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Primeira República

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O Brasil tem uma república recente.

Tudo começou quando o Marechal Deodoro da Fonseca liderou um golpe militar que tomou o poder longe da monarquia e estabeleceu a república militar.

O Brasil monárquico falhou por uma série de razões que acabou em um golpe, em 1889, quando em 15 de novembro, o Marechal Deodoro da Fonseca reuniu cerca as forças armadas e liderou o grupo que proclamou a república brasileira, para a queda da monarquia constitucional brasileira e, portanto, do imperador Dom Pedro II.

A Proclamação da República (1889)

Primeira República
15 de novembro – Proclamação da República

Em 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca liderou o grupo que proclamou a república brasileira, tornando-se o primeiro presidente do país já teve. As províncias se tornaram estados e ganhou autonomia política para tomar suas próprias decisões.

O Brasil é oficialmente dividido em cinco regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

Regiões brasileiras

O Brasil é o maior país da América do Sul eo quinto maior do mundo, com uma área de 8,515,767 km².

O país está dividido em 26 estados e no Distrito Federal. Durante o século 20, o Brasil foi dividido pelo IBGE em três áreas diferentes: as mesorregiões, microrregiões e as macro-regiões.

A divisão macro-região é a divisão oficial adotada pelo governo brasileiro. Diferentemente da meso-região e micro-região, este tipo de divisão é uma regionalização administrativa e científica que obedece aos limites das fronteiras entre os estados brasileiros.

É composto por cinco macro-regiões: Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Eles foram criados de acordo com semelhanças físicas, políticas, sociais e econômicas.

Norte

A região Norte é a maior região do Brasil, que faz fronteira com seis países sul-americanos diferentes.

Amazonas (EM)
Roraima (RR)
Amapá (AP)
Pará (Pará)
Tocantins (TO)
Rondônia (RO)
Acre (AC)

Nordeste

Nordeste é a região brasileira com o maior litoral do país, o que torna a região muito atraente para os turistas de todo o mundo. Eles são uma fonte muito importante de renda para o Nordeste, milhares de turistas brasileiros e estrangeiros visitam o Nordeste anualmente em busca de belas praias, paisagens e sol.

Maranhão (MA)
Piauí (PI)
Ceará (CE)
Rio Grande do Norte (RN)
Pernambuco (PE)
Paraíba (PB)
Sergipe (SE)
Alagoas (AL)
Bahia (BA)

Centro-Oeste

O Centro-Oeste é a segunda maior região do Brasil pela área, mas em termos de população é a que menos povoada. É a única região que tem fronteiras com todas as outras regiões do Brasil e também com outros países. É por isso que bases militares foram construídas no passado, a fim de defender as fronteiras brasileiras. As fronteiras e a construção de Brasília ajudou a povoar esta região interior.

Mato Grosso (MT)
Mato Grosso do Sul (MS)
Goiás (GO)
Distrito Federal (DF)

Sudeste

O Sudeste é o centro vital do país, onde as maiores cidades, a maior densidade populacional, os maiores depósitos de minério de ferro, as maiores centrais hidroeléctricas, a maior rede ferroviária e os melhores portos estão concentrados. É a região industrial, comercial e financeiro mais importante do Brasil, empregando 70% da classe trabalhadora brasileira.

São Paulo (SP)
Rio de Janeiro (RJ)
Espírito Santo (ES)
Minas Gerais (MG)

Sul

O Sul pode ser a menor área do território brasileiro, mas sua população é duas vezes maior que o número de habitantes das regiões Norte e Centro-Oeste. Com um desenvolvimento relativamente igual nos setores primário, secundário e superior, esta população apresenta as maiores taxas de alfabetização registrados no Brasil, o que explica o desenvolvimento social e cultural da região.

Paraná (PR)
Rio Grande do Sul (RS)
Santa Catarina (SC)

Brasil – A Primeira República

O primeiro período republicano no Brasil, também chamado de Primeira República, e durou de 1889 a 1930. Foi controlado pelas oligarquias agrárias de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, ligadas à cultura cafeeira.

De 1889 a 1894, o Brasil foi dominado pelos setores militares envolvidos diretamente na proclamação da República. Chefe do governo provisório, o marechal Deodoro da Fonseca assumiu a Presidência em 1891. Desfavorecido pela oposição do Congresso à sua política econômica, Deodoro renunciou em novembro do mesmo ano. Seu vice, Floriano Peixoto, assumiu o governo e usou o apoio popular para radicalizar a luta contra os monarquistas.

Presidência civil

Republicano histórico, Prudente de Moraes, que governou entre 1894 e 1898, inaugurou a fase dos governos civis e a sucessão de presidentes eleitos pelo Partido Republicano Paulista (PRP) – Campos Salles (gravura ao lado) (de 1898 a 1902) e Rodrigues Alves (1902 a 1906) – e pelo Partido Republicano Mineiro (PRM) – Afonso Pena (1906 a 1909) e Wenceslau Braz (1914 a 1918). Formado pelas oligarquias paulista, mineira e fluminense, o núcleo central do republicanismo controlou as eleições, fez presidentes e dominou o país.

Política dos governadores

Com a intenção de garantir o domínio das grandes oligarquias sobre a república, o paulista Campos Salles montou um esquema de poder que ficou conhecido como “política dos governadores”: o presidente da República dava suporte aos candidatos oficiais nas disputas estaduais e os governadores apoiavam seu indicado nas eleições presidenciais. Para dar certo, o plano dependeu do poder dos coronéis sobre o eleitorado local e do controle da Comissão de Verificação de Poderes do Congresso Nacional, responsável pelos resultados eleitorais finais e pela diplomação dos eleitos.

Café-com-leite

Com a política econômica voltada à cafeicultura e os governadores garantindo a sustentação das oligarquias regionais, implantou-se a república do café-com-leite – alusão à aliança que alternou paulistas e mineiros no poder. Nem o governo do marechal Hermes da Fonseca (1910 a 1914), dominado pelo senador gaúcho Pinheiro Machado e seu programa de “salvações militares”, abalou a aliança. Na verdade, as salvações não passavam de intervenções do governo federal nos estados (Bahia, Alagoas, Pernambuco, Ceará) para substituir as oligarquias de oposição por grupos políticos aliados ao poder central.

Divisões

As primeiras rachaduras nessa estrutura aparecem no final da década de 1910. Em 1918, o paulista Rodrigues Alves é eleito para suceder o mineiro Venceslau Brás. Rodrigues Alves morre antes da posse, e paulistas e mineiros não chegam a um acordo para sua substituição. Lançam, então, o paraibano Epitácio Pessoa, que governa de 1919 a 1922. Seu sucessor é o mineiro Artur Bernardes (1922 a 1926), que não tem a unanimidade de paulistas e mineiros. Bernardes desperta uma oposição militar que desemboca nas revoltas tenentistas, tendo de governar sob estado de sítio. O paulista Washington Luís (1926 a 1930) também assume a Presidência sem a sustentação das lideranças de seu estado. Enfrenta o endividamento interno e externo do país, a retração das exportações e, a partir de 1929, os problemas provocados pela crise econômica mundial.

Aliança Liberal

Pela política do café-com-leite, cabe ao PRM indicar o candidato à sucessão de Washington Luís. O partido já tem um nome, o do governador de Minas Gerais, Antônio Carlos. Sustentado pelo PRP, o presidente lança o nome de Júlio Prestes, governador de São Paulo. O gesto rompe o acordo das oligarquias paulista e mineira. Com o apoio do Rio Grande do Sul e da Parasíba, o PRM compõe a Aliança Liberal, que parte para a disputa tendo o gaúcho Getúlio Vargas como candidato a presidente e o paraibano João Pessoa, a vice. Em abril de 1930, a chapa de Júlio Prestes vence a eleição. Inconformados, os aliancistas provocam a Revolução de 1930, que põe fim à República Velha.

História

Durante muito tempo a fase inicial da República brasileira foi chamada de “República Velha”.

O termo nasceu após 1930, quando um movimento liderado por Getúlio Vargas derrubou os grupos políticos e sociais que então comandavam o país.

Os novos governantes definiram seu tempo como “República Nova” e trataram o período anterior como “velho”, “ultrapassado”, “encerrado”.

Outra expressão usada pra designar os primeiros tempos republicanos no Brasil é “República Oligárquica”. Esse termo enfatiza o fato de que o poder, naquele período, se concentrava nas mãos das oligarquias estaduais, ou seja, das poderosas famílias latifundiárias.

O NASCIMENTO DE NOSSA REPÚBLICA

No dia 15 de novembro de 1889, a república foi proclamada no Brasil.

Deposto, Pedro II e sua família foram obrigados a partir para o exílio em Portugal.

O país passava pela primeira grande mudança de forma de governo desde a proclamação da independência.

Os republicanos estavam divididos em vários grupos.

Alguns, como o advogado Silva Jardim, propunham transformações mais radicais, com a abertura de espaços na política para a atuação popular.

Outros, como o jornalista Quintino Bocaiuva, defendiam mudanças mais moderadas e limites para a participação política da sociedade.

Existia também um terceiro grupo, composto de positivistas liderados por Benjamim Constant, que eram partidários da instauração de uma “ditadura republicana” controlada por militares. No embate entre esses grupos, prevaleceu a moderação e o interesse em manter a ordem social vigente. Os militares, que lideraram a proclamação da república, assumiram o comando do governo provisório, instituído após a queda da monarquia.

O GOVERNO DEODORO DA FONSECA

A chefia do governo provisório foi assumida pelo marechal Deodoro da Fonseca, um dos líderes da proclamação da república.

O novo governo era composto de representantes das várias tendências republicanas, com exceção dos radicais. Ele dissolveu as Assembleias Provinciais e as Câmaras Municipais e destituiu os presidentes de províncias (governadores da época). Iniciava-se o processo de reorganização do poder político, que não impediu o domínio das oligarquias locais, mas assegurou sua obediência ao novo regime.

O novo governo convocou eleições para a Assembleia Constituinte, que elaborou um projeto constitucional. Em fevereiro de 1891, nascia a primeira Constituição do Brasil Republicano. A Assembleia, transformada em Congresso Nacional, também escolheu, por eleição indireta, Deodoro da Fonseca como presidente constitucional e o marechal Floriano Peixoto como vice.

A forte centralização política nas mãos do presidente, porém, desagradou os setores oligárquicos regionais, que defendiam maior autonomia para os estados.

Além disso , exigiam uma participação mais ativa na definição dos rumos econômicos do Brasil, que, desde 1890, vivia uma profunda crise financeira, conhecida com Encilhamento. As dificuldades políticas levaram Deodoro a dissolver o Congresso e a defender reformas constitucionais que lhe assegurassem maiores poderes, o que desagradou ainda mais os opositores do governo. Pressionado, Deodoro acabou renunciando à presidência em novembro de 1891.

A REPÚBLICA SE CONSOLIDA

Floriano Peixoto assumiu a presidência em 1891 e se esforçou para controlar a inflação e recuperar a economia.

Apesar de as novas medidas não terem resolvido a crise econômica, algumas delas levaram o governo a obter algum apoio popular, sobretudo entre trabalhadores pobres da capital federal.

O controle dos preços dos alugueis e de alguns alimentos e a isenção de impostos nas vendas de carne, por exemplo, atenuaram os protestos populares contra a nascente república. Floriano consolidou o regime republicano por meio da centralização política e do comando rigoroso das forças armadas.

Ele enfrentou as duas principais manifestações do período: a Revolta da Armada e a Revolução Federalista. Nos dois casos, a repressão foi violenta e o governo republicano mostrou sua disposição de não tolerar mobilizações oposicionistas.

A Revolta da Armada explodiu em setembro de 1893. Os oficiais da marinha do Rio de Janeiro recusaram o domínio do exército e a limitada participação da armada na política brasileira. Insatisfeitos, eles se rebelaram e exigiram novas eleições.

Os conflitos se prolongaram até março de 1894 e incluíram o bombardeio da cidade do Rio de Janeiro pelos encouraçados da marinha. A Revolução Federalista estourou no Rio Grande do Sul, em 1893.

Os combates foram travados entre republicanos partidários de Floriano Peixoto, que defendiam o presidencialismo e a forte centralização e federalistas, defensores de um Estado parlamentarista menos centralizado.

As lutas se estenderam pelo Rio Grande do Sul e atingiram os estados de Santa Catarina e Paraná. A revolta foi derrotada pelo governo, em 1895, deixando um saldo de aproximadamente 10 mil mortos.

POLÍTICA DOS GOVERNADORES

Em 1894, Prudente de Moraes ganhou as eleições pelo Partido Republicano Federal, tornando-se o primeiro presidente civil do Brasil.

A principal aliança ocorria entre os setores oligárquicos mineiro e paulista.

São Paulo, grande produtor de café, era a principal força econômica do país. Já Minas Gerais, produtor de leite, era o estado com o maior número de eleitores. Por esse motivo, muitos historiadores usaram a expressão “política do café com leite” para definir o período.

Embora essa associação entre as elites dos dois estados tenha sido fundamental, é equivocada a ideia de que mineiros e paulistas se alternavam na presidência.

Os três primeiros presidentes civis, por exemplo, foram paulistas, mas teve presidente gaúcho, paraibano e até fluminense, embora este tenha feito toda sua carreira política em São Paulo.

Apesar de os políticos e os cafeicultores do estado de São Paulo e Minas Gerais terem forte influência política durante a Primeira República, os acordos oligárquicos não se resumiam ao “café com leite”. Pelo contrário, havia muitas divergências internas, e representantes de outros estados também governavam.

O principal exemplo desse jogo político foi chamada de política dos governadores.

A política dos governadores ou política dos estados, arquitetada por Campos Salles, foi um sistema de alianças entre o governo federal e os governos estaduais, estes últimos controlados pelas oligarquias locais.

O governo federal procurava não interferir nas disputas locais e atribuía aos presidentes dos estados (governadores) a definição de seus representantes no Congresso. Tais representantes eram escolhidos em eleições diretas, quase sempre fraudulentas, e se comprometiam a apoiar a presidência.

A Comissão de Verificação de Poderes, controlada por pessoas ligadas ao presidente e encarregada de diplomar os deputados eleitos (validar a eleição), impedia que eventuais candidatos da oposição chegassem ao Congresso. Por meio desses acordos, o governo central ganhava força, neutralizava os parlamentares da oposição e garantia a manutenção do controle político local pelas oligarquias estaduais.

O sistema articulava os diferentes estados da União; porém, os estados economicamente mais fortes tinham mais peso nas decisões. Dessa forma, apesar de não ter havido nenhum presidente de São Paulo por vinte anos, a oligarquia paulista manteve-se hegemônica.

Fonte: thebrazilbusiness.com/Enciclopédia do Brasil

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