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Seringueira

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Seringueira – O que é

Na natureza, a árvore da borracha crescerá a alturas de 30 a 40 m de altura e pode viver até 100 anos.

Sua característica mais famosa é a seiva branca leitosa, conhecida como látex, que flui livremente da árvore quando uma lasca da casca é removida.

Uma seringueira pode ser aproveitada para o látex quando atinge aproximadamente os seis anos de idade.

Para se reproduzir, o fruto da seringueira se rompia quando maduro, espalhando suas muitas sementes em uma área de até 30 metros da árvore.

O tronco é cilíndrico, não ramificado para cima e com copa frondosa muito ramificada, mas freqüentemente inchada em direção à base.

A casca é castanha clara a castanha escura com uma superfície lisa e a casca interior castanha clara com látex abundante de cor branca ou creme.

As folhas são em espiral e com três folíolos. o caule da folha (pecíolos) mede 7,5-10 cm de comprimento. Os folíolos obovados (em formato de ovo, mas com a extremidade mais estreita na base), apicalmente acuminados, inteiros, basalmente agudos, peninervados, 10-15 cm de comprimento, 3-6 cm de largura, elíptico- lanceolado no contorno.

As flores são pequenas, sem pétalas, brilhantes ou de cor amarelo creme e extremamente picantes. Eles são machos ou fêmeas, mas ambos são encontrados na mesma inflorescência (monóica).

As flores femininas são apicais, as flores masculinas mais numerosas são laterais na inflorescência.

O fruto é uma cápsula elipsoidal de 3 lóbulos e 3 sementes explosiva. Os frutos se abrem quando maduros e as sementes são espalhadas até 15 m da árvore.

As sementes são variáveis em tamanho, 2,5-3 cm de comprimento, marrom manchado, lustroso.

Ocorrência: Região Amazônica. Atualmente é cultivada nos estados do sudeste.

Outros nomes: seringa, seringa verdadeira, cau chu, árvore da borracha, seringueira preta, seringueira branca, seringueira rosada.

Características

Espécie semidecídua com 30 a 40 m de altura, de tronco retilíneo e cilíndrico, com 30 a 60 cm de diâmetro.

Folhas alternas, compostas, trifoliadas, pecíolo longo com 1 a 5 glândulas salientes na base, folíolos lanceolados e agudos, glabros, com face superior de coloração verde-escuro e inferior acinzentada.

Flores creme, unissexuadas.

Fruto cápsula do tipo tricoca, que lança longe as sementes lisas e rajadas, nos dias de sol. Um Kg de sementes contém aproximadamente 260 unidades.

Habitat

É uma espécie de seringueira nativa das florestas tropicais da região amazônica da América do Sul, incluindo Brasil, Venezuela, Equador, Colômbia, Peru e Bolívia.

Essas árvores são geralmente encontradas em florestas úmidas de baixa altitude, pântanos, zonas ribeirinhas, clareiras florestais e áreas perturbadas.

É uma árvore de crescimento rápido, muitas vezes a primeira a se estabelecer quando uma lacuna na copa é produzida, mas pode ser sombreada conforme mais árvores preenchem a abertura da copa.

Hoje, a borracha produzida comercialmente também pode ser encontrada em grande parte do Sudeste Asiático e da África Ocidental.

Propagação: Sementes.

Madeira: branca, leve e quebradiça, de baixa durabilidade.

Utilidade

Madeira usada para confecção de táboas, caixotaria e lenha.

A sua grande e maior importância está na extração de látex para a indústria da borracha.

Os índios costumavam utilizar a mistura de látex fresco com óleo de rícino, como vermífugo. Suas sementes fornecem óleo secativo usado na indústria de tintas e vernizes.

Descoberta pela primeira vez pelos antigos olmecas, maias e astecas, a seiva do látex da seringueira já foi usada para fazer bolas de borracha, impermeabilizar roupas e até mesmo para fazer sapatos feitos em casa.

Hoje, a seiva do látex da seringueira ainda é usada no processamento moderno da borracha e costuma ser uma fonte substancial de renda para as populações indígenas.

Folha: Possui folhas compostas trifolioladas longamente pecioladas, com folíolos membranáceos e glabros.
Florescimento: 
agosto a novembro.
Frutificação:
 abril a maio.

Seringueira – Espécie

Espécie nativa da região amazônica, pertencente à família Euphorbiaceae, podendo atingir até 40 m de altura. Em condições de cultivo alcança 15 a 20 m.

No início, todos os cearenses levados para o território trabalham como seringueiros.

O seringueiro é o trabalhador que extrai a borracha da árvore chamada seringueira (hevea brasiliensis).

exploração econômica da borracha natural da Amazônia foi certamente o mais importante fator de geração de riqueza na História desta Região, no breve período compreendido entre a última década do século XIX e a primeira do século XX.

Seringueira – Borracha, apogeu e decadência

Explorada em pequena escala desde o início do século XIX, a extração da borracha intensificou-se na Amazônia a partir de 1850. Com a comercialização do produto em nível internacional, principalmente entre os anos de 1905 e 1912, época de seu apogeu, quando toda a economia brasileira e em particular a do Amazonas, passou a depender unicamente da extração do látex.

Essa época foi denominada de Ciclo da Borracha. Nesse período, toda a economia da Amazônia encontrava-se dominada por firmas estrangeiras, com sede na Inglaterra, Estados Unidos, Alemanha, impedindo qualquer iniciativa contrária aos seus interesses.

Os benefícios que o Ciclo da Borracha trouxe para o Amazonas podem ser conferidos nas grandes obras construídas na cidade de Manaus, com destaque para o Teatro Amazonas.

A planta da cidade de Manaus passou a ser construída em moldes dos padrões europeus. As ações do governo, nessa época, limitavam-se a cidade de Manaus, dando pouco importância ao interior do Estado.

Dessa forma toda a riqueza e poder estava concentrada na capital. Como o interior do estado estava relegado ao esquecimento, os trabalhadores dos seringais tornaram-se prisioneiros do sistema patronal, sem meios para saldar suas dívidas.

O ciclo da borracha possibilitou, sem dúvida, o maior movimento de migração brasileira em direção à Amazônia. Estima-se que durante o Ciclo da Borracha, 500.000 nordestinos tenham chegado a esta região para o trabalho nos seringais.

Com a decadência da borracha e as fracassadas tentativas dos governos federais em recuperar a produção do látex, os aventureiros e explorados soldados da borracha deslocaram-se para suas terras de origem ou para cidade. Na cidade, por sua vez, a população viveu momentos de incertezas e necessidades. No interior, alguns seringais foram abandonados, assim também outras propriedades.

Diante desse quadro de incertezas apresentava-se uma alternativa: voltar no tempo e explorar a castanha-do-Pará, a madeira, os óleos essenciais e vegetais, os couros e as peles, o pescado e a extração mineral.

Passaram a explorar, também, a agricultura juteira da várzea e a criação da empresa Petróleo Sabbá, trazendo perspectiva de investimento para a região. Nessa época destacou-se a participação de políticos, empresários, intelectuais que se mobilizaram para discutir e apresentar ao Governo Federal novas alternativas de investimento para a região.

Decadência da Borracha

Na segunda metade do século XIX, ingleses levaram sementes selecionadas de seringueiras (Hevea Brasiliensis) para suas colônias do sudeste asiático, onde se desenvolveram rapidamente. Já no início do século XX, começa a chegar no mercado internacional sua primeira produção, causando uma queda dos preços da borracha na Amazônia.

A partir dai a produção asiática entrou em ascensão (aumentou) e a da Amazônia entrou em declínio (diminuiu).

Na Ásia:

As seringueiras eram próximas uma das outras O terreno era limpo e plano, fácil ao cultivo; A plantação era próxima aos postos de vendas Apesar da grande produção, continuou-se a plantação de seringueiras.

Na Amazônia:

Grande distância de uma seringueira para outra Dificuldade para se locomover na mata Atraso na entrega da produção em virtude da distância do posto de venda Exploração sem replantio de outras mudas

Diante desta concorrência desigual a borracha do Amazonas não resistiu à competição do produto asiático que, em poucos anos, substituiu quase inteiramente os mercados produtores.

A partir dai o governo brasileiro iniciou a implantação de planos de desenvolvimento da Amazônia com o objetivo de recuperar a decadente produção do látex.

Seringueira – História

Historicamente, criadores de gado e seringueiros discordam sobre os direitos de desmatar áreas florestais.

O corte da floresta não é apenas prejudicial para as espécies que dependem dessa terra, mas também para as pessoas que ganham a vida com a colheita sustentável do que a floresta fornece.

Muitos povos indígenas dependem dessas fontes de renda para sustentar suas famílias e comunidades.

Chico Mendes, um seringueiro brasileiro, ficou famoso quando organizou o Conselho Nacional dos Seringueiros no Brasil para ajudar a protestar contra o corte raso de terras para pastagem de gado.

Graças a seus esforços, o sindicato ganhou o apoio do governo brasileiro e foi capaz de separar “reservas extrativistas” cruciais dentro do Brasil. Essas reservas permitem a colheita sustentável de produtos, como borracha ou nozes, e protegem contra o corte raso de árvores. Em 1988, Chico Mendes foi assassinado por seu trabalho de criação de reservas extrativistas e proteção da floresta tropical.

Seus esforços foram realizados por seus colegas de trabalho e apoiadores em todo o mundo.

Seringueira -Classificação

Nome científico: Hevea brasiliensis
Nome comum: 
Seringueira; seringa; seringa-verdadeira; cau-chu; arvore-da-borracha; seringueira-preta (AC), serinqueira-branca; seringueira-rosada
Divisão –
 Angiospermae
Classe –
 Dicotyledoneae
Família –
 Euphorbiaceae
Espécie –
 Hevea brasiliensis (H.B.K.) Muel. Arg.
Origem:
 Brasil
Gênero –
 Hevea
Ciclo de vida: 
longo

Ocorrência: Região amazônica, na margem de rios e lugares inundáveis da mata tropical úmida. Existem na floresta amazônica mais 11 espécies de seringueira, todas do gênero Hevea e muito parecidas com essa. Plantas Semidecidua, Heliófita ou esciófita, característica da floresta tropical amazônica de várzeas inundáveis e menor frequência na floresta de terra firme. Ocorre preferencialmente em solos argilosos e férteis da beira de rios e várzeas.

Seringueira – Fotos

Seringueira
Seringueira

Seringueira
Painel da seringueira sob efeito da sangria

Seringueira
Seringal adulto em plena fase de exploração do látex

Seringueira

Fonte: www.vivaterra.org.br/www.rainforest-alliance.org/keys.lucidcentral.org/portalamazonia.globo.com/powo.science.kew.org

 

 

 

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