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Canal de Suez

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Canal de Suez
Canal de Suez

O canal de Suez de inicio com um comprimento de 160 Km e agora com 195 Km, com uma largura de 190 m e uma profundidade de 20 m, foi escavado no territorio egipcio na altura em que o egipto dependia da soberania turca.

A escavação do canal que vai do Porto Saïd à Suez, unindo assim o mar mediterrâneo com o mar vermelho foi feita por uma companhia privada dirigida por Ferdinand de Lesseps.

O acto da concessão do canal de suez segundo as ordens de 30 de Novembro de 1854, modificada pela ordem de 5 de Janeiro de 1856, estipulava que o canal devia ser aberto à todas as embarcações de todas as nações sobre o mesmo pé de igualdade.

Este principio foi confirmado por duas vezes pela Turquia através das ordens de 19 de Março de 1866 e de 18 de Dezembro de 1873. O então interesse da companhia foi de admitir todas as embarcações para que o canal fosse atraverssada por um grande número de navios.

A concessão do canal que era acordada por 99 anos, deveria normalmente expirar no fim do ano de 1968, sendo que o canal foi aberto em 17 de Novembro de 1869.

Durante muito tempo, não havia regulamentação especiale, contudo durante a guerra da Russia contra Turquia de 1877 e os tumultos do Egipto em 1881, a questão do canal de suez preocupou e muito os governantes e fez se sentir rapidamente a necessidade de uma regulamentação convencionale.

Daí a realização da Convenção de Constantinople em 29 de Outubro de 1888, onde esteve representados a Turquia, as seis grandes potências da europas, a Espanha e os Paises Baixos.

Esta convenção enunciou três (3) seguintes principios:

a) Liberdade de navegação comercial em todos os tempos, isto é em tempos de guerra como em tempos de paz;
b)
Liberdade de passagem para todos os navios de guerra, desde que a passagem se efectua sem paragem e sem desembarque de tropas ou de materiais militares;
c)
Tornar o canal neutro e que em tempos de guerra, não pode ser nem bloqueado, nem atacado.

No computo geral, estes principios foram bem observados, excepto durante a guerra de 1914. Mas durante a guerra da Russia contra o Japão (1904-1905) duas divisões navais russas atravessaram sem dificuldades o canal.

O mesmo aconteceu com uma esquadra italiana que atravessou o canal durante a guerra Tripolitana (1911-1912).

Ao longo da primeira guerra mundial, os germano-turcos atacaram o canal por terra sem sucesso em 3 de Fevereiro de 1915.

Quanto às autoridades Britanicas, eles fecharam o canal aos navios inimigos e exerceram o direito de visita num raio de 3 milhas à volta do canal para se assegurar que os navios que penetravam no canal não transportavam artigos susceptivel de estragar o canal.

O regime de 1888, foi reposta em vigor pelos tratados de Versailles (art. 152 e 282) e o de Lausanne (art. 99)

Fonte: www.africamania.com.pt

Canal de Suez

O Canal de Suez é um importante ponto estratégico dessa região, pois liga o Mar Mediterrâneo ao Golfo de Suez e ao Mar Vermelho, permitindo uma via navegável até o Oceano Índico.

Facilitando assim, o comércio entre a Europa e a Ásia ( antes da sua construção, as mercadorias tinham que ser transportadas por terra ).

O Canal também separa a África da Ásia.

O Canal de Suez foi construído entre 1859 e 1869, sob a direção do francês Ferdinand de Lesseps.

No final dos trabalhos o Egito e a França eram proprietários do canal.

Com o seu uso crescente, principalmente por navios britânicos, a Inglaterra passou a comprar ações da Companhia Universal ( aproveitou também da dívida externa do Egito ) e conseguiu seu controle.

O comprimento do Canal é de 163 km e atravessa quatro lagos: Manzala, Timsah, Grande Bitter e Pequeno Bitter.

Após as reformas de 1963, passou a ter largura mínima de 55m e 12m de profundidade mínima.

História e Localização

O Canal de Suez é uma via artificial que liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho, entre a África ea Ásia, através do istmo de Suez, o lapenínsula Sinai.

O canal está em território egípcio. Seu comprimento é de 163 km entre Port Said (na costa do Mediterrâneo) e Suez (na costa do Mar Vermelho).

Ele encurtou o caminho marítimo delcomercio entre a Europa ea Ásia do Sul, evitando assim ter que passar por toda a África.

A escavação do canal foi inaugurado oficialmente em 25 de abril de 1859 por Ferdinand de Lesseps Companyborn com a permissão das autoridades egípcias da época, e foi inaugurado em 1869.

O canal cruzou território egípcio. Lesseps conseguiu que o governador do Egito, disse Pasha, a concessão para a construção do canal.

Após a assinatura de 1858 nos termos do acordo, que foi assinado, Egito concedido livremente terra, pedreiras e unaconducción água e fornecido à companhia Lesseps criado por quatro quintos da força de trabalho que era necessário que o escombra, é assim uma das maiores obras de laingeniería mundo foi realizado por dezenas de milhares de fellahs retiradas à força de todas as partes do Egito.

No início não estava disponível máquinas e tudo tinha que ser feito à mão, por oficial matou 20 trabalhadores e que o tempo estava ruim.

O trabalho foi acelerado após a introdução das dragas balde.

Canal de Suez
Porta –aviões atravessando o Canal de Suez

Fonte: www.portalmodulo.com.br/www.buenastareas.com

Canal de Suez

Importância do Canal de Suez

O Canal de Suez é uma das vias marítimas mais importantes do mundo e um dos grandes focos da economia do Egito.

É o eixo de união entre o Oriente e Ocidente (tem 163 km de extensão).

Situado em terras do Egito, no istmo que une a África à Ásia.

Coube ao francês Ferdinand Lesseps a realização do projeto desse importante canal lnteroceânico que liga o Mar Vermelho ao Mar Mediterrâneo. Situado em terras do Egito, no istmo que une a África à Ásia. A região faz parte da fossa africana em que se incluem as penínsulas do Sinai, circundadas pelos golfos de Suez e de Akaba, no Mar Vermelho.

A construção do Canal de Suez encurtou distâncias, sobretudo no sentido Europa – Extremo Oriente – Índia e vice-versa. Favoreceu o povoamento nas margens do Mar Vermelho e uniu a Europa agro-industrial aos grandes mercados de matérias-primas da Ásia, sobretudo o Petróleo, dando vivacidade aos portos da Europa, Ásia e África, principalmente.

Desde a sua inauguração, a 17 de novembro de 1.869, até o ano de 1.956, o Canal de Suez era administrado por franceses e ingleses que obtiveram a concessão do governo egípcio para construí-lo e explorá-lo por 99 anos.

Em 29 de outubro de 1956, o então presidente do Egito, Gamal Abdel Nasser, determinou o fim do acordo, que teria duração até 1968, e nacionalizou o Canal de Suez, proibindo a passagem de navios israelenses pelo canal. A atitude de Nasser desagradou ingleses e franceses, e, em poucas horas, teve início a intervenção militar dos europeus e de judeus, invadindo terras do Egito.

Os EUA e a ex-U.R.S.S., que tinham interesses antagônicos na região, não obstante, tentaram intervir, opondo-se aos atos de Guerra. O clima político tornou-se tenso com possibilidades, até, de eclodir a 3º Guerra Mundial e, a ONU interveio com fortes pressões diplomáticas, obrigando as forças invasoras a abandonarem as posições.

O Canal de Suez

Mais de 1,5 milhão de trabalhadores participaram das obras. Elas iniciaram em 1859 e terminaram dez anos mais tarde com um custo de 17 milhões de libras esterlinas.

A construção de um canal que ligasse os mares Mediterrâneo e Vermelho através do istmo de Suez, no Egito, era um plano muito antigo.

Os romanos já usavam a região para a passagem de pequenas embarcações e a chamavam de “Canal dos Faraós”. Os defensores do projeto argumentavam que o canal diminuiría a distância entre a Europa e o sul da Ásia. Os navios que partiam do Mar Mediterrâneo não precisariam mais circundar a África e contornar o cabo da Boa Esperança para atingir os Oceanos Índico e Pacífico.

O projeto de construção do canal foi coordenado pelo engenheiro e diplomata francês Ferdinand de Lesseps, que adquiriu do paxá Said os direitos de abertura e exploração pelo período de 99 anos. Para isso ele montou uma empresa, a Companhia Universal do Canal Marítimo de Suez, que teve como principais acionistas França e Reino Unido.

Mais de 1,5 milhão de trabalhadores participaram das obras. Elas iniciaram em 1859 e terminaram dez anos mais tarde com um custo de 17 milhões de libras esterlinas. A construção do Canal de Suez foi favorecida pelas condições naturais da região: a pequena distância entre o Mediterrâneo e o mar Vermelho, a ocorrência de uma linha de lagos de Norte a sul (Manzala, Timsah e Amargos), o nível baixo e a natureza arenosa dos terrenos. Para a inauguração, no dia 17 de novembro de 1869, o italiano Giuseppe Verdi (1813-1901) compõe a ópera Aída.

A disputa pelo canal

Em 1888, a Convenção de Constantinopla definiu que o Canal de Suez deveria servir a embarcações de todos os países mesmo em tempos de guerra. Inglaterra e Egito assinaram, em 1936, um acordo que assegurava a presença militar do Reino Unido na região do canal por um período de 20 anos.

Com a retirada das tropas inglesas, em 1956, o presidente egípcio Gamal Nasser iniciou um conflito ao nacionalizar o canal e impedir a passagem de navios com a bandeira de Israel. Neste mesmo ano, com o auxílio do Reino Unido e da França, o exército israelense invadiu o Egito. Derrotado, mas contando com o apoio da ONU, dos EUA e da União Soviética, o Egito garantiu o controle sobre o canal. O preço do apoio foi a abertura do canal para a navegação internacional.

Em 1967, com a Guerra dos Seis Dias (conflito entre Israel e a frente árabe, formada por Egito, Jordânia e Síria), a passagem é novamente fechada. A partir de 1975 o Canal de Suez é reaberto para todas as nações do mundo.

Você sabia que o Canal de Suez

É o mais longo canal do mundo, com 163 quilômetros de extensão, e sua travessia dura cerca de 15 horas a uma velocidade de 14 km/h
Tem três lagos em seu percurso e não possui eclusas
A sua largura mínima é de 55 metros
Comporta navios de até 500 metros de comprimento por 70 metros de largura
Ovalor médio das taxas pagas por petroleiros é de US$ 70 mil
Entre 1996 e 1997, o Egito arrecadou, apenas com o pedágio, US$ 1,8 bilhão

INCRÍVEL HISTÓRIA SOBRE O CANAL DE SUEZ

SAIBA COMO A INGLATERRA ADQUIRIU DIREITO NA ADMINISTRAÇÃO DO CANAL DE SUEZ

No quadro dos acontecimentos do Egito, talvez seja interessante recordar um pouco a História do Canal de Suez, idealizado pela França, com operários egípcios, fator que era contra a vontade bem como a resistência tenaz por parte da Inglaterra, que nunca tinha desejado a construção desse caminho marítimo, a Inglaterra tentou bloquear o inicio da construção. Porém, por ironia do destino, mais tarde, a Inglaterra instalou-se no Canal de Suez chegando a estar diretamente envolvida na Administração da Companhia do Canal de Suez. A Inglaterra beneficiava-se dessa importante e grandiosa obra realizada por outros e que inicialmente não era desejada pela sua Majestade.

Os primeiros dados históricos sobre a tentativa de ligar o Mediterrâneo ao Mar Vermelho, na verdade, perde-se na lenda e na antigüidade.

Estrabão e Plínio atribuem ao faraó Sesostri a prioridade dessa idéia. Inscrições rupestres em Karna atestam que um Canal, permitia navegar pelo Mar Vermelho, até os Lagos Salgados, desde 1330 a.C.

Diz um historiador, conforme artigo publicado no Jornal Francês “Le Monde”, que os engenheiros franceses serviram-se desse antigo traçado, para executar a obra em 1859. A idéia teve seu desenvolvimento, quer entre os egípcios, quer entre outros povos que o dominaram.

Atribui-se na história que Trajano chegou a abrir um ramal do primeiro Canal, mas foi apenas em 1854, da era atual, que Ferdinand Lesseps – diplomata e engenheiro francês conseguiu recursos financeiros e apoio da família do Rei Egípcio “Mehmet Ali” para organizar a Companhia do Canal de Suez, iniciando, e logo após completando, a obra de abertura do Canal de Suez, apesar de tremenda oposição e tentativa de interferência da Inglaterra.

Em papéis de títulos representativos, no mercado de Ações de Valores, assim ficaram divididas as respectivas quotas , entre a França e o Egito:

França = 207.000 ações e;
Egito =
177.000 ações.

No dia 26 de novembro do ano de 1889 aconteceu, solenemente, a inauguração e abertura do Canal de Suez, para circulação dos navios, depois das lutas dramáticas de Ferdinand Lesseps, que não poderia ter realizado a sua grandiosa empreitada, sem o apoio pessoal de Napoleão III.

Durante os trabalhos da construção do Canal de Suez, ocorreu uma epidemia de cólera, ocasião em que morreram grande número de operários, então Lesseps teve que enfrentar uma séria crise que afinal acabou sendo contornada.

Quando Nasser anunciava a nacionalização da Companhia do Canal de Suez, em ato público na cidade de Alexandria, no discurso, o mandatário egípcio indicava que havia um registro no Cairo, dizendo que, uma cifra de aproximados 120.000 operários acabaram morrendo na crise da epidemia de cólera, sendo impossível controlar e saber a exatidão desses dados, muito embora aparente ser exagerada essa cifra estatística egípcia.

Perante a vitória da França, o Estado da Inglaterra, em pleno período imperialista e estendendo-se por toda África (na luta habilidosa, porém inútil, no Norte – contra a Espanha e França, para evitar no seu exclusivo interesse, o controle de Marrocos e Tunísia, assaltos a territórios portugueses, culminando no Ultimatum de 1890, na Guerra dos Boers, etc), resolveu interessar-se pelo assunto.

Porém um fato inusitado e “sui gêneris” havia acontecido em 1.875, quando o “Kediva” – Ismail do Egito, aceitou vender, tendo em vista uma séria crise financeira de origem obscura, as Ações Financeiras da Companhia do Canal de Suez, que o pobre Egito tinha em seu poder, e então o Inglês Disraeli, num golpe astuto e rápido, e “avisado” – comprou todas essas Ações Egípcias.

Esse acontecimento gerou um dos fatos mais curiosos e contundente dessa operação e transação financeira, que foi assinalada e divulgada por Leie Halevy ( “imperialismo and the rise of Labour”).

O que muito chamou a tenção, é que um artigo nesse novo contrato, estabelecia que por durante 19 anos, o Egito pagaria um juro de 5 % sobre o valor dessas ações vendidas à Inglaterra. Um absurdo!

E é o que se pode chamar de uma norma estranha (estranhíssima), a qual, nem Cristo, nem Maomé entenderiam muito bem. Mas enfim, a operação foi realizada, concretizada por Disraeli e pela Inglaterra, numa época passada, mas não de todo excepcional na sua história.

Outro acontecimento em 1876, quando a Inglaterra e a França estabeleceram, de fato, um Condomínio sobre o Egito ( cujo teor está contido no Livro de Jaques Pirene, intitulado – “Les Grands Ecourants de L’históire Universelle” à Pág. 476 – Volume V). – O “Khediva” egípcio querendo libertar-se da tutela de Londres e de Paris, na conformidade com o Acordo de Constantinopla, obrigaram-no a abdicar do seu trono, a favor de seu filho Tewfick. Daqui resultou um levante nacional contra a ocupação estrangeira, dirigida por Arabi, discípulo de Afghnani.

Tewfick – levado pelos acontecimentos, fez um apelo à população conclamando-a à “Guerra Santa”.

Os acordos firmados na Conferência de Constantinopla (1.882) vieram a provocar novos levantamentos populares, mostrando-nos que a luta pela libertação do Egito não é idéia de Nasser. Sendo mesmo lamentável que assumam, na pessoa do mandatário egípcio, uma tradição pobre e agora de aspectos antipáticos pela pessoa e métodos do ditador e demagogo líder egípcio – Nasser.

A França praticamente retirou-se dessa ocupação, e a Inglaterra não conformada, desembarcou tropas militares em Alexandria, as quais acabaram por destruir grande parte da cidade.

Paralelamente no Sudão acontecia um movimento insurrecional do antigo escravo Mohamed Bem Ahsmed, contra os ingleses, que tentavam apoderar-se do Alto Nilo. Em 1883, um exército da Inglaterra foi derrotado e depois de vários revezes Disraeli tentou novos entendimentos com a França. Havendo por parte da Inglaterra, a idéia de abandono parcial do Egito, mas vencido o movimento do Sudão e podendo exercer o domínio sozinho, resolveu ficar em condições juridicamente pouco claras à opinião pública mundial.

Uma nova Conferência em 1.888, fixaria as normas de como seria a Administração do Canal de Suez. O Canal de Suez ficaria sob a soberania teórica do Egito, que nunca teve a oportunidade de exerce-la, já que seu território estava ocupado pela Inglaterra. E para transformar-se em… digamos assim, uma situação de fato, uma situação de direito, no dia 12 de dezembro de 1.914, a Grã-Bretanha colocava o Egito em Regime de Protetorado.

Depois de muitas lutas, mais recentes e conhecidas, um Tratado de Londres no dia 26 de agosto de 1936, consagrava a independência do Egito. E há poucos dias – Nasser, por sua conduta e risco, nacionalizou a Companhia do Canal de Suez, cujo Contrato iria expirar no ano de 1968.

Deixando de lado a discussão sobre o direito de nacionalizar a Companhia do Canal de Suez, o que é evidente é o caráter de necessária internacionalização do Canal, conforme inscrito na Conferência de 1.888 e aceito no artigo 8, do Acordo de Suez, assinado em outubro de 1.954 pelo governo egípcio. Os EUA exerceram uma ação moderadora e noutra, desligando-se dos dois problemas, e, aceitara a internacionalização, garantindo a nacionalização do Canal com todas as vantagens para o Egito, é o único ponto de vista inteligente para Nasser, já que o direito absoluto sobre o Canal de Suez, no que concerne às retricidades da navegação, é inaceitável.

A Conferência que vai reunir-se sobre o Canal de Suez (bem como a própria ONU), estamos certos, encontrará a fórmula capaz de levar esta grave crise a uma solução pacífica. Garantir a liberdade dos mares é uma coisa, pretender impor à Companhia de Suez pelos canhões, é outra muito diferente.

A obra de Ferdinad Lesseps é imortal, e deverá servir ao mundo inteiro, que não imortalizou o golpe de Disraeli, levando em 1.875 o “Khediva” Ismail – do Egito, a vender-lhe ações e permitindo o domínio imperialista da Inglaterra de construir, intentou e mesmo assim não deixar construir.

Fonte: www.batalhaosuez.com.br

Canal de Suez

Estendendo-se da cidade de Suez, ao sul, até Port Said, ao norte, o Canal de Suez (“Qanat as-Suways”, em árabe) liga o Mar Mediterrâneo ao Golfo de Suez e ao Mar Vermelho, permitindo uma via navegável até o Oceano Índico.

O comprimento do Canal é de 163 km e atravessa quatro lagos: Manzala, Timsah, Grande Bitter e Pequeno Bitter.

Após as reformas de 1963, passou a ter largura mínima de 55m e 12m de profundidade mínima.

O Canal, também, separa os continentes da África e Ásia.

O Canal de Suez foi construído sob a direção do francês Ferdinand de Lesseps e inaugurado em 1869.

Fonte: www.egito-turismo.com

Canal de Suez

A ideia de ligar o Mar Vermelho ao Mediterrâneo já vem dos tempos do antigo Egipto.

A solução encontrada na época foi a ligação do Mar Vermelho ao rio Nilo.

Após a invasão do Egipto pelos Persas no séc VI aC, o rei Dário, completou a obra inacabada. O sistema estava dividido em duas partes.

Um canal que ligava o golfo de Suez aos lagos Amargos e um outro que ligava os lagos ao Nilo. Depois da era ptolomaica o canal assoreou com as areias do deserto e tanto os romanos, no tempo de Trajano, como mais tarde os árabes, com através do califa Omar, reconstroem o canal sendo uma via vital de comunicações. Com o tempo, o deserto e as suas areias, voltaram a impôr a sua lei e a descoberta no séc.XV pelos portugueses da rota da Índia, através do cabo da Boa Esperança, votou o canal ao completo esquecimento.

Em 1541, D.João de Castro, no seu roteiro do Mar Roxo fala-nos deste canal. Os venezianos ao verem em perigo o seu comércio, por causa da nova rota das especiarias, tentam a reabertura do canal através de negociações com o Egipto. Devido à ocupação turca entre 1517 e 1805 esta possibilidade foi posta de lado.

Em 1671 matemático Leibniz chega a propor a Luis XIV a abertura do istmo, ideia já avançada outrora por Alexandre. No início do séc.XVI, ao tomar conhecimento deste projecto, Afonso de Albuquerque, que tentava então ter o domínio do mar Vermelho, encara a hipótese de recrutar empreiteiros de aterros da Madeira, especialistas em escavar terra.

Durante a campanha do Egipto, Napoleão interessa-se pelo assunto e encarrega Charles Lepère de elaborar um estudo. Em 1832, um feliz acaso põe nas mãos de Ferdinand Lesseps, então vice-consul de França no Egipto, este estudo, que propõe seguir o antigo traçado faraónico.

A ideia de unir diretamente o Mar Vermelho ao Mediterrâneo é no entanto a opção de Lesseps. Só mais tarde, em 1854, quando Mohammed Saïd sobe ao poder por morte do vice-rei Abbas Pachá, é que Lesseps, graças à amizade que o une ao novo monarca, consegue fazer vingar o seu sonho. É então constituída a Compagnie Universelle du Canal Maritime du Suez de que Lesseps é naturalmente o administrador.

Canal de Suez
Ferdinand de Lesseps

Canal de Suez
Mohammed Saïd

Canal de Suez
Ismail Pacha

Em 1859 começam as obras. As dificuldades foram imensas e o sucessor de Mohammed Saïd, Ismail Pachá, opôs-se ao sistema de recrutamento dos operários egípcios, que já na época foi descrito como de autêntica escravatura. Estimou-se a morte de mais de 120.000 operários durante a construção do canal!

A 15 de Agosto de 1869 as águas do Mar Vermelho entraram nos lagos Amargos que já recebiam as águas do Mediterrâneo através do lago Timsah. A inauguração, que realizou-se no dia 17 de Novembro de 1869 no meio de grandes e exuberantes festejos, foi presenciada por Eça de Queiroz que publicou no Diário de Notícias o relato do acontecimento com o título De Port-Said a Suez ou Carta sobre a inauguração do Canal de Suez inserida nas Notas Contemporâneas. O Cairo sofreu profundas alterações como uma ligação rodoviaria com Ismailia e a construção propositada de um teatro para que, durante a inauguração, pudesse ser representada a ópera Aida encomendada propositadamente a Verdi, que não chegou a acabá-la a tempo.

Canal de Suez
Inauguração do Canal de Suez

Foram convidados representantes da França, Inglaterra, Rússia e outras casas reais. Portugal não esteve oficialmente representado já que a corveta Estephânia desarvorou quando ia a caminho tendo regressado a Lisboa. O iate Aigle, com a imperatriz Eugénia e Lesseps a bordo, iniciou o cortejo que partiu de Port-Said.

A intervalos de quarto de hora, seguiram o Greif com o imperador Francisco José, a fragata Herta do príncipe herdeiro da Prússia, o iate holandês com príncipe e a princesa dos Países-Baixos, o navio russo com o grão-duque Miguel e o general Ignatiev em representação do Csar, o Phyché com o embaixador da Grã-Bretanha em Constantinopla e cerca de mais 50 outros navios entre os quais o Fayoum que transportava o conde de Resende e Eça de Queiroz. As festas, que custaram ao kediva 37 milhões de francos, realizaram-se no dia seguinte em Ismailia. Partiram de novo no dia 19 e a 20 chegaram a Suez. Dez dias após a inauguração a barca Viajante acabou por ser o primeiro barco português a atravessar o canal.

Em 1875 o kediva estava em grandes dificuldades financeiras. A Grã-Bretanha, através do então primeiro ministro Disraeli, que assumiu toda responsabilidade do acto, comprou a totalidade das acções do kediva no valor de 4 milhões de libras, ficando assim com o controlo do canal, vital para a ligação com a Índia inglesa.

O fato de alguns países ocidentais, como a França, Inglaterra e os Estados Unidos, terem recusado um empréstimo para a construção da barragem de Assuão, fez com que o presidente egípcio Nasser, retaliasse com a nacionalização do canal em 1956. Os lucros obtidos através da companhia do canal de Suez ajudariam assim o projecto da barragem. Em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, Israel ocupou a penísula do Sinai, obrigando os egípcios a afundar 40 navios no canal de modo a encerrá-lo. Durante este periodo constroem-se os maiores petroleiros que voltaram a cruzar a velha rota do cabo. Só em 1975 Sadat obtém a paz com Israel reabrindo o canal ao tráfego.

Fonte: www.ancruzeiros.pt

Canal de Suez

A história por trás do Canal de Suez

O famoso canal de Suez , uma navegação via artificial com um comprimento de 163 km que liga o Mar Mediterrâneo ao Mar Vermelho através da Península do Sinai, em território egípcio, foi inaugurado oficialmente em 17 de novembro de 1869. Isso tornou possível para permitir um tráfego marítimo direto entre Europa e Ásia, eliminando a necessidade de cercar toda a África como tinha sido habitual até então, o que levou a um grande crescimento no comércio entre os dois continentes.

Havia sempre um grande interesse ao longo da história a atingir tanto o rio Nilo, no Egito eo Mediterrâneo ao Mar Vermelho. Na verdade, os historiadores têm confirmado que o primeiro canal construído nessa área foi localizado entre o Delta do Nilo eo Mar Vermelho ao século XIII aC Durante os 1.000 anos de sua construção, o Canal inicial foi abandonado e seu uso é finalmente parou no século VIII.

As primeiras tentativas modernas para construir um canal veio em 1700 em atraso, quando Napoleão Bonaparte realizou uma expedição ao Egito. O governante militar francês pensava que a construção de um canal controlado pela França no Istmo de Suez pode causar danos significativos para o comércio britânico, e eles teriam que pagar dívidas à França para o uso do Canal, ou cercar toda a África para ir para a Ásia, que foi um dos custos financeiros e de tempo para muito grande Império Britânico.

Canal de Suez
Canal de Suez

Os estudos para a construção de plano de Napoleão Canal começou em 1799, mas um erro de cálculo dos engenheiros na medição mostrou que os níveis entre o Mar Mediterrâneo eo Mar Vermelho era muito diferente para um canal viável, pelo que a sua construção foi interrompida imediatamente.

A próxima tentativa de construir um canal na região ocorreu em meados dos anos 1800, quando o engenheiro e diplomata francêsFerdinand de Lesseps , convencido de que o vice-rei egípcio disse Pasha para apoiar a construção de um canal. Em 1858, a Universal Suez Canal Company Navio foi criado com a permissão do governo para iniciar a construção do Canal e operar por 99 anos, após o qual, o governo egípcio iria assumir o controle sobre ele.

Canal de Suez
Canal de Suez

Finalmente, a construção do Canal de Suez, com um custo de US $ 100 milhões, foi lançado oficialmente em 25 de abril de 1859, inaugurado dez anos mais tarde, com a presença da Imperatriz Eugenia de Montijo dia 17 Novembro, 1869. Quase imediatamente após a sua abertura, o Canal de Suez teve um impacto significativo sobre o comércio mundial, o transporte de mercadorias, produtos, materiais e passageiros em todo o mundo em tempo recorde.

Em 1875, a dívida do Egito forçados a vender suas ações na propriedade Canal de Suez para o Reino Unido. No entanto, uma convenção internacional de 1888 fez o canal estava disponível para o uso de todos os tipos de navios de qualquer nação. Mas logo depois, começou a haver conflitos sobre o uso e controle do Canal de Suez. 

Em 1936, por exemplo, o Reino Unido foi dado o direito de manter forças militares na Zona do Canal de Suez e pontos de controle de entrada. Em 1954, Egito e Reino Unido assinou um contrato de sete anos, que resultou na retirada das forças britânicas da Zona do Canal e permitiu que o Egito para recuperar o controle das antigas instalações britânicas.Além disso, com a criação de Israel em 1948, o governo egípcio proibiu o uso do canal pelos navios indo e vindo daquele país.

Canal de Suez
Canal de Suez

Também na década de 1950, o governo egípcio estava trabalhando em uma forma de financiar a barragem de Assuão. Inicialmente, contava com o apoio de os EUA eo Reino Unido, mas em julho de 1956, ambos os países retiraram seu apoio eo governo egípcio apreendidos e nacionalizou o Canal sobre a uma taxa que seria usado para pagar a barragem. Além disso, em 29 de outubro daquele ano, Israel invadiu o Egito e, dois dias depois, a Grã-Bretanha ea França uniram forças para que a passagem através do canal para ser livre de novo, em retaliação, o Egito bloqueou o canal afundando 40 navios intencionalmente. Todos estes eventos eram conhecidos como a Crise de Suez .

Felizmente, em novembro de 1956, a Crise de Suez terminou quando aONU organizou uma trégua entre as quatro nações, o que ajudou o Canal de Suez foi reaberto em março de 1957, uma vez que o Canal retirou todos os naufrágios ao causa de disputas. No entanto, ao longo das décadas de 1960 e 1970, o Canal de Suez foi fechado em várias ocasiões devido ao conflito entre o Egito e Israel. Finalmente, em 1962, o Egito terminou a sua dívida econômica através do Canal aos seus proprietários originais (a Universal Suez Ship Canal Company) e da nação tomou de volta o controle total do canal de Suez.

O Canal de Suez hoje

Sob o controle da Autoridade do Canal de Suez , hoje, o Canal de Suez tem 163 quilômetros de comprimento e 300 metros de largura, a partir do Mar Mediterrâneo a partir do ponto Disse Ismailia, no Egito, terminando no Golfo de Suez. Permite a passagem de navios de até 20 metros de profundidade, 240.000 dwt e uma altura máxima de 68 metros acima do nível da água. Mais do Canal de Suez não é grande o suficiente para dois barcos que passam simultaneamente, de modo a resolver isso, há um curso de água e vários compartimentos onde os barcos indo na direção oposta pode esperar para o tráfego até que o caminho está livre.

Demora cerca de 11-16 horas para atravessar o canal, porque os barcos têm de se deslocar a uma velocidade baixa para evitar a erosão das margens dos canais por ondas geradas pelos navios. Ele também tem uma linha de trem que corre em paralelo completamente seu comprimento por sua margem ocidental.

Além de reduzir drasticamente o tempo de trânsito para o comércio em todo o mundo, o Canal de Suez é um dos canais mais importantes do mundo, uma vez que suporta 8% do comércio marítimo mundial e cerca de 50 navios passam através do canal de todos dias. Devido à sua largura estreita, o canal é também considerada como um importante gargalo geográfica, como facilmente pode bloquear e interromper o fluxo de comércio.

Mas há planos interessantes para o futuro do Canal de Suez, que inclui um projeto de ampliação e outro para aprofundar o canal, permitindo a passagem de embarcações maiores e em maior número.

Vídeo – Canal de Suez

Fonte: apenasumprofessor.blogspot.com.br

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