Facebook do Portal São Francisco Twitter do Portal de Educação Curtir
Home  Libéria  Voltar

Libéria

A Libéria possui uma das maiores extensões de mata nativa do oeste da África, cobrindo quase a metade de seu território. A costa, que abriga a capital, Monróvia, é uma região extremamente úmida, com média diária de 25 mm de chuvas entre maio e outubro. Fundada por ex-escravos africanos dos Estados Unidos, é a única nação africana não colonizada por europeus, além da Etiópia. Com a independência, em 1847, torna-se a primeira República do continente. Os descendentes dos escravos (3% da população) formam hoje a elite do país. Formalmente, a Libéria tem a maior Marinha Mercante do mundo, pois um regime fiscal vantajoso faz com que armadores de diversas nacionalidades registrem seus navios como liberianos. O novo governo enfrenta uma economia falida após a guerra civil de 1989 a 1996. A renda per capita, que era de aproximadamente US$ 400 antes do conflito, caiu para a metade. Os indicadores sociais - como analfabetismo (61,7%) e mortalidade infantil (160 por mil nascidos ) - também estão entre os mais baixos do mundo.

Fatos Históricos

Os portugueses são os primeiros europeus a chegar à costa liberiana. A região fica conhecida como Costa da Pimenta, por causa da produção de pimenta-malagueta. As etnias nativas descendem de antigas tribos da região sul do Saara. Nos séculos XVI e XVII, os impérios coloniais que se formavam no continente africano (França e Inglaterra) tentam anexar a Libéria. Em 1816 é criada, nos Estados Unidos, a Sociedade Americana de Colonização, a fim de enviar escravos libertados de volta à África. O primeiro grupo chega à região em 1822 e funda Monróvia, a atual capital. Em 1847, Joseph Jenkins Robert, governador da comunidade de negros americanos na Libéria, nascido na Virgínia (EUA), de antepassados mestiços, proclama a independência da República e torna-se seu primeiro presidente. De 1850 a 1920, o país perde terras para as colônias vizinhas e vê a economia declinar, mas o governo recusa a proposta de tutela estrangeira. Neste século, a Libéria permanece estável até o final dos anos 70. A partir daí cresce a oposição ao partido situacionista com a criação da Aliança Progressista da Libéria. Em 1979, o anúncio do aumento do preço do arroz causa saques e desordens. Em abril de 1980, o sargento Samuel Doe derruba o governo, executa o presidente William Tolbert Jr. e suspende a Constituição. Doe adota políticas voltadas para a população pobre. Depois de eleições denunciadas como irregulares e de uma tentativa de golpe militar frustrada, guerrilheiros iniciama luta contra o governo, em 1989.

Guerra civil

O presidente Doe é morto em 1990, após cair nas mãos de rebeldes que haviam tomado a capital juntamente com a Frente Patriótica Nacional (NPFL), de Charles Taylor. A guerra civil prossegue até 1991, e 1,5 milhão de liberianos fogem para o exterior. Um acordo de paz assinado em 1993 não é respeitado. Novo acordo, em agosto de 1995, leva à instalação do Conselho de Estado da Libéria. Trata-se de um órgão executivo de transição, formado por um presidente sem partido político, o professor Wilton Sankawulo, e representantes das facções que participaram da guerra civil. Em abril de 1996, o Conselho de Estado ordena a prisão de um de seus integrantes, Roosevelt Johnson - líder do Movimento Unido de Libertação da Libéria para a Democracia (Ulimo-J), uma das facções em luta -, acusado de assassinato. A decisão leva ao reinício dos combates em Monróvia, e milhares de pessoas abandonam o país. Em agosto é assinado novo acordo de paz, estabelecendo eleições para 1997 sob a condição de que os grupos rivais sejam antes desarmados.

Redemocratização

Em setembro de 1996, Ruth Perry torna-se a primeira mulher chefe de um Estado africano, ao assumir a presidência do Conselho de Estado da Libéria, como resultado do mais recente acordo de paz. No mês seguinte, uma tentativa frustrada de atentado contra Charles Taylor mata três pessoas. A desmobilização e o desarmamento da guerrilha, a partir de novembro, são feitos com sucesso, sob ameaça de sanções às facções que desobedecerem às ordens. No início de 1997, Taylor dissolve a NPFL, que passa a se chamar Partido Patriótico Nacional (NPP). Em julho de 1997, Taylor vence a eleição presidencial com 75% dos votos, considerada legítima pelas forças de paz da Comunidade dos Estados Africanos do Oeste (Ecomog) e pela Missão de Observação das Nações Unidas na Libéria (Unomil). Charles Taylor é empossado em agosto e, no mês seguinte, termina o mandato da Unomil, iniciado em setembro de 1993 para monitorar o cessar-fogo acertado na época. A ONU estima entre 100 mil e 150 mil o número de mortos na guerra civil e em 700 mil o total de refugiados em países vizinhos. Em setembro de 1998 eclodem violentos choques em Monróvia, deixando quase 50 mortos. Os combates são retomados em reação à tentativa do governo de prender Roosevelt Johnson por acusação de traição.

Fonte: www.mulheresnegras.org

Libéria

Geografia

Área: 111.369 km². Hora local: +3h.
Clima: equatorial chuvoso.
Capital: Monróvia.
Cidades: Monróvia (550.200), Zwedru (35.300), Buchanan (27.300), Yekepa (22.900), Harper (20.000) (2003).

População

3,5 milhões (2004); nacionalidade: liberiana; composição: grupos étnicos autóctones 95% (principais: capeles 19%, bassas 15%), américo-liberianos 3%, outros 2% (1998). Idiomas: inglês (oficial), línguas regionais. Religião: crenças tradicionais 42,9%, cristianismo 39,3% (independentes 17,1%, protestantes 13,6%, outros 15,9% - dupla filiação 7,3%), islamismo 16%, sem religião 1,5%, bahaísmo 0,3% (2000).

Economia

Moeda: dólar liberiano; cotação para US$ 1: 45 (ago./2004).
PIB: US$ 562 milhões (2002).
Força de trabalho: 1,3 milhão (2002).

Relações exteriores

Organizações: Banco Mundial, FMI, ONU, UA.
Embaixada: 5201, 16th Street NW, Washington D.C. 20011, EUA;

Governo

República presidencialista. Div. administrativa: 13 condados. Presidente: Gyude Bryant (LAP) (desde 2003). Partidos: Patriótico Nacional (NPP) (ex-Frente Patriótica Nacional, NPFL), da Unidade (UP), de Ação Liberiano (LAP). Legislativo: bicameral - Senado, com 26 membros; Casa dos Representantes, com 64 membros. Constituição: 1986.

Descrição

Fundada por ex-escravos norte-americanos - seu nome significa "país dos libertos" -, a Libéria é uma das duas nações da África não colonizadas por europeus (a outra é a Etiópia). Os descendentes de escravos (3% da população) formam a elite do país - a mais antiga república africana. A maior parte dos habitantes vive na pobreza, e são altas as taxas de analfabetismo e de mortalidade infantil. A situação é agravada pela instabilidade e pelas guerras civis desde 1989 e pelo embargo que atinge a Libéria, acusada de contrabandear diamantes retirados da vizinha Serra Leoa. Boa parte dos recursos do país vem do registro de navios de todo o mundo com a bandeira liberiana, graças a um regime fiscal vantajoso aos proprietários.

História

Os portugueses, no século XV, são os primeiros europeus a chegar à região da atual Libéria, que batizam de Costa da Pimenta (ou dos Grãos). Em 1821, a Sociedade Americana de Colonização compra o território, que pertencia a Serra Leoa, a fim de enviar para lá escravos libertos norte-americanos. O primeiro grupo chega em 1822 e funda Monróvia. Em 1847, Joseph Jenkins Robert, governador da comunidade de negros norte-americanos na Libéria, proclama a independência e torna-se o primeiro presidente. No século XX, empresas dos Estados Unidos (EUA) exploram borracha, ferro e diamante. No fim dos anos 1970, cresce a oposição ao governo. Em 1980, o sargento Samuel Doe executa o presidente William Tolbert Jr. e suspende a Constituição. Doe é eleito presidente em 1985, depois de proibir a participação de opositores no pleito. Em 1989, guerrilheiros da Frente Patriótica Nacional (NPFL), liderada por um ex-integrante do governo, Charles Taylor, iniciam a luta contra o regime.

Guerra civil

O presidente Doe é preso e executado em 1990 por uma dissidência da NPFL, a Frente Patriótica Nacional Independente (INPFL). Novos grupos armados também passam a disputar o governo. Amos Sawyer é eleito presidente provisório, em conferência realizada em 1991, e aceita o envio de uma tropa de paz da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas) ao país, a fim de desarmar os rebeldes. Um acordo de paz, em 1993, leva à criação do Conselho de Estado da Libéria, órgão executivo de transição formado por representantes das facções em luta e do governo. O conselho assume o poder em 1994, mas não consegue estabelecer um acordo entre as partes.

Redemocratização

Em 1996, Ruth Perry assume a presidência do Conselho de Estado, com apoio o da Ecowas. A desmobilização e o desarmamento da guerrilha são feitos com sucesso. Taylor dissolve a NPFL, que passa a se chamar Partido Patriótico Nacional (NPP). Em 1997, Taylor vence por larga margem a eleição presidencial, considerada legítima por observadores internacionais. O número de mortos na guerra civil é estimado em 150 mil. A normalização da situação permite a volta de 200 mil refugiados.

Em 2000 pioram as relações com Guiné e Serra Leoa, acusados pela Libéria de abrigar grupos rebeldes. Ao mesmo tempo, EUA e Reino Unido afirmam que a Libéria apóia a Frente Revolucionária Unida (RUF), grupo armado de oposição ao governo de Serra Leoa, em troca de diamantes. Em outubro, Libéria, Guiné e Serra Leoa iniciam conversações sobre os conflitos, com a mediação de outros países da região.

Fatos recentes

Em 2001, a Organização das Nações Unidas (ONU) acusa o governo liberiano de dar apoio à RUF em troca de diamantes e impõe sanções econômicas ao país. Em 2002, a guerrilha da organização Liberianos Unidos pela Reconciliação e a Democracia (Lurd) avança contra o regime.

Novo

Governo

Em março de 2003 surge um novo grupo armado, o Movimento pela Democracia na Libéria (Model). Taylor é indiciado em junho pela Corte Especial da ONU para Serra Leoa por crimes de guerra no país vizinho. Em meados do ano, os rebeldes chegam à capital, Monróvia, obrigando Taylor a entregar a Presidência ao vice, Moses Blah, em agosto, e se exilar na Nigéria. Ecowas e EUA enviam tropas, que assumem o controle da capital. Blah, os dois grupos rebeldes e a oposição acertam a formação de um governo provisório, chefiado por Gyude Bryant, empresário e líder da Igreja Episcopal. A ONU decide enviar em setembro uma força de paz de até 15 mil homens (a maior no mundo). Em dezembro, as tropas da ONU começam o desarmamento dos antigos combatentes, estimados em 40 mil.

Coalizão ampla

Em março de 2004, Bryant anuncia uma formação ampla para o governo, com representantes dos grupos Model e Lurd, do antigo governo, dos 18 partidos legais e da sociedade civil. No mesmo mês, o Conselho de Segurança (CS) da ONU decide congelar os bens do ex-presidente Taylor. Eleições presidenciais estão marcadas para outubro de 2005. Mas em outubro de 2004 Monróvia é palco de distúrbios de massa por vários dias, nos quais prédios são incendiados e 16 pessoas morrem. O governo acusa ex-combatentes pela violência. No fim do ano, a ONU afirma que 50 mil refugiados da guerra civil já voltaram ao país, mas ainda faltam 340 mil.

Fonte: www.casadasafricas.org.br

Libéria

Continente: África
Nome Completo: República da Libéria
Localização: África Ocidental
Coordenadas: 6 30 N, 9 30 W
Limites: Países limítrofes: Guiné, Costa do Marfim, Serra Leoa
Capital: Monróvia
Governo: República Presidencialista
Moeda: Dólar Liberiano
Área: 111.369 km2
Nacionalidade: Liberiana
População: 3.288.198 (julho/2002)
Mortalidade: 130,21 mortes a cada 1.000 nascidos vivos (2002)
Vida: 51,8 anos
Ponto Culminante: Monte Wuteve, 1.380 m
Religiões: Crenças Tradicionais 40%, Cristianismo 40%, Islamismo 20%
Idiomas: Inglês (oficial)
Analfabetismo: 62%
Renda: US$ 475 (2001)

Fonte: www.libreria.com.br

Libéria

Nome Oficial: República da Libéria (Republic of Liberia)
Capital de Libéria: Ouagadougou
Área: 111.369 km² (103º maior)
População: 3.283.000 (2005)
Idiomas Oficiais: Inglês
Moeda: Dólar liberiano
Nacionalidade: Liberiana
Principais Cidades: Monróvia, Harper, Gbarnga, Buchanan, Yekepa

Fonte: www.webbusca.com.br

Libéria

DADOS PRINCIPAIS

Nome oficial: República da Libéria (Republic of Liberia).
Nacionalidade: Liberiana.
Data nacional: 26 de julho (Independência).
Capital: Monróvia.
Cidades principais: Monróvia (668.000), Harper (60.000), Gbarnga (30.000) (1986); Buchanan (25.000), Yekepa (16.000) (1985).
Idioma: inglês (oficial), línguas regionais.
Religião: crenças tradicionais 63%, cristianismo 21% (protestantes 18,6%, católicos 2,4%), islamismo 16% (1995).

GEOGRAFIA

Localização: oeste da África.
Hora local: + 3h.
Área: 111 369 km2.
Clima: equatorial chuvoso.
Área de floresta: 45 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total: 3,2 milhões (2000), sendo grupos étnicos autóctones 72% (principais: capeles 19%, bassas 15%), árabes libaneses 25%, américo-liberianos 3% (1996). Densidade: 28,73 hab./km2.
População urbana: 44% (1998).
População rural: 56% (1998).
Crescimento demográfico: 8,2% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 6,31 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 46/48,5 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 116 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 46,6% (2000).

POLÍTICA

República presidencialista.
Divisão administrativa: 14 condados.
Principais partidos: Patriótico Nacional (NPP) (ex-Frente Patriótica Nacional, NPFL), da Unidade (UP).
Legislativo: Senado, 26 membros, com mandato de 9 anos; Casa dos Representantes, 64 membros, com mandato de 6 anos. Ambos eleitos por voto direto. Constituição em vigor: 1986.

ECONOMIA

Moeda: dólar liberiano.
Força de trabalho: 1 milhão (1998).
Agricultura: café, cacau, arroz, mandioca, batata-doce, inhame, banana, banana-da-terra, látex.
Pecuária: suínos, ovinos, caprinos, aves.
Pesca: 8,6 mil t (1997).
Mineração: diamante, ouro, minério de ferro.
Indústria: bebidas, química, tabaco, metalúrgica.
Exportações: US$ 500 milhões (1997).
Importações: US$ 400 milhões (1997).
Parceiros comerciais: EUA, Alemanha, Bélgica, Luxemburgo, Holanda (Países Baixos), Itália, França.

DEFESA

Efetivo total: 14 mil (1998).
Gastos: US$ 44 milhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

Libéria

LIBÉRIA, A ESPERA DE MUDANÇAS

Libéria é um país com um passado tortuoso, um presente cruel e um futuro totalmente incerto, o que impede que possa ser recomendado como um lugar atrativo para o visitante

Situação e Geografia da Libéria

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Libèria encontra-se no extremo ocidental da África, e tem uma extensão de 11.370 quilometros quadrados. Limitada pela Guiné ao norte, Costa de Marfim ao leste, Serra Leona ao oeste e pelo oceano Atlântico ao oeste e sul.

O território de Libéria se caracteriza por três níveis paralelos à costa. Esta é baixa, arenosa e interrompida por mangues, lagoas e pântanos. Atrás o terreno se eleva formando uma larga faixa boscosa. No interior se eleva uma planície de uns 600 metros de altitude, com bosques menos densos. Nas terras altas do norte encontram-se as maiores elevações, como o Monte Nimba de 1752 metros.

FLORA E FAUNA

Devido a seus diferentes ecossistemas, Libéria tem uma variada fauna, desde típicas de mangues e pântanos - crocodilos, hipopótamos - da zona selvagem. O café principalmente, mais o cacau e palma de azeite, cobrem o terreno cultivável.

História da Libéria

Dados Históricos

Libéria surge como a idéia de um grupo de filantropos norte-americanos em 1922; eles pretenderam dar uma pátria aos escravos liberados na terra de seus anscestrais. A imensa maioria rejeitava o convite, e os poucos militares que aceitaram contaram desde o princípio com a hostilidade dos nativos, que não aceitavam o tipo de colonização ao que se pretendia submeter-lhes.

Não estavam mau encaminhados em suas suspeitas os nativos, pois os novos povoadores chegaram a impor sua língua, religão e idéia da civilização, com uma forma de trabalhos forçados lindante com a escravatura. Este estado de coisas continuou por mais de 100 anos, até que, em 1930, os EE.UU., e o Reino Unido decidiram cortar relações com Libéria com motivo da exportação deste tipo de trabalhadores à Guiné Equatorial sob mandato espanhol. Até 1960, Libéria era condenada pela Organização Internacional do Trabalho por esta razão.

O Partido Whig Autêntico usufruiu o poder em Libéria desde muito cedo em sua história, e foi capaz de projetar uma imagem de estabilidade que atraiu abundantes inversões de potências estrangeiras, apesar da situação dos trabalhadores. Porém, o fluxo de capitais afundou ainda mais o desequilíbrio social, e o presidente Tubmam teve de autorizar em 1963 a participação na economia 97% da população, que até esse momento não tinha direito nenhum.

O sucessor de Tubman, William Tolbert, foi derrotado em um cruel golpe de estado em 1980. Iniciou reformas que deram certo poder político aos indígenas, mas a oposição a seu regime foi aumentando, e em 1990, as forças dos dois principais grupos rebeldes, dirigidos por Prince Johnson e Charles Taylor, tomaram Monróvia e, após crueis lutas, Johnson derrotou a Tobert.

Isto não concertou nada, pois então Taylor reclamou ser o autêntico herdeiro da presidência. Apesar da presença de forças de pacificação da Comunidade de Estados da África Ocidental, Taylor lançou um ataque contra Monróvia em 1992. Em 1993 assinou-se, sob apadrinhamento das Nações Unidas, o Acordo de Cotonou, instaurando um governo provisório, renovado depois pelo acordo de Akosombo em 1994.

De momento segue-se sem lograr um acordo sobre a governabilidade de Libéria a meio prazo, pelo que as forças de Johnson e Taylor seguem na briga fratricida.

Arte e Cultura da Libéria

A peculiar colonização a que foi submetida Libéria, tem impedido o desenvolvimento de um arte e uma cultura próprias, ao ponto que o liberiano mais renconhecido fora de seu país é George Weah, que em 1996 foi escolhido o melhor jogador de bola do continente europeu.

Locais Turísticos da Libéria

A guerra tem acabado com os poucos lugares de interesse no país. O turismo não se aconselha.

Gastronomia da Libéria

Os pratos mais típicos são a sopa de pimentão e a de amendoim. Entre os pratos mais populares distingue-se o fufu, mandioca fermentada, o jala, arroz com carne e verduras e a pela, arroz com frango.

Não deixamos de dizer que água para beber, só engarrafada.

Compras da Libéria

Antes da guerra eram apreciados os artesanatos em madeira, a cesteria e os tecidos batique.

População e Costumes da Libéria

A população de Libéria antes da guerra era de 2.9 milhões de habitantes, a imensa maioria de origem indígena, divididos em 16 grupos tribais principais. Pelo censo do ano 1997 a população atual ascende a 2.600.000 habitantes. As principais cidades são: Monróvia (668.000) habitantes, Buchanam (25.000), Congo Towm (22.000) e Yekepa (16.000).

ENTRETENIMENTO E FESTIVIDADES

ENTRETENIMENTO

Em tempos de paz, Monróvia tem uma agitada vida noturna, com numerosos bares e clubes para bailar, abertos até altas horas da madrugada. Os mais famosos antes da guerra eram Lipp's e Black Sugar.

FESTIVIDADES

O dia da independência de Libéria celebra-se no dia 26 de julho. Os dias festivos oficiais são 1 de janeiro Ano Novo, 11 de fevereiro, 13 e 15 de março, 7, 12 e 14 de abril, 14 e 25 de maio, 26 de julho, 24 de agosto, 24 de outubro, 2 e 29 de novembro e 25 de dezembro Dia de Natal.

TRANSPORTES

Avião

Não há aeroportos abertos ao tráfego desde 1996

Barco

O transporte de passageiros por via marítima está parado devido à crise.

Por terra

O sistema de transporte e as estradas está totalmente sob controle militar. Não deve tentar entrar em Libéria por Serra Leona, Guiné ou Costa de Marfim sem uma escolta militar e dólares em abundância para subornar quem precisar.

Fonte: www.rumbo.com.br

Libéria

A Libéria é um país da África Ocidental, limitado a norte pela Serra Leoa e pela Guiné, a leste pela Costa do Marfim e a sul e a oeste pelo Oceano Atlântico. A sua capital é a cidade de Monróvia. A Libéria ("Terra Livre") foi fundada no século XIX por escravos libertos dos Estados Unidos da América, não tendo conhecido o domínio colonial.

História da Libéria

O nascimento da Libéria ocorreu no século XIX em resultado da acção da American Colonization Society, organização criada por Robert Finley nos Estados Unidos da América em 1816, cujo objectivo era levar para a África negros livres ou negros que tinham sido libertos da escravatura. De acordo com uma opinião prevalecente em alguns sectores da população dos Estados Unidos da época, os negros não seriam nunca capazes de se integrarem na sociedade do país. O regresso a África seria uma solução para evitar certos "perigos" imaginados como resultado da presença negra, como o casamento interracial ou a criminalidade.

Em 1821 a American Colonization Society conseguiu adquirir uma parcela de terra perto da área do Cabo Mesurado, onde se fixariam os primeiros colonos negros oriundos dos Estados Unidos. Em 1824 a colónia recebeu o nome de Libéria (do latim, "terra livre").

A 26 de Julho de 1847 a Libéria declarou a sua independência. O país dotou-se de uma constituição decalcada da Constituição dos Estados Unidos da América, adoptando símbolos nacionais (bandeira, brasão de armas e lema) que reflectem a origem e experiência dos fundadores do país nos Estados Unidos. O primeiro Presidente do país foi Joseph Jenkins Roberts, um negro natural do estado da Virginia. O partido True Whig dominou a vida política desde o nascimento do país até 1980.

O estabelecimento dos colonos americanos no território não se fez pacificamente, tendo sido contestado pelas populações negras indígenas, que foram excluídas da cidadania até 1904. A soberania do Estado sobre o interior foi difícil devido à contestação destas populações, para além do facto do país se ter confrontado com as ambições territoriais da Grã-Bretanha e da França. Com estes países a Libéria assina em 1892 e 1911 respectivamente tratados que definiram as fronteiras actuais. A Libéria enfrentou também dificuldades financeiras que foram atenuadas por empréstimos concedidos pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha.

Durante a Primeira Guerra Mundial a Libéria declarou guerra à Alemanha (Agosto de 1917). Nos anos vinte o país atravessou uma crise financeira que foi mitigada graças a um empréstimo de cinco milhões de doláres por parte da empresa Firestone em troca de uma concessão de terras para as plantações de borracha da companhia.

Em 1943 a Libéria elegeu como presidente William V. S. Tubman, reeleito nas sucessivas sete eleições e que faleceu no exercício do mandato em 1971. Este período foi marcado por uma aproximação com os Estados Unidos e pelas tentativas de proporcionar à população um melhor nível de vida, utilizando os rendimentos proporcionados pela exploração do minério de ferro para construir novas escolas, hospitais e estradas.

Política da Libéria

A Libéria é uma república governada pela Constituição de 6 de Janeiro de 1986, que substituiu a constituição de 1847.

O chefe de estado é o Presidente, eleito para um mandato de seis anos, sendo também o chefe de governo. O Presidente nomeia os membros do seu governo, que devem ser confirmados pelo Senado.

O poder legislativo é exercido pela Assembleia Nacional, parlamento bicameral constituído pelo Senado e pelas Câmara dos Representantes. O Senado é composto por trinta membros eleitos para um mandato de nove anos e a Câmara dos Representantes por sessenta e quatro membros eleitos para seis anos.

A constituição de 1986 instituiu um regime multipartidário. Os principais partidos liberianos são: Alliance for Peace and Democracy (APD), Coalition for the Transformation of Liberia (COTOL), Congress for Democratic Change (CDC), Liberian Action Party (LAP), Liberty Party (LP), National Patriotic Party (NPP) e o Unity Party (UP).

A Libéria é membro fundador da Organização das Nações Unidas (ONU), sendo membro da União Africana (UA), da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (ECOWAS), do Banco Africano de Desenvolvimento e do Movimento Não-Alinhado.

Subdivisões da Libéria

A Libéria encontra-se dividida em quinze condados (counties). À frente de cada condado encontra-se um superintendente que é nomeado pelo Presidente da Libéria.

Subdivisões da Libéria
Subdivisões da Libéria

Os condados da Libéria e as suas respectivas capitais (apresentadas entre parênteses) são:

  1. Bomi (Tubmanburg)
  2. Bong (Gbarnga)
  3. Gbarpolu (Bopolu)
  4. Grand Bassa (Buchanan)
  5. Grand Cape Mount (Robertsport)
  6. Grand Gedeh (Zwedru)
  7. Grand Kru (Barclayville)
  8. Lofa (Voinjama)
  9. Margibi (Kakata)
  10. Maryland (Harper)
  11. Montserrado (Bensonville)
  12. Nimba (Sanniquellie)
  13. River Cess (River Cess)
  14. River Gee (Fish Town)
  15. Sinoe (Greenville).

Geografia da Libéria

A Libéria é um país basicamente plano, com altitudes fracas, sendo o seu ponto mais elevado o Monte Wuteve com 1380 metros. A costa é baixa e arenosa, possuindo lagunas. Na proximidades do Cabo Monte (305 m), a noroeste, a costa é mais recortada. No interior da Libéria situam-se densas florestas tropicais (o país possui 40% da floresta tropical da África Ocidental).

O clima da Libéria é equatorial, com temperaturas médias de 25ºC em Monróvia. No interior e no norte de país registam amplitudes térmicas significativas. A estação seca decorre entre Novembro e Abril e a estação das chuvas entre Maio e Outubro. A chuva é mais intensa junto à costa, diminuindo para o interior.

Os principais problemas de meio ambiente que a Libéria atravessa são a desflorestação, erosão dos solos e poluição da costa.

Economia da Libéria

A economia da Libéria assenta na agricultura, sector do qual vive a maioria da população. Os principais cultivos agrícolas do país são o arroz, a mandioca e o café e o cacau (estes dois últimos produtos são as principais exportações agrícolas do país). Apesar da maioria da população se empregar neste sector, a Libéria não é auto-suficiente do ponto de vista alimentar.

Historicamente as principais exportações do país são a borracha, o ferro e a madeira.

A Libéria possui jazidos de minério de ferro nos Montes Bomi (a noroeste da capital), Monte Nimba e perto do rio Mano. O sector de exportação do ferro sofreu consideravelmente em resultado do golpe de estado de 1980 e por causa da menor procura internacional desse minério no período subsequente.

A indústria liberiana é de pequena escala e inclui unidades de esfarelamento e lavagem do ferro, fábricas para transformação da borracha, bem como fábricas de materiais de construção e de bens de consumo (têxteis, calçado, etc.).

Uma importante fonte de divisas da Libéria é oriunda da venda das taxas de registo de navios. Muitos navios estrangeiros estão registados sob a bandeira liberiana, aproveitando os baixos valores oferecidos pela nação africana.

A guerra civil de 1989-2003 provocou a fuga do investimento estrangeiro e de empresários da Libéria, muitos dos quais são oriundos do Líbano e da Índia. Para além disso, as Nações Unidas decretaram o embargo dos diamantes e da madeira da Libéria. O bloqueio à exportação de madeira foi levantado pela ONU em Junho de 2006 e espera-se que seja feito o mesmo em relação aos diamantes. A guerra civil provocou também a destruição das infra-estruturas do país.

O novo governo da Libéria eleito em Janeiro de 2006 pretende reconstruir a danificada economia nacional. Numa tentativa de se fomentar a transparência e a melhor aplicação do dinheiro público foi instituído no país o Governance and Economic Management Program (GEMAP) já durante o período do governo provisional de 2003-2006.

Demografia da Libéria

Segundo dados de Julho de 2006 a população da Libéria é de 3 042 004 habitantes. Em resultado dos conflitos recentes no país, estima-se que vivam 238 500 refugiados liberianos nos países vizinhos.

A maioria dos habitantes da Libéria pertence a um dos 16 grupos étnicos indígenas. O mais significativo destes grupos é o dos Kpelle que habita na região central e ocidental do país. Estes 16 grupos podem ser enquadrados em quatro grandes grupos linguísticos: mendetan, mande-fu, africano ocidental e kru.

Cerca de 2,5% dos habitantes são descendentes dos negros dos Estados Unidos que se fixaram no país no século XIX, sendo conhecido como americo-liberianos (americo-liberians). Outros 2,5% descendem de negros das Caraíbas que foram escravos.

A Libéria possui comunidades de indianos, libaneses e naturais de outros estados da África Ocidental.

Apesar do inglês ser a língua oficial, este não é a língua habitual da maior parte da população.

Do ponto de vista da religião, 40% dos liberianos são cristãos na sua maioria protestantes (baptistas, metodistas e episcopalianos). Outros 40% dos liberianos são animistas e 20% muçulmanos. Os cristãos encontram-se principalmente na etnia dos Kpelle e os Basa, enquanto que os muçulmanos entre os Mande.

Cultura da Libéria

A Libéria é tradicionalmente digna de nota pela sua hospitalidade e instituições académicas, capacidade cultural, artes e artesanato.

Fonte: pt.wikipedia.org

Sobre o Portal | Politica de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal