Chapada, principalmente no período da seca (maio à setembro), é forte, recomendamos o uso, sobretudo nas excursões com trechos de caminhadas, mas o IBAMA também exige que não se permita o banho em cachoeiras usando protetores solares, bonzeadores e óleos.

Cobras e Animais Peçonhentos: Os acidentes com cobras e outros animais peçonhentos são raríssimos, em 11 anos de atividade, os clientes da ECO TURISMO CULTURAL nunca sofreram qualquer acidente com cobras, aranhas e escorpiões, embora os guias instruções de primeiros socorros enquanto vão diretamente para o Hospital Santo Antônio de Chapada.

Hospitais e Farmácias: O Hospital Santo Antônio situado no centro da cidade possui médicos de plantão regularmente, com um pequeno cirúrgico para pequenas intervenções, um pronto socorro para emergências, um antigo aparelho de raio X, e algumas dezenas de leitos para internações, atende pelo SUS (Sistema Único de Saúde). Possui duas ambulâncias para deslocamento para o Pronto Socorro de Cuiabá e demais hospitais da capital. A cidade possui três farmácias que ficam abertas até às 21 horas, duas no centro e uma no bairro São Sebastião, com razoável estoque de remédios.

Passeio Virtual

Salgadeira

Na parte de baixo dos contrafortes da Chapada, existe o córrego da Salgadeira, um dos antigos caminhos dos viajantes tropeiros. Estes lá paravam para charquear carne, ou seja, salgá-la e secá-la ao sol. Daí advém uma das explicações do nome do local.

Próximos à bela cachoeira, existem hoje o “Terminal Social Turístico”, inúmeros restaurantes, vestiários, quadras e estacionamento para ônibus, que, em todos os fins de semana, levam milhares de pessoas que fogem do alucinante calor cuiabano.

Chapada dos Guimarães
Chapada dos Guimarães
Cachoeira do “Pulo”

Depois de uma relaxada, uma adrenalina no Cachoeira do Pulo, que para fazer juz ao nome, nos dá a oportunidade de nos soltarmos no vazio para um refrescante banho rodeado por uma exuberante natureza.

Mirante do Centro Geodésico

Chapada dos Guimarães

No meio da América do Sul, um exepcional ponto para se avistar a planície pantaneira, muito freqüentado à noite pelos notívagos e namorados em busca de luzes estranhas, mais espetaculares do que as da cidade de Cuiabá, que ilumina parte da planície.

O Centro Geodésico seria um Ponto Equidistante entre o Atlântico e o Pacífico, no “Coração da América do Sul”, como já dizia Caetano Veloso na música “Um Índio”.

A Chapada é um lugar que atrai místicos e sensitivos do mundo inteiro. Para entender um pouco mais sobre isso, sugerimos visita ao texto Teoria Mística da Chapada dos Guimarães.

Véu de Noiva

Chapada dos Guimarães

A cachoeira do Véu de Noiva, formada pelo Rio Coxipó, conhecida nacionalmente com seus 86m de queda livre tornou-se ponto imperdível para se visitar no País, o imenso vale aberto no arenito com impecável vegetação, proporciona-nos espetáculo fantástico. No local, existe um restaurante típico regional muito bem adaptado à paisagem.

Caverna Aroe Jari e Lagoa Azul

Chapada dos Guimarães

Aroe Jari é a maior caverna de arenito do Brasil, situada a 46 km da cidade de Chapada dos Guimarães (MT). Possui 1.550 m de extensão, é extremamente plana e apresenta inúmeras cachoeiras no interior. Próximo da entrada, existe uma nascente que formou a Lagoa Azul, piscina natural com água azul cristalina que se reflete nas paredes da gruta.

Ela é tão especial que o Dr. Leonardo Borghi Phd em geologia solicitou a inclusão “Proposta de Sítio Geológico do Brasil para Registro no Patrimônio Mundial” (WORLD HERITAGE COMMITEE – UNESCO).

Sua visitação só é possível com guias autorizados credenciados pela Embratur com a emissão de Voucher (passaporte) através da Eco Turismo Cultural, agência na praça Central de Chapada.

Caminhos das Águas

Chapada dos Guimarães

O Caminho das Águas do Parque Nacional é formado por uma sequência de cachoeiras do Rio Sete de Setembro que nasce dentro do Parque Nacional, formando uma singela caverna no arenito, chamada “Casa de Pedra”, e seguindo ao longo do vale pode-se apreciar a cachoeira do “Sonrisal” que forma muita espuma e um delicioso refúgio atras da cortina dágua da queda. Vale a pena estender-se na deliciosa Pedra Inclinada num ângulo perfeito para um banho de sol.

Ao longo da trilha depara-se com a deliciosa “Hidromassagem”, que é preciso uma dica de um chapadense para colocar os pés nas duas pedras certas que lhe proporcionará um banho inesquecível.

Depois de uma relaxada, uma adrenalina no Cachoeira do Pulo, que para fazer juz ao nome, nos dá a oportunidade de nos soltarmos no vazio para um refrescante banho rodeado por uma exuberante natureza.

Mais abaixo o “Degrau” que nos oferece um trono borbulhante bárbaro.

A “Prainha” é a preferida dos baixinhos, que pelo nome já oferece um aprazível lugar para banho e brincadeiras.

Descendo morro abaixo temos diversos pocinhos e poções instigantes até vislumbrarmos a magestosa “Cachoeira das Andorinhas” com 18m, também chamada de “Cachoeira dos Malucos” por causa da “moçada”da década de 80, seguida pelo Majestoso “Salto Independência” onde os arco íris competem com o verdadeiro nome da cachoeira.

Cidade de Pedra

Chapada dos Guimarães

Na parte de cima dos avermelhados paredões de Chapada existem inúmeras formações rochosas que parecem cidades de pedra, como se fossem ruínas na beira dos Canyons de até 400m de altura. A majestosa visão é possivel de vários ângulos diferentes dos paredões.

Caminho das Pedras do Parque Nacional

Chapada dos Guimarães

É possível passar pelo meio de intrigantes formações rochosas como o Jacaré de Pedra, a Mesa de Sacrifícios, o Altar de Pedra, o Totem, e outras formas curiosas de Arenito (nesta região estão os Fósseis de Conchas do Mar), o Mirante do Morro São Jerônimo(um dos mais altos da região com quase 900m) com linda vista para a Planície Pantaneira, no sopé de uma das montanhas mais altas de Chapada, a curiosa Pedra Furada,e o magestoso Cogumelo de Pedra um sítio arqueológico lítico com uma pequena pintura pré-histórica embaixo. O retorno possibilita a visão de novas rochas que cativam nossa imaginação.

O Cerrado de Chapada possui uma enorme quantidade de plantas medicinais, neste passeio entendemos o ciclo de vida do cerrado na seca e no período das chuvas.

Paredões da Chapada

Chapada dos Guimarães

A Borda do Planalto Central Brasileiro se apresenta abrupto com um desnível com cerca de 350 a 400m em determinados momentos em Chapada dos Guimarães, proporcionando ao visitante uma visão vertiginosa. Esteja o visitante encima da Chapada ou nos pés dos Paredões. Águas cristalinas brotam de verdadeiros dutos naturais subterrâneos, e serpenteiam por meio de matas galerias e recebem o reforço das inesquecíveis veredas, importantíssimas para o equilíbrio das nascentes que abastecem o Pantanal Matogrossense.

Fonte: chapadadosguimaraes.com.br

Chapada dos Guimarães

“A Chapada dos Guimarães possuí uma paisagem exótica, sua vegetação é o cerrado (a savana brasileira) e a maior concentração de plantas medicinais pôr quilômetro quadrado. Situa-se sobre uma das mais antigas placas tectônicas do planeta, e é, a borda do Planalto Central Brasileiro, com uma paisagem ruiniforme que reúne várias era geológicas estampadas em sua paisagem, desde há 500 milhões de anos quando havia uma grande camada de gelo sobre a região, há 300 milhões de anos quando foi fundo de mar, há 150 milhões, o mar cedeu lugar a um deserto que cobriu toda a região, e há 64 milhões de anos quando uma densa vegetação servia de alimentos aos animais pré-históricos (os dinossauros) até serem extintos.

Há 15 milhões de anos temos a modificação mais marcante na paisagem, com o surgimento da Cordilheira dos Andes, a região onde hoje é a Planície Pantaneira, afundou, criando então a borda da Chapada com uma diferença de altura vertical de mais de 350 metros.

Em um passeio é‚ possível observar na paisagem as marcas deixadas no arenito, achar fósseis de conchas do mar até‚ hoje preservadas na argila ou na hematita (uma rocha negra ferrosa), observar as dunas do antigo deserto preservadas pelo arenito bem visíveis na região do Portão do Inferno, ou até‚ mesmo as inscrições pré históricas deixados em alguns dos 46 sítios arqueológicos cadastrados pelo IPHAN.

Existe uma antiga estrada pré colombiana que passa pela região que liga a América Central cruzando a Cordilheira dos Andes em direção ao Brasil Central cruzando o país de noroeste a sudeste.” Trecho estraido do “Teoria Mística da Chapada dos Guimarães” do Jorge Belfort Mattos.

A ARQUITETURA DA CHAPADA DOS GUIMARÃES

É fácil percebermos a arquitetura da cidade de Chapada dos Guimarães, andando pelas ruas ao olhar as casas mais antigas o que mais chama a atenção a cumeeira da casa (a parte mais alta do telhado, também chamada de capelo) ser sempre deslocada para a frente da casa, não na metade da casa, e a frente fica com um pé direito(altura do chão até o teto)bem alto, enquanto que a cozinha com fogão a lenha, fica bem baixinha o quanto mais comprida for a casa.

Algumas possuem uma estrutura de madeira para o telhado com esteios fincados no chão (normalmente aroeira)os telhados feitos de telhas de barro muitas vezes moldadas nas cochas dos escravos e a armação de madeira roliça ou cobertas de palha de buriti ou aguaçu, as paredes são de adobe (tijolos grandes de argila e as vezes com mistura de cascalho e estrume, secados ao sol).

O alicerce normalmente de pedra canga, as mais antigas eram lavradas logo após terem sido desenterradas (uma profissão que desapareceu). As janelas e portas com beiral de grossos troncos aparelhados e janelas e portas lisas com trancas de travessões pôr dentro. O piso às vezes de terra de “cupinzeiro” tornando-se muito resistentes e firmes, podem ser também de “mesanelas”(espécie de tijolo quadrado) ou as mais modernas de ladrilhos hidráulicos feitos de cimento, podendo variar a cor entre o vermelho, preto ou amarelo.

Os móveis muito rústicos e funcionais, o uso de redes era tradicional. Normalmente a casa possuía uma “casinha fora para as necessidades com uma fossa negra. A iluminação era com lamparinas a querosene ou lampiões em algumas casas.

Em 1875 o engenheiro Calaça que veio fazer um levantamento para a construção de uma ferrovia ligando Cuiabá à “Lagoinha de Cima” em Chapada, descreveu como uma “pitoresca vila” assentada num dos pontos mais salubres e belos da região cortada pelo córrego da Prainha, permanente, mas com água “um tanto descalcificada”. O povoado consistia” em duas ruas principais, a de Cima e a de Baixo, com o grande largo da igreja ao centro, e algumas travessas, que são trilhos ligando às duas artérias.”

Ao construírem a igreja com paredes grossas de terra socada, fizeram um enorme buraco em frente, que durante mais de um século foi uma lagoa, onde havia mato e animais domésticos pastando. Somente pôr volta de 1953 o subprefeito de Cuiabá, Cipriano Curvo, iniciou a obra de aterrar a praça, como prefeito nomeado de Chapada que havia sido recém‚ desmembrada de Cuiabá, e seu primeiro prefeito foi Adalberto Sampaio que prosseguiu a obra da praça,na gestão de Apolônio Bouret de Melo foi feita uma cerca de arame com cancelas em todos os lados, isso para evitar que o gado e animais dos currais do entorno continuassem a freqüentar também a praça.

Com o crescimento da cidade é preciso conservar a arquitetura tradicional e valorizar a história da cidade, e evitar a demolição das residências antigas, que trazem os sinais de um passado cheio e cultura e riqueza, reviver o artesanato, dos teares e os alambiques que tanto deram fortuna região, das danças e festas da população, da sabedoria da utilização dos remédios naturais e a deliciosa culinária chapadense.

Fonte: www.chapadadosguimaraes.com

Chapada dos Guimarães

Chapada dos Guimarães: arte, cultura e história

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães assenta-se sobre um trecho dos planaltos divisores entre as bacias dos rios da Prata e Amazonas.

Distante apenas 67 km de Cuiabá e próximo também á cidade de Chapada dos Guimarães, considerada centro geodésico da América do Sul. Sua rede de drenagem abriga as cabeceiras de diversos rios importantes para a planície cuiabana, como o Aricazinho, Coxipó, Mutuca, córrego Salgadeira e outros.

Chapada dos Guimarães
Chapada dos Guimarães

Chapada dos Guimarães
Salto do Véu de Noiva, com 86 metros de queda

De relevo aplainado no topo e escarpado nas bordas, e com altitudes de 600 a 800 metros, a Chapada dos Guimarães tem sua superfície moldada nos arenitos da formação Bauru, onde se originaram as areias quartzosas e, principalmente, nos sedimentos do terciário-quaternário, que originaram os latossolos vermelho-amarelos.

A vegetação é representada predominantemente por savana, ou cerrado, com floresta de galeria e, em menor escala, floresta submontana, que cobre as escarpas e encostas. São comuns no seu estrato inferior gramíneas dos gêneros capim-mumbeca (Panicum), grama-forquilha (Paspalum) e capim-flechinha (Aristida). No estrato superior ocorrem o pau-santo (Kielmeyera coriacea), murici (Byrsonimia sp), peroba (Aspidosperma sp), lixeira (Curatella americana) e pequi (Caryocar brasiliense), entre outras.

Nos riachos pedregosos pode-se observar o cágado (Phrynops vanderhaegaei) e o jacaré-coroa (Paleosuchus palpebrosus). Entre os mamíferos despontam o tamanduá-bandeira (Myrmecophaga trudactyla) e o tatu-canastra (Priodontes giganteus) ambos ameaçados de extinção.

Maior predador da área, o lobo-guará (Chrysocyon brachyurus) controla populações de roedores, aves, répteis e insetos, e também são freqüentes o veado-campeiro (Ozotocerus bezoartivus), gato-palheiro (Onifelis colocolo) e cachorro-do-mato-vinagre (Speothos venaticus).

Algumas aves de rapina ameaçadas de extinção encontram abrigo no Parque, como a águia-real (Harpia harpyja), gavião-uiraçu (Morphnus guianensis) e gavião-de-penacho (Spizaetus ornatus), assim como o rarissímo socó-boi (tigrinosa fasciatum).

Seja pelo canto ou variedade de coloração, chamam também a atenção as pipiras (Pipra fasciicauda e Antilophia galeota), sais (Cyanerpes cyaneus e Teresina viridis) e papo-bicudo (Oryzoborus crassirostris), além do tucano-açu (Ramphastos toco) e arara (Ara chioroptera), que habitam os galhos mais altos.

Com importantes atrações turísticas, como paredões, grutas e o Salto do Véu de Noiva, com 86 metros de queda, o Parque serve-se da infra-estrutura da cidade de Chapada dos Guimarães, a cerca de 10 km, onde o visitante encontra pousadas e serviço de transporte.

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

Data de criação: 12 de abril de 1.989, pelo decreto federal nº. 97.656.
Localização: Mato Grosso, no muinicípio de Chapada dos Guimarães.
Área: 33.000 hectares
Perímetro: 110 km
Clima: tropical, quente semi-úmido, com quatro a cinco meses secos.
Temperaturas: média anual de 24ºC, máxima absoluta de 42ºC e mínima absoluta de 0ºC.
Chuvas: Entre 1250 e 1500 mm anuais.
Relevo: tabular, com ocorrência de escarpas abruptas.

Fonte: paginas.terra.com.br

Chapada dos Guimarães

Chapada dos Guimarães: Capital do Ecoturismo

Cercada de beleza exuberante e mistério, Chapada dos Guimarães é um dos principais destinos do país. Localizado a 60 km da capital em uma região de transição, entre o Cerrado e Amazônia, tendo em suas terras um corredor de águas que desemboca no Pantanal.

Com fauna e flora favorecidas pela proximidade de ecossistemas tão diversos, percebe-se em Chapada uma imensa variedade de plantas, pássaros, flores e animais silvestres. Além da beleza cênica da região, o município ainda é reconhecido internacionalmente como pólo do ecoturismo.

Chapada dos Guimarães
Vista dos paredões de Chapada

Ecoturismo

Parque Nacional de Chapada dos Guimarães

Chapada dos Guimarães
Cachoeira Véu de Noiva

Principal atrativo do município, foi criado em 1988, possui 33 mil hectares e atrai cerca de 100 mil turistas por ano. Reaberto após uma reforma estrutural, só pode ser visitado com guia local e agendamento.

A maior atração do parque é a cachoeira Véu de Noiva. Com uma queda de 86 m, a cachoeira é o cartão postal da cidade. Sua beleza pode ser admirada de um mirante próximo, de onde também se avista um impressionante canyon.

Percorrendo as trilhas do parque o turista irá encontrar outras belas cachoeiras no circuito como Independência, Sonrisal, Pulo, Degrau e Andorinha. Além disso, o viajante irá conhecer a Casa de Pedra, uma gruta de aproximadamente 40 m2 com um córrego de água que a atravessa.

Caverna Aroe Jari

Chapada dos Guimarães
Lagoa Azul, no complexo da caverna Aroe Jari

Na língua bororo aroe jari significa “morada das almas”, o local também é conhecido como Caverna do Francês. Este atrativo é maior caverna de arenito do país, com 1.550 m de extensão e inúmeras cachoeiras em seu interior.

Na entrada oposta à caverna, na mesma formação, fica localizada a Lagoa Azul. Outra caverna em cuja entrada formou-se uma piscina natural, onde a água tem um aspecto azulado causado pela grande quantidade de calcáreo.

Para chegar ao local, o turista deve contratar um guia, percorrer 40 km de estrada asfaltada e caminhar mais seis quilômetros a pé. O passeio leva um dia.

Cachoeira da Martinha

Chapada dos Guimarães

Próximo a Caverna Aroe Jari, apenas mais seis quilômetros no asfalto, encontra-se a Cachoeira da Martinha. Na verdade, o atrativo é um complexo de cinco cachoeiras com grande volume de água e quedas que variam de um até 10 metros de altura.

O local é tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Estadual, pela presença de vestígios de sítios arqueológicos do século XVIII.

Mirante do Centro Geodésico da América do Sul

Deste belo mirante se observa ao longe o município de Cuiabá, local onde se encontra o centro geodésico (ponto eqüidistante entre os oceanos Atlântico e Pacífico). Com uma vista impressionante, de onde se observa o encontro da planície pantaneira com os chapadões do município. Também se tem uma visão privilegiada do Morro de Santo Antônio.

O local fica a nove quilômetros do centro de Chapada, por estrada asfaltada.

Portão do Inferno

Situado na estrada que liga Chapada a capital, este atrativo é um local de contemplação. Um fosso profundo de arenito avermelhado que se abre formando um canyon impressionante.

Morro de São Jerônimo

Ponto mais alto do município de Chapada, a 850 m do nível do mar. Com um formato retangular, ficou conhecido como ponto de descida de “discos voadores”.

Para chegar lá o turista tem que contratar um guia com veículo 4×4 e ainda percorrer cerca 12 km a pé, um trajeto que exige certo preparo físico. No caminho encontrará formações rochosas esculpidas pelo tempo. Após escalar o morro, o turista irá se deparar com uma bela vista.

Atualmente está proibido o acesso ao Morro, devido a finalização do plano de manejo do Parque.

Cidade de Pedra

Chapada dos Guimarães
Vista das escarpas da Chapada na Cidade de Pedra

Percorrendo cerca de 20 quilômetros por estrada de terra, o visitante chega a este impressionante mirante. Dele se pode admirar os canyons, formados pelos paredões de Chapada, são 350 m de desnível e uma paisagem inesquecível.

O nome Cidade de Pedra é uma referência as formações rochosas esculpidas pelo vento e pela chuva, lembrando ruínas de uma cidade.

Atualmente está proibido o acesso ao Morro, devido a finalização do plano de manejo do Parque.

Lago do Manso

Formado pelas águas represadas da usina hidrelétrica formada pelos rios Manso, da Casca, Quilombo e Palmeiras, além dos córregos Conceição e Bom Jardim.

O Lago de Manso tem uma lâmina de água de 42 mil hectares e uma bacia de influência de 800 km2.

Propício para a prática de remo, canoagem, vela, natação em águas abertas e muitos outros esportes, o lago fica 65 km do centro de Chapada.

Esportes Radicais

Além de conhecer as belezas de Chapada praticando a caminhada, ou trekking, o turista pode ainda optar por outras opções radicais.

Rapel

Esta prática esportiva é praticada nas cachoeiras do município, onde se realiza uma descida vertical. O atrativo mais visitado é a Cachoeira do Marimbondo.

Situada a oito quilômetros do centro, o atrativo está em uma área particular. É preciso contratar uma agência de turismo, que irá fornecer todo o material de segurança necessário para a prática do esporte.

Duck

Descida realizada no Rio Claro com bote inflável que leva até duas pessoas. A descida leva de duas a três horas com nível de dificuldade moderado. É preciso contratar uma agência de turismo, que irá fornecer todo o material de segurança necessário para a prática do esporte.

Bike

Existem diversas de trilhas em Chapada.

As mais conhecidas são: morro de São Jerônimo, Paredão do Eco, Cidade de Pedra, Mirante do Centro Geodésico e Cachoeira da Martinha. Sendo que hoje apenas os dois últimos atrativos estão abertos ao público.

Além das trilhas no cerrado, pedalar pela cidade é muito interessante. Pois se pode avistar os casarões antigos e também a população do local.

Flutuação

Realizada no Rio Claro, a flutuação contemplativa é uma atividade única. A água cristalina permite ao turista, munido de máscara e snorkel, observa inúmeros peixes típicos da região. É preciso contratar uma agência de turismo, que irá fornecer todo o material de segurança necessário para a prática do esporte.

Turismo Cultural

Igreja Nossa Senhora de Sant´Ana

Construída em 1779, a Igreja Nossa Senhora de Sant´Ana é considerada a mais antiga construção de Chapada. Em estilo barroco, suas paredes são de taipa de pilão. Os azulejos, pintados à mão, foram trazidos de Lisboa e são do período pombalino.

A igreja foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

Anexo à igreja está o Museu de Sant´Ana, que reúne objetos de cunho religioso, materiais e peças que têm a ver com a arquitetura da igreja, também móveis antigos e utensílios das missões franciscanas e salesianas.

Sala da Memória

Formada por objetos históricos e acervo fotográfico, o museu de dedica preservação da memória do município. Panelas de barros usada por escravos, cerâmica indígena, pedras, fotos antigas dos pioneiros da região contam um pouco da origem histórica de Chapada.

A Sala da Memória fica no centro da cidade, na rua Quinco Caldas.

Garimpo do Salvador

Conhecer os costumes, o linguajar e a cultura dos antigos garimpos de Mato Grosso, estes são os atrativos do Garimpo do Salvador. Além disso, o turista pode viver a experiência de “garimpar”, como os antigos desbravadores do Estado faziam.

No atrativo também se tem acesso ao “Curral de Pedra”, estrutura natural formada pela ação do tempo sobre formações megalíticas, que era utilizada como local de pouso pelos antigos tropeiros.

Praça Dom Wunibaldo

Localizada no centro histórico de Chapada, a praça é o ponto de encontro de moradores e turistas. Reformada recentemente, possui uma fonte de água e abriga dezenas de árvores típicas do cerrado.

Aos sábados, pela manhã, é realizada uma feira. Nela produtores rurais vendem produtos naturais e orgânicos cultivados na região.

A praça também recebe shows e abriga anualmente a o Festival de Cinema Tudo Sobre Mulheres.

Turismo e Cultura

A cidade de Chapada dos Guimarães tem algumas “contas” para ser considerada uma cidade turística: 46 Sítios Arqueológicos; 02 Sítios Paleontológicos; 59 Nascentes; 487 Cachoeiras; 3.300 km² de Parque Nacional; 2.518 km² de Área de Proteção Ambiental; 02 Reservas Estaduais; 02 Parques Municipais; 02 Estradas Parque; 157 km de Paredões; 42 Imóveis Tombados pelo Iphan; 38 Espécies Endêmicas O artesanato local é uma das referências na cidade, com vários artesões locais que chegaram ou nasceram na cidade e, que ali, foram crescendo e vivendo do artesanato, que é exposto em praça pública de terça-feira a domingo para os habitantes e turistas. Existe um projeto de uma “Rua do Artesanato”, que visa criar um local específico para os artesões, mas nada projetado ainda. Além de todas estas opções, o município conta com o turismo nos dias mais frio do ano, quando a temperatura pode diferir-se até 5ºC para menos, da próxima capital Cuiabá.

Atrativos naturais

CACHOEIRA INDEPENDÊNCIA

Àguas transparentes descem construindo piscinas naturais, onde lambaris desfilam indiferentes à companhia dos banhistas.

CASA DE PEDRA

Gruta de 70 metros quadrados com riacho e trilha leve desde o Centro de Visitante do Parque. Conta também com inscrições rupestres em seu interior. Cidade de Pedra. É possível caminhar por formações rochosas, esculpidas pelo vento e pela água, que se formaram nessa escarpa da Chapada, a 350 metros de altura.

O local lembra uma cidade de pedra, o que deu origem ao nome. O acesso é feito pela estrada que liga a Chapada dos Guimarães ao distrito de Água Fria, num trajeto de 24 km.

GRUTA AROE JARI (CAVERNA DAS ALMAS)

Guarda uma surpresa: sua maravilhosa Lagoa Azul, uma grande piscina cristalina com a entrada guardada por centenas de maritacas, periquitos, araras e papagaios.

GRUTA DA LAGOA AZUL

Fica a 30 minutos de caminhada da caverna Aroe Jari, e compreende uma lagoa de águas cristalinas, onde os banhos são proibidos. A visitação é limitada a 50 pessoas por dia, e a contratação de um guia é obrigatória.

MATA FRIA

Imponente, com suas insólitas e monumentais formações rochosas.

MORRO DE SÃO JERÔNIMO

Um dos pontos mais altos de Mato Grosso, com 1.020 metros, proporciona uma vista panorâmica fabulosa. A puxada caminhada até o topo passa por formações areníticas curiosas, como o Jacaré de Pedra, a Pedra Furada e a Mesa do Sacrifício. A trilha termina com 30 minutos de subida bastante íngreme – inacessível em dias de chuva.

PAREDÃO DO ECO

Mirante natural da região formado por um imenso paredão de arenito no alto da Chapada. O acesso ao local é feito pela estrada que leva à Água Fria, por uma estrada secundária que adentra o Parque.

PORTÃO DO INFERNO

Trata-se de um cânion de 85 metros de profundidade que pode ser avistado da estrada que liga Cuiabá à Chapada (MT-251). Dali é possível ver a Cidade de Pedra.

Atrativos Culturais

IGREJA NOSSA SENHORA DE SANTANA

Padroeira da cidade, construída em 1778 pelos escravos, foi tombada pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. As imagens portuguesas e o altar pintado a ouro são do mesmo período. É um templo digno de visitação, por se tratar da única construção em estilo barroco primitivista no Estado.

FESTIVAL DE INVERNO

Festival que conta com shows nacionais e regionais, sempre abordando temas atuais para o resgate da cultura local e regional. Acontece sempre em Julho.

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Fonte: www.mteseusmunicipios.com.br

Chapada dos Guimarães

OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA UNIDADE

Proteção os ecossistemas de Savanas e Matas Semi-decíduas, inúmeros sítios arqueológicos e monumentos históricos e ainda as cabeceiras dos vários rios que compõem as bacias do Alto Paraguai e Amazônica.

Chapada dos Guimarães

DECRETO E DATA DE CRIAÇÃO

Foi criado pelo Decreto n.º 97.656 de 12.04.1989

ASPECTOS CULTURAIS E HISTÓRICOS

Há ocorrência de sítios arqueológicos e históricos de importância para a humanidade em conhecer um pouco sobre a vida de seus antepassados.

Dentre estes atributos destacam-se: abrigos sob-rocha e oficinas líticas, com pinturas e gravações rupestres.

ÁREA, LOCALIZAÇÃO E ACESSOS

Possui uma área de 33.000 ha. Está localizado na região central do estado do Mato Grosso, nos municípios de Chapada dos Guimarães e Cuiabá. A principal via de acesso é a Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), a qual corta o Parque ao meio, dando acesso à cidade da Chapada dos Guimarães e no Km 50, acesso ao complexo turístico do Parque. O Parque fica a uma distância de 23 Km da capital.

CLIMA

O clima é caracterizado em Aw e Cw, onde o primeiro atua na área da depressão Cuiabana e o segundo representa o clima tropical de altitude do planalto.

Há estação das chuvas (primavera e verão) e a da seca (outono e inverno). O índice Pluviométrico fica em torno de 1800 à 2000 mm.

QUE VER E FAZER (ATRAÇÕES ESPECIAIS)/ÉPOCA IDEAL PARA VISITAÇÃO

O Parque é aberto à visitação todos os dias da semana, das 8:00 às 17:00 hs. Possui várias atrações turísticas constituídas por cachoeiras (Véu da Noiva, Cachoeirinha), sítios arqueológicos e monumentos históricos. A época melhor para a visitação é de novembro a julho, devido ao período de seca.

RELEVO

A área está localizada sobre rochas paleonesozóicas da Bacia do Paraná, formando a Chapada dos Guimarães e seu sopé é de rochas pré-cambrianas aglomerandas na depressão cuiabana.

Dentre as formações existentes podemos citar: grupos (Cuiabá, Paraná), e as formações (Furnas, Ponta Grossa e Botucatu).

VEGETAÇÃO

Devido a diversidade de clima, pode-se observar diversas tipologias no Parque.

Dentre estas podemos citar: Mata Semidecídua (peroba, jacareuba jatobá), Cerradão (justacontas, olho-de-boi, pombeiros), Cerrado (embiruçu, sucupira, pau-santo), Campo Sujo (pau-terra, Muricis,cambará), Campo Cerrado (gramíneas e ciperáceas) e Campo Cerrado Rupestre (Orquidaceae e Bromeliaceae).

FAUNA

A fauna apresenta-se muito variada, tendo como representantes principais a herpetofauna com os cágados e o jacaré-coroa.

Outros grupos completam a diversidade do Parque: lobo-guará, veado-campeiro, gato-palheiro, tamanduá-bandeira e tatu canastra (ameaçado de extinção), dentre outros.

USOS CONFLITANTES QUE AFETAM A UNIDADE E SEU ENTORNO

O Parque apresenta diversos problemas provocados pelo entorno em suas atividades desorganizadas e muitas vezes predatórias, como: loteamentos, garimpo de ouro, pecuária, drenagens de veredas, barramento dos leitos dos córregos, chácaras de lazer, coleta de plantas, apiário e cultos afro-brasileiro.

BENEFÍCIOS INDIRETOS E DIRETOS DA UNIDADE PARA O ENTORNO

Um benefício indireto é a preservação dos sítios arqueológicos que resguardam a significância regional da Chapada dos Guimarães constituindo-se um patrimônio da humanidade.

ACORDOS DE PARCERIA

Prefeitura da Chapada dos Guimarães, Prefeitura de Cuiabá, FEMA (Fundação Estadual do Meio Ambiente) e JUVAM (Juizado Volante Ambiental).

INFORMAÇÕES GERAIS SOBRE A UNIDADE

Número total de Funcionários: 08 funcionários do IBAMA e 1 funcionário da Prefeitura de Chapada dos Guimarães e 2 funcionários de Convênio FEMA/Prefeitura de Chapada dos Guimarães.

Fonte: www.brasilturismo.com

Chapada dos Guimarães

A preocupação com a preservação da área hoje ocupada pelo Parque Nacional da Chapada dos Guimarães remonta ao início do século passado, quando o vice-presidente do estado de Mato Grosso, Coronel Pedro Celestino Corrêa da Costa decretou a utilidade pública da área, tornando as terras devolutas da encosta da serra da Chapada, desde sua base até 2 km a partir do planalto, não alienáveis a nenhum título (Decreto no 262/10). Essa preocupação foi motivada pela devastação da vegetação das cabeceiras dos rios Coxipó-açu, Manso e Cuiabá, com conseqüente comprometimento da navegação.

Na década de 70, surgiram novas proposições para proteção da área. Foi sugerida a criação de uma reserva biológica, sobretudo pela grande diversidade de flora e fauna do local. Em 1976, o Conselho Nacional de Turismo declarou um polígono irregular de 30.000 ha como zona prioritária de interesse turístico (Resolução CNTur no 819/76) e, no ano seguinte, Garcia Neto, governador do Mato Grosso, declarou a área como de utilidade pública para fins de desapropriação (Decreto no 882/77).

Na década de 80, o governador Frederico Campos desapropriou áreas já utilizadas como ponto turístico, com intenção de concretizar a vocação turística da região: Mutuca (Decreto no 662/80), Cachoeirinha (Decreto no 663/80), Salgadeira (Decreto no 664/80) e Rio Claro (Decreto no 648/80).

Em 1984, foi criado o Terminal Turístico da Salgadeira e foi proposta a criação do Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, através do Projeto de Lei no 405-A. O objetivo da proposta era a proteção do Morro do São Jerônimo, Morro do Cambari, Cidade de Pedra, Cachoeira Véu de Noiva, Vale da Salgadeira, Rio Claro, Rio Mutuca, entre outras localidades e, em especial, as cabeceiras dos rios.

Em 1986, a sociedade civil desenvolveu uma campanha nacional pela criação do Parque, que obteve êxito em 12 de abril de 1989, com a assinatura do Decreto Lei no 97.656, que criou o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães, abrangendo 32.630 ha, com objetivo de proteger amostras significativas dos ecossistemas locais, assegurando a preservação dos recursos naturais e dos sítios arqueológicos existentes e proporcionando uso adequado para visitação, educação e pesquisa.

Geografia

1. Véu de Noiva

Localiza-se a noroeste da Cidade de Chapada dos Guimarães, próximo a rodovia MT-251, com acesso através de estrada secundária. Ponto turístico de grande visitação, compreende uma cachoeira de aproximadamente 53 metros de altura, cortando litologias de Formação Furnas, sobre o rio Coxipó; este logo abaixo recebe aguas do córrego Independência, já cortando litologias do Grupo Cuiabá. Nesta área o relevo cacacteriza-se por possuir formas tabulares de topo plano, constituindo o canyon do rio Coxipó, apresentando em suas encostas depósitos aluviais recentes. O mirante do Véu de Noiva, local de fluxo de turistas, tem um grande acúmulo de detritos. Logo acima, localiza-se uma lanchonete, construída em condições precária e sem planejamento. É necessário destinar áreas para estacionamento, serviços, etc., e limitar o acesso até o mirante apenas a pedestres assim como fazer uma constante manutenção da estrada de acesso

2. Mirante

Localiza-se a leste-sudeste da cidade de Chapada dos Guimarães, ás margens da rodovia Mt-251 e da escarpa formadora do planalto dos Guimarães. Local de grande visitação turística, de onde avista-se a peneplaníce cuiabana e a sudeste a continuação da escarpa. O seu topo caracteriza-se por apresentar um relevo plano, onde afloram camadas da Formação Ponta Grossa, encontrando-se fragmentos de fósseis limonitizados; descendo aflora o nível de contato gradacional com a Formação Furnas, com formas tabulares, escavando vales de paredes íngremes; abaixo avista-se o Grupo Cuiabá, com relevo de topo convexo, em forma de crista; em toda a sequência predominam os depósitos aluviais recentes. Neste local a humanização da Paisagem é evidente, o acesso de carro se dá até a beira da escarpa, caminhos de pedrestes ativam a erosão; construções utilizadas para a exploração comercial, atualmente abandonadas, e o acúmulo de lixo são as características da passagem do homem por este local. Para uma adequada utilização do local é necessário limitar o acesso de veículos, através da elaboração de um plano de ocupação da área.

3. Morro de São Jerônimo

Localiza-se a oeste da cidade de Chapada dos Guimarães, é um dos monumentos de destaque da escarpa estrutural que forma o planalto dos Guimarães, forma típica de relevo tabular (desenho 02.). Tem aproximadamente 836 metros de altitude em seu topo; em toda a sua espessura estão registrados desde camadas do Grupo Cuiabá, até a altitude da escarpa, o contato com a Formação Furnas e no topo camadas da Formação Ponta Grossa. As características gerais da região são relevos de topo aplanado, formando vales em “V” na encosta da escarpa, predominado escarpas estruturais e erosivas da Formação Furnas. Em sentido leste, a região apresenta relevo de topo plano até os limites da escarpa, na serra do Quebra-Gamela. O relevo ruiniforme é característico por toda a área, encontrando-se formas esculturais e desfiladeiros no cerrado. As rochas metassedimentares de Grupo Cuiabá têm como característica a esculturação do relevo ondulado, de topo convexo, formando cristas. Esculturando vales nas áreas de nascentes localizadas na escarpa, até chegar a altitude média de 250 metros, seus rios têm características de jovens a maturos, adquirindo a senilidade mais ao sul, na depressão paraguaia. As estradas de acesso a esta área são predominantemente sobre arenitos, as áreas secas e planas encontram-se em bom estado de conservação, apresentando camadas de areia de até 20 cm, na estrada de acesso á sede da fazenda, passa-se por uma área acidentada com riachos de água cristalina e refúgio da fauna.

4. Salgadeira

O complexo social e turístico de salgadeira localiza-se a noroeste da cidade de Chapada dos Guimarães, na rodovia MT-251, no trecho onde tem início a mudança de altitude, para chegar até o planalto dos Guimarães. Corresponde a uma área de lazer e recreação, com restaurante, quadras de esporte e locais para banhistas. Ponto turístico de parada obrigatória, situada na base de escarpa, recebe grande número de turistas e habitantes locais, qua são atraídos pelas cachoeiras do córrego da Salgadeira e da Paciência. O acúmulo de detritos nestes locais é grande, assim como a depredação do ambiente natural, com áreas desmatadas, assoreamento dos córregos e crescimento desordenado de estabelecimentos comerciais. A área de nascente do córrego Salgadeira caracteriza-se por possuir relevos com formas tabulares de topo ruiniforme e relevo ondulado, em forma de cristas, de topo convexo, formando vales de fundo plano. A ocupação desordenada deste espaço está alterando a taxa de erosão, assoreando os riachos, devidos a retirada da cobertura vegetal de suas margens e da vegetação rasteira. É necessário recobrir o solo, garantindo o suporte da pequena camada de solo ainda existente.

5. Cachoeirinha

Localiza-se sobre a ponte de rio Coxipó, na rodovia MT-251, a noroeste da cidade de Chapada dos Guimarães. Este local é utilizado como ponto turístico de grande visitação. A cachoeira corta litologias da Formação Furnas, e é a principal atração turística do local. A área está totalmente descaracterizada, devido á instalação de lanchonetes, restaurantes, utilizando a sombra das árvores como estacionamento, escavando churrasqueiras no solo, construção de muro de arrimo nas margens do rio e da cachoeira. A utilização inadequada do local, levou a um grande acúmulo de detritos deixados pelos visitantes e com a falta de planejamento para a utilização da área, não foi destinado local para estacionamento. O restaurante está localizado ás margens do rio, na parte inferior da cachoeira, na área de deposição de sedimentos. Este local é utilizado como residência e todo o esgoto e lixo doméstico são depositados no rio. A criação de aves causa também acúmulo de detritos, que são carregados para o rio durante as cheias. A grande frequência de visitantes e a falta de manutenção estão causando um alto índice de erosão local, comprometendo a vida da vegetação ás suas margens; árvores de grande porte estão sendo levadas pelas águas das cheias. A solução para este grave problema de degradação ambiental e poluição de mananciais é o planejamento adequado para a utilização destas áreas, delimitando áreas para banhistas, áreas de serviços e estacionamento, e reconstituição do ambiente do ambiente natural. A intervenção do estado torna-se essencialmente necessária nesta área, para sua utilização adequada.

6. Caverna Aroe-Jari

Situada a aproximadamente 40 km da cidade de Chapada dos Guimarães, na região sudeste do município. Foi esculpida em formações areníticas. Esta caverna encontra-se estratigraficamente entre o contato com a Formação Furnas e o Grupo Cuiabá. A Formação Furnas nesta área apresenta níveis com arenito médio a fino, síltico, com camadas de óxido de ferro, intercalados com níveis conglomeráticos, com seixos de médios a grandes, bastantes silicificados. O pacote apresenta falha de sentido nordeste, tendo uma espessura de aproximadamente 70 metros. Na parte posteior do pacote ocorem diversas formações de grutas, a maior delas chamada de Lagoa Azul, devido a coloração de suas águas, onde a água é represada depois de passar por cursos subterrâneos, passando a drenagens superficiais, formando canyons. A região caracteriza-se por apresentar escarpas areníticas, estruturais e erosivas, e escavação de vales em ” V “, nas nascentes do córrego da Caveira.

As esculturações do relevo que merecem destaque são: Cruz de Pedra, formada no arenito, tendo a forma de Cruz, preservando os planos de estratificação e a Ponte de Pedra, situada próximo ao caminho de entrada na caverna. Predominam formas erosivas tabulares, separadas por vales de fundo plano. O acesso é através da fazenda Medianeira, onde estão localizados os terrenos utilizados para agricultura mecanizada, devido ás característica do relevo de topo plano (foto 03). Após a fazenda o acesso se faz através de pequenas estradas internas, construídas sobre o arenito, estando estas em péssimo estado de conservação, com inúmeras valas escavadas pelas águas das chuvas. A estrada de acesso á entrada principal da caverna localiza-se sobre uma vereda, sendo impraticável no período de chuvas, porém na estação seca é possivel a entrada até suas proximidades, prejudicando importantes nascentes. O solo rico em matéria orgânica transforma-se em atoleiros, quando muito frequentado. Toda a área possui diversos caminhos feitos pelo grande número de visitantes e acampamentos. Foi encontrada grande quantidade de lixo inorgânico na entrada principal e na Lagoa Azul. A visitação desse importânte monumento e local de refúgio da fauna deve ser orientada evitando qualquer forma de alteração do ambiente natural e degradação dos mananciais.

7. Cidade de Pedra

Localiza-se a noroeste da Cidade de Chapada dos Guimarães, próximo á rodovia MT-251, na zona centro-oeste da área delimitada para o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. Formações rochosas no arenito da Formação Botucatu, com formas de topo pontiagudo, podem ser consideradas áreas tipo deste forma escultural de relevo, recobetas por capas laterística que suportam a sua modelação. Esta formação caracteriza-se por apresentar arenitos de cor vermelha, pouco litificados, com estratificações cruzadas, depositados por processos, eólicos.

8. Portão do Inferno/Mata Fria

Localiza-se no trecho da rodovia MT-252, com as curvas mais perigosas, onde já ocorreram diversos acidentes automobilísticos fatais. Região onde a rodovia acompanha a escarpa, com diversos despenhadeiros. Caracteriza-se por possuir relevo de formas ruiniformes, diferenciados onde afloram camadas da Formação Botucatu. A Formação Botucatu caracteriza-se por apresentar arenitos depositados em ambientes desérticos, pouco litificados, esculturando formas de relevo ruiniforme, pontiagudos, recobertos por capas laterísticas que mantêm a sua modelação. A Formação Furnas apresenta formas esculturais mais suaves, chegando próximo a um relevo plano; depositada em ambiente aquoso, a rocha apresenta-se bastante silicificada, com maior resistência. O Portão do Inferno representa o contato entre as duas formações. Os paredões que acompanham a rodovia, desde a Salgadeira até o Portão do Inferno, encontram-se totalmente alterados de seu padrão natural, com inúmeras pichações. Seguindo em direção á cidade de Chapada dos Guimarães e Formação Botucatu aflora na escarpa superior próximo á estrada, onde localizam-se algumas chácaras, com construções na base, correndo o risco de soterramento, com o deslocamento de blocos de arenitos.

No final da escarpa, fazendo parte do planalto dos Guimarães ocorrem por capas laterísticas modelando figuras que dão asas á imaginação. Nas margens da rodovia encontram-se vestígios de uma antiga estrada, que atualmente está bastante erodita, formando diversas valas. São necessários o controle e a recuperação desta área.

9. Morro Cambambe

Localiza-se a norte-noroeste do distrito de água fria, no município de Chapada dos Guimarães. O acesso é através de etradas vicinais, não pavimentadas. Na estrada de acesso, no local denominado Serrinha de Água Fria, encontram-se uma falha normal (graben), de sentido nordeste, cortando paralelamente uma escarpa erosional de sentido leste-oeste. As camadas expostas são da Formação Botucatu e do Grupo Bauru, apresentando relevos ruiniformes e tabulares, respctivamente. Os depósitos recentes são em leques aluviais, acompanhando a escarpa. Neste local o transporte de sedimentos atuais ocorre exclusivamente através de correntes intermitentes, formando vales de fundo palno; as nascentes localizam-se na região de planície. A localidade de Água Fria, cujo nome é devido a um córrego, compõe-se de casas de arquitetura colonial e outras construídas de barro e palha, materiais encontrados na própia região. Composta por Chácaras e fazendas, seus habitantes praticam a agricultura e agropecuária, embora a atividade principal seja o extrativismo mineral. Possui um solo concrecionário, latossolo-vermelho distrófico. Ricardo Weska, em 1987, conclui estudo na região a partir de uma compartimentação faciológica, indicando alforamentos da fáceis cambambe. A área em estudo apresenta relevo residual de topo aplanado, de superfície erosiva tabular, rodeado por terrações, seperados por vales em ” U “, com nascentes na base de morro. Sua encostas estão recobertas por depósitos aluviais recentes. O morro Cambambe representa o início da escarpa estrutural que forma o planalto dos Guimarães. A transformação do espaço pelo homem está evidênciada pela alteração do ambiente natural, a erosão provocada pelo homem está presete desde a base do morro, encontrando-se também evidências de escavações com objetivos científicos.

10. Lapa do Frei Canuto

Localiza-e a leste-sudeste da cidade de Chapada dos Guimarães região de ocupação histórica pelos jesuítas, atualmente refúgio da fauna da região. No topo da escarpa estão localizadas as nascentes do ribeirão Sumidouro, formado cascatas de caráter perene e intermitente, com escoamento superficial sobre as camadas argilosas da Formação Ponta Grossa. A região tem como característica peculiar a formação de terraços na base da escarpa, que é utilizada para a criação de gado de corte. A escarpa apresenta-se em alguns locais totalmente tomada pela vegetação, que se desenvolve a partir de depósitos em leques aluviais e em outros com paredões lavados pelas águas das cascatas. Nesta área, é possível descer a escarpa através de caminhos escavados na rocha, existindo tambem caminhos trafegáveis em direção á cidade de Cuiabá. O caráter antrófico da região se evidencia pela utilização desta área para pecuária e agricultura, com nascentes pisoteadas pelo gado e vestígios de queimadas no tronco das árvores. A erosão causada pela águas da chuva escava esculturas nos arenitos. Abaixo dos terraços o relevo apresenta-se com formas de topo convexo em cristas, elaborando vales em ” V “. Na altitude média de 250 metros o Grupo Cuiabá está sofrendo um processo de peneplanização e consequente deposição na bacia do Pantanal. Na região de planície próxima á escarpa, a ocupação do solo se dá através da atividade agrícola e extrativismo mineral, este responsável pela degradação dos mananciais.

11 – Independência

Localiza-se a oeste da cidade de Chapada dos Guimarães, dentro da área delimitada para o Parque Nacional de Chapada dos Guimarães. Região onde afloram camadas da Formação Ponta Grossa e da Formação Furnas, em diversas estradas vicinais e no córrego Independência. Área onde existem numerosos monumentos espalhados. A casa de Pedra, formação rochosas onde o córrego Independência escavou uma gruta sobre a Formação Furnas, é local e grande visitação turística.

DIRETRIZES GERAIS DE USO

As Diretrizes Gerais de Uso, neste trabalho são consideradas como as Normas e Critérios de como devem ser usados estes monumnetos. Bem como a legislação que protege acerca de algumas situações. Muitas não possuem qualquer resguardo legal. Estas são merecedoras de estudo jurídico mais detalhado. A memória destes monumentos também devem feitas de maneira ordenada, obedecendo um padrão nas obras civis, bem como dando prioridade de execução ás obras de maior necessidade na contenção da destruição do ambiente. Estas prioridades estão identificadas no cronograma de Diretrizes Gerais de Uso. Para melhor clareza, os monumentos foram agrupados segundo a intensidade de impacto ambiental. Retendo, assim, uma maior visão do ambiente natural, legislação, grau de depredação e soluções minimizadoras. Com isto, definem-se uma série de restrinções á ocupação desordenadas, seja ela já estabelecida ou com fortes pressões ao estabelecimento inadequado. Bem como, recomendações para conter a evolução de processos degradatórios do meio natural e sugestões para um uso compatível.

Esses grupos são:

Grupo I – Monumentos com uso turístico extensivo

Grupo II – Monumentos com uso turísticop intensivo

Grupo III- Monumentos com uso agropecuário e Garimpeiro

Estes grupos serão tratados a seguir.

GRUPO I – MONUMENTOS COM USO TURÍSTICO EXTENSIVO DEFINIÇÃO

Os monumentos incluídos neste grupo possuem uma visitação turística moderada. Ao ponto de manter a maior parte da áreas naturais, mas podendo apresentar algumas alterações antrópicas.

MONUMENTOS: GRUTA AROE-JARI/MORRO DE SÃO JERÔNIMO

Objetivos específicos: – proteger o ecossistema primitivo, no caso da gruta, através de uma unidade de conservação; – possibilitar atividades recretivas primitivas,tais como passeios á pé, através de trilhas e caminhos pré-estabelecidos,num ambiente essencialmente natural e rústico; – recuperação e um novo traçado das trilhas já existentes.

Diretrizes gerais de uso: – visitação em grupos pequenos, média de 05 pessoas, acompanhadas por guias qualificados; – a sinilização e trilhas deverão ser discretas, construídas com materias que compatibilizem com o ambiente e em número estritamente necessário. As trilhsd deverão evitar as áreas sensíveis ao pisoteamento como as veredas, o acesso e devem ser feitos no cerrados; – a visitação á gruta deve ser feita apenas nos primeiros 20 metros a partir da entrada principal; – o controle de agrotóxicos de erosão nas áreas de entorno, através de alocação de containes para armazenamento dos resíduos sólidos. – Estes devem ser alocados no estacionamento; – paralização do processo de desmatamento nas áreas das veredas e matas de galerias.

GRUPO II – MONUMENTOS COM USO TURÍSTICO INTENSIVO DEFINIÇÃO

Estes monumentos são caracterizados por um turismo de grande ,intensividade, causando muitas vezes a descaracterização do ambiente natural. Este grupo possui facilidades de visitação, contendo estacionamento fácil e próximo aos monumentos. Muitos destes monumentos contém centro de visitantes , bares e outras facilidades e serviços.

MONUMENTOS: RIO MUTUCA, RIO CLARO, RIO SALGADEIRA, CACHOEIRINHA, VÉU DE NOIVA, MIRANTE, COMPLEXO DE CACHOEIRAS DO RIO INDEPENDãNCIA, CASA DE PEDRA.

Objetivos especificos: – ordenar o turismo; – proporcionar a recreação e turismo sem causar depredação e impacto. – proporcionar ao visitante um contato com as belezas naturais da região (cachoeiras, paisagens cênicas etc.); – atingir o público visitante destes monumentos, com a educação ambiental através de folhetos,cartilhas, audio visual etc.

Diretrizes gerais de uso: – programas de educação nas escolas e distribuição de folders e cartilhas para os usuários, fortalecendo a consciência preservacionista; – paralização do processo de desmatamento e recuperação das margens dos rios através da reposição da vegetação nativa e delimitação das áreas de banhismo; – delimitação das trilhas principais, obdecendo a situação topográfica do terreno e vegetação sensivel. Em caso inevitável a travessia pela vereda, as trilhas devem ser construídas com material que compatibilize com o ambiente. As trilhas excessivas devem ser interditadas para recuperação; – placa com informações gerais nas imediações dos estabelecimentos e no percuso das trilhas apenas pequenas placas educativas, em número o mais reduzido possível; – construções civis devem ser controladas e normatizadas; – controle e manejo do fogo, através de aceros e torres de fiscalização; – as edificações já existentes deverão ter fossas sépticas e sumidouros, guardando uma distância mínima de 300 m na horizontal, dos curos d’ água; – coibir criações de animais domésticos; – providenciar junto a Prefeitura de Cuiabá ou Chapada, o recolhimento do lixo armazenado nos containers e nos depósitos de lixo improvisados; – recuperação das áreas degradadas em alguns trechos da bacia, com utilização de bacias de amortecimento.

GRUPO III – MONUMENTOS COM USO AGROPECUÁRIO E/OU GARIMPEIRO

DEFINIÇÃO

A pecuária e/ou agricultura são as principais ações degradatórias nestes monumentos; a ação garimpeira atua secundariamente nesta região. Muitos destes já sofreram grande impacto. No momento, a visitação turística nestes locais não existe ou é moderada. Podendo futuramente ter grande potencial turísco/científico.

MONUMENTOS: MORRO DO CAMBAMBI, BURITI, VALE DO JAMACÁ, SERRA DO ATIMÃ

Objetivos especifícos: – ordenar as atividades agropecuária e garimpeira; – proporcionar, no monumento Morro do cambabê e Buriti, um turismo cultural e ecológico.

Diretrizes gerais de uso: – efetuar estudos sobre as aptidões agropastoris, bem como as respectivas pertubações ambientais; – as edificações devem conter fossas sépticas e sumidouros; – controle de agrotóxicos, desmatamento e caça pelos órgãos federal, estadual e municipal; – controle por parte dos órgãos estaduais e municipal, das instalações de obras hidráulicas, exigindo-se estudos hidrológicos; – construções de bacias de amortecimento; – implantação de áreas de refúgios da fauna e flora; – cadastramento e controle dos garimpos; – construções de açudes para lavagem do cascalho diamantífero; – todos os empreendimentos novos devem ser analisados pelos órgãos para tal competência (IBAMA),FEMA etc.); – controle de queimadas através de aceiros; – cadastramento e reconstituição dos monumentos culturais, principalmente do Buriti, com a finalidade de desenvolvimento de turismo cultural.

Fonte: www.chapadadosguimaraes.tur.br

Chapada dos Guimarães

Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

Criado em 1989, abriga inúmeras chapadas, onde predomina a vegetação de cerrado —um dos cartões-postais de Mato Grosso—, gruta e caverna. O parque não possui guias próprios para fazer as trilhas que levam às atrações, por isso o ideal é contratar o serviço antes de pegar a estrada.

Freqüentemente, a entrada do parque é fechada por conta de queimadas. Nesse caso, o visitante pode apreciar a imensidão de morros em mirantes fora do parque e desfrutar de banho de cachoeira em uma propriedade particular próxima. Desde abril de 2008, o acesso até a cachoeira Véu de Noiva está fechado, pois estão construindo um reforço das encostas da cachoeira para prevenir acidentes. Segundo a Sedtur, o acesso à cachoeira só será reaberto após a construção de uma plataforma-mirante no local, maior do que a do Morro dos Ventos. O centro de visitantes funciona diariamente, das 8h às 17h. Acesso pelo km 51 da MT-251, que liga Cuiabá à Chapada.

Dentro do parque

Véu de Noiva – A cachoeira mais famosa do parque tem 86 metros de altura e é um dos cartões-postais da Chapada. Acesso foi fechado por conta de um acidente.

Circuito das cachoeiras – Uma seqüência de sete quedas, a primeira delas conhecida como cachoeira do Pulo, boa para banho.

Cidade de Pedra – As formas esculpidas pelo vento e pela erosão lembram ruínas de uma cidade. Acesso pela estrada para Água Fria (14 km de estrada de terra e areia).

Casa de Pedra – Caverna de arenito formada pelo rio Sete de Setembro onde é possível conhecer um pouco da história geológica da região. O acesso é feito por uma trilha de 12 km. Localizada no lado oposto da cidade de pedra.

Morro de São Jerônimo – Com quase 900 metros de altitude, é o ponto mais alto da Chapada dos Guimarães. Para chegar até o topo, é necessário fazer uma caminhada de 12 km, que deve ser acompanhada por um guia.

Caminho das Águas – Cachoeiras em seqüência dão nome ao roteiro que passa por sete delas.

Caverna Aroe-Jari e Gruta da Lagoa Azul – Também conhecida como Caverna do Francês, a gruta é considerada a maior do Brasil, com 1.550 metros de extensão. O local pode ser visitado apenas com o acompanhamento de um guia. A trilha até a caverna tem 2,5 km de extensão. A partir da caverna, mais trinta minutos de caminhada, você chega à Gruta da Lagoa Azul, onde o banho não é permitido. Acesso pela MT-251, sentido Campo Verde.

Fora do parque

Complexo turístico da Salgadeira – Área com lanchonetes, restaurantes e duas cachoeiras para banho, no km 43 da MT-251, no caminho para a cidade de Chapada dos Guiamarães. Costuma ficar cheio aos finais de semana.

Portão do Inferno – No caminho para a entrada do parque, após passar o complexo turístico da Salgadeira, o local tem mirante com uma das melhores vistas da chapada. Há estrutura de lanchonete no local.

Mirante da Chapada – Conhecido como Centro Geodésico da América do Sul, por ficar a 1.600 km do oceano Pacífico e do Atlântico, o mirante permite avistar boa parte da chapada, a cidade de Cuiabá e o vale do rio Cuiabá. Dá para passar o dia inteiro por lá, admirando as diferentes fases do sol. A 8 km da cidade de Chapada dos Guimarães pela MT-251.

Cachoeirinha e Cachoeira dos Namorados – A poucos minutos da entrada principal do parque, em direção à cidade de Chapada dos Guimarães, uma cachoeira de 15 metros de altura que lembra uma pequena praia e outra cuja piscina natural tem formato de coração. Ambas ficam dentro de uma propriedade particular. É opção quando o parque nacional está fechado. Entrada paga.

Igreja de Nossa Senhora de Santana – Tombada pelo patrimônio histórico, é a construção mais antiga da cidade de Chapada dos Guimarães. Construída no ano de 1779, conserva as imagens de Santa Ana do Santíssimo Sacramento, Santo Inácio de Loyola e São Francisco Xavier. Praça Don Wunibaldo, a principal da cidade, no centro.

Fonte: viagem.uol.com.br

Chapada dos Guimarães

Por que ir

Impressionantes paredões de arenito vermelho-alaranjado – marcas registradas da Chapada dos Guimarães – dão as boas-vindas aos turistas que aportam no coração do Mato Grosso. Porta de entrada do Parque Nacional, a cidade que leva o mesmo nome da reserva oferece pousadas confortáveis, restaurantes charmosos e uma pracinha que, nos finais de semana, funciona como feirinha de artesanato durante o dia e ponto de encontro dos visitantes quando a noite cai.

A 13 quilômetros do centro, o parque criado em fins dos anos 80 ocupa uma área de 330 quilômetros. O cenário perfeito combina cerrado, cachoeiras e cânions, além de pinturas rupestres e formações rochosas que enchem os olhos de ecoturistas e esotéricos.

As muitas trilhas, desbravadas a pé ou de bike, levam a mirantes naturais que descortinam maciços montanhosos e, em dias claros, avista-se a planície pantaneira e a capital Cuiabá, a quase 70 quilômetros de distância.

Os caminhos conduzem ainda ao cartão-postal da Chapada: a cachoeira Véu de Noiva, com 86 metros de queda e vista panorâmica. Lá embaixo, há um poço de águas cristalinas, mas os banhos foram proibidos por conta de um acidente em 2008.

Quem está com o preparo físico em dia deve incluir no roteiro o trekking em direção ao Morro de São Gerônimo, o mais alto da região, com 836 metros de altitude. São cinco horas de caminhada e trinta minutos de escalada – só a ida.

O esforço vale a pena levando-se em conta a paisagem panorâmica e as atrações ao longo do caminho: as muitas formações rochosas curiosas, batizadas como Casa de Pedra, Jacaré de Pedra, Cogumelo de Pedra, Totem, Mesa do Sacrifício…

Fora da reserva também há muitas belezas. Uma das mais encantadoras é a caverna Aroe Jari, uma gigantesca gruta de arenito – 1.500 metros de extensão – com inscrições rupestres. Seu conjunto inclui ainda a Lagoa Azul, de águas transparentes e mergulho proibido. Também merece destaque a Cidade de Pedra, emoldurada por rochas pontiagudas que remetem a castelos medievais. As formações espalham-se por cânions que chegam a 350 metros de altura em meio a escarpas freqüentadas por belas araras-vermelhas.

O que ver e fazer em Chapada dos Guimarães

As principais atrações da Chapada dos Guimarães estão guardadas no Parque Nacional de mesmo nome. Por lá estão a cachoeira Véu da Noiva, com 86 metros de queda; e o morro de São Gerônimo, o mais alto mirante natural da região, com 836 metros de altitude. Fora da reserva também há muito para se ver, como a caverna Aroe Jarí, uma das maiores do país; a Lagoa Azul, com águas cristalinas; a Cidade de Pedra, pontilhada por cânions avermelhados; e Caminho das Pedras, com formações que remetem a estranhas figuras.

Explorar o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães

A reserva, criada em 1989, ocupa uma área de 330 quilômetros quadrados, abrigando dezenas de cachoeiras, mirantes, formações rochosas, pinturas rupestres e trilhas em meio à vegetação típica do cerrado. As principais atrações são a cachoeira do Véu de Noiva, com 86 metros de queda; o Circuito das Cachoeiras, formado por sete cascatas; e o Morro de São Gerônimo, a 836 metros de altitude e acessível por caminhada de cinco horas (só ida!). O parque fica a 13 quilômetros da cidade e oferece estacionamento, restaurante, quiosques, lojinhas de artesanato e centro de atendimento ao visitante.

Endereço: Rodovia Deputado Emanuel Pinheiro (MT-251), Km 55 (direção Cuiabá)

Caminho das Pedras

O sítio arqueológico é explorado através de uma trilha de oito quilômetros. Por todo o percurso surgem formações curiosas, batizadas como Pedra do Jacaré, Altar de Pedra, Mesa de Sacrifícios, Casa de Pedra, Totem, Pedra Furada e Cogumelo de Pedra. De lá, avista-se ainda o Morro São Gerônimo, o maior mirante do parque.

Chapada dos Guimarães
Curiosas formações rochosas dominam a paisagem

Chapada dos Guimarães
Totem é umas das figuras observadas durante o caminho

Caverna Aroe Jari e Gruta da Lagoa Azul

Um dos passeios mais bonitos da Chapada dos Guimarães leva à caverna Aroe Jarí, uma gigantesca gruta de arenito – 1.550 metros de extensão – e muitas pinturas rupestres. O acesso é por trilha, vencida depois de 1h20 de caminhada. Uma vez na área, visite a gruta da Lagoa Azul, meia hora à frente, com águas cristalinas. É proibido mergulhar na piscina e o acompanhamento de guia é obrigatório.

Como chegar: Acesso pela MT-251 (direção Campo Verde), Km 41

Caverna Aroe Jari e Gruta da Lagoa Azul

Um dos passeios mais bonitos da Chapada dos Guimarães leva à caverna Aroe Jarí, uma gigantesca gruta de arenito – 1.550 metros de extensão – e muitas pinturas rupestres. O acesso é por trilha, vencida depois de 1h20 de caminhada. Uma vez na área, visite a gruta da Lagoa Azul, meia hora à frente, com águas cristalinas. É proibido mergulhar na piscina e o acompanhamento de guia é obrigatório.

Como chegar: Acesso pela MT-251 (direção Campo Verde), Km 41

Chapada dos Guimarães
Caverna Aroe Jari e Gruta da Lagoa Azul

Chapada dos Guimarães
Entrada da Caverna Aroe Jari

Cidade de Pedra

O mirante natural descortina vales verdes e escarpas de rochas avermelhadas que chegam a 350 metros de altura. O visual remete às ruínas de uma cidade medieval e é comum a presença de araras-vermelhas planando em meio aos cânions. O acesso precário é feito por estrada de areia de 19 quilômetros, além de 300 metros de trilha.

Endereço: Estrada para Água Fria, Km 24

Cidade de Pedra

O mirante natural descortina vales verdes e escarpas de rochas avermelhadas que chegam a 350 metros de altura. O visual remete às ruínas de uma cidade medieval e é comum a presença de araras-vermelhas planando em meio aos cânions. O acesso precário é feito por estrada de areia de 19 quilômetros, além de 300 metros de trilha.

Endereço: Estrada para Água Fria, Km 24

Chapada dos Guimarães
Picos e escarpas remetem a castelos medievais

Mirante do Centro Geodésico

Em dias claros, avista-se a planície pantaneira e a cidade de Cuiabá. O acesso é por estrada de terra.

Chapada dos Guimarães
Paisagem revela mar de montanhas em meia às planícies do cerrado

Igreja de Nossa Senhora de Santana do Sacramento

A praça principal da cidade abriga a igrejinha barroca erguida em 1751 – quando a cobertura era de palha – e restaurada em 1779.

Endereço: Praça D. Wunibaldo, s/n

Chapada dos Guimarães
Igreja de Nossa Senhora de Santana do Sacramento

Parque Nacional

A 13 quilômetros da cidade, o Parque Nacional da Chapada dos Guimarães foi criado em 1989 e ocupa uma área de 330 quilômetros quadrados. Lá dentro estão dezenas de cachoeiras, mirantes e curiosas formações rochosas, acessíveis por trilhas.

As principais atrações são a cachoeira do Véu de Noiva, com 86 metros de queda; o Circuito das Cachoeiras, formado por sete cascatas; e o Morro de São Gerônimo, a 836 metros de altitude e acessível por caminhada de cinco horas (só ida!). Também fazem parte do cenário os sítios arqueológicos com pinturas rupestres e a vegetação típica de cerrado – incrementada com árvores baixas de troncos retorcidos.

Araras, tucanos e papagaios garantem ainda mais cores e vida à paisagem. A infraestrutura do parque inclui estacionamento, restaurante, quiosques, lojinhas de artesanato e Centro de Atendimento ao Visitante.

Atenção: As visitas à cachoeira Véu da Noiva estão liberadas das 11h às 16h20m, de quinta a segunda-feira. Para fazer o Circuito das Cachoeiras, é preciso ter guia cadastrado, que fará a reserva no parque.

Cachoeira Véu de Noiva

Cartão-postal do parque, a cachoeira cai de uma altura de 86 metros emoldurada por paredões de arenito. A piscina formada é perfeita para banhos, mas foi interditada depois de um acidente em 2008, assim como a trilha de acesso à base. Para vislumbrá-la por inteiro, siga para o mirante, a apenas cem metros do estacionamento da reserva.

Chapada dos Guimarães
Cachoeira Véu da Noiva é o principal atrativo da reserva

Circuito das Cachoeiras

Uma trilha de 3,5 quilômetros apresenta o circuito, formado por sete cachoeiras com poços bons para banhos. A primeira queda é a do Pulo, acessível depois de vinte minutos de caminhada a partir do estacionamento. A seqüência inclui ainda as cascatas do Sonrisal, da Hidromassagem, do Degrau, da Prainha (com areias brancas), da Independência e das Andorinhas – esta é a maior do percurso, com 18 metros. Quem ainda tiver pique, vale a pena estender o passeio em mais quatro quilômetros e conhecer a Casa de Pedra, uma pequena caverna por onde passa um rio. O circuito só pode ser feito com o acompanhamento de guia.

Chapada dos Guimarães
Cachoeira do Degrau compõe o resfrescante circuito

Trekking para o Morro de São Gerônimo

A caminhada mais famosa da Chapada é a que leva ao morro de São Gerônimo. É preciso preparo físico e fôlego para encarar os 12 quilômetros (só de ida) até o topo, a 836 metros de altitude. Lá de cima, a vista panorâmica descortina até mesmo a cidade de Cuiabá. Ao longo de percurso – cinco horas de caminhada e meia hora de escalada – a dica é distrair a cabeça com as curiosas formações rochosas, como a Casa de Pedra e as pedras da Tartaruga, do Jacaré e do Cogumelo. É necessário acompanhamento de guia.

Esportes e Ecoturismo em Chapada dos Guimarães

A turma dos esportes de aventura, como trekking, rapel e mountain-bike, praticam as atividades na Chapada dos Guimarães com um único intuito: apreciar as paisagens encantadoras formadas por rochas, cachoeiras e cadeias de montanhas. Já os rios da região convidam à flutuação e apresentam belezas escondidas debaixo d’água, como peixes típicos e vegetação aquática.

Trekking

Chapada dos Guimarães
Figuras de pedra surpreendem ao longo da caminhada

A caminhada mais famosa da Chapada é a que leva ao morro de São Gerônimo, dentro do parque nacional. É preciso preparo físico e fôlego para encarar os 12 quilômetros (só de ida) até o topo, a 836 metros de altitude. Lá de cima, a vista panorâmica descortina até mesmo a cidade de Cuiabá. Ao longo de percurso – cinco horas de caminhada e meia hora de escalada – a dica é distrair a cabeça com as curiosas formações rochosas, como a Casa de Pedra e as pedras da Tartaruga, do Jacaré e do Cogumelo. É necessário acompanhamento de guia.

Mountain-bike

Os adeptos da bike encontram boas trilhas para pedalar, dentro e fora do parque. A maioria leva a refrescantes cachoeiras ou a mirantes escavados nas pedras alaranjadas que circundam a região.

Rapel

A prática é feita nas cachoeiras de águas cristalinas, como a da Lage (20 metros de queda) e da Geladeira, com 30 metros. Ambas terminam com deliciosos poços para banhos depois da atividade.

Flutuação

A atividade é praticada nos rios Aricazinho, Coxipó e Mutuca, que têm águas transparentes. Levados pela correnteza, os aventureiros descem os ribeirões acompanhados por lambaris e piraputangas.

Nas Redondezas de Chapada dos Guimarães

Cuiabá

Porta de entrada para a Chapada dos Guimarães e o Pantanal, a capital do Mato Grosso oferece boa infraestrutura de hospedagem e restaurantes estrelados.

Um dos melhores programas é comprar artesanato indígena e regional – são colares, cestas, bolsas de palha, bancos de madeira e chocalhos, além de arte em cerâmica e tecelagem. Fica a 69 km.

Onde Comer em Chapada dos Guimarães

O saboroso pintado, peixe típico da região, é servido fresquinho nas versões à milanesa e grelhada. A receita mais famosa, porém, é a mojica, um ensopado do peixe feito com mandioca. Já o pacu, também abundante, chega à mesa frito. As delícias são acompanhadas por pirão, farofa de banana, arroz e salada.

Morro dos Ventos

O restaurante funciona em um condomínio fechado, em meio a um parque. O cardápio traz pratos típicos – destaque para as moquecas com peixes da região – e divide a atenção com uma bela vista para cachoeiras e rochedos.

Bistrô da Mata

Rústica e aconchegante, a casa oferece vista panorâmica e pratos preparados no fogão à lenha. Aos domingos, abre apenas para o almoço, servido em bufê.

Convém fazer reserva.

Estilo

O restaurante é indicado para os fãs do bacalhau, uma vez que o menu enxuto oferece somente pratos à base do peixe. Convém fazer reserva.

Compras em Chapada dos Guimarães

Nos finais de semana, a praça central da Chapada dos Guimarães se transforma em ponto de encontro dos artesãos da cidade. Entre os muitos objetos criativos estão luminárias de cerâmica vazadas e quadros feitos com espelho e plantas do cerrado. Aos sábados pela manhã, a feirinha reúne também os produtores locais, que oferecem queijos, doces, plantas medicinais e peixe fresco.

Já nas lojinhas, os destaques ficam por conta dos trabalhos em bambu, que dão formas a estantes, revisteiros, cortinas e fruteiras. Também é grande a oferta de peças produzidas pelos índios do interior do Mato Grosso, como cestas e cocares.

Circulando em Chapada dos Guimarães

A melhor maneira de circular pelas atrações é de carro. Caso seu automóvel não tenha tração nas quatro rodas, prefira fazer os passeios utilizando o transporte das agências, adaptados para encarar as estradas de terra. As bicicletas também são bastante utilizadas pelos adeptos do mountain-bike.

Quando ir a Chapada dos Guimarães

A melhor época para curtir a região é no período de seca, que vai de abril e setembro. De outubro a março as chuvas são constantes, mas o calor incentiva os banhos de cachoeira. Evite o inverno, quando há nebulosidade e as paisagens ficam prejudicadas. A animação é maior nos finais de semana, quando os cuiabanos aproveitam a proximidade para curtir as belezas do parque.

Fonte: feriasbrasil.com.br

Chapada dos Guimarães

OCUPAÇÃO HUMANA DE CHAPADA DOS GUIMARÃES NO SÉC XVIII

A região que hoje é denominada Chapada dos Guimarães, possuiu intensa movimentação, desde os tempos mais remotos quando a região era dominada apenas pelos sul-americanos nativos, que nos deixaram muitas inscrições e desenhos rupestres em diferentes pontos da Chapada. Posteriormente equipes espanholas de reconhecimento mapearam a região, estabelecendo inclusive, algumas estradas e caminhos que seriam reabertos pelos colonizadores portugueses oitenta anos depois.

Após a chegada dos bandeirante paulistas, Chapada conheceu um novo dominador de suas terras que, atraído pelo ameno clima e a fertilidade de seus úmidos vales aliados a salubridade da região, se instalou, produzindo alimentos para a região mineradora que dominava a região de Cuiabá até Diamantino, expandindo este comércio até as colônias espanholas.

No primeiro momento de 1779 a 1751, os comerciantes detentores da burocracia colonial em mato Grosso dominaram todos os canais de circulação e pontos estratégicos.

Num segundo momento 1751 ao final do séc. XVIII, já vemos uma corte preocupada num primeiro instante com a concorrência da mão-de-obra indígenas com a negra, criando inclusive, uma redução em Chapada para catequizar índios, construindo a primeira igreja onde é chamada de Aldeia Velha, com telhado de palha. Em 1759, o marquês de Pombal expulsou os jesuítas vindo os padres seculares substituí-los. Embora não interessasse tanto à corte portuguesa a instalação de fazendas em áreas de garimpo, muitas sesmarias foram doadas incrementando a produção. Em 1779, o Juiz de fora José Carlos Pereira, promoveu a construção de Igreja matriz fortalecendo o núcleo produtor que revertia sua produção a Cuiabá e a zona de garimpo.

A partir da construção da Igreja Santana, a população de garimpeiros e colonos concentrou-se no entorno da Igreja. Muitas fazendas instalaram-se na região caracterizando-se como uma região importante para o abastecimento urbano de gêneros de subsistência. A instalação destas fazendas aconteceu num momento em que a corte portuguesas não estimulava essa atividade em área de mineração para poder trocar o minério pelos produtos trazidos pelas moções. Durante o período de escassez de minérios o que sustentou a região foram estas fazendas, responsáveis pela alimentação básica dos colonos.

Em Chapada instalaram-se diversas fazendas nesta época com a produção de cana-de-açúcar, mandioca, carne seca, café para pequeno consumo e frutas da época. A mão-de-obra era a escrava negra e a do assalariado em funções de comando.

As fazendas coloniais de que temos notícia são:

Buriti/Monjolinho – 1720

Glória – 1763

Lagoinha – 1784

Ribeirão de Jardim – 1785

Abrilongo

Engenho

Ribeirão Costa

Jamacá

Capão do Boi

São Romão

Santa Eulália

Laranjal

Capão Seco

O meio de transporte mais comum eram os caminhos tropeiros que ligavam a Cuiabá. Existia também o ” caminho de terra para Goiás” , que foi aberto em 1737, num momento em que os índios Paiaguás ocupavam o caminho via Paraguai, no qual trouxeram o primeiro gado vacum para a região. Com o desenvolvimento de Chapada na época imperial com a produção de alimentos, o comércio fronteiras no sentido oeste, obtendo em troca de gêneros alimentícios e gado, a preciosa prata espanhola, isto escondido dos olhos oficiais, pois este comércio era considerado contrabando.

Após a abolição da escravidão Chapada vai mergulhar numa profunda recessão pois a produção era essencialmente feita pela mão-de-obra negra. A população havia diminuído bastante em virtude da peste da varíola que foi trazida pelos que voltaram da guerra do Paraguai, enfraquecendo ainda mais a produção local. Os grandes proprietários descapitalizados com a abolição, estavam desanimados, mas há notícia de que os primeiros anos do séc. XX ainda existiam negros cativos trabalhando para patrões que faziam questões de ignorar a Lei Áurea. Na década de trinta e início da de quarenta, chegou à Chapada a missão de saúde Franciscana que organizou melhor a comunidade, criando um posto de saúde que mais tarde transformou-se no Hospital Santo Antônio e a Escola São José administrada pelas irmãs franciscanas. Desde 1923 existia a Escola Evangélica de Buriti, que em 1913, quando estava bastante abandonada pelos “Siqueiras”, ex-proprietários, foi comprada pela missão evangélica interessada em instalar no Brasil Central uma obra para disseminar o seu pensamento religioso. Na primeira do séc. XX, a região desenvolveu-se nas áreas do garimpo; surgiu o distrito diamantífero de Água Fria que se notabilizou pela produção em seus primeiros anos e pela instalação de cabarés muito famosos na época. Mas houve um período de interrupção de alguns anos de estrada que ligava a Cuiabá, sendo feito o trajeto apenas pelos caminhos tropeiros. Após a década de sessenta, o município, que na época era o maior do mundo com suas fronteiras chegando ao Estado do Pará e dividindo-se com São Félix do Araguaia, começou a ser mais ocupado. Na década de setenta começaram a se desenvolver núcleos de colonização com Alta Floresta, Colider, Sinop, Nova Brasilândia, Paranatinga e outras.

O cultivo do arroz começou a ser mecanizado e a pecuária intensificou-se mais. Com a construção e pavimentação de estrada Cuiabá – Chapada, o turismo começou a ser mais intensificado sendo encomendado um ” Plano Diretor de Turismo para Chapada dos Guimarães”, que foi feito pelos competentes arquitetos Maria Elisa Costa e Lúcio Costa, que definiram um zoneamento turístico para Chapada dos Guimarães, mas do que, infelizmente, quase nada pôde ser cumprido.

É necessário a implantação de uma política ambientalista em Chapada; um primeiro passo foi feito – o Parque nacional de Chapada dos Guimarães mas ficou muito aquém das áreas que devem ser preservadas tanto por sua natureza como pela cultura, que correm riscos de total descaracterização.

Um turismo direcionado para a preservação é o grande trunfo de Mato Grosso, pois é cada vez mais rara no mundo a paisagem natural, e quando aliado à preservação histórica toma um caráter cultural de grande importância, pois o turista conhecerá um pouco da história local e a população vai valorizar cada vez mais o seu passado e ajudar a preservar um pouco mais o nosso planeta.

O tombamento do patrimônio ecocultural pela SPHAN é urgente, pois somente assim poderemos preservar um pouco da cultura mato-grossense.

CASA DE PEDRA

A casa de Pedra é uma formação muito característica, pois sempre abrigou espécimes animais e naturalmente tem muita história. Os sinais mais antigos foram descaracterizados; existem citações de escravos e visitantes que lá se abrigaram durante noites ou friagens.

Para evitar sua total descaracterização são necessárias algumas normas de conduta para os eventuais freqüentadores:delimitação da área, onde os carros possam vir a ter acesso; lixeira; e proibição de riscar, sujar e depredar a área.

TAPERA DO CAPÃO SECO

A tapera pertencia a Antônio Eloy Paixão, que possuía um comércio de gêneros alimentícios produzidos na região e comerciava também alguns produtos industrializados. Seu Antônio Eloy tinha uma tropa de animais e freqüentemente descia para Cuiabá para vender a farinha de mandioca produzida em Chapada.

No início da década de sessenta a terra vendida e a casa abandonada, vindo a ruir alguns anos depois; a área foi subdividida e novas construções foram erguidas distante uns mil metros a sudeste.

CAVERNA AROE-JARI

A região em torno da caverna Aroe-Jari está praticamente preservada apesar da ocupação mecanizada e extensiva e com possibilidade de uso de agrotóxicos e defensivos a cerca de oito km de caverna. Uma fazenda na baixada Cuiabana e aos demais limites ser ocupação visível do ponto mais alto da região.

ADJACÊNCIAS DO MORRO DE SÃO JERÔNIMO

Esta região de excepcional beleza cênica está relativamente preservada. Há criação extensiva de gado, vestígios de uma antiga construção, formações rochosas modeladas ao evento – ” uma Pedra Chapéu de Sol ou Cogumelo de Pedra” – e as casas da fazenda.

Existe um caminho que desce a serra, o ” Quebra-Gamela”, devido a ser íngreme, mas muito usado no trajeto para Cuiabá e Coxipó do Ouro. Na serra abaixo um garimpo devasta uma grande porção de terra.

CACHOEIRA DO VÉU DA NOIVA

É de incrível beleza cênica, tanta que impressionou Dom Aquino Corrêa, que quando lá esteve escreveu um poema intitulado ” Véu de Noiva “; originando o nome da cachoeira. Já foi alvo de muitos cinegrafistas, artistas e fotógrafos, pesquisadores e turistas, que caminham pela beira do paredão até o rio, e os mais dispostos descem até o lago que forma, onde cai a água.

O turismo desordenado causa acúmulo de lixo e até risco para as pessoas que descem a trilha, ao atirarem pedras lá de cima.

VALE DO JAMACÁ – CAPÃO DE BOI

No Jamacá existe uma ocupação intensiva chácaras de lazer e algumas fazendas nas áreas superiores. A atividade é a pecuária, além da agricultura de subsistência. A vegetação primária na cabeceira está ameaçada bem como mais abaixo, antes da confluência com o Capão de Boi, onde a capoeira já está bem reformada.

A ocupação original foi em 1892, como atesta a carta de Sesmaria; a partir desta data, o vale foi sendo subdividido, e imigrantes alemães instalaram-se na década de 1920 até que o INCRA subdividiu a área em 25 a 46 ha. Já foi subdividida em áreas de até dois ha, sendo transformada em área urbana, com aspectos de chácaras de lazer.

MATA FRIA

A Mata Fria era uma região conhecida como Portão do Céu, pois a estrada antiga passava sobre uma ponte toda protegida com muro de arrimo de canga, atualmente uma curva na estrada sem Guard-rail; já ocasionou vários acidentes graves, tornando a parte baixa do aterro da curva um cemitério de automóveis e cruzes. O aterro descaracterizou totalmente o vale, mas a vegetação já cresceu bastante, tornando uma bela região para caminhada. Existe na parte mais alta que margeia a rodovia uma erosão acentuada no antigo leito da estrada velha. Um quilômetro acima da Mata Fria, temos formações de arenito sugestivas e curiosas.

Seria interessante disciplinar o uso turístico para evitar perigo e depredação.

CAPÃO DA RUÇA

A região é marcada pela existência de uma mata seca de topo (uma das últimas da região), uma área de campo utilizada para pasto onde recentemente foram instaladas as salas de aulas e alojamentos da clínica.

Existem o sítio Alto do Céu de Fernando Almeida, de Cuiabá, que faz divisa com a base do radar e com o aviador – Pouso da Águia, para onde só há acesso de avião, instalado em um degrau da cuesta onde está o campo de pouso, o hangar, a casa e uma mata na beira do paredão, instalada na década de 70.

A “Irmã Scheila” faz divisa com as propriedades de Fernando Almeida e José Luiz, que atinge até o vale do Capão da Ruça. Lá existe uma antiga tapera onde se plantavam milho arroz e feijão e por onde freqüentemente os tropeiros passavam.

CACHOEIRA PRAINHA

É uma região onde as cachoeiras se multiplicam e temos dois acessos mais usados, uma pela própria cachoeira em plano inclinado na pedra e outro alto do morro da margem direita que segue pela mata descendo até a praia.

CACHOEIRA DAS ANDORINHAS

A ocupação do entorno da cachoeira não chega a descaracterizar a região, exceto pela enorme construção no plano á esquerda feita pelos presbiterianos; diversas trilhas entrecruzam-se. Existem acesso à cachoeira Independência, ao morro em frete (morro do “Romano”) que dá acesso ao morro do Gavião.

A subida à margem direita dá acesso ao estacionamento. Seguindo o córrego há inúmeros poços, cachoeiras e lagoas excelentes para um banho. As trilhas podem ser melhoradas principalmente nas veredas, pois o uso intenso causa erosão; encontram-se muitos cacos de vidro na areia da cachoeiras, trazidos por turistas inescrupulosos, que põem em risco outros usuários. as descidas também precisam de obras de contenção, como instalação de degraus de pedra com corrimão de cordas presas em palanques enterrados nas veredas; serão necessários seixos largos, de forma que possibilitem o trânsito sem afundar o pé na areia fofa e úmida, e placas indicando as direções.

CACHOEIRA DO DEGRAU

A região é de uma natureza exuberante, com uma sucessão de lugares aprazíveis e cada curva ou desvio do rio Sete de Setembro. No entanto ,está se modificando pelo uso intensivo e desordenado, com freqüentes desmates por inexperientes campistas. A trilha já apresenta sinais de desgaste, provocando uma erosão, e muito lixo se acumula ao redor.

No passado, a região já foi alvo de garimpagem, que há muitos anos não é praticada.

CACHOEIRA INDEPENDÊNCIA

A região dessa cachoeira já foi área de garimpo, mas atualmente o Turismo domina o fluxo humano. A vegetação está bem conservada e a presença do homem é marcada pela existência de alguns seixos de concreto rolados pela águas e lixo dos visitantes.

Seria interessante se a trilha fosse consolidada com a colocação de pedras em locais íngremes, pois além de dificultar um pouco o acesso, evitaria o desbarrancamento e a utilização de outras trilha não adequada. Nas próprias árvores poderiam ser fixados corrimãos; pedras de arenito seriam colocadas semi-enterradas e os corrimãos amarrados.

CACHOEIRA DO SONRISAL

A área está descaracterizada na região de acampamentos, com diversas pedras para servir de apoio nas fogueiras.

CACHOEIRA DO PULO

A humanização da paisagem é mínima, exceto pelos que eventualmente rolam pela cachoeira ou são deixados por turistas inconseqüentes. Durante as fortes chuvas, as correntes de água chegam a modificar o banco de areia e as folhas no fundo, no lugar do “pulo”.

A trilha de acesso poderia ser consolidada e um corrimão rústico de madeira poderia ser apoiado nas árvores.

MONJOLO DOS PADRES

Foi um monjolo que os Franciscanos instalaram na década de 1940 para fabricar farinha, abastecendo, assim a cidade de Chapada. O produto era disputado no mercado com a fama até em Cuiabá.

Depois de desativado, o local agora é utilizado para moradia, com horta e pequenas criações.

HISTÓRIA

O bandeirante paulista, Pascoal Moreira Cabra, chegou em Cuiabá no ano l718, no ano seguinte funda-se a “Vila do Nosso Senhor do Bom Senhor Jesus de Cuiabá” e em 1720, um dos integrantes de sua bandeira chamado Antônio de Almeida Lara sobe a serra de Chapada com a desculpa de caçar perdizes, quando na realidade estava disposto a encontrar um local para construir uma fazenda.

Antônio de Almeida Lara sabia da proibição que as cortes portuguesas faziam em relação a ocupação e a aberturas de fazendas em região de garimpo.

Os portugueses não queriam a abertura de fazendas, pois iriam tirar trabalhadores do garimpo gerando impostos a Portugal. Além disso, os produtos gerados pelas fazendas iriam concorrer diretamente com as “monções” de abastecimento que eram monopólios dados a determinadas companhias de comércio. Essas companhias detinham a exclusividade com o comércio regional, abastecendo com víveres, óleo, sal e outros produtos importantes para a sobrevivência dos garimpeiros, que eram trocados pelo ouro produzido.

O governador de São Paulo, naquela época, era Rodrigo Cesar de Menezes e havia delegado aos bandeirantes o poder para representar a burocracia portuguesa e fazer aplicar as leis. Além de coletar os impostos, deu a liberdade necessária para a construção de várias fazendas na região do garimpo, sendo a primeira fazenda de cana de Mato Grosso a fazenda “Burity Monjolinho” exatamente onde hoje e a Escola Evangélica de Burity.

Antônio de Almeida Lara armou seis canoas e foi para a região de São Paulo em busca de mudas de cana de açúcar, voltando seis meses depois com as mudas, que logo foram plantadas em sua fazenda.

A cachaça produzida no engenho foi de grande serventia para a população já bastante sofrida pelas pestes e malária que assolavam a região. A cachaça do Buriti servia para amenizar o sofrimento.

A produção de produtos dessa região tornou-se mais importante ainda, quando os índios Paiaguás, exímios guerreiros, confederaram-se com os Guaicurús, índios cavaleiros que habitavam o sul do Pantanal e fecharam a passagem do rio Paraguai para os brancos num período de 1731 até 1737, impedindo assim o abastecimento feito pelas monções.

Com o fechamento dessa passagem pelos índios a população sitiada teve que sobreviver da caça e dos produtos produzidos pelas fazendas clandestinas. Este isolamento só foi terminado após mais uma vez terem desobedecido a ordens portuguesas de não abrir estradas na colônia para dificultar o trânsito dos produtos fora do monopólio português.

A nova estrada ligou Cuiabá até a cidade de Goiás Velho passando pela Chapada dos Guimarães, chegando então o primeiro gado vacum na região. Mais tarde os índios Paiaguás foram dizimados, na sequência os índios Caiapós. A cidade de Chapada era toda cercada pôr muros de pedra canga para repelir ataques indígenas.

A rainha de Portugal, D. Maria, percebendo que os impostos não chegavam a Portugal, nomeou uma pessoa para vir fazer a “derrama”, cobrança de impostos à força. Um baú cheio de ouro foi enviado a Portugal, quando o baú foi aberto só havia pedras comuns. A partir deste fato, Mato Grosso foi desmembrado da Capitania de São Paulo.

A corte nomeia um governador português que chega a Cuiabá em 1751 trazendo em sua comitiva padres Jesuítas. Livros revelam que os índios eram outra fonte de renda para os bandeirantes, pois São Paulo era uma capitania pobre e tinha dificuldade em adquirir o caro escravo negro, sendo que, o índio era vendido pôr um terço do preço do negro, tornando um forte concorrente aos negócios portugueses.

A primeira missão Jesuíta de Mato Grosso foi num local onde hoje e denominado de Aldeia Velha, distante cerca de três quilômetros do centro de Chapada, foi dirigida pelo padre Estevão de Castro. Na missão foi construída uma igreja coberta de palha e altar forrado com papéis pintados com a imagem de Nossa Senhora de Santana do Sacramento ladeada de Santo Inácio de Loyola e São Francisco de Assis. Em 1759 o Marquês de Pombal que governava o Brasil delegado pelas cortes portuguesas expulsou todos os Jesuítas do Brasil pôr causa das missões do Sul do Brasil que ameaçavam sublevar-se ao governo português, deixando a aldeia de “Santana” abandonada, dispersando os índios que aqui moravam.

Em 1778 o Dr. José Carlos Pereira um Juiz de Fora de Cuiabá ao subir a serra deparou-se “com as condições deploráveis para a celebração dos ofícios divinos” da capela da antiga missão e reúne condições para erigir em tempo recorde uma nova igreja, distante cerca de meia légua da original, muito bonita e feita de taipa pilada sendo inaugurada em julho de 1779. Uma procissão transportou as imagens para a igreja nova, transferindo a cidade para a nova localidade.

Em l782 a cidade deixa de chamar-se Chapada de Santana e passa a chamar-se Guimarães (nome de uma cidade do norte de Portugal), em respeito a uma lei que obrigava mudar os nomes de localidade na região para diferenciar das terras da Espanha. Apenas no século XX, colocou-se “dos Guimarães” o que daria uma falsa idéia de uma suposta família Guimarães que teria a propriedade da região.

Engenhos

Muitos engenhos vão instalar-se em Chapada tornando a região importantíssima para o abastecimento local e terras da Espanha em troca da prata espanhola, que era contrabandeada para Portugal. No final do século XIX justificou-se a construção de uma estrada de ferro ligando a região da Lagoinha no interior de Chapada até Cuiabá para o escoamento da produção.

Após a guerra do Paraguai, os soldados voltaram com a peste da varíola ou bexiga que vai dizimar quase um terço da população chapadense. Em 1888 com o fim da escravidão, Chapada entra na mais profunda decadência, principalmente por não conseguir fixar os imigrantes europeus na região, por causa do clima e pela quantidade de doenças e mosquitos.

Chapada entra no século XX com apenas 10% da população que tinha no século XIX. A fazenda Buriti, já abandonada, é vendida por um preço bem abaixo do mercado aos presbiterianos norte americanos que saem de Salvador-BA no lombo de burros para estabelecer a primeira missão evangélica do Brasil Central.

Estabelecendo em l923, a Escola Evangélica do Buriti, que durante muito tempo foi um colégio técnico agrícola em regime de internato, formando meninos e meninas para uma vida no campo.

Apenas na década de 1960, com o inicio da mecanização da agricultura começam a abrir os campos para agricultura. Nesta época, o município de Chapada era o maior do mundo, com mais de 204 mil KM quadrados, maior que a Alemanha antes da unificação, indo ate o limite com o Pará na Serra do Cachimbo, posteriormente desmembrado. Durante a década de 70, a expansão da pecuária estimula a criação de uma rodovia asfaltada entre Cuiabá e Chapada.

No final dos anos 70 o asfalto a televisão e o telefone interligam Chapada com o mundo. Nesta época, a cidade tinha pouco mais de mil habitantes. Hoje Chapada dos Guimarães conta com 18 ml habitantes, desses, 10 mil na zona urbana. Segundo a prefeitura, em 2011, Chapada possuía 1886 casas de veraneio e todo fim de semana recebe em torno de quatro mil pessoas.

Pontos turísticos de Chapada dos Guimarães

Salgadeira – ao lado da rodovia Emanuel Pinheiro, que liga Chapada à Cuiabá, antigo caminho de tropeiros, com sua linda cachoeira.

Portão do Inferno – Localizado ao lado da rodovia. Trata-se de uma vista natural, com um imenso fosso profundo. É o início da serra com seus paredões de arenito e formações rochosas.

Complexo da Mata Fria – O local oferece diversos atrativos como: estrada antiga de 1910, onde localiza a Porta do Céu. Neste local, os antigos paravam para alimentar os animais e fazer suas rezas. Há também a Casa do Mel, onde é possível adquirir mel e seus derivados.

Caminho da águas – Um passeio de 4 km pelas principais cachoeiras do Parque. A primeira delas é a famosa Cachoeira Véu da Noiva, a maior delas com 86m de queda. A seguir são sete cachoeiras do Rio Sete de Setembro, entre elas a Independência, do Pulo, Salto das Andorinhas, Cachoeirinha. Esta última conta com banheiros e restaurante.

Caminho das Pedras – São 8 km de caminhada por um dos principais sítios arqueológicos da Chapada. Entre as atrações estão à Casa de Pedra, Jacaré de Pedra, Pedra Furada, Cogumelo de Pedra e Mesa do Sacrifício.

Casa de Pedra – É uma gruta enorme, formada em rochas areníticas com 40m², que foi cavada pelas águas do córrego Independência.

Ainda dentro do sítio pode-se visitar o Morro de São Jerônimo, o maior mirante do Parque, com 850 metros de altitude acima do nível do mar. Este morro é achatado, chamado por alguns de ufoporto, ou pista de pouso de discos voadores.

Cidade de Pedra – Formações rochosas esculpidas pelo vento e pela chuva. Seus formatos lembram as ruínas de uma cidade. O paredão tem mais de 300 m de queda livre. O acesso é a partir da estrada para a Água Fria.

Garimpo do Salvador – Situado no Distrito da Água Fria, a 40 km de Chapada. O garimpo possui alguns atrativos como a antiga pousada para os tropeiros, denominada “curral da pedra’, com formações megalíticas, esculpidas pela ação do vento e da água. Além disso, o turista pode conhecer um pouco da história e costumes do local.

Mirante do Ponto Geodésico da América do Sul – Este é o ponto eqüidistante entre os oceanos Atlântico e Pacífico. É também o encontro da planície pantaneira com a Chapada dos Guimarães. Excelente ponto para fotografia, onde se vê Cuiabá e o Morro de Santo Antonio. Em 1909 o Marechal Rondon por meio de equipamentos utilizados na época, determinou o centro geodésico em Cuiabá, no Campo do Ourique, atual Câmara Municipal. Em 1979 a NASA, através de fotos realizadas por radar, localizou o centro geodésico em Chapada dos Guimarães.

Caverna Aroe Jarí e Lagoa Azul – Com 1.550m de extensão, essa caverna (uma das maiores de arenito do Brasil) conta com a presença de diversas cachoeiras. Em uma de suas extremidades

Jorge Belfort Mattos Jr.

Fonte: www.chapadadosguimaraes.mt.gov.br

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