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Costumes do Egito

Os descendentes dos faraós possuem como qualidade agusada uma grande dignidade que, talvez, procede dos tempos de esplendor do antigo Egito e que tem permanecido inalterável como rasgo característico, ao longo dos séculos.

A dignidade mistura-se com outro rasgo fundamental, a humildade que aparece provavelmente, pelo sentido trágico que os egípcios têm da vida, quer dizer, que tudo depende da vontade divina.

Por ele, em todas partes e em qualquer momento se pode escutar expressões de tipo religioso como "é a vontade de Deus", "se Deus quer" e inclusive a típica saudação "salam aleikun" tem esse sentido pois o que deseja é que "a paz esteja contigo".

O povo do Egito é profundamente religioso e espiritual. O Islam é muito importante para eles e é imprescindível respeitar seus costumes para poder chegar a conhece-los. É aconselhável se vestir com calças ou saias longas e camisas ou camisetas com mangas, sobretudo ao visitar os lugares santos e as mesquitas (há que descalçar-se ao entrar).

Esta profunda religiosidade se percebe também claramente na família. Os núcleos familiares estão muito unidos e podem estar encabeçados pelos homens, pais, maridos, irmãos e filhos. As mulheres são também importantes na sociedade ainda que devido às leis islâmicas, permanecem em sua maioria na sombra.

As mais anciãs ordenam o grupo de mulheres de uma casa e são as que decidem, apesar de que as mulheres dos primogênitos também têm bastante poder.

Nos últimos tempos estas rígidas leis foram abrindo-se, sobretudo, nas grandes cidades e são cada vez mais as jovens que estudam e trabalham participando ativamente em todos os campos da sociedade. Porém, existem certos aspectos que não foram mudados, por exemplo, estão proibidas terminantemente as relações pre-matrimoniais pois as mulheres devem chegar virgens ao matrimônio.

Talvez por este motivo alguns egípcios consideram que as estrangeiras são muito mais acessíveis pelo que convém evitar provocações desnecessárias vestindo mini-saias e camisetas muito justas.

O matrimônio é um acontecimento social importante e os casamentos se celebram com todo o luxo e pompa possível. Se reúne toda a família e os amigos, se fecham ruas para que nelas tenham lugar o banquete, o baile, as danças populares, os espetáculos acrobáticos, etc. É costume que os noivos passem em carro pelas ruas do bairro em meio das felicitações de todo o mundo. Se tem oportunidade não deixe de assistir a uma celebração matrimonial.

As crianças são muito queridas no Egito. São criadas e amadas com generosidade pôr suas mães que podem ter um vínculo muito mais estreito com eles que com seus maridos. As famílias têm numerosos filhos devido a que os filhos são considerados uma bênção divina e a que o índice de mortalidade infantil é muito alto. Com respeito aos bebês são capazes de andar se lhes deixa uma grande liberdade, confiando plenamente na vontade divina.

Existe uma grande solidariedade entre as distintas comunidades, ajudando-se entre elas e defendendo-se contra as agressões externas. Os egípcios gozam de um excelente sentido de humor, lhes encanta contar piadas de qualquer tipo e fazer brincadeiras. Lhes animamos a que desfrute com paciência e bom humor da gente deste belo país.

Lembre-se que para alguns egípcios as fotografias podem trazer má sorte. Se deseja fazer uma instantânea, lhe aconselhamos solicitar permissão previamente.

Fonte: rumbo.com.br

Costumes do Egito

Boneca, um brinquedo que vem do Egito

O costume de brincar de bonecas começou no Egito, há cerca de cinco mil anos. Foram os egípcios que deram às estatuetas que reproduziam imagens de humanos a função de bonecas. Antes disso elas eram usadas apenas para idolatria.

O Egito, país considerado o berço da civilização mundial, tem papel importante em um dos mais populares e antigos costumes entre as crianças do sexo feminino: brincar de boneca.

Foi no Egito, há cerca de cinco mil anos, que as bonecas começaram a ser usadas como brinquedo, de acordo com a publicitária Cristiane Von, autora do livro "A História do Brinquedo Para as Crianças Conhecerem e os Adultos se Lembrarem", da editora Alegro.

Até então, os objetos que reproduziam imagens de humanos eram considerados ídolos. Eles normalmente tinham traços semelhantes aos das classes mais ricas. "Os egípcios começaram então a fazer bonecos parecidos com os servos", explica a publicitária. A confecção das imagens para adoração iniciou muito antes, há cerca de 40 mil anos, na África e na Ásia, de acordo com Cristiane.

Foi o costume egípcio de enterrar as mortos juntamente com os seus objetos, em tumbas, que permitiu aos pesquisadores descobrirem a origem das bonecas.

"Elas foram encontradas em túmulos, ao lado de crianças", conta a publicitária. Naquela época, as bonecas eram feitas de madeira e também de barro. "Em função do costume de guardar objetos junto com mortos, o Egito tem os registros mais antigos em várias áreas", explica.

De acordo com a publicitária, antes do século 19 são poucas as informações disponíveis sobre a história dos brinquedos, já que eles acabavam quebrando nas mãos das crianças.

Sobre as bonecas, porém, há registros de que, na sociedade grega e romana, alguns séculos antes do nascimento de Jesus Cristo, elas já eram feitas com uma gama bem maior de materiais, como terracota, couro, osso e pano, além de cera e marfim, no caso de a família ser mais abastada.

Foi na Renascença, porém, que as bonecas foram valorizadas. Mesmo com formas ainda um pouco brutas, elas ganhavam adornos que as tornavam quase um objeto de arte. Nessa época as cidades alemãs de Hamburgo e Nuremberg começaram a despontar na produção de bonecas, inclusive exportando-as para outras partes do mundo. A Alemanha se tornou o centro mundial da produção de bonecas.

Plástico

As bonecas como são conhecidas hoje, em sintético, passaram a ser fabricadas após a II Guerra Mundial, quando a crise econômica instalada disseminou o uso do plástico, inclusive para a fabricação de brinquedos. "Antes o plástico era sinônimo de produto ruim", diz Cristiane.

O outro grande marco no mercado de bonecas foi a criação da Barbie pela empresa norte-americana Mattel na década de 1950. "Da Idade Média para frente a boneca ganhou feições infantis. Antes ela tinha feições adultas. A Barbie retomou a boneca com cara de mulher", explica Cristiane.

Hoje, as fábricas de brinquedos e as bonecas estão espalhadas pelo mundo inteiro. Para ganhar mercado, as indústrias se adaptam aos costumes e à cultura do consumidor. No mundo árabe, por exemplo, foi lançada em 2003 uma boneca chamada Fulla, que usa vestes muçulmanas. No Brasil existem cerca de 300 fábricas de bonecas.

Fonte: www.anba.com.br

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