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Balão Brasil

 

Alberto Santos Dumont

EXPERIÊNCIAS INICIAIS

O primeiro balão construído por Santos Dumont não tinha motor, dependia do vento para deslocarse, mas acrescentou muito, no que tange o emprego de materiais, até então nunca utilizados. Ao vê-lo, houve muitos parisienses duvidaram do bom senso de Santos Dumont. O balão “Brasil”, como foi batizado, era diferente dos outros modelos conhecidos, tinha o formato esférico e um invólucro com diâmetro inferior a 5 metros, com capacidade para 113 m3 de gás; seu peso era de 15 kg e, a rede, que em outros balões chegava a pesar 50 kg, no “Brasil” não passava de 1.800 gramas; a barquinha, que geralmente pesava mais de 30 kg em outros balões, agora limitava-se a 6 kg, e como não bastasse toda essa economia de peso, até a âncora foi substituída por um arpão de ferro.

Mesmo com todas as previsões pessimistas, por ocasião de seu primeiro vôo, o menor aeróstato do mundo ganhou altura valentemente, provando que Santos Dumont, embora estreante, sabia muito bem o que fazia em matéria de construção aeronáutica. O sucesso do “Brasil” foi somente o primeiro passo. A dirigibilidade dos balões era o que realmente interessava a Santos Dumont; porém, para chegar a ela, teria que utilizar balões com propulsão própria.

Santos Dumont aprofundou seus estudos, concentrando-se, principalmente, em Mecânica e em motor de combustão interna, pelo qual se viu impressionado à primeira vista, tornando-o objeto constante de suas pesquisas, na busca de um motor ideal para propelir um veículo aéreo, com as seguintes características: pouco peso, muita força e o uso de combustível líquido, por ser mais fácil de ser transportado. O objetivo foi alcançado em 1897, quando construiu um motor de dois cilindros e o adaptou a um triciclo.

Depois de muitos estudos e planejamento, mandou construir um balão que foi batizado como “Santos Dumont Nº 1”, o primeiro de uma série de balões com a forma de “charutos voadores motorizados”. O número foi colocado propositadamente, para diferenciá-lo dos outros que certamente viriam, com inclusão de outras melhorias técnicas.

O novo balão foi criticado pelos especialistas da época. Segundo comentários, a seda japonesa utilizada na confecção do invólucro não era um material adequado para ser inflado com hidrogênio, um gás altamente explosivo. Além disso, instalar um motor a gasolina debaixo de um balão construído desta forma seria um verdadeiro suicídio, pois os gases quentes do escapamento fatalmente incendiariam o invólucro, fazendo explodir o hidrogênio.

Mais uma vez Santos Dumont estava certo. A 20 de setembro de 1898, depois de uma tentativa frustrada, o brasileiro pioneiro da aviação subiu aos céus e alcançou a altura de 400 metros, no comando do peculiar veículo que concebera. Ao pousar no mesmo ponto de onde partiu, deu prova definitiva que é possível impulsionar e dirigir uma embarcação aérea, mesmo contra o vento, em condições de absoluta segurança. Estava concluída mais uma etapa da conquista dos ares, a Ciência da Navegação Aérea.

Aberto o caminho, faltava explorá-lo, e Santos Dumont lançou-se com afinco à tarefa, construindo um balão após outro e realizando com eles, toda sorte de experiências, as quais lhe permitiram desvendar, gradualmente, os mistérios da navegação em veículos mais-leves-que-o-ar.

A cada novo balão que construía, Santos Dumont acrescentava aperfeiçoamentos, cuja falta se fizeram sentir no modelo anterior e, assim, os seus aparelhos iam se tornando cada vez mais funcionais e seguros.

No ano de 1900, o milionário francês Henri Deustsch de la Meurth, entusiasta e mecenas da aviação, lançou um desafio aos construtores de dirigíveis: quem conseguisse partir do Campo de Saint-Cloud, fazer a volta em torno da Torre Eiffel e retornar ao local de partida, no prazo de trinta minutos, sem tocar ano solo, faria jus a um prêmio 125.000 francos.

Pilotando o seu mais recente balão, o “Nº 6”, Santos Dumont levantou vôo do Campo de Saint- Cloud, a 19 de outubro de 1901, em disputa do prêmio que recebeu o nome de seu idealizador: Deustsch.

Antes do fim do prazo estipulado estava de volta. Dos 125.000 francos, distribuiu 50.000 entre os seus mecânicos e auxiliares. A outra parte, 75.000, foi entregue à polícia parisiense para ajudar os necessitados; ao autor da façanha coube, apenas, a satisfação de ter demonstrado, diante de uma assistência oficial, que o dirigível era um veículo perfeitamente manejável e seguro. Ainda, por ocasião deste feito, somou-se um outro prêmio, conferido a Santos Dumont pelo governo do Brasil, constituído de uma medalha de ouro assinada pelo então Presidente da República (1898-1902), Dr. Manoel Ferraz de Campos Sales (1841-1913); acompanhada do prêmio, em espécie, de 100 contos de réis, equivalente, na época, a 125.000 francos.

Depois do “Nº 6”, Santos Dumont construiu vários outros balões: o “Nº 7”. Projetado e construído exclusivamente para corridas, era uma obra-prima de elegância: delgado, esguio, alcançava a velocidade de 80 km/h; entretanto, nunca chegou a competir, pois não apareceram concorrentes com disposição e capacidade para enfrentá-lo.

O “Nº 8” não existiu, pois Santos Dumont era bastante supersticioso, e evitava este número devido ao acidente ocorrido com o dirigível “Nº 5”, no dia 8 de agosto (oitavo mês do ano); então, em decorrência disto, saltou do 7 para o “Nº 9”.

O dirigível “Nº 9”, conferiu a Santos Dumont grande popularidade, pois abandonou sua antiga regra de segurança, passando a transportar pessoas de um lado para outro de Paris. Este gesto simpático, aliado à sua acanhada compleição física (1,50 m de altura e 50 kg), tornou-o carinhosamente conhecido como “Le Petit Santos”.

Para não ter de esvaziar os seus dirigíveis após cada vôo, em 1905 projetou e mandou construir um grande hangar, em Neuilly, Paris, que foi, aliás, o primeiro do mundo, onde recolhia seus “charutos voadores”, até a experiência seguinte, economizando tempo e dinheiro a ser gasto, com hidrogênio, para inflá-lo novamente.

O sucesso alcançado pelo “Nº 9” no transporte de pessoas, levou-o a projetar e construir um dirigível especialmente destinado para este fim. Surgiu, assim, o “Nº 10”, maior que todos os anteriores e chamado pelo próprio Santos Dumont de dirigível “Omnibus”. Seu invólucro tinha capacidade vinte vezes maior que a do primeiro balão, o “Brasil”, mas a potência de seu motor não ultrapassava 25 cavalos de força.

Já convicto da superioridade do veículo mais-pesado-que-o-ar sobre o balão dirigível, assim como todos os aeronautas da época, Santos Dumont passou a estudar a constituição física dos pássaros, o formato dos seus corpos e os movimentos que as aves faziam durante o vôo.

Fonte: www.historica-arquivoestado.sp.gov.br

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"BRASIL" O PRIMEIRO BALÃO DE SANTOS-DUMONT

À 4 de julho de 1898, aos 25 anos, sobe no Jardim da Aclimatação o Balão Brasil, elevando aos céus de Paris as cores verde-amarelo em uma flâmula desfradada. Ela pendia do Balão Brasil, o primeiro engenho concebido pelo brasileiro Alberto Santos-Dumont, o gênio que entregou a humanidade a terceira dimensão do espaço.

Nessa época as dimensões variavam de 500 a 2.000 metros cúbicos de capacidade, sendo o menor construído de 250 m3.

Por isso, grande foi o espanto dos construtores quando ele encomendou um de 100 m3, o que a princípio não foi aceito alegando que não subiria.

Ele informou que seria o balonista e seu peso não passava de 50 kg.

Para a confecção do invólucro, ao invés da seda chinesa usaria a japonesa, muito mais leve. Nas oficinas houve reação ao seu projeto. Supondo que o material não fosse resistente argumentaram que um "balão de 100 metros cúbicos devia ser, além do mais, muito mais sensível aos movimentos do aeronauta na barquinha do que um grande balão de dimensões "normais".

Nada deteve o futuro inventor, que pressentia os fenômenos de aerostação com a sua aguda sensibilidade aeronáutica.

E replicou aos construtores:

- "Pode-se aumentar o comprimento das cordas de suspensão da barquinha". E encerrou o assunto.

O argumento de que era fraca a seda do Japão foi posto abaixo com a prova científica. Diz ele, em "Dans 1'air":

"Ensaiamo-la (a seda) ao dinamômetro e o resultado foi surpreendente. Ao passo que a seda da China suporta uma tensão de 1.000 quilos por metro linear, a delgada seda japonesa suportou uma tensão de 700 quilos; quer dizer que provou ser 30 vezes mais resistente que o necessário em virtude da teoria das tensões. Caso extraordinário, se considerarmos que ela pesa somente 30 gramas por metro quadrado !".

As condições de peso de Santos-Dumont auxiliaram-no nas experiências e o Brasil subiu aos ares, inaugurando uma novidade nas construções dos balões esféricos.

As suas excelências foram expostas pelo seu próprio inventor:

- "O 'Brasil' era muito manejável no ar e muito dócil. Era, além do mais, fácil de embalar após a descida: foi com razão que espalharam que eu o carregava numa maleta".

Foi dessa maneira que Santos Dumont estreou na aeronáutica: começou revolucionando a construção dos aeróstatos, quebrando as praxes até então em vigor.

A sua vida de aeronauta, daí por diante, será uma sucessão de vitórias contra os obstáculos de toda a sorte: contra a incredulidade, a indiferença, o comodismo e a inércia dos que duvidaram que o homem podia conquistar o espaço.

O "Brasil" foi um símbolo, uma pequena representação das suas lutas futuras.

Todas se enquadrariam dentro desse espírito que presidiu à construção do seu primeiro balão: audácia, convicção, perseverança, coragem e intuição especial dos problemas aeronáuticos.

Houve ascensões posteriores com apenas 5 Kg de lastro.

Ascensões registradas:

1898 - 4 julho - A partir do Jardim da Aclimatação

1899 - 29 junho - Do Jardim das Tuilleries à Sevran

Balão Brasil

Fonte: www.flicrk.com

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Entenda por que o brasileiro Santos Dumont é conhecido como o pai da aviação

Em 19 de outubro de 1901, Alberto Santos-Dumont, brasileiro que mais tarde ficara conhecido como "pai da aviação", contornou a Torre Eiffel com o "Dirigível no 6" e impressionou a todos por realizar o primeiro vôo dirigido da História.

Até então, as pessoas só conheciam os balões tripulados.

Balão Brasil
Santos Dumont

Tudo começou quando Santos-Dumont deixou o Brasil para morar na França. Era 1892 e ele tinha 19 anos, mas sua curiosidade parecia de criança! De tanto observar os franceses passeando em balões, Santos-Dumont decidiu construir o seu.

O primeiro balão que Santos-Dumont criou foi batizado de "Brasil". Por mais que estivesse feliz com o invento, ele não estava satisfeito, já que queria ter o controle da direção não ficar "ao sabor do vento". A partir desse desejo, ele inventou um balão comprido, com motor de automóvel, leme e hélice. Também não faltou a cestinha que o levaria dentro. Assim foi feito o "Dirigível no 1", que não resistiu à força do vento e caiu. Pensa que Santos-Dumont desitiu? Engana-se.

Ele tentou mais algumas vezes até conseguir voar com o "Dirigível no 6".

Balão Brasil
Da esquerda para a direita: o balão Brasil, o dirigível no 1 em pleno vôo e o dirigível no 5 quando tentava contornar a Torre Eiffel, em Paris

Enquanto pilotava pelo céu da Europa, o jovem aviador percebeu que seus sonhos se tornaram bem maiores. Dessa vez ele queria fazer algo muito mais espetacular que um balão. Santos-Dumont, então, projetou o primeiro avião do mundo e o chamou de "14 bis". Ele era branco, feito de pano e madeira e parecia voar em marcha a ré.

Em 12 de novembro de 1906, Santos-Dumont recebeu um prêmio do Aero Club de France por ter voado mais de 220 metros com seu novo invento.

Apesar do sucesso, ele não parou por aí: criou o "Demoiselle" -- mais leve que o "14 bis" e feito de pano e bambu.

Ele foi o último avião construído por Santos-Dumont, que se dedicou a inventar outras coisas, como uma garagem para aviões (hangar), a porta de correr e o relógio de pulso.

Alberto Santos-Dumont nasceu no interior de Minas Gerais no dia 20 de julho de 1873. Quando criança, foi morar numa fazenda em São Paulo e de lá partiu para descobrir o mundo. Hoje, sua importância é reconhecida internacionalmente e, por isso, ele é considerado o ’pai da aviação’.

Aline Pereira

Fonte: cienciahoje.uol.com.br

Balão Brasil

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Santos Dumont

Perfil

Alberto Santos Dumont nasceu a 20/07/1873, filho de Francisca Santos e Henrique Dumont, conhecido como "O Rei do Café", no tempo que o café era a riqueza nacional.

Ao lado de 7 irmãos, Alberto viveu a infância na Fazenda Arindeuva, a 20km de Ribeirão Preto, onde gostava de observar nuvens e pássaros, soltar balões juninos, construir pipas e pequenas aeronaves movidas a hélices de elástico.

O domínio dos ares foi uma paixão de infância, conforme relata em seu livro “Os Meus Balões”: "(…) nas compridas tardes ensolaradas do Brasil, (…) eu me detinha horas e horas a contemplar o céu brasileiro e a admirar a facilidade com que as aves, com as suas longas asas abertas, atingiam as grandes alturas.

E ao ver as nuvens que flutuavam alegremente à luz pura do dia, sentia-me apaixonado pelo espaço livre. (…) meditando sobre a exploração do grande oceano celeste, por minha vez eu criava aeronaves e inventava máquinas".

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Foto do livro "Alberto Santos Dumont" de Henrique Luis de Barros Ed. Index

Mas a imaginação de Alberto não estava sozinha nessa vontade de expansão dos limites humanos, sendo a literatura um dos combustíveis para seus vôos imaginários, como se lê em "Os Meus balões”: “…meu autor favorito era Júlio Verne. A sadia imaginação deste escritor verdadeiramente grande, atirando com magia sobre as imutáveis leis da matéria, me fascinou desde a infância. Nas suas concepções audaciosas eu via, sem nunca me embaraçar em qualquer dúvida, a mecânica e a ciência dos tempos do porvir, em que o homem, unicamente pelo seu gênio, se transformaria em um semideus."

Balão Brasil
Foto da revista "Cultural" produção da Secretaria de Estado da Cultura

Ainda segundo "Os Meus balões”, o contato com a maquinaria da fazenda também ajudou na composição do gênio: "Aos 7 anos, já eu tinha permissão para guiar os locomóveis de grandes rodas empregados na nossa propriedade nos trabalhos do campo. Aos 12, deixavam-me tomar o lugar do maquinista das locomotivas Baldwin que puxavam os trens carregados de café nas 60 milhas de via férrea assentadas por entre as plantações. Enquanto meu pai e meus irmãos montavam a cavalo (…), eu preferia fugir para a usina, para brincar com as máquinas de beneficiamento".

Em 1890, Henrique Dumont teve um acidente de charrete que o tornou hemiplégico, levando-o a vender suas terras. Foi uma ruptura dolorosa, sem a qual, no entanto, talvez a história da aviação fosse outra… Afinal, foi acompanhando o pai na busca por tratamento médico que Santos Dumont conheceu Paris, a "Cidade Luz", então às vésperas da "Belle Epóque", onde idéias fervilhavam num ambiente propício ao florescimento de qualquer gênio criativo…

Balão Brasil
Foto da revista "Cultural" produção da Secretaria de Estado da Cultura

Dois anos depois, quando Alberto contava 19 anos, recebeu do pai o melhor presente que um gênio criativo poderia desejar: liberdade e dinheiro de sobra para bancar suas experiências e viver tranqüilo pelo resto da vida.

No mesmo ano, voltou à Paris, e mergulhou de cabeça nos estudos, decidido a se tornar inventor.

Curiosamente, foi numa de suas visitas de volta ao Brasil, que Santos Dumont conheceu os nomes que lhe abririam as portas do céu parisiense. Numa livraria do Rio de Janeiro, encontrou o livro "Andrée - Au Pôle Nord en Ballon", dos balonistas Lachambre e Machuron, que tocou fundo sua alma inventora. De volta à Paris, procurou os autores, e com tanto entusiasmo, que já no dia seguinte, 23/03/1898, fazia seu primeiro vôo a bordo de um balão, dirigido por Machuron.

Além do talento científico, Santos Dumont tinha as aptidões físicas perfeitas para um aeronauta de então, incluindo o peso diminuto.

Passou a trabalhar para Machuron e Lachambre, fazendo exibições em festas e exposições e logo dominava o funcionamento dos balões.

Em 04/07/1898, subiu ao céu o “Balão Brasil”, o primeiro construído por ele, que inovou pela forma esférica, pelos materiais, e por ser o menor já construído até então.

O próximo toque de gênio foi usar motores à explosão para conquistar a dirigibilidade dos balões. Contra todos os prognósticos, funcionou.

Depois disso, vencendo com talento científico, audácia, perseverança e coragem as leis da gravidade, do comodismo, da incredulidade e da inércia, Santos Dumont construiu 14 balões dirigíveis, experiências que culminaram, em 1906, com a primeira decolagem histórica de um objeto mais pesado que o ar.

Além do 14 Bis, outra obra prima de Santos Dumont é o avião Demoiselle, construído logo depois, que teve o projeto publicado gratuitamente numa revista científica da época, e cujas soluções técnicas originais servem ainda hoje como fundamentos da aeronáutica. Viva Santos Dumont!

1 - Os acidentes da vida do inventor não foram poucos. Mas, segundo relato contido no livro Segue “Meus Balões”, ele gostava de viver perigosamente: "Eu ia, ia, nas trevas. Sabia que avançava a grande velocidade mas não sentia nenhum movimento. Ouvia e recebia a procela, e era só. Tinha consciência de um grande perigo, mas este não era tangível. Uma espécie de alegria selvagem dominava os meus nervos. (…) Lá no alto, na solidão negra, entre os relâmpagos que a rasgavam, entre o ruído dos raios, eu me sentia como parte da própria tempestade!".
2 -
Em 1899, Santos Dumont levava uma bicicleta presa às cordas do Balão América, um pouco mais moderno que o Balão Brasil, mas ainda não dirigível. Provavelmente, era usada quando o balão ia parar em algum lugar distante, para que o aeronauta buscasse ajuda para o transporte do Balão de volta à Paris.
3 -
Santos=Dumont usava o sinal matemático de igualdade entre os dois sobrenomes para demonstrar a igual importância que dava às suas ascendências brasileira e francesa.
4 –
Santos Dumont é chamado “Pai da Aviação” porque toda prática da aviação é permeada por soluções por ele idealizadas. E um dos maiores exemplos são os hangares: o primeiro hangar do mundo foi construído por Santos Dumont em 1900, com 11 metros de altura, 7 de largura e 30 de extensão. E, com ele, surgiram também as primeiras portas deslizantes, também inventadas por Santos Dumont.
5 -
O sucesso das experiências de Santos Dumont com os motores a explosão em seus dirigíveis levou o magnata do petróleo Henry Deutsch de La Meurthe a oferecer um prêmio de 50.000 francos a quem, entre 1º de maio de 1900 e 1º de outubro de 1903, partisse do campo de Saint Cloud e, por seus próprios meios, sem tocar o solo e sem auxílio de terra, contornasse a Torre Eiffel e regressasse ao ponto de partida em no máximo 30 minutos. A distância percorrida seria de aproximadamente 30Km.

Santos Dumont realizou algumas tentativas com seus dirigíveis N° 4 e N° 5, chegando a sofrer um grave acidente, em 27 de agosto de 1901, com o N° 5: O balão perdeu gás e começou a murchar rapidamente, perdeu altitude, bateu numa chaminé e rasgou-se, explodindo no ar. Santos Dumont desmaiou e acordou pendurado no alto do Hotel Trocadero. Então escalou rapidamente as cordas do dirigível e, ajudado por bombeiros, conseguiu recuperar o motor do aparelho.

Mais tarde foi intimado pelo hotel a pagar 150 francos pelos estragos…

Menos de dois meses depois, em 19 de outubro de 1901, com o dirigível nº 6, Santos Dumont finalmente conquistou Prêmio Deutsch.

O qual foi integralmente doado por ele: metade para quitar dívidas alheias em casas de penhores, devolvendo ferramentas de trabalho e instrumentos musicais a pessoas necessitadas, e a outra metade entre seus mecânicos e colaboradores.

Com este feito, Santos Dumont provou ao mundo que o homem podia controlar o seu deslocamento pelos ares, e se tornou conhecido mundialmente.

Fonte: www.tvcultura.com.br

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