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Pau-Brasil

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Pau-Brasil – O que é

Pau-Brasil, Caesalpinia echinata, é uma árvore de porte médio e crescimento lento da família Leguminosae, encontrada principalmente na Mata Atlântica brasileira.

Pau-Brasil é uma árvore nativa da Mata Atlântica, cuja área original estendia-se pela faixa litorânea brasileira em um percurso equivalente a 3 mil quilômetros.

A árvore possui particularidades físicas bem características, como tronco de coloração acinzentada ou avermelhada recoberto por espinhos e miolo cor de brasa.

Pode atingir 30 metros de altura e 1,5 metros de diâmetro. Somente as árvores mais velhas são aptas a produzirem flores e frutos, sendo que a floração inicia-se no final do mês setembro, prolongando-se até meados de outubro.

Logo que chegaram ao Brasil, há 500 anos atrás, os portugueses encontraram uma árvore que produzia corante utilizado para tingir tecidos, semelhante aos das espécies encontradas no extremo Oriente. Adotaram o mesmo nome da espécie oriental e começaram a explorá-la indiscriminadamente.

Por mais de 3 séculos, o Pau-Brasil foi um dos principais produtos exportados do Brasil. Sem dúvida, foi um fator determinante para a escolha do nome do país.

Atualmente, é muito difícil encontrá-lo em estado natural, a não ser em áreas de preservação situadas no litoral dos estados do Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo e Pernambuco.

A taxa de crescimento do Pau-Brasil depende de diversos fatores, como a composição do solo, o clima ou a localização geográfica.

Enquanto o alburno predomina nas árvores jovens, o durame amarelo ou marrom-avermelhado, ou seja a parte adequada para a fabricação de arcos, se torna dominante somente após vinte anos.

Um programa de reflorestamento no Estado de Pernambuco demonstrou que árvores de trinta anos de idade já produzem madeira adequada para a fabricação de arcos.

Ocorrência: do Ceará ao Rio de Janeiro. Atualmente sua presença pode ser notada apenas nos estados da Bahia, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

Outros nomes: ibirapitanga, orabutã, arabutá, brasileto, ibirapiranga, ibirapita, ibirapitã, muirapiranga, pau-rosado, pau-pernambuco.

Características: espécie semidecídua com 8 a 12 m de altura. Consta ter existido no passado exemplares de até 30 m de altura e diâmetro de 50- 70 cm.

Um exemplar antigo cultivado no Jardim Botânico do Rio de Janeiro possui 25 m de altura e 60 cm de diâmetro. Seus ramos terminais, folhas e frutos são providos de pequenos espinhos.

Folhas compostas duplamente pinadas (bipinadas) com 5 a 6 pares de pinas, cada uma com 6 a 10 pares de folíolos, com 1 a 2 cm de comprimento.

Seu tronco é áspero e descamante através de placas de forma irregular, deixando mostrar por baixo uma superfície vermelho-alaranjada que contrasta com o restante da casca de cor cinza.

Flores muito perfumadas, de cor amarela, que permanecem na planta por menos de uma semana.

Frutos são vagens totalmente recobertas por espinhos que se formam logo após a floração e amadurecem deixando cair espontaneamente as sementes em menos de 50 dias.

Um kg de sementes contém aproximadamente 3.600 unidades.

Habitat: floresta pluvial atlântica.

Propagação: sementes.

Madeira: Muito dura, pesada, compacta, de grande resistência mecânica e praticamente incorruptível.

Pau-Brasil – Utilidade

Nos tempos coloniais a madeira era muito utilizada na construção civil e naval e para trabalhos de torno, pela coloração vermelho-laranja-vivo.

Era também exportada em grande quantidade para extração de um princípio colorante denominado “brasileína” muito usado para tingir tecidos e fabricar tintas de escrever, representando a primeira grande atividade econômica do país.

Sua exploração intensa gerou muitas riquezas para o reino e caracterizou um período econômico de nossa história, que estimulou a adoção do nome “Brasil” ao nosso país.

Sua madeira, já muito escassa, é empregada atualmente apenas para a confecção de arcos de violino, sendo exportada para vários países exclusivamente para este fim.

Á árvore, de qualidades ornamentais notáveis e de grande importância histórica para o país, é amplamente cultivada em todo o país com fins paisagísticos.

Florescimento: setembro a outubro. A maturação dos frutos ocorre nos meses de novembro-janeiro.

Frutificação: novembro a janeiro.

Pau-Brasil – Exploração

Durante muito tempo, o pau-brasil foi o produto local mais precioso para os portugueses que o vendiam na Europa para o tingimento de tecidos.

Este corante foi para os portugueses o que a prata americana foi para os espanhóis. Conhecido desde o século XI na Europa como produto do Oriente, pelo nome de bressil na França e bracili ou brazili na Itália, foi introduzido em 1220 em Portugal e na Espanha. Abundante na Mata Atlântica brasileira foi explorado até sua extinção.

As árvores eram derrubadas e cortadas pelos índios em toras de aproximadamente 1,5 m de comprimento com cerca de 30 Kg cada, em troca de bugigangas.

Árvore do Brasil, cuja madeira fornece uma tinta vermelha, por ser abundante nas matas do litoral, no século XVI, deu origem ao nome Brasil, com que se passou a designar a Terra de Santa-Cruz.

Pode alcançar mais de 20 metros de altura e circunferência superior a 1,50m. Seu tronco é quase reto, áspero, com galhos sinuosos e casca cinza-escura. Possui folhas verdes luzentes, flores amarelas, discretamente perfumadas. O fruto é uma vagem de cor prata que quando madura, abre com o calor. A semente é irregularmente circular, marrom-claro, passando a escuro com o tempo e germina após cinco dias.

pau-brasil foi, juntamente com a arara e o papagaio, o primeiro produto de exportação do Brasil. Desde o descobrimento da Terra de Vera Cruz, até o aparecimento dos corantes artificiais em 1875, ocupou lugar de destaque na lista dos produtos exportados para a Europa.

Na época do descobrimento, foi o primeiro produto a despertar o interesse comercial dos descobridores. Chegou a ser incluído na lista das espécies vegetais em extinção, por ter sido usado desordenadamente, sem nenhuma preocupação para com o equilíbrio da natureza.

Com o aparecimento da indústria têxtil, a França foi um dos países mais interessados em obter tecidos na cor púrpura, que era símbolo de nobreza dos povos do Oriente. O pau-brasil, especialmente o nativo de Alagoas e Pernambuco, era o preferido pelo mercado europeu, talvez pela coloração forte e duradoura.

Pode-se dizer que São Lourenço da Mata, em Pernambuco, funcionou como uma espécie de empório (centro de comercio internacional) do pau-brasil enviado para a Europa. De uma só vez, em 1761, chegou-se a embarcar 14.558 quintais (peso correspondente a quatro arrobas – cerca de 60kg); em 1765, através de vários embarques, seguiram 34.428 quintais; em 1770, 10.444 quintais de uma vez e 10.336 de outra; em 1771, 24.499 quintais.

A primeira ação de D. Manoel em defesa do pau-brasil foi considerar a sua exportação como monopólio da Coroa, contrariando os governos da Inglaterra, Holanda, Espanha e principalmente da França.

Os franceses ainda tentaram se apoderar da “rota do pau-brasil”, mas não conseguiram graças à ação de Portugal no campo diplomático e no campo bélico.

Outra medida tomada por D. Manoel em defesa do pau-brasil foi um contrato de arrendamento com um grupo de mercadores dirigido por Fernão de Noronha, um poderoso armador e comerciante português, pessoa de grande prestígio junto ao Rei, descobridor da ilha de Fernando de Noronha que, mais tarde, tomou seu nome. Fernão não conseguiu cumprir totalmente seu compromisso, porque além das lutas contra a pirataria, lutava também contra os índios que colaboravam com os piratas na obtenção do pau-brasil, em troca de bugigangas e utensílios diversos.

Em decorrência da exploração sem planejamento, o pau-brasil foi extinto das matas, mais do que isso, foi esquecido, lembrado apenas como história ou no dia da árvore. Em 1961, quando Jânio Quadros era Presidente da República, aprovou o Projeto n.3.380/61, que declara o Pau-Brasil árvore nacional e o Ipê Amarelo, a flor nacional.

Material para a fabricação de Arcos

Importado pelos países europeus e usado como uma tintura até cerca de 1850, o Pau-Brasil foi usado pela primeira vez na confecção de arcos por volta de meados do século XVIII.

Os Irmãos Tourte foram uns dos primeiros a apreciar as qualidades excepcionais desta madeira.

Antes disso, os archetários (os archetários produzem arcos de violino) empregavam diversos outros tipos de madeiras tropicais. Devido a sua notável densidade e dureza, essas madeiras eram geralmente conhecidas como “Madeiras de Ferro”.

Num curto espaço de tempo, o Pau-Brasil substituiu todas estas outras madeiras devido ao fato de que a qualidade sonora que produzia agradava mais aos músicos e também porque suas qualidades físicas faziam dele o material ideal para a confecção de arcos chambrados.

Desde que foi introduzido pela primeira vez há duzentos e cinqüenta anos, archetários e músicos de todo o mundo ainda não tiveram conhecimento de uma madeira de qualidade comparável que pudesse substituir o Pau-Brasil. A combinação de rigidez, flexibilidade, densidade, beleza e capacidade de manter uma curva fixa são propriedades que fazem do Pau-Brasil um material excepcional para a fabricação de arcos.

A extração de pau-brasil

O pau-brasil, assim chamado pelos europeus, crescia naturalmente em quase todo o litoral brasileiro, na mata Atlântica.

Os europeus usavam essa madeira para extrair dela uma tinta vermelha empregada para tingir tecidos, pintar manuscritos e ainda para trabalhos de marcenaria.

Sua exploração foi realizada com base no trabalho dos indígenas, que cuidavam do corte e do transporte para os navios, e constituiu a primeira atividade econômi­ca da nova colônia portuguesa na América.

A extração de pau-brasil foi realizada em diversas partes do território. Quando o pau-brasil acabava num lugar, os comerciantes procuravam-no em outro e, assim, iam destruindo as florestas de mata Atlântica.

Por causa dessa atividade foram criadas feitorias em alguns pontos do litoral para defesa e armazenamento do pau-brasil ou de outras mercadorias retiradas da terra.

Os franceses também tinham interesse no pau-brasil e não concordavam que a posse do território ficasse somente com Portugal e Espanha. Com a ajuda de alguns grupos indígenas, os franceses continuavam a explorar a madeira. Diante disso, o rei de Portugal mandou vários navios com soldados para proteger a nossa costa contra os ataques dos franceses.

A exploração de pau-brasil durante esse período foi tão intensa que, atualmente, ele é uma espécie vegetal em extinção. A mata Atlântica, que se esten­dia por boa parte do território, foi sendo derrubada para a implantação de outras atividades econômicas. Hoje existe menos de 10% dessa vegetação.

Pau-Brasil – Madeira e corante

A madeira do pau-brasil, que ao ser exposta toma coloração bem vermelha, é dura e resistente à umidade. Já foi muito usada em obras finas de marcenaria, como arcos de violino, e na construção naval.

O corante, extraído por infusão da madeira reduzida a pó, permite a obtenção de tonalidades variadas, do vermelho-claro ao quase preto, e serviu principalmente para tingir tecidos até meados do século XIX, quando caiu em desuso após a descoberta das anilinas e outras tintas sintéticas.

Nos séculos XVII e XVIII, o pau-brasil teve posição de destaque no comércio internacional e se popularizou nas designações em outras línguas, como bois de brésil, em francês, e brazilwood, em inglês.

Na terra de origem era conhecido também como pau-de-pernambuco, pau-vermelho, pau-rosado e pau-de-tinta.

Pau-Brasil – Planta

Caule

Atinge até 30 m de altura e 40 a 60 cm de diâmetro em condições naturais, porém quando cultivado, o pau-brasil dificilmente ultrapassa 15 m, com diâmetro de 20 a 40 cm.

Dois anos após plantio, pode chegar a 2 m de altura. É uma árvore de porte elegante, copa arredondada, folhas verde-brilhantes, flores em cachos amarelo-ouro, suavemente perfumadas, prestando-se como ornamental e própria para arborização urbana.

Apresenta fuste circular quase reto, com casca pardo-acinzentada e com muitos acúleos que diminuem sensivelmente com a idade da planta.

Madeira de cerne castanho-avermelhada e alburno fino de coloração amarelada é bastante resistente e pesada, superfície lisa, galhos ascendentes longos, geralmente finos. flexíveis e com acúleos.

Folha

O primeiro par de folhas cotiledonares das plântulas apresenta folíolos opostos. Já a partir do segundo par de folhas os folíolos são alternos. As folhas do pau-brasil caracterizam-se como alternas, compostas, bipinadas (sub dividida em pinas e estas em folíolos), de folíolos ovais e pequenos, formando folhagem densa verde-escura brilhante.

Flor

As flores estão reunidas em inflorescência do tipo cacho simples, com pétalas de coloração amarelo-ouro; sendo que uma delas, denominada vexílo ou estandarte, possui coloração vermelho-púrpura o que proporciona às flores caráter bastante ornamental.

A primeira florada em São Paulo ocorre após cinco anos do plantio, entre setembro e março. Em Pernambuco, floresce aos três anos, entre dezembro e maio. Pesquisa realizada em Moj-Guaçu, SP sobre comportamento fenológico do pau-brasil mostra que o pico da floração ocorre nos meses de setembro/outubro, com frutificação em novembro/dezembro.\\\\\

Polinização das flores

Apresentando pétalas amarelo-ouro, com uma mancha vermelha-púrpura na pétala superior central, exalando um aroma suavemente perfumado que lembra o jasmim, a inflorescência do pau-brasil torna-se desta forma um grande atrativo para as abelhas.

Com a experiência acumulada ao longo de masi de duas décadas de pesquisa, o autor sugere que as abelhas chamadas de africanizadas (Apis melizera scutellata), provavelmente sejam as principais responsáveis pela polinização das flores de pau-brasil.

Estas abelhas são excelentes produtoras de mel e, foram introduzidas em São Paulo em 1956. A Apis melizera scutellata é uma abelha híbrida da abelha européia (Apis melizera ligustica, Apis melizera caucasica, Apis melizera carnica) com abelha africana Apis melizera scutellata.

Outras espécies de abelhas eventualmente visitam as flores de pau-brasil, dentre elas a jataí (Tetragonisca angustula Latreille), a arapuá (Trigona spinipes Fabricius) e alumas vespas marimbondo.

Fruto

Vagem deiscente (que se abre quando madura liberando as sementes), espinescentes (cobertas de saliências).

Em São Paulo, a maturação dos frutos ocorre entre novembro e dezembro, podendo esporadicamente ocorrer maturação em maio.

Na fase de maturação, os frutos apresentam coloração amaronzada.

Dia Nacional do Pau-Brasil

Dia Nacional do Pau-Brasil, que o declarou a Árvore Nacional, comemorado a 3 de maio, conforme a Lei Federal n° 6.607, de 7 de dezembro de 1978, foi instituído com a finalidade de conscientizar a população da necessidade de se preservar o pau-brasil que, para atingir a sua plenitude, demora cem anos, alcançando os 30 metros de altura e 1,5 m de circunferência.

Hoje, os remanescentes dessa planta não passam de 3% da quantidade existente à época do descobrimento do Braisl, em 1500.

Pau-Brasil – Classificação

Nome científico: Caesalpinia echinata Lam.
Nome popular:
 pau brasil, ibirapitanga, arabutã, brasilete, pau rosado, pau vermelho, pau de pernambuco, árvore do brasil, ibiripitinga, sapão, imirá piranga, muirapiranga, orabutã, pau pernambuco
Família:
 Caesalpiniaceae (Leguminosae)
Sub-família:
 Caesalpinioideae
Outros nomes populares: 
ibirapitanga, pau-vermelho, ibirapiranga, arabutã, brasileto, araboretam, pau-de-pernambuco.
Grupo Ecológico:
 tolerante
Ocorrência:
 floresta estacional semidecídual, floresta ombrófila densa
Distribuição Geográfica:
 AL,BA, ES, MG, PB, PE, RJ, RN, SE.
Dispersão:
 autocoria
Polinização: 
melitofilia
Floração: 
SET/OUT/NOV/DEZ
Frutificação: 
OUT/NOV/DEZ/JAN
Longevidade: 
Acima de 300 anos.

Pau-Brasil – Fotos

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Pau-Brasil – Flor

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Pau-Brasil – Flor

 
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Fonte: www.vivaterra.org.br/inventabrasilnet.t5.com.br/www.geocities.com/www.ipci-comurnat.org/www.arara.fr

 

 

 

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