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Maranhão

História do Maranhão

A origem do Maranhão tem por base a luta entre povos, a luta pelo território. No ano do descobrimento do Brasil, os espanhóis foram os primeiros europeus a chegarem à região onde hoje se encontra o Maranhão. Somente trinta e cinco anos depois, que os portugueses tentaram ocupar o território, sem êxito.

E a partir disso, em 1612, os franceses ocuparam definitivamente o Maranhão, originando a França Equinocial. A ocupação foi num cenário de lutas e tréguas entre portugueses e franceses durante três anos e, no ano de 1615, os franceses retomaram definitivamente a colônia.

Com o objetivo de melhorar as defesas da costa e os contatos com a metrópole, instituiu-se em 1621 o Estado do Maranhão e Grão-Pará. Isto, porque as relações com a capital da colônia, Salvador, localizada na costa leste do oceano Atlântico eram dificultadas, devido às correntes marítimas.

A separação do Maranhão e Pará ocorreu em 1774, após a consolidação do domínio português na região. A forte influência portuguesa no Maranhão fez com que o Estado só aceitasse em 1823, após intervenção armada, a independência do Brasil de Portugal, ocorrida em 7 de setembro de 1822.

Dados Gerais do Maranhão

Capital - São Luis

Área (km²) - 331.983,293

População estimada - 6.367.138 pessoas

Número de Municípios - 217

Arquitetura

Maranhão Arquitetura

Chamada por um viajante francês de “Pequena vila dos palácios de porcelana”, São Luís tem o maior conjunto arquitetônico de origem portuguesa da América Latina. O casario colonial do Centro Histórico da capital – e de algumas cidades do interior, como Viana, Guimarães e Alcântara – é herança de um tempo de riqueza, quando o Maranhão era um grande exportador de algodão e cana-de-açúcar.

Colonizadores portugueses e seus descendentes reproduziam nos solares e casarões o estilo arquitetônico colonial europeu. Utilizaram ainda o revestimento em azulejos nas fachadas, para amenizar o calor e evitar a umidade. Uma idéia funcional que também agregou charme e beleza, e se tornou marca característica das construções coloniais maranhenses.

Além das fachadas, os azulejos também eram utilizados em painéis dentro de casas e igrejas. A arquitetura da época se caracteriza ainda pelo uso de pedras de cantaria trazidas de Portugal, sacadas com balcões em ferro e mirantes.

Patrimônio Cultural da Humanidade

A área de casarões históricos de São Luís ocupa 250 hectares e envolve três mil e quinhentas construções. A beleza e a importância histórica deste acervo arquitetônico foram reconhecidas em 1997, durante o primeiro mandato da governadora Roseana, pela Organização das Nações Unidas para a Educação e Cultura (UNESCO), que concedeu à cidade o título de Patrimônio Cultural da Humanidade.

Para concessão do título, também foi levada em conta a preservação dos prédios antigos e a revitalização dos bairros que formam o Centro Histórico (especialmente a Praia Grande, obra iniciada na década de 70 e retomada a partir de 1987, com o Projeto Reviver, no governo do presidente José Sarney).

Maranhão Arquitetura

Principais festas populares

Carnaval

O desfile das escolas de samba é disputado atualmente por doze agremiações de São Luís e São José de Ribamar, algumas com décadas de tradição e participação na folia. Na passarela, também se apresentam os blocos afros e uma tradição carnavalesca: os blocos tradicionais. Esses grupos também fazem cortejos nas ruas do bairro histórico da Madre Deus e no Maranhão têm um estilo único. Vestidos com roupas luxuosas, inspirados em trajes do tempo do Império, os blocos tradicionais maranhenses têm, além do figurino, um ritmo próprio, caracterizado pela forte e cadenciada percussão.

Carnaval Maranhão

Outras atrações típicas do carnaval maranhense são as tribos de índios e a casinha da roça. As tribos reúnem crianças e adolescentes vestidos com trajes indígenas, imitando rituais de cura. A casinha da roça reproduz uma casa coberta com palha, em cima de um caminhão. Dentro da casa, tocadores e coureiras dançam o tambor de crioula.

São João

No mês de junho, a temporada de festejos para Santo Antonio (dia 13), São João (24), São Pedro (29) e no maranhão, São Marçal (30), reúne milhares de pessoas nos arraiais para ver e acompanhar as danças tradicionais, além das saborosas comidas típicas, vendidas em barracas de palha.

São João Maranhão

No centro do arraial ou em outro lugar de destaque, há espaço para apresentação dos grupos folclóricos. As atrações são variadas: desde a tradicional quadrilha, que se manifesta em outras regiões do Brasil, até o típico bumba-meu-boi, tambor de crioula, dança portuguesa, dança do coco, dança do lelê, cacuriá e dança do boiadeiro.

Além dos arraiais espalhados em diversos pontos da capital, inclusive no Centro Histórico, em duas datas há encontros de grupos de bumba-meu-boi que reúnem na mesma ocasião milhares de admiradores. Na noite do dia 28 de junho, véspera de São Pedro, depois de percorrer os arraiais os grupos vão para o Largo do Santo, na Madre Deus, para ir à capela louvar e agradecer as graças alcançadas.

São João Maranhão

Depois de muitas orações, eles se apresentam no largo, no meio da multidão. Ao longo de toda a madrugada, até a manhã do dia 29, dezenas de grupos se revezam entre as orações na capela e as danças no largo.

Outro momento é o dia 30 de junho. O tradicional encontro dos bois do sotaque de matraca acontece no bairro do João Paulo. Diferente das homenagens a São Pedro, o encontro em homenagem a São Marçal começa pela manhã e tem seu ponto alto à tarde, quando há uma maior concentração de grupos na antiga avenida João Pessoa, rebatizada de São Marçal.

Festa do Divino

A Festa do Divino é uma das manifestações culturais e religiosas mais ricas e tradicionais do Maranhão. Há indícios de que essa tradição teria chegado com a colonização açoriana, no século XVII. Realizada em várias cidades, a festa em homenagem ao Divino Espírito Santo ocorre em diferentes datas e de formas variadas. Em São Luís, essa manifestação é marcada pelo sincretismo religioso entre a religião católica e os cultos de origem africana. Cada terreiro de mina realiza sua festa, também associada a santos católicos e entidades espirituais. Uma das mais famosas é a festa da Casa Fanti-Ashanti, dirigida por um dos pais-de-santo mais conhecidos de São Luís, Pai Euclides.

Festa do Divino

A celebração mais famosa é a Festa do Divino na cidade histórica de Alcântara, que fica do outro lado da baía de São Marcos, próximo à capital.

Realizada tradicionalmente no mês de maio, com encerramento no domingo de Pentecostes, a festa mistura lendas, história e religiosidade. Em quase duas semanas, são realizados diversos rituais, como procissões, levantamento do mastro, louvores, banquetes e missas.

A organização desses eventos é de responsabilidade de um grupo chamado de corte do Império, formado por adultos, que são representados nos altares festivos e procissões por crianças, nas funções de Imperador ou Imperatriz (a cada ano um deles se reveza no papel principal), mordomos-régios, mestre-sala e vassalos.

A corte se veste de trajes luxuosos, imitando o figurino imperial, um símbolo do imaginário popular sobre a visita que Dom Pedro faria à cidade, no século XIX, quando Alcântara era uma das mais ricas do país, graças à produção de algodão e aos engenhos de cana-de-açúcar.

Segundo os registros históricos, duas das famílias mais abastadas da cidade disputaram quem faria o mais belo palacete para hospedar o Imperador.

Com a desistência de Dom Pedro em fazer a viagem, as construções foram abandonadas e suas ruínas ainda resistem nas ruas da cidade, junto com as de outros prédios que pereceram ao longo do tempo.

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