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Guerra da Cisplatina

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Guerra da Cisplatina – O que foi

A desconfiança entre os dois países surgiu quando o Brasil ainda era formalmente ligado à sua metrópole.

As tropas luso-brasileiras invadiram e dominaram a Cisplatina, antigo nome do Uruguai, no ano de 1816, levantando os clamores de Buenos Aires, independente desde 1810 do domínio espanhol.

Com o levante do exilado uruguaio Antonio Lavalleja em abril de 1825 contra o dominio brasileiro, começam as escaramuças. As Províncias Unidas do Prata entram no conflito em apoio a Lavalleja, esperando recuperar o domínio sobre aquela região. Em novembro de 1825, Buenos Aires envia ao império nota declarando a decisão de incorporar a Cisplatina às Provincias Unidas. D. Pedro declara guerra à Buenos Aires no dia 10 de dezembro. No início de janeiro de 1826 começa a mobilização das forças argentinas para a guerra.

Terminada a rápida campanha pela independência, a marinha imperial apresentava-se como a maior força naval da America Latina.

Com o material conquistado à ex-metrópole, com as novas aquisições e construções, tinha o Império à disposição uma força naval de 94 navios artilhados com 680 canhões. Entretanto, a bem da verdade uma série destas naves não apresentava condições de navegabilidade. Outro problema era que a maior partes da esquadra consistia de navios de grande calado (fragatas e corvetas), inadequadas para o uso sobre as águas do estuário do Prata. De qualquer forma, era uma esquadra formidável para os padrões da época em um país recém-independente.

A marinha sob as ordens de Buenos Aires era composta de 19 navios de diversos tipos, sobretudo de veleiros de pequeno porte. Estas naves eram artilhadas por 135 canhões.

Somado a esta frota existiam os navios corsários que, sob patrocinio de Buenos Aires, procuravam interromper o comércio nas costa brasileiras.

Defesa da Corveta Maceió – Eduardo de Marino ( Museu Histórico Nacional).

A característica do conflito foi o bloqueio dos portos argentinos e do estuário do Prata pela esquadra brasileira, enquanto os navios corsários ou de menor porte da frota argentina tentavam atrair os navios brasileiros para as águas rasas, onde a manobrabilidade dos primeiros era superior.

Uma série de combates ocorreu até o final da guerra. Contudo, a maioria se mostrou inconcluso, ou com os navios argentinos buscando a segurança do Prata quando em desvantagem ou com a incapacidade dos navios brasileiros em perseguir navios mais rápidos em mar aberto. Mesmo assim, alguns encontros se mostraram de particular ferocidade, como os combates de Corales, Pozos e Lara-Quilmes.

O que provocou a Guerra Cisplatina ? O que ficou estabelecido no acordo que pôs fim ao conflito ?

Com pretenções de anexar a Banda Oriental ou Cisplatina (antigos nomes do Uruguai) a Confederação das Províncias Unidas do Prata, a Confederação Argentina incentiva os patriotas uruguaios, liderados por Juan Antonio Lavalleja por meio de apoio político e suprimentos a se levantarem contra a dominação brasileira na região.

O conflito se originou em 1825, quando líderes separatistas uruguaios, como Fructuoso Rivera e Lavalleja, proclamaram a independência da região.

Lavalleja desembarcou na Cisplatina com sua tropa e com o apoio da população declarou a incorporação da Banda Oriental do Uruguai às Províncias Unidas do Rio da Prata, atual Argentina.

A resposta do governo imperial do Brasil foi a declaração de guerra à Argentina.

Guerra da CisplatinaLavalleja

Um exército argentino atravessou o rio da Prata, fazendo sua base em Durazno, e o movimento iniciou-se com a invasão do território brasileiro pelo general Carlos María de Alvear (1826). O visconde de Barbacena, comandando as tropas imperiais, chocou-se com os argentinos na batalha de Ituzaingó.

O imperador Dom Pedro I envia esquadra naval para bloquear o estuário do rio da Prata, assim como os portos de Buenos Aires. A Argentina revida, atacando o litoral gaúcho. Contudo, a pressão naval brasileira consegue, com o tempo, estrangular o comércio argentino.

Dom Pedro I inicia a ofensiva terrestre a partir do final de 1826, por meio da reunião de tropas no sul do Brasil. Suas tropas são formadas, em sua maioria, por voluntários e por algumas unidades de mercenários europeus.

A dificuldade de D. Pedro I em reunir forças para o combate se deve em grande parte ao fato de seu governo estar enfrentando na mesma época várias rebeliões populares e levantes militares nas províncias do recém-independente Brasil (inclusive na capital Rio de Janeiro).

A falta de tropas atrasa em muito a capacidade de responder ao apoio de Buenos Aires ao levante no sul (por volta de 1826 o apoio argentino não é mais somente político e logístico, já há convocação de tropas para lutar contra o império).

A guerra é marcada por diversos pequenos encontros e escaramuças de grupos armados de ambos os lados. estes encontros em nada contribuíram para o impasse político e militar.

Somente as batalhas de Sarandi e Passo do Rosário foram encontros militares de maior vulto. Em ambos, o exército imperial foi derrotado. Contudo, graças a falta de recursos humanos e logísticos de Argentina e Uruguai para explorarem estas vitórias, elas foram de pouco proveito.

A perda da Cisplatina foi mais um motivo para o crescimento da insatisfação com o governo de Dom Pedro I. Na realidade, a guerra era impopular desde o início, pois para muitos brasileiros representava aumento de impostos para o financiamento de mais uma guerra.

Guerra da Cisplatina
Guerra da Cisplatina

Quando o Brasil assinou o acordo pela independência da região, muitos utilizaram isto como argumento para tornar ainda mais impopular o governo, alegando que o imperador havia depauperado os cofres públicos e sacrificado a população por uma causa perdida. Entretanto, a Guerra da Cisplatina não foi o motivo da abdicação do imperador em 1831.

Ela se insere dentro de outros que concorreram para sua queda; entre eles, sem dúvida, seu estilo centralizador de governar foi o principal.

Guerra da Cisplatina – Luta

Luta entre o Brasil e a Argentina pela posse da Banda Oriental, atual Uruguai.

A guerra estende-se de 1825 a 1828.

Pertencente ao Vice-Reinado do Prata que se havia tornado independente da Espanha em 1816, o território é anexado ao Brasil em 1821, com o nome de Província Cisplatina.

Localizada na entrada do estuário do Prata, a Cisplatina (ou Banda Oriental) é uma área estratégica para brasileiros e argentinos em relação ao controle da navegação e do comércio de toda a bacia platina.

O Brasil tenta mantê-la como província do Império.

A Argentina pretende retomá-la ou, pelo menos, recuperar o controle político sobre ela.

No confronto com o Brasil, a Argentina alia-se aos patriotas uruguaios liderados por Juan Antonio Lavalleja e Fructuoso Rivera.

Guerra da CisplatinaRivera

Com o apoio do governo de Buenos Aires, eles conseguem desembarcar tropas em território da Cisplatina e marchar para Montevidéu.

Cercam a capital e proclamam a independência uruguaia em 1825.

Reação brasileira

Dom Pedro I manda uma esquadra bloquear a entrada do estuário do rio da Prata.

A Argentina responde atacando o litoral sul do Brasil.

O imperador brasileiro envia tropas, que incluem mercenários contratados na Europa, a fim de sitiar Montevidéu.

Em fevereiro de 1827, elas são derrotadas na Batalha do Passo do Rosário.

Entre 1827 e 1828, enquanto crescem as dificuldades brasileiras, aumenta a intervenção diplomática inglesa.

A posição britânica prevalece, e, em 27 de agosto de 1828, Brasil e Argentina reconhecem a independência do Uruguai.

A derrota enfraquece o imperador e fortalece os adversários, que exigem sua renúncia.

Em resumo, o conflito cisplatino dá-se no contexto da formação de dois países, Brasil e Argentina, sendo a primeira grande guerra das nações em formação, além de repercutir internamente de forma negativa para os seus governos.

Guerra da Cisplatina – História

Guerra da Cisplatina
Guerra da Cisplatina

O Uruguai originalmente foi colonizado pela Espanha.

Contudo, em 1821, Dom João VI anexou-o ao Brasil, dando-lhe o nome de Província da Cisplatina.

Guerra da Cisplatina durou de 1825 a 1828 e colocou o Brasil contra a Argentina, para ver quem iria ficar com a posse do atual Uruguai.

Contudo, o conflito estava atrapalhando os interesses da Inglaterra, pois esses três países estavam deixando de comprar os produtos industrializados ingleses para gastar com a guerra.

Desse modo, a Inglaterra interferiu no conflito e decidiu: o Uruguai seria um país independente (ou seja, não seria nem do Brasil, nem da Argentina).

Este foi outro fato que contribuiu para aumentar o descontentamento e a oposição ao governo de D.Pedro I.

Entre 1825 e 1828, o Brasil se envolveu na Guerra da Cisplatina, conflito pelo qual esta província brasileira (atual Uruguai) reivindicava a independência.

A guerra gerou muitas mortes e gastos financeiros para o império.

Derrotado, o Brasil teve que reconhecer a independência da Cisplatina que passou a se chamar República Oriental do Uruguai.

Guerra da Cisplatina – 1825-1828

A guerra entre a Argentina e o Império do Brasil surgiu da rivalidade colonial latente entre Espanha e Portugal pelo controle da Banda Oriental, território que compreende o atual Uruguai.

No ano de 1806, a Grã-Bretanha em guerra com a Espanha, uma frota foi despachada para o Rio de la Plata, sob o comando de Sir Home Popham, que atacou Montevidéu, mas foi repelido. Uma segunda tentativa, feita no ano seguinte com uma força maior, foi mais bem-sucedida e, em 23 de janeiro de 1807, os ingleses capturaram o forte de Montevidéu após um cerco de oito dias. Eles foram obrigados, no entanto, a evacuar sua posição alguns meses depois, quando o General Whitelocke foi derrotado em Buenos Aires.

O movimento pela independência do Uruguai começou com a declaração de independência em Buenos Aires em 23 de maio de 1810. O Uruguai foi declarado parte das Províncias Unidas do Rio de la Plata e em 18 de maio de 1811, as tropas espanholas foram derrotadas e totalmente derrotadas pelo general uruguaio, Jose Artigas.

As forças portuguesas tomaram a área após a derrota no início de 1817 do exército liderado por José Gervasio Artigas, o ex-líder da independência do Uruguai que também havia participado da luta pela independência argentina. Após sua independência de Portugal em 1822, o Brasil foi confrontado por distúrbios na Banda Oriental.

As relações entre a Argentina e o Brasil permaneceram tensas nos anos seguintes e deterioraram-se vertiginosamente após 1824, quando as negociações bilaterais para a criação de uma nação uruguaia independente foram interrompidas.

O Brasil reclamou o território do Uruguai e, enviando uma grande força para ocupar o país, tomou posse dele e, em 9 de maio de 1824, o imperador do Brasil declarou o território a ser incorporado ao Brasil como Província Cisplatina. Em 19 de abril de 1825, um grupo de revolucionários uruguaios (os famosos Trinta e Três Heróis) liderado por Juan Antonio Lavalleja, reforçado por tropas argentinas, cruzou o Rio de la Plata de Buenos Aires e organizou uma insurreição que conseguiu ganhar o controle sobre o interior.

A invasão da Banda Oriental em abril de 1825 lançada do território argentino por um grupo de patriotas uruguaios, os Trinta e Três Imortais (também chamados de Trinta e Três Orientais ou Orientais), desencadeou um movimento insurgente na área disputada como eles juntaram-se a vários milhares de apoiantes.

Acusações acrimoniosas foram feitas pelo Brasil de que a Argentina havia fornecido apoio material para a invasão.

Em maio de 1825, a guerra parecia iminente. O governo argentino, entretanto, não tinha nem exército permanente nem força naval à sua disposição.

Durante os anos de caos político e guerra civil que se seguiram à independência, os dois corpos militares se desfizeram. Em 31 de maio, um novo exército nacional foi organizado, com um estado-maior geral, quatro batalhões de infantaria, seis regimentos de cavalaria, um batalhão de artilharia e uma companhia de engenheiros.

Cada uma das nove províncias do país foi chamada a enviar um complemento de soldados proporcional ao tamanho de sua população, que seria determinado pelo governo nacional.

Na véspera da batalha, um esquadrão naval comandado pelo almirante irlandês Guillermo Brown foi organizado. O comando supremo de ambas as forças estava a cargo do primeiro presidente nacional da Argentina, Bernardino Rivadavia.

A maior parte dos habitantes do país resistiu à anexação brasileira e declarou-se independente. Em 25 de agosto de 1825, em uma cidade da área libertada, representantes da Banda Oriental declararam a independência do território do Brasil e sua incorporação às Províncias Unidas do Rio de la Plata. Habilmente auxiliados pelo governo de Buenos Aires, eles derrotaram as tropas brasileiras em 12 de outubro de 1825.

Em dezembro de 1825, o Brasil declarou guerra à Argentina por supostamente ter quebrado sua neutralidade ao ajudar os insurgentes uruguaios, uma alegação negada pelo governo argentino.

Durante o primeiro ano do conflito, a maioria das batalhas ocorreu no mar, enquanto a pequena e mal equipada marinha tentava quebrar o bloqueio do Brasil ao porto de Buenos Aires.

O exército permaneceu em um estado de desordem, no entanto. Quase metade de seus 8.000 soldados foram recrutados à força e não estavam dispostos e despreparados para lutar.

Houve também uma grande escassez de armamento. Das 1.331 carabinas relatadas no arsenal argentino em janeiro de 1826, apenas 54 estavam em condições de uso.

As forças argentinas estavam em desvantagem em face dos militares brasileiros mais bem treinados e equipados, mas logo foram capazes de vencer muitas das batalhas da guerra.

As contribuições coletadas pelo governo nacional da população argentina inicialmente permitiram que o exército e a marinha argentinos se equipassem. Posteriormente, os argentinos puderam confiscar armas e equipamentos das forças brasileiras caídas ou em retirada. Na Batalha de Juncal, em fevereiro de 1827, a marinha argentina teria não apenas derrotado a esquadra naval brasileira, mas também incorporado em sua própria frota os navios remanescentes dos derrotados brasileiros. Mais tarde naquele mesmo mês, a maior batalha terrestre da guerra, a Batalha de ItuzaingO, foi travada e vencida pelo exército argentino.

O conflito durou quase três anos até que sua solução mediada resultou na criação do Uruguai como um estado-tampão independente entre as duas potências rivais. Em 1828, Lord John Ponsonby, enviado do Ministério das Relações Exteriores britânico, propôs tornar a Banda Oriental um estado independente.

A Grã-Bretanha estava ansiosa para criar um estado-tampão entre a Argentina e o Brasil para garantir seus interesses comerciais na região.

Guerra da Cisplatina
Região da Cisplatina

Com mediação britânica, Brasil e Argentina assinaram o Tratado de Montevidéu no Rio de Janeiro em 27 de agosto de 1828, por meio do qual Argentina e Brasil renunciaram às suas reivindicações aos territórios que se tornariam partes integrantes do novo estado independente em 3 de outubro. No entanto, Argentina e O Brasil manteve o direito de intervir em caso de guerra civil e de aprovar a constituição do novo estado.

Sob os termos de paz acordados em meados de 1828, os dois países retirariam suas forças militares por um período de dois meses e se comprometeram a garantir a independência do Uruguai pelos próximos cinco anos. A Grã-Bretanha, mediadora e parte não totalmente desinteressada da disputa, conseguiu impedir a Argentina de anexar o Uruguai e, assim, impedi-la de controlar o estuário do Rio de Ia Plata.

Tanto o Brasil quanto a República Argentina reconheceram a independência anteriormente declarada em La Florida pelos patriotas uruguaios. As tropas argentinas e brasileiras começaram sua retirada, enquanto uma assembléia constituinte redigia a constituição do novo país, criava sua bandeira e brasão e promulgava legislação.

Um congresso constitucional se reuniu em novembro do mesmo ano e nomeou o general Rondeau como governador provisório.

A constituição foi aprovada oficialmente em 18 de julho de 1830, após ter sido ratificada pela Argentina e pelo Brasil. Estabeleceu uma república unitária representativa – a Republica Oriental del Uruguay (República Oriental do Uruguai), a palavra oriental (oriental) representando o legado da designação original do território como Banda Oriental. A constituição restringia a votação, tornava o catolicismo romano a religião oficial e dividia o território em nove jurisdições administrativas conhecidas como departamentos. O General Fructuoso Rivera foi eleito o primeiro Presidente e empossado em 6 de novembro do mesmo ano.

Fonte: www.geocities.com/EncBrasil/www.exuperyjau.com.br/colegiomarista.org.br/www.globalsecurity.org

 

 

 

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