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Angola

Na antigüidade foi conhecida sua capital Luanda por ser o ponto de partida da mão de obra preta às plantações do Brasil.

Porém, fora disso Angola possui numerosos atrativos para ser lembrada, como as belas praias de coqueiros ou a exuberante selva a crescer na beira de seus rios.

ALFÂNDEGA E DOCUMENTAÇÃO

Passaporte em vigor com validez mínima de seis meses, imprescindível visto, passagem de volta, fundos suficientes e autorização de um centro oficial ou corresponsável enviado por telex à embaixada, assim como carta de convite da empresa.

CLIMA

Clima tropical com temperaturas estáveis durante todo o ano. A chuva bate nos meses de outubro a maio.

EQUIPAMENTOS DE VIAGEM

Recomenda-se levar roupa de algodão e calçado cômodo, capa de chuva, óculos de sol, chapéu, protetor solar e repelente contra os insetos.

IDIOMA

O idioma oficial é o portuguès, também se fala o u-mbundu, kimbundu, kongo e chokwe.

RELIGIÃO

A maioria da população é cristã, aliás, se professam diversas crenças tribais.

ELETRICIDADE

A corrente elétrica é de 220 volts a 60 Hz.

MOEDA E CÂMBIO

A moeda oficial é o Novo Kwanza (AOK). Um AOK equivale a 100 lweis.

EMERGÊNCIA - SAÚDE - POLICIAMENTO

É preciso transitar por veredas seguras, pois a guerra tem deixado uma quantidade enorme de minas. É imprescindível a vacina contra a febre amarela e as medidas profiláticas contra a malária. Não pode-se beber água da torneira nem comer alimentos sem cozinhar. É aconselhável levar farmácia bem preparada com analgésicos, antiestamínicos, antidiarréicos, antibióticos, antisépticos, repelentes para insetos, loções calmantes contra picaduras ou alergias, tesouras, pinças, termômetro e seringas hipodêrmicas. É recomendável viajar com um seguro médico e de assistência. Para emergências médicas ou policiais se deve solicitar ajuda nas recepções dos hotéis ou no consulado ou embaixada mais próxima.

CORREIOS E TELEFONIA

O serviço de correios é demorado e só existem escritórios em algumas cidades.

FOTOGRAFIA

Recomenda-se levar bastante material fotográfico e se quiser filmar ou fotografar animais é conveniente levar filtros de sol, fotômetros e um trípode. Precisa de uma licença para poder tirar fotos. Deve apresentar-se uma carta no Escritório de Turismo e levá-la ao Ministério de Informação e Cultura onde a permissão será expedida após apresentar duas fotos.

HORÁRIO COMERCIAL

Os horários mudam de uma cidade para outra. As lojas e outros estabelecimentos costumam abrir de manhã e de tarde. Domingo é feriado.

GORJETAS

Como em quase todos os países da Àfrica, a gorjeta é esperada por todos os prestadores de serviços.

TAXAS E IMPOSTOS

Existe uma taxa de aeroporto.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

A República de Angola está situada ao sudoeste da Àfrica e tem uma extensão de 1.246.700 quilômetros quadrados dividida em 18 províncias administrativas. Está situada no hemisfério sul e limita-se ao oeste, ao longo de 1.600 quilômetros, com o Oceano Atlântico; ao norte com a República Democrática do Congo (antigo Zaire), ao leste com Zâmbia e ao sul com Namíbia.

Todo o território angolano pode ser dividido em três zonas: a costa, o planalto e as terras altas. A costa com 1.200 metros de altitude e as terras altas com mais de 2.000 metros.

Conta com vários rios que banham suas terras; a planície angolana é um dos centros mais importantes de dispersão de águas da Àfrica Equatorial: o Congo, Cuanza, Cuando, Cubango, Cunene, etc.

Quase 60 % do país está coberto por uma planície ocupando as regiões do sul e centro-leste do país. Outras regiões incluem os planaltos do norte e do deserto costeiro ocidental.

As costas são geralmente baixas e arenosas no sul, e bastante íngremes no norte.

Angola climaticamente constitui uma prolongação para o sul das regiões congolenhas. Tem notáveis variações entre o litoral e o interior.

O clima é tropical com temperaturas estáveis ao longo do ano: No norte é mais úmido, próprio da selva equatorial, enquanto no sul é muito mais seco com estepas e desertos. As máximas variam desde os 23 graus centígrados de julho e agosto até os 30 graus de março.

FLORA E FAUNA

Uma grande parte de Angola está coberta pela selva ou por bosques de vegetação mais pobre, mas são também muito amplas as savanas e as estepas. Junto à desembocadura dos rios surgem as típicas zonas cobertas de mangues.

Em geral, a flora é parecida às regiões naturais do Congo: palmeira de azeite, palmeira de coco, hevea, baobab e outras muitas espécies (há que assinalar a vegetação xerófila).

A vegetação da Angola entra no reino da savana. Devido às diversas condições físicas, aparecem formas vegetais equatoriais e desérticas. O bosque equatorial localiza-se no norte e noroeste e nas partes altas da planície, onde há maior número de precipitações. Da quantidade destas depende o tipo de savana. De norte a sul se passa das árvores e altas ervas às acácias e arbustos. Entre estes tipos existe uma qualidade de savana de bosque seco de árvores de copa plana e altas ervas secas. No extremo ocidental do país o deserto impede a existência de outras espécies vegetais.

HISTÓRIA

Pré-história

Encontraram-se perto de 300 jazidas onde seguir as pegadas dos primeiros povoadores, com crânios de fósseis primatas e machados neolíticos, pinturas e gravados rupestres e recintos murados.

O Descobrimento

Angola foi descoberta por Diego Cao em 1486, o descobridor da desembocadura do Congo. Quando chegaram os portugueses, Angola era um grupo de tribos desiguais, interesses encontrados e etnias diferentes. Os portugueses estabeleceram seus primeiros colonos um século mais tarde em 1574. No início encontraram a resistência dos indígenas, mas pouco a pouco foram estabelecendo relações comerciais e introduzindo técnicas e cultivos europeus; ao mesmo tempo começa a exportação de escravos ao Brasil.

Durante o século XVII, uma rainha local tenta revoltar-se, com o apoio dos holandeses, que durante o período de 1639-45 ocuparam Luanda e Benguela; mas a tentativa fracassa e para metade do século XVIII, Portugal domina por completo a situação.

Portugal sempre tentou unir Angola e Moçambique, mas as empresas de Rhodes impediram-no, por estarem assegurando para a Inglaterra as regiões intermédias.

Em 1836 é abolida a escravatura, fazendo mudar a estrutura socio-econômica.

Século XX

Em 1930 é assinada a Ata Colonial pela que a metrópole lusitana estabelece um estatuto especial para os nativos; Em 1951 é declarada província de ultramar, limitando os direitos políticos a um grupo muito reduzido de indígenas, que deviam saber ler e escrever em português, ser cristãos e algumas outras condições.

Porém, isto não impediu que os brotos nacionalistas da zona também chegassem a Angola, e em 1953 acontecem os primeiros problemas.

Em 1958 é publicado o primeiro Manifesto Socialista e em 1961 começa a luta aberta ao norte do país. Em setembro do mesmo ano Portugal extende a todos os nativos os mesmos direitos dos brancos para tentar acalmar os ânimos dos partidos nacionalistas.

ARTE E CULTURA

O mais relevante das manifestações culturais de Angola são os restos das construções coloniais portuguesas. Em Luanda, a capital, destingue-se da Fortaleza de São Pedro. Não deve esquecer que entre os séculos XVII e XIX, Angola foi uma das bases mais importantes que trata de escravos. Ali eram embarcados, principalmente, bantus, destinados às plantações da cana de açúcar no Brasil.

Entre as manifestações atuais deve-se destacar os trabalhos artesanais das etnias bantus, quioco e mbundu.

LOCAIS TURÍSTICOS

LUANDA

É a capital do país, uma típica cidade colonial portuguesa, sendo o centro europeu mais antigo situado ao sul do Equador. Está muito povoada e é bom ficar longe das musseques (favelas), pois não são muito seguras.

Entre os lugares que podem ser visitados encontra-se o Museu de Angola ou o Museu Nacional de Antropologia; merecem especial atenção a Fortaleza de São Miguel, a Catedral e o Mercado Municipal.

Na Ilha de Luanda há algumas praias muito atrativas, mas a água é fria e algo suja, além de ter uma maré perigosa. Tem praias espetaculares com grandes coqueiros e infinidade de bares e restaurantes.

ILHA DE MUSSULO

Igual que na ilha de Luanda, aqui também pode-se encontrar belas praias de coqueiros e variados bares e restaurantes.

NOVA LISBOA

É a segunda cidade em importância e encontra-se no centro do país, gozando de um clima muito favorável. Trata-se de um centro agrícola e comercial de grande importância.

LOBITO

Cidade fundada a princípios do século, Lobito é um dos portos mais ativos e modernos do país. Encontra-se a muita pouca distância de Benguela.

MOCAMEDES

Situado na costa meridional do país, acolhe um bom número de empresas dedicadas à indústria da pesca e à criação de gado bovino.

GASTRONOMIA

As possibilidades de comer fora do hotel são bastante escassas, exceto na ilha de Luanda. Dentro da cidade aconselha-se ir ao Solar de Monte Carlo. Tem restaurantes que oferecem tanto comida angolana como européia. Existem muitos cafés de trabalhadores.

A comida típica de Angola se faz a base de peixe com arroz ou milho, mandioca, batata e carne de cabra. A cozinha de Angola se baseia sobretudo nos vegetais, com uma clara influência da cozinha portuguesa.

Bebidas

É aconselhável beber água só engarrafada. Em alguns hotéis e restaurantes, especialmente na capital, encontrará bebidas de importação.

COMPRAS

O melhor e maior dos mercados de Angola é o de Roque Santeiro. É o lugar ideal para comprar fruta, comida barata e lembranças interessantes incluindo máscaras e tecidos. Entre as manifestações atuais deve-se destacar os trabalhos artesanais das etnias bantus, quioco e mbundu. Em geral, Angola não oferece muitas alternativas na hora das compras.

POPULAÇÃO E COSTUMES

Angola conta com uma população aproximada de 10.672.000 habitantes, cuja maioria pertence à etnia dos bantus. No sul existem alguns grupos de bosquimanos e em outros pontos há tribos da cor amarela.

Entre as etnias mais interessantes estão os quioco ao noroeste, mbundu no centro, etc. Os quioco dedicam-se à agricultura e ao comércio. São também espertos na indústria têxtil e no talhado de madeira e sobretudo no tratamento dos metais.

A poligamia está bastante estendida, pois o homem enriquesse ao casar com a mulher, a proprietária das terras que trabalha. O matriarcado é quase geral.

ENTRETENIMENTO

Entre os entretenimentos que oferece Angola se podem assinalar as deliciosa praias de coqueiros que se encontram na ilha de Luanda e Mussulo. Outra das atividades pode ser a de percorrer as cidades com um passado colonial e apreciar sua bela arquitetura ou então deliciar-se com as belas paisagens a extender-se ao longo do país com uma grande riqueza de fauna e flora.

Tem alguma vida noturna, mas precisará contactar com pessoas do lugar para descobrir os lugares de diversão. As boates costumam ser algo caras; há bares noturnos de estilo africano com música local e comida tradicional, são lugares muito divertidos.

FESTIVIDADES

São feriados oficiais o 1 de Janeiro, dia de Ano Novo; 4 de Fevereiro, 1 e 25 de Maio; 17 de Setembre, 11 de Novembro, Dia da Independência e 25 de Dezembro.

TRANSPORTES

Avião

A maioria das viagens internas em Angola fazem-se de avião. O Aeroporto Internacional de Fevereiro encontra-se a 4 quilômetros ao sul da cidade. Quase todos os vôos estão reservados, especialmente aos que dirigem-se a Cabindo. Os principais vôos operam com TAAG, as linhas aéreas nacionais. Os vôos nacionais partem de um edificio próximo ao aeroporto.

Trem

A única rota fatível para viajar é a que vai de Lobito e Benguela a Luau. Tem trens diários com vagões de passageiros que saem de Lobito e chegam a Luana dois dias depois. Desde ali se viaja em vagões ou combes.

Ônibus

O ônibus que viaja a Lobito, Benguela e Huombo pode-se contratar através da Direção Nacional dos Transportes Rodoviários.

Táxi

O serviço de táxi é caríssimo em Angola. Lembre-se de combinar o preço antes de iniciar o trajeto.

Fonte: www.rumbo.com.br

Angola

Angola é um país da África Austral.

A capital é Luanda.

As principais religiões são crenças indígenas e Cristianismo (Catolicismo e Protestantismo).

A língua nacional é o Português, e as línguas Bantu são amplamente faladas.

Angola está a reconstruir o seu país após o fim de uma guerra civil de 27-anos em 2002. Os combates entre o Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA), liderado por José Eduardo dos Santos, e a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), liderada por Jonas Savimbi, seguiram a independência de Portugal em 1975. A paz parecia iminente em 1992, quando Angola realizou eleições nacionais, mas a luta aumentou novamente em 1996. Até 1,5 milhões de vidas podem ter sido perdidas - e 4 milhões de pessoas deslocadas - em 25-anos de luta. A morte de Savimbi em 2002 terminou a insurgência da UNITA e fortaleceu a manutenção do MPLA no poder. O Presidente Dos Santos realizou eleições legislativas em Setembro de 2008 e, apesar da promessa de realizar eleições presidenciais em 2009, ele desde então tem feito um contingenciamento das eleições presidenciais para 2012 sobre a elaboração de uma nova Constituição.

Angola, uma ex-colônia de Portugal, conseguiu a independência em 1975. Antes de 1975 várias centenas de milhares Portuguêses viviam em Angola. Eles controlavam o governo, construíam cidades como aquelas em Portugal, e controlavam a economia. Quando os países Europeus foram forçados a abrir mão do controle de suas colônias Africanas, Portugal conseguiu manter seus territórios no continente. Mas em 1961 a guerra de guerrilha eclodiu no norte de Angola, e o movimento pela independência começou.

Mal tinha a liberdade sido ganha quando a luta se incendiou entre grupos rivais Angolanos. Nações estrangeiras - incluindo os Estados Unidos, Cuba, China e África do Sul tornaram-se envolvidas na guerra civil da nação, que devastou a economia. Acordos de cessar-fogo foram assinados em 1991 e 1994, mas eles não parararam a luta por muito tempo. A paz não foi totalmente restaurada até 2002. Minas terrestres fizeram os campos inseguros, mas os minerais forneceram uma possível fonte de prosperidade futura.

Terra

Angola, na costa ocidental da África, abrange uma área total de 481.351 milhas quadradas (1.246.700 km²). Ela foi a maior província de Portugal no exterior.

No norte e nordeste ela fronteira com a República Democrática do Congo; no sudeste pela Zâmbia; e ao sul pela Namíbia.

Uma baixa faixa de terra variando de 20 a 100 milhas (32 a 160 km) de largura corre ao longo da costa. A maior parte do interior de Angola consiste no altiplano de Benguela, um vasto planalto com altitudes médias entre 3.000 e 6.000 pés (915 e 1.830 m). O ponto mais alto do país (8.596 pés; 2.620 m) está localizado no Planalto de Bié. O planalto gradualmente nivela fora no norte até a Bacia do Rio Congo e no sul ele encontra o Deserto do Kalahari, que cobre a maior parte do sudoeste da África.

Rios

O planalto interior de Angola é drenado no norte pelo poderoso Rio Congo e no sul pelo Okavango (conhecido localmente por seu nome Português, Cubango), que faz parte da fronteira entre Angola e a Namíbia. O grande Rio Zambeze, que viaja cerca de 1.600 milhas (2.575 km) em toda a África Austral antes de drenar para o Oceano Índico, atravessa o extremo leste de Angola.

Clima

O clima de Angola varia de tropical na Bacia do Congo do norte de Angola para árido no extremo sul. Devido à sua altitude, o planalto interior tem um clima temperado, com a alternância de estações seca e chuvosa. Os meses mais secos e mais frescos no país são de Junho a Setembro; os mais quentes e mais úmidos são de Outubro a Maio. As chuvas médias são tanto quanto 60 polegadas (152 cm) no nordeste, mas diminuem consideravelmente no sul e no sudoeste.

Cidades

Situada ao longo do Oceano Atlântico, Luanda, a capital, é a maior cidade em Angola. Fundada pelos Portuguêses em 1575, é um dos mais antigos assentamentos Europeus em toda a África ao sul do Saara. Muitos de seus edifícios datam dos séculos 17 e 18, quando Luanda foi o ponto chave do comércio de escravos entre a África e o Brasil.

Huambo (antigamente chamada Nova Lisboa) é a segunda-maior cidade de Angola, o coração cultural do povo Ovimbundu, e o centro agrícola tradicional do país. Uma batalha de 1993 pelo controle da cidade entre as forças governamentais e os rebeldes da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) devastou a cidade e levou a um número estimado de 15.000 mortes; pelo menos 5.000 dos mortos eram civis.

Lobito e Benguela, cidades portuárias gêmeas na costa central, serviram como pontos de transbordo para as mercadorias expedidas ao longo da Estrada de Ferro de Benguela do interior de Angola, de Zâmbia e da República Democrática do Congo. A ferrovia foi fechada por ataques da guerrilha de 1975-1991, e novamente após as eleições de 1992, mas desde então tem reaberto. Durante a guerra civil, as cidades se tornaram o lar de muitos refugiados do planalto central. Outras cidades incluem Namibe (antiga Moçâmedes), Malange (Malanje), e Cabinda, a cidade líder no enclave de Cabinda.

População

Mais de 75% da população de Angola pertencem a vários grupos Bantu. Os Ovimbundu, o maior dos grupos, ocupam o centro algo densamente povoado do país. Os Kimbundu, o segundo maior grupo, vivem mais ao norte. Os Bakongo habitam as áreas mais ao norte perto das fronteiras do Congo (Brazzaville) e do Congo (Kinshasa). O restante da população é composta de pessoas de ascendência Africana e Portuguêsa mistos, e um pequeno número dos San e dos Khoikhoi. Quase toda a população Portuguêsa deixou o país na época da independência e da guerra civil.

Os Ovimbundu são famosos na África como comerciantes, e eles, de toda a população nativa de Angola, têm absorvido mais facilmente a cultura Europeia. Os Ovimbundu foram os principais defensores da UNITA na guerra pós-independência contra o governo, mas eles também sofreram ataques violentos da UNITA.

Os Kimbundu, devido à sua proximidade com Luanda, também se tornaram em grande parte Europeizados. Muitos deixaram suas terras natais tradicionais e mudaram-se para Luanda, onde eles têm empregos em muitos dos estabelecimentos comerciais, escritórios governamentais, e indústrias. Mas muitos Kimbundu que habitam o interior rural ainda envolvem-se na agricultura de subsistência.

Os Bakongo podem ser encontrados ao longo da região costeira do norte de Angola. Essas pessoas são um ramo da grande família Kongo que transborda as diversas fronteiras na África Central. Os Bakongo de Angola são basicamente agricultores que cultivam milho, batata doce, amendoim e feijão. A pesca e a caça desempenham um papel importante em sua economia. Os Bakongo também se destacam na escultura e na música. Essas pessoas, mais do que qualquer outro grupo em Angola, foram os mais envolvidos na guerra pela independência, que começou em 1961.

Religião

Pouco mais da metade dos povos Bantus de Angola foram convertidos ao Cristianismo, tanto o Catolicismo Romano e o Protestantismo. O restante das pessoas têm crenças animistas. Muitas das religiões tradicionais Bantu perderam a maior parte de sua força em sua forma pura, mas algumas práticas combinando o Cristianismo e certos aspectos das religiões tradicionais são generalizados.

Educação

Até a independência, o sistema educacional de Angola foi baseado no de Portugal. Muitas escolas primárias eram operadas pela Igreja Católica Romana. A educação hoje é gratuita e oficialmente obrigatória para as crianças entre as idades de 7 e 15. O número de alunos matriculados no ensino primário aumentou de 300.000 em 1973 para 1,5 milhões em 1982, mas declinou para menos de 1 milhão na década de 1990 devido à guerra civil. Programas de alfabetização de adultos foram introduzidos após a independência, mas a taxa de alfabetização ainda era apenas de 42% na virada do século. A Universidade Agostinho Neto, em Luanda, foi fundada em 1963.

Apesar do Português ser a língua oficial, as línguas Bantu, principalmente o Ovimbundu e o Kumbundu, são falados poela maioria dos Angolanos.

Economia

Antes da década de 1970 a economia do país foi em grande parte sustentada por uma única colheita - o café. Outros produtos tradicionais Angolanos de importância são os diamantes de um enorme complexo de mineração no nordeste, produtos da pesca, o sisal (do qual a corda é feita), madeira, açúcar, milho, algodão e banana. Desde 1973, o petróleo bruto tem sido o principal produto de exportação. Angola é um dos principais produtores Sub-saarianos do petróleo. A maioria dos depósitos de petróleo estão no mar ao longo da costa Atlântica, principalmente fora do enclave de Cabinda. O país também tem excelente potencial hidrelétrico.

A agricultura emprega cerca de 85% da força de trabalho de Angola. A maioria dos agricultores cultivam plantações de alimentos para consumo próprio ou para o mercado local. As principais culturas de subsistência são o milho, mandioca, batata-doce e bananas. A produção agrícola diminuiu enquanto a guerra civil forçou as pessoas a abandonarem suas casas. Mesmo depois que a paz foi restaurada em 2002, as minas terrestres mantiveram os agricultores de plantarem suas lavouras, e muita comida tinha que ser importada.

O refino de petróleo é a indústria líder. Outras importantes atividades industriais incluem o processamento de alimentos, a produção de têxteis do algodão cultivado localmente, e a fabricação de materiais de construção.

A guerra civil pós-independência devastou a infra-estrutura de Angola, e o dinheiro que poderia ter alimentado o desenvolvimento econômico foi para gastos militares. Após a independência, grande parte da economia foi colocada sob o controle estatal, embora reformas de livre-mercado foram adotadas posteriormente, e ricos recursos naturais ofereçam esperança para o futuro. Angola tornou-se o principal fornecedor de petróleo para a China, que tem assumido um papel importante na reconstrução da maltratada infra-estrutura de Angola.

História

Nos séculos 14 e 15, os povos Bantu da África Central se mudaram para o sul, ocupando terras esparsamente povoadas pelos Khoikhoi e os San. Os Bantu estabeleceram vários reinos importantes na área que inclui hoje Angola. Os três reinos principais eram Luba, Lunda, e o grande Reino do Kongo. No século 16, o centro de Angola foi invadido pelos Jagas, um povo feroz de guerreiros que se estabeleceram na região serrana e gradualmente foram assimilados pela população maior dos povos Kimbundu e Ovimbundu.

O primeiro Europeu a chegar a Angola foi o navegador Português Diogo Cão, que avistou a foz do Rio Congo em 1482. Mais tarde, ele explorou o interior e entrou em contato com os manikongo ("reis do Kongo"). Mais tarde, esses reis foram convertidos ao Cristianismo, e o Kongo se tornou um estado vassalo do rei Português. Do século 16 ao século 19, os Portuguêses em Angola permaneceram em fortificados portos do litoral.

Em meados do século 19, os Inglêses tornaram-se interessados em expandir seu império Africano. Temendo a perda de sua posição na África, os Portuguêses começaram a explorar e conquistar o interior de Angola. Em 1891, um tratado com os Britânicos estabeleceu os limites atuais de Angola, e por volta de 1918, as últimas regiões interiores foram colocadas sob o controle Português. Após a Segunda Guerra Mundial, Angola tornou-se uma província ultramarina de Portugal.

Em 1961, revoltas armadas contra o governo Português estouraram no norte de Angola. Portugal enviou tropas para combater os insurgentes, e instituiu reformas econômicas e políticas, mas a luta continuou. Em 1974, um grupo de militares derrubou o governo de Portugal. Os novos líderes em Lisboa concederam a Angola a sua independência, para se tornar efetiva no final de 1975. Um órgão provisório, incluindo representantes dos três grupos de libertação de Angola foi formado para governar o país. Como a independência se aproximava, a rivalidade entre esses grupos levou à guerra civil. Quando os Portuguêses se retiraram em Novembro de 1975, um desses grupos, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), tomou o poder com a ajuda de armas Soviéticas e tropas Cubanas antes que as eleições pudessem ser realizadas. Seu líder, António Agostinho Neto, tornou-se presidente do governo Marxista. Após a morte de Neto, em 1979, ele foi sucedido por José Eduardo dos Santos.

A guerra civil continuou entre o MPLA e a UNITA liderada por Jonas Savimbi e apoiada pelos Estados Unidos e a África do Sul. Em um acordo de Dezembro de 1988, Angola, Cuba e a África do Sul concordaram com um calendário para a retirada das forças Cubanas, o fim do apoio Sul-africano para a UNITA, e a independência da Namíbia vizinha (adquirida em 1990).

As últimas tropas Cubanas deixaram Angola em Maio de 1991. O MPLA abandonou o Marxismo-Leninismo logo depois, e o MPLA e a UNITA assinaram um acordo de paz pedindo um cessar-fogo monitorado pela ONU. Em eleições multipartidárias realizadas em 1992, o MPLA conquistou uma maioria legislativa.

Dos Santos ganhou 49,6% dos votos presidenciais contra 40,1% de Savimbi. Savimbi rejeitou os resultados e cerca de 200.000 Angolanos morreram em novos combates antes de um novo acordo de paz ser assinado em 1994.

Dos Santos em seguida tornou-se presidente de um governo transitório de unidade nacional, mas a UNITA retomou a guerra civil. Savimbi foi morto por soldados do governo em 22 de Fevereiro de 2002, e o governo e a UNITA assinaram um acordo de cessar-fogo em Abril. Mas a reconciliação foi prejudicada por uma fome induzida pela seca e pela guerra.

As primeiras eleições legislativas em 16 anos foram realizadas em Angola em Setembro de 2008. O governante MPLA venceu esmagadoramente. A legislatura aprovou uma nova Constituição em Janeiro de 2010. O Presidente Dos Santos seria capaz de servir mais dois mandatos de 5-anos, começando em 2012. As eleições diretas para presidente, há muito prometidas mas nunca realizadas, foram abolidas. No futuro, o líder do partido vencedor de uma maioria legislativa se tornará automaticamente o presidente. O cargo de primeiro-ministro também foi abolido. Ele foi substituído por um vice-presidente nomeado pelo presidente.

Norman A. Bailey

Fonte: Internet Nations

Angola

"Um povo alegre como o Brasileiro, rico em sua cultura e origens antigas. Da lingua Portuguesa a musica Baiana muito tocada na noite Angolana podemos encontrar um pouquinho do Brasil aqui. "

A Angola emitiu no ano passado 87 mil vistos de turismo e é um país com imensos recursos que constituem motivos de atração do turismo ecológico.

Acredita-se mesmo que a informação deve enaltecer mais a beleza natural do país para que sirva de estímulo ao futuro desenvolvimento do turismo.

Angola possui um total de 37 áreas protegidas as áreas que referimos cobrem 188.650 Km2 o que corresponde a 15.1% do território Nacional sendo 6 Parques Nacionais, 1 Parque Natural Regional, 2 Reservas Naturais integrais e 4 Reservas Parciais.

Vida Noturna

A vida noturna em Luanda é bastante agitada. Para quem gosta de , bares e boates têm programações que normalmente começam no início da madrugada e só se encerram com o raiar do dia.

Voce vai encontrar a música brasileira (baiana e pagode), música cubana e música internacional dançante, como o tecno.

O público é variado. Alguns dos destaques são casas como o Miami Beach, Bahia, Aquarius, Bingo e Palos, entre outras.

Gastronomia

O prato típico de Angola é o funge, uma espécie de polenta cremosa feita com farinha de mandioca ou de milho.

O acompanhamento: a kizaca (folhas do pé de mandioca maceradas, cozidas e temperadas); o peixe fresco ensopado; o peixe seco cozido ou assado; a galinha cabidela (ao molho pardo); a muamba (prato à base de galinha, amendoim, quiabos e outros temperos); ou o feijão preparado no óleo de palma (tipo de azeite de dendê), entre outros. veja abaixo a receita de uma Kizaca com peixe.

Transporte

Um dos grandes problemas em Angola é o transporte. Por isso, resta ao turista a opção de alugar um carro em Luanda ou nas capitais de províncias.Por exemplo, em Luanda, os moradores (luandenses ou caluandas) chamam de táxis as peruas ou vans de lotação, geralmente veículos em péssimo estado de conservação que não garantem muita segurança ao turista, devendo, portanto, ser evitados. Há pouquíssimos táxis tradicionais, dificílimos de encontrar e que cobram tarifas exorbitantes.

Dinheiro

A moeda oficial do país é o Kwanza. Mas em alguns locais o dólar pode ser usado. Por questões de segurança, a troca de moeda deve ser feita de preferência nas raras casas de câmbio.

A tambem o câmbio paralelo . As chamadas “kinguilas” estão sempre a chamando o turista estrangeiro para trocar dinheiro. O problema é que nem todas são 100% honestas, além do risco de assaltos por tanto vale apena fazer a troca nas casas de câmbio.

Capital Luanda

Luanda é a maior cidade e capital de Angola, sendo também a capital da província homônima.

Localizada na costa do Oceano Atlântico, é o principal porto e centro administrativo de Angola.

Tem uma população de aproximadamente 4,5 milhões de habitantes.

Luanda está dividida em duas partes: a "baixa" (parte velha) e a "cidade alta" (parte nova). A "baixa" fica perto do porto, tendo ruas estreitas e edifícios da época colonial.

Os habitantes de Luanda são na sua grande maioria membros de grupos étnicos africanos, incluíndo Ovimbundu, Kimbundu e Bakongo. Existe uma pequena minoria de origem europeia. A língua oficial e mais falada é o Português, sendo também faladas várias línguas do grupo Bantu.

O Melhor e o Pior

O MELHOR

Em Luanda, o melhor são as praias da “ilha” do Mussulo, ao sul, e a barra do rio Kwanza, também ao sul da mesma província.

Na região sudoeste do país, há que se destacar o litoral de Benguela, além do deserto do Namibe.

O PIOR

A poluição na baía de Luanda é lamentável, já que se trata de um ponto da cidade de grande beleza.

O péssimo estado de conservação da maravilhosa arquitetura colonial portuguesa, representada por casarões e prédios no centro antigo de Luanda.

Fonte: www.souturista.com.br

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