
O Juazeiro (Zizyphus Joazeiro) ou juá, joá, laranjeira-de-vaqueiro é uma espécie de árvore abundante no Nordeste brasileiro. Possui copa larga e alta.
Planta que gosta de clima quente, vive em terras semi-úmidas, semi-áridas e cresce melhor em terrenos mais úmidos onde pode chegar aos quinze metros de altura.
Suas folhas são verdes, brilhosas, as bordas são serrilhadas e pode chegar a dez centímetros. As flores são pequenas em pequenos ramalhetes tem uma coloração amarela para verde e se assemelham muito a estrelinhas.
Os frutos são pequenos, arredondados, doces e amarelos quando maduros, sua polpa é esbranquiçada e doce, podem ser consumidos tanto por humanos quanto pelos animais, as cabras e as emas adoram comer juá.
Possui apenas uma semente, que é bastante dura, em cada fruto. Tem um tronco simples ou ramificado e a casa é lisa.
Uma característica marcante para conhecer um juazeiro no tempo da seca é só olhar para a paisagem aparentemente sem vida, quando deparar com uma árvore verde-clara então é essa a planta do juá.
O estrato do juazeiro é muito usado na indústria, principalmente, na fabricação de cremes dentais.
Classificação científica:
Reino: Plantas.
Classe: Magnoliopsida.
Ordem: Rosales.
Família: Rhamnaceae.
Nome Científico: Zizyphus Joazeiro.
Divisão: Angiosperma.
Habitat: Caatinga.
Distribuição Geográfica: do Piauí até o Norte de Minas Gerais.
Fonte: www.focadoemvoce.com

Têm o mesmo caráter os juazeiros, que raro perdem as folhas de um verde intenso, adrede modeladas às reações vigorosas da luz. Sucedem-se meses e anos ardentes. Empobrece-se inteiramente o solo aspérrimo.
Mas, nessas quadras cruéis, em que as soalheiras se agravam, às vezes, com os incêndios espontaneamente acesos pelas ventanias atritanto rijamente os galhos secos e estonados _ sobre o depauperamento geral da vida, em roda, eles agitam as ramagens virentes, alheios às estações, floridos sempre, salpitando o deserto com as flores cor de ouro, álacres, esbatidas no pardo dos restolhos _ à maneira de oásis verdejantes e festivos (...). Caracterizam a flora caprichosa da plenitude do estio.
Euclides da Cunha, Os Sertões, A Terra, IV
De todas as arvores do nordeste brasileiro, o juazeiro é a mais tipicamente sertaneja, a planta símbolo das caatingas. É uma planta perfeitamente adaptada aos climas semi-úmido, sub-úmido e semi-árido. Apesar de ser característica de regiões secas, esta espécie cresce de preferência em locais onde possa tirar água do subsolo: baixadas úmidas e margens de riachos.
Aparece de maneira espontânea no Piauí, Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Bahia e norte de Minas Gerais.
O juazeiro é uma árvore de crescimento vagaroso e de vida longa, podendo passar de 100 anos. É uma das poucas árvores da caatinga que não perde as folhas durante a estação seca.
Um dado interessante a respeito desta árvore é que, ao contrário das demais pertencentes às caatingas, na sua ocorrência espontânea, não forma mata, aparecendo de forma isolada.
Os frutos e as folhas verdes ou secas são muito apreciados por animais, os ramos servem de alimentos para ovinos, bovinos e caprinos. Devido à baixa digestibilidade de matéria seca e de matéria orgânica de joazeiro por caprinos e ovinos, essa planta deve ser utilizada apenas como recurso alimentar alternativo durante a época seca, no período de maior escassez.
As ramas de juazeiro são ricas em proteína digestível, em hidratos de carbono e até em celulose digestível. As raspas da entrecasca como são ricas em saponinas, servem de dentifrício. A casca é excelente tônico capilar. A água do fruto serve para clarear e amaciar a pele; as cascas são usadas no tratamento de dermatoses. O produto da maceração da entrecasca é administrado por via oral para tratamento de dispepsia e indigestão.
Esta planta tem sido empregada na medicina popular também como expectorante, no tratamento de bronquites, tosses e de ulceras gástricas. Vários pesquisadores provaram a existência de algumas ações farmacológicas desta planta, como efeito cardiotônico direto, de ação hipotensora.
Seus frutos são adocicados e ricos em vitamina C, sendo consumidos por aves, animais domésticos e pelo homem. Dos frutos secos pode ser feito vinho moscatel..
Como a sua floração ocorre nos meses mais secos do ano (novembro e dezembro), quando a maioria das espécies da caatinga encontra-se desfolhada e sem flores ela é e quase a única espécie a fornecer néctar às abelhas.
O juazeiro também é bastante utilizado como madeira para marcenaria
e
construções rurais devido a sua durabilidade e resistência.
O juazeiro é a árvore sagrada dos fulni-ô, tribo indígena de Águas Belas, Pernambuco. É em volta dessa árvore que os fulni-ô celebram anualmente seu ritual sagrado do Ouricuri. Para eles o juazeiro tem poderes curativos e de purificação.
Fonte: www.tonomundo.org.br