
Pitanga-vermelha; cerejeira- brasileira
Eugenia uniflora L.
Myrtaceae
Matas dos Estados de Minas Gerais até Rio Grande do Sul.
Árvore que pode atingir até 10 m de altura com tronco irregular, muito ramificado, de coloraçao avermelhada e casca que pode desprender-se ocasionalmente. Folhas ovais avermelhadas quando jovens e de coloração verde-intensa posteriormente, brilhantes, com aroma característico quando maceradas. Flores brancas aromáticas que florescem de agosto a novembro
Arredondado, achatado nas extremidades com sulcos longitudinais, de coloração alaranjada a vermelho-intenso na maturação. Polpa vermelho e carnosa, envolvendo urna semente de coloração esverdeada. Frutifica de outubro a janeiro.
Desenvolve-se bem em locais de clima quente e úmido. Não é exigente quanto ao solo. A propagação pode ser por sementes e enxertia. Não há plantio em grande escala no Brasil.
Pitanga é uma palavra proveniente da língua tupi que quer dizer vermelho-rubro. E ela é, de fato, fruta vermelha, rubra, roxa, às vezes quase preta, gostosa de se comer, refrescante, refrigerante. Como se dizia há muito tempo atrás, "grande calmante do sangue".
O sabor adocicado da polpa da pitanga, levemente ácido e de perfume característico próprio, tem lugar certo no paladar brasileiro.
O ato de comer pitangas colhidas diretamente no pé tem, também, espaço garantido na cultura e nos sentimentos mais brasileiros. Sua imagem delicada, sua forma arredondada de gomos sutis e sua vermelhidão exagerada são símbolos da terra.
Originária do Brasil, a pitanga encontra-se por toda parte, país afora, para quem quiser e puder desfrutá-la, espalhando-se desde o Nordeste até o Rio Grande do Sul, ultrapassando fronteiras para chegar até algumas regiões do Uruguai e da Argentina.
Nascendo em pequenas ou grandes árvores, a pitanga, quando cultivada, é fruta típica e própria para quintais e pomares de residências urbanas ou sítios, onde a ornamental pitangueira pode compor bonitas cercas vivas e jardins.
A floração da pitangueira é abundante, branca e perfumada. Na época da frutificação, a árvore se transforma, chamando a atenção mesmo quando vista de longe, pois seus ramos ficam completamente pintados de um vermelho brilhante te, atraindo grande quantidade de pássaros, crianças e adultos que se esqueceram de crescer. E todos eles podem se deliciar com o sabor dos frutinhos maduros.
Além de consumi-la fartamente in natura, com o sabor da pitanga o brasileiro criou inúmeras receitas de sucos, refrescos, geléias e doces, além do famoso "licor ou cognac de pitanga" ao qual se atribuem propriedades afrodisíacas. Este último, também conhecido como "cognac tropical" e cuja receita ficou imortalizada no livro "Açúcar" do pernambucano Gilberto Freyre é uma das bebidas regionais mais características do Nordeste brasileiro, juntamente com o caldo de cana, com a cachaça mexida com mel e com os vários sucos e vinhos de frutas nativas.
Por seu porte, pela facilidade de manejo, de cultivo e pela boa resistência às con-dições urbanas, a pitangueira pode muito bem ser plantada em praças, parques e calçadas, contribuindo, ainda, para o embe-lezamento das cidades e para a manu-tenção mínima da avifauna remanescente.
Eugenia calycina Camb. As folhas da pitangueira são também muito perfumadas e, juntamente com as folhas da mangueira e da canela, estão tradicionalmente rela-cionadas aos cultos e rituais religiosos católicos, sincréticos e afrobrasileiros do candomblé da Bahia.
Muitas vezes essas folhas são usadas para forrar o chão dos terreiros e das ruas, em procissões e dias festivos.
Existem, também, algumas variedades nativas que ocorrem regionalmente, como é o exemplo da pitanga-do-cerrado (Eugenia calycina).
Encontrada na região dos cerrados, apresenta um formato mais alongado e não possui os sulcos externos característicos da piranga comum. Atualmente, fora de sua região de origem na América do Sul, a pitangueira pode ser encontrada em plan-tações no sul dos Estados Unidos, nas ilhas do Caribe, e até mesmo na Índia e na China.
Infelizmente, como já dizia Pimentel Gomes, por ser fruta pouco cultivada em escala comercial, não é comum encontrar pitangas com freqüência nos mercados e feiras livres do Sul e do Sudeste do país, sendo sua distribuição nas grandes cidades ainda bastante irregular.
No entanto, algumas indústrias de sucos e sorvetes, sediadas no Nordeste, já possuem pomares de pitangueiras cujos frutos se destinam à produção do suco de pitanga engarrafado e da polpa da fruta congelada.
Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

De Minas Gerais ao Rio Grande do Sul
Pitangueira, pitangueira vermelha, pitanga roxa, pitanga branca, pitanga rósea, pitanga do mato.
Espécie semidecídua que pode chegar a 12 m de altura, com tronco tortuoso, irregular, liso com manchas claras acinzentadas, provenientes da eliminação da casca fina, em placas, com 30 a 50 cm de diâmetro. Folhas simples, opostas, ovadas ou ovado-oblongas, de bordos lisos, glabras, de coloração verde-escuro quando maduras e claras na brotação, brilhantes e sub-coriáceas, parcialmente caducas por ocasião do aparecimento das flores, com 3 a 7 cm de comprimento por 1 a 3 cm de largura. Flores brancas, reunidas em 2 a 6 feixes terminais ou na axila das folhas ou nos ramos, ligeiramente vistosas, pedicelo longo. Fruto baga, de vermelho-escuro até arroxeado, globoso, de superfície lisa, sépalas da flor persistentes no fruto, na forma de uma coroa apical, com 7 a 8 sulcos longitudinais. Rebrota intensamente das raízes, além de apresentar boa regeneração natural em locais favoráveis. Um Kg de sementes contém aproximadamente 2.350 unidades.
Formações florestais do complexo atlântico da floresta de encosta até a restinga e, nas matas do interior desses estados (floresta estacional semidecidual).
Sementes
Moderadamente pesada, dura, compacta, resistente, de longa durabilidade natural.
As flores são melíferas e os frutos avidamente consumidos pelas aves, peixes e pelo próprio homem. Frutos de perfume agradável e sabor doce, usados ao natural, em geléias, doces, refrescos. Espécie muito cultivada em pomares domésticos e de grande potencial para reflorestamentos. Ainda é utilizada como ornamental.
Agosto a novembro
Outubro a janeiro
Fonte: www.vivaterra.org.br