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Juazeiro

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Juazeiro (Joazeiro ou Juá)

Juazeiro
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Têm o mesmo caráter os juazeiros, que raro perdem as folhas de um verde intenso, adrede modeladas às reações vigorosas da luz. Sucedem-se meses e anos ardentes. Empobrece-se inteiramente o solo aspérrimo.

Mas, nessas quadras cruéis, em que as soalheiras se agravam, às vezes, com os incêndios espontaneamente acesos pelas ventanias atritanto rijamente os galhos secos e estonados _ sobre o depauperamento geral da vida, em roda, eles agitam as ramagens virentes, alheios às estações, floridos sempre, salpitando o deserto com as flores cor de ouro, álacres, esbatidas no pardo dos restolhos à maneira de oásis verdejantes e festivos (…). Caracterizam a flora caprichosa da plenitude do estio. Euclides da Cunha, Os Sertões, A Terra, IV

De todas as arvores do nordeste brasileiro, o juazeiro é a mais tipicamente sertaneja, a planta símbolo das caatingas. É uma planta perfeitamente adaptada aos climas semi-úmido, sub-úmido e semi-árido.

Apesar de ser característica de regiões secas, esta espécie cresce de preferência em locais onde possa tirar água do subsolo: baixadas úmidas e margens de riachos.

Aparece de maneira espontânea no Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e norte de Minas Gerais.

O juazeiro é uma árvore de crescimento vagaroso e de vida longa, podendo passar de 100 anos. É uma das poucas árvores da caatinga que não perde as folhas durante a estação seca.

Um dado interessante a respeito desta árvore é que, ao contrário das demais pertencentes às caatingas, na sua ocorrência espontânea, não forma mata, aparecendo de forma isolada.

Os frutos e as folhas verdes ou secas são muito apreciados por animais, os ramos servem de alimentos para ovinos, bovinos e caprinos. Devido à baixa digestibilidade de matéria seca e de matéria orgânica de joazeiro por caprinos e ovinos, essa planta deve ser utilizada apenas como recurso alimentar alternativo durante a época seca, no período de maior escassez.

As ramas de juazeiro são ricas em proteína digestível, em hidratos de carbono e até em celulose digestível. As raspas da entrecasca como são ricas em saponinas, servem de dentifrício. A casca é excelente tônico capilar. A água do fruto serve para clarear e amaciar a pele; as cascas são usadas no tratamento de dermatoses.

O produto da maceração da entrecasca é administrado por via oral para tratamento de dispepsia e indigestão.

Esta planta tem sido empregada na medicina popular também como expectorante, no tratamento de bronquites, tosses e de ulceras gástricas. Vários pesquisadores provaram a existência de algumas ações farmacológicas desta planta, como efeito cardiotônico direto, de ação hipotensora.

Seus frutos são adocicados e ricos em vitamina C, sendo consumidos por aves, animais domésticos e pelo homem. Dos frutos secos pode ser feito vinho moscatel..

Como a sua floração ocorre nos meses mais secos do ano (novembro e dezembro), quando a maioria das espécies da caatinga encontra-se desfolhada e sem flores ela é e quase a única espécie a fornecer néctar às abelhas.

O juazeiro também é bastante utilizado como madeira para marcenaria e construções rurais devido a sua durabilidade e resistência.

O juazeiro é a árvore sagrada dos fulni-ô, tribo indígena de Águas Belas, Pernambuco. É em volta dessa árvore que os fulni-ô celebram anualmente seu ritual sagrado do Ouricuri. Para eles o juazeiro tem poderes curativos e de purificação.

Fonte: www.tonomundo.org.br

Juazeiro

Nome científico: Ziziphus joazeiro
Família:
Ramanáceas
Sinônimo botânico:
Ziziphus guaranitica Malme.
Outros nomes populares:
joá, joazeiro, juá-de-espinho, juazeiro, jurubeba, jurupeba, raspa-de-juá, juá-fruta, enjuá, enjoaá, juá-mirim, laranjeira-do-vaqueiro, Joazeiro (inglês), jujubier brésilien (francês), zizyphus joazeiro (italiano).
Origem:
Brasil

Descrição e característica da planta

O juazeiro é uma planta perene, encontrada como vegetação natural, desde o interior do estado do Piauí ao norte de Minas Gerais.

Ele ocorre em toda a região conhecida como caatinga.

Os povos sertanejos o consideram uma planta especial, porque, mesmo em épocas de seca prolongada, está sempre verde e com flor.

Essa alta tolerância à seca é motivada pelas suas raízes que atingem grandes profundidades.

A árvore pode chegar a 12 metros de altura, mas geralmente fica com 5 a 6 metros.

As flores são amarelas.

Os frutos arredondados, de cor marrom, contêm polpa translúcida, sabor adocicado, levemente ácido, rico em vitamina C e em cada fruto contém uma semente.

A propagação é feita através de sementes.

Produção e produtividade: a frutificação ocorre de janeiro a maio. Cada árvore produz grande quantidade de frutos.

Constituintes químicos: ácido betulínico, ácido oleamólico, amido, anidrido fosfórico, cafeína, celulose, hidratos de carbono, óxido de cálcio, proteína, sais minerais, saponina, vitamina C.

Propriedades medicinais: adstringente, antiinflamatória, antigripal, cicatrizante, desopilante, expectorante, febrífuga, higienizante, sudorífero, tônico capilar.

Indicações: caspa, febre, gengivite, má digestão, mal do estômago, órgãos sexuais, placa bacteriana, crescimento e queda de cabelo, vias urinárias.

Parte utilizada: folhas, frutos, casca, raiz.

Contra-indicações/cuidados: gestantes, nutrizes e crianças. Por conter saponina, a planta é considerada tóxica e deve-se ter cuidado em seu consumo.

Utilidade

Os frutos maduros são consumidos ao natural ou na forma de refrescos, sucos e geléias.

Outras partes da árvore são usadas na medicina popular.

Os animais se alimentam de folhas, ramos tenros e frutos. Nos períodos de seca prolongada, a planta serve de complemento alimentar dos animais.

Fonte: globoruarltv.globo.com

Juazeiro

Juazeiro
Juazeiro

O juazeiro (Ziziphus joazeiro Mart.; Rhamnaceae), também conhecido por joá, larajeira-de-vaqueiro, juá-fruta, juá e juá-espinho, é uma árvore típica do Nordeste do Brasil.

Seus frutos, do tamanho de uma cereja, são comestíveis e utilizados para fazer geleias, além de possuírem uma casca rica em saponina (usada para fazer sabão e produtos de limpeza para os dentes). São também utilizados na alimentação do gado na época seca.

Membro da família Rhamnaceae, é uma árvore, em seu ambiente natural de caatinga e cerrado, de médio porte, com ramos tortuosos protegidos por espinhos

Entretanto, a espécie se adapta bem a locais mais úmidos, onde se torna árvore elegante com cerca de 15 metros de altura. Suas folhas assemelham-se às folhas de canela, exceto pelo tom verde mais claro e consistência mais membranácea. Suas flores são pequenas, de cor creme, dando origem a frutos esféricos, também pequenos, de cor amarelada, doces, com uma semente em seu interior.

A árvore é reputada por diversas propriedades medicinais. Entre seus componentes químicos, destacam-se vitamina C, pó de juá, cafeína, ácido betulínico e saponinas (estas últimas consideradas tóxicas, se em grandes quantidades). O extrato do juazeiro, o juá, é empregado na indústria farmacêutica em produtos cosméticos, dentre eles xampus e cremes, bem como em cremes dentais.

CARACTERÍSTICAS GERAIS

Árvore de 10 metros de altura, com copa grande. Tronco simples ou ramificado, casca lisa. Folha simples, pecioladas, largo ovais, cordadas na base, afiladas no ápice, consistência levemente coriácea, lisas, trinérvias, ligeiramente brilhantes, bordo serrilhado, glabras, exceto por pêlos nas nervuras do lado de baixo, de até 10 cm de comprimento. Inflorescências em cimeiras quase globosas, com muitas flores, pedicelo curto subdivididos dois a dois, pétalas recurvadas.

Fruto drupa amarelada do tamanho de uma cereja.

Sinonímia botânica: Ziziphus gardneri Reiss.

OBSERVAÇÕES ECOLÓGICAS E OCORRÊNCIA

Ocorre no Piauí até o norte de Minas Gerais, en campos abertos ou caatingas dos sertões, no polígono das secas. Na época mais seca das caatingas diz-se que uma das últimas plantas a perder as folhas.

USOS MAIS FREQUENTES

Frutos comestíveis ao natural ou como geléia. A casca do fruto é rica em saponina e usada para fazer sabão e produtos para limpeza dos dentes. Também usado na alimentação do gado na época seca.

Flor: Setembro a janeiro.

Fruto: Junho e julho.

Juazeiro
Juazeiro – Folhas

Fonte: www.balneariodaserra.com.br/www.esalq.usp.br

Juazeiro

Juazeiro
Juazeiro

O Juazeiro (Zizyphus Joazeiro) ou juá, joá, laranjeira-de-vaqueiro é uma espécie de árvore abundante no Nordeste brasileiro. Possui copa larga e alta.

Planta que gosta de clima quente, vive em terras semi-úmidas, semi-áridas e cresce melhor em terrenos mais úmidos onde pode chegar aos quinze metros de altura.

Suas folhas são verdes, brilhosas, as bordas são serrilhadas e pode chegar a dez centímetros. As flores são pequenas em pequenos ramalhetes tem uma coloração amarela para verde e se assemelham muito a estrelinhas.

Os frutos são pequenos, arredondados, doces e amarelos quando maduros, sua polpa é esbranquiçada e doce, podem ser consumidos tanto por humanos quanto pelos animais, as cabras e as emas adoram comer juá.

Possui apenas uma semente, que é bastante dura, em cada fruto. Tem um tronco simples ou ramificado e a casa é lisa.

Uma característica marcante para conhecer um juazeiro no tempo da seca é só olhar para a paisagem aparentemente sem vida, quando deparar com uma árvore verde-clara então é essa a planta do juá.

O estrato do juazeiro é muito usado na indústria, principalmente, na fabricação de cremes dentais.

Classificação científica:

Reino: Plantas.
Classe:
Magnoliopsida.
Ordem:
Rosales.
Família:
Rhamnaceae.
Nome Científico:
Zizyphus Joazeiro.
Divisão:
Angiosperma.
Habitat:
Caatinga.
Distribuição Geográfica:
do Piauí até o Norte de Minas Gerais.

Fonte: www.focadoemvoce.com

Juazeiro

Juazeiro
Juazeiro

Capaz de permanecer sempre verde, graças às raízes profundas que exploram quaisquer resquícios de umidade, o juazeiro desafia os períodos de seca e continua a vegetar em solo árido, nos campos abertos ou na caatinga dos sertões nordestinos.

Também chamado de joá, juá, juá-fruta, juá-espinho ou laranjeira-de-vaqueiro, o juazeiro (Zizyphus joazeiro) pertence à família das ramnáceas, que inclui a jujuba ou jujubeira e a colubrina, mas está pouco representada no Brasil.

É árvore de tronco espinhento, que atinge mais de dez metros de altura, com cerca de sessenta centímetros de diâmetro.

As folhas, ovais, serrilhadas, levemente coriáceas, de um verde intenso e com algum brilho, têm nervuras pronunciadas e variam de cinco a dez centímetros de comprimento, por três a cinco centímetros de largura.

As flores, bem pequenas, agrupam-se em cimeiras ou cachos.

O juazeiro ocorre do Piauí ao norte de Minas Gerais.

Suas frutas, abundantes e amarelas, do tamanho de uma cereja, são um recurso alimentar para o homem quando a escassez o ameaça. As folhas servem de alimento para o gado.

Fonte: biomania.com

Juazeiro

Juazeiro, Juá (Zizyphus joazeiro)

Juazeiro
Juazeiro

Juazeiro é uma árvore nativa do nordeste brasileiro, encontrada principalmente em áreas secas como caatinga e cerrado.

É uma árvore de porte médio, geralmente atingindo entre 5 e 10 metros de altura, com copa grande e densa, carregada de folhas.

Suas folhas verdes têm consistência membranosa, largas e verdes. Produz um fruto pequeno, amarelado e redondo de cerca de 3 centímetros, comestível e também apreciado por pássaros.

É uma árvore muito resistente a períodos de seca.

Indicações

No Brasil, usa-se as cascas do tronco do Juazeiro para baixar a febre. Também é muito utilizado para casos de caspa, queda de cabelo e seborréia.

A casca do fruto contém saponina, podendo ser utilizada como sabonete para resolver problemas da pele, para limpeza bucal, cremes e loções.

Outros nomes no Brasil: Juá, laranjeira-do-vaqueiro, raspa-de-juá, joazeiro

Fonte: www.fitoterapicos.info

Juazeiro

Juazeiro – Zizyphus joazeiro

Outros nomes populares: joá, juá, juá-espinho, juá-fruta, laranjeira-de-vaqueiro

Características gerais

Árvore de pequeno a médio porte (5-14 m de altura por 40-50 cm de diâmetro), dotada de tronco curto, geralmente tortuoso e canelado, revestido por casca um tanto áspera de cor cinza-clara.

Possui copa baixa, arredondada e densa, muito ramificada, que jamais perde suas folhas.

Seus ramos mais finos são dotados de espinhos agudos de até 4 cm de comprimento.

As flores são pequenas, de cor amarelada, reunidas em inflorescências cimosas axilares.

Os frutos são globosos de cor amarelada de até 2 cm de diâmetro, constituídos de uma massa carnosa adocicada externa contendo em seu interior uma única semente muito dura.

Origem

É uma árvore originário das caatingas do nordeste brasileiro, desde o Piauí e Ceará até o norte de Minas Gerais. É particularmente freqüente no vale do Rio São Francisco onde encontram-se os maiores exemplares.

Têm como nomes populares: joá, juá, juá-espinho, juá-fruta e laranjeira-de-vaqueiro.

É uma das plantas arbóreas típicas dos sertões nordestinos, prefere os solos aluviais argilosos, mas cresce por toda parte, inclusive nos tabuleiros mais áridos e pedregosos. Conserva-se sempre verde, nunca se despe de toda folhagem, que se renova durante o mês de outubro, mesmo nas mais rigorosas secas, graças ao amplo e profundo sistema radicular. Frutifica a partir de junho, podendo estender-se até agosto.

O juazeiro fornece madeira moderadamente pesada, de boa resistência mecânica e moderadamente durável quando exposta ao tempo. É empregado em construções rurais para moirões, estruturas de pontes, confecções de móveis rústicos e como lenha. A sua cinza contém muito potássio, outrora muito usada como lixívia e na produção de sabão. Sua entrecasca é rica em saponina e contém um princípio anticárie, aproveitada atualmente na formulação de dentrifícios.

Os frutos, ricos em vitamina C, são comestíveis e muito apreciados pelas populações locais, além de muito procurados por animais em geral. É uma planta perenifólia, ou seja, não perde totalmente as folhas durante o ano, adaptada ao crescimento a pleno sol, com nítida preferência por solos férteis de várzeas e beira de rios. O fato de não perder as folhas durante o período de seca não significa que seja tão resistente a falta de água, mas geralmente onde cresce pode-se encontrar água a pequena profundidade.

Utilidades

O juazeiro fornece madeira moderadamente pesada, de boa resistência mecânica e moderadamente durável quando exposta ao tempo. É empregada localmente em construções rurais, para moirões, estruturas de pontes, confecção de móveis rústicos e como lenha. A sua cinza contém muito potássio, outrora muito usada como lixívia no fabrico de sabão. Sua entrecasca é rica em saponina e contém um princípio anticarie, aproveitada atualmente na confecção de dentifrícios.

Os frutos, ricos em vitamina C, são comestíveis e muito apreciados pelas populações locais, além de muito procurados por animais em geral. Além de fornecer ótima sombra, suas folhas e ramos são forrageiros, utilizados pelo gado na época da seca. Como se pode notar, o juazeiro é uma providência na época da seca no Nordeste.

Uso farmacológico e medicinal

Infusões da casca de Zizyphus joazeiro Martius têm sido empregadas no nordeste brasileiro como remédio contra a febre. Um estudo investigou a atividade antipirética de um extrato aquoso da planta em coelhos febris pela injeção intravenosa de endotoxina de Escherichia coli. A febre foi significativamente diminuída pela administração da infusão da casca de Zizyphus joazeiro.

No estudo químico das cascas do caule de Zizyphus joazeiro foram identificados o lupeol, ácido betulínico, cafeína e estearato de glicerila através de técnicas espectroscópicas usuais.

Em pesquisa brasileira, cientistas validaram o uso do Zizyphus joazeiro para o combate às cáries. Um decocto da casca demonstrou atividade forte contra bactérias comuns que formam placa dentária e cárie. Além disso, o juazeiro conduz a diminuição da inflamação provocada pela cárie. Proporciona o alívio da dor, promove cura e reduz infecções bacterianas secundárias causadas por filárias (maior parasita tecidual que afeta humanos).

Juazeiro é uma boa fonte de ácido betulínico, assim como três novos ésteres derivados deste ácido, os quais têm sido encontrados apenas nesta espécie. Ácido betulínico tem sido longamente documentado com atividade antibiótica moderada, contudo, cientistas descobriram que os três derivados demonstraram extraordinária atividade contra bactérias Gram positivas.

Juazeiro
Juazeiro (Zizyphus joazeiro) na caatinga nordestina

Juazeiro
Folhas e flores de juazeiro (Zyziphus joazeiro)

Juazeiro
Frutos do juazeiro (Zizyphus joazeiro)

Informações ecológicas: é uma planta perenifólia, ou seja, que não perde totalmente as folhas durante o ano, adaptada ao crescimento a pleno sol, com nítida preferência por solos férteis de várzeas e beira de rios.

O fato de não perder as folhas durante o período de seca não significa que seja tão resistente a falta de água, mas sim, porque onde cresce geralmente pode-se encontrar água a pequena profundidade. Floresce abundantemente durante os meses de novembro-dezembro e frutifica a partir de junho, podendo estender-se até agosto.

Produção de mudas

Os frutos podem ser recolhidos no chão sob as árvores logo após a queda espontânea quando maduros. Em seguida devem ser deixados amontoados até iniciar-se o apodrecimento da polpa para facilitar a remoção da semente. Um kg de sementes limpas contém aproximadamente 1720 unidades. Colocar as sementes para germinar logo que colhidas em canteiros semi-sombreados contendo substrato organo-argiloso.

Cobri-las com uma camada de 0,5 cm do substrato peneirado e irrigar duas vezes ao dia. A emergência ocorre em 70-100 dias e a taxa de germinação geralmente é baixa. O desenvolvimento das mudas, bem como das plantas no campo, pode ser considerada lenta.

Fonte: www.ct.ufpb.br/www.achetudoeregiao.com.br

Juazeiro

Juazeiro – Ziziphus joazeiro

Juazeiro
Juazeiro

Taxonomia e Nomenclatura

De acordo com o Sistema de Classificação de Cronquist, a posição taxonômica de Ziziphus joazeiro obedeceà seguinte hierarquia:

Divisão: Magnoliophyta (Angiospermae)
Classe:
Magnoliopsida (Dicotyledonae)
Ordem:
Rhamnales
Família:
Rhamnaceae
Gênero:
Ziziphus
Espécie:
Ziziphus joazeiro Martius.

Segundo Lima (1985), Little notificou que a grafia Ziziphus é a correta e não Zizyphus como tem sido amplamente usada. Contudo, MacBride usou a grafia Zizyphus, mas admitiu que o nome genérico foi originalmente Ziziphus.

Publicação: in Reise Bras. 2:581.

Sinonímia botânica: Ziziphus guaranitica Malme; Ziziphus gardneri Reissek Juazeiro Ziziphus joazeiro

Nomes vulgares por Unidades da Federação: na Bahia, joazeiro, juá-babão e juá-de-boi; no Ceará, joá-mirim e joazeiro; na Paraíba, joazeiro e juazeiro; em Pernambuco: juá; no Rio Grande do Norte: juareiro; no Estado do Rio de Janeiro: juá-bravo; no Estado de São Paulo, joazeiro e em Sergipe, juazeiro.

Nos seguintes nomes vulgares, não foi encontrada a devida correspondência com as Unidades da Federação: enjoá, enjuá, joá; joazeiro, juá; juá-espinho, juá-de-espinho, juáfruta, juá-mirim, laranjeira-de-vaqueiro; loquiá (assim conhecido pelos índios carijós); raspa de juá.

Etimologia: embora a etimologia dessa espécie seja um tanto obscura, o nome genérico tem sido considerado como derivado de Zizuf (do antigo fenício); Zezaf ou Zefzaf (do arábico); Zizafun (do pérsico) e Ziziphus (do grego) (BRIZICKY, 1985).

Inicialmente, a planta foi introduzida em Roma, proveniente da Síria, no fim do reinado do Imperador Augustus. Trouxe seu nome Ziziphus e este foi introduzido em algumas línguas européias e orientais provenientes do hebreu, bem como dele foi derivada a palavra grega Ziziphus; o epíteto específico joazeiro é originado do vocábulo indígena juá, do tupi, que significa frutos carnosos.

Descrição

Forma biológica: é uma árvore perenifólia o ano todo, graças ao amplo e profundo sistema radicial, capaz de coletar a escassa umidade existente no subsolo.

Às vezes, embora raramente, quando a água do solo se torna extremamente escassa, pode perder por completo a folhagem (OLIVEIRA, 1976).

As árvores maiores atingem dimensões próximas de 16 m de altura e 53 cm de DAP (diâmetro à altura do peito, medido a 1,30 m do solo), na idade adulta.

Tronco: é reto ou tortuoso, bastante esgalhado, com ramos armados de fortes espinhos, com ramos flexuosos subdivididos, pubescentes ou não, com ramos às vezes inermes, que freqüentemente se esgalham a partir da base do caule.

Em Juazeiro do Norte, CE, em frente à Igreja Matriz, tem um juazeiro cantado em prosa e verso, e no cancioneiro popular, por ser o único da espécie que não tem um só espinho. Diz a tradição popular que o tal juazeiro teria sido plantado por Padre Cícero Romão Batista, que ao plantar a árvore sentenciara que por um milagre de Deus, ela não teria espinhos. Segundo os céticos, o Padre Cícero era aficionado por genética e seria o precursor em melhoramento.

O certo é que o juazeiro está lá, para quem quiser ver. O revisor deste livro, Sr. Francisco das Chagas Martins, pessoalmente visitou o tal juazeiro em 11 de novembro de 1969, dia da inauguração da gigantesca estátua de Padre Cícero.

Ramificação: é dicotômica. A copa é globosa e densa, muito característica, quase encostando seus ramos armados de fortes espinhos e folhas no solo.

Casca: com espessura de até 14 mm (LIMA, 1982). A casca externa ou ritidoma é de cor cinza-escuro a levemente castanho, rígida e pouco desenvolvida.

Apresenta placas em torno de 1 mm a 3 mm, aproximadamente quadradas e uniformes que podem desprender pequenas porções, correspondentes às placas, deixando marcas superficiais. A casca interna é amarelada; por incisão, apresenta exsudato transparente, aquoso, com sabor amargo e sem odor distinto.

Folhas

São alternas, de consistência membranácea a levemente coriácea, ovalada a elíptica, com base cordada a obtusa, ápice curto-acuminado ou agudo, raro emarginado, margem, não raro, finamente serreada, face adaxial ou superior glabrescente a abaxial ou inferior glabrescente, raro pubescente, notadamente ao longo das nervuras, por vezes pubérula na reticulação; medem de 3 cm a 10 cm de comprimento por 2 cm a 6 cm de largura, com três a cinco nervuras inferiormente pubescentes bem visíveis, partindo da base; pecíolo medindo de 0,5 cm a 0,8 cm de comprimento, pubescente; estípulas com 1,0 mm a 1,5 mm de comprimento e 0,8 mm a 1,0 mm de largura.

Inflorescências: em cimas axilares de forma globosa, com 15 a 35 flores.

Flores: de coloração amarelo-esverdeada, com 4 mm a 6 mm de comprimento.

Frutos: são uma drupa globosa, amarelada, de 1,5 cm a 2 cm de comprimento, carnosos, adocicados e ácidos, de casca fina que recobre uma polpa farinácea (parte comestível) no meio da qual estão as sementes envolvidas por uma mucilagem transparente, difícil de separar (SILVA, 1991).

Sementes: apresentam taxa de poliembrionia de 2 % (SALOMÃO & ALLEM, 2001).

Fonte: www.cnpf.embrapa.br

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