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Cabinda

Cabinda

CAPITAL: CABINDA

Municípios

Belize, kakongo, Buco Zau, Lândana, Cabinda.

Superfície: 7 270 Km2

População: 170.000 habitantes

Clima: tropical húmido.

Principal Produção Agrícola: agrícolas mandioca. banana, café Robusta, Cacau, Caju, Ervilha, Feijão Cutelinho, Feijão Macunde, Goiabeira, Mamoeiro, Palmeira Dendém, Mangueira, Mandioca, Milho, Vielo e madeiras preciosas.

Minérios: Petróleo, Fosfatos, Urânio, Quartzo, Manganês, Ouro e Potássio,

outros - madeiras preciosas; pesca, pecuária;

Industria: Química, Materiais de Construção, Alimentar, Bebidas e Tabaco, Madeira e Mobiliário.

Vias rodoviárias: 1.210 Kms de extensão, 31% pavimentados, ou seja cerca de 380 Km, e que constituem a rede primária, e os restantes 68,5% são em terra batida e constituem a rede terciária da Província.

Serão otimizados os trechos de estradas entre Dingue e Buco Zau e Belize. Hoje conta-se com a estrada de ligação entre Bichequete até a fronteira do Massabi, é de fundamental importância para a economia da Província de Cabinda. Produtos que chegam a Cabinda passam pelo porto de Ponta Negra, na República do Congo, estando limitadas apenas pela atracação de navios de longo curso.'

Cultura-História: O grupo sócio-cultural Bakongo


Distâncias em. km a partir de Cabinda: Luanda 480 - M'Banza Congo 365 Ondjiva 1.945;

Indicativo telefónico: 031.

CABINDA

A Província de Cabinda compreende uma pequena porção do antigo reino do Luango e a quase totalidade dos velhos reinos do Ngoio e Cacongo. Desde a boca do Zaire até à linha equinocial, distribuíam-se vários reinos. De todos, o mais importante era o de Luango, que se estendia da aldeia de Macanda até ao rio Luísa-Luango. Tinha a capital em Buáli, a que os franceses deram o nome de Luango.

Ao sul deste reino ficava o de Cacongo, também chamado de Malemba e o do Ngoio ou Cabinda, separados entre si pelo rio Bele. A nordeste deste existia o reino de Iomba ou Iombe a que impropriamente se chamou Maiomba ou Maiombe. Maiombe significa Rei do lombe, tal como Ma-Luângu, Rei do Luango.

Exceptuando os teques, de outra família, os povos destes reinos pertenciam ao grupo quicongo: os bavílis predominavam na região do antigo reino do Luango, os cacongos no reino do Cacongo. os maiombes no reino do lombe. os cabindas e bauóios no do Ngoio. Todos estes reinos chegaram a estar até meados do século XVII sob a suserania do reino do Congo.

Cabinda
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O Manicongo, em razão da grande extensão do seu território, enviava delegados que governavam em seu nome as províncias mais distantes do reino. A eles foi dado o nome de muine ou sona, ou seja vice-rei ou governador. Pouco a pouco, os governadores foram sacudindo o jugo do Muene Congo, o qual durante muito tempo se contentava apenas em receber deles alguns tributos.

Cabinda
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É imprecisa a data da fundação do Reino do Ngoio e a sua origem tem mais que uma versão, a mais credível delas relaciona-se com a expulsão da princesa Muam Poenha e dos seus três filhos gémeos, da corte de S. Salvador do Congo Langunda.

Frente do Aeroporto de Cabinda
Frente do Aeroporto de Cabinda

Muam Poenha é carinhosamente recebida pelos nobres do Ngoio, especialmente por Mibímbi Pucuta, grande senhor em riqueza e nobreza. As relações entre ambos assumiram estreiteza tal que, depressa dar-se-ia o enlace. Da união nasceram dois filhos: Mõe Panzo e Mõe Pucuta.

O Rei do Congo ao saber do casamento da princesa e nascimento dos dois filhos, desanexou o seu império, formando os reinos do Ngoio, Cacongo e Luando Grande e determinando à princesa Muam Poenha que os seus três fiihos (gémeos) tomassem conta dos novos reinos que passavam a chamar-se respectivamente: Macacongo, Mangoio e Maluango.

A maior parte dos estudiosos da Região concordam que o Reino do Ngoio (Cabinda) - resultado de um desmembramento do ainda existente reino do Congo teve o seu fim muito antes da reocupação do território pelos portugueses.

Apontam como a causa mais provável para a sua provável extinção, o início da repressão da escravatura, visto que os maiores rendimentos dos reis do Congo provinham dos impostos pagos pelos mercadores de escravos.
Vinha de longe o predomínio dos portugueses nas terras de Ponta Negra, data mesmo de Diogo Cão essa influência.
Já em 1606 aparecem Cacongo, Luango e Cabinda relacionadas com S. Tomé no arrendamento do respectivo comércio a Jorge Rodrigues da Costa. Em 1607, Duarte Dias Marques, arrendatário do comércio angolano, pedia a inclusão do Luango e respectiva costa sul no âmbito do seu contrato. O Decreto-real de 11 de Janeiro de 1758 declara livre aos portugueses e proíbe aos estrangeiros o comércio, em Luango.

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Mambuco Puna, tronco da família Puna que viria a ser um dos cabeças do Tratado de Simuiambuco, não via com bons olhos a pretensão dos ingleses sobre a região de Cabinda, tanto mais que os franceses igualmente se haviam estabelecido no Malembo e possuíam feitorias comerciais em Lândana e Çabinda. Em Cabinda e parte do Cacongo, Mambuco Puna convoca os notáveis da terra para uma reunião magna, na qual defendeu eloquentemente os direitos da soberania portuguesa sobre aquelas terras.

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Seguiu-se, de imediato, o ultimato à frota da marinha reai inglesa fundeada no porto, pelo qual os povos de Cabinda prescindem da protecção de Sua Magestade a Rainha de Inglaterra e dos seus bons serviços, devendo as navios de guerra retirar imediatamente, visto não conhecerem outra língua que não fosse a portuguesa e não aceitarem outro rei que não fosse o de Portugal. O chefe da divisão naval britânica não reconhecia o predomínio português sobre certos territórios. Começava-se porém a definir os graus de latitude em que se devia marcar a influência e a Inglaterra dominada pela vontade de vencer, chegou ao ponto de se não importar com as razões dos tratados.

Pretendeu avassalar os régulos de Ambriz e Cabinda, os quais os repeliram (1853), dizendo-se súbditos dos portugueses. Por tanta fidelidade, se nomeou o Rei de Ambriz, Francisco Franque, coronel de segunda linha e o de Cabinda, Barão de Puna.

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Já anos antes, em 1854, Mpolo, o Príncipe do Malembo, receando presença não portuguesa nas terras da sua jurisdição, devido a frequentes visitas dos navios ingleses, franceses e holandeses que, com aliciantes ofertas, pretendiam chamar a si os grandes da terra, enviou a Luanda grande embaixada de gente sua, a qual, recebida em audiência pelo governadorgeral de Angola, solicitou-lhe a imediata ocupação do território de Cabinda, o que lhe foi prometido pronta e solenemente.

Na Bélgica e na Alemanha fundam-se comissões para suprimir a escravatura e para explorar a África. Funda-se sob a égide de Leopoldo 11, Rei dos belgas, a "Associatíon Internatíonale Africaine".

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