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Palmeira

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Aqui está uma lista dos muitos tipos de palmeiras utilizadas em paisagismo.

Euterpe oleracea: Açaí, Palmito, Uaçaí

Família: Palmae

Usos: Exemplar isolado, em grupos ou fileiras

Observações:

O caule pode ser usado como ripas e caibros em
Construções rurais
Bastante ornamental
Alta regeneração natural
Frutos violáceos
Frutifica-se de maneira abundante nos meses do verão
Sujeita a doenças de origem fúngica
De fácil germinação, com emergência das plântulas em cerca de 30 dias

Orbignya speciosa: Babaçu, Baguaçu, Auaçu, Aguaçu, Bauaçu

Palmeira

Usos: Exemplar isolado, em grupos ou fileiras

Observações:

Seu óleo tem utilização industrial em perfumaria,
Saboaria e lubrificação
Folhagem é forrageira e serve para a cobertura de casas
Para germinação deve-se promover a escarificação dos frutos
É resistente a transplantes quando adulta

Mauritia vinifera: Burití, mirití, muriti, carandá-guassú, moriti

Palmeira

Usos: Exemplar isolado, em grupos ou fileiras

Observações:

Multiplica-se por sementes
Germinação pode demorar de 3 a 9 meses
Os pecíolos das folhas são utilizados no artesanato e em cobertas;
Tronco de 23 a 50 cm de diâmetro;
Extremamente distribuída pelo país
Folhas costapalmadas em número de 8 a 20.

Copernicia prunifera: Carnaúba, carnaíba, carandaúba, carnaíva

Palmeira

Usos: Exemplar isolado, em grupos ou fileiras

Observações:

Grande potencial paisagístico
Madeira forte que se presta para usos diversos
Folhas usadas no artesanato
Propaga-se por sementes, que germinam entre um e cinco meses
Adequada à arborização urbana

Syagrus picrophylla: Catolé, Coco-de-quarta, Coco-de-quaresma

Palmeira

Usos: Exemplar isolado, fileiras, canteiros contrais

Observações:

Frutos comestíveis
Grande potencial para fins ornamentais
Informações sobre sua germinação são desconhecidas
Grande tolerância a transplantes
Rápido crescimento

Cocos nucifera: Coco, Coco-da-baía, Coqueiro

Palmeira

Usos: Exemplar isolado, em grupos ou fileiras

Observações:

Frutos comestíveis
Grande potencial para fins ornamentais
Informações sobre sua germinação são desconhecidas
Grande tolerância a transplantes
Rápido crescimento
Fruto comestível
Floração quase o ano inteiro
Primeira frutificação após, no mínimo, oito anos do plantio
Folhas sempre verdes e particularmente decorativas
Propagação por sementes
Germina entre 40 e 150 dias

Elaeis guineensis: Dendê, Palmeira-óleo-da-áfrica

Palmeira

Usos: Exemplar isolado, em grupos ou fileiras

Observações:

Fruto comestível
Folhas sempre verdes e particularmente decorativas
Propagação por sementes que germinam em cerca de 270 dias
Folhagem de grande efeito paisagístico

Phoenix canariensis: Fênix amarela, Palmeira-tamareira

Palmeira

Usos: Exemplar isolado, em grupos ou fileiras

Observação:

Folhas sempre verdes e particularmente decorativas
Não tolera geadas
Resistente a ventos
Propaga-se por filhotes e por sementes, que germinam após 110 dias
Crescimento rápido
É comumente atacada pela praga aranhinha-vermelha
As folhas velhas devem ser cortadas a mão
Resistente à transplantes quando adulta

Acrocomia intumescens: Macaúba, Macaúva, Coco-de-catarro, Bocaiúva

Palmeira

Usos: Exemplar isolado, em grupos ou fileiras

Observações:

Fornece madeira de grande durabilidade
As folhas fornecem fibras têxteis para redes e linhas de pesca
Da polpa dos frutos extrai-se gordura comestível
Germinação difícil, pode-se levar anos até a brotação
Mudas retiradas da base da planta-mãe resistem bem ao transplante na época chuvosa
Nativa do Ceará, nas áreas úmidas

Dypsis lutescens: Areca bambu, Palmeira–de-salão

Palmeira

Usos: Jarros, cerca-vivas, jardineiras

Observações:

Crescimento lento
Raízes do tipo “cabeleira”
Fácil transplante
Propaga-se por sementes
É cultivada tanto em sombra como em sol pleno.

Roystonea oleracea: Palmeira Imperial, Palmeira-real

Palmeira

Usos: Exemplar isolado, grupos, fileiras ou aléias

Observações:

Crescimento lento
Raízes do tipo “cabeleira”
Propaga-se por sementes – germinam em cerca de 70dias
É cultivada em sol pleno.
Demanda locais expostos e espaçosos.
Palmito volumoso exposto no topo comestível
Folhas pinadas, grandes, planas pela distribuição uniforme dos folíolos
Grande efeito paisagístico – símbolo aristocrático

Washingtonia robusta: Palmeira-de-leque-do-méxico, palmeira-de-saia

Palmeira

Usos: Jarros(quando nova), Ex Isolado, grupos, fileiras e aléias

Observações:

Crescimento relativamente rápido
Fácil transplante
Propaga-se por sementes que germinam em 30 dias
É cultivada tolerando sol, solos áridos pobres e/ou clima subtropical
Ornamental pelo aspecto típico do tronco e pela folhagem as quais, quando já caídas, revestem o primeiro, gerando um belo desenho cruzado.
Espécie pouco difundida
Variável devido a ocorrência de hibridações

Corypha umbraculifera: Palmeira-da Índia. Talipot

Palmeira

Usos: Exemplares isolados, fileiras ou aléias

Observações:

Crescimento rápido
Raízes do tipo “cabeleira”
Fácil transplante
Propaga-se por sementes
É em sol pleno
Morre após a inflorescência
Folhas usadas para sapê e a seiva é batida p fazer vinho

Archontophoenix cuninghamii: Seaforcia

Palmeira

Usos: Grupos, fileiras ou aléias

Observações:

Crescimento mediano
Raízes do tipo “cabeleira”
Fácil transplante
Propaga-se por sementes
Adequa-se muito bem a diferentes tipos de climas – desde tropicais úmidos a temperados moderados
Crescem magras e elegantes, mas possuem uma copa que dá bom sombreamento, gerando uma coroa verde.
Muito limpa e ornamental
Largamente usada na Walt Disney World

Pritchardia pacifica: Palmeira-leque

Palmeira

Usos: Exemplares isolados, fileiras ou aléias

Observações:

Crescimento rápido
Raízes do tipo “cabeleira”
Fácil transplante
Propaga-se por sementes
Desenvolve-se em sol pleno, e necessita de água abundante e solo rico para obter viço
Folhagem usada largamente como ornamento
Não deixar secar entre as regas
Suporta não menos que 10ºC
Muito usada por Burle Marx em seus projetos

Phoenix dactylifera: Tâmara, Tamareiro, pé-de-tâmara

Palmeira

Usos: Exemplares isolados, adequadas para parques

Observações:

Crescimento relativamente rápido
Raízes do tipo “cabeleira”
Propaga-se por sementes – germinam em 60 dias
Tolerância à maresia
Muito apreciada como ornamento. Tem caráter paradisíaco. Largamente utilizada nos EUA e em edificações temáticas.
Fruto comestível (tâmara). Frutificação abundante no verão

Caryota urens: Cariota, Palmeira de Vinho da Índia, Palmeira de Sagu

Palmeira

Usos: Exemplares isolados, grupos, fileiras ou aléias

Observações:

Crescimento lento
Raízes do tipo “cabeleira”
Propaga-se por sementes –
Produtora de sagu
Alcança altura máxima durante a inflorescência que é muito incomum no outono
Suporta bem o frio (-2oC)
A fibra é usada para fabricar cordas, escovas

Syagrus cearensis: Catolé do ceará

Palmeira

Usos: Exemplares isolados, grupos, fileiras ou aléias

Observações:

Crescimento rápido
Raízes do tipo “cabeleira”
Propaga-se por sementes –
Pode ou não requerer manutenção, tendo diferentes desenvolvimentos.
Muito decorativa, apesar do caráter de crescimento espontâneo
Suporta ventos fortes
Tende a nascer em grupos de 2 a 3 troncos geminados

Coccothrinax fragans: Cocotrinax

Palmeira

Usos: Jardins, ambientes externos

Observações:

É durável e possui crescimento lento
Possui folhas verde-escuras
É geralmente similar à Coccothrinax argentata
Se desenvolve melhor em clima tropical e moderado/morno
Apresenta flores aromáticas
Propaga-se por sementes

Phoenix roebelenii: Fênix robeline, tamareira-de-jardim, tamareira-anã

Palmeira

Usos: Jarros, jardins, terraços, interiores

Observações:

Crescimento lento
Propaga-se por sementes
É cultivada tanto em sombra como em sol pleno.
Pode ser cultivada em vasos
Tolerante ao frio
Umas das melhores palmeiras-anãs usadas no paisagismo.

Licuala spinosa: Licuala, palmeira-leque-de-espinho

Palmeira

Usos: Praças, jardins, vasos

Observações:

Crescimento lento
Tolerante a clima subtropical
Propaga-se por sementes
Tolerante a solos salinos e encharcados
Possui espinhos.

Licuala grandis: Licuala grande, palmeira-leque

Palmeira

Usos: Jarros, vasos, interiores, exemplar isolado

Observações:

Época de propagação de setembro a novembro
Recomenda-se o uso de exemplar isolado
Propaga-se por sementes
É cultivada em sol pleno em locais de clima frio, meiasombra em regiões mais quentes.

Livistona rotundifolia: Livistona, palmeira-leque

Palmeira

Usos: Jardins, praças, ambientes externos

Observações:

Desenvolvimento muito lento
Propaga-se por sementes
Desenvolve-se bem em clima tropical e em algumas áreas subtropicais mornas
Cultivada a sol e meia-sombra no trópico úmido
As flores se apresentam de outubro a dezembro e os frutos de abril a junho.

Livistona chinensis: Livistona chinesa, falsa-latânia

Palmeira

Usos: Jardins, parques, praças, exemplar isolado

Observações:

Época de propagação de setembro a novembro
Recomenda-se o uso de exemplar isolado
Propaga-se por sementes
É cultivada em sol pleno em locais de clima frio, meiasombra em regiões mais quentes.
Possui a aranhinha-vermelha como praga comum.

Dictyosperma album: Palmeira-de-salão, palmeira princesa

Palmeira

Usos: Jardins, praças, ambientes externos, vasos

Observações:

A altura pouco excede de 3 m quando cultivada em vasos
Possui a habilidade de agüentar grandes rajadas de vento
Propaga-se por sementes
Requer alta humidade.

Chamaerops humilis: Palmeira do mediterrâneo, palmeira-de-leque-da-eur.

Palmeira

Usos: Jardins, parques, praças, vasos, interiores

Observações:

Crescimento lento
Resistente ao frio
Resistente a clima seco
Adaptável a diferentes tipos de solo
Propaga-se por sementes ou divisão de touceiras

Ptychosperma elegans: Palmeira elegante, palmeira solitária

Palmeira

Usos: Jardins, praças, ambientes externos e internos

Observações:

Produz frutos pequenos e vermelhos
Crescimento moderado
Adaptável a vários tipos de solo, tendo preferência pelo úmido

Veitchia merrillii: Palmeira Havaí, palmeira-de-manila

Palmeira

Usos: Jardins, grupos, fileiras, exemplar isolado

Observações

Produz frutos pequenos e vermelhos
Adaptável a vários tipos de solo
Crescimento moderado
Desenvolve-se em clima tropical e subtropical

Pritchardia pacifica: Palmeira Leque

Palmeira

Usos: Vaso, exemplar isolado.

Observações:

Frutificação no inverno
Multiplicação por sementes

Caryota mitis: Palmeira Molambo,Palmeira rabo-de-peixe

Palmeira

Usos: solado, vasos grandes

Observações:

Suscetível à praga (cochonilha)
Troncos múltiplos
Inflorescência na axila das folhas
Frutos causas irritação à pele devido aos seus cristais agudos.

Pinanga patula: Palmeira Pinanga, Pinanga rabo-de-peixe

Palmeira

Usos: Uso isolado, vasos, plantas e jardins.

Observações:

Multiplica-se por divisão de touceira ou por sementes.
Frutos Ovóides ou Elipsóides

Pinanga kuhlii: Palmeira Pinanga Kuli, Blume

Palmeira

Usos: Jardins

Observações:

Propagação por divisão de touceira
Propagação na primavera
Frutos tipo mesocarpo
Sol direto prejudica folhagem

Dypsis decary: Palmeira Triangular

Palmeira

Usos: Vaso, exemplar isolado.

Observações:

Inflorescência interfoliar
Frutos de mesocarpo fibroso-suculento.

Guilielma speciosa: Pupunha

Palmeira

Usos: Jardins

Observações:

Suscetível à doenças de origem fúngica

Ptychosperma macarthurii: Palmeira-De-Macartur

Palmeira

Usos: Exemplar isolado, jardim

Observações:

Muito resistente ao sol
Frutificação abundante no inverno

Rhapis excelsa: Rápis

Palmeira

Usos: Exemplar isolado, vasos e jardins.

Observações:

Tolera geada
Também plantada dentro de casa, necessitando de troca de vaso a cada 3 anos
Multiplica-se por divisão por de touceira

Sabal minor: Sabal menor

Palmeira

Usos: Exemplar isolado, jardim

Observações:

Suscetível a pragas como a aranhinha vermelha
Frutos tipo mesocarpo

Washingtonia filifera: Washingtonia De Saia

Palmeira

Usos: Exemplar iolado, vasos, fileiras ou aléias

Observações:

Frutificação abundante no verão
Multiplicação por sementes
As variações por hibridação torna difícil a identificação da espécie

Bismarchia nobilis ‘prata’: Palmeira –de-bismarck

Palmeira

Usos: Cultivada como planta isolada, grupos ou fileira.

Observações:

Palmeira dióica;
Propaga-se exclusivamente por sementes, de germinação lenta (6 meses);
Crescimento lento a moderado;
Quando adulta tolera períodos de seca;
Espécie de grande efeito ornamental pelo porte e colorido da planta.

Hyophorbe largenicaulis: Palmeira-garrafa

Palmeira

Usos: Arborização urbana, isolada ou em renque

Observações:

Palmeira Monoica
Crescimento lento
Particularmente adaptada à regiões litorâneas;
Propaga-se apenas por sementes;
Tropical, não tolera baixas temperaturas no inverno.
Espécie de grande efeito ornamental pelo porte baixo e formato bizarro de seu caule (estipe) e suas folhas ralas (4-6 contemporâneas), mas muito bem desenhadas.

Dypsis lastelliana Baill.: Palmeira-de-pescoço-marrom

Palmeira

Usos: Adequada p/ plantio isolados, grupos ou fileiras

Observações:

Palmeira monóica;
Rápido crescimento;
Rústica, destacando-se como pioneira no habitat natural.
Tolerante a solos salinos;
Propaga-se exclusivamente por sementes;
Espécie de grande efeito ornamental pelo porte, colorido de seu palmito e estipe levemente esbranquiçado.

Cytostachys renda Blume: Palmeira-laca

Palmeira

Usos: Adequada para parques, jardins e jarros.

Observações:

Palmeira monóica e cespitosa;
Tolerante a salinidade e alta umidade do solo;
Pode ser propagada por sementes ou separação de touceiras;
Adapta-se ao sol pleno como a meia sombra;
Pode ser utilizado como cerca viva;
Grande efeito decorativo, promovido pelo contraste do verde das folhas com o vermelho vivo do palmito e pecíolos.

Wodyetia bifurcata A.K. Irvine: Palmeira-rabo–de-raposa

Palmeira

Usos: Adequada p/ plantio isolados, grupos ou fileiras

Observações:

Palmeira monóica;
Rápido crescimento;
Prefere solos bem drenados, contudo é capaz de tolerar até os argilosos e úmidos;
Boa resistência à períodos de seca prolongada;
Propaga-se exclusivamente por sementes;
Espécie de e efeito ornamental extraordinário pelo aspecto e beleza das folhas plumosas que justificam o nome popular.

Oenocarpus distichus Mart.: Bacaca-de-leque, Palmeira-norte-sul

Palmeira

Usos: Adequada p/ plantio isolados, grupos ou fileiras

Observações:

Palmeira monóica;
Planta muito ornamental e incomum por sua copa dística e brilhante;
Frutífera, procurada preparo de sulcos e de suas sementes e extraído óleo semelhante ao de oliva.

Fonte: www.arquitetura.ufc.br

Palmeira

Tipos de Palmeira

Palmeiras pertencem à família Palmae também conhecido como Arecaceae.

Palmeira estão entre as famílias de plantas mais conhecidas e amplamente cultivadas.

Há cerca de 202 gêneros atualmente conhecidos e 2.500 espécies de palmeiras diferentes no mundo, a maioria dos quais são restritos a climas temperados tropicais, subtropicais, e morno.

Palmeiras geralmente são descritas por sua aparência e tolerância ao frio.

Eles podem ser separados em alguns tipos principais, dependendo do seu tronco, estrutura de folha, taxa de crescimento, tamanho, e a tolerância ao frio. Afora esses segregações básicos, palmas também diferem em sal e tolerância à seca, cor das folhas, frutas e produção de flores.

Tão rica é a variedade de plantas palmáceas na paisagem do Brasil que, durante muito tempo, o país foi conhecido como Pindorama, que quer dizer “terra das palmeiras”.

Palmeira é o nome genérico das plantas da classe das monocotiledôneas pertencentes à grande família das palmáceas, das quais se conhecem cerca de quatro mil espécies diferentes, a maioria delas nativas das regiões tropicais, especialmente do Brasil e da Colômbia. As palmeiras apresentam características morfológicas bem diferenciadas, em especial o caule, lenhoso e cilíndrico, coroado por um penacho de folhas.

Diverso do tronco das árvores, o da palmeira recebe denominação própria: estipe ou espique.

Na maior parte das espécies é reto e esguio, mas pode ser curto e dilatado, ou ainda fino e trepador, capaz de enredar-se em árvores e alcançar uma centena de metros. Sua estrutura lembra a da haste do milho, ou seja, tem casca endurecida, formada por fortes fibras, que envolve um cerne de tecido branco e esponjoso.

Ao contrário das árvores comuns, as palmeiras não apresentam crescimento lateral (galhos), porque lhes falta a camada geradora responsável pela formação de estruturas secundárias. Suas folhas, de lâmina partida, em forma de leque ou pena, variam muito em tamanho e medem de poucos centímetros a mais de 12m de comprimento.

As flores das palmáceas nascem em espigas ou cachos, protegidas por uma bráctea de consistência coriácea. As inflorescências das palmeiras mais comuns apresentam comprimento da ordem do centímetro, mas em algumas espécies são de excepcional desenvolvimento, como no talipote (Corypha umbraculifera) da Índia, que sustenta uma quantidade de flores próxima dos sessenta milhões. Mais comumente as palmáceas são dióicas, isto é, apresentam flores masculinas e femininas em pés separados.

O fruto também varia segundo as espécies: pode ter o tamanho de uma ervilha ou volume maior que o de uma bola de futebol, como no caso do coco. Pode ainda ser macio, como a tâmara, ou ter envoltório duro como madeira.

Variedades

A maior parte das palmeiras é nativa de regiões tropicais, mas algumas espécies ocorrem em regiões subtropicais ou mesmo temperadas quentes, como a Chamaerops humilis, existente nas margens do mar Mediterrâneo; a palmeira-de-mel (Jubaea spectabilis), nativa do Chile; e o “palmeto” (Sabal palmetto), da costa leste dos Estados Unidos.

Em qualquer parte dos trópicos onde cresçam árvores, podem crescer palmeiras. Assim, no continente americano, elas são encontradas desde o litoral até os Andes colombianos, onde se acham as pouco comuns palmeiras-de-cera (Ceroxylon andicola), cujos estipes podem alcançar cerca de setenta metros. Algumas espécies crescem em areais, outras em pântanos, ou então caracterizam o cerrado, como na Venezuela e Colômbia, e a caatinga, no Brasil. Há espécies que vivem em densas selvas tropicais, tanto em planícies quanto em montanhas. Em algumas áreas formam bosques, como fazem nas Antilhas a palmeira-real e semelhantes, ou as espécies características dos cocais, do centro-norte do Brasil.

Utilização

Poucas plantas são mais valiosas para o homem do que as palmeiras. Além da beleza, que as torna elemento paisagístico incomparável, fornecem vários produtos de utilidade imediata. Em muitas espécies, o estipe é empregado em construções rústicas, como viga para pontilhões e para jangadas, caibros e ripas. Escavado, pode servir como canoa ou calha. Quase todos os estipes têm o broto terminal, ou palmito, muito tenro e de sabor agradável. A colheita do palmito, no entanto, implica a morte da palmeira.

As folhas podem ser utilizadas para cobertura de choupanas e, desmanchadas, muitas se prestam para a confecção de vassouras e utensílios trançados, como esteiras, cestos, chapéus etc. Podem fornecer fibras com inúmeras aplicações e as da carnaúba (Copernicia cerifera) produzem excelente cera, básica para a indústria de graxas, sabões, vernizes, tintas etc.

Os frutos de muitas palmeiras valem pela polpa comestível, crua ou preparada em doces, ou ainda pelo líquido que contêm, excelente refrigerante, como no caso do coco-da-baía (Cocos nucifera). As sementes são as partes mais aproveitadas das palmeiras, por serem ricas em óleos. Algumas têm largo emprego na alimentação, como o coco-da-baía, e o óleo de muitas delas, como o dendê (Elaeis guineensis), de largo uso na indústria, na culinária e no preparo de sabões e tintas. A substância córnea que envolve a semente da jarina (Phytelephas macrocarpa) lembra o marfim e é usada para o fabrico de botões e bijuteria.

Os coqueiros (nome genérico pelo qual são conhecidas as palmeiras que dão frutos comestíveis ou de uso industrial) estão entre as plantas mais úteis em diferentes regiões da Terra. A tamareira (Phoenix dactylifera) é de grande valor para os árabes, e seus frutos são de vital importância para as tribos do deserto. A palmeira-real (Roystonea regia), de Cuba, é considerada patrimônio nacional e está protegida por lei. Gorduras e óleos são os produtos mais importantes obtidos de palmeiras. A cobertura externa macia e o caroço do fruto, chamados de polpa ou de noz, são a fonte de tais óleos. A copra, parte branca do coco, quando dessecada, torna-se o principal ingrediente gorduroso empregado na fabricação do sabão. No Brasil e em outros países sul-americanos se exploram várias espécies de palmeiras nativas produtoras de gordura, como o babaçu (Orbignya martiana), o aricuri (Cocos schizophyla e Cocos coronata) e o murumuru (Astrocaryum murumuru). A incisão no caule da palmeira buriti (Mauritia vinifera) permite recolher uma bebida adocicada, reconfortante, de onde o nome vulgar de palmeira-do-vinho. Do açaí (Euterpe oleracea) se extrai um refresco escuro e espesso, um dos mais típicos produtos do estado do Pará.

Fonte: biomania.com.br

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Um comentário

  1. Olá pessoal.
    Gostaria de saber se possível o nome de uma palmeira que parece com palmeira leque. Só que essa põe ums cocos grandes. Amarelos.

    Grato

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