Embora a descoberta do petróleo e a sua posterior exploração tem subtraido um pouco do sabor tipicamente africano que o viajante espera encontrar em um país deste continente, a natureza do Gabão, com suas imensas e intactas riquezas, conta uma história bem diferente: que o Gabão é a África em seu mais puro estado.
Gabão está situado no extremo ocidental da África sub-saariana, e tem uma extensão de 267.667 quilômetros quadrados. Limita-se ao norte com Guiné Equatorial e Camarão, ao leste e sul com a República do Congo e ao oeste com o Oceano Atlântico.
Gabão possui três regiões bem diferenciadas: a planície costeira, com numerosos lagos e lagoas; a região montanhosa conhecida como os Montes Cristal e os planaltos ondulados do leste, que culminam no Monte Iboundji. O país extende-se sobre a bacia do Ogooué e de outros rios menores, que formam esteiros nas desembocaduras.
Gabão é um país densamente boscoso e suas selvas abrigam grande quantidade de vida animal selvagem: chimpanzés, gorilas, hipopótamos, crocodilos, leopardos, mandriles e antílopes são vistas habituais de suas reservas naturais.
Parece que os primeiros moradores do Gabão foram pigmeus -que ainda moram em algumas zonas do interior do país- que aos poucos foram sendo afastados por migrações do norte (o que hoje é Guinè Equatorial e Camarão), principalmente os fang.
Os portugueses chegaram às beira do Gabão em 1472, mas preferiram outros lugares como base para seu comércio. Aliás, franceses, holandeses e britânicos ancoraram frequentemente para comerciar escravos, marfim e madeiras preciosas. A capital, Livreville, foi estabelecida como assentamento para escravos libertados em 1843, e em 1906 o Gabão passou ser colônia da África Equatorial Francesa.
O país logrou sua independência em 1967 e, graças à exportação massiva do petróleo, manganês, ferro, cromo ouro e diamantes falou-se em milagre econômico. Uma ruim administração dos recursos e a baixa nos preços do petróleo nos mercados internacionais significaram o fim do sonho gabonês.
O país é governado desde 1967 pelo presidente O Hadj Omar Bongo, que proibiu toda oposição política até 1990. Em 1994 celebraram-se as primeiras eleições livres, resultando reeleito como presidente Bongo, sendo seu primeiro ministro Paulim Obame Nguema.
Para desfrutar das expressões artísticas e culturais do Gabão, o melhor lugar é sua capital. Ali aconselhamos a visita à Igreja de Saint-Michel, com formosos mosaicos e talhas de madeira sobre cenas da Bíblia e ao Museu de Artes e Tradições, com numerosos exemplos da arte indígena.
A capital gabonesa é uma cidade atrativa que requer tempo para chegar a conhecer o peculiar carácter de cada um de seus bairros (quartiers).
Não deve perder a visita à Igreja de Saint-Michel, com seus formosos mosaicos e talhas de madeira sobre cenas da Bíblia; igualmente interessante é o Museu de Artes e Tradições, com numerosos exemplos da arte nativa. O melhor lugar para as obrigatórias compras é Le Vilage des Artisans, onde pode-se encontrar os melhores artesanatos do Gabão e países colindantes.
Para o norte da cidade extendem-se belas e tranquilas praias, nas que o alojamento e a comida, assim como as possibilidades de acampar estão garantidos.
Lambaréné é a terceira maior cidade do país, construida em uma ilha no meio do rio Ogooué. A sua grande atração é o Hospital Schweitzer, ainda funcionando, e com um anexo convertida em museu. Nele conservam-se o escritório, a casa, a laboratório e centro de tratamento do famoso médico.
Desta cidade pode-se empreender viagem de canoa à Região dos Lagos, onde pode-se apreciar hipopótamos e outros animais selvagens.
Devido à pouca população do país, Gabão tem sido capaz de conservar sua vida selvagem quase intacta. É fácil encontrar desde chimpanzés a elefantes, especialmente nos parques nacionais:
Parque Nacional de l'Okanda. Junto ao parque encontra-se a Reserva Natural da Lopé.
Parque Nacional de Wonga-Wongué.
Parque Nacional de Petit Loango.
A cozinha gabonesa é uma deliciosa mistura de gastronomia francesa e africana. Para o amante de emoções fortes, existem restaurantes em Livreville onde é possível degustar carne da selva, como chama-se à carne de macaco, cobra, queixada, gazela e crocodilo. Aliás, aconselhamos o frango à brasa.
A riqueza fluvial do país também produz excelentes peixes e lagostas.
Como em muitos países da África aconselha-se beber água engarrafada. No país encontrará cervejas de importação.
Os artigos mais apreciados pelos visitantes são as talhas em madeira, máscaras decoradas, instrumentos musicais, facas e utensílios em pedra.
Gabão tem uma população aproximada de 1.190.000 habitantes, segundo estatísticas do ano 97. A maioria são de origem bantu, conformando os Fank uma terça parte deles. 50.01% professa a religião católica; 18.2% são cristãos, muçulmanos 0,8% e 19% pertencem a alguma religião tribal.
O entretenimento no Gabão vem do encanto da população e da natureza: seus rios e a selva. O país oferece uma modesta, mas boa seleção de atividades, especialmente as náuticas. Para os amantes da natureza, nada melhor que as excursões aos parques nacionais, para desfrutar de uma fauna e flora únicas.
As festas oficiais em Gabão são: 1 de Janeiro, 12 de Março, 1 de Maio, 17 de Agosto (Dia da Independência), 25 de Dezembro, Segunda-feira de Páscoa, além de algumas festas tribais.
Air Gabom e Sabena são as principais linhas que ligam o Gabão através de Livreville. No interior, Air Gabão oferece vôos a Port-Gentil e Franceville. O Aeroporto Internacional de Livreville encontra-se a 12 quilômetros do centro da cidade.
Há um serviço de transbordador entre Port Mole (Gabão) e Santo Tomé. No interior, a viagem de barco é um interessante modo de conhecer o país. As principais rotas são Livreville - Port-Gentil; Port Gentil- Lambaréné e Ndjolé – Lambaréné e Port Gentil.
O trem Trans-gabonês une Owendo (poucos quilômetros ao sul de Livreville) com Franceville. Há poltronas de primeira e segunda classe.
As estradas do Gabão encontram-se relativamente bem. Aliás, durante a temporada de chuvas a situação complica. Quanto ao serviço de ônibus é devagar e em algumas ocasiões inseguro.
Fonte: www.rumbo.com.br
Área: 267.667 km². Hora local: +4h.
Clima: equatorial.
Capital: Libreville.
Cidades: Libreville (573.000) (2001), Port-Gentil (80.841),
Franceville (30.246) (1993).
1,4 milhão (2004)
Nacionalidade: gabonesa
Composição: fangues 35,5%, mepongues 15,1%, mebedes 14,2%, bapunus 11,5%, outros 23,7% (1983).
Idiomas: francês (oficial), fang, banto.
Religião: cristianismo 90,6% (católicos 60,8%, protestantes 19%, independentes 14,7%, outros 2,7% - dupla filiação 6,6%), islamismo 4,6%, outras 3,7%, sem religião e ateísmo 1,2% (2000).
Moeda: franco CFA; cotação para US$ 1: US$ 545,10 (ago./2004).
PIB: 5 bilhões (2002).
Força de trabalho: 596 mil (2002).
República com forma mista de governo
Div. administrativa: 9 províncias e 37 prefeituras.
Presidente: Omar (Albert-Bernard) Bongo (PDG) (desde 1967, reeleito em 1973, 1979, 1986, 1993 e 1998).
Primeiro-ministro: Jean-François Ntoutoume Emane (PDG) (desde 1999).
Partidos: Democrático Gabonês (PDG), União pelo Gabão (RPG), Gabonês do Progresso (PGP), Social-Democrata (PSD).
Legislativo: bicameral - Senado, com 91 membros; Assembléia Nacional, com 120 membros.
Constituição: 1991.
País quente e úmido no centro-oeste da África, o Gabão tem três quartos do território cobertos por florestas tropicais, onde vivem elefantes, leões e macacos. A nação possui uma das maiores rendas per capita do continente africano e atrai imigrantes de outras regiões. A extração de petróleo é a principal fonte de receita externa.
Os portugueses chegam à região em 1472. Nos séculos seguintes, ingleses, franceses e holandeses buscam escravos, marfim e madeiras nobres no território. Logo se estabelece o tráfico de escravos, que atinge o apogeu no século XIX. Em 1842, a França ocupa permanentemente a região, transformando-a em colônia em 1886. O Gabão torna-se uma república em 1958 e declara a independência em 1960, tendo Leon M'Ba como primeiro presidente. Em 1964, um golpe militar depõe M'Ba, que retorna ao poder com a ajuda da França. Após sua morte, em 1967, o vice, Albert-Bernard Bongo, assume a Presidência e instaura regime de partido único. Em 1973, Bongo converte-se ao islamismo e adota o nome de Omar.
Uma onda de protestos, em 1989/1990, leva o regime a adotar o pluripartidarismo. O assassinato do líder oposicionista Joseph Rendjambe provoca uma revolta popular, e tropas da França desembarcam no país. Nas eleições pluripartidárias de 1990, o governo ganha a maioria na Assembléia. Em 1993, Bongo é reeleito, sob acusação de fraude. No ano seguinte, com mediação da França, a oposição reconhece o resultado.
Em 1996 e 1997, a Organização Mundial da Saúde (OMS) isola regiões do norte do país nas quais morreram quase 70 pessoas por causa do ebola, vírus altamente contagioso e mortífero que provoca febre hemorrágica. Em 1998, Bongo se reelege. Entre 1997 e 1999, investigações judiciais realizadas na França, na Suíça e nos Estados Unidos apontam Bongo, entre outros líderes africanos, como beneficiário de um esquema de corrupção patrocinado pela empresa petrolífera francesa Elf-Aquitaine. O presidente nega a acusação.
Nas eleições parlamentares de 2001, o governista Partido Democrático Gabonês conquista 86 das 120 cadeiras da Assembléia Nacional. Parte da oposição boicota o pleito. Novo surto de ebola surge em 2002, causando 53 mortes. Em 2003, a Constituição é modificada para permitir que o presidente se candidate à reeleição quantas vezes quiser. Em fevereiro de 2004, o Gabão é visitado por Hu Jintao, presidente chinês, e assina acordo que abre perspectivas de elevar a produção de petróleo.
Fonte: www.casadasafricas.org.br