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Pequizeiro

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PEQUI (Caryocar brasiliense)

Pequizeiro
Pequizeiro

Ocorrência – São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás.

Outros nomes – piqui, pequizeiro, piquiá bravo, amêndoa de espinho, grão de cavalo, pequiá, pequiá pedra, pequerim, suari, piquiá.

Características

Árvore semidecídua com 6 a 10 m de altura, com tronco tortuoso de 30 a 40 cm de diâmetro.

Folhas compostas trifolioladas, opostas, com folíolos pubescentes com até 20 cm de comprimento, com bordos irregulares, com o lado inferior mais claro, recobertos por densa pilosidade, assim como as extremidades dos ramos.

Ramos grossos normalmente tortuosos, casca cinzenta com fissuras longitudinais e cristas descontínuas.

Flores com até 8 cm de diâmetro, são hermafroditas, compostas por cinco pétalas esbranquiçadas, livres entre si, com numerosos e vistosos estames.

Os frutos são do tipo drupa com seus caroços envolvidos por uma polpa carnosa.

O caroço é lenhoso e formado por grande quantidade de pequenos espinhos, que podem ferir dolorosamente a mucosa bucal quando ingerido por incautos. Um Kg de caroços contém aproximadamente 145 unidades.

Habitat – O pequizeiro (Caryocar brasilliense Camb.) é uma árvore típica do cerrado brasileiro

Propagação – sementes

Madeira – moderadamente pesada, macia, resistente e de boa durabilidade natural.

Utilidade – madeira é própria para xilografia, construção civil e naval. Os frutos são comestíveis e apreciadíssimos pelas populações do Brasil Central. O caroço com a polpa (mesocarpo) é cozido com arroz, usada para preparo de licor e para extração de manteiga e sebo.

Os frutos são também consumidos por várias espécies da fauna, que contribuem para a disseminação da espécie. É adequado para o paisagismo tanto para grandes parques como para pequenos jardins residenciais, pois seu porte não é muito avantajado.

Florescimento – agosto a novembro

Frutificação – setembro a fevereiro

Ameaças – destruição do habitat

Fonte: www.vivaterra.org.br

Pequizeiro

O USO DO PEQUI E DO PEQUIZEIRO NO SERTÃO

O pequizeiro é uma árvore sul-americana da família das cariocaracea, gênero cariocar, do qual se conhecem cerca de doze espécies. Focalizaremos nesse relato apenas uma espécie – Cariocar brasiliensis, grandemente encontrada no norte de Minas Gerais em estado nativo. Outras espécies florescem na Bahia, Brasil Central e Amazônia (Cariocar vilosum), Guianas (Cariocar muciform), Colômbia (Cariocar amigdaliform), etc.

Trata-se de uma árvore frondosa, de folhas verde-escuras, ásperas, ovais, tendo doze centímetros de maior diâmetro e seis de menor, cujas bordas são picotadas sinuosamente e prendem-se ao caule aos grupos de três em três.

O porte da árvore varia com a qualidade do terreno. Em zonas áridas, os pequizeiros não passam de arbustos – 1 a 2 metros; nos terrenos férteis ele atinge proporções maiores, alcançando tamanhos colossais na Amazônia (30 metros de altura seis metros de circunferência de tronco).

Aqui mesmo em nossas chapadas, alguns exemplares fogem do padrão – pequizeiros com grande altura e extensa e frondosa copa, chamando a atenção de todos que por ali passam. Seus galhos são tortuosos e ramificados, envolvidos por uma grossa e rugosa casca, com recortes profundos. Qualquer que seja o seu tamanho, o pequizeiro produz boa sombra.

Há árvores mais acolhedoras do que outras; a mangueira, por exemplo, proporciona uma sombra extraordinariamente agradável, não somente por interceptar os raios solares, mas, perece-nos, que suas folhas volatizam essências aromáticas e calmantes, que proporciona bem-estar físico e tranqüilidade ao espírito. Assim, também repousante é a sombra do pequizeiro, acolhedora, constitui um convite ao caminheiro fatigado pela canícula.

Como dissemos linhas atrás, alguns pequizeiros atingem altura fora de série, sobressaindo-se muito acima de seus companheiros de sítio. Servem de ponto de referência para encontros e descanso; alguns tornam-se topônimos.

Em Januária, segundo nos contou o nosso amigo Saul Martins, há um desses grandes pequizeiros conhecido pelo nome de Pequizeiro dos Ovos. É que alguém, tendo sido informado por alma do outro mundo sobre a existência de um tesouro ali enterrado, pôs, conforme o costume, debaixo da árvore, grande quantidade de ovos para alimento das almas famintas. Peregrinos que por ali passaram logo após, vendo a ninhada, deram logo o nome – Pequizeiro dos Ovos, nome pelo qual ficou sendo conhecida a região.

Em Rio Pardo de Minas, nos informa o Dr. Paulo Costa,  existe um pequizeiro de tamanho incomum. ã sua sombra abrigam cerca de cem rezes. Ali é pouso certo de tropas e boiadas. Pastoreio, ficou sendo o seu nome e de toda a região.

Purgatório

Este famoso pequizeiro está localizado no município de Coração de Jesus.

Seu nome é devido a um fato interessante: ali costumava descansar as redes de defunto em demanda ao cemitério da cidade. Depois de tomarem um gole de pinga e um pequeno repouso, praticam um velho costume… Vejamos como nos conta o fato o Dr. José Prudêncio de Macedo, advogado, poeta e folclorista.

VELHO PEQUIZEIRO

Do folclore norte-mineiro, para o Dr. Hermes de Paula

Existe um velho pequizeiro na estrada
E diz o povo que ele é mal-assombrado
Tem no seu grosso tronco, velha cruz gravada
Que o ingênuo sertanejo olha amedrontado.

Se morre um lavrador, na vila é sepultado
E a rede que o transporta é sempre carregada
Pelos amigos e vizinhos do finado
Que o conduzem para a última morada.

Todos vão carregando a rede tão pesada
Nos seus ombros, a pé e andando bem ligeiro
Para chegarem mais depressa ao pequizeiro
Que fica situado ao meio da jornada.

E já naquela altura pouca gente agüenta
Pois o cadáver já parece mais pesado
Por tal motivo se afirma e se sustenta
Que o peso do defunto é só pecado.

Mas, todos sabem como resolver o assunto:
Um parente mais chegado do morto prescreve
Dar-se uma surra de porrete no defunto
Para ser perdoado e ficar mais leve.

Debaixo da sombra do velho pequizeiro
É que o defunto conduzido é surrado.
Só assim,  cansado o condutor roceiro
O pode conduzir mais leve…perdoado

Dizem, quem passa por ali à noite
Ouve gemidos de gelar o coração…
Ouve o som fofo das pancadas, ouve o açoite,
Na negra escuridão. Plufe, plufe…Perdão…o…o.

O Dr. Veríssimo Santos, pai do nosso velho amigo Dr. Francolino Santos, fazendeiro no município de Cocôs, na Bahia. Tinha um frondoso pequizeiro à porta da sede. Viam-se no tronco da árvore numerosos pregos.

Ele explicava aos que perguntavam a razão daqueles pregos. Quando empresto dinheiro para um analfabeto tomo o pequizeiro como testemunha e mando o devedor bater um prego no tronco do pequizeiro. Quando a dívida é saldada, o próprio devedor se encarrega de arrancar o seu prego. Esses pregos aí são dos caloteiros.

De todos os pequizeiros entretanto, o mais célebre é o de Lagoa Santa, em cuja sombra está o túmulo do Dr. Lund, que veio para Minas ainda  jovem a procura de cura para os seus males de uma doença pulmonar; aqui ele se curou comendo pequi e pôde assim prestar inestimáveis serviços ao Brasil e ao mundo.

Nunca, porém, se esqueceu do pequizeiro.  no Estado de Minas de 11 de setembro de 1966, lê-se o seguinte comentário: “Numa pequena capa particular, em Lagôa Santa, repousam os restos mortais do Dr. Peter Wilhelm Lund, debaixo de um frondoso pequizeiro.

À sombra dessa árvore bi-centenária costumava o sábio dinamarquês ler e descansar. Sua afeição pelo logradouro era tão significativa, que em vida o adquiriu para servir-lhe, quando morresse, de repouso permanente.

E foi nesse sítio em pleno cerrado mineiro, cuja fauna e flora eram a razão de seus estudos científicos, que o pai da Paleontologia Brasileira baixou à sepultura a 25 de março de 1880, aos setenta e nove anos de idade

Pequizeiro
Pequizeiro

Pequizeiro
Pequizeiro – Fruto

A notícia dessa propriedade do pequi chegou até à França. Há tempos um prefeito de Montes Claros, o saudoso Dr. Santos, recebeu de uma parisiense uma carta solicitando uma muda da maravilhosa árvore brasileira – pequi – que tem a propriedade de combater a esterilidade feminina, pois elas era casada há 8 anos  sem filhos e sem esperança na medicina científica.

Ele, o Dr. Santos não dispondo de mudas de pequizeiro e achando difícil o transporte em boas condições, enviou à estéril e ansiosa francesa uma caixa de licor de pequi, possuidor das mesmas propriedades do fruto e pronto para uso; sem a espera da frutificação, até certo ponto duvidosa.

Não tivemos conhecimento dos resultados.

O pequizeiro tem a madeira trançada e resistente. É largamente empregada para cerca (resiste bem à umidade), em fabricação de gamelas pilões, colheres de pau, rodas de carro e carroça, armação para cangalhas, carrancas para canoas no Rio São Francisco e uma série de artesanatos de madeira.

Raspando a entrecasca do pequizeiro obtém-se um pó fino – pó de pequi – também chamado pó de mico, de grande poder urticante, produzindo intensa coceira quando em contato com a pele. Era muito usado, como brincadeira de péssimo gosto, em salões de baile de igrejas.

As raízes do pequizeiro são riquíssimas em rotenona, sendo por isso, grandemente usada em pescarias de lagoas e pequenos rios represados. As raízes são socadas num pilão e batidas na água; dentro em pouco os peixes sobem, meio tontos e facilmente apanhados. É um timbó.

A casca do pequi tem pelo menos três utilidades:

1) Produz cinza com grande teor de potassa
2)
Constitui uma excelente torta para gado
3)
Serve para tingir roupas; de cinza claro até o preto

O pequizeiro é positivamente uma árvore maravilhosa; dele tudo se aproveita.

Em como me respondeu uma velha senhora de Rio Pardo de Minas, a quem pedimos para nos escrever sobre a utilidade do pequi: Do pequi – massa do pequi quase toda é óleo. Este depois de apurado com pouco fogo até ficar igualzinho neve é uma delícia para biscoito de toda espécie; a castanha tirada o côco, pilada, dá muito óleo. Este óleo é curativo nas tosses crônicas. Esta castanha queimada é uma cinza muito forte. A casca do fruto cozida, dá uma tinta preta com que se tinge roupas; Enxugando e molhando até tomar a cor desejada.

A madeira é ótima para lenha. Das folhas… ainda não descobrimos a vantagem; é provável que tenha algum valor, pois a árvore é santa… eu que diga….

LOUVAÇÃO AO PEQUIZEIRO

Dá licença minha gente
Preu falá do pequizeiro
Uma arve do sertão
Natural do tabuleiro

É uma arve muito grande
Do tamanho de um pinheiro
Nativa em Minas Gerais
Para orgulho dos mineiro

Produz uma fruta amarela
Que exala grande cheiro
De sabor muito agradave
Dispensa qualquer tempero

A madeira é muito boa
Para cercar os terreiro
O óleo da castanha
É excelente pro cabelo

Com a casca tinge roupa
E transformada em cinzeiro
Serva pra fazer sabão
Nas casas dos roceiro

A flor produz muito mel
E um perfume arengueiro
As abeia leva tudo
Prá formar o seu celeiro

O óleo é bom prá comida
E também pro candieiro
Serve prá fritar biscoito
E é um bom salmeiro

É até fortificante
Muito medicamenteiro
Dele a emulsão de pequi
Conhecida no mundo inteiro

Aparece no corre-corre
De dezembro prá janeiro
O mundo é dos mais esperto
É dos que chegá primeiro

Quando é no mês seguinte
Isto é, em fevereiro
Ninguém queixa de miséria
Todo mundo tem dinheiro

Da fruta faz um licor
Procurado pelos festeiro
No dizer dos intendido
O pequi é casamenteiro.

O fruto do pequizeiro é o pequi, pequiá, pequirama. Em nossa região (Minas, Bahia, Brasil Central) o nome é PEQUI, com E na primeira sílaba; em outros lugares usam a grafia  PIQUI, com I. A árvore é nativa e seu fruto e seu fruto foi batizado pelos índios, que eram muito objetivos em suas denominações.

Em nheengatu  py é pele ou casca e quya  é sujo, espinhento. Donde afirma Teodoro Sampaio, piquia, puiqui  (py-quyia) é casca suja. Realmente a casca do pequi parece suja. Há também a possibilidade do o i do pequi funcionar como diminutivo, a exemplo da palavra itai, pedra pequena.  Assim pequi seria diminutivo de pequiá. Pequiá pequeno ou pequiá mirim.

Quem conhece os dois frutos sabe disso; o pequi é, na realidade, bem menor que o pequiá, embora muitíssimo mais saboroso. Esses frutos de cor verde acinzentado, parecendo sujos, esferóides ou lobulados, variam de tamanho conforme o número de caroços neles contidos; de um a três. A casca tem meio centímetro de espessura e os caroços têm o tamanho de um ovo pequeno de galinha, mas de cor amarela viva; deles exala um perfume agradabilíssimo para nós sertanejos e enjoativo para quem só o conhece depois de adultos.

A cor amarela constitui uma polpa de  um a três milímetros de espessura, que envolve o caroço e é a principal parte comestível do fruto. Ainda fazendo parte do caroço, mas imediatamente abaixo da polpa, encontra-se uma camada de espinhos, que separa a polpa da castanha ou bala; esta de fino sabor e aroma, bem melhor tolerada por estrangeiros.

A polpa amarela foi estudada por M. Conceição Carvalho e Osmar Novais Burguer, os quais encontraram o seguinte percentual

Protídios – 2,65 g.
Glicídios –
6,7 g.
Lipídios –
10,0 g.
Cálcio –
0,049 g.
Fósforo –
2,208 g.
Ferro –
1,39 g.
Cobre –
0,249 g.
Vitamina C –
12,0 mgs.
Diamina –
29,1 mgs.
Ácido nicotínico –
387 mgs.
Caroteno –
120.000,000 mgs.
Vitamina A –
200.000 u.i..

Em termo de comparação com outros frutos os autores citados chegaram á seguinte conclusão:

1) É o fruto mais rico em vitamina A conhecido.
2)
Em riboflavina é igual à gema do ovos.
3)
Em tiamina seu teor é igual ao do caju, morango, jenipapo e mamão.
4)
Seu teor protéico í igual ao do abacate, das bananas ouro e prata.
5)
Quanto `às gorduras figura entre o abacate, açaí e buriti.
6)
No açúcar é comparável à uva e à jabuticaba.
7)
Em cálcio aproxima-se da caju, maracujá e lima.
8)
Em ferro é quase igual ao tomate.
9)
Em cobre eqüivale ao amendoim, figo e uva.

Trata-se portanto de um alimento extraordinário e que produz por conta própria, abundantemente, sem cuidados agronômicos, sem pragas e em zona pobre, um verdadeiro maná celestial Inacreditável como suas raízes vão buscar tanta substância.

O óleo da parte amarela e da castanha são largamente empregados na alimentação do homem do campo nas entresafras.

O pequizeiro é uma árvore dos cerrados, das chapadas. Nasce, cresce, frutifica, apesar das hostilidades da terra e dos homens. É como as aves do céu, os peixes dos rios, como as pastagens nativas, como todos os frutos silvestres. Não tem dono certo; dono é quem o colheu, caçou ou pescou-o. É tempo de pequi, cada um cuida de si- velho ditado sertanejo. Por isso é que quando o pequizeiro começa a soltar os frutos, os campos se povoam de mulheres, homens e crianças. O convite se espalha – Vamos nos pequi?

Uma festa contínua a colheita do pequi. Os moradores próximos dos pequizeiros levantam cedo – três, quatro horas da madrugada. Os frutos sazonados caem durante a noite. Um pequizeiro pode produzir até seis mil frutos, que vão amadurecendo paulatinamente e caindo. Quem chega primeiro pega maior número.

Há quem emprega certos ardis para afugentar os concorrentes. João Cocá, por exemplo, morador nos Matinhos, que podia se chamar Pequilândia, é mestre em imitar rastros de onça nos areais e conta mesmo que viu a gata rondando…

Algumas famílias, porque morando distante, mas bem integradas ao ciclo do pequi, mudam-se com armas e bagagens para dentro do pequizal, improvisando moradias de palha de pindoba. E ali permanecem toda a safra, de janeiro a março, realizando toda a série artesanal do pequi. A colheita, venda do fruto no mercado, produção de óleo da polpa, extração da castanha para paçoca e óleo branco, fabricação de sabão. São três meses de atividade, alegria e fartura.

A caça aos pombos, codornas, perdizes, tatus é aí mesmo e, se há rio próximo a pescaria de piau está garantida com os filhotes do, pequi servindo de isca. Uma tentação para o paladar daqueles vorazes escamosos.

O pequi é comido cozido com sal. Roído é o termo certo, porque tem de se respeitar os es[pinhos, sempre prontos a penetrar na língua dos incautos, apressados ou ignorantes. Uma advertência divina, demonstrando que na natureza não existe somente o belo e o bom, mas também o ruim e o horrível. A farinha de mandioca é o acompanhante ideal para se comer pequi.

Há famílias líderes entre os apanhadores de pequi que promovem uma verdadeira festa na abertura da temporada, início da safra. Todos os vizinhos são convidados. Uma mesa grande é coberta com uma toalha branca de algodão sobre a qual se despeja uma quarta de farinha de mandioca, formando uma pirâmide.

O pequi é servido em gamelinhas. Cada um vai apanhando um pequi, passando-o na farinha e vai roendo. Antes, porém, já se tomou umas boas talagadas de pinga. Isso é à guisa de aperitivo. O almoço vem depois – arroz com carne de sol e pequi – é o prato único. Mais tarde, duas ou três horas depois, vem a merenda – paçoca de pequi com café.

A paçoca é composta de castanhas de pequi, rapadura e farinha de mandioca pisadas no pilão – uma delícia. E que alimenta! Apesar de engordurado é um prato de fácil digestão. As vezes há abuso na ingestão do pequi e a digestão se torna lenta. Todos conhecem o remédio – chá das folhas do pequizeiro ou a própria castanha, poderosos digestivos. Pode-se comes pequi à vontade, comendo logo depois três castanhas, a digestão está garantida. Similibus similibus curantur.

Semelhante às três casacas de jabuticaba.

Para extração do óleo em grandes tachos ou panelas. Os pequis cosidos são pisados no pilão para soltar a polpa. Depois de tudo diluído em água, volta ao fogo e a gordura sobrenadante é colhida por meio de conchas e depositada em separado. A massa restante, ainda rica em gordura, mas de difícil separação por esse processo primitivo é armazenada à parte para, no fim da safra, ser aproveitada na obtenção de sabão.

As cinzas do pequizeiro e das cascas do pequi são riquíssimas em potassa. Por isso é que o sabão é a última etapa do aproveitamento do pequi, pois há nessa hora grande quantidade de cinza, em conseqüência da extração do óleo, que dá excelente decoada ou lixívia para a saponificação. Assim, tudo é aproveitado e nada é comprado.

O óleo obtido da polpa é também amarelo e possui todas as características do fruto; excelente para culinária. Usado ao natural serve como tempero ou molho.

O sabor, assim como a cor podem ser eliminados pela fervura intensa, tornando o óleo em condições de ser tolerado por qualquer pessoa. Da castanha ou bala  obtém-se também um óleo  branco e bastante mais suave  do que o da polpa, empregado também na culinária, para margarina; excelente como tônico capilar.

Ambos os óleos citados, apresentam-se sólidos, como manteiga, na temperatura ambiente; em dias de calor intenso eles se liqüefazem. Parte da safra de óleo obtida é vendida e parte é guardada para uso doméstico no correr do ano.

O fruto tem sete destinos:

1) Venda avulsa no mercado
2)
Uso como alimento no campo
3)
Extração do óleo da polpa e da castanha
4)
Extração da castanha
5)
Fabricação de licor
6)
Venda por atacado aos fabricantes de licor
7)
Fabricação da sabão

Após retirada a massa amarela do pequi, partem-se os caroços com facas e retiram-se as castanhas – tão saborosas como as de caju. Conservam-se por longo tempo e podem ser aproveitadas para obtenção de óleo e como alimento, seja ao natural ou como paçoca. O licor é o produto melhor aceito do pequi; seu sabor é internacional, apreciado por todos. Montes Claros e Curvelo se degladiaram durante anos em torno do licor. Dois farmacêuticos, um de cada cidade, lançaram simultaneamente no comércio um tipo de licor de pequi.

O licor de Curvelo era feito inicialmente de essência ou alcoolatura e açúcar de Hamburgo. Branco e cristalino – chamava-se Brasil Cristal. Sua propaganda baseava-se na cor clara, cristalina.

O licor de Montes Claros era feito de tintura, conservando a cor natural do fruto.

A propaganda era diferente: o licor montesclarense de pequi, além do sabor e do aroma, possui todas as propriedades do fruto. Essa disputa permaneceu empatada até que em 1922, veio visitar Minas Gerais, Alberto I, rei dos belgas e no cardápio foi introduzido o licor de pequi de Curvelo. O Rei bebeu do licor e gostou, fez rasgados elogios. Curvelo ganhou oficialmente a guerra do licor.

Nós de Montes Claros, entretanto não nos conformamos. Não houve confronto resmungava o farmacêutico Fróis Neto. O tempo passou. Muitas águas passaram debaixo da ponte. As palavras do Rei o vento as levou e a disputa serenou. Apesar disso, aí ainda estão os dois tipos de licor – cada um melhor do que o outro, depende de quem bebe – se montesclarense ou curvelano.

Na verdade, em uma análise desapaixonada, ambos os licores são excelentes, pois, sendo artesanato possuem aquele ingrediente de valor inigualável – a alma do artesão.

É voz corrente que o pequi é quente e excitante, afrodisíaco mesmo. Por isso providenciamos o pequi e a dosagem da vitamina E  na polpa amarela e na castanha.

Resultado: ausência de vitamina E. Como explicar a tradição popular?

Nossa hipótese é a seguinte: grande parte dos apanhadores de pequi é gente subnutrida, com todas as funções deficitárias.

Durante a safra de pequi, alimentando-se bem, todo o organismo se revigora. Uma coisa porém é certa – o pequi é uma anti-pílula; não se encontra casal estéril na região dos pequizeiros, pelo contrário – as famílias são prolíferas, sendo natural o número de prenhez gemelar.

O pequi suprime a deficiência generandi. Teria alguma identidade entre o corpo amarelo ou seu hormônio, a luteína, o nidificador do ovo recém-formado com a substância amarela da pequi? Seus efeitos seriam semelhantes? O pequi agiria então como corretor da deficiência hormonal luteínica.

Essa fama de facilitar a gravidez vem de longe.

No diário do nosso imperador D. Pedro II, sobre sua visita à Cachoeira de Paulo Afonso em 1859, há o seguinte registro: O meu guia foi um fulano de tal Calaça ( Manoel José Gomes) conhecedor desse sertão até Joazeiro e dos Cariris Novos, onde, segundo me disse, as mulheres emprenham na estação do pequi, excelente fruta, mas algum tanto enjoativa por causa do aroma.

Câmara Cascudo também fala sobre o pequi – a tradição de certas frutas facilitarem a fecundação humana, ocorre no sertão do São Francisco com o pequi. Creio a tradição explicar-se pelo comércio durante a colheita desses frutos, facilitando a promiscuidade.

Em todos os trabalhos coletivos nos campos – na colheita do café, nos mutirões, há essa aproximação social; no colheita do pequi há maiores facilidades ainda, porque as famílias passam as noites em plena convivência.

Cabe melhor para o pequi aquela quadrinha maliciosa sobre o café:

Quem tiver filha donzela
Não mande apanhar café
Se for menina vira moça
Se for moça volta muié.

CULINÁRIA DO PEQUI:

1) Pequi ao natural: cosido com sal e servido com farinha de mandioca.

2) Arroz com carne de sol e pequi:

Modo de fazer: A carne  picada é apertada na gordura com os temperos necessários. Junta-se o arroz e logo depois os pequis. Usar panela grande, para dar espaço, onde o arroz cresça, com bastante água. A arroz deve ficar mole e gordo.

3) Pasteis de pequi:

Dois quilos de fubá, seis ovos, um quilo de carne fresca, uma folha de louro, um molho de salsa, uma colher das de chá de noz moscada ralada, um quilo de banha, alho, pimenta malagueta, pequi cosido ou curtido, cebola, pimenta do reino, raspa de mandioca.

Modo de fazer:

Põe para ferver um tanto de água com um pouco de sal e gordura. Depois de boa fervura, juntar vagarosamente o fubá, sempre mexendo bastante para não encaroçar. Deixar cozinhar bem, despejando em seguida em uma vasilha com um pires de raspa de mandioca ou goma.

Depois de frio, adicionar os ovos, amassando bastante até ficar no ponto de fazer as capas, pondo-se o seguinte enchimento: carne fresca passada na máquina, apertada em gordura quente com, sal, alho, urucum; depois de bem refogado, junta-se os outros temperos, inclusive a raspa de pequi, passando tudo novamente na máquina, confeccionando finalmente os pasteis na forma usual.

4) Doce de pequi:  (polpa)

Ingredientes: 60 pequis e um quilo de açúcar.

Modo de fazer: Cozinhar os pequis, raspar a massa e passar na peneira. Juntar água à vontade. Levar ao fogo com açúcar. Quando der ponto de corte, despejar na tábua.

5) Doce da castanha do pequi: Passar as castanhas de pequi na máquina. Fazer o doce como doce de leite comum. Quando der ponto de corte, juntar a massa do pequi.

6) Pé-de-moleque: Fazer o doce conforme se faz com amendoim. No final junte as castanhas de pequi no lugar de amendoim.

7) Sorvete, picolé, refresco, etc.: Usar o leite com as castanhas batidas no liqüidificador.

8) Paçoca de amendoim: Castanha de pequi, rapadura e farinha de mandioca. Juntar tudo e socar no pilão.

9) Licor de pequi: (fórmula caseira) Colocar os pequis em um vidro de boca larga; juntar álcool comum até encher os interstícios entre os pequis. Fechar bem fechado. Deixar passar quinze dias, agitando o vidro de vez em quando. Quando quiser fazer o licor, junte 20% dessa tintura a 80% da calda de açúcar.

Antes de terminar desejamos afirmar que o pequizeiro se frutifica normalmente de janeiro a março. Vez por outra dá uma carga temporona de julho a agosto, como aconteceu neste ano. Foi em um ano de safra temporona que um cego foi chegando ao mercado de Januária e sentindo o cheiro penetrante de pequi. Foi perscrutando, apalpando, até chegou junto ao balcão de pequi e pediu uma esmola esperando ser obsequiado com uns pequis. Ficou por ali na esperança de ser visto.

A freguesia era muita e o vendedor não deu pela presença do cego. Os fregueses iam chegando, compravam pequi e saiam. No fim de uma hora de espera o cego resolveu apelar para a música e cantou:

Cidadão me dê uma esmola
Não precisa ser dinheiro
Pode ser uns três pequi
Que eu estou sentindo o cheiro
Tenha dó do pobre cego
Que aqui chegou primeiro.

Aguardou o efeito da música.

O homem continuava a atender a freguesia sem se incomodar com o cego, que perdeu a esportiva e cantou mais alto:

Januária, terra boa,
Terra igual eu nunca ví
Terra de moça bonita
E home bom no fuzí.
Mas ao redor de sete légua,
Tem cada fio de uma égua
Que nega a gente um pequi.

O artesão só emprega madeira seca de pequizeiros mortos naturalmente; ninguém derruba um pequizeiro no sertão; seria suprimir sua fonte de rendas e de alimentos em região de pobreza. Um pequizeiro seco é guardado avaramente para aproveitamento nos momentos necessários.

Estamos falando que ninguém derruba um pequizeiro em plena vitalidade; esse ninguém se refere ao habitante da região, os homens de tradição pequizeira. Há, porém, desonrosas exceções, são os fazedores de carvão. Essa gente não tem alma. Está fazendo uma devassa; já arrasaram com os cerrados de Curvelo, Corinto, Várzea da Palma, Jequitaí e estão tentando o mesmo em Montes Claros. Nossos campo – verdadeiros pomares onde nascem dezenas de árvores frutíferas, fonte de riqueza popular – estão sendo transformados em carvão.

E a Polícia Florestal assiste de camarote esse crime.

Hermes de Paula

Fonte: www .arara.fr

Pequizeiro

Nome popular: pequizeiro, pequiá, pequirana.
Nome científico:
Caryocar brasiliense.
Vegetação de ocorrência:
 cerrado.

Pequizeiro
Pequizeiro

Características da planta

O pequizeiro tem porte mediano podendo chegar a 10 m de altura. O pequizeiro é uma árvore que habita cerrados, cerradões e matas secas ao longo de todo o bioma Cerrado.

Porte: árvore frondosa, esgalhada, de casca espessa, escura e fendida.

Folhas: opostas, compostas de três folíolos ovais, recobertas com pelos curtos, tendo as nervuras bem marcadas.

Flores : brancas e grandes, com muitos estames, floríferas.

Fruto: os frutos são redondos do tamanho de uma laranja com casca esverdeada e um caroço espinhoso e tenro cuja amêndoa se come cura ou assada.  A massa que recobre as sementes é amarela, pastosa,  oleaginosa e rica em vitaminas e proteínas. A fruta pode ter de um a quatro caroços.

Aproveitamento alimentar: O pequi é aproveitado de diversas maneiras na cozinha macaubense na forma de óleo ou cozinhando os frutos.

Outros usos: Licores e sabão.

Propriedade: o pequi (100 g) possui cerca de 200.000 U.I. (unidade internacional) de vitamina A, equivalente a 120.000 mmg. É o fruto mais rico nessa vitamina até hoje analisado.

Composição por 100 g: além da vitamina A, o fruto maduro contém: 89 calorias, 14 mg de cálcio, 10 mg de fósforo, 1,39 mg de ferro, 0,241 de cobre, 0,03 mg de vitamina B1, 0,046 mg de vitamina B2 e 12,09 mg de vitamina C.

O pequizeiro floresce durante os meses de agosto a novembro, com frutos madurando a partir de setembro (normalmente novembro) até o início de fevereiro.

O pequizeiro é uma árvore de múltiplos valores: ecológico, cultural, gastronômico, medicinal, econômico.

O Pequizeiro

Pequizeiro está na relação das espécies com risco de extinção. Rico em vitaminas A, B e C, cálcio, fósforo, ferro e cobre, o fruto do pequizeiro (Caryocar brasiliense), árvore característica dos cerrados brasileiros é, dentre as espécies dessas regiões, uma das mais importantes economicamente, além de fazer parte da sua paisagem típica.

Contudo, apesar da sua importância nutricional e econômica, o pequi ainda não recebeu a devida atenção dos ambientalistas, agricultores e pecuaristas. Com a expansão acelerada da agricultura e da pecuária nas regiões de cerrado, nos últimos vinte anos, os pequizeiro vêm sendo derrubados sistematicamente correndo sério risco de extinção, principalmente na região Centro-Oeste.

Caryocar brasilienseA família do pequizeiro tem apenas dois gêneros: Caryocar e Anthodiscus. O Caryocar abrange quinze espécies, destacando-se o Caryocar brasiliense, o C, coreaceo, o pequi do norte da Bahia, Tocantins, sul do Maranhão e Piauí, o C, villosum, ou pequiá, e o C. glabrum, ou pequirana, que ocorrem no Amazonas; o C, nuciferum das Guianas, e o C. amygdaliferum, da Colômbio e Peru.

O Caryocar brasiliense ao contrário do C. villosum, árvore frondosa da Amazônia, com até 50 metros de altura tem porte mediano, embora seja uma das árvores mais altas dos cerrados, podendo chegar até 10 metros; produz frutos redondos, aproximadamente do tamanho de uma laranja, com casca esverdeada e um caroço espinhoso e tenro, cuja amêndoa se come crua ou assada.

Caryocar brasilienseCautela e um pouco de prática são recomendadas para consumir o fruto do pequi, palavra indígena que significa casca espinhenta, pois quem não sabe consumi-lo pode ficar com a língua e a boca cheias de espinhos. O seu caroço é revistido naturalmente de centenas de milhares de minúsculos espinhos e, por esse motivo óbvio, não pode ser mordido, principalmente pelos iniciantes. Contudo, depois de certa prática, não há nenhum risco para os degustadores.

O pequi é de fundamental importância na alimentação das populações do interior de Goiás, Tocantins, Mato Grosso, Distrito Federal e Minas Gerais, além de outros estados, onde o consumo é menor.

A massa que envolve as sementes é amarelada, pastosa, farinácea, oleaginosa e rica também em proteínas. Além de fornecer óleo comestível, o pequi é utilizado como condimento no preparo de arroz, carne, feijão e outros pratos. A polpa é ainda empregada na fabricação de licores e sabão caseiro. As amêndoas fornecem óleo para os mais diversos fins, e a madeira infelizmente, o que tem contribuído para acelerar a devastação dessa espécie é usada para a fabricação de móveis, caixas, dormentes, mourões, postes etc. A entrecasca produz ainda uma tintura castanho-escura de ótima qualidade, utilizada na produção de artigos de artesanato.

O pequi tem ainda emprego medicinal, como a Emulsão do Pequi e o Pequiodeo, aplicado no tratamento de todas as doenças do aparelho respiratório e definhamento orgânico, além de restaurador das energias e tônico, mesmo puro, ingerido na dose de uma colher de café, duas ou três vezes ao dia, durante as principais refeições, com base no senso comum das populações interioranas.

O pequizeiro floresce geralmente entre setembro e novembro e frutifica de dezembro a abril. Em cerrados, normalmente roçados para facilitar a pastagem do gado, encontram-se exemplares pequenos, com 1 metro de altura, carregados de flores em épocas fora do tempo normal de floração, quando há veranicos, no período de janeiro.

Sua produção não é estável. Em anos de muita chuva, produz pouco; ao contrário, nos de seca a produção é maior.

Tanto que nas regiões interioranas existe um adágio popular muito conhecido: ano de pequi, ano de crise. A chuva derruba as flores antes da fecundação, o que reduz a produção. Os frutos geralmente têm uma semente, mas podem vir com até quatro. Quando maduros caem e estão prontos para o consumo. Se colhidos verdes não têm o seu sabor característico.

Um pequizeiro pode produzir até 6000 frutos numa estação.

Fonte: www.macaubasemfoco.hpg.ig.com.br/www.ecologiaonline.com

Pequizeiro

PIQUI – Caryocar brasiliense Camb. Família caryocaraceae

O pequizeiro é arvore protegida por lei ( Portaria no. 54 de 03.03.87 IBDF – ) que impede seu corte e comercialização em todo o Território Nacional.

Visando a sua preservação, o Governo de Minas Gerais criou a Lei 13.965, que instituiu o Programa Mineiro de Incentivo ao Cultivo, ao Consumo, à Comercialização e à Transformação do Pequi e Demais Frutos de Produtos Nativos do Cerrado, o Pró-Pequi.

O pequizeiro é uma árvore nativa e símbolo do cerrado brasileiro. Seu fruto, o pequi, é muito apreciado pela população como alimento, na medicina caseira e para o consumo na forma de cozido, com arroz, em pratos salgados, licores e extração de óleo.

É também conhecido como piqui, piquiá, pequerim, amêndoa-de-espinho, grão-de-cavalo, suarí. A palavra pequi, na língua indígena, significa “casca espinhosa”.

Ocorre com mais intensidade nos Estados de Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal, São Paulo e Bahia.

Em muitas regiões, como a do Norte de Minas Gerais, a sua exploração extrativa constitui importante ocupação para inúmeras famílias, que têm essa cultura como fonte de renda e de emprego através da colheita, processamento e comercialização do pequi, pelo menos durante quatro meses no ano.

Recentemente vem sendo desenvolvida uma tecnologia para polpa na forma de concentrado em tablete, para disponibilizá-lo durante todo o ano.

O fruto do pequizeiro é rico em Vit. A e C, principalmente.

Pequizeiro
Pequizeiro

Pequizeiro
Pequizeiro – Flor

Nomes Populares: Piqui (MT), piquiá-bravo, pequi (MG, SP), amêndoa-de-espinho, grão-de-cavalo, pequiá, pequiá-pedra, pequerim, suari, piquiá.

Características Morfológicas: Altura de 6-10m, com tronco tortuoso de 30-40cm de diâmetro. Folhas compoostas trifolioladas, com folíolos pubescentes.

Ocorrência: Colher os frutos diretamente da árvore quando iniciarem a abertura espontânea ou recolhê-los no chão após a queda. Em seguida levá-los ao sol para completar a abertura e liberação dos caroços; a verdadeira semente encontra-se no interior do caroço e é difícl de ser retirada. Em ambos os caso levar os caroços ao sol para secar a polpa amarela que a envolve. Um quilograma de caroços assim preparados contém aproximadamente 145 unidades. Sua viabilidade em armazenamento é curta.

O pequizeiro

O pequizeiro é uma planta típica do Cerrado, que consiste num bioma de grande variedade de sistemas ecológicos, tipos de solo, clima, relevo e altitude, e com uma vegetação caracterizada por coberturas rasteiras, arbustos, árvores esparsas e tortuosas, de casca grossa, folhas largas e raízes profundas, formando desde paisagens campestres a florestas.

Com uma vida útil estimada de aproximadamente 50 anos, o pequizeiro atinge até 10 m de altura. Sua fase reprodutiva inicia-se a partir do oitavo ano, com floração ocorrendo normalmente entre os meses de setembro a novembro.

A frutificação acontece de outubro a fevereiro, produzindo frutos por 20 a 40 dias em média, com produção variável podendo chegar a 1000 frutos por pé.

Madeira

Madeira moderadamente pesada, macia, resistente e de boa durabilidade natural.

Fenologia

Floresce durante os meses de setembro-novembro. Os frutos iniciam a maturação em meados de novembro, prolongando-se até início de fevereiro.

Utilidade

A madeira é própria para xilografia, construção civil e naval. Os frutos são comestíveis e apreciadíssimos pelas populações do Brasil Central; o caroço com a polpa (mesocarpo) é cozido com arroz, usada para preparo de licor e para extração de manteiga e sebo; o caroço é lenhoso e formado por grande quantidade de pequenos espinhos, que podem ferir dolorosamente a mucosa bucal quando ingerido por incautos. Os frutos são também consumidos por várias espécies da fauna, que contribuem para a disseminação da espécie.

Usos

Utilização – empregado na alimentação humana, na perfumaria e na medicina caseira:

Raiz: é toxica e, quando macerada, serve para matar peixes
Madeira:
fornece dormentes, postes, peças para carro-de-boi,construção naval e civil e obras de arte; suas cinzas produzem potassa utilizada no preparo de sabões caseiros.
Folhas:
adstringentes, que estimulam a secreção da bílis.
Fruto:
produz óleo empregado como condimento no preparo de arroz e carnes, contendo proteínas, açucares, vitaminas A, Tiamina, sais de
cálcio, ferro e cobre. É empregado no combate a gripes e resfriados.
Sementes:
fornecem óleo ( manteiga de pequiá ), possuindo ainda propriedades aromáticas e sendo utilizadas no preparo de licores.
Casca:
fornece tinta, de cor acastanhada, utilizada pelos artesãos no tingimento de algodão e lã.

Fonte: www.clubedasemente.org.br

Pequizeiro

Pequi – Caryocar brasiliense

Nome Científico: Caryocar brasiliense
Nome Popular:
Pequi, piqui, pequizeiro, piquiá-bravo, amêndoa-de-espinho, grão-de-cavalo, pequiá, pequiá-pedra, pequerim, suari, piquiá
Família:
Caryocaraceae
Divisão:
Angiospermae
Origem:
Brasil
Ciclo de Vida:
Perene

Pequizeiro
Pequizeiro

Pequizeiro
Flor de Pequizeiro

O pequi ou pequizeiro é uma árvore típica do cerrado brasileiro, apresentando os característicos ramos tortuosos, além de ser heliófita, xerófita e semidecídua.

Seu tronco apresenta casca cinzenta, da qual se extrai corantes amarelos, utilizados pelos artesãos locais.

As folhas são compostas, divididas em três grandes folíolos verdes, de bordos irregulares, com o lado inferior mais claro e com a superfície recoberta por uma densa pilosidade.

As flores de cor branco-creme são muito decorativas e chamam a atenção pelos numerosos e longos estames.

A floração ocorre no final do inverno e primavera.Os frutos do pequizeiro surgem no final da primavera e no verão, são do tipo drupa e seus caroços envolvidos por uma polpa carnosa são muito apreciados na culinária e conhecidos pelos perigosos espinhos.

Os caroços podem ser consumidos em natura e em pratos cozidos de arroz, feijão, carnes, assim como conservas, doces, licores e vitaminas.

As castanhas, presentes no interior dos caroços também podem ser saboreados. A madeira do pequizeiro é de ótima qualidade, e pode ser utilizada na construção civil, naval, indústria moveleira, e na xilogravura.

No paisagismo o pequizeiro é adequado tanto para grandes parques como para pequenos jardins residenciais, pois seu porte não é muito avantajado, alcançando de 6 a 10 m de altura e seu crescimento é lento. Do plantio a frutificação vão de quatro a oito anos.

Devem ser cultivados sob sol pleno, em solo fértil e enriquecido com matéria orgânica, com largo espaçamento, em covas bem preparadas e com regas regulares no primeiro ano.

Multiplica-se por sementes que podem demorar cerca de 8 meses do plantio até a germinação, a armazenagem e a quebra de dormência ainda é contraditória e pode inviabilizar as sementes.

Fonte: www.jardineiro.net

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