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Serra Leoa

SERRA LEOA, SELVAS E PRAIAS

No meio da tragédia de uma guerra civil mais ou menos declarada, Serra Leoa mantém intacto o atrativo de suas matas e praias e, o que é mais surpreendente, o espirito aberto e hospitaleiro de sua população. São as vantagems de um país que não foi ainda consumido pelo turismo massivo.

 

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Serra Leoa está situada em um dos extremos mais ocidentais da África, comprimidos seus 72.300 quilômetros quadrados entre Guiné e o Oceano Atlântico.

Com Guiné limita-se ao norte, leste e oeste, e com o Atlântico ao oeste; ao leste também com Libéria.

No território distingue-se claramente quatro regiões físicas: a costa atlântica, cheia de pântanos e mangues; a península de Serra Leoa, com montanhas boscosas; a região das planícies interiores; e uma região de altas montanhas.

FLORA E FAUNA

Serra Leoa possui abundante vegetação selvagem que alberga, sobretudo nos parques nacionais e reservas naturais, numerosas espécies de animais selvagens, como chimpanzés, antílopes, e uma rara espécie de crocodilo com morro curto. Na agricultura, os principais cultivos são o café e o cacau.

HISTÓRIA

Antes da colônia, Serra Leoa se encontraba nos limites do grande Império de Mali, que floresceu entre os séculos XIII e XV. O estado moderno de Serra Leoa foi fundado como uma pátria para escravos liberados. Os primeiros povoadores estabeleceram em Freetowm em 1787, e nos 60 anos seguintes foram seguidos por 70.000 ex escravos de toda África Ocidental e por outros millhares de indígenas emigrados desde o interior.

Os não nativos africanos, conhecidos como krios, foram colocados pela coroa britânica nos altos postos da administração, de modo que nos anos 50 Serra Leoa proclamaba sua lealtade à rainha enquanto o resto das colônias tratabam de independizar-se.

Em 1968, após sucessivos golpes de estado, Siaka Stevens, do Congresso de Todos os Povos (APC) declarou Serra Leoa república independente e estado uni-partidista. Sua presidência durou 17 anos, e no meio de uma grave crise foi seguido do general Joseph Momoh. Conflitos internos e um crescente clamor por reformas democráticas propriciaram em 1992 um golpe de jóvens oficiais liderados por Valentine Strasser, que asumiu a presidência. Durante os dois primeiros anos seu mandato foi muito popular, pois empreendeu profundas reformas que tiraram o país do caos econômico. Em 94, porém, a situação començou a deteriorar-se, pois alguns rebeldes fiéis a Momoh começaram a lutar contra as forças governamentais. Em 1995 o conflito degenerou em guerra civil, situação que persiste, pelo que é necesário informar-se de qual é a situação no país antes de planejar um viagem.

ARTE E CULTURA

Os Mende e Temne e seus grupos afins têm um sistema de sociedades secretas que encarregou-se através dos séculos de transmitir a cultura das diferentes tribos. Estas são inculcadas aos membros de cada grupo desde a infância. Por este secredismo a maioria das atividades culturais estão vedadas ao estranho.

Se tiver a sorte de presenciar alguns dos bailes ou cerimônias rituais, vale a pena insinuar um leve suborno a fim de poder fotografá-los.

GASTRONOMIA

A cozinha de Serra Leoa é das melhores da África Ocidental. O prato mais típico é o arroz e plasas, que é um molho feito com batatas ou folhas de tapioca machacadas, cozinhadas com óleo de palma e acompanhado de peixe ou vitela. Outros pratos tradicionais são o molho de kimbombó, o guisado de amendoim e a sopa de pimentão.

COMPRAS

O melhor lugar para levar-se uma lembrança em Serra Leoa é o Vitória Market, onde pode-se adquirir alguns dos produtos mais típicos do artesanato nacional, como o country cloth (um tecido de algodão, tingido com tintas naturais com o que se fazem vestidos e lençóis), e o gara (um tecido mais fino e colorido sinteticamente). Estes tecidos compram-se por lapas; uma lapa equivale aproximadamente, a um metro e meio.

Outros artigos que pode-se comprar nos mercados são as talhas em pedras e as máscaras.

POPULAÇÃO E COSTUMES

Serra Leoa tem uma população de 4.424.000 de habitantes, dos que a Etnia Tmene -sobre todo no norte- e a Mende -no sul- compreendem 30% cada uma.

Além de outros grupos étnicos africanos menores pode-se encontrar também minorias de europeus e libaneses. Os krios somam 2% da população e se concentram quase todos em Freetown.

As cidades mais importantes são; Freetowm (470.000 habitantes), Koidu (80.000), Bo (26.000), Kenema (13.000) e Makeni (12.000).

ENTRETENIMENTO

A diversão da Serra Leoa são seus maravilhosos Parques Nacionais, mas se procura outro tipo de lazer, sobretudo noturno, Freetowm tem algumas boas opções para o turista. Há clubes para todos os gostos e exigências.

FESTIVIDADES

As festas oficiais em Serra Leoa são: 1 de Janeiro Ano Novo, 19 de Abril (Dia da República), 25 e 26 de Dezembro, Sexta-feira Santa, Segunda-feira de Páscoa, além de algumas festas muçulmanas, segundo o calendário lunar.

TRANSPORTES

Avião

As linhas aéreas que servem Serra Leoa são: KLM, Air France, Sabena e Aeroflot. Air Gamba tem um serviço desde Londres. também há numerosos serviços entre Freetowm e outras capitais africanas, como as de Gâmbia, Guiné e Nigéria.

Barco

Um rápido serviço de transbordador une Freetowm e Conakry.

Por terra

A Coorporação de Transporte por Estrada de Serra Leoa oferece um serviço de ônibus rápido, seguro e frequente entre Freetowm e as principais cidades do interior. Não costumam ir cheios, pelo que também são mais cômodos que os táxis ou mini-ônibus, principalmente para trajetos curtos.

Fonte: www.rumbo.com.br

Serra Leoa

Geografia

Área: 71.740 km².
Hora local:
+3h.
Clima: equatorial chuvoso.
Capital: Freetown.
Cidades: Freetown (837.000) (aglomeração urbana) (2001), Koidu-Sefadu (82.474), Bo (59.768), Kenema (52.473) (1985).

População

5,2 milhões (2004)
Nacionalidade:
leonesa
Composição:
mendes 34,6%, temnes 31,7%, limbas 8,4%, conos 5,2%, bulones 3,7%, peules 3,7%, corancos 3,5%, ialuncas 3,5%, quisis 2,3%, outros 3,4% (1983).
Idiomas:
inglês (oficial), crioulo, mende, limba, temne.
Religião:
islamismo 45,9%, crenças tradicionais 40,4%, cristianismo 11,5%, sem religião 2%, outras 0,3% (2000).

Economia

Moeda: leone; cotação para US$ 1: 2.500 (ago./2004).
PIB: US$ 783 milhões (2002).
Força de trabalho: 2 milhões (2002).

Relações exteriores

Organizações: Banco Mundial, Comunidade Britânica, FMI, OMC, ONU, UA.
Embaixada: 1701, 19th Street NW, Washington D.C. 20009, EUA.

Governo

República presidencialista.
Div. administrativa:
4 regiões.
Presidente:
Ahmed Tejan Kabbah (SLPP) (desde 1996, deposto em 1997, retorna em 1998, reeleito em 2002).
Partidos:
do Povo de Serra Leoa (SLPP), Congresso de Todo o Povo (APC), da Paz e da Libertação (PLP) e da Frente Revolucionária Unida (RUFP).
Legislativo:
unicameral - Parlamento com 112 membros.
Constituição:
1991.

Descrição

Situada na costa oeste africana, Serra Leoa possui montanhas no norte e no leste, onde ficam as áreas de extração de diamante, a principal atividade econômica do país. O turismo - cujo atrativo são as reservas de animais selvagens - sofre os efeitos negativos dos recentes conflitos internos.

A maioria da população pertence a duas etnias: os temnes, seguidores do islamismo, e os mendes, em geral animistas.

Serra Leoa é uma das nações mais pobres do mundo e tem o pior Índice de Desenvolvimento Humano. Na década de 1990, o país mergulhou na guerra civil entre o governo e a Frente Revolucionária Unida (RUF), que obtinha recursos para comprar armas explorando as minas de diamante sob seu controle. Em 2001, governo e guerrilheiros chegam a acordo de paz, com a presença no país de tropas da Organização das Nações Unidas (ONU).

História

Em meados do século XV, os portugueses chegam à região, então habitada pelos temnes, com os quais passam a comerciar escravos. O território é ocupado pela Inglaterra no século XVII. Em 1786, uma companhia comercial britânica funda a cidade de Freetown (cidade livre), que recebe ex-escravos refugiados do Canadá e do Reino Unido. No início do século XIX, a Coroa Britânica adquire parte do território, transformando-o em colônia. Após a proibição do tráfico de escravos, em 1807, milhares de africanos interceptados em navios negreiros são levados a Serra Leoa, onde passam a enfrentar os temnes, numa luta que se prolonga até o fim do século XIX. Apoiados pelos ingleses na luta contra os nativos, os ex-escravos compõem a elite do país.

Em 1960, sir Nilton Margai, secretário do Partido do Povo de Serra Leoa (SLPP), que lutava pela independência, torna-se o primeiro-ministro, mas mantém os laços com o Reino Unido. A independência, obtida em 1961, não traz grandes alterações à política da nação. A situação se transforma em 1967, quando Siaka Stevens, do Congresso de Todo o Povo (APC), torna-se primeiro-ministro. No mesmo ano, ele é derrubado por um golpe militar, mas um contragolpe em 1968 o reconduz ao poder. Em 1971, Stevens rompe definitivamente os laços com os britânicos, proclamando a República e tornando-se presidente.

Redemocratização

Um regime de partido único é aprovado em plebiscito em 1978. Em 1985, Joseph Saidu Momoh, ministro de Stevens, toma o poder em meio à grave crise política e econômica. Uma nova Constituição, aprovada em plebiscito, marca a redemocratização em 1991. No ano seguinte, porém, novo golpe leva o capitão Valentine Strasser ao poder. Começa, no sudeste do país, a guerrilha da Frente Revolucionária Unida (RUF), que assume o controle de parte do território. Strasser é deposto em janeiro de 1996 pelo chefe das Forças Armadas, Julius Maada Bio.

Eleições e guerra civil Eleições realizadas em 1996 dão vitória ao SLPP, que havia dominado a vida política entre 1961 e 1967. Seu líder, Ahmed Tejan Kabbah, torna-se presidente. O primeiro governo civil em quase duas décadas inicia diálogo com a guerrilha. Em maio de 1997, um golpe militar liderado pelo major Jonny Paul Koroma - aliado da RUF - depõe Kabbah. Forças de paz da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (Ecowas) intervêm no país e conseguem derrubar Koroma em fevereiro de 1998. Kabbah volta a Serra Leoa e reassume o governo, mas no fim do ano as tropas rebeldes tomam a capital.

A RUF lança campanha de terror contra a população civil, promovendo amputações em massa. Um acordo de paz assinado em 1999 leva o novo líder dos rebeldes, Foday Sankoh, à Vice-Presidência. A ONU anuncia, em outubro, o envio de 6 mil soldados de uma força internacional (Unamsil) para garantir a pacificação. Em 2000, contudo, reiniciam-se os combates, com o seqüestro de 500 integrantes da Unamsil pela RUF. A ONU decide dobrar o contingente da força de paz. O Exército de Serra Leoa parte para a ofensiva, e Sankoh é preso na capital. Issa Sesay assume a liderança dos rebeldes, e os combates se intensificam.

Fatos recentes

Em março de 2001, os ministros da RUF são presos. A ONU decide ampliar a Unamsil para até 17,5 mil homens, tornando-se a maior força de paz do mundo.

Em maio, o governo e os rebeldes chegam a um acordo de paz. Nos meses seguintes, a Unamsil vai desarmar 70 mil combatentes das forças pró e contra o governo. Em dez anos, a guerra civil matou 50 mil pessoas.

Pós-guerra

No começo de 2002, Kabbah anuncia, com a ONU, a instalação de um tribunal de crimes de guerra. O Fundo Monetário Internacional (FMI) anula 80% da dívida externa (950 milhões de dólares) e reescalona o pagamento do resto. Kabbah é reeleito presidente, com 70% dos votos. Em 2003, o tribunal da ONU anuncia o indiciamento de 13 líderes dos dois lados em conflito por crimes de guerra. Entre eles, um ministro de Estado e o líder da RUF, Foday Sankoh, que morre em julho, de causa natural. O presidente Kabbah declara em agosto que não sabia das atrocidades das milícias pró-governo.

A nação realiza, em maio de 2004, suas primeiras eleições locais em mais de três décadas. No mês seguinte, o tribunal de guerra inicia os julgamentos, mas, até o fim do ano, não chega a nenhum veredicto. A ONU reduz progressivamente seu contigente no país, passando a segurança de Freetown para as mãos das forças do governo, em setembro, e mantendo 5 mil soldados no país em dezembro de 2004.

Fonte: www.casadasafricas.org.br

Serra Leoa

Nome oficial: República da Serra Leoa (Republic of Sierra Leone).

Nacionalidade: leonesa.

Data nacional: 27 de abril (Independência).

Capital: Freetown.

Cidades principais: Freetown (384.499), Koidu-Sefadu (82.474), Bo (59.768), Kenema (52.473) (1985).

Idioma: inglês (oficial), crioulo, mende, limba, temne.

Religião: islamismo 60% (sunitas), crenças tradicionais 30%, cristianismo 10% (1993).

GEOGRAFIA

Localização: oeste da África.
Hora local: + 3h.
Área: 71.740 km2.
Clima: equatorial chuvoso.
Área de floresta: 13 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total: 4,9 milhões (2000), sendo mendes 34,6%, temnes 31,7%, limbas 8,4%, conos 5,2%, bulones 3,7%, peules 3,7%, corancos 3,5%, ialuncas 3,5%, quisis 2,3%, outros 3,4% (1983).
Densidade: 68,3 hab./km2.
População urbana: 35% (1998).
População rural: 65% (1998).
Crescimento demográfico: 3% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 6,06 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 36/39 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 170 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 63,7% (2000).
IDH (0-1): 0,252 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: República presidencialista.
Divisão administrativa: 4 regiões subdivididas em 12 distritos.
Principais partidos: do Povo de Serra Leoa (SLPP), Nacional Unido do Povo (UNPP), Democrata do Povo (PDP).
Legislativo: unicameral - Parlamento, com 80 membros eleitos por voto direto para mandato de 5 anos.
Constituição em vigor: 1991.

ECONOMIA

Moeda: leone.
PIB: US$ 647 milhões (1998).
PIB agropecuária: 44% (1998).
PIB indústria: 24% (1998).
PIB serviços: 32% (1998).
Crescimento do PIB: -4,7% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 140 (1998).
Força de trabalho: 2 milhões (1998).
Agricultura: café, cacau, mandioca, arroz, banana.
Pecuária: bovinos, ovinos, aves.
Pesca: 68,7 mil t (1997).
Mineração: bauxita, dióxido de titânio, diamante, ouro.
Indústria: alimentícia (óleo de palma), têxtil, móveis.
Exportações: US$ 19 milhões (1998).
Importações: US$ 130 milhões (1998).
Principais parceiros comerciais: EUA, Reino Unido, Holanda (Países Baixos), Bélgica.

DEFESA

Efetivo total: 5 mil (1998).
Gastos: US$ 25 milhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.eti.br

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