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Nampula

É do norte que provém o nome "Moçambique", a Ilha, que serviu outrora de entreposto comercial.

E cidade do interior rodeada de planícies salpicadas de elevadas formações rochosas, lisas e arredondadas no topo.

Caracterização geral

Superfície: 78.197 km2

Limites

Norte: Cabo Delgado e Niassa
Sul: Zambezia
Oeste: Zambezia
Este: Oceano Índico
Densidade Populacional: 38 habs/ km2
Etnia Representativa: Macua.

Principais Produções

Foi classificada pela UNESCO como Património Mundial da Humanidade pela sua arquitectura ímpar. Para além do património edificado, a província assume um papel cultural relevante, com maior destaque para a dança e o uso do "mussiro", pomada extraída da raiz de uma árvore, que serve de cosmético para as mulheres daquela região, devido às suas qualidades para tornar a pele mais macia e suave.

Nampula é também rica em artesanato, com destaque para a arte de esculpir a prata.

E cidade do interior rodeada de planícies salpicadas de elevadas formações rochosas, lisas e arredondadas no topo.

Fonte: www.turismomocambique.co.mz

Nampula

Localizada no norte do País, tem como limites a Norte as Províncias de Cabo Delgado e Niassa, a Sul e a Oeste a Zambézia e a Leste o Oceano Indico.

A Ilha de Moçambique, situada a 175 Km da Capital da Província, Nampula, é hoje considerada património mundial, pode considerar-se o berço da unidade territorial que constitui actualmente a nação moçambicana.

A esta pequena ilha de coral, junto à costa, cujo nome é atribuído, por uns, à designação original de Muipiti, enquanto outros assumem que a identificação de Moçambique, que passou a ser utilizada a partir do séc. XVI, teve origem no nome Mussa-Bin-Biki, filho do sultão, senhor da ilha, Bin Biki, afluíram desde tempos remotos povos de diferentes origens, com predominância dos árabes que a utilizavam como entreposto para o comércio com o interior e ao longo de toda a costa moçambicana.

Foi aí também que, em 1498, aportaram os navegadores portugueses que expulsaram os interesses instalados e tornaram a Ilha num ponto estratégico a partir do qual iniciaram a expansão para outras regiões do País. Para o efeito construíram a fortaleza de São Sebastião e uma feitoria.

Na Ilha, também as mulheres aplicam no rosto e no corpo uma pomada que elas mesmo preparam, tornando a pele macia, suave e que fica pintada de branco, uma imagem específica da região.

Nampula é uma Província rica em paisagens, passado histórico e posicionamento estratégico, reflectidos nas cidades de Nampula, Ilha de Moçambique, Angoche e Nacala, um dos melhores portos naturais de África.

A etnia predominante é Macua.

Fonte: www.turismomocambique.co.mz

Nampula
DO MAR DESTA TERRA VEIO O NOME DO PAÍS

Donde vem o nome de um País, como se argamassa esse título chamamento de uma nação no chão histórico da terra onde nascemos e nos tornamos homens - cidadãos?

A Província de Nampula - uma pepita de cultura e história, de riqueza e beleza natural tem no seu litoral o segredo do nome e a clareza das respostas.

De facto, foi numa pequena ilha de coral, situada a escassos quilómetros do costa nampulense, que as linhas da história se cruzaram tecendo um nome que se tornaria de todo o País: Moçambique.

Ponto de passagem e comércio durante centenas de anos para árabes, persas, indianos e chineses, mas economicamente monopolizada pelos árabes - donos efectivos do comércio em quase todo a costa oriental de África desde o Mar Vermelho a Sofala esta pequena ilha de coral viu-se visitada em 1498 pela primeira frota marítima vinda da Europa, mais especificamente, da maior potência marítima da época: Portugal.

Em poucos anos, os Portugueses, em luta renhida com os árabes, começaram a dominar o comércio da zona e a pequena ilha de coral passou a ser um dos vários pontos estratégicos de defesa desse novo monopólio luso, sendo ali construído uma grande fortaleza militar e uma feitoria para regularão e armazenagem desses produtos comerciais indo-afro-lusos.

Do seu nome natural, que muitos dos seus actuais habitantes dizem ser Muipiti, a Ilha passou desde o sec. XVI a chamar-se Moçambique, palavra derivada de "Mussa-Ben-Bique", segundo a opinião de alguns historiadores, mas facto ainda não totalmente comprovado.

Mas o litoral de Nampula desdobra-se ainda noutros pontos também importantes da história deste país como é o caso da região de Angoche, cuja cidade do mesmo nome ostenta ainda hoje vestigios do antigo suitanato árabe e swahili e que fez grande resistência à ocupação portuguesa.

Para além destes singulares aspectos históricos a província de Nampula é também uma terra riquíssima do ponto de vista agrícola e mineral.

Caju, sisal, algodão, tabaco, copra, milho, amendoim, arroz são os suas principais culturas, mas no seu solo são possíveis todas as outras culturas tropicais e mesmo de regiões temperadas favorecidos por um clima mais fresco do planalto interior,

Montanhosa, e parecendo que os próprios montes se elevam da terra como gigantes de cabeças raias, todo o vasto território da província de Nampula esconde jazigos minerais, destacando-se o ouro, o ferro, o quartzo, alguns tipos de pedras semi-preciosas e preciosas, havendo, inclusive, alguns estudos que falam da existência de urânio.

Sendo a Província que mais cidades possui - quatro ao todo - como é o caso da cidade da Ilha de Moçambique, de Nampula, de Nacala e Angoche, ela é atravessada em toda a sua extensão por uma longa linha de Caminhos de Ferro que ultrapassa as fronteiras nacionais e que começando ou terminando em Nacala - o maior porto natural de África serve o interland vizinho, como por exemplo, o Malawi, a Zâmbia e o próprio Zaire, se o desejar.

Se o litoral é demograficamente uma mesclo sócio-cultural que séculos de intercâmbio comercial cimentaram, bem patente na fisionomia humana residente e nas igrejas católicas, mesquitas islâmicas e templos hindus erguendo-se lado a lado, o interior é mais genuinamente bantu, de etnia Makwa, e mais islamizado que cristão.

O secular trabalho de arte e artesanato em pau-preto (ébano) é um autêntico símbolo artístico da província de Nampula, onde também se destaca o artesanato utilitário em palha e sobretudo mobiliário em madeira trabalhada, rendilhada, a fazer recordar influências árabes, portuguesas, hindus e mesmo chinesas.

Batida pelos ventos húmidos e periódicos das monções, às vezes violentos, Nampula, cujo nome deriva de um chefe tradicional (N'wampuhla), que vivia na região onde hoje se localizada a cidade do mesmo nome, é uma terra luminosa e cheia de promessas de bem estar.

Em África, os instrumentos de percussão estão entre aqueles que mais homogénea e regularmente se espalham por todo o continente. O início do fabrico deste sonoro artefacto perde-se na noite dos tempos. Contudo, sabe-se que os tambores africanos foram, antes de qualquer outra coisa, um extraordinário meio de comunicação à distância. Os diversos sons representavam distintas mensagens de um para outro grupo humano. A sua gradual mudança para instrumento musical, em que hoje está praticamente transformado, salvo as respectivas excepções no interior africano, ter-se-à acentuado com o desenvolvimento de outras formas de comunicação neste continente. Também os modelos foram variando em tamanho e material de fabrico. Na Ilha de Moçambique e litoral nampulense, estendendo-se hoje por zonas do interior, o tipo de tambores denota uma nítida influência árabe e, por outro lado, contrariando uma ancestral tradição bantu, já são também percutidos por mãos femininas. Os vários ritmos dão outrossim, testemunho desse sincretismo bantu-árabe. É a magia do ser humano em comunhão.

Dizem que as cidades nascem do campo. De pequenas aldeias passam a vilas que, por razões sócio-económicas diversas, podem crescer e transformar-se em belas cidades.

Esta cidade de Nampula tem uma história interessante. Ao contrário de outras congéneres do interior, semelhantes em tamanho e desenvolvimento, como é o caso de Chimoio e Tete, frutos de um crescimento económico específico, Nampula parece ter o seu desenvolvimento ligado a razões de ordem estratégico-militar e de ocupação administrativa do vasto interior moçambicano pelas autoridades coloniais. Foi assim que nasceu e cresceu a cidade de Nampula, que nos anos 60/ 70, transformada em quartel general das forças operacionais portuguesas que lutavam contra a guerrilha nacionalista moçambicana, teve um crescimento notável, favorecido também e em parte por nela passar a linha férrea ligando o porto de Nacala ao Malawi, no altura em franco progresso. De linhas arquitectónicas modernas, Nampula está no centro de uma vasta região agrícola e tem agora largas possibilidades de crescimento fora dos motivos que a fizeram erguer.

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