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Erva-Mate

 

 

Erva-Mate - Ilex paraguariensis

Ocorrência – Mato Grosso do Sul e São Paulo até o Rio Grande do Sul, Paraguai e Argentina.

Outros nomes – mate, erveira, congonha, erva, erva verdaderira, erva congonha

Características

Árvore de 4 a 8 m de altura, dotada de tronco curto de cerca de 40 cm de diâmetro e copa mais ou menos densa e perenifólia.

Devido ao hábito de efetuar sua poda com objetivo de colher as folhas para o preparo do chá-mate, é muito difícil mesmo no habitat natural ver-se algum exemplar com sua copa natural.

Suas folhas são simples e coriáceas, quase totalmente desprovidas de pelos, de 8 a 10 cm de comprimento por 3 a 4 cm de largura.

Flores pequenas, de cor esbranquiçada e suavemente perfumada.

Frutos globosos de cerca de 0,5 cm de diâmetro, de cor vermelho-vinácea contendo 1 a 4 sementes. É naturalmente disseminada por pássaros.

Um kg de sementes contém aproximadamente 90.000 unidades.

Erva-Mate
Erva-Mate

Habitat - em matas de altitude ( 400 a 800 m de altitude), sendo particularmente freqüente nas chamadas “matas de pinhais” dos estados sulinos.

Propagação – sementes

Madeira – leve, pouco compacta, de baixa durabilidade natural.

Utilidade

Apesar de possuir madeira branca de boa resistência, sua principal utilidade está nas suas folhas amplamente utilizadas no preparo do “chá-mate” e do “chimarrão”, muito consumidos no sul do país e apreciado pelos indígenas da região há séculos.

O mate já é conhecido e consumido hoje em todo o país e em quase todo o mundo.

A maior parte da produção de folhas consumida e no país e exportada ainda é de origem extrativista, contudo já existe algum produção de plantas cultivadas no sul do país. Além do chá tradicional, é comercializado no país formas solúveis do mate, além da bebida pronta e engarrafada.

As folhas do mate são utilizadas também na medicina tradicional, tanto no país como no exterior.

A madeira pode ser empregada para caixotaria e para lenha.

A árvore é ornamental e pode ser empregada no paisagismo. Seus futos são avidamente consumidos por várias espécies de pássaros. Pode ser utilizada no plantio de áreas degradadas destinadas à recomposição da vegetação.

Florescimento – outubro a dezembro

Frutificação – janeiro a março

Fonte: www.vivaterra.org.br

Erva-Mate

Erva-mate (Ilex paraguariensis)

A erva-mate é conhecida como o ingrediente principal do chá-mate (chimarrão, no Brasil), feito das folhas secas e das lascas dos ramos da perene illex paraguarensis (erva-mate). É uma sempre-verde da família das aquifoliáceas.

Cresce na Argetina, no Chile, no Perú e no Brasil, mas é mais abundante no Paraguai, onde também é cultivada. A planta é vagamente classificada, de acordo com a medicina natural ocidental, como aromática, estimulante, amarga, laxativa, astringente, diurética, purgativa, sudorífica (induz o suor), e febrífuga (reduz a febre).

A erva-mate contém inúmeras vitaminas e minerais.

A erva-mate adquiriu o seu nome a partir da caneca tradicional (chamada mati) usada para a beber. No Brasil esta caneca tem muitos outros nomes, entre eles "cuia". A caneca, na sua origem uma cabaça seca e decorada, hoje em dia pode ser feita de quase qualquer coisa. Na América do Sul ainda se usa a cuia tradicional para beber o chá-mate, com a ajuda de uma palhinha especial (com um coador aplicado) de metal ou de madeira, chamada "bombilla".

Efeitos

O uso do chá-mate é quase tão comum na América do Sul como o uso do café e do chá no resto do mundo. Os nativos Guarani, todavia, mantiveram o uso do chá-mate para fins naturais e saudáveis. Usam-no para melhorar a imunidade, limpar e desintoxicar o sangue, tonificar o sistema nervoso, restaurar a cor do cabelo, retardar o envelhecimento, combater a fatiga, estimular a mente, controlar o apetite, reduzir os efeitos de doenças debilitantes, reduzir o stress, e eliminar a insónia.

Uso

Para preparares a infusão de erva-mate, as folhas secas e moídas da erva são colocadas dentro da caneca mati e junta-se-lhes água quente (aproximadamente a 70º C). A infusão é sugada com uma palhinha de metal chamada "bombilla," a qual tem um coador na parte inferior para impedir que as folhas moídas cheguem à boca.

Há muitas técnicas diferentes para preparar a bebida, mas aqui está um método bastante tradicional:

Enche a caneca mati com erva-mate até 3/4 da sua capaciade. A variação que te dará mais chá por infusão e um sabor menos potente é encher a caneca mati apenas até metade, ou mesmo um pouco menos que isso.
Junta água quente quase até encheres a caneca. Não te preocupes se algumas das folhas permanecerem secas e flutuando ao de cima. Estas absorverão eventualmente a água nas infusões seguintes.
Deixa repousar alguns segundos, e volta a encher a caneca com água quente quando a anterior já foi absorvida pelas folhas secas da erva-mate.
Quando a água já não for absorvida, fecha a boquilha da "bombilla" com o polegar e insere-a firmemente na caneca mati.

Algumas pessoas juntam açúcar e/ou algumas outras ervas (tais como mentol, por exemplo) à mistura. Outras pessoas substituem a água por leite, especialmente quando é para dar às crianças. Bebe, e reenche a caneca mati com água quente muitas vezes, até que o líquido resultante já quase não tenha sabor.

A extração repetida com água quente parece ser um método eficaz de extrair as propriedades benéficas da planta.

Partilhar o chá-mate é um sinal de amizade e de união, e por isso observa-se e celebra-se ainda uma certa tradição cerimonial, apesar dos bares de cha-mate serem também muito populares.

Fonte: www.pt.azarius.net

Erva-Mate

A palavra mate deriva do quíchua mati através o espanhol mate que designa a Cuia, ou seja, o recipiente onde o chá era bebido ou sorvido por um canudo (bomba).

A primeira observação sobre o uso da erva-mate foi feita em 1554 pelo general paraguaio Irala e seus soldados, os quais constataram que os índios do Guairá faziam uso generalizado de uma bebida feita com folhas de erva-mate fragmentadas, tomadas num pequeno recipiente, por meio de um canudo de taquara, em cuja base existia um trançado de fibras impedindo a passagem de fragmentos de folhas.

A erva-mate é o produto constituído exclusivamente pelas folhas e ramos das variedades de Ilex paraguariensis, na forma inteira ou moída, obtida através de tecnologia apropriada.

É hoje tradicionalmente empregada na medicina popular para diferentes funções na saúde, e por ser uma planta de composição química complexa, além das atribuições que apresenta, têm sido um alvo atual de novas descobertas, indicadas pelas pesquisas científicas da área de nutrição.

Atualmente, pesquisadores têm trabalhado no sentido de esclarecer a composição química da erva mate e alguns desses estudos têm procurado relacionar compostos específicos a determinadas propriedades. Diversas evidências têm demonstrado que a erva mate contém substâncias bioativas, as quais têm recebido especial atenção da comunidade científica.

Cafeína, ácidos fenólicos e flavonóides são as principais substâncias encontradas nesse produto. Segundo evidências atuais, os compostos fenólicos contribuem para os benefícios de saúde quando associados com consumo de dietas rica em frutas e verduras ou bebidas derivadas e plantas, como o chá e vinho.

A atividade antioxidante destes compostos é devida principalmente às suas propriedades de óxido-redução, podendo assim absorver e neutralizar radicais livres. Outras evidências atuais têm apontando que a bebida preparada com erva mate contém flavonóides encontrados nas folhas secas do Ilex paraguariensis.

Em geral, os flavonóides constituem 20 à 40% da composição da erva mate, são solúveis em água, incolores, e são responsáveis pelo gosto adstringente do mate.

A quantidade presente é variável dependendo de condições climáticas como solo, idade das folhas, tempo de temperatura de infusão, relação massa de erva/ volume de água e ainda a presença de outras llex que são adulterantes.

A dieta do ser humano, de uma maneira geral, possui vários alimentos contendo considerável quantidade de taninos, tais como feijões secos, ervilhas, cereais, folhas, vegetais verdes, café, chá, cidra e alguns tipos de vinhos. Em poucos exemplos, efeitos nocivos em seres humanos parece ser o resultado do consumo muito excessivo de fenóis de plantas.

Apesar da ação negativa do tanino no valor nutritivo de certos vegetais, em particular a redução de digestibilidade de proteínas, a inibição da ação de enzimas digestivas e interferência na absorção de ferro, os efeitos do tanino na saúde humana ainda são questionáveis devido à limitação de estudos nesta área. É interessante considerar que o tanino também apresenta uma forte ação antioxidante que provavelmente poderá ser mais explorada em relação aos estudos na área de conservação de alimentos e ação no organismo humano.

Alguns dos aminoácidos que podem aparecer na erva mate são ácido aspártico, ácido glutâmico, glicina, alanina, triptofano, cistina, arginina, histidia, lisina, tirosina, valina, leucina, isoleucina, treonina, metionina e asparagina. A presença de ácidos graxos insaturados derivados dos fosfolipídios é significativa na geração do aroma da erva mate. Os principais ácidos graxos são os ácidos palmítico, oléico, linoléico, esteárico, araquídico e palmitoléico.

E importante lembrar que os ácidos graxos têm função energética e participam fundamentalmente da síntese de lipoproteínas e de alguns hormônios, além de alguns estarem associados à ação antioxidante. É importante ressaltar que a bebida pronta preparada com erva mate contém traços de ácidos graxos, não podendo ser considerada uma fonte deste nutriente.

Entre as vitaminas presentes na erva mate temos a vitamina C (ácido ascórbico), a vitamina B1 (tiamina), a vitamina B2 (riboflavina), o ácido nicotínico, a vitamina A, o ácido fólico e também derivados do ácido pantotênico. Os teores vitamínicos dosados na infusão ficam reduzidos, na melhor da hipóteses, a cerca de 1/30, quando comparado com a erva mate, que não é a porção comestível do produto.

Assim, o consumo da erva mate pode agregar importantes substâncias antioxidantes à alimentação humana, as quais podem representar uma nova abordagem na inibição dos danos provocados pelo excesso de radicais livres.

Tendo em vista que os indícios científicos se mostram favoráveis ao consumo deste alimento, e ainda por facilidade de consumo em função da palatabilidade, versatilidade e valor calórico, o consumo regular da erva mate pode ser estimulado como parte de uma dieta saudável, e sua inclusão na alimentação deve ser incentivado por profissionais da saúde.

Fonte: www.rgnutri.com.br

Erva-Mate

Benefícios da Erva-Mate

O grande componente da erva mate são as SAPONINAS, o harmonizador mais perfeito já encontrado na natureza.

Previne a arteriosclerose.
Estimula a região cortical e os vasos cerebrais.
Promove sensação de bem estar e harmonia.

Sem crise de abstinência ou mal estar após o consumo, caso interrompido. Age sobre a memória, a autenticidade e a disposição para trabalhar no dia a dia. Bem estar, memória, ausência de síndrome de abstinência não encontrados em nenhum outro vegetal.

Os FLAVONÓIDES são outros dos compostos encontrados na erva mate. Ele proporciona alívio da perioxidação dos tecidos (o que nos torna cansados), e faz uma limpeza no organismo.

Além destes, a erva mate possui KAEMPFEROL, que é um harmonizador orgânico fantástico para gripes, fadigas e alergias.

Este composto, também está presente no vinho. Por este motivo, ao invés de uma taça de vinho, você pode tomar chimarrão para ter os mesmos benefícios.

O chimarrão tem efeito progressivo e harmônico. É um diurético rápido e eficaz. A temperatura ideal é entre 75 e 80º.

O chimarrão pode ser considerado um parceiro da saúde. Até hoje, ninguém suicidou-se, acidentou-se, brigou ou foi violento por excesso de cafeína.

Há pessoas, por sua constituição genética, que tem mais pré-disposição a sentir-se mais dependente de um certo produto. Para estas pessoas, recomenda-se um cuidado especial, pois a característica do produto não é produzir dependência ou síndrome de abstinência.

OBS: Em um congresso de médicos, reconhecendo os múltiplos efeitos positivos da erva mate, os organizadores ofereceram aos participantes uma bomba de chimarrão.

O chimarrão alivia dores e acalma humores já há 500 anos (produto nobre e potente). Mais de 200 princípios ativos já foram descobertos na erva mate. Destes, mais de 140 já foram estudados profundamente.

A erva mate possui nome em todos os povos sul americanos e em vários outros países. É vendido na Venezuela em cápsulas (adaptogeno).

Legalidade: GSL (General Sales List) É UNIVERSAL!
Em 1983 tornou-se erva medicinal (na Inglaterra).
Em 1932 já estava reconhecida no Brasil como erva medicinal.

Fonte: www.ervamatesantiago.com.br

Erva-Mate

A erva-mate, conhecida cientificamente como Ilex paraguariensis, é uma árvore da família das aquifoliáceas, originário da região subtropical da América do Sul, encontra-se presente no sul do Brasil, no Mato Grosso do Sul, norte da Argentina, Paraguai e Uruguai.

Os indígenas das nações Guarani e Quíchua tinham o hábito de beber infusões com as folhas da erva-mate. Hoje em dia este hábito continua popular nestas regiões, consumido como chá quente ou gelado (muito popular na região sudeste do Brasil), ou como chimarrão no sul do Brasil, principalmente nos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, no Uruguai e na Argentina.

É também consumido como tereré, em alguns estados brasileiros como o Mato Grosso do Sul, além do Paraguai.

Erva-Mate
Erva Mate e suas folhas

A planta da erva-mate pode atingir uma altura de 12 m, apresenta caule cinza, folhas ovais e frutos pequenos e verde ou vermelho-arroxeado. As folhas da erva-mate são aproveitadas em muitos pratos da culinária.

A palavra mate deriva do quíchua matty que designa a Cuia ou seja, o recipiente onde o chá é bebido ou sorvido por um canudo (cana/bambu).

O hábito ainda hoje é muito popular em todo o sul da América do Sul, e no Brasil a bebida é chamada de Chimarrão.

Canoinhas, SC, é considerada a capital mundial da Erva-Mate.

As plantas nativas da erva-mate só se reproduziam por meio dos pássaros da região que ingeriam o pequeno fruto e defecavam sua semente já escarificada.

A plântula é muito sensível ao sol tanto que, mesmo no plantio moderno a técnica exige sombreamento até que a planta atinja alguma maturidade.

Atualmente existem viveiros que produzem mudas de variedades selecionadas, cujo plantio é feito com técnicas especiais em grandes hortos. Para facilitar a colheita anual dos ramos, a árvore é severamente podada para manter-se a não mais de 3 m de altura.

Dessa forma evita-se plantas altas que dificultam a colheita das folhas jovens, consideradas nobres na infusão do chá mate. Outra prática bastante popular no planalto curitibano, habitat original da erva-mate, é conciliar o plantio da Araucária com o da ervamate.

Técnicas como essa são comuns para um controle ambiental mais rígido, e para evitar o desgaste do solo.

ERVA-MATE - Chimarrão Gaúcho Padrão Tradicional Gaúcho

Valor Nutricional

Fatos Nutricionais Por porção de 100g (15 colheres de sopa)
1.000ml (5 xícaras de chá). (100 g)
Energia 423 kj
101 kcal
Carboidratos 15 g
Açúcar 0 g
Proteínas 2,8 g
Gorduras 3,3 g
Gordura Saturada 0 g
Gordura Trans 0 g
Gordura Monoinsaturada 0 g
Gordura Poliinsaturada 0 g
Colesterol 0 mg
Fibras 3,8 g
Sódio 30 mg
Potássio 0 mg

PROPRIEDADES

Erva-Mate
Chimarrão

Estudos recentes detectaram a presença de muitas vitaminas, como as do complexo B, a vitamina C e a vitamina D, e sais minerais, como cálcio, manganês e potássio. A erva-mate apresenta efeitos no combate os radicais livres. Auxilia na digestão e produz efeitos antireumático, diurético, estimulante e laxante. Não é indicado para pessoas que sofrem de insônia e nervosismo, pois é estimulante natural.

Contém saponina, que é um dos componentes da testosterona, razão pela qual melhora a libido. Pode ser usada verde ou tostada, no preparo de chás e chimarrão.

Misturada com extrato de maracujá, pode ser usada como bebida quente ou gelada.

Misturada com suco de limão natural e bem gelado, torna-se uma bebida muito refrescante para os dias quentes.

Nos dias frios ou quentes, pode ser apreciada em um bom chimarrão. Em Guarani, é chamada de caá.

Tipos de ervas:

Erva-mate tradicional: apropriada para tereré e chimarrão.
Erva-mate criola:
erva grossa com sabor suave.
Erva-mate sabor menta e abacaxi:
muito usadas no verão por serem refrescantes.

NOMES POPULARES

Mate, erveira, congonha, erva, erva-verdadeira, erva-congonha, chá-mate, chá-do-paraguai, chá-dos-jesuítas, chá-das-missões, matedo-paraguai, chá-argentino, chá-do-brasil, congonha-das-missões, congonheira, mate-legítimo, mate-verdadeiro, chimarrão, tereré, tererê, chá verde nacional.

Outras denominações menos comuns são: erva-de-são bartolomeu, cu-de-boi, orelha-de-burro, chá-do-paraná, congonha-demato-grosso, congonha-genuína, congonha-mansa, congonhaverdadeira, erva-senhorita. Denominações indígenas para a erva-mate são caá, caá-caati, caá-emi, caá-ete, caá-meriduvi, caá-ti, caá-yara e caá-yarií.

Em outros idiomas temos: Yerba maté, "Mate Tea" ou maté tea (inglês), maté vert (francês), yerba mate (espanhol), malté (italiano), Matetee ou Mate paraguaensis (alemão), mate-tchá (japonês), mateo (esperanto).

LENDA DA ERVA-MATE

Uma tribo indígena nômade se deteve nas ladeiras das serras onde nasce o rio Tabay. Quando retomou seu caminho, um dos membros da tribo, um índio velho e cansado pelos anos, ficou refugiado na selva, na companhia de sua filha Yaríi, que era muito bonita. Um dia, chegou ao esconderijo do velho um homem que possuía uma pele de cor estranha e se vestia com roupas esquisitas, a quem receberam com generosidade.

O velho ofereceu ao visitante uma carne assada de acuti, um roedor da região, e um prato de tambu, que é preparado com uma larva de carne branca e abundante que os Guarani criam nos troncos de pindó.

Conta a lenda que o visitante era um enviado do Deus do Bem, que quis recompensar tanta generosidade proporcionando-lhes algo que pudessem oferecer sempre aos seus visitantes e que poderia encurtar as horas de solidão às margens dos riachos onde descansavam.

Para eles, fez brotar uma nova planta no meio da selva, que chamou de Yaríi, deusa que a protegia, e confiou seus cuidados a seu pai, Cáa Yaráa, ensinando-lhe a secar seus ramos ao fogo e a preparar uma iguaria que poderiam oferecer a todos os que os visitassem.

Desde então, a nova planta cresce, oferecendo folhas e galhos para preparar o mate.

O CHIMARRÃO

O chimarrão ou mate é uma bebida característica da cultura do sul da América do Sul, um hábito legado pelas culturas indígenas quíchua, aymará e guarani. Ainda hoje é hábito fortemente arraigado no sul do Brasi, parte da Bolívia e Chile e em todo o Paraguai, Uruguai e Argentina.

É composto por uma cuia, uma bomba, erva-mate e água quente.

Embora a palavra mate seja oriunda do castelhano, é utilizada popularmente também no Rio Grande do Sul paralelamente com o termo "chimarrão".

Chimarrão (cimarrón em espanhol) também designa o gado que foge para o mato e torna-se selvagem.

Erva-Mate
Erva Mate

História

O uso desta planta como bebida tônica e estimulante já era conhecido pelos aborígenes da América do Sul. Em túmulos dos pré-colombianos no Peru, foram encontradas folhas de erva mate ao lado de alimentos e objetos, demonstrando o seu uso pelos incas.

A tradição do chimarrão é antiga. Soldados espanhóis aportaram em Cuba, foram ao México "capturar" os conhecimentos das civilizações Maia e Azteca, e em 1536 chegaram à foz do Rio Paraguay. No local, impressionados com a fertilidade da terra às margens do rio, fundaram a primeira cidade da América Latina, Assunción del Paraguay.

Os desbravadores, nômades por natureza, com saudades de casa e longe de suas mulheres, estavam acostumados a grandes "borracheras" - porres memoráveis que muitas vezes duravam a noite toda. No dia seguinte, acordavam com uma ressaca proporcional. Os soldados observaram que tomando o estranho chá de ervas utilizado pelos índios Guarany, o dia seguinte ficava bem melhor e a ressaca sumia por completo.

Assim, o chimarrão começou a ser transportado pelo Rio Grande na garupa dos soldados espanhóis. As margens do Rio Paraguay guardavam uma floresta de taquaras, que eram cortadas pelos soldados na forma de copo. A bomba de chimarrão que se conhece hoje também era feita com um pequeno cano dessas taquaras, com alguns furos na parte inferior e aberta em cima.

O comerciante Rômulo Antônio, dono da Casa do Chimarrão, em Passo Fundo, há mais de 20 anos, explica que os paraguaios tomam chimarrão em qualquer tipo de cuia. "Até em copo de geléia", diz. São os únicos que também têm por tradição tomar o chimarrão frio...

O "tererê" paraguaio pode ser tomado com gelo e limão, ou utilizando suco de laranja e limonada no lugar da água.
Os primeiros jesuítas estabelecidos no Paraguai (posteriormente nas missões), fundaram várias feitorias, nas quais o uso das folhas de erva mate já era difundido entre os índios guaranis, habitantes da região.

Posteriormente observou-se que os indígenas brasileiros, que habitavam as margens do rio Paraná, utilizavam-se igualmente desta Aquifoliácea. Outras tribos não localizadas em regiões de ocorrência natural da essência, possuíam o hábito de consumi-la, obtendo-a através de permuta (trocas).

ETIQUETA

O chimarrão é servido como "bebida comunitária", apesar de alguns aficionados o tomarem durante todo o dia, mesmo a sós.

Embora seja cotidiano o consumo doméstico, principalmente quando a família se reúne, é quase obrigatório quando chegam visitas ou hóspedes. Então assume-se um ar mais cerimonial, embora sem os rigores de cerimônias como a do chá japonês.

A água, para o chimarrão, não pode estar em estado fervente, pois isso queima a erva e modifica seu gosto. Deve apenas esquentar o suficiente para "chiar" na chaleira. Enquanto a água esquenta, o dono (ou dona) da casa prepara o chimarrão.

Há quem diga que isso acaba estabelecendo a hierarquia social dos presentes, mas é unânime o entendimento de que tomar chimarrão é um ato amistoso e agregador entre os que o fazem, comparado muitas vezes com o costume do cachimbo da paz. Enquanto você passa o chimarrão para a próxima bebê-lo, ele vai ficando melhor.

Isso é interpretado poeticamente como você desejar algo de bom para a pessoa ao lado e, consequentemente, às outras que também irão beber o chimarrão.

Nesse cenário, o preparador é quem é visto mais altruisticamente. Além de prepará-lo para outras pessoas poderem apreciá-lo, é o primeiro a beber, em sinal de educação, já que o primeiro chimarrão é o mais amargo.

Também é de praxe o preparador encher novamente a cuia com água quente (sobre a mesma erva-mate) antes de passar a cuia, com a mão direita, para as mãos de outra pessoa (ou da pessoa mais proeminente presente), que depois de sugar toda a água, deve também renovar a água, antes de passar a cuia ao próximo presente.

Não se esqueça de tomar o chimarrão totalmente, fazendo a "cuia roncar". Se considera uma situação desagradável quando o chimarrão é passado adiante sem fazer roncá-lo.

Veja aqui como preparar um bom chimarrão!

1) Preencher em 2/3 a cuia (recipiente) de erva-mate para chimarrão.
2)
Tapar a cuia com a palma da mão e incliná-la ao ponto de encostar a erva-mate num lado.
3)
Sacudir a cuia para que a parte grossa da erva-mate vá para o fundo e a parte fina fique na superfície. Assim não ocasionará entupimento da bomba.
4)
Na parte vaga você deve colocar a água morna (apenas para começar seu chimarrão). Colocando água morna você não queima a erva-mate e não deixa seu chimarrão amargo. Nas demais cuias a água correta é aquela que chia na chaleira ou 64ºC, sem deixá-la ferver.
5)
Tape a boca da bomba com seu dedo polegar e coloque-a dentro da cuia descendo-a rente à sua parede, para que não fique ao meio da erva e não entupa sua bomba. Se a água descer após você retirar o dedo da bomba, seu chimarrão estará pronto.
6)
Agora só falta saborear o delicioso chimarrão.

RECEITAS DE MATE

Como preparar o chimarrão

1. Coloque erva mate verde em 2/3 da cuia.
2.
Tape com a mão ou com papel firme a boca da cuia, inclinando-a para ajeitar a erva, que deve ficar assentada de um lado só, deixando um espaço vazio.
3.
Bata suavemente, com a ponta dos dedos, na superfície externa da cuia, no lado em que a erva mate está assentada, para que o pó mais fino se desloque para o fundo do porongo.
4.
Coloque novamente a cuia na posição vertical, com suavidade, para que a erva mate não caia para o lado.
5.
Despeje um pouco de água morna ou fria para umedecer e inchar a erva, e aguarde alguns instantes.
6.
Coloque a água quente, tendo o cuidado de não deixá-la ferver. O melhor é respeitar o aviso da chaleira, que começa a chiar aos 80º.
7.
Introduza a bomba no fundo da cuia, apoiada na erva, mantendo o bocal fechado com o dedo polegar, até assentá-la bem.
8.
Quando a infusão acabar, deve-se acrescentar mais água. A operação pode ser repetida até que o chimarrão deixe de espumar, sinal de que a erva já enfraqueceu.

OUTRAS RECEITAS

Chimarrão com mescla: Pode-se acrescentar à água de preparo do chimarrão vários tipos de erva, para acentuar o sabor ou para fins medicinais, tais como boldo, camomila, capim-limão, carqueja, funcho, guaco, hortelã, marcela, poejo. As mesclas nunca devem ser colocadas junto com a erva mate, porque podem impregnar a cuia com diferentes sabores.
Tererê:
Bebida feita com erva mate verde e água fria, podendo ser bebida tanto em cuia como em copo.
Mate doce:
Prepara-se o chimarrão de modo tradicional, acrescentando uma colher de açúcar a cada cuia. Pode-se substituir o açúcar por mel, açúcar mascavo ou uma folha de stevia.
Mate doce argentino:
Numa panela especial, queime uma colher de açúcar junto com a erva mate, despeje água quente e aguarde um pouco. Após peneirar a infusão, sirva-a em chícaras.
Mate com leite:
Prepara-se o chimarrão do modo convencional. Em lugar de água, coloca-se leite fervido, com açúcar e canela.
Chá de mate:
Prepara-se a infusão do mesmo modo que qualquer outro chá. Para o chá de erva mate verde, usam-se duas colheres para cada xícara; para a erva mate tostada, basta uma colher. Já existem produtos industrializados de chá tostado, tanto em saquinhos como em pó solúvel. Pode-se também substituir a água pelo leite.
Xeque mate:
Os ingredientes são 1/2 cálice de rum, conhaque ou whisky, algumas gotas de limão e chá de mate quente ou frio. Bata a mistura no liquidificador.
Vitamina:
Acrescente 1/4 de maçã em fatias a um copo de mate gelado e liquidifique.
Sundae:
Bata no liquidificador 1 copo de mate gelado e 1 bola de sorvete de creme.

A RODA DE CHIMARRÃO

O Ritual da Roda

Vamos matear?

Esta é a pergunta que dá início a uma roda de chimarrão, uma das mais singulares manifestações culturais do sul do país. A roda de chimarrão é um exercício de liberdade, de homens que se tratam como irmãos.

Democrática, sempre tem lugar para mais um. Arguta e rápida no jogo das palavras, a roda começa com o cevador fechando o mate e servindo primeiro a quem estiver à sua direita, sempre com a mão direita.

A prosa do mate, ou o mate conversado, é uma rica troca de experiências e conhecimentos. Mesmo na cidade, onde pouco tempo resta para essa troca, a roda de chimarrão ainda mantém, com pequenas mudanças, o ritual tradicional.

A roda começa com o cevador (preparador) ou, em casos especiais, pela pessoa mais velha ou por alguém se que deseje homenagear. Na roda, o cevador é o mestre de cerimônia. Apenas ele pode arrumar o mate.

Depois de cada mateada, a cuia deve voltar ao cevador. Ele deve ajeitar o mate e colocar a água.

A mão de servir ou beber o mate é sempre a direita. Essa é também a direção da roda. Quem chegar depois de estar formada a roda deve seguir essa direção, colocando-se antes do mateador, e aguardar sua vez.

Para participar de uma roda, alguns procedimentos precisam ser seguidos. Fazer roncar a cuia, sorvendo até a última gota do chimarrão, por exemplo, é obrigação de cada participante da roda. Não é de bom tom deixar restos da infusão na cuia.

Nas rodas de mate, só se agradece quando não se quer mais matear. Mesmo parando de beber, a pessoa pode permanecer na roda e participar das conversas.

O mate em outros países

O volume total das exportações brasileiras na última década do século XX chega a 26 mil toneladas, das quais mais de 80% são de mate beneficiado. O Uruguai é o principal importador da erva mate brasileira, respondendo por 81% das vendas. O Chile é o segundo comprador, com 13%, e a Alemanha e o Paraguai são responsáveis por 3% das importações da erva mate brasileira. A Argentina ocupa uma condição especial, fazendo parceria com o Brasil no fornecimento de erva mate cancheada.

O mercado latino-americano - Uruguai, Paraguai e Chile - continua sendo o mais forte, mas já existe um fornecimento constante de erva mate brasileira para a Alemanha, onde é vendida como produto medicinal. A Argentina vende para a Síria, onde o mate é consumido como chimarrão, 38% de sua produção. Os Estados Unidos, Canadá e Japão, países onde o hábito foi introduzido pelos brasileiros lá residentes, também aparecem na lista dos importadores. Fora da América Latina, o hábito de matear é individual. A roda de chimarrão continua sendo um costume da terra dos guaranis.

Os avios modernos

Alguns dos elementos da roda de chimarrão, antes considerados indispensáveis, foram substituídos sem alterar seu espírito. Assim aconteceu com a chaleira, que caiu em desuso pela dificuldade de encontrar, nas cidades, locais adequados para aquecer a água. A adoção da garrafa térmica deu maior mobilidade ao mateador e, de certo modo, “urbanizou” a roda de chimarrão, que hoje pode ser formada em praças, esquinas ou escritórios sem qualquer dificuldade.

Para transportar os apetrechos do mateador moderno existem vários tipos de bolsas, com lugares estabelecidos e adequados para guardar a erva mate, a cuia, a bomba, o porta-cuia e a garrafa térmica. O bom mateador, solito ou de roda, pode levar seus avios elegante e organizadamente para qualquer lugar.

Fonte: www.overmundo.com.br/www.baldo.com.br

Erva-Mate

Nome popular: Erva-Mate
Nome científico:
Ilex paraguariensis St.Hill
Família:
Aquifoliaceae
Origem:
Espécie nativa da América do Sul.
Sinonímia popular:
Mate, erva-do-paraguai.
Parte usada:
Folhas
Forma de Utilização:
chás

A erva-mate é uma árvore da família das aquifoliáceas, originário da região subtropical da América do Sul, presente no sul do Brasil, norte da Argentina, Paraguai e Uruguai. Os indígenas das nações Guarani e Quíchua tinham o hábito de beber infusões com suas folhas.

Pode atingir 12 metros de altura, tem caule cinza, folhas ovais e fruto pequeno e verde ou vermelho-arroxeado. As folhas da erva-mate são aproveitadas na culinária. A palavra mate deriva do quíchua mati que designa a Cuia ou seja, o recipiente onde o chá era bebido ou sorvido por um canudo (bomba).

O hábito ainda hoje é muito popular em todo o sul da América do Sul, e no Brasil a bebida é chamada de Chimarrão. Canoinhas, SC, é considerada a capital mundial da Erva-Mate.

Outra prática bastante popular no planalto curitibano, habitat original da erva-mate, é conciliar o plantio da Araucária com o do mate. Técnicas como essa são comuns para um controle ambiental mais rígido, e para evitar o desgaste do solo.

Principio ativo: cafeína, teofilina e teobromina que são três alcalóides, taninos e ácido clorogênico.

Propriedades terapêuticas: Estimulante, diurética, digestivo, excitante, laxante, sudorífera, tonificante.

Indicações terapêuticas: Fraqueza, depressão nervosa, ulcera, pâncreas. Contra-indiciado em casos de insônia.

Outros usos: Corante.

Época de Colheita: ano todo

Fonte: www.arvorebrasil.com.br

Erva-Mate

O consumo de erva-mate (Ilex Paraguariensis), chamada em outros tempos de “Congonha”, em forma de infusão com água quente (chimarrão), fria (tenerê) ou mesmo em forma tradicional de chá, com a erva torrada, é bastante difundido entre a população de diversos paises da América do Sul. Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile, juntamente com os estados brasileiros do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul e partes consideráveis do Paraná se apresentam como consumidores contumazes de erva-mate.

O mate já era conhecido e consumido pelos indígenas bem antes da chegada dos portugueses ao Brasil em 1500, e dos espanhóis que se apossaram de parte considerável do continente.

Após assimilarem o seu uso, os colonizadores passaram a explorar economicamente os ervais nativos e, com o tempo os cultivados. Criou-se um considerável aparato empresarial envolvendo a produção da erva-mate, seu beneficiamento, transporte e comercialização.

O beneficiamento da erva-mate se dava em engenhos, sendo que a mecanização e modernização do processo produtivo destes representaram o principio da atividade industrial2 no Estado do Paraná no século XIX. A analise desta experiência e conseqüências, através de uma revisão bibliográfica, utilizando de autores já considerados clássicos e versados na História do Paraná (acadêmicos e viajantes do século XIX), até informações e autores mais recentes sobre a atividade econômica ainda hoje desenvolvida no Estado.

Outro objetivo que se torna evidente apresenta-se como um objetivo deste trabalho, encontra-se no fato de que com a analise da conjuntura correspondente, tornar-se-á evidente um conhecimento maior sobre este ciclo econômico vivenciado pelos habitantes da região Centro-Sul do Estado.

O processo de industrialização: da Inglaterra ao Brasil

Conhecer as origens da indústria no Paraná é uma tarefa que passa necessariamente pela aquisição de melhores e mais pontuais informações sobre o inicio deste processo, que é chamado de industrialização. Deve-se procurar conhecer também as origens e começo desta atividade transformadora em solo brasileiro.

Levando tudo isto em consideração, sendo assim registramos algumas informações norteadoras.

Iniciado na Grã-Bretanha, no século XVIII, o processo de industrialização caracteriza-se basicamente pela utilização de máquinas na atividade de produção de bens e serviços. Ocorre uma intensa substituição sistemática da força e da habilidade humana por máquinas ou engenhos mecânicos e também a divisão da produção.

O processo de mecanização da produção deu inicio a um processo que foi denominado de Revolução Industrial e acabou possuindo, conforme destacado por Iannone (1995), diversas fases sucessivas de desenvolvimento e progresso que puderam ser identificadas e que sofrem variações conforme o enfoque que é empregado pelos diveros autores: a primeira destas fases ficou restrita a Grã- Bretanha, entre os anos de 1760 até 1850, fez-se uso intenso da energia a vapor, do ferro como princioal material e concentrou principlamente na indústria têxtil de algodão; a segunda fase por sua vez, estabelece-se entre os anos de 1850 e estende-se até o inicio do século XX, foi caracterizada pela difusão do processo de industrialização pela Europa, América do Norte e Ásia, caracteriza-se pela produção e utilização de aço em substituição ao ferro, produção e uso da eletricidade e do petróleo e seus derivados; a terceira fase, chamada de Terceira Revolução Industrial, ocorre em meados do século XX, apresenta-se pela intensificação e desenvolvimento da automação industrial, da informática, da robótica, da microeletrônica, da engenharia genética, e diversas outras inovações tecnologicas e métodos produtivos.

A indústria tornou-se o objeto de desejo e o paradigma ideal de desenvolvimento econômico de diversas populações, empresários e governantes. Isto pode ser evidenciado no Brasil contemporâneo, em que industrialização passou a ser sinônimo de emprego.

Em referência a industrialização brasileira, este processo teve inicio de forma sistematica, com as ações de Irineu Evangelista de Sousa, Barão e depois Visconde de Mauá, conforme exposto por Caldeira (1995). Mauá instalou o “Estaleiro de Ponta da Areia”, adquirido por ele em 11 de Agosto de 1846 e transformado na primeira industria moderna brasileira, construiu também a primeira ferrovia brasileira ligando o Rio de Janeiro até Petrópolis, estendeu o primeiro cabo submarino ligando o Brasil à Europa, entre tantas outras realizações.

Ponta da Areia foi um marco na industrialização do Brasil, não somente construindo navios, mas colaborando coma mecanização da produção brasileira em diversos setores:

“(...) Não demorou muito para que dali começasse a sair algumas inovações que seu dono julgava adequadas ao mercado brasileiro: engenhos de açúcar completos movidos a vapor, bem mais produtivos que os toscos mecanismos tocados por bois e rodas d’água em uso no país; pontes de ferro que podiam ser montadas em pouco tempo mesmo nos rios mais largos; canhões de bronze para os navios de guerra; navios a vapor completos; fornos siderúrgicos e bombas de sucção (...) a Ponta da Areia provava o valor da iniciativa individual como caminho para o desenvolvimento.” (CALDEIRA, 1995,3
p.191-192)

Origens do consumo e da produção de erva-mate

De acordo com Costa (1995) o perfume que pode ser considerado como característico do Paraná Tradicional é o aroma exalado pela erva-mate. Seria muito difícil considera como exagero a afirmação de que o ciclo representado pela erva-mate na História do Paraná, revestiu-se de uma importância bastante elevada.

Esse ciclo conviveu com outro também importante que foi o do gado e do tropeirismo, vivenciado nos Campos Gerais.

A erva-mate é uma arvore nativa das florestas paranaenses, chamada em outros tempos de Congonha, a erva-mate (Ilex paraguariensis) é consumida pelos indígenas paranaenses e do Sul, em forma de “chimarrão” desde um período bem anterior à chegada dos brancos europeus. Conforme Gomes (1953) os índios a chamavam de “caa”, e os espanhóis já a conheciam quando fundaram as cidades guairenses de Ciudad Real Del Guairá e Vila Rica do Espírito Santo, ambas em território atualmente paranaense.

“O uso do mate é conhecido desde as chegadas dos colonizadores no Brasil e no Paraguai. As primeiras notícias concretas datam de 1541. os documentos falam de uma bebida usada pelos nativos na região do Guairá, como verdadeiro vício. (...) o hábito se generalizou desde o peru ao Rio da Prata.” (COSTA, 1995, p. 35)

A difusão do consumo da erva-mate, em forma de chimarrão pela região platina, ainda segundo Costa, deve-se a uma série de fatores, sendo que alguns podem ser apontados:

a) Necessidade de melhorar o sabor da água salobra (salgada) misturando-a com folhas da erva;
b)
Ausência de outras culturas alimentares para atender o vaqueiro ou boiadeiro em longas caminhadas;
c)
Pouca disponibilidade de alimentos, o consumo da erva-mate elimina a sensação de fome, devido aos seus nutrientes.

Os padres jesuítas das reduções espanholas do Guairá chamavam-na de “erva do diabo”, conforme Wachowicz (1988), devido ao fato de que os índios atribuíam-lhe influências consideráveis sobre as suas emoções inclusive sobre aspectos sexuais (erotismo e virilidade).

É certo que os jesuítas espanhóis acabaram por proibir seu consumo por um considerável tempo. Porém a interdição religiosa não foi suficiente para diminuir o consumo e arrefecer os hábitos já seculares da população. O consumo da erva-mate, a exemplo do tabaco, foi um habito indígena que passou a fazer parte da rotina dos brancos, portugueses e espanhóis, conquistadores. Não havia casas de espanhóis nem ranchos de índios onde não fosse bebida.

Os bandeirantes levaram seu consumo aos portugueses, o chimarrão tornou-se por tempos também, um hábito paulista. Há que se lembrar que o Paraná fez parte da Província de São Paulo até 1853. Paranaenses dos três planaltos aprenderam a fazer uso do chimarrão. Seu consumo hoje é considerável em diversos paises na região do Rio da Prata, Argentina, Paraguai, Uruguai, Brasil (consumo de diversas formas) e também Chile e Bolívia.

De acordo com Costa (1985) os ervais se estendem pelo Estado até o Rio Paraná, penetrando no Mato Grosso do Sul. Adentra por santa Catarina, sempre longe do litoral, atinge a região de serras no Rio Grande do Sul. Estende-se ainda pela Argentina e Paraguai.

A região do alto Paraná foi a primeira a produzir e negociar com a erva-mate, em especial devido à facilidade do transporte pelos rios Paraná, Paraguai e Prata.

Devido à instabilidade política nessa região produtora, os consumidores começaram a se voltar para o atual Estado do Paraná e Santa Catarina. Os ervais nativos dessas regiões passaram a suprir as necessidades de consumo que existiam na Argentina, Uruguai e Chile, sendo que a extração ocorria já no Paraná desde o século XVIII, quando o governo português demonstrou seu 4 interesse por essa atividade econômica.

A extração das folhas de erva-mate, não era muito complexa, porem exigia trabalho sistemático e pontual dentro da mata:

“O corte ou poda das erveiras é feito manualmente com facão ou foice". Existem arvores com mais de doze metros de altura. Geralmente o corte é realizado por homens, sendo que mulheres e crianças ficam reunindo os galhos cortados em feixes que serão levados para a operação do sapeco. O corte mutila, mas não prejudica a árvore que levará de até cinco anos para se regenerar e sofrer novo processo de corte. O sapeco é feito sobre fogo, a ação rápida das labaredas faz com que as folhas percam parte de sua umidade, evitando que ela escureça e adquira um sabor desagradável. Após isso a erva é submetida a uma secagem que dura de dez a doze horas, em instalações de calor intenso, como um forno e sem contato com a fumaça. Terminada a secagem, a erva é triturada e fragmentada, depois peneirada. A atividade do produtor local termina com o peneiramento da erva-mate, que assim se constitui na matéria-prima para os engenhos de beneficiamento”. (COSTA, 1995, p. 26-27).

O inicio das atividades industriais no Paraná será justamente com o beneficiamento desta erva-mate extraída e preparada nos ervais, nos engenhos que começaram a funcionar no século XIX.

Os engenhos de erva-mate e a iniciação do processo de industrialização

A Carta Régia de 1722, conforme Santos (2001) determinava que fosse permitido aos habitantes do sul do Brasil que estabelecessem relações comerciais com a Colônia do Sacramento (Uruguai) e consequentemente Buenos Aires.

Outros produtos também poderiam ser exportados pelo Porto de Paranaguá. Na pratica isso representava o fim do monopólio comercial português na região e do exclusivo colonial.

A independência das colônias espanholas da região do Rio da Prata, a abertura dos portos brasileiros em 1808 e a assinatura do “Alvará de 1º de Abril de 1808”, permitindo a abertura de manufaturas e a atividade industrial no Brasil daria impulso às melhorias nas atividades relacionadas à erva-mate. A economia paranaense sofreria profundas mudanças e passaria a se dedicar à exportação.

A exportação de erva-mate se tornou possível e economicamente viável graças ao surgimento de inúmeros moinhos que funcionavam no litoral e também no planalto de Curitiba. O primeiro desses engenhos foi montado pelo espanhol Francisco Alzagarray, que chegou a Paranaguá em 1820, conforme exposto por Wachowicz (1988). Vários outros espanhóis seguiram seu exemplo e se instalaram na região.

Movidos inicialmente por rodas d’água, os engenhos atuavam como moinhos, refinando a erva-mate inicialmente preparada nos ervais. Neles era empregada mão-de-obra escrava e também livre e assalariada. Os escravos eram utilizados principalmente nos engenhos de soque da erva, de acordo com Santos (1995).

Porém conforme os engenhos forma sendo mecanizados e dotados de maior aparato tecnológico, os motores a vapor são exemplos disso, a mão-de-obra cativa foi gradativamente diminuída. Para o trabalho no engenho exigia-se uma qualificação e habilidades cada vez mais especiais, bem como uma motivação que a escravidão não proporcionava.

Essa mudança foi possível com o aumento da imigração européia percebida no Estado a partir da segunda metade do século XIX. Destaque-se que o uso do motor a vapor livrou os engenhos da necessidade de busca de fontes d’água com capacidade hidráulica para fazê-los funcionar.

“(...) num engenho de mate empregava-se mão-de-obra livre e escrava (...)5 quase tudo obedecia ao trabalho manual e eram pagas aos trabalhadores livres, diárias a partir de 2$000, sendo que um maquinista não ganhava mais de 100$000 por mês. De maneira geral, o engenho a vapor socava 40 cestos de erva por dia, ao passo que o movido à água ia pouco além de 30”. (SANTOS, 2001, p.51)

A industrialização da erva-mate e suas conseqüências

A modernização definitiva da indústria da erva-mate deu-se pela ação do engenheiro Francisco Camargo Pinto, que devido as suas habilidades mecânicas estudou no Arsenal da Marinha de Guerra e especializou-se na Inglaterra e Alemanha. A sua ação e percepção inovadora transformou os engenhos rústicos em indústria de beneficiamento da erva-mate.

De volta ao Brasil, a partir de 1878, Francisco Camargo Pinto, dedicou-se a aperfeiçoar e a desenvolver máquinas destinadas ao trabalho de beneficiamento da erva-mate. Ele foi responsável pela instalação do “Engenho Tibagy”, pertencente a Ildefonso Pereira Correia, que ficou conhecido como Barão do Cerro Azul, onde pode ser promovida uma verdadeira revolução nos equipamentos e no processo de produção deste. Segundo Wachowicz (1988), as instalações do “Engenho Tibagy" foram transformadas de engenho para indústria, no exato sentido que a palavra transmite.

Suas principais inovações foram:

a) Esmagador ondulatório;
b)
Separadores por ventilação;
c)
Torrador mecânico;
d)
Elevadores e transformadores helicoidais, etc.

Costa (1995) contradiz Wachowicz ao chamar o estabelecimento de “Fábrica Tibagy”, e fazer uso da expressão indústria, denominação que pode ser julgada mais condizente com a natureza produtiva do negócio.

Porém destaca o aspecto inovador do empreendimento:

“Depois da abertura da Estrada da Graciosa e quando se iniciou a construção da Estrada de Ferro Curitiba-Paranaguá transferiu a sua indústria ervateira para Curitiba. Construiu no Bairro do Batel, em 1878, a Fábrica Tibagy que ficou assinalada na história da economia ervateira pelas grandes inovações tecnológicas da época para o preparo da erva-mate, mediante a introdução do motor a vapor, trituradores, peneiras e compressores mecânicos.” (COSTA, 1995, p. 65-66)

A mecanização da produção levou, como dissemos, a uma transformação referente ao aspecto do trabalho. A escravidão foi substituída pelo trabalho assalariado. A complexidade decorrente da continua industrialização passou a exigir cada vez mais um trabalhador alfabetizado, conforme afirmado por Wachowicz (1988).

Assim escolas tiveram de ser implantadas, foi incentivada a educação da população para satisfazer a essa necessidade da indústria.

“(...) As transformações da indústria do mate, ocorridas durante a segunda metade do século XIX, as inovações técnicas e o predomínio do trabalho livre são marcas importantes do progresso dessa produção (...)”. (SANTOS, 2001, p.52)

O processo de modernização e criação da indústria da erva-mate resultou em uma série de mudanças produtivas e sociais. A primeira inovação decorrente desse processo foi a constatação de eram necessários melhores meios de transporte entre o planalto de Curitiba e o Litoral. Feito inicialmente por tropas de muares, percorria-se os caminhos e as trilhas da Serra do Mar.

A Serra era o maior obstáculo para uma melhoria efetiva do transporte e do aumento da produção e produtividade da erva-mate. O transporte por meio das tropas de muares6 possuía um elevado grau de dificuldade, percebida por Auguste Saint-Hilaire, viajante e naturalista francês que percorreu os Campos Gerais, Curitiba e o Litoral por volta de 1820.

Ele foi o primeiro a realizar uma descrição cientifica da erva-mate (Ilex Paraguaiensis) e também testemunhou as dificuldades dos caminhos e trilhas da Serra do Mar:

“A pior parte do caminho é onde começa a descida, e que tem nome de encadeado. O declive é abrupto demais, os ramos das árvores se estendem por sobre o caminho, escavado na montanha, tornando-o muito sombrio, e o chão é formado de pedras grandes e escorregadias, o que as vezes obriga as mulas a acelerarem o passo. Eu não me cansava de admirar a habilidade desses animais para se safar de situações difíceis.

Eles são treinados inicialmente para fazerem a travessia da serra sem nenhuma carga no lombo, em seguida levando apenas a cangalha e, finalmente transportando a carga.” (SAINTHILAIRE, 1995, .139)

Os problemas decorrentes dos transportes foram resolvido quando teve inicio em 1855 a construção da Estrada da Graciosa e sua posterior conclusão em 1873.

Essa estrada possibilitou a utilização de carroções, mesmo assim a demanda por transporte não era satisfatoriamente atendida.

A ferrovia que solucionou definitivamente a questão da demanda, atravessando a Serra do Mar, por sua vez foi construída entre os anos de 1880 e 1885 constituindo-se em um grande feito de engenharia para os recursos tecnológicos da época. Conforme já evidenciado, a construção destas vias de transporte favoreceu o desenvolvimento de Curitiba.

Com as facilidades dos transportes, engenhos começaram a ser implantados na região de Curitiba e acabaram por modificar a estrutura econômica da região.

Segundo Santos (2001), o deslocamento de engenhos do litoral em direção a Curitiba e a construção de novos estabelecimentos, demonstram esse novo clima econômico vivenciado na segunda metade do século XIX.

O número de engenhos que existiram no Paraná no século XIX, pode ser constatado pela analise de alguns autores que registraram esses dados: Pasinato (2003, p.9) coloca que “(...) em 1835, a região de Morretes e Paranaguá apresentava cerca de 20 fábricas de soque (...)”; Wachowicz (1988, p.128) afirma que “(...) em 1853, possuía o Paraná 90 engenhos de beneficiamento do mate (...)”; Oliveira (2001, p.27) evidencia que “(...) Por ocasião da Emancipação Política da Província do Paraná [1853] encontravam-se em Morretes 47 engenhos de erva-mate e em Curitiba, 29 (...)”.

A indústria do mate fez com que ocorresse um considerável incremento e também o crescimento nas atividades dedicadas a lhe servirem de assessório e a lhe dar suporte operacional.

Os serviços de manutenção dos engenhos, a embalagem e o conseqüente transporte da erva-mate, exigiam as atividades de diversas empresas e profissionais em variados setores e atividades.

Por exemplo: metalurgia, serrarias, marcenaria e gráfica, conforme demonstrado por Oliveira (2001).

Concentradas principalmente em Curitiba e região, essas empresas dedicadas a apoiar a produção de erva-mate, foram beneficiadas por este impulso extraordinário que atingiu todo o conjunto da economia paranaense. Ainda segundo Oliveira (2001) enquanto as exportações de erva-mate se mantiveram, essas empresas também se mantiveram em ascensão, pelo menos até que tivesse a crise econômica internacional de 1929.

A industrialização da erva-mate provocou uma melhoria constante em sua qualidade, o que favoreceu o aumento das vendas e a conquista de novos mercados. Iniciou-se um ciclo virtuoso na economia paranaense.

A principal conseqüência econômica disso tudo, segundo Santos (2001) foi a inserção definitiva do Paraná no mercado internacional. Isto pode ser evidenciado pelo grande número de navios estrangeiros que passaram a atracar no Porto de7 Paranaguá para praticar o comercio e transportar a erva-mate para os mercados consumidores.

Conclusões

Que o ciclo econômico representado pela erva-mate foi importante para o processo de construção das estruturas econômicas do Estado do Paraná, é uma conclusão evidente. Também pode ser apontada a importância desta produção para introdução e afirmação da indústria na terra dos pinheirais, e parece ser lógico dos ervais. A comercialização da erva- mate levou a evolução do processo até atingir a implantação da indústria de beneficiamento. Esta indústria aliada ao comercio de exportação provocou a construção de um modelo de desenvolvimento em Curitiba e região. Ela moldou um modelo social e cultural que ainda hoje se reflete e pode ser identificado nas características que diferenciam Curitiba e o Paraná Tradicional do restante do Estado, considerando a existência de um Paraná Mineiro e Paulista no Norte e um outro Paraná Gaúcho no Oeste e Sudoeste.

A pesquisa para a execução deste artigo fez emergirem duvidas e questões que podem ser abordadas em outros trabalhos. Destaque deve ser dado à importância e a utilização do trabalho escravo tanto nos ervais, no transporte e nos engenhos. A questão de logística e transportes pode ser abordada em referencia à economia da erva-mate. Os imigrantes atraídos para a região de Curitiba em decorrência de seu desenvolvimento e sua participação na alteração do trabalho. Principalmente as atividades acessórias ligadas à economia ervateira mereceriam estudos de caráter e profundidade também variados. A mecanização da produção e seu processo de inovação. Por fim as atividades desenvolvidas por Ildefonso Pereira Correia, Barão de Cerro Azul, implantando a indústria moderna no Paraná e o Engenheiro Francisco Camargo Pinto responsável técnico por esta inovação.

Conclui-se portanto, que a atividade ervateira foi responsável pela constituição econômica e mesmo cultural do Estado do Paraná, pela construção de sua identidade histórica e pelo estabelecimento de Curitiba como um pólo econômico. A industrialização da erva-mate, com sua conseqüente exportação, fez inserir o Paraná, em pleno século XIX no cenário do mercado internacional, acostumando o Porto e a cidade de Paranaguá a lidar com navios e comerciantes estrangeiros.

O processo econômico surgido em decorrência da erva-mate mostrou a conjugação entre exploração de um recurso natural (os ervais eram sua maioria nativos), preservação do meio ambiente para que essa erva se mantivesse produtiva, envolveu a melhoria dos meios de transporte e implantação da indústria. Pelo que se constatou a produção foi do artesanal e rústico ao industrial e elaborado em termos de atividade econômica. Sua analise poderia servir para o estabelecimento de modelos produtivos integrados que poderiam ser implantados em outros setores.

Roberto Bondarik
João Luiz Kovaleski
Luiz Alberto Pilatti

Referências

CALDEIRA, Jorge. Mauá, Empresário do Império, São Paulo, Companhia das Letras, 1ª edição, 1995;
COSTA, Samuel Guimarães da. A Erva-Mate. Curitiba: Farol do Saber, 1995
GOMES, Raul. Aspectos Gerais e Econômicos do Paraná. In: Guia Globo Paraná de Importação e Exportação (1953-1954). Porto Alegre: Clarim, 1953, p.103-206;
IANNONE, Roberto Antonio. Revolução Industrial, São Paulo: Editora Moderna, 7ª ediçào, 1995;
OLIVEIRA, Dennilson de. Urbanização e Industrialização no Paraná. Curitiba: SEED, 2001;
PASINATO, Raquel. Aspectos Etnoentomológicos, Socioeconômicos e Ecológicos Relacionados à Cultura da Erva-Mate (Ilex Paraguariensis) no Municipio de Salto do Lontra, Paraná. 112 f. Dissertação (Mestrado em Ecologia de Agrossistemas). Escola Superior de Agronomia Luiz de Queiros - Piracicaba, Universidade de São Paulo, 2003;
SAINT-HILAIRE, Auguste. Viagem Pela Comarca de Curitiba. Curitiba: Fundação Cultural, 1995
SANTOS, Carlos Roberto Antunes dos. História da Alimentação no Paraná. Curitiba: Fundação Cultural, 1995;
_____________________ . Vida Material, Vida Ecconômica. Curitiba: SEED, 2001;
SIMONSEN, Roberto C. História Econômica do Brasil (1500/1820), São Paulo: Companhia Editora Nacional, 3ª edição, 1957 ;
WACHOWICZ, Ruy Chistowam. História do Paraná, Curitiba: Gráfica Vicentina, 6ª edição, 1988.

Fonte: www.fiepr.org.br

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