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Pinheiro-do-Paraná

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Pinheiro-do-Paraná – Araucaria angustifolia

Pinheiro-do-Paraná
Pinheiro-do-Paraná

Ocorrência: Minas Gerais, Rio de Janeiro até o Rio Grande do Sul.

Outros nomes: pinhiero, araucária, pinho, pinho brasileiro, pinheiro brasileiro, pinheiro são josé, pinheiro macaco, pinheiro caiová, pinheiro das missões, curi, curiúva, paraná pine.

Características

Árvore alta com 25 a 50 m de altura, dióica, com o tronco cilíndrico, de casca grossa, cuja superfície se desprende em placas cinzento-escuras, diâmetro variando de 90 a 180 cm.

As árvores jovens tem a copa cônica, e as adultas têm um formato característico de taça. As folhas são simples, lanceoladas, glabras, coriáceas, verde-escuras, com o ápice espinescente, e medem de 3 a 6 cm de comprimento e de 4 a 10 mm de largura.

Os indivíduos masculinos têm as flores distribuídas em cones terminais retos.

Nos indivíduos femininos as flores estão dispostas em cones (pinha) no ápice dos ramos, protegidos por numerosas folhas muito próximas umas das outras, cada cone com 10 a 150 sementes (pinhões). Um Kg de sementes contém aproximadamente 150 unidades.

Habitat: floresta de araucária.

Propagação: Sementes.

Madeira

Leve, macia, pouco durável quando exposta ao tempo.

Utilidade

Já foi muito utilizada para exploração da madeira, o pinho, mas em função da exploração irracional, foi quase extinta, estando hoje sua exploração controlada pelo IBAMA.

Os pinheiros novos são usados na composição de jardins e parques de grandes dimensões, devido ao porte da planta.

Os pinhões fornecem alimento nutritivo, e sua madeira tem grande potencial para produção de móveis, caixas, instrumentos musicais e para fabricação de papel.

A resina extraída pode ser utilizada na fabricação de produtos químicos.

Os frutos são muito consumidos pela fauna.

Florescimento: setembro a outubro.

Frutificação: abril a maio.

Ameaças: destruição do habitat e corte indiscriminado.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Pinheiro-do-Paraná

Pinheiro-do-Paraná – Araucaria angustifolia

Nomes populares: Pinho, pinheiro-do-paraná, pinheiro-brasileiro, pinheiro-caiová, pinheiro-das-missões e pinheiro-são-josé

Família: Araucariáceas

Origem: América do Sul, Brasil

O pinheiro-do-paraná (Araucaria angustifolia) ou pinheiro-brasileiro, também conhecido pelo nome de origem indígena, curi, é a única espécie do gênero encontrada no Brasil, planta com alta tolerância à baixas temperaturas de até -5°C.

Integra um grupo, onde seu gênero teve origem há cerca de 200 milhões de anos.

Ocorre restritamente no hemisfério Sul e é composta por 19 espécies que estão distribuídas pela Austrália, Papua Nova Guiné, Nova Caledônia, Vanuatu, Ilha Norfolk, Brasil, Chile e Argentina; no Brasil, possui grande abrangência territorial, possibilitando a variação da espécie, dentre as variedades da Araucaria angustifolia encontramos: elegans, sancti josephi, angustifolia, caiova, indehiscens, nigra, striata, semi-alba e alba.

Sua distribuição geográfica engloba os ecossistemas de: Clima tropical úmido, Clima subtropical úmido e Clima subtropical de altitude. Mesmo sendo uma espécie exclusiva da Floresta Ombrófila Mista, o pinheiro-do-paraná ocorre em áreas de tensão ecológica com a Floresta Estacional Semidecidual e Floresta Ombrófila Densa, bem como em refúgios na Serra do Mar e Serra da Mantiqueira. No decorrer dos períodos geológicos, a A. angustifolia apresentou dispersão geográfica bastante diversa da atual, pois foram encontrados fósseis no Nordeste brasileiro (IBGE, 1992).

A copada majestosa das araucárias, voltadas para o céu a cinqüenta metros de altura, lhe confere um desenho característico. Canelas, imbuias e cedros formam um segundo extrato que cobre sub-bosques de erva-mate e xaxim. A fauna original tinha onças, bugios, cotias, catetos e a gralha-azul.

A utilização de sua madeira por serralherias, principalmente no estado do Paraná, colocou esta espécie na lista de plantas em extinção, hoje sua cobertura vegetal está reduzida à 2% da mata original, conhecida como Floresta de Araucárias; antes de sua extensa exploração, as matas de araucárias se extendiam por 20 milhões de hectares.

A Araucária é perenifólia, com altura variando de 10 a 35 m e DAP (diâmetro do tronco) entre 50 e 120 cm, quando adulta. O tronco é reto e quase cilíndrico; se ramificando em pseudo-verticilos, com acículas simples (folhas), alternas, espiraladas, lineares a lanceoladas, coriáceas, podendo chegar a 6 cm de comprimento por 1 cm de largura. Possui casca grossa (até 10 cm de espessura), de cor marrom-arroxeada, persistente, áspera e rugosa.

As “flores”, chamadas de estróbilo (não são caracterizadas como flores, pois não possui apectos morfológicos necessários á uma flor) são dióicas, ou seja, existe a “árvore fêmea e a árvore macho”. As femininas, possuem o estróbilo que são conhecidas popularmente como pinha e são bastante utilizadas em decorações em geral, inclusive na ornamentação de árvores de natal, já as masculinas são cilíndricas, alongadas e com escamas coriáceas, tendo comprimento variando entre 10 e 22 cm e diâmetro entre 2 e 5 cm (são menores que os estróbilos femininos).

Os pseudofrutos (os estróbilos após fecundados, geram as sementes, que são desprovidas do fruto e, portanto não são frutos) ficam agrupados na pinha que, quando madura, chega a pesar até 5kg. Cada quilograma contém cerca de 150 sementes, que perdem a viabilidade gradualmente em 120 dias.

Pinheiro-do-Paraná
Pinheiro-do-Paraná – Pinhão

Os pinhões, além de serem muito saborosos são ricos em reservas energéticas (57% de amido) e em aminoácidos, são muito utilizados na alimentação humana e também na fauna silvestre.

Há uma intensa interação entre esta planta e a fauna, auxiliando na dispersão de suas sementes. Alguns são roedores, como as cotias, as pacas, os ouriços, os camundongos e os esquilos. Entre as aves são citados o papagaio-de-peito-roxo, a gralha-picaça, airus, gralha azul e os tucanos.

A madeira deste pinheiro possui coloração branco-amarelada e bastante uniforme, sendo facilmente atacada por fungos apodrecedores e cupins, porém é altamente permeável aos preservativos, facilitando o tratamento da madeira.

Apresenta tendência à distorção e rachaduras, dificultando a secagem natural, e para se obter madeira de boa qualidade, é necessária a secagem artificial controlada; é de trabalhabilidade e indicada para o uso na produção de: caixotaria, movelaria, laminados, tábuas para forro, ripas, caibros, lápis, carpintaria, palitos de fósforos, formas para concreto, marcenaria, compensados, pranchas, postes e mastros de navios. Também é um bom combustível, suas cascas por exemplo, são usadas em fogões domésticos.

Popularmente, tem uso medicinal no combate contra azia, anemia e debilidade do organismo, utilizando para isso o próprio pinhão; para o combate de anemia e tumores provocados por distúrbios linfáticos, são cozidas as folhas. A infusão da casca mergulhada em álcool é empregada para tratar “cobreiro”, reumatismo, varizes e distensões musculares.

A araucária tem bom nível de adaptação às condições de luminosidade em plantios a pleno sol. Mas para melhores resultados, deve-se cultivar as mudas ainda em período juvenil em condições de sombreamento. Porém, quando adultas, está espécie é fundamentalmente heliófita (ou seja, cresce a pleno sol).

Fonte: naturezadivina.org.br

Pinheiro-do-Paraná

Pinheiro-do-Paraná – Araucaria angustifolia

Pinheiro-do-Paraná
Pinheiro-do-Paraná

Trata-se de uma árvore alta com copa de formato de cálice. A araucária ou pinheiro brasileiro se destaca das outras espécies brasileiras principalmente por sua forma original que dá às paisagens do sul uma característica toda especial. No passado, antes que a lavoura de café e cereais cobrisse as terras paranaenses e antes que os trigais cobrissem os campos gaúchos, sua presença era tão comum que os índios chamaram de “curitiba” (que quer dizer “imensidão de pinheiros”) toda uma extensa região onde esta árvores predominava. E a palavra acabou imortalizada, denominando a capital do Paraná.

Presente no planeta desde a última glaciação – que começou há mais de um milhão e quinhentos mil anos, a araucária, segundo o engenheiro florestal Paulo Carvalho, da Embrapa de Colombo, PR, já ocupou área equivalente a 200 mil quilômetros quadrados no Brasil, predominando nos territórios do Paraná (80.000 km²), Santa Catarina (62.000 km²) e Rio Grande do Sul (50.000 km²), com manchas esparsas em Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro, que juntas, não ultrapassam 4% da área originalmente ocupada pela Araucaria angustifolia no país.

É uma espécie resistente, tolera até incêndios rasos em razão de sua casca grossa que faz papel de isolante térmico. A capacidade de germinação é alta e chega a 90% em pinhões recém-colhidos. Espécie pioneira, dissemina-se facilmente em campo aberto.

Esta gimnosperma é uma árvore de grande porte: atinge cerca de 50 m de altura e seu tronco pode medir até 8,5 m de circunferência. Seu fruto, a pinha, contém de 10 a 150 sementes – os famosos pinhões – que são muito nutritivas, servindo de alimento a aves, animais selvagens e ao homem.

A árvore cresce em solo fértil, em altitudes superiores a 500 m e atinge bom desenvolvimento em 50 anos.

Seu formato é bem peculiar: o tronco ergue-se reto, sem nenhum desvio e se ramifica apenas no topo, formando a interessante copa, com os ramos desenvolvendo-se horizontalmente, as pontas curvadas para cima; superpostos uns aos outros, formando vários andares. Logo abaixo da copa, nos pinheiros mais antigos, aparecem às vezes alguns tocos de ramo, quebrando a simetria característica. É planta dióica, isto é, suas flores – masculinas e femininas – nascem separadas, em árvores diferentes. Assim, um pé de Araucária angustifolia possui inflorescências (chamadas estróbilos) somente masculinas ou somente femininas.

Ao contrário do que geralmente se pensa, as famosas pinhas usadas nos enfeites de Natal não provém das matas nativas de araucária, mas de espécies de introdução relativamente recente, pertencentes ao gênero Pinus. A pinha da araucária, ou estróbilo feminino, na maturidade, se desmancha soltando os pinhões e as escamas murchas. Quando chega a época da reprodução, o vento transporta o pólen das inflorescências masculinas para as femininas. É o tipo de polinização que os botânicos denominam anemófila.

A araucária é, como já foi dito, uma gimnosperma (gymnos – nú; sperma – semente): suas sementes não estão encerradas em ovários. O óvulo nasce na axila de um megasporófilo, que é protegido por uma folha modificada – a escama de cobertura. Esta acaba envolvendo e protegendo o óvulo fecundado, constituindo o que se conhece como “pinhão”. Uma árvore feminina produz uma média anual de 80 inflorescências, cada uma com cerca de 90 pinhões.

A Araucária angustifolia é uma árvore útil: pode-se dizer que tudo nela é aproveitável, desde a amêndoa, no interior dos pinhões, até a resina que, destilada fornece alcatrão, óleos diversos, terebintina e breu, para variadas aplicações industriais. As sementes são ricas em amido, proteínas e gorduras, constituindo um alimento bastante nutritivo. É comum ver bandos de pássaros, principalmente periquitos e papagaios, pousados nos galhos das araucárias, bicando as amêndoas.

É também costume alimentar os porcos com pinhões, hábito bem comum no sul do País. Mas é a madeira que reúne maior variedade de aplicações. Em construção, já foi usada para forros, assoalhos, e vigas. Vastas áreas de pinheirais foram cultivadas exclusivamente para a confecção de caixas e palitos de fósforos. E a madeira serviu até como mastros em embarcações. Em aplicações rústicas, os galhos eram apenas descascados e polidos, transformando-se em cabos de ferramentas agrícolas.

A aplicação do pinheiro-do-paraná ou pinheiro brasileiro estende-se ao importante campo da fabricação de papel. Da sua madeira obtém-se a pasta de celulose que, após uma série de operações industriais, fornece o papel.

Curiosidades

A semente da araucária, o pinhão, é realmente muito nutritiva. Pesquisas históricas e arqueológicas sobre as populações indígenas que viveram no planalto sul-brasileiro, de 6000 anos até os nossos dias, registram a importância do pinhão no cotidiano desses grupos. Restos de cascas de pinhões aparecem em meio aos carvões das fogueiras acesas pelos antigos habitantes das matas com araucária. Um depósito de restos de pinhões em meio a uma espessa camada de argila evidencia não apenas a existência do pinhão na dieta diária dos grupos, mas também uma engenhosa solução para conservá-lo durante longos períodos, evitando o risco de deterioração pelas ações do clima ou do ataque de animais.

Sabe-se também que o pinhão servia de alimento para inúmeras espécies animais, inclusive caititus selvagens (espécie de porco), atraindo-os durante a época de amadurecimento das pinhas. Assim, ao lado da coleta anual do pinhão, os indígenas igualmente caçavam esses animais. Uma enorme diversidade de animais, desde grandes mamíferos até os menores invertebrados, vive na floresta de araucárias – e depende dela. Quando os pinhões amadurecem, a fartura de alimento altera toda a vida na mata. A gralha-azul, por exemplo, que utiliza a araucária para fazer seu ninho, esconde seu alimento no oco dessas árvores.

Já o macaco bugio e o ouriço são dotados de uma curiosa habilidade: são capazes de debulhar cuidadosamente as pinhas que guardam os pinhões. O que sobra é aproveitado por besouros, formigas e uma infinidade de insetos.

Fonte: sites.uol.com.br

Pinheiro-do-Paraná

Pinheiro-do-Paraná – Araucaria angustifolia

Tipo: Planta (Tipo: Árvore Árvore).

Sinonímias: Araucaria brasiliana A.Rich., Araucaria brasiliensis A. Rich., Araucaria dioica (Vell.) Stellfeld., Araucaria ridolfiana Pi.Savi., Araucaria saviana Parl., Columbea angustifolia Bertol., Pinus dioica Vell..

Família: Araucariaceae.

Altura: 40 m.

Diâmetro: 12 m.

Ambiente: Pleno Sol.

Clima: Subtropical, Tropical, Tropical de altitude, Tropical úmido.

Origem: São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Região Sul.

Época de Floração: Primavera, Outono, Inverno.

Propagação: Sementes.

Mês(es) da Propagação: Outono.

Persistência das folhas: Permanente.

Sua madeira é usada para a fabricação de papel e celulose.

Os exemplares masculinos têm inflorescências (cones) ovaladas e compridas e os femininos, arredondados.

s cones femininos formam-se a partir de junho-julho e as masculinas em setembro-outubro.

Os cones são popularmente conhecidas como pinhas, na qual desenvolvem-se as sementes ou pinhões, que são comestíveis e muito utilizados, principalmente na culinária sulista.

A forma da copa varia de acordo com a idade: a planta jovem apresenta uma forma piramidal e, na fase adulta, a peculiar forma de cálice.

Fonte: www.paisagismodigital.com

 

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