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Cupuaçuzeiro

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O cupuaçu é originário da floresta Amazônica.

Sua polpa é largamente utilizada na culinária local, principalmente no estado do Pará.

Seu suco é costumeiramente, oferecido aos que visitam a região para que conheçam o sabor símbolo da Amazônia.

O sabor exótico do cupuaçu e suas propriedades revitalizastes vêm conquistando cada vez mais adeptos em todo o mundo.

A árvore que produz o cupuaçu chama-se cupuaçuzeiro ou cupuaçueiro. Esta árvore pode chegar a 15 metros de altura.

É uma fruta típica da região da floresta amazônica.

A casca deste fruto é de consistência dura e lisa. Sua cor é castanho-escuro, quase preta.

A época desta fruta é de janeiro a maio.

Possui sementes em sua parte interna, que são envoltas numa polpa branca de sabor ácido.

Esta fruta é muito utilizada para a fabricação de sucos, sorvetes, geléias, vinhos e licores.

O sabor do cupuaçu á azedo, porém muito suave.

Esta fruta é rica em proteínas, cálcio e fósforo.

Com relação às vitaminas, possui vitamina A, B1, B2 e C.

Além das vitaminas e sais minerais, esta fruta é rica em pectina.

Cupuaçuzeiro
Cupuaçuzeiro

Aplicações: A polpa pode ser utilizada na preparação de sucos, sorvetes, vinhos, licores ou doces. As sementes podem substituir as do cacau na fabricação do chocolate.

Colheita: Frutifica de janeiro a março.

Composição (100g)

Calorias: 72kcal
Umidade:
81.30g
Proteínas:
1.70g
Fibra:
0.50g
Cálcio:
23.00mg
Fósforo:
26.00mg
Ferro:
2.60mg
Vitam.B1:
0.04mg
Vitam. B2:
0.04mg
Niacina:
0.50mg
Vitam. C:
65.00mg
pH:
3.70
Brix:
17.00%
Acidez:
2.50%

Fonte: www.camta.com.br

Cupuaçuzeiro

Nome científíco: Theobroma grandifloum

O cupuaçuzeiro é uma espécie nativa da Amazônia, com fruto de agradável aroma e excelente sabor.

É uma das frutas mais populares da Amazônia e vem sendo implantada comercialmente também no sudeste da Bahia. Seu fruto mede até 25 cm e pesa até 1 Kg.

Possui 30% de polpa e cerca 35 sementes.

Apresenta três variedades: Cupuaçu-redondo (extremidade arredondada, pesando em média 2,5 Kg e é o mais comum); Cupuaçu mamorama (extremidade alongada, pesando em média 2,5 Kg); Cupuaçu mamau (não apresenta sementes, formato redondo, peso médio de 2,5 Kg, chegando a atingir 4,0 Kg).

O cupuaçuzeiro é uma árvore de até 10 m de altura com ramos flexíveis; folhas longas de até 60 cm de comprimento, de coloração ferrugínea na face inferior; flores grandes, de cor vermelha escura presas diretamente ao tronco. A colheita do cupuaçu ocorre de janeiro a maio. O fruto pode ser encontrado em mercados e feiras das capitais amazônicas, sendo bastante utilizada na culinária local como ingrediente de diversas sobremesas e sucos.

O cupuaçu é rico em proteínas, cálcio, fósforo e vitaminas A, B1, B2 e C. Além das vitaminas e sais minerais, a fruta é rica em pectina, uma fibra solúvel que ajuda a manter bons níveis de colesterol. Sua casca é bastante dura, é utilizada como adubo orgânico.

A polpa é utilizada no preparo de sorvetes, sucos, geléias, doces, mouses, bombons, balas, biscoitos e iogurtes. Recentemente, a polpa tem sido empregada também na indústria cosmética como ingrediente de cremes e shampoos.

As sementes de cupuaçu, depois de secas, são utilizadas por seu alto teor de gordura, prestam-se à fabricação de chocolate e já foram utilizadas para esse fim, em lugar das sementes de cacau. Na região, costuma-se chamar o chocolate feito das sementes da fruta de cupulate. Por esse emprego, o cupuaçu recebeu no passado nomes como cacau-do-peru e cacau-de-caracas.

O cupuaçu, fruto da mesma família do cacau, é originário da Amazônia brasileira, sendo muito popular no Pará e na cidade de Presidente Figueiredo (AM), onde é organizada uma festa que acontece todo mês de abril.

O cupuaçu contém vitaminas, minerais e pectina, uma fibra solúvel que ajuda a manter bons níveis de colesterol.

As variedades conhecidas agrupam-se de acordo com o formato dos frutos: cupuaçu– redondo (fruto com extremidades arredondadas); cupuaçu– mamorana (fruto com as extremidades alongadas); cupuaçu-mamau (caracteriza-se por não apresentar sementes). A árvore, conhecida como cupuaçuzeiro, cupuaçueiro ou cupu atinge uma média de 10 a 15 m de altura. As folhas são longas, medindo até 60 cm de comprimento.

As flores são grandes, de cor vermelho-escura, com características peculiares: são as maiores do gênero, não crescem grudadas no tronco, mas sim nos galhos.

Tabela Nutricional

Composição nutricional do cupuaçu:

Água (%)86,2

Quantidade 100 gramas
Calorias (Kcal) 49
Proteína (g) 1,2
Carboidratos(g) 10,4
Fibra Alimentar (g) 3,1
Colesterol (mg) n/a
Lipídios (g) 1,0
Ácido Graxo Saturado (g) 0,4
Ácido Graxo Mono insaturado (g) 0,2
Ácido Graxo Poli insaturado (g) 0,1
Cálcio (mg) 13
Fósforo (mg) 21
Ferro (mg) 0,5
Potássio (mg) 331
Sódio (mg) 3
Vitamina B1 (mg) 0,37
Vitamina b2 (mg) 0,04
Vitamina B6 (mg) 0,07
Vitamina B3 (mg) 4,34
Vitamina C (mg) 24,5

Referências

BRASIL. Ministério da Saúde. Coordenação Geral da Política de Alimentação e Nutrição (CGPAN). Alimentos Regionais Brasileiros. Brasília: Ministério da Saúde. 2002.
PORTAL AMAZÔNIA. Cupuaçu, uma fruta amazônica. Disponível em: http://portalamazonia.globo.com/pscript/amazoniadeaaz/artigoAZ.php?idAz=20. Acesso em: 30 nov. 2009.

Fonte: www.nutricaoemfoco.com.br

Cupuaçuzeiro

O cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum (Willd. ex Spreng.) K. Schum.) destaca-se entre as fruteiras amazônicas como uma das mais atrativas da região, pelas características de sabor e aroma de seus frutos, cuja polpa é empregada no preparo de sucos, sorvetes, licores, compotas, geléias, cremes, etc. Instituições de pesquisas na região Norte têm implementado programas de melhoramento com ênfase à seleção de materiais com características de alta produção de frutos, rendimento de polpa e resistência à vassoura de bruxa (Crinipellis perniciosa (Stahel) Singer), principal enfermidade da cultura. Neste contexto, objetiva-se com a propagação in vitro, a minimização destes problemas pela aquisição de material propagativo vegetal livre de fitopatógenos. Outra vantagem da micropropagação é permitir a obtenção de maior quantidade de mudas em um curto período de tempo, quando comparado com a propagação vegetativa tradicional.

A primeira etapa da micropropagação é o estabelecimento in vitro do material a ser multiplicado e, para tanto, deve-se determinar a melhor metodologia para desinfestação dos explantes a serem inoculados. Após a escolha do tecido que será empregado como explante, procede-se o tratamento de desinfestação do mesmo, a fim de eliminar microorganismos exógenos, para a obtenção de um bom resultado no final do processo de estabelecimento in vitro (GAMBORG & PHILLIPS, 1995; ROCHA; 1999; SOUZA et al., 2003; SILVA et al., 2003).

Em espécies lenhosas, a contaminação dos explantes é um dos principais problemas do cultivo in vitro (Pierik, 1990) e depende também da procedência do material vegetal utilizado, que pode ser de casa de vegetação ou do campo. Os níveis de contaminação tendem a ser maiores quando as plantas matrizes usadas como fonte de explantes são provenientes do campo. Contudo, mesmo as plantas submetidas ao rigoroso controle fitossanitário e mantidas em viveiro protegido ou casa de vegetação são fontes potenciais de microorganismos, que podem tornar-se limitantes aos procedimentos de cultivo in vitro (MEDEIROS, 1999).

Na maioria dos casos, a presença de fungos e bactérias ocorre poucos dias após a inoculação. Em alguns casos, a presença de bactérias e fungos nas plantas é detectada após algum tempo de cultivo, geralmente quando um grande número de plantas já está em produção. Além disso, por serem de difícil visualização, são facilmente transmitidas de um material para outro durante a manipulação dos explantes para a inoculação in vitro. Quando as condições do meio de cultura (nutrição, pH) tornam-se favoráveis ao seu desenvolvimento, os fitopatógenos passam a competir por nutrientes minerais e carboidratos do meio de cultura (Smith, 2000), comprometendo a multiplicação e o desenvolvimento dos explantes (Montarroyos, 2000), podendo levá-los rapidamente à morte. Esta deterioração dos explantes está relacionada com a produção de metabólitos fitotóxicos pelos fitopatógenos, tais como os ácidos láctico e acético e cianeto (PEREIRA et al., 2003).

Um problema freqüente durante o isolamento de explantes é a oxidação de compostos fenólicos, que são liberados pelas células, relatam GRATTAPAGLIA & MACHADO (1998). Segundo Teixeira (2006), a oxidação dos polifenóis leva à produção de substâncias amareladas de composição complexa, do tipo quinonas, que se pode ligar a proteínas das membranas ou enzimas, acarretando toxidez e morte da célula.

Para minimizar a contaminação microbiana, inúmeros protocolos de esterilização são apresentados por diversos autores. Estes relatam o uso de substâncias como hipoclorito de sódio e etanol 70% e, em alguns casos, a adição de antibióticos ao meio de cultura (GARCIA & RAFAEL, 1990; LEIFERT et al., 1991;BUCKLEY et al., 1995; TANPRESERT & REED, 1998; REED et al., 1998). A utilização de antibióticos para o controle e erradicação de microrganismos contaminantes é frequente, podendo os mesmos serem adicionados ao meio de cultura ou imersão dos em banhos sob agitação, durante alguns dias (GRATTAPAGLIA & MACHADO, 1998).

A concentração da solução desinfestante e o tempo de exposição podem variar muito os índices de descontaminação, no que se faz necessário à adequação do protocolo de desinfestação. Este trabalho teve como objetivo desenvolver um protocolo para a desinfestação de explantes florais de cupuaçuzeiro, visando ao seu estabelecimento in vitro.

Fonte: www.saolucas.edu.br

Cupuaçuzeiro

O cupuaçu: usos e potencial para o desenvolvimento rural na Amazônia

O cupuaçu (Theobroma grandiflorum) é uma espécie nativa da Amazônia e pertence à mesma família do cacau (Theobroma cacau), espécie da qual se obtém o chocolate. Ao contrário do cacau que é cultivado em diversas partes do mundo, o cupuaçu está em processo de domesticação e seu cultivo é restrito aos estados da região norte e alguns países que fazem parte da Amazônia Legal. E, em decorrência desse processo recente, pode ser encontrado em estado silvestre, no interior das florestas, em pomares caseiros e em plantios comerciais. Desenvolve-se bem em solos pobres, pode ser cultivado em plantios homogêneos ou em consórcio com outras espécies, em sistemas agroflorestais.

A polpa do fruto, com aroma e sabor característicos, é o principal produto obtido, sendo largamente utilizada no preparo bombons, musses, sorvetes, sucos e refrescos. Apesar de ser o produto mais valorizado, não é o único. Das sementes podem-se obter o cupulate e a manteiga de cupuaçu. O cupulate é um produto semelhante ao chocolate, porém com menor concentração do estimulante cafeína; a manteiga é similar à de cacau, com a vantagem de ser obtida por um processo mais econômico, e pode ser empregada na produção de cupulate em tabletes e na industria de cosmético.

Pesquisas recentes têm demonstrado a possibilidade de obtenção de novos produtos, ampliando o leque dos já existentes e contribuindo para o aproveitamento mais eficiente do fruto do cupuaçu. Das sementes processadas pode-se produzir uma bebida com teor de proteína semelhante ao de um achocolatado formulado com leite de vaca. Esta bebida apresenta a vantagem de possuir um custo de produção inferior ao do achocolatado convencional e poder ser comercializada em forma de pó.

Os benefícios dessas pesquisas vão além do lançamento no mercado de novos produtos e se estendem por toda a cadeia produtiva: o produtor terá mais uma fonte de renda com a comercialização das sementes que, atualmente, são descartadas; o consumidor contará com uma fonte de proteína de alta qualidade a preços acessíveis; os programas oficiais de combate à fome e à miséria e da merenda escolar poderão ofertar uma dieta saudável e diversificada; e os vegetarianos, que normalmente possuem poucas opções de fontes de proteínas de origem vegetal, contarão com alternativas para uma alimentação equilibrada.

A casca de cupuaçu, que normalmente é descartada e usada como adubo, pode ser aplicada na geração de energia. Um projeto que utiliza a casca como fonte de biomassa para produzir energia está em fase de teste em uma comunidade do Amazonas. Ao ser submetida a um processo de queima incompleta, produz um gás, ao invés de fumaça. Este gás, ao ser misturado a motores movido a diesel, pode reduzir o consumo de diesel em até 80%.  A energia gerada é utilizada para alimentar uma agroindústria de processamento do fruto que, antes, era vendido in natura. Os custos ainda são superiores aos geradores que usam apenas o diesel como combustível, mas compensa por utilizar matéria prima em abundância, proveniente da atividade econômica da região, e pelos benefícios sociais e ambientais gerados.

Os exemplos relacionados anteriormente servem para ilustrar o potencial de aproveitamento, a versatilidade de produtos e usos alternativos que o cupuaçu apresenta. Estas características, aliadas ao sabor forte e agradável e à facilidade de industrialização do fruto têm contribuído para a difusão do consumo, ampliação e abertura de novos mercados para uma espécie nativa da Amazônia. A exemplo do guaraná, da castanha e do açaí, que são reconhecidos como produtos típicos da Amazônia, consumidos em todo o Brasil e exportados para diversos países, o cupuaçu tem o potencial de alcançar status semelhante.

No entanto, a realização desse potencial só será possível com o avanço das pesquisas sobre a espécie, a transferência dos resultados e capacitação do produtor, e a adoção de políticas que estimulem o cultivo de cupuaçu. Através da oferta de materiais mais produtivos e resistentes a doenças, principalmente à vassoura-de-bruxa; do plantio e manejo seguindo as recomendações para a cultura; e da existência de uma infraestrutura adequada para o beneficiamento dos frutos pode-se ampliar a área cultivada, aumentar a produção, colocar no mercado produtos diferenciados, capazes de atender a demanda por produtos da Amazônia.

Existem ainda os benefícios sociais e ambientais associados e, entre esses, podem ser citados: a geração de empregos e utilização da mão-de-obra familiar; a geração de riqueza e desenvolvimento do meio rural; e a exploração sustentável da biodiversidade da Amazônia.

Paulo Emílio Kaminski

Fonte: www.floraefauna.com

Cupuaçuzeiro

O cupuaçu é uma fruta originária da floresta Amazônica, mas precisamente do Pará, e vem sendo implantada comercialmente também no sudeste da Bahia. Neste estado, a área cultivada é de aproximadamente 1200ha, com mais da metade em desenvolvimento. Esta fruta geralmente é procurada pelo seu sabor típico, e há aproveitamento da polpa e das sementes pelas indústrias de alimentos e de cosméticos em virtude de suas propriedades sensoriais e químicas. Existem muitas variedades conhecidas e exploradas comercialmente e elas estão agrupadas conforme o formato dos frutos.

O cupuaçu representou, tanto para as populações indígenas quanto para os animais, uma fonte primária de alimento na floresta Amazônica. Nas tribos indígenas, o suco de cupuaçu, depois de ser abençoado por um pajé, era utilizado para facilitar nascimentos difíceis. As sementes do cupuaçu são utilizadas por indígenas até hoje para aliviar dores abdominais.

No ano 2000, a empresa japonesa Asahi Foods fez um pedido de patente do cupuaçu no Japão e na Europa e registrou a marca “cupulate” como sua propriedade. O fato gerou uma grande polêmica. Passados quase 4 anos, o departamento do governo japonês responsável pelo registro de patentes recusou o pedido da empresa Asahi Foods para o processo de obtenção do cupulate. O órgão acatou o pedido da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) reivindicando a autoria do processo e reconheceu as provas apresentadas pelos brasileiros.

A polpa e a semente de cupuaçu apresentam muitos usos e grandes perspectivas de utilização tecnológica na indústria de alimentos. Atualmente, a polpa é usada na produção industrial ou artesanal de refrescos, sorvete, picolé, néctar, doce, geléia, licor, xarope, biscoito, bombom e iogurte. Na culinária doméstica, a polpa do cupuaçu tem larga aplicação, entre as quais se destacam os cremes, pudins, tortas, bolos e pizzas.

As sementes constituem-se matéria-prima para obtenção do cupulate O cupulate é similar ao chocolate produzido com cacau e foi criado por pesquisadores da Embrapa em Belém do Pará na década de 1980. Tem como vantagem em relação ao outro o preço da gordura do cupuaçu, que custa cerca de um terço da gordura do cacau. Além disso, essa fruta tem o teor de teobromina, substancia com efeitos estimulantes como o da cafeína, bem menores que os do cacau.

Segundo o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), cada 100g do chocolate de cupuaçu tem 672 Kcal, 13g de proteínas, 58g de lipídios e 23g de carboidratos.

Da manteiga também é possível produzir produtos para o cabelo e loções, batons, óleos par banhos, condicionadores e máscaras capilares, emulsões pós barba, desodorantes cremosos, protetores solares, e ainda ser utilizado no tratamento da pele para estimular o processo de cicatrização.

A casca do fruto apresenta razoáveis teores de potássio ferro, manganês e outros nutrientes, e é usada, em mistura com outros resíduos da agroindústria de frutas, como adubo orgânico.

Cupuaçu
Energia(Kcal) Ptn(g) Carb(g) Lip(g) Fibras(g) Cálcio(mg) Potássio(mg) Vit C(mg)
49 1,2 10,4 1,0 3,1 13 331 24,5

FONTE: TACO – Tabela Brasileira de Composição de Alimentos, 2006

Flávia De Conti

Fonte: www.nutrociencia.com.br

Cupuaçuzeiro

Nome popular: Cupuaçu.
Nome cientifico: Theobroma grandiflorum.
Luminosidade: Meia sombra.
Porte: Até 10 metros de altura.
Frutos: De dezembro a Abril.

Cupuaçuzeiro

O cupuaçuzeiro (Theobroma grandiflorum) é uma fruteira nativa da região amazônica e foi introduzida no sul da Bahia em 1930, na antiga Estação Experimental de Água Preta, no município de Uruçuca. Geralmente é procurado pelo sabor típico de seus frutos, em que há o aproveitamento da polpa e das sementes pelas indústrias alimentícias e de cosméticos, em virtude de suas propriedades sensoriais e químicas. O seu fruto mede de 12 a 15 cm de comprimento e tem de 10 a 12 cm de diâmetro, apresentando em média peso de 1 kg, sendo 30% de polpa e 35 sementes.

Por ser uma espécie de boa adaptação à sombra, o cupuaçu propicia a formação de consórcios com outras plantas de porte florestal, permitindo bons resultados econômicos e ecológicos. É uma fruta tropical com grande potencialidade econômica para a região sudeste da Bahia. No Estado, a área cultivada é de aproximadamente 1.200 ha, sendo mais da metade em desenvolvimento. A produção de polpa é estimada em 300 toneladas, sendo que cada planta produz de 30 a 40 frutas por ano.

CLIMA E SOLO

O cultivo é recomendado em regiões com temperaturas médias anuais superiores a 22ºC, pluviosidade acima de 1500 mm bem distribuídos e umidade relativa do ar acima de 75%. É uma cultura adaptada em terra firme, podendo ser cultivada em solos de baixa, média e alta fertilidade, com boa estruturação física. Os solos mais recomendados são os areno-argilosos, profundos e com boa drenagem.

VARIEDADES

As variedades conhecidas e exploradas comercialmente estão agrupadas conforme o formato dos frutos:

Cupuaçu-redondo – fruto com extremidades arredondadas, casca com 6 a 7 mm de espessura, peso médio de 1,5 kg, sendo o tipo mais cultivado na região amazônica.
Cupuaçu-mamorana –
fruto com as extremidades alongadas, casca com 6 a 7mm de espessura, pesando em média 2,0 kg.
Cupuaçu-mamau –
também conhecido como “sem-caroço”, tem formato semelhante ao cupuaçu-redondo, caracteriza-se por não apresentar sementes. O peso médio do fruto é de 2,5 kg, chegando a atingir 4,0 kg.

O rendimento médio da variedade sem-sementes é de 70%, enquanto os com sementes é de 30%.

FORMAÇÃO DE MUDAS

No plantio comercial de cupuaçu deve-se utilizar mudas propagadas por semente ou por via vegetativa, através da enxertia. O cupuaçuzeiro é formado à semelhança da muda de cacau. As sementes devem vir de plantas matrizes produtivas e sadias e de frutos com boas características de rendimento de polpa.

As sementes devem ser despolpadas e posteriormente lavadas e colocadas para secar à sombra por dois dias. A seguir, são colocadas diretamente em sacos de polietileno ou para germinação em leito de areia e pó de serra curtido na proporção 1:1.

Em condições normais as mudas germinam após o décimo quinto dia. No caso de sementeira, podem ser transplantadas quando estiverem com 10 a 15 cm. Depois, devem ser mantidas em viveiro coberto até alcançarem 30 centímetros de altura (4 a 5 meses).

Em caso de enxertia, o material a ser enxertado (garfo ou borbulha) deve vir de ramos já produtivos e de diferentes plantas matrizes, para evitar a auto-incompatibilidade na polinização. Na Bahia, a pesquisa básica de melhoramento genético do cupuaçuzeiro visa a obtenção de clones produtivos, com frutos de bom tamanho e rendimento em polpa, resistência a pragas e doenças e ampliação do período de colheita durante o ano.

PLANTIO

O cupuaçuzeiro desenvolve-se melhor com sombreamento nos dois primeiros anos, podendo ser cultivado a pleno sol ou em sombreamento pouco denso.

Portanto, pode ser instalado em capoeiras ou em sistemas de consórcio com outras espécies como a bananeira, a pupunheira, a seringueira e outras plantas de porte florestal. O plantio das mudas deve ser feito em covas de 40 x 40 x 40 cm, adubadas com 10 litros de esterco curtido e mais 100 gramas de superfosfato triplo. Usa-se cobertura morta em volta das mudas, a fim de manter a umidade do solo e controlar o desenvolvimento de ervas daninhas.

As mudas provenientes de sementes são plantadas quando atingem de 5 a 6 meses de idade e uma altura de 40 a 50 cm. As mudas enxertadas oriundas de matrizes selecionadas com produtividade média acima de 40 frutos por planta/ano e peso médio de frutos entre 1 a 1,5 kg, com 8 a 9 meses de idade, medindo 70 a 80 cm de altura, devem ser plantadas em covas de 4 metros em todas as direções e em espaçamentos que variam de 5 x 5 m até 8 x 8 m em triângulo eqüilátero.

Antes do estabelecimento do pomar, recomendam-se dois tipos de sombreamento: o provisório – utilizando a cultura da bananeira em espaçamento de 3 x 3 m e um sombreamento definitivo, utilizando-se plantas de porte florestal de valor econômico, a exemplo de cajazeira e seringueira nos espaçamentos que variam de 15 x 15 m a 20 x 20 m.

ADUBAÇÃO E CALAGEM

As adubações devem ser realizadas em função dos resultados da análise química do solo. No geral, as formulações e doses de adubos orgânicos e minerais preconizadas são baseadas em observações de natureza prática.

Para solos de baixa fertilidade, recomendam-se os seguintes procedimentos de adubação:

Para o primeiro ano de plantio, 300g de formulação 10-28-20 (NPK) por planta, em 4 aplicações de 100g, com intervalo de 3 meses;
No segundo ano, 500g/planta, com o mesmo intervalo de aplicação;
A partir do terceiro ano, 200g/planta/aplicação, parcelada em três vezes no ano.

ESPAÇAMENTO

O espaçamento varia de acordo com o tipo de muda, que pode ser pé-franco (mudas formadas de sementes) ou enxertada. Para as mudas de pé-franco, recomenda-se o espaçamento de 7 x 7 m em triângulo eqüilátero, permitindo uma densidade de 244 plantas/ha. Para plantio das mudas de enxertia, que apresentam menor porte, recomenda-se o espaçamento de 6 x 6 m em triângulo eqüilátero, permitindo uma densidade de 319 plantas por hectare.

TRATOS CULTURAIS

Controle de ervas daninhas – as plantas daninhas dificultam o crescimento normal das plantas. Recomenda-se efetuar de dois a três coroamentos e até três limpas durante o ano.
Podas –
as podas de formação e manutenção objetivam manter a planta com porte baixo, facilitar os tratos culturais e reduzir o impacto dos frutos na queda. A poda de formação é efetuada no primeiro ano de idade da planta, cortando-se o broto terminal após o primeiro ou segundo fuste para promover a divisão do tronco principal em dois. A poda de manutenção direciona a distribuição dos galhos e elimina os ramos indesejáveis, secos ou doentes.

COLHEITA E PRODUÇÃO

A colheita é realizada de quatro a cinco meses após a floração. A colheita é feita manualmente, duas ou três vezes por semana, coletando-se os frutos maduros após a queda. A partir das primeiras safras, as plantas começam a produzir em escala crescente, até a estabilização, que ocorre no quinto ano após o plantio.

O rendimento médio do fruto é de 36% de polpa, 46% de casca e 18% de sementes. A produtividade média nas condições do sul da Bahia é de 40 frutos/planta/ano.

COMERCIALIZAÇÃO

A exemplo da maioria dos produtos agrícolas, a comercialização do cupuaçu é feita diretamente do produtor para o intermediário, ou o produto é colocado nas Centrais de Abastecimento das regiões produtoras. Os preços variam em função do excesso ou escassez da produção. No sul da Bahia a comercialização é feita às margens de rodovia, em feiras livres e diretamente com as indústrias processadoras de polpas da região e até de outras regiões do país.

PRODUTOS

O cupuaçu é utilizado na elaboração de sorvete, néctar, doce, geléia, iogurte, licor, xarope, biscoito e bombom. Na culinária doméstica, a polpa tem larga aplicação, com destaque para cremes, pudins, tortas, bolos e pizzas. As sementes servem para a fabricação do cupulate, produto com características nutritivas similares às do chocolate; já a gordura, é utilizada na indústria de cosméticos.

Para cada 100 kg de sementes frescas, são obtidos 45,5 kg de sementes secas, 42,8 kg de sementes torradas e 31,2 kg de amêndoas sem casca. Destas, pode-se obter 13,5 kg de manteiga de cupuaçu.

Gilberto de Andrade Fraife Filho

Fonte: www.ceplac.gov.br

Cupuaçuzeiro

Cupuaçuzeiro

O Cupuaçu é o fruto de uma árvore originária da Amazônia (Theobroma grandiflorum; ex – Sterculiaceae), parente próxima do cacaueiro.

A árvore é conhecida como cupuaçuzeiro, cupuaçueiro ou cupu, é uma fruta extremamente saborosa típica da região norte brasileira, muito encontrada no Estado do Amazonas e adjacências. E muito usado na culinária doce, azeda e agridoce pelos nativos da Amazônia.

Os melhores usos do cupuaçu são obtidos na forma de sorvetes, sucos e vitaminas, que são muito consumidos e admirados em todo o País. Doces à base de cupuaçu são também muito admirados, tais como o creme, compotas, geléias e refrescos. Dentre outros usos importantes, acham-se o “vinho” (refresco sem álcool) e licores.

Características

A árvore alcança uma média de 10 a 15 m de altura. Há referências de exemplares com até 20 m. As folhas são longas, medindo até 60 cm de comprimento e apresentam uma aparência ferruginosa na face inferior.

As flores são grandes, de cor vermelho-escura e apresentam características interessantes: são as maiores do gênero, não crescem grudadas no tronco, como nas outras variedades de theobromáceas, mas sim nos galhos. Os frutos apresentam forma esférica ou ovóide e medem até 25 cm de comprimento, tendo casca dura e lisa, de coloração castanho-escura. As sementes ficam envoltas por uma polpa branca, ácida e aromática. Os frutos surgem de janeiro a maio e são os maiores da família.

O cupuaçu contém ferro, fósforo e proteínas, necessários para a formação celular, participando dos processos químicos que permitem a continuação da vida.

Vitaminas: C (ácido ascórbico), excelente para evitar gripes, infecções e até o câncer, melhorando o sistema imunológico e varrendo os radicais livres; vitaminas do complexo B ( B1, B2, B5): B1 (tiamina), antiestressante e tonificante dos músculos; B2, (riboflavina), alivia olhos cansados e ajuda na formação das hemácias; B5 (ácido pantotênico), ajuda na proteção do organismo junto aos anticorpos. Possui também taninos, que ajudam a evitar inflamações e toxinas do organismo.

As fibras evitam que o organismo acumule toxinas, evitam o ressecamento fecal e combatem a prisão de ventre.

Solo

Solos de terra firme e profundos, com boa retenção de água, fertilidade e com boa constituição física, pH entre 6,0 e 6,5 são tidos como ideais para o desenvolvido do cupuaçu.

Mudas: Pode-se multiplicá-la através de enxertia e por sementes.

Polêmica sobre propriedade intelectual

Nos últimos anos, o cupuaçu esteve no centro de um debate internacional sobre biopirataria. A empresa japonesa Asahi Foods teve seu registro de uso exclusivo do nome cupuaçu cancelado na União Européia, Japão e Estados Unidos. Esse resultado só foi alcançado após esforços conjuntos de ONG’s do Brasil e o Governo brasileiro, passando por ações junto à Câmara dos Deputados e ao Senado Federal, contra a empresa japonesa.

Usos

De sabor forte, o cupuaçu é comumente usado em chocolates, sucos e vitaminas, que são muito consumidos e admirados em todo o país. Doces à base de cupuaçu são também muito admirados, tais como o creme, compotas, geléias e refrescos. Dentre outros usos importantes, acham-se o “vinho” (refresco sem álcool) e licores.

O cupuaçu é utilizado, também tradicionalmente, como ingrediente na confecção de chocolate, que obtiveram sucesso reconhecimento em todo o país.

Outro uso relevante do cupuaçu é na fabricação do cupulate, que é um produto cujo sabor se assemelha ao chocolate.

Na Bolívia, é fabricada uma bebida feita do cupuaçu que é vendida para vários países da Europa.

Há diversos estudos científicos, tanto no Brasil quanto no exterior, que utilizam as sementes do cupuaçu e sua polpa para tratar doenças no trato gastrointestinal.

Essas pesquisas apontam também o uso do cupuaçu como antioxidante e como base para desenvolvimento de produtos de beleza.

Receitas

Torta de cupuaçu

Ingredientes:

250 gramas de polpa de cupuaçu
uma lata de creme de leite
uma lata de leite condensado
um pacote de biscoito champagne
100 ml de leite

Modo de Preparo:

Coloque no liquidificador a polpa de cupuaçu, o creme de leite e o leite condensado e bata até ficar um creme uniforme. Despeje a metade desse creme em uma forma pirex. Molhe o biscoito no leite e o coloque por cima do creme. Despeje a outra metade do creme em cima do biscoito. Para enfeitar coloque alguns biscoitos em cima da torta.

Sirva gelada.

Porção para seis pessoas.

Cupuaçuzeiro
Bombom de Cupuaçu

Bombom de Cupuaçu

Ingredientes

3 latas de leite condensado
1/2 kg de polpa de cupuaçu
1/2 kg de açúcar

Para a cobertura:

1/2 kg de chocolate ao leite

Modo de preparo:

Numa panela, coloque o leite condensado e leve ao fogo médio até começar a soltar do fundo da panela e dar ponto de enrolar. Deixe esfriar um pouco e retire 1/2 colher (sopa) da massa de leite condensado, achate com os dedos e passe o açúcar. Recheie com 1 colher (chá) de doce de cupuaçu. Faça uma bolinha e feche, passe no açúcar novamente e deixe secar de um dia para o outro. Derreta o chocolate em banho – maria e mergulhe os bombons para que fiquem todos cobertos.

Deixe secar e depois embrulhe.

Fonte: www.taodocerrado.eco.br

Cupuaçuzeiro

Cupuaçuzeiro

Cupuaçuzeiro

Cupuaçuzeiro

O cupuaçuzeiro é uma planta originária da Amazônia, muito encontrada em estado silvestre, quando pode viver até 80 anos e alcançar mais de 30m de altura.

No norte, este vegetal é multiplicado por enxertia de borbulhia ou garfagem e por sementes.

A planta jovem requer sombreamento parcial e a adulta sombreamento relativo, podendo ser cultivada em sub-bosque ou em sistemas de cultivos consorciados.

Esta árvore tem crescimento rápido, ramificação abundante, onde as folhas jovens são de cor rosa e revestidas de pêlos e as folhas desenvolvidas apresentam tonalidade verde-escura.

A flor do cupuaçu é pequena, de cor creme e púrpura, e polinizada por pequenas abelhas nativas, sem ferrão. Nesta planta há necessidade de polinização cruzada, onde o pólen da flor de uma árvore deve ser levado para flor de outra árvore, pois polinização entre flores da uma mesma árvore não produzem fecundação ou fruto.

Os frutos sofrem maturação entre 4 a 5 meses, quando maduros caem ao solo e devem ser recolhidos diariamente. Permanecendo em temperatura ambiente ficam em condições satisfatórias para consumo ou beneficiamento por uma semana.

O fruto maduro apresenta cor marrom, casca dura, lenhosa e quebrável. Sua polpa fica amarela ou esbranquiçada e depreende da casca com facilidade. Ela reverte cerca de 30 a 40 sementes e tem sabor acido e cheiro agradável.

As variedades mais conhecidas do cupuaçuzeiro são: cupuaçu – redondo (frutos menores arredondados); cupuaçu – mamona (frutos alongados, maiores, com casca bem grossa e mais pesados) e cupuaçu mamau – de massa (fruto arredondado sem sementes).

A casca do cupuaçu representa cerca de 50% de seu peso, sendo o restante 30% de polpa e 20% de sementes.

O beneficiamento ou retirada da polpa é feito via manual com tesoura ou por máquina despolpadora.

A polpa do cupuaçu é utilizada para sucos, doces, sorvetes, cremes, tortas, biscoitos, bolos, etc.

Sua semente produz um chocolate claro de boa qualidade (cupolate).

A casca do fruto é usada como adubo orgânico ou ração animal.

Fonte: www.florestaaguadonorte.com.br

 

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