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Cutieira

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Cutieira – Joannesia princeps

Cutieira
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Ocorrência: do estado do Pará até São Paulo.

Outros nomes: anda-assu, indaiaçu, boleira, fruta de arara, fruta de cotia, purga de cavalo, puga dos paulistas.

Características

Espécie decídua de grande porte com 15 a 20 m de altura, casca cinzenta, ramos jovens com pelos.

Folhas alternas, digitadas, de 3 a 5 folíolos, ovados a elíptico, glabros, pecíolos de 6 a 15 cm de comprimento.

Flores brancas ou arroxeadas, de 2 a 3 mm.

Fruto drupáceo, globoso, de até 20 cm de comprimento.

A existência dessa árvore, a forma de disseminação de suas sementes é uma verdadeira aula de ecologia, se não, uma verdadeira poesia para quem aprecia os fenômenos que permitem a continuação da vida. A perpetuação da espécie depende de um pequeno roedor que não passa de 4 kg. Esse roedor é a cutia (Dasyprocta agouti) daí o nome popular dado à árvore. É claro que outros animais muito menores que a cutia, promovem a fertilização através da polinização e se isso não acontecesse grande parte dos vegetais não poderiam se reproduzir na natureza, mas o interessante do trabalho da cutia é a engenhosidade da natureza em promover o seu equilíbrio.

O fruto é um coquinho e contém em seu interior entre 1 e 3 castanhas, que para os humanos tem forte efeito laxante se ingeridos.

Esse fruto cai da árvore e fica no solo até apodrecer ou ser comido por algum animal. Se o coquinho apodrecer, as castanhas também apodrecerão e não serão capazes de germinar. Se o animal que comer o coquinho for uma paca ou um ouriço caixeiro, por exemplo, o coquinho será comido inteiro ou destruído e não haverá nenhuma chance de germinação. Porém, se o animal for uma cutia o destino será diferente.

A cutia, com toda a paciência abre o coquinho e come 1 ou 2 sementes e enterra o que não comeu.

Dizem que ela enterra o que não comeu para guardar e comer mais tarde, porém ela esquece aonde foi que enterrou as sementes e então, brota a árvore.

Habitat: floresta pluvial atlântica.

Propagação: sementes.

Madeira: branco-amarelada, mole, leve, textura grosseira e brilho acetinado.

Utilidade

Madeira usada na marcenaria, caixotaria e indústria de palitos, obras internas, tabuado em geral, artefatos de madeira, tamancos, forros, brinquedos, canoas, jangada e peças navais, miolo de painéis, de portas e ainda para chapas de partículas.

O óleo das sementes possui emprego medicinal como purgante e energético e, industrialmente substitui o óleo de linhaça para pintura.

A árvore é útil para sombreamento em pastagens, porém não para arborização de ruas em virtude do tamanho e peso dos frutos, além da facilidade com que o vento pode quebrar seus galhos.

Florescimento: julho a novembro

Frutificação: março a maio

Fonte: www.vivaterra.org.br

Cutieira

Tipo: Planta, Árvore.

Nome científico: Guarea guidonia (L.) Sleumer.

Sinonímias: Anda brasiliensis Raddi., Anda gomesii A.Juss., Andicus pentaphyllus Vell., Joannesia insolita Pittier.

Família: Euphorbiaceae.

Altura: 20 m.

Diâmetro: 10 m.

Ambiente: Pleno Sol.

Clima: Equatorial, Tropical úmido.

Origem: Pará, Região Sudeste, Região Nordeste.

Época de Floração: Inverno.

Propagação: Sementes.

Mês(es) da Propagação: Março, Abril, Maio.

Persistência das folhas: Caduca.

Obs: Prefere terrenos secos. A madeira é útil para a produção de celulose e canoas. O óleo das sementes é medicinal e pode substituir o óleo de linhaça. Esta espécie pode ser usada para sombreamento de pastos. A floração se dá junto com o surgimento da folhagem nova.

A cutieira (Joannesia princeps), pertencente à família da Euforbiácea também conhecida como côco de purga, purga de paulista, boleira, etc.é uma espécie nativa usada em reflorestamento, em função da qualidade da madeira produzida e adaptabilidade da espécie as condições de cultivo.

Sua madeira é especial para o fabrico de palito de fósforo, celulose, tabuado para forros, canoas e jangadas e caixotaria segundo.

Características gerais

Árvore frondosa, de grande porte, podendo atingir até 30 metros de altura, a espécie é bastante utilizada no paisagismo, pois gera bom sombreamento e apresenta floração em cachos, com flores brancas miúdas. Porém sua utilização não é recomenda para este fim por suas sementes possuírem propriedades tóxicas, pelo tamanho e peso dos frutos e também pela facilidade de quebra de seus galhos pelo vento.

É bastante utilizada no reflorestamento, pois é muito adaptável a condições adversas e suas folhas são de fácil decomposição, auxiliando na recuperação dos nutrientes do solo. Possui madeira leve e porosa, utilizada para a fabricação de palito de fósforo, celulose, tabuado para forros, canoas e jangadas e caixotaria.

Da semente é extraído um óleo amarelo e denso, com utilidade industrial, substituindo o óleo de linhaça para pintura. Estudos indicam a possibilidade de uso de suas sementes para a produção de biodísel, como alternativa de energia sustentável.

Produz grande quantidade de sementes, com boa parte viável. A casca do fruto é usada como combustível.

Informações ecológicas

Planta decídua, heliófita, característica de terrenos secos da encosta pluvial atlântica. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis.

Obtenção de sementes

Recolher os frutos no chão logo após sua queda. Em seguida quebrá-los com martelo para a liberação das sementes. Cada fruto contem de 1 a 3 sementes. Sua viabilidade em armazenamento é curta, não ultrapassando 6 meses.

Produção de mudas

Colocar as sementes para germinar, logo que colhidas e sem nenhum tratamento, diretamente em recipientes individuais contendo substrato organo-argiloso e localizados em local semi-sombreado; cobrir as sementes com uma camada de 0,5 cm do substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia.

A emergência ocorre em 20-30 dias e, a taxa de germinação geralmente é alta. O desenvolvimento das mudas é rapido, ficando prontas para plantio no local definitivo em menos de 4 meses.

O desenvolvimento da plantas no campo é extremamente rápido, alcançando facilmente 6 m de altura aos 2 anos.

Fonte: www.paisagismodigital.com/oleo.ufla.br

 

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