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Cacaueiro

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Cacaueiro

O cacaueiro (Theobroma cacao L.) uma planta originária do continente americano, provavelmente das bacias do Amazonas e do Orenoco. De clima tropical, tem grande importância econômica, porque seu principal produto, o chocolate, é um alimento energético muito consumido em países de clima frio. Quando os espanhóis chegaram ao México, os maias e os astecas já utilizavam o cacau como bebida e como moeda. Mas ele só começou a ser aceito na Europa quando se passou a colocar açúcar na bebida.

O Brasil hoje o segundo maior produtor mundial, vindo depois da Costa do Marfim, na África, para onde a planta foi levada no século passado, adaptando-se muito bem. Uma região no sul da Bahia, conhecida como “Região Cacaueira”, com 89 municípios, cerca de 90.000 km2 e 2 milhões de habitantes, tendo como centro as cidades de Ilhéus e Itabuna, responsável por cerca de 90% da produção brasileira, calculada em mais de 400.000 t de amêndoas secas, que abastecem o mercado nacional e são exportadas principalmente para os Estados Unidos, Rússia, Alemanha Federal, Reino Unido e Japão. O restante da produção brasileira sai do Espírito Santo, da Amazõnia e de São Paulo.

O cacau é um dos principais Cultura de origem agrícola para exportação no Brasil, e o principal da Bahia; seu preço varia muito no mercado internacional, em torno de 2.000 dólares a tonelada, o que dá 2 dólares por kg na região produtora. É negociado por arroba (15 kg), também com preço variável, que oscilou em fins de 1985,(pode haver mudança mais ou menos rápida nos preços, dependendo do mercado internacional). A produção média oscila em torno de 45 a 50 arrobas por hectare. Mas há quem consiga até 200 arrobas por hectare.

Clima e solo

O cacaueiro requer temperatura média anual superior a 21oC e, no mínimo, 1.500 mm de chuvas bem distribuídas durante o ano, sem longos períodos secos, em local de no máximo 600 m. de altitude. Se a temperatura cai abaixo de 15oC, com 80% de umidade relativa do ar, ocorre a “podridão-parda” doença muito prejudicial ao cacau. Os solos devem ser férteis, com pH em torno de 7,0, frescos, profundos (no mínimo 1m) e em local não sujeito a encharcamento nem exposto ao vento sul.

Mudas

A comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), orgão vinculado ao Ministério da Agricultura, localizado na rodovia Ilhéus-Itabuna, km 22, que dá a orientação necessária aos interessados de qualquer parte do Brasil, pesquisa permanentemente novas variedades mais produtivas se fornece mudas híbridas aos produtores. O preparo da muda feito limpando-se as sementes por meio da fricção com pó de serra ou da lavagem, que elimina a mucilagem. Plantam-se, em seguida, as sementes limpas em saquinhos de polietileno cheios de terra de boa qualidade. A parte mais larga da semente voltada para baixo. Sobre a semente, coloca-se uma camada de 1 cm de pó de serra bem curtido ou terriço. Depois de cinco ou seis dias, em viveiro ripado, e regadas de acordo com as necessidades, as sementes germinam. Em cinco ou sete meses as mudas estão prontas para a plantação no local definitivo.

Variedades

As mais produzidas pela Ceplac são obtidas pelo cruzamento do cacau comum com o da variedade catongo. As variedades mais comuns no Brasil, Equador e África Ocidental são as dos chamados, “forasteiros” , originários da Amazônia, que têm também o nome de comuns. Uma das variedades mais estudadas hoje, a catongo, pertencente a esse grupo, é originária do baixo Amazonas.

Os frutos desses cacaueiros de sementes roxas são verdes, quando estão imaturos, e amarelos, quando maduros. Os cacaueiros nativos do México e da Venezuela são chamados crioulos. Têm frutos verdes ou vermelhos quando imaturos, e amarelos ou alaranjados quando maduros. As sementes são brancas com leve pigmentação roxa. As diversas variedades existentes são originárias de cruzamento de variedades forasteiras e crioulas.

Sombreamento

O cacaueiro precisa de arborização para proteção contra raios solares. Quanto mais nova a planta, mais sombra precisa.

Em área sem mata, deve-se fazer o sombreamento de dois tipos: o provisório e o permanente.

O sombreamento provisóriofeito principalmente com bananeiras, com espaçamento de 3×3 m.

O sombreamento definitivofeito com árvores altas, de até 30m de altura com grandes copas, como a eritrina, a cajazeira, a gmelina ou a farinha-seca, com espaçamento de 15×15 a 24×24 m, dependendo da espécie usada. A eritrina e a cajazeira são espaçadas em 24m. A implantação do sombreamento deve ser feita pelo menos seis meses antes do plantio do cacau. Para plantio em área de mata com grandes árvores, faz-se apenas um raleamento dessa mata, deixando apenas as árvores que interessam, num espaço de 15×15 a 18×18 m.

Plantio

Convém que se faça o plantio em períodos de muita chuva, em covas, em espaçamento 3×3 m, com os cacaueiros plantados nas linhas das bananeiras, quando se quiser mecanizar a cultura; ou entre quatro bananeiras, em áreas não mecanizáveis. Nos dois casos, o espaçamento 3x3m, cabendo 1.111 cacaueiros em 1 ha.

Pode ser usado também o espaçamento de 3,5×2,5m, dando 1.142 mudas por hectare.

Controle do sombreamento

À medida que o cacaueiro cresce, vai necessitando menos de sombra. O sombreamento em excesso, a partir de determinado ponto, prejudica a produção. É preciso, então, fazer um raleamento da sombra (o que se chama ” cabruca”, na Bahia), progressivamente. Dois meses depois do plantio definitivo, ou pouco mais, quando as plantas já estiverem fixadas ao solo, faz-se um raleamento suave, para permitir a chegada de um pouco mais de luz às plantas. Por volta dos 7 meses, a planta já ter formado o coroamento se a plantação for bem conduzida.

Devem-se então eliminar filas alternadas de bananeiras e deixar os resíduos das plantas derrubadas no local: assim se mantém a umidade, protege-se o solo e melhoram-se suas qualidades físicas. O cacaueiro já adulto e em plena produção fica só com o sombreamento definitivo, mas deve-se ter o cuidado de que a sombra não fique rala demais, porque isso deixa o cacaueiro mais sujeito ao ataque de pregas, além de ter seu ritmo biológico alterado, passando até a exigir adubação mais intensa.

Tratos culturais

O cacaueiro é muito sensível ao vento e, por isso, se a área for sujeita a circulação de ar excessiva, convém instalar quebra-ventos. Na fase de implantaçao, o controle de invasoras deve ser feito por meio de roçadas e capinas, mantendo-se o terreno livre do mato durante a estação seca.

Podas

São feitos três tipos de poda no cacaueiro. A poda de formação serve para dar forma e equilíbrio à planta e consiste na retirada de brotos e galhos indesejáveis.

A poda de manutenção dá condições de produção à planta, por meio de eliminação dos ramos doentes, secos, sombreados e malformados. A desbrota uma poda superficial para a retirada de brotos-ladrões.

Polinização

A polinização das flores do cacaueirofeita só por pequenas moscas da família Diptera, gênero Forcipomyia. Os locais naturais dessas mosquinhas são as bromeliáceas, os pseudo-caules de bananeiras, os detritos orgânicos e a cobertura morta. Devem-se então preservar esses locais, e não matar as mosquinhas com agrotóxicos, pois sem elas o cacaueiro não produz. Só elas conseguem depositar de 35 a 40 grãos de pólen viáveis, quantidade mínima para a formação de um fruto desenvolvido. A caçarema, uma pequena formiga, também contribui para aumentar a produção, porque expele uma substância que atrai os insetos polinizadores. Outros insetos úteis para o cacaueiro são alguns parasitas e predadores, inimigos naturais das pragas.

Pragas e doenças

Pelos estragos que provocam, as pragas mais graves nos cacauais são a chupança, a tripes, as lagartas, as vaquinhas, os pulgões e as formigas. A maior parte dessas pragas ataca principalmente em áreas desassombreadas, istoé onde se raleou demais a mata e o sol bate diretamente nos cacaueiros. As doenças mais importantes são a vassoura-de-bruxa, a podridão-parda (um ataque de fungos que aparece nos frutos, troncos, folhas e raízes), e a antracnose. Tanto as pragas quanto as doenças só devem ser combatidas com orientação técnica. Mas em princípio recomenda-se nunca levar para a Bahia os ramos, as folhas, os frutos ou sementes de cacau e cupuaçu (da família do cacau) da Amazônia, pois com o material poderão ir também gérmens de doenças, como a vassoura-de-bruxa, o que daria graves prejuízos para o país.

Consorciação

No Estado de São Paulo, onde a produtividade dos cacaueiros tem sido bem maior do que a da Bahia, chegando até 4.000 kg/ha/ano amêndoas secas no município de Severânia, no oeste do Estado, o agrônomo Roberto Corte Brilho, da Coordenação Estadual da Assistência Tècnica do Plano de Expansão da Cacauicultura de São Paulo, afirma que é possível associar as culturas de cacau com a seringueira, em determinadas condições de clima e solo, como as do Planalto Paulista, no oeste do Estado. São contra-indicadas áreas do litoral de São Paulo. Mais informações podem ser obtidas no Instituto Agronômico de Campinas, da Secretaria da Agricultura de São Paulo, Caixa Postal 960, Campinas, SP.

Colheita

Cacaueiro
Cacaueiro

Na Bahia, a safra principal costuma ir do início de outubro ao fim de abril, e há também a safra temporã, a partir de maio. A colheita deve ser planejada de maneira que os frutos sejam colhidos na época certa, maduros. Colhem-se só esses frutos; os ainda verdes são colhidos depois, quando já estiverem maduros.

A colheita se faz com uma faca recurva, chamada podão.

Mesmo os que estiverem ao alcance da mão (o cacaueiro tem até 6m de altura) devem ser cortados com instrumentos bem afiados, nunca por simples torção: o corte do talo não deve prejudicar a sua base, na árvore, pois ele ponto de origem de novas flores e frutos.

O cacau começa a produzir no terceiro ano; no sexto ano já produz economicamente.

Entre o décimo segundo e o décimo quarto ano atinge a plenitude, produzindo por várias décadas.

Dizem, na Bahia, que o cacau tem a “vida do homem” : aos sessenta ou setenta anos começa a decair. Há cacaueiros com mais de 100 anos na região da Bahia. Para renovaçao do cacaual os próprios cacaueiros velhos podem ser usados como sombra, sendo cortados depois, quando os cacaueiros novos começam a exigir mais luminosidade. As variedades híbridas plantadas atualmente dão em média 2 kg de castanha seca por pé (1.111 pés por hectare ou 2.222 kg/ha).

Fermentação

Depois de colhido, o cacau fica no campo durante uns três dias, e em seguida levado para o pátio de beneficiamento. Os frutos secos ou doentes devem ser enterrados na hora da colheita. No pátio, os frutos são quebrados e as amêndoas colocadas no cocho de fermentação. As amêndoas doentes, as germinadas e as de frutos verdes devem ser descartadas, para não prejudicar as restantes. Os cochos de fermentação são feitos de madeira; têm 1,00×1,20m, e 1m de altura. O fundo deve ser ripado, com distância de 3mm entre as ripas ou então ter furos de 9mm de diâmetro a cada 15cm, para drenagem do mel e arejamento da massa.

Depois de colocadas no cocho, até à altura de 75 a 90 cm, as amêndoas são cobertas com folhas de bananeira ou sacaria de aniagem. Durante a fermentação, as amêndoas devem ser revolvidas periodicamente. O revolvimento deve ser feito a cada 24 horas depois da colocação no cocho. Em cinco ou sete dias o cacau deve estar fermentado, com aroma de vinagre e coloração vermelho-castanha intensa.

Secagem

Depois da fermentação, a massa de cacau levada para a secagem ao sol (secagem natural) ou em secadores ( artificial ). Para secagem ao sol, as amêndoas são colocadas em ” barcaças ” (tablados fixos, com cobertura móvel, que permite cobrir e descobrir o cacau quando for necessário). As camadas de 5cm devem ser revolvidas com um rodo de madeira dentado, até que corram bem. Aí começa-se a usar o rodo liso, para revolvimento com menor frequência. Se as amêndoas mofarem, por causa das más condições de tempo, devem ser juntadas em montes, borrifadas com gua e pisoteadas por pessoas descalças. O pisoteio remove o mofo e outras impurezas e dá brilho às amêndoas. Durante a secagem, deve-se evitar o sol forte das 12 às 14 horas. A secagem na barcaça, que pode durar de cinco a quinze dias, leva em média dez dias.

O processo de secagem artificial, sempre que possível, deve ser precedido pela secagem natural durante um a três dias, para que se finalize a fermentação. A altura da massa de cacau nos secadores artificiais a lenha ou gás deve ser de 10 cm com a temperatura mantida em torno de 60oC, as amêndoas ficam torradas.

A secagem artificial se faz em cerca de quarenta horas. Depois de secas, as amêndoas ficam com 7 ou 8% de umidade.

Armazenamento e comercialização

A armazenagem pode ser feita em sacos ou a granel, em armazéns com chão e paredes revestidos de madeira bem arejados e iluminados.

Os subCultura do cacau

O cacau utilizado principalmente para fabricar chocolates, feito das sementes secas. Mas há vários subCultura. Da mucilagem que envolve as sementes, por exemplo, faz-se o suco de cacau. Há até uma espécie de liquidificador especial com um disco que retira a mucilagem sem machucar as sementes, utilizadas depois para produzir mudas. Essa mucilagem misturada com água e açúcar dá o suco de cacau. O mel que sai do cacau no processo de fermentação é usado para fazer geléia, álcool, vinagre, vinho, ácido cítrico e licores. Das sementes sai ainda a manteiga de cacau, usada para fazer o chocolate branco, medicamentos e cosméticos. As cascas das sementes podem ser usadas como ração para animais, adubo, ou como combustível. E as cascas do fruto servem de adubo, ração, celulose, goma e pectina.

Composição por 100 g

Chocolate em barra: 528 calorias, 4,4 g de proteínas, 94 mg de cálcio, 142 mg de fósforo, 1,4 mg de ferro, 3 mg de vitamina A, 0,02 mg de vitamina B1, 0,14 mg de vitamina B2;
Chocolate em pó:
362 calorias, 11,7 mg de proteínas. 70 mg de cálcio, 387 mg de fósforo, 7,5 mg de ferro, 2 mmg de vitamina A, 0,15 mg de vitamina B1 e 0,15 mg de vitamina B2.

Fonte: www.seagri.ba.gov.br

Cacaueiro

CACAUEIRO (Theobroma cacao)

Ocorrência: região Amazônica

Características: espécie com altura entre 4 e 6 m , com tronco de 20 a 30 cm de diâmetro. Folhas simples, pendentes com 15 a 25 cm de comprimento e pecíolo de 1 a 3 cm.

Habitat: mata alta de terra firme

Propagação: sementes

Madeira: leve, mole, pouco resistente e pouco durável quando exposta às intempéries.

Utilidade: a madeira é utilizada apenas localmente para lenha e carvão. Os frutos são comestíveis, tanto in natura quanto industrializados. In natura, sua polpa é utilizada para o preparo de refrescos, licores e chocolate caseiro. Seu principal valor está nas castanhas (sementes), transformadas industrialmente no chocolate e consumido em todo o mundo. O Brasil é o maior produtor mundial de cacau, o qual é expotado na forma de amêndoas secas.

Florescimento: duas vezes ao ano, porém com maior intensidade nos meses de dezembro a abril.

Frutificação: também ocorre duas vezes ao ano, principalmente no período de abril a setembro.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Cacaueiro

O cacaueiro (Theobroma cacao L.) é uma espécie de porte arbóreo, pertencente à família das Sterculiaceae, típico de clima tropical e nativo de floresta úmida da América, onde vegeta no subbosque. Além de representar uma importante fonte de renda para os produtores, a cultura do cacaueiro possui caráter conservacionista, em função de seu plantio ser associada com árvores nativas nas regiões da Mata Atlântica e Amazônia.

A vassoura-de-bruxa causada pelo fungo Crinipellis perniciosa, atualmente Moniliophthora perniciosa é a principal doença que afeta a cacauicultura no Brasil, encontrando-se disseminada em todos estados produtores. Em plantios onde medidas de controle não são adotadas, as perdas provocadas pela vassoura-de-bruxa podem comprometer até 80% da produção. (ALBUQUERQUE,2006)

A obtenção de novas fontes de resistência a Moniliophthora perniciosa tem sido um dos principais objetivos dos programas de melhoramento do cacaueiro.

Atualmente, a base genética dos clones utilizados pelos agricultores no Brasil é muito estreita e na Bahia, a maioria destes ainda é altamente suscetível ao fungo.

Como forma de aumentar a variabilidade das fontes de resistência a M. perniciosa, vários clones de cacaueiros nativos da Amazônia Brasileira já foram avaliados e os resultados obtidos indicam para novas fontes de resistência a M. perniciosa (FONSECA; ALBUQUERQUE, 2000; PAIM, 2005).

O controle da vassoura-de-bruxa pode ser realizado através da integração de quatro medidas: a poda fitossanitária, aplicação de fungicidas, uso de agentes biológicos e variedades de cacaueiro resistentes a M. perniciosa. A utilização de variedades de cacaueiro resistentes a M. perniciosa é uma das medidas mais importantes para o controle da vassoura-de-bruxa e o principal objetivo deste trabalho.

O cacaueiro

O cacaueiro é uma planta alógama, diplóide (2n= 20), de pequeno genoma (genoma haplóide de 0,43 pg) (FIGUEIRA et al., 1992), nativa das florestas tropicais úmidas das Américas Central e do Sul, anteriormente classificada na família Sterculiacea e gênero Theobroma, sendo que, recentemente, foi incorporado na ordem Malvales, família Malvaceae (ALVERSON et. al, 1999; APG II, 2003). Esta espécie é a mais importante economicamente dentre as 22 que compreendem o gênero Theobroma (COPE, 1976). Foi citado pela primeira vez em 1605 por Charles de L´Écluse que o denominou Cacao fructus.

Em 1737, foi descrito por Carl Linnaeus como Theobroma fructus, sendo que essa classificação permaneceu até 1753, quando foi definitivamente designado como Theobroma cacao L.

Do seu provável centro de origem, na região do alto Amazonas (CHEESMAN, 1944), espalhou-se em duas principais direções, o que resultou nos dois principais grupos raciais: o Criollo, cultivado na Venezuela, na Colômbia, no Equador, no norte da América Central e no México; e o Forastero, no norte do Brasil e nas Guianas. Um terceiro grupo, denominado Trinitário, também é apresentado por alguns autores como originário de um cruzamento natural entre Criollo e Forastero. A maior parte (85%) da produção mundial de cacau provém do grupo Forastero, sendo este predominante também nas plantações brasileiras.

Cheesman citado por Cope (1976), localizou o centro de origem do T. cacao no leste equatorial declivoso dos Andes. Esta área da América do Sul parece admitir a mais ampla variabilidade, como reportado por Pound (1938) na sua expedição de coleta no baixo Amazonas. Entretanto, o local de cultivo mais antigo, indubitavelmente é a América Central, pois a espécie tem sido ali cultivada por mais de 2000 anos.

Segundo Hardi (1960) o gênero Theobroma se originou na América do Sul, possivelmente na bacia amazônica. Este mesmo autor admite um centro de especiação nas montanhas do Pacífico, nos Andes Colombianos, onde recentemente tem-se encontrado novas espécies do gênero, sendo provável que este centro tenha sido estendido a costa atlântica da América Central.

Aspectos econômicos do cacau

O cacaueiro era uma árvore conhecida e cultivada pelos nativos americanos, principalmente Maias e Astecas, muito antes de Cristóvão Colombo descobrir a América. Suas amêndoas já circularam como moeda corrente em alguns países americanos (VELLO; 1972). Do México, os espanhóis levaram o cacau para outras terras conquistadas, dentre elas, os países da América Central, a Colômbia, a Venezuela e as ilhas do Caribe. Na América do Sul, a Venezuela foi um dos primeiros países a cultivar cacau. O México permaneceu como maior produtor de cacau do mundo até o século XVII. Da mesma forma que aumentou a demanda, o cultivo se estendeu, rapidamente, para outras regiões, inclusive no Brasil, sendo levado para o Estado da Bahia, em 1746. Após aproximadamente um século, em 1822, o cacau foi levado do Brasil para o oeste africano pelos portugueses. As sementes das cultivares tradicionais da Bahia foram levadas para a ilha de Príncipe, a partir das quais foram gerados os cacaueiros que passaram a ser conhecidos como Amelonados do oeste africano. Passados alguns anos, o cacaueiro foi levado também para a ilha de Fernando Pó, depois para Gana, Nigéria, Costa do Marfim e Togo. Na República dos Camarões, o cacau foi introduzido pelos alemães, e daí saíram as sementes que originaram as plantações do sudeste asiático e da Oceania (WOOD,1985).

As principais regiões produtoras de cacau no mundo situam-se entre 15 o N e 20 o S de latitude, embora existam pequenas áreas de produção em latitudes subtropical (23 o S), como é o caso do Estado de São Paulo. No entanto, a maior concentração de plantios está localizada entre as latitudes de 10 o acima e abaixo do equador. Em verdade, os maiores plantios se concentramem regiões onde a temperatura média gira em torno de 22 a 25 o C e a precipitação pluvial é elevada e bem distribuída ao longo do ano, algo em torno de 1200 a 2000 mm, com um mínimo mensal variando entre 100 a 130 mm. A base geográfica da produção mundial compreende três áreas bem distintas, uma em cada continente. Na América, com ênfase para o Brasil, mais precisamente para o Estado da Bahia; na costa oeste africana, destacando-se Costa do Marfim, Nigéria, Gana e Camarões; e, ultimamente, no sudeste asiático, uma nova região produtora liderada por Malásia e Indonésia (DIAS, 2001).

De acordo com Dias (2001), a cadeia produtiva do cacau no Brasil envolve, atualmente, investimento da ordem de 2,3 bilhões de reais, sendo 1,7 bilhão no setor primário (terra, árvores e benfeitorias). A cultura é responsável por aproximadamente 300 mil empregos diretos, mas, do cacau, dependem mais de três milhões de pessoas. Praticamente 100 municípios da Bahia têm suas economias baseadas no cacau, o qual é cultivado em vinte e nove mil propriedades, em área superior a 700 milha.

A Costa do Marfim lidera, desde a década de 60, a produção mundial de cacau em amêndoas secas, seguida, na ordem, por Gana, Indonésia, Brasil, Nigéria, Camarões, Malásia e Equador. Este rol de oito países concentra mais de 90% da oferta mundial. O Brasil, que até a década de 80 ocupava o 2 o lugar desse ranking, caiu para o 5 o lugar, em razão da progressiva redução da área plantada e do padrão tecnológico adotado, como resposta à queda dos preços internacionais, e do alastramento da doença vassoura-de-bruxa nos cacauais da Bahia, o principal Estado produtor. Estima-se que doenças nos cacauais ocasionem perdas globais da ordem de 40%, alcançando, em determinados locais, até 90 ou 100% (ANDEBRHAN et al., 1998; RIOS-RUIZ et al., 2001).

Como decorrência, na década de 1990 o Brasil transformou-se de exportador de cacau em amêndoas em importador desse produto, o que desencadeou um processo de empobrecimento da região sul baiana, provocado pela redução de até 100% na produção de cacau em diversas propriedades rurais. Esse fato resultou na falência de inúmeros produtores, no desemprego de milhares de trabalhadores rurais que migraram para outras regiões, na erradicação de lavouras em declínio para substituição por pastagens e café, na depreciação da infra-estrutura e desvalorização das propriedades rurais e, ainda mais, na exploração descontrolada de espécies arbóreas de valor ecológico e econômico como alternativa de complementação da renda dos produtores descapitalizados pela crise.

No contexto do ecossistema do cacau, tem-se a reserva da biosfera da mata Atlântica, uma das maiores do mundo e que está entre as cinco áreas naturais do planeta mais ameaçadas de extinção. Sua importância é grande, seja pela extensão das áreas, seja pelas peculiaridades dos seus indivíduos. Trata-se da maior reserva de biodiversidade vegetal, com o maior índice de espécies por hectare e elevado percentual de plantas endêmicas. Na Bahia, os fragmentos florestais da mata Atlântica não se restringem apenas às áreas de declividade acentuada. Pelo contrário, atingem boa parte do litoral sulbaiano. Nessa região, a mata possui os seus mais significativos remanescentes, os quais fornecem sombra à grande maioria dos 700 mil ha de cacaueiros, preservando o solo e a água. O cultivo do cacaueiro nessa região foi, na sua maioria, implantado sob mata raleada, no sistema cabruca, e sua preservação deve ser perseguida a qualquer custo (SILVA, 1997).

Melhoramento genético do cacaueiro

Inquestionavelmente, o melhoramento de plantas tem desempenhado papel fundamental no desenvolvimento da agricultura nas últimas décadas, gerando novas variedades em diversas espécies de interesse agronômico. Apesar de ganhos genéticos significativos terem sido obtidos na seleção de várias características de interesse, a expectativa de progresso genético e obtenção de indivíduos ainda melhores persiste. Por esta razão, têm-se buscado sempre formas de continuar obtendo ganhos genéticos, tornando cada vez mais eficiente cada uma das etapas dos programas de melhoramento. Entretanto, é sabido que a essência deste progresso está na proporção do fenótipo de um indivíduo que expressa o seu genótipo. Sabe-se, ainda, que tradicionalmente a seleção é feita apenas com base no fenótipo e que, esta estratégia, tem tido sucesso para características de alta herdabilidade, mas nem sempre para aquelas de baixa herdabilidade. Isto, pelo fato de que a maioria das características selecionadas no melhoramento de plantas é de natureza quantitativa, ou seja, governada por vários genes. Embora estratégias como testes de progênies e seleção em gerações avançadas têm sido utilizadas para minimizar as dificuldades da seleção, estas, não contornam os efeitos da interação entre genótipo e ambiente, que pode mascarar o fenótipo (DIAS, 2001).

Segundo Pereira et al (1999), no Brasil, o melhoramento genético do cacaueiro teve início na década de 50, com as prospecções realizadas dentro das populações de Forastero do Baixo Amazonas, originalmente introduzidas na Bahia, e que, durante gerações, foram submetidas a uma seleção massal, praticada pelos próprios produtores da região. Entretanto, o grande desafio do melhoramento atual é produzir amêndoas secas de alta qualidade em cultivares precoces, de alta produção, temporalmente estáveis, que facilitem os tratos culturais e dotadas de resistência à doenças ou pragas de importância local e a um custo final mais baixo possível. Trata-se de colocar a nova tecnologia de produção a serviço do produtor, de modo que ele possa oferecer mais produto de alta qualidade todos os anos, a preço final mais competitivo. Os novos cultivares têm que oferecer, concomitantemente, todos esses atributos.

De acordo com Dias (2001), há consenso entre os melhoristas de cacau de que a busca da máxima produção não basta. É necessário associá-la a fatores de resistência a pragas e doenças, de boa adaptabilidade local e temporal e de melhoria de qualidade.

Melhoramento do cacaueiro para resistência à vassoura-de-bruxa

O primeiro programa de melhoramento do cacaueiro visando a obtenção de genótipos resistentes a M. perniciosa foi iniciado no Equador a partir de 1918, através de seleção massal de plântulas originadas de árvores selecionadas sem sintomas conhecidas como ‘refractarias’ (BARTLEY, 1986). A resistência também, foi avaliada em cultivos comerciais em Trinidade na década de 1930, mas apenas pequenas variações na reação à infecção foram detectadas (BAKER e HOLLIDAY, 1957). Na busca de materiais com resistência, cacaueiros silvestres foram coletados no vale Amazônico por via seminal em 1938, e por via clonal em 1942 (POUND, 1938). Esses materiais foram enviados para Trinidade, onde foram avaliados para resistência à M. perniciosa.

Os clones ‘Scavina 6’ (Sca 6) e ‘Scavina 12’ (Sca 12) destacaram-se como altamente resistentes, enquanto o genótipo ‘IMC 67’ foi considerado como moderadamente resistente (BARTLEY, 1986). O clone ‘SCA 12’ era aparentemente heterozigoto para resistência, enquanto ‘SCA 6’ foi considerado homozigoto, mas devido à suas características agronômicas inferiores, principalmente peso de sementes e autoincompatibilidade, esses genótipos não foram utilizados diretamente como clones, mas empregados como genitores de combinações híbridas.

O programa de melhoramento de Trinidade foi bem sucedido no desenvolvimento das séries de clones TSH (Trinidad Selected Hybrids) e TSA (Trinidad Selected Amazonian), derivadas de seleções realizadas em famílias de cruzamentos contendo ‘SCA 6’ como genitor (BARTLEY, 1986). Esses clones foram usados comercialmente em Trinidade e aparentemente contribuíram para redução do nível de ataque da vassoura-de-bruxa naquele país (LAKER et al., 1988).

No entanto, em países como Equador, Colômbia e Peru, onde a vassoura-de-bruxa é mais agressiva, os clones da série ‘Scavina’ e clones derivados de seus descendentes tiveram a resistência a M. perniciosa rapidamente quebrada, provavelmente devido à alta variabilidade do patógeno nestas regiões (BARTLEY, 1986; RIOS-RUIZ, 2001).

No Sul da Bahia, um programa de renovação dos cacaueiros vem sendo implementado, após a introdução da vassoura-de-bruxa, visando a substituição das plantações de variedade ‘comum’, estimadas em pelo menos 60% dos plantios existentes na região, por variedades mais produtivas e resistentes a M. perniciosa.

No entanto, o grande desafio dos melhoristas é aumentar a base genética destas variedades de cacaueiro resistentes a serem distribuídas aos agricultores, que atualmente é considerada bastante estreita (YAMADA e LOPES, 1999; YAMADA et al., 2001, SANTOS et al., 2005).

Estudos de similaridade genética realizados com marcadores moleculares têm demonstrado uma alta similaridade entre estes genótipos e também entre seus descendentes. Uma similaridade genética de 93% entre SCA 6 e SCA 12 foi observada por Yamada et al. (2001), usando as análises combinadas de três sistemas de isoenzimas e 11 primers de RAPD. A alta similaridade destes genótipos decorre do fato de serem derivados de sementes do mesmo fruto (YAMADA et al., 2001). Santos et al. (2005) utilizando marcadores do tipo RAPD avaliaram a diversidade genética de trinta clones da série ‘CEPEC’ selecionados como resistentes a M. perniciosa. Vinte destes clones foram selecionados a partir de descendentes do clone TSA 644, originado do cruzamento entre Sca 6 x IMC 67, e outros dez foram originados de cruzamentos entre clones do grupo forasteiro, alto e baixo amazônicos e trinitários. Os autores concluíram existir uma estreita base genética nos acessos avaliados.

No período de 1995 a 2002, vinte clones resistentes a M. perniciosa foram lançados pela CEPLAC, sendo a maioria destes genótipos descendentes de ‘Scavina’ ou ‘IMC 67’, como o híbrido Theobahia e os clones das séries EET, TSA e TSH.

Observações mais recentes têm revelado a quebra de resistência de alguns destes clones em condição de campo na região Sul da Bahia (ALBUQUERQUE et al., 2005).

Além dos clones de cacaueiro lançados pela CEPLAC, outros acessos selecionados nas fazendas de cacau, com base em produtividade e resistência a M. perniciosa, têm sido utilizados pelos agricultores da Bahia para renovação dos plantios. Porém, análises de similaridade genética baseada em marcadores moleculares, têm revelado uma estreita base genética para estes acessos selecionados.

Leal (2004), avaliando a similaridade genética por meio de marcadores moleculares de 102 acessos de cacaueiro selecionados como resistentes a M. perniciosa em plantios comerciais do Sul da Bahia, concluiu que 92 destes eram muito próximos geneticamente tendo como possíveis genitores clones das séries Scavina, TSH e EET. Por outro lado, Monteiro (2006, dados não publicados) identificou que 32 seleções resistentes à vassoura-de-bruxa em condição de fazenda foram diferentes de ‘Scavina’ e outros materiais típicos derivados deste.

Uma grande diversidade genética foi encontrada por Marita et al. (2001) ao avaliarem a variabilidade dos clones de cacaueiro que apresentaram baixa incidência de vassoura-de-bruxa nos bancos de germoplasma do CEPEC. De 270 clones avaliados, 180 foram classificados como resistentes por apresentarem baixa incidência da doença. Dos clones resistentes, 67% pertenciam a série brasileira Cruzeiro do Sul ou eram descendentes de Sca 6 ou Sca 12. Paim (2005), objetivando selecionar novas fontes de resistência a M. perniciosa, avaliou o comportamento de 40 famílias de clones da série CAB (Cacau da Amazônia Brasileira) nas condições do Sul da Bahia. Após seis anos de avaliações em campo, as famílias dos CAB 0066, CAB 0194 e CAB 0195 foram as que apresentaram maiores níveis de resistência ao patógeno, sendo inclusive superiores as famílias de Sca.

A obtenção de novas fontes de resistência a M. perniciosa é considerada uma das prioridades dos programas de melhoramento do cacaueiro nos países produtores de cacau da América do Sul. Com intuito de aumentar a base genética do cacaueiro para resistência a este fungo, novos genótipos vêm sendo selecionados tanto entre variedades já desenvolvidas como nos acessos de cacaueiro silvestres disponíveis nos bancos de germoplasma (ANDEBRHAN et al., 1998; FONSECA e ALBUQUERQUE, 2000 e RIOS-RUIZ, 2001).

Para a identificação de novas fontes de resistência e a identificação dos genes de interesse, é necessário selecionar genótipos resistentes e avaliar progênies que possuem um pool gênico complementar para a resistência e outras características agronômicas diferente daqueles que foram identificados nos mapas genéticos atuais.

Marcadores, mapeamento e análise de grupos segregantes

Um marcador molecular é definido como qualquer fenótipo molecular oriundo de um gene expresso ou de um segmento específico de DNA (FERREIRA; GRATTAPAGLIA, 1998). Milach (1998) descreve que marcadores moleculares são características de DNA que diferenciam dois ou mais indivíduos e são herdados geneticamente. Os marcadores moleculares são abundantes nos genomas vegetais e não sofrem influências ambientais, revelando diretamente os polimorfismos de seqüências de DNA. Marcadores moleculares, baseados ou não na amplificação de fragmentos de DNA por reação em cadeia da polimerase (PCR) têm sido largamente empregados nos programas de melhoramento de plantas, como na caracterização de populações, construções de mapas de ligação e detecção de QTL entre outras aplicações (FERREIRA e GRATTAPAGLIA, 1998).

Na construção de mapas de ligação normalmente são empregados grande número de marcadores moleculares, sejam eles loco-específicos dominantes (como RAPD – DNA polimórfico amplificado ao acaso; AFLP – polimorfismo de comprimento de fragmentos amplificados) ou loco co-dominante (como microssatélites; RFLP – polimorfismo de comprimento de fragmentos de restrição obtidos por cortes aleatórios da fita dupla de DNA).

As características desejáveis para os marcadores moleculares são: alto nível de polimorfismo; distribuição em todo o genoma; sem efeito seletivo; herança co- dominante. Assim, as análises serão isentas de interferências ambientais e todos os possíveis genótipos tendem a ser identificados. Além disso, devem ser preferencialmente de baixo custo (FERREIRA e GRATTAPAGLIA, 1998).

Os marcadores moleculares do tipo microssatélites estão presentes na maioria dos genomas dos organismos eucariotos e consistem de seqüências curtas de 2-5 nucleotídeos repetidas em tandem, flanqueadas por seqüências únicas não repetidas, sendo os elementos repetidos mais comuns os di-nucleotídeos AT e CA. A variação alélica em locos de microsatélites pode ser facilmente detectada por PCR usando primers flanqueadores específicos. O polimorfismo baseado na variação do número de seqüências repetidas dos microssatélites é provavelmente ocasionado por escorregamento da DNA polimerase na replicação do DNA ou por troca de partes desigual entre os cromossomos (HANCOCK, 2000).

Microssatélites têm sido amplamente utilizados em muitas espécies de plantas por serem abundantes, com freqüência média de um a cada 50 mil pares de bases, possuírem alto grau de polimorfismo, serem loco-específicos, apresentarem reprodutibilidade dos resultados, baixa quantidade de DNA requerida nas análises, serem detectados facilmente utilizando gel de agarose, poliacrilamida ou através de seqüenciamento automático (PUGH et al., 2004). Atualmente existem muitos locos de microssatélites para o cacaueiro, os quais foram mapeados e estão distribuídos ao longo dos 10 cromossomos (LANAUD et al., 1999; PUGH et al., 2004; BROWN et al., 2005).

A construção de mapas genéticos tem sido amplamente difundida em várias espécies de plantas por permitirem a cobertura e análise completa de genomas; a decomposição de características genéticas complexas nos seus componentes mendelianos; a localização das regiões genômicas que controlam caracteres de importância; a quantificação do efeito destas regiões genômicas que controlam caracteres de importância; facilitar o melhoramento assistido por marcadores e clonagem baseada em mapa (FERREIRA e GRATTAPAGLIA, 1998).

Os mapas genéticos são construídos pela análise de co-segregação dos marcadores genéticos nos produtos da meiose, em progênies originadas de cruzamentos entre genitores contrastantes para um determinado caráter (LIU, 1998). Os marcadores localizados em diferentes cromossomos devem segregar independentemente e os marcadores localizados no mesmo cromossomo são transmitidos conjuntamente, a menos que esta ligação seja quebrada por uma recombinação no gameta genitor. A construção de mapas genéticos e posterior localização de QTLs associados a características de interesse agronômico baseiam- se em metodologias que possibilitam associar as informações da segregação de marcadores moleculares às características fenotípicas (LIU, 1998).

O desenvolvimento de mapas genômicos envolve a seleção da população mais apropriada para mapear; o cálculo das freqüências de recombinação em pares, usando esta população; o estabelecimento de grupos de ligação; a estimativa das distâncias no mapa entre marcas e a determinação da ordem linear por marcadores, de forma a minimizar os eventos de recombinação (FERREIRA e GRATTAPAGLIA, 1998). A escolha de genitores para desenvolvimento de mapas genômicos é crítica em plantas perenes arbóreas e o tipo de marcador a ser utilizado deve ser considerado. Os genitores devem ser importantes no programa de melhoramento, apresentar nível satisfatório de polimorfismo para o tipo de marcador a ser usado, além de segregar para várias características qualitativas e quantitativas de importância (componentes de produção e resistência à doença, etc.) e de qualidade do produto, para maximizar a obtenção de informações (FIGUEIRA e CASCARDO, 2001).

Em geral, os mapas genéticos do cacaueiro vêm sendo gerados a partir de progênies F1, derivadas de cruzamentos entre genitores heterozigotos. Para construções destes mapas utilizam-se marcadores dominantes, explorando a configuração de pseudo-testcross e marcadores co-dominantes (LANAUD et al., 1995; RISTERUCCI et al., 2000; FLAMENT et al., 2001; CLÉMENT et al., 2003; PUGH et al. 2004; BROWN et al., 2005). Para o pseudo-testcross são construídos dois mapas, sendo um para cada genitor, baseado na segregação de marcadores co-dominantes, como RFLPs, microssatélites e isoenzimas, que permitem a fusão dos diversos mapas, ou ainda a comparação direta com o mapa de referência estabelecido para o cacaueiro (PUGH et al. 2004). Os marcadores dominantes (RAPDs e AFLPs), mais abundantes, foram usados para saturar esses mapas genéticos. Para o cacaueiro, comumente um genótipo altamente heterozigótico é cruzado com um genótipo mais homozigoto, tal como o mutante albino ‘Catongo’. Alternativamente, já foi utilizada para mapeamento uma população de retrocruzamento, derivada de uma única planta F1 retrocruzada com o genitor mais homozigoto (CROUZILLAT et al., 1996), enquanto que em outros casos específicos, populações F2 foram especialmente geradas e usadas para a identificação de regiões genômicas associadas com sabor de chocolate e qualidade da semente (CROUZILLAT et al., 2001; ARAÚJO, 2002) e resistência à M. perniciosa (QUEIROZ et al., 2003; BROWN et al. 2005; FALEIRO et al., 2006).

O primeiro mapa de ligação do cacaueiro foi desenvolvido para a população F1 de 100 indivíduos do cruzamento entre os clones UPA 402 x UF 676 (LANAUD et al., 1995). Foram formados dez grupos de ligação, cobrindo 759 cM e contendo 193 locos, incluindo cinco de isoenzimas, 160 de RFLPs, sendo 101 de cDNA, 55 de sondas genômicas e quatro de genes de funções conhecidas e 28 locos de RAPD. Este mapa foi posteriormente saturado com marcadores adicionais, tendo sido incluídos mais 18 locos de RFLP (três sondas de cDNA, dez genômicos, dois genes de funções conhecidas, e três sondas teloméricas); dois locos de RAPD; 191 locos de AFLP e 20 de microssatélites, totalizando 424 marcadores, englobando 885,4 cM com espaçamento médio entre marcadores de 2,1 cM (RISTERUCCI et al., 2000). Pugh et al. (2004) realizaram a mais recente saturação do mapa consensual do cacaueiro acrescentando mais 35 indivíduos à população F1 originalmente utilizada por Lanaud et al. (1995). A versão mais atualizada do mapa consensual do cacaueiro conta com dez grupos de ligação, cobrindo 782,8 cM e contendo 465 locos, dos quais 268 são de microssatélites, 176 de RFLPs, cinco de isoenzimas e 16 de Rgenes-RFLP.

A média de distância entre cada marcador é de 1,7 cM. Pelo menos 13 outros mapas de ligação já foram desenvolvidos e utilizados principalmente para identificar regiões genômicas associadas com componentes de produção, vigor e resistência à várias espécies e isolados de Phytophthora que atacam o cacaueiro em todas as partes do mundo e também para resistência a M. perniciosa (FIGUEIRA; CASCARDO, 2001; FIGUEIRA; ALLEMANO, 2005).

Para identificação de regiões genômicas associadas à resistência a M. perniciosa, um mapa genético foi desenvolvido no Brasil para uma população de 82 indivíduos F2 derivados da autofecundação do genótipo ‘TSH 516’, um híbrido selecionado do cruzamento de ‘ICS1‘ x ‘Scavina 6’ (QUEIROZ et al., 2003). O mapa genético continha 124 marcadores RAPD e 69 AFLP em 25 grupos de ligação, cobrindo 1.713 cM, e permitiu a identificação de um loco principal de QTL, responsável por cerca de 35% da variância fenotípica para resistência a C. perniciosa, avaliada sob condições de campo por dois anos. Esse mapa genético foi recentemente saturado para um total de 343 marcadores (232 RAPD; 77 AFLP; e 33 microssatélites), perfazendo 19 grupos de ligação com um total de 670 cM (FALEIRO et al., 2006). Novas avaliações de resistência foram conduzidas num período de seis anos, permitindo a confirmação do QTL descrito por QUEIROZ et al. (2003). Na saturação do mapa, três locos de microssatélites (mTcCIR35, mTcCIR30 e mTcCIR24) foram mapeados nessa mesma região do QTL sendo que esses locos já haviam sido mapeados no cromossomo IX do mapa consensual (RISTERUCCI et al., 2000; KUHN et al., 2003). Um novo mapa para a população F2 de autofecundação de ‘TSH 516’ foi recentemente construído por Brown et al. (2005).

Neste mapa 146 indivíduos foram genotipados com 182 marcadores sendo 170 microssatélites, oito genes homólogos de resistência (RGH) e quatro genes candidatos relacionados a estresse (WRKY). O comprimento total do mapa foi estabelecido em 671,9 cM. Dois QTLs foram encontrados, um no grupo de ligação IX, como já descrito por Queiroz et al. (2003) e Faleiro et al. (2006) e outro no grupo I, com porcentagem de variação fenotípica de 51% e 6%, respectivamente. O QTL do grupo de ligação I foi localizado próximo das marcas mTcCIR22, mTcCIR264 e RGh61, enquanto que o QTL do grupo IX foi próximo das mTcCIR24, mTcCIR35 e mTcCIR157. Ambos os QTLs tiveram efeito de dominância para resistência a M. perniciosa, sendo que o QTL de maior efeito do grupo IX foi originário do ‘SCA 6’ e o de menor efeito do grupo I foi herdado de ‘ICS 1’.

Albuquerque (2006) detectou três QTLs associados à resistência à vassoura- de-bruxa, um no grupo de ligação VIII de ICS 39 x CAB 0208 e dois no mapa de ICS 39 x CAB 0214, sendo um no grupo de ligação IV e outro no grupo IX. A relação genética entre os dois clones CAB genitores das populações contrastantes e 81 genótipos de cacaueiro utilizados como fontes de resistência a M. perniciosa foram baseadas nas freqüências alélicas de 20 locos de microssatélites. A não existência de relação de parentesco e a alta dissimilaridade genética encontrada entre o clone Sca 6 e os CAB 0208 e CAB 0214 reforça a possibilidade destes acessos possuírem diferentes genes de resistência a M. perniciosa.

Para um ou poucos genes (oligogenes) controlando um caráter tal como resistência à dada doença, marcadores moleculares ligados a eles podem ser identificados rapidamente pela metodologia de análise de grupos segregantes (BSA – bulked segregant analysis) (MICHELMORE et al., 1991). Conforme Ferreira e Grattapaglia (1998), a análise de grupos segregantes é um método rápido para identificar marcadores ligados a qualquer gene específico ou região do genoma. O método envolve a comparação de dois conjuntos de amostras de DNA dos indivíduos de uma população segregante originária de um único cruzamento. Dentro de cada conjunto, os indivíduos são identificados para características ou gene de interesse, mas são arbitrários para todos os outros genes.

Dois grupos contrastantes para uma característica (por exemplo: resistência ou suscetibilidade a uma doença particular) são analisados para identificar marcadores que os distinguem.

Marcadores que são polimórficos entre os grupos serão geneticamente ligados ao loco que determina a característica usada para construir os grupos. A viabilidade da aplicação de BSA visando a seleção precoce de marcadores RAPD ligados a genes de suscetibilidade a Verticillium dahliae em cacau foi demonstrada (CASCARDO et al., 1995). A resistência a V. dahliae apresentou herança monogênica, condicionada por um gene recessivo e a suscetibilidade pelo alelo dominante.

Seleção precoce e medidas de vigor em cacaueiro

Qualquer processo seletivo demanda tempo e recurso e por essa razão deve ser o mais eficiente possível. Existem vários fatores que interferem no processo seletivo visando obtenção de cultivares melhorados, e o conhecimento dos mesmos é primordial para se obter o máximo de sucesso com a seleção. Em se tratando de plantas perenes, como é o caso do cacaueiro, o número de anos para se completar um ciclo de seleção é o principal entrave dos programas de seleção recorrente.

Dessa forma, a contribuição do número de anos para se completar um ciclo seletivo na expressão do ganho com a seleção é expressiva. Devem-se utilizar alternativas que visem diminuir o tempo necessário para completar um ciclo de seleção, ou seja, promover a seleção na idade mais juvenil possível.

Algumas metodologias têm sido propostas com o objetivo de avaliar a eficácia da seleção precoce, tais como: o estudo da flutuação de parâmetros genéticos e fenotípicos no decorrer das idades (OTEGBEYE, 1991); a estimativa da interação genótipo x idade (REZENDE, 1994; BERTOLUCCI e RAMALHO, 1994); as estimativas da resposta correlacionada com a seleção (RIEMENSCHNEIDER, 1988; BORRALHO, COTTERILL E KANOWSKI, 1992; VARGAS-HERNANDEZ e ADAMS, 1992; GURGEL GARRIDO e KAGEYAMA, 1993; LI et al., 1992; MARQUES JR., 1995); a estimativa do coeficiente de determinação (R 2 ) (WAKELEY, 1971; SQUILLACE e GANSEL, 1974; MOURA, MELO e SILVA, 1993; MARQUES JR., 1995). Para avaliar a eficácia da seleção precoce, como citado acima, várias metodologias são empregadas, dentre elas, a estimativa da correlação nas diferentes idades (LAMBETH, 1980; KAGEYAMA e VENCOVSKY, 1983) é bastante utilizada.

O cacaueiro, a exemplo de outras espécies arbóreas perenes, apresenta aspectos fisiológicos, biológicos reprodutivos e fitotécnicos muito peculiares. Os ciclos produtivos e reprodutivos longos, a sobreposição de gerações, a presença de auto-incompatibilidade genética em muitas das populações, a expressão fenotípica de diversos caracteres ao longo do tempo com mudanças temporal no controle genético deles e a possibilidade da reprodução sexuada e assexuada diferenciam o melhoramento de espécies arbóreas perenes como o cacaueiro. Ademais, as exigências de grandes áreas experimentais e de avaliações ao longo do tempo expõem as árvores às adversidades climáticas e ao ataque de pragas e patógenos, comprometendo a taxa de sobrevivência dos indivíduos. Estes aspectos dificultam a estimação de parâmetros genéticos tão freqüentemente obtidos no melhoramento das espécies anuais. Em conseqüência, o melhoramento de espécies perenes como o cacaueiro exige a utilização de métodos de seleção mais acurados (DIAS e RESENDE, 2002; RESENDE, 1999; RESENDE e DIAS, 2000) que considerem a necessidade das avaliações sucessivas e consecutivas no tempo feitas no mesmo indivíduo, a comparação de indivíduos de diferentes gerações sob diferentes condições ambientais, a seleção visando à propagação seminal, a seleção visando a propagação vegetativa e a seleção que priorize a árvore em detrimento da média do grupo delas, por meio da predição do seu valor genético aditivo e não aditivo. Por último, o uso de métodos de seleção acurados ganha relevância no trato de dados desbalanceados, comuns na experimentação com o cacaueiro.

Rogério Mercês Ferreira Santos

Fonte: nbcgib.uesc.br

Cacaueiro

Nome científico do Theobroma cacao: Theobroma cacao L.
Família do Theobroma cacao: Sterculiaceae.
Sinônimos botânicos do Theobroma cacao: Theobroma leiocarpum Bernoulli, Theobroma pentagonum Bernoulli, Theobroma sphaerocarpum A. Chev.
Outros nomes populares do Theobroma cacao: árvore-do-chocolate, cacau. Cocoa tree e chocolate tree (inglês), cacao (espanhol, francês, italiano).

Cacau foi nomeado Theobroma por Linnaeus, a palavra significa “alimento dos deuses ‘, assim denominada a partir da bondade de suas sementes.

O cacaueiro

O cacaueiro (Theobroma cacao L.) é cultivado há milhares de anos no continente americano. Os astecas e os incas apreciavam a bebida derivada de seu fruto, muito antes de Colombo descobrir o Novo Mundo. A importância do cacaueiro era tanta, que atribuíam a ele origem divina e sua plantação era, muitas vezes, cercada de cerimônias religiosas.

O cacaueiro consegue atingir de 6 a 8 metros de altura, trata-se de uma planta que sobrevive em clima quente e úmido, no estado da Bahia ocorreu uma grande plantação da fruta para consumo interno e para exportação. Este estado é um dos maiores ou maior produtor da fruta no Brasil, atualmente a Costa do Marfim é considerado como o maior produtor do planeta.

Após inúmeras transformações durante décadas de consumo, o cacau tornou-se a matéria prima de vários tipos de chocolate cada qual com sua porcentagem da fruta, por exemplo o chocolate amargo reconhecido pela comunidade científica onde seu consumo poderia proporcionar benefícios a saúde dos seres humanos, contém uma quantidade maior de cacau em comparação a outros tipos.

História Natural

Das nove espécies conhecidas, a mais interessante é o cacauzeiro comum, Theobroma cacao Linneo, árvore de vinte a trinta pés de altura, dividida em muitos ramos delgados, direitos, cobertos de folhas, de quase dez polegadas de comprimento, oblongas ou oblongo-ovais, pontas agudas, inteiriças, arredondadas na base, lisas e com a mesma cor nas duas faces; tem o pezinho muito curto e embaixo duas estípulas; as flores, em grande número, têm cor avermelhada; o fruto é amarelo ou roxo térreo, liso, com dez gomos longitudinais, da grossura de um pepino, contém uns trinta grãos, muito parecidos com amêndoas. As flores são pequeninas e nascem em fascículos, por cima de cada folha. O caule tem cinco sépalos; corola de cinco pétalos, espalmados e côncavos no terço inferior, estreitos e lineares no terço médio, outra vez espalmados e côncavos na parte superior; estames pegados a um tubo quase dividido em cinco partes sem anteras e cinco curtos; estilete fitiforme, estigma quinquefide. Nota-se no fruto ou cápsula indeiscente de paredes lenhosas os grãos mergulhados em uma polpa butirosa. O cacaueiro floresce aos três anos e carece até esse tempo de frequentes capinações. Aos cinco anos, já produz. Cobre-se então de flores e frutos que levam quatro meses para amadurecer. Obtém-se no ano duas colheitas, uma em dezembro e outra em junho. As matas do Brasil possuem nas províncias do Maranhão e do Pará grande porção de cacaueiros silvestres. Sua cultura tornou-se mais ativa e espalhou-se nas ditas províncias do norte, depois da conquista de Caiena.

Encontram-se nas mesmas o Cacaueiro elegante, Theobroma speciosa Martius, que tem as flores duas vezes maiores que as da espécie comum. O Cacaueiro branco, Theobroma subincana Martius, aparece nas margens do Rio Amazonas. O cacaueiro pequeno, Theobroma microcarpa Martius, é notável pela fruta da grossura de uma ameixa e aparece nas margens do Rio Negro. O cacaueiro da Guiana, Theobroma guianensis Wildenow, o Cacaueiro bicolor, de Humboldt e Bonpland, o qual observa-se unicamente na Colômbia e no Brasil, representa um arbusto de dez a doze pés, de ramos espalhados; pecíolos compridos de uma polegada; folhas de um pé de comprimento, oblongas, pontudas, verdes por cima, esbranquiçadas por baixo; flores pequenas de cor púrpura denegrida, em cimeiras, axilares e solitárias; fruta comprida de seis polegadas, lenhosa, ovada, globulosa, pentagonal, setosa e rugosa, de polpa saborosa e cuja casca serve para utensílios domésticos. Além das espécies mencionadas, os botânicos conhecem o Cacaueiro silvestre, Theobroma silvestris de Wildenow, árvore de quinze pés de altura, o Cacaueiro estreito, Theobroma angustifolia, e o Cacaueiro ovado do México, Theobroma ovalifolia.

O cacaueiro (Theobroma cacao) é a árvore que dá origem ao fruto chamado cacau. É da família Malvaceae e sua origem é América Central e Brasil.

Pode atingir até 6 metros de altura e possui duas fases de produção: temporão (março a agosto) e safra (setembro a fevereiro). O cacau é a principal matéria-prima do chocolate.

Importância econômica

É do cacau que se faz o chocolate através da moagem das suas amêndoas secas em processo industrial ou caseiro. Outros subprodutos do cacau incluem sua polpa, suco, geleia, destilados finos e sorvete.

O termo “Cacau“, já foi sinônimo de prosperidade “Capital” e Investimento, no Brasil de aproximadamente 1808, quando a Família Imperial Portuguesa, com o reinado de Maria I veio para o Brasil e começou sua exploração científica – industrial da época, para exportação e financiar o chamado “Baluarte Brasileiro, contra Napoleão Bonaparte, até aproximadamente 1930. Nessa data, quando apareceu uma praga chamada de “Vassoura de Bruxa”, que descapitalizou à chamada “indústria do Cacau” Brasileira. Muitas pesquisas se fizeram para debelar a tal de “Vassoura”, até que a denominada atualmente de “Embrapa”(uma empresa que teve seus primórdios naquela data por iniciativa de Getúlio Vargas), na cidade do Rio de Janeiro apresentou seus resultados positivos, que desenvolvem à Indústria do Chocolate do Brasil com diversas plantações de Cacau modificados através de Enxertias e Fábricas de Chocolates por todo o Brasil.

Mas tudo isso tem um preço, segundo os antigos, a chamada “Nobreza Brasileira”, antigos proprietários de plantações de antes de 1930, informam que tem saudades daquele tempo, em Ilhéus, um dos principais produtores de antes de 1930. Pois dizem esses “representantes da Nobreza Brasileira” que o Chocolate, a planta, antes da ação da atual Embrapa, tinha um sabor aPimentado. Alguns restaurantes da Bahia e do Brasil, como no Rio Grande do Sul, costumam acrescentar Pimenta aos produtos de Chocolates. É uma tradição antiga e dizem que as primeiras mudas do México tinham esse sabor, APimentado.

Fonte: www.seeds-gallery.com

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