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Zimbábue

ZIMBÁBUE, PAÍS DE CASCATAS E IMPÉRIOS PERDIDOS

Quando Livingstone descobriu as Cascatas Vitória para os europeus, desconhecia que desde séculos os africanos chamavam-as "Fumaça do Trovão", pelo vapor e o ruido da água do rio Zambeze caindo desde 106 metros de altitude. Esta estação maravilhosa encontra-se em Zimbábue, um dos países africanos mais belos do continente.

 

Zimbábue conta em suas paisagens naturais com muitas cachoeiras, rodeadas por uma natureza difícil de esquecer, bosques, savana arbórea, selva tropical, rios, lagos e áridas montanhas. Aliás, neste país pode-se admirar restos de civilizações de desconhecida procedência nas ruinas de Khami e Dhlo-Dhlo e outros vestígios de civilizações perdidas no tempo, como o poderoso Império Monomopata, que pela sua riqueza chegou a confundir-se com as famosas Minas do Rei Salomão.

Belezas naturais e místicas culturas fazem de Zimbábue um país que deve-se conhecer.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

Situado em África meridional, Zimbábue, conta com uma extensão de 390.580 quilômetros quadrados delimitados ao norte pela Zâmbia, ao nordeste e leste por Moçambique, ao leste pela Botsuana e ao sul pela República da África do Sul.

O território é montanhoso, sobretudo o leste com uma cordilheira a percorre-lo de norte a sul. Suas altitudes máximas são o Monte Dombo com 2.008 metros e o Inyanga com 2.592 metros de altitude. O resto do país está composto por vários planaltos cuja altitude varia desde os 2.300 metros ao norte até os 200 metros no sul.

Sua rede fluvial está composta pelos rios Zambeze, Limpopo, Sabi, Lundi, Nuanetsi, Bembezi e Angwa. Os lagos mais importantes são o Kariba e o Kyle.

FLORA E FAUNA

Zimbábue oferece diferentes tipos de vegetação dependendo da zona. Nos arredores dos rios e lagos abunda a selva tropical úmida, enquanto que nos planaltos centrais pode-se desfrutar da savana arbórea-herbácea (com grande quantidade de fauna), para passar às paisagens mais áridas nas regiões montanhosas do leste do país.

A fauna está repartida em vários parques e reservas naturais onde contempla-se espécies tipicamente africanas como leões, elefantes, zebras, girafas, búfalos, rinocerontes, hipopótamos, antílopes, crocodilos, etc. Destaca-se sobretudo as cebelinas, uma espécie estranha de antílope difícil de se encontrar em outros lugares, assim como também os impressionantes rinocerontes brancos, espetaculares.

HISTÓRIA

Os bantus criam no século XV o Império Monomotapa neste território, atingindo uma grande importância. Em 1607 o monarca do império concede aos portugueses a exploração do subsolo da zona, provocando a decadência desta civilização que tornará a ressurgir em 1725 graças ao ouro, chamando-se o grande Zimbábue. Porém, tonará a apagar-se nos anos seguintes devido às constantes migrações da população.

O Século XX

O grande Zimbábue será finalmente submetido violentamente pelos ingleses para passar em 1911 a ser colônia da coroa britânica. A riqueza desta terra chamou numerosos europeus conseguindo que a população branca dominara o país. Em 1953 o Reino Unido, com medo da maioria preta, cria a Federação da África Central composta pelas duas antigas Rodésias, norte e sul, e Nyassalândia (atual Malaui). Em 1964 Reino Unido concede a independência a Rodésia do Norte, mas nega à Rodésia do Sul por não ter garantido um sistema de governo democrático. Um ano depois o primeiro ministro Ian Smith declara a independência da Rodésia do Sul, promulga uma nova Constituição e adota-se o nome de Rodésia.

Em 1969 o povo vota em referendo à favor da república como forma de governo com uma nova constituição. No ano seguinte se declara República, mas não é renconhecida pelo Reino Unido nem pela ONU (Organização de Nações Unidas). Em 1978 começam os conflitos no país e, após um ano, a população preta consegue votar pela primeira vez em umas eleições, resultando eleito primeiro ministro o bispo Abel Mozorewa, que batiça o país com o nome de Zimbabuwe Rodésia e combina aceitar um governador britânico e convocar eleições para o ano seguinte.

As Últimas Décadas

Em 1980 o país consegue sua independência sob o nome República de Zimbábue e as eleições são ganhas pela UniãoNacional Africana de Zimbabwe, o UNAZ.

Em 12 de agosto de 1984 o UNAZ pretende instaurar um regime marxista-leninista de um único partido e dois anos depois Mugabe anuncia medidas para acabar com os escanhos ocupados pelos brancos na Assembléia. Em 2 de dezembro de 1987 Robert Mugabe é nomeado Primeiro Presidente executivo do país e será reeleito em março de 1990. Em 1991 a UNAZ abandona suas idéias marxistas-leninistas e um ano depois promove uma reforma agrária que permite o governo trabalhar as grandes propriedades dos brancos.

Robert Mugabe se mantém no poder, eleito uma vez mais no ano de 1996.

ARTE E CULTURA

A arte em Zimbábue conta com numerosas jóias artísticas de interesse. Há um amplo ramalhete de mostras tanto arquitetônicas como pictóricas, escultóricas e de arte tradicional.

Na arquitetura destacam dois tipos de conjuntos arquitetônicos claramente diferençados: por um lado, as construções do antigo Reino de Monomotapa, onde destaca o templo de forma elíptica decorado com motivos fálicos e aneis irregulares e a Acrópole, fortaleza que guardava o templo; e por outro, restos de construções antigas de diferentes etnias como as ruinas de Khami e Dhlo Dhlo e a arte parietal dos bosquimanos, que não mais habitam o país, e pode-se admirar nos chamados Matopos.

Como mostras pictóricas destacam-se as que podem ser contempladas na Galeria Nacional de Harare, a capital do país.

As estatuetas e máscaras realizadas em madeiras nobres pelos Shona e Matabelés resultam muito atrativas, como também os reposa-cabeças belamente decorados pelos Shona.

Outros exemplos culturais fascinantes são as narrações que passam de pais para filhos, de geração em geração, contando os fatos principais das etnias. Destacam também as danças e rítmos tradicionais, que são espetaculares.

GASTRONOMIA

Zimbábue conta com uma deliciosa gastronomia com pratos de preparação simples mas não por isso menos saborosos graças à imexorável qualidade dos ingredientes utilizados.

A carne, elemento indispensável na dieta da população de Zimbábue, de vaca, ovelha, frango cabra ou porco, serve-se em guisados com verduras e cereaisou simplesmente grelhada ou frita. O peixe é o outro prato essencial na gastronomia deste país. As peças de água doce de rios e lagos se servem normalmente grelhadas, embora também pode-se encontrar em molho ou acompanhado de verduras, arroz ou milho.

Como sobremesa pode-se comer frutas frescas como pêssego, maçãs, peras, deliciosos figos ou doces preparados com frutas que põem o ponto final a uma comida simples, mas deliciosa.

Bebidas

Em Zimbábue encontrará as principais bebidas internacionais e outras de carácter local. Aconselhamos beber água só se for engarrafada.

COMPRAS

Os mercados de Zimbábue estão cheios de artigos artesanais e produtos naturais de excelente qualidade e preços econômicos, além de oferecer uma oportunidade para observar à população em seu entorno e poder conversar e misturar-se com eles.

O subsolo de Zimbábue é muito rico em metais e minerais, por isso as jóias de oro e prata são numerosas e seus preços moderados. Os desenhos resultam muito atrativos. Também pode-se encontrar esmeraldas, tanto encrustadas em jóias, como soltas, seus preços variam dependendo da pureza e talhado das gemas.

As madeiras nobres, em especial a caoba, são utilizadas para os trabalhos artesanais das diferentes etnias. Podem-se encontrar máscaras, estatuinhas, móveis, caixas e arcões, sendo especialmente atrativos os apoia-cabeças decorados, assim como outros objetos de uso diário também com desenhos decorativos muito originais. Além disso pode-se encontrar cerâmica, cestaria e tecidos de brilhantes cores em sisal e cánhamo. Os sapatos são de boa qualidadee e seus preços reduzidos.

Os mercados de especiarias e comida oferecem todo um mundo de sensações e aromas que acordam os sentidos

POPULAÇÃO E COSTUMES

A mistura das culturas e raças tem conseguido desenvolver-se em Zimbábue na mais perfeita harmonia desde a independência. As diferenças são respeitadas como em nenhum outro país da África.

A população de Zimbábue encontra-se claramente diferenciada em dois grupos: os brancos, que habitam as regiões altas orientais e as cidades, e os grupos étnicos pretos.

Estes últimos pertencem a duas etnias principais ( ainda que existam outros grupos bantus espalhados por todo o país): os Shona, estabelecidos no nordeste e o leste do território, e os Ndevele, que vivem no centro, na zona sul, no oeste e, sobre todo, na cidade de Bulawayo.

Os Shona são um povo de origem milenar, que contava já com uma civilização bastante avançada antes da chegada dos europeus. Dedicavam-se à fundição do ferro, ouro e cobre, e foram eles que deram nome a uma escola de escultura que goza de grande reputação no mundo. Sua habilidade no talhado de madeira é muito apreciada. A maioria dedica-se à agricultura e a criação de gado. Os Shona vivem em kraals, aldeias espalhadas pelo território, cujas construções caraterísticas são cabanas agrupadas em círculo com corral no centro. A organização política é muito parecida à dos bantús, com vários estados pequenos, regidos por um chefe representando a um deus.

Os Ndevele, conhecidos pelas habilidades militares na época pré-colonial, falam a língua nguni. Habitam no sudoeste e na cidade de Bulawayo. Nesta etnia se incluim também os zulúes emigrados a Natal a princípios do século XIX. No século passado os ndevele fundaram seu próprio estado no território shona. São sedentários em geral, embora dedicam-se ao pastoreio.

A esperança de vida destes povos ronda os 60 anos e a alfabetização dos adultos atinge o 70% da população, um índice dos mais elevados do continente africano, e a mortalidade infantil é também baixa.

ENTRETENIMENTO

Zimbábue oferece uma grande variedade de entretenimentos, sobretudo para os amantes da natureza.

Os rios do país são excelentes para praticar piraguismo, raffting em descidas de vertigem ou simplesmente dar um passeio de bote nos lagos rodeados de estações naturais de grande beleza onde pesca-se peixes de água doce.

Nos Parques Nacionais pode-se contemplar uma grande variedade de animais como elefantes, hipopótamos, búfalos, leões, panteiras, crocodilos e antílopes de diversas espécies, entre as que destacam as cebelinas difíceis de encontrar em outras regiões africanas; também pode-se admirar rinocerontes brancos, oribis e nyalas. Zimbábue é um verdadeiro paraíso ornitológico com numerosas espécies de aves.

Nas montanhas do país pode-se praticar trekking, escalada ou senderismo no meio de uma natureza absolutamente virgem. Também pode-se visitar restos arqueológicos de grande beleza como os restos do Império Monomotapa ou as ruinas de Khami e Dhlo Dhlo.

Não menos atrativos resultam os espetáculos étnicos onde admirar as complicadas danças tradicionais acompanhadas pela música rítmica, fazendo os bailarinos adquirirem uma especial concentração.

Nas cidades pode-se degustar uma boa comida, visitar seus museus ou desfrutar com a coleção de pintura da Galeria Nacional de Harare, a capital de Zimbábue.

FESTIVIDADES

A festividade nacional de Zimbábue é o 18 de Abril, Dia da Independência, quando as pessoas saem às ruas para desfrutar com os desfiles e os diferentes eventos, oferecendo uma excelente oportunidade para se conhecer a população e misturar-se com ela.

Também são festas oficiais as diferentes festividades cristãs: O 1 de Janeiro, Ano Novo, a Semana Santa, e 25 de Dezembro, Natal.

Os diferentes grupos étnicos têm suas próprias festividades cheias de exotismo com danças tradicionais acompanhadas de músicas rítmicas que fazem os bailarinos atingirem estados de ánimo muito especiais.

O 25 de Maio é o Dia da África, o 11 de Agosto, o Dia dos Heróis e o 12 de Agosto, o Dia das Forças Armadas.

TRANSPORTES

Avião

As companhias aéreas British Airways, Lufthansa e a nacional Air Zimbabwe oferecem vôos diretos desde as principais cidades africanas e européias. Air Zimbabwe liga as principais cidades do país.

Barco

Por não ter saída ao mar, Zimbábue conta unicamente com seus rios e lagos como bacias fluviais. Na maioria não são navegáveis por barcos de grande calado, mas é possível faze-lo com pequenas embarcações. Existem transbordadores no Lago Kariba.

Trem

Os trens de Zimbábue contam com um traçado de 2.540 quilômetros comunicando as principais cidades do país e também com outros estados africanos vizinhos. Os preços são moderados e os vagões relativamente confortáveis. Há três linhas internas principais.

Por Terra

As estradas extendem-se ao longo de 46.400 quilômetros mas muitos deles não estão asfaltados. É conveniente informar-se previamente sobre seu estado, especialmente durante a época de chuvas. Para dirigir por Zimbábue, seja de carro alugado ou próprio, é preciso ter carteira de motorista internacional e um seguro de assistência. Lembre que dirige-se pela esquerda.

Existem serviços de ônibus interurbanos e de mini-ônibus, assim como táxis. Neste últimos deve combinar preço antes de iniciar o trajeto.

Fonte: www.rumbo.com.br

Zimbábue

População: 11,7 milhões (2000)

Área geográfica: 390.759 km2

Forma de Governo: República presidencialista

Em 1989, existiam 4.319 empresários rurais negros e brancos ocupando aproximadamente 29% da terra no Zimbábue. Haviam sido assentadas 52 mil famílias em cerca de 2,8 milhões de hectares de terra adquiridas pelo Estado para reassentamento. Em 2000, o número de beneficiários tinha aumentado para 75 mil famílias e o total de terras redistribuìdas para 3,5 milhões de hectares.

Contudo, a aquisição de terras não ocorreu uniformemente ao longo do tempo. O processo foi extremamente desigual e tem havido uma desaceleração no andamento do programa. As desigualdades no Zimbábue são acentuadas. A estrutura fundiária reflete a divisão racial, com 6 mil fazendeiros brancos possuindo cerca de 42% das terras do país.

Breve histórico

A colonização do Zimbábue começou apenas na década de 1890. Esse movimento dos colonizadores europeus foi estimulado por descobertas massivas de ouro no Rand (atual Joanesburgo), na África do Sul. A Companhia Sul-Africana Britânica obteve concessão da Coroa Britânica para explorar minérios na região. No entanto, o ouro descoberto no Zimbábue era espalhado e quase impossível de ser extraído com lucro.

Devido à impossibilidade de obter lucros pela exploração do ouro, a Companhia buscou um meio alternativo de gerar receitas: patrocinou o assentamento de homens brancos com objetivos agrícolas. O resultado foi a necessidade de expropriar uma maior quantidade de terras dos africanos e forçá-los a trabalhar nas fazendas dos colonos.

O primeiro Chimurenga - rebeliões africanas para expulsar os brancos do território - aconteceu em 1896, mas foi derrotado pelas armas européias. Por volta de 1923, um plebiscito foi organizado para os colonos brancos determinarem o futuro do território. Os brancos resolveram que queriam se separar da África do Sul.

Surge a Rodésia, nome do Zimbábue até 1980, em homenagem a John Cecil Rhodes, o primeiro colonizador do país.

Em 1930, o Ato de Indicação de Terras separou a terra segundo critérios raciais, tanto em termos de quantidade como de qualidade. Assim, 51% das terras ficaram com os colonos brancos. Elas estavam localizadas, em grande parte, nas aráveis regiões altas centrais. Aos africanos (a maioria da população) foram destinados 30% das terras. Essas regiões, designadas "Áreas de Reserva Africana", são hoje conhecidas como áreas comunais. O restante pertencia a companhias comerciais ou ao governo colonial ("Terras da Coroa").

Entre 1930 e 1980, ano da independência do Zimbábue, as propriedades dos brancos diminuíram de 51% para 40% e as terras disponíveis para os africanos se expandiram de 30% para 40%. A densidade populacional, contudo, era diferente, com um maior número de pessoas vivendo na área negra, situação que prevalece até hoje.

O Ato de Agricultura em Terras Nativas foi aprovada em 1951. O ponto central desta lei, comum a muitas outras colonias britânicas na Àfrica do período, era a limitação dos rebanhos, a introdução de novas tecnologias e de métodos de conservação de água e solo.

Dados da década de 60 mostram a segregação a que estavam submetidas as populações nativas. Os brancos estavam com a maior quantidade de terras, nas melhores regiões e apoiados pelo Estado para desenvolver a agricultura. As terras dos negros ficaram abandonadas sem apoio estatal.

A maior parte da população do Zimbábue se concentra em áreas negras, onde há pouca terra. Isso levou a uma degradação ambiental muito grande e os negros se tornaram mão-de-obra para as fazendas dos brancos.

Em meados da década de 60, o segundo Chimurenga começou, liderado pela União Nacional Africana do Zimbábue e União dos Povos Africanos do Zimbábue.

Estes dois movimentos de libertação se comprometiam a fazer uma reforma agrária radical quando tomassem o poder. A principal motivação era reconquistar a terra perdida - uma luta na terra e pela terra. Com isso, observamos que a raiz do problema da terra no Zimbábue está na segregação racial.

O programa de reforma agrária

O Programa de Reassentamento e Reforma Agrária do governo do Zimbábue pode ser divido em duas fases: a primeira se prolonga de 1980 a 1996; a segunda começa com a publicação oficial da aquisição compulsória de fazendas, em 1997.

De 1980 a 1996, o Estado comprava terras dos brancos e redistribuía aos negros, formando assentamentos. O Estado só podia comprar terras dos brancos que queriam vender. Havia pressões contrárias a esse tipo de reforma agrária, por parte do Banco Mundial e do FMI, além da União dos Fazendeiros Brancos, que estimulava os proprietários a não passarem terras para o Governo. Isso levou o Governo a cortar as verbas para os assentamentos.

O Banco Mundial insistia em uma reforma agrária de mercado. No entanto, durante o Programa Econômico de Ajuste Estrutural (1991-1995), a agência falhou em mobilizar recursos necessários para apoiar essa proposta. Neste período aumentaram as deficiências na aquisição de terras e os conflitos agrários. A maioria dos empresários rurais se beneficiou da nova orientação agroexportadora. Isso agravou os conflitos entre elite agrícola branca e os camponeses negros que competiam pelos mesmos recursos. A política de ajuste estrutural internacionalizou os interesses pelas terras do Zimbábue e gerou novos conflitos agrários.

A partir daí, o Estado passa a adotar uma postura mais radical, colocando a polícia para reprimir as ocupações de terra. O governo deixa de indenizar as terras pelo preço de mercado, atribuindo esta obrigação de reparação histórica à Grã-Bretanha, colonizadora do país.

A Emenda de 2000 (nº 16) estipulou vários fatores a serem considerados na indenização. Desobrigou o governo de pagar pela terra desapropriada para reassentamento - o Governo indenizaria apenas as benfeitorias feitas nas propriedades. Esse processo, contudo, teve um sucesso mínimo, já que os proprietários contestaram as terras na justiça.

O resultado disso foi um intenso processo de ocupação de terras a partir de agosto de 1997 em todo o país. O objetivo explícito dessas ações era redistribuir terra dos fazendeiros brancos aos sem terra e veteranos de guerra. Essas ocupações vieram em ondas, com apenas algumas em 1997, mas aumentando até atingir bem mais de mil em 2000.

A escala e a forma das ocupações tornaram-se o centro de uma guerra midiática e de propaganda no Zimbábue, na subregião do sul da África, assim como internacionalmente. Como conseqüência é bastante difícil conseguir uma estimativa confiável da escala do fenômeno. Estimativas variam de 900 a 1.500 fazendas.

Texto basedo em LEBERT, Tom - Reforma agrária e Ocupação de Terra no Zimbábue

Fonte: www.social.org.br

Zimbábue

Nome oficial: República do Zimbáque (Republic of Zimbabwe).

Nacionalidade: zimbabuana.

Data nacional: 18 de abril (Independência).

Capital: Harare.

Cidades principais: Harare (1.189.103), Bulawayo (621.742), Chitung-wiza (274.912), Mutare (131.367), Gweru (128.037) (1992).

Idioma: inglês, chona e sindebele (oficiais).

Religião: cristianismo 42,8% (protestantes 17,5%, adeptos de religiões cristãs africanas 13,6%, católicos 11,7%), animismo 40,4%, outras 16,8% (1980).

GEOGRAFIA

Localização: sudeste da África.
Hora local: + 5h.
Área: 390.759 km2.
Clima: tropical.
Área de floresta: 87 mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total: 11,7 milhões (2000), sendo chonas 71%, nedebeles 16%, ingleses 1%, outros 12% (1996).
Densidade: 29,94 hab./km2.
População urbana: 34% (1998).
População rural: 66% (1998).
Crescimento demográfico: 1,4% ao ano (1995-2000).
Fecundidade: 3,8 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 44/45 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 69 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 7,3% (2000).
IDH (0-1): 0,555 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: República presidencialista.
Divisão administrativa: 10 províncias.
Principais partidos: coalizão União Nacional Africana do Zimbábue-Frente Patriótica (Zanu-PF); Movimento por Mudança Democrática (MDC).
Legislativo: unicameral - Casa da Assembléia, com 150 membros (120 eleitos por voto direto, 12 nomeados pelo presidente, 10 chefes tradicionais e 8 governadores) com mandato de 6 anos
Constituição em vigor: 1980.

ECONOMIA

Moeda: dólar zimbabuano.
PIB: US$ 6,3 bilhões (1998).
PIB agropecuária: 19% (1998).
PIB indústria: 24% (1998).
PIB serviços: 57% (1998).
Crescimento do PIB: 2,3% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 620 (1998).
Força de trabalho: 5 milhões (1998).
Agricultura: tabaco, milho, algodão com caroço, café, cana-de-açúcar.
Pecuária: bovinos, caprinos, aves.
Pesca: 18,2 mil t (1997).
Mineração: ouro, níquel, amianto, cromita.
Indústria: alimentícia, siderúrgica (aço e ferrocromo), química, têxtil.
Exportações: US$ 2,7 bilhões (1998).
Importações: US$ 3 bilhões (1998).
Principais parceiros comerciais: Botsuana, Lesoto, Namíbia, África do Sul, Reino Unido, Alemanha, Japão, EUA.

DEFESA

Efetivo total: 39 mil (1998).
Gastos: US$ 321 milhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

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