D. Sebastião determinou em 1568 a circulação de moedas portuguesas na nova terra descoberta, promovendo a integração entre a América Portuguesa e o império de Portugal. Começava ali a história da moeda no Brasil. Em cada um dos itens do menu ao lado você vai saber como surgiram as nossas moedas e quais foram os principais acontecimentos históricos da época. Embarque nesta incrível viagem e conheça nosso país através deste importante elemento: a moeda.

Muito antes da chegada de Cabral às terras ameríndias, os europeus já conheciam o pau-brasil, de cujo cerne avermelhado, cor de brasa, extraíam um corante com que se tingiam panos. Era trazido das Índias pelos árabes, que auferiam grandes lucros nessa empresa, já que a cor vermelha dos tecidos, durante muitas décadas reservada aos eclesiásticos, entrara na preferência do vestuário burguês.
Os primeiros navegantes que aqui aportaram logo se aperceberam da abundância daquele produto natural, a maior riqueza imediatamente visível nas novas terras descobertas. O território, oficialmente denominado Vera Cruz, passou a ser conhecido como "a terra do brasil", denominação que mais tarde se tornou topônimo. A princípio, a extração da madeira se processava ao longo da costa, para facilitar o embarque. Logo se estabeleceram feitorias, que eram pequenos entrepostos encarregados da estocagem da madeira, recurso que abreviava a permanência das naus ancoradas, livres assim de esperar pelos demorados trabalhos de extração.
A Coroa portuguesa imediatamente tratou de colocar o produto sob a égide do monopólio e nomeou concessionários para sua exploração, já que essa nova riqueza, fora a perspectiva de outras, desencadeava a cobiça de franceses, ingleses e espanhóis, que passaram a freqüentar a costa brasileira em operações clandestinas. A necessidade de proteger o pau-brasil do contrabando por outras nações fez com que a Coroa portuguesa enviasse armadas de combate aos piratas e traficantes: e, para agilizar o processo de fixação dos portugueses à terra brasileira, promovesse a vinda, em 1530, de Martim Afonso de Sousa, que trouxe em sua frota cerca de 400 homens para esse fim. Mais tarde estabeleceu um sistema de capitanias hereditárias, que se incumbiriam igualmente da exploração e do reconhecimento das terras interiores.
O monopólio do pau-brasil durou até 1859, quando foram descobertos os corantes artificiais (anilinas), que tornavam inviável o comércio de madeiro.
Fonte: www.bb.com.br
É caesalpinia echinata / o nome do pau-brasil
Que deu nome a nossa Pátria / terra de encantos mil.
País único no mundo / que nome de planta tem
A cruz da primeira Missa / foi desta árvore também.
Árvore do Brasil, cuja madeira fornece uma tinta vermelha, por ser abundante nas matas do litoral, no século XVI, deu origem ao nome Brasil, com que se passou a designar a Terra de Santa-Cruz.
Pode alcançar mais de 20 metros de altura e circunferência superior a 1,50m. Seu tronco é quase reto, áspero, com galhos sinuosos e casca cinza-escura. Possui folhas verdes luzentes, flores amarelas, discretamente perfumadas. O fruto é uma vagem de cor prata que quando madura, abre com o calor. A semente é irregularmente circular, marrom-claro, passando a escuro com o tempo e germina após cinco dias.
O pau-brasil foi, juntamente com a arara e o papagaio, o primeiro produto de exportação do Brasil. Desde o descobrimento da Terra de Vera Cruz, até o aparecimento dos corantes artificiais em 1875, ocupou lugar de destaque na lista dos produtos exportados para a Europa.
Na época do descobrimento, foi o primeiro produto a despertar o interesse comercial dos descobridores. Chegou a ser incluído na lista das espécies vegetais em extinção, por ter sido usado desordenadamente, sem nenhuma preocupação para com o equilíbrio da natureza.
Com o aparecimento da indústria têxtil, a França foi um dos países mais interessados em obter tecidos na cor púrpura, que era símbolo de nobreza dos povos do Oriente. O pau-brasil, especialmente o nativo de Alagoas e Pernambuco, era o preferido pelo mercado europeu, talvez pela coloração forte e duradoura.
Pode-se dizer que São Lourenço da Mata, em Pernambuco, funcionou como uma espécie de empório (centro de comercio internacional) do pau-brasil enviado para a Europa. De uma só vez, em 1761, chegou-se a embarcar 14.558 quintais (peso correspondente a quatro arrobas - cerca de 60kg); em 1765, através de vários embarques, seguiram 34.428 quintais; em 1770, 10.444 quintais de uma vez e 10.336 de outra; em 1771, 24.499 quintais.
A primeira ação de D. Manoel em defesa do pau-brasil foi considerar a sua exportação como monopólio da Coroa, contrariando os governos da Inglaterra, Holanda, Espanha e principalmente da França. Os franceses ainda tentaram se apoderar da "rota do pau-brasil", mas não conseguiram graças à ação de Portugal no campo diplomático e no campo bélico.
Outra medida tomada por D. Manoel em defesa do pau-brasil foi um contrato de arrendamento com um grupo de mercadores dirigido por Fernão de Noronha, um poderoso armador e comerciante português, pessoa de grande prestígio junto ao Rei, descobridor da ilha de Fernando de Noronha que, mais tarde, tomou seu nome. Fernão não conseguiu cumprir totalmente seu compromisso, porque além das lutas contra a pirataria, lutava também contra os índios que colaboravam com os piratas na obtenção do pau-brasil, em troca de bugigangas e utensílios diversos.
Em decorrência da exploração sem planejamento, o pau-brasil foi extinto das matas, mais do que isso, foi esquecido, lembrado apenas como história ou no dia da árvore. Em 1961, quando Jânio Quadros era Presidente da República, aprovou o Projeto n.3.380/61, que declara o Pau-Brasil árvore nacional e o Ipê Amarelo, a flor nacional.
A Lei n. 6.607, de 7 de dezembro de 1978 (publicada no Diário Oficial da União em 12 de dezembro de 1978) declara o pau-brasil Árvore Nacional e institui o dia do pau-brasil.
Fonte: www.fundaj.gov.br