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Teologia da prosperidade

Evangelho de Jesus é muito longe de saúde e riqueza

Os cristãos que têm uma forte crença em um Jesus divino pode se sentir razoavelmente seguro das distorções, caricaturas humilhante daquele que vemos entre os artistas e estudiosos pós-modernas. Mas há armadilhas mais sutis dentro da própria Igreja e muitas cilada, porque eles são definidos por pregadores e professores que muitos de confiança.

Você não precisa ir muito longe através da televisão ou na Internet, ou talvez em sua própria comunidade, para encontrar um pregador cristão que irá dizer-lhe que Jesus quer que você viva bem e rico.

Esta versão não-ortodoxo do evangelho de Jesus é referido como “teologia da prosperidade” ou o evangelho “saúde e riqueza”. Não há nada de intrinsecamente errado com o estar bem e rico. Mas, como uma base para a teologia, está longe de ser a boa notícia do evangelho que Jesus pregou.

Os pregadores da prosperidade geralmente não têm problemas em atrair um grande número de seguidores, uma vez que apelar para o mais vil dos instintos humanos: o desejo de evitar o sofrimento (ser saudável) e o desejo de gratificação (ser rico).

A vida de Jesus na terra está longe de ser um exemplo do evangelho da saúde e da riqueza. É verdade que não há nenhum registro de que ele nunca esteve doente. E, como o Filho de Deus pode-se argumentar que ele tinha a riqueza do céu à sua disposição.

Mas quando ele veio para a terra, ele se esvaziou de suas prerrogativas divinas e tomou sobre si “a forma de servo, e [veio] à semelhança de homens” ( Filipenses 2: 7 ). Ele veio como um humilde servo, identificando-se com a fraqueza e fadiga da condição humana ( Marcos 10:45 ; Filipenses 2: 8 ; Hebreus 2: 17-18 ; 04:15 ; 5: 8 ).

Quanto à riqueza, Jesus disse de si mesmo: “As raposas têm suas tocas e as aves do céu têm ninhos, mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça” ( Mateus 8:20 ).

Jesus veio à terra como um servo e viveu como um servo, sem se preocupar com o conforto material. E seus apóstolos viveram da mesma maneira.

O apóstolo Paulo interrompeu seu trabalho missionário para fazer tendas para sustentar sua própria subsistência ( Atos 18: 3 ). Parece que se evangelho de Jesus tinha incluído riqueza, teria demonstrado esse fato em sua vida e as vidas de seus apóstolos.

Quanto à saúde, Jesus certamente reverteu os efeitos da doença. Mas ele não o fez, principalmente para aliviar o sofrimento, mas para demonstrar o poder do reino de Deus sobre o reino das trevas ( Atos 10:38 ). Jesus não curou todos que estavam sofrendo. De fato, em um “hospital”, o tanque de Betesda em Jerusalém, ele curou apenas uma pessoa de muitos doentes que ali estavam reunidos ( João 5: 1-9 ).

A imagem de Jesus pintado por pregadores da prosperidade tem pouca semelhança com o Jesus do Novo Testamento. Eu poderia citar outros exemplos de como Jesus está sendo deturpado em nossa cultura.

É verdade que vários ensinamentos da Igreja se desviaram da Escritura por dois mil anos. Mas nunca em minha vida tenho observado que eles sejam tão sutil e difundida como são hoje. O desafio para cada cristão é saber a verdade das Escrituras tão bem que os erros são imediatamente aparentes.

Estamos todos familiarizados com Muzak, ou “música de elevador” O fundo musical onipresente que joga em elevadores, shoppings, lojas de departamento, aeroportos e outros locais. Muzak pode ser a razão de uma canção, por vezes, aparece espontaneamente em sua consciência. Porque música de elevador está sempre lá, prestamos pouca atenção consciente a ela, ainda que nossas mentes subconscientes estão levando tudo.

Mensagens culturais pode ser como este pano de fundo a música sempre ligado, sempre serem absorvidos pelo cérebro, de forma consciente ou não. E incluindo mensagens religiosas mensagens sobre Jesus Cristo, fazem parte desse ruído de fundo cultural.

O que são

São grupos religiosos independentes do catolicismo e do Protestantismo, que atribuem suas doutrinas a uma especial revelação Divina.

As principais igrejas dessa corrente no Brasil são Adventista, Mórmon e Testemunhas de Jeová.

Fonte: www.christianitytoday.com

Cristãos Independentes

Cristãos independente no Brasil

Igreja Universal do Reino de Deus, Igreja Renascer em Cristo.

Você sabia que:

As igrejas dessa corrente pregam a Teologia da Prosperidade, pela qual o cristão está destinado à prosperidade terrena, e rejeitam os tradicionais usos e costumes pentecostais. Também são mais liberais em questões morais. As principais igrejas são as neopentecostais, que se instalam no país na segunda metade da década de 70.

Fundada por brasileiros, a Universal do Reino de Deus (Rio de Janeiro, 1977), a Internacional da Graça de Deus (Rio de Janeiro, 1980), a Comunidade Evangélica Sara Nossa Terra (Goiás e Distrito Federal, 1976) e a Renascer em Cristo (São Paulo, 1986) estão entre as principais. Encabeçado pela Igreja Universal, o neopentecostalismo constitui a vertente cristã que mais cresce

Atualmente, segundo o sociólogo Ricardo Mariano, autor do livro Neopentecostais, Sociologia do Novo Pentecostalismo no Brasil (Editora Loyola), o neopentecostalismo expande-se principalmente entre os mais pobres e os menos escolarizados da população.

No Brasil, o crescimento vertiginoso dos cristãos independentes está associado ao uso intensivo da mídia eletrônica e ao método empresarial de funcionamento. Por causa de sua grande ascensão em todo o mundo no século XIX, o fenômeno já é considerado por alguns como “a maior revolução do cristianismo depois de Lutero”.

Igreja Universal do Reino de Deus

Igreja Universal do Reino de Deus – Fundada pelo bispo Edir Macedo em 1977, é a principal igreja neopentecostal brasileira e a que mais cresce no país.

Após as reuniões, caracterizadas por muito canto, os obreiros ouvem as queixas dos fiéis.

Em 1995, segundo a World Christian Encyclopedia, são 4 milhões de adeptos no Brasil.

Quatro anos antes, o Censo de 1991 regista um número bem inferior: 268 mil membros.

Igreja Renascer em Cristo

Fundada em 1986 pelo casal Estevam e Sonia Hernandes, começou numa pizzaria na Zona Sul de São Paulo e hoje tem mais de 200 templos, inclusive no exterior. Foi a responsável pela moda da música gospel no país. Tem milhares de jovens entre seus adeptos e é a igreja neopentecostal que mais agrega pessoas da classe média, cerca de 20%, entre seus membros.

Você sabia que em 2000, segundo a World Christian Encyclopedia, existem cerca de 2 mil templos da Igreja Universal do Reino de Deus no Brasil – o maior fica em São Paulo e abriga 25 mil pessoas.

Cristãos independente no mundo

Características

Vertente do cristianismo formada por grupos autônomos que extrapolam as tradições pentecostais clássicas. Abrange o vasto mundo neopentecostal e carismático, este último também presente no interior das correntes cristãs históricas.

Por registrar um crescimento vertiginoso no século XX, o cristianismo independente é visto por muitos estudiosos como uma nova revolução no cristianismo, depois da Reforma de Lutero (século XVI).

As igrejas possuem organização e vida própria, sem vínculos institucionais com qualquer autoridade central. Algumas estão restritas a uma comunidade local e as lideranças se impõem de forma espontânea, em geral pelo carisma. Outras integram uma rede de alcance nacional e até internacional. Nessas igrejas, a estrutura é mais rígida e as autoridades precisam ascender na hierarquia.

O princípio de autonomia remonta às igrejas da Reforma, que construíram ao longo da história as próprias tradições (teológicas, litúrgicas e de organização), dentro das quais as diversas fundações se alocaram. As igrejas do cristianismo independente radicalizam a tendência.

Características – As igrejas têm origem no movimento pentecostal e, por isso, incorporam concepções e práticas típicas dessa vertente, com destaque para a vivência íntima dos fiéis com o Espírito Santo e o forte tom emotivo dos cultos.

Outras características são exclusivas do neopentecostalismo. Uma delas é a presença marcante na mídia, que cria uma relação individualizada dos adeptos com a propaganda da fé e confere um ar light à igreja. Também há uma acentuação dos ritos de exorcismo e cura, quase sempre o marco da conversão do fiel a uma determinada igreja. A expulsão do demônio é a garantia de uma vida bem-sucedida e feliz.

Por fim, o eixo que articula todas essas práticas é a Teologia da Prosperidade. Desenvolvida nos Estados Unidos, na década de 1970, assegura que o sucesso e a felicidade devem ser alcançados nesta vida por meio da fé. Esta se confirma pelas doações de bens e dinheiro à igreja.

Fonte: www.geocities.com

Cristãos Independentes

Teologia da Prosperidade: tentativa de barganha com Deus

A imprensa noticiou nos últimos dias que os fundadores da Igreja Renascer em Cristo, o apóstolo Estevam Hernandes e sua esposa, Sonia Hernandes, fizeram um acordo com a Justiça norte-americana.

O problema começou no dia 9 de janeiro, quando os religiosos brasileiros foram detidos por agentes da FBI no aeroporto de Miami. E o motivo da prisão é que o casal tentou entrar nos Estados Unidos com US$ 56 mil não declarados, além de mais R$ 120 mil em dinheiro vivo.

Como notícias que articulam escândalo e religião sempre são de grande interesse, o episódio chamou a atenção da opinião pública. Mas para compreender melhor esse fato é preciso lembrar que ele está inserido em um contexto maior, de caráter teológico, pois a Renascer é uma das instituições religiosas brasileiras que fundamenta seu discurso e sua prática nas propostas da Teologia da Prosperidade.

Os estudiosos da Teologia da Prosperidade apontam seu surgimento nos Estados Unidos, nas décadas de 50 e 60 do século passado. De acordo com o professor Leonildo Silveira Campos, trata-se de um conjunto de crenças “que afirma ser legítimo ao crente buscar resultados, ter fortuna favorável, enriquecer, obter o favorecimento divino para a sua vida material ou simplesmente progredir”.

Paul Freston, por outro lado, afirma que nessa proposta teológica “o princípio básico da prosperidade é a doação financeira, entendida não como um ato de gratidão ou devolução a Deus (como na teologia tradicional), mas como um investimento. Devemos dar a Deus para que ele nos devolva com lucro”.

Nesse sentido, um olhar mais atento sobre as propostas da Teologia da Prosperidade pode levantar algumas preocupações. A primeira é que o discurso de prometer a felicidade terrena encontra um solo fértil em um país em que há um grande nível de exclusão social, o que possibilita a manipulação de mentes e de corações em nome da fé.

A segunda é que com isso a religião assume a lógica do consumo e do mercado, para quem a dignidade do ser humano depende daquilo que ele tem, e não daquilo que ele é. Isso leva à idéia de que ter mais dinheiro significa ser mais amado por Deus, o que está na contra mão da proposta e da prática de Jesus. Uma terceira preocupação é que na onda da Teologia da Prosperidade a própria religião se transforma em apenas mais um item da cultura do consumo.

Um quarto problema é que a Teologia da Prosperidade leva a uma fé individualista e egoísta, em que a felicidade pessoal é absolutizada e o bem da coletividade fica em segundo plano.

A lógica da Teologia da Prosperidade, portanto, fundamenta-se nas promessas de sucesso material e financeiro para quem é fiel a Deus. Como conseqüência, o nível de sucesso depende do valor da contribuição financeira.

Assim, seu discurso apresenta uma proposta de troca, de barganha entre o fiel e Deus. Mas como Deus não vem pessoalmente receber as doações, elas devem ser entregues àqueles que se colocam como representantes do divino.

Diante das preocupações levantadas, fica aos cristãos a tarefa de substituir a Teologia da Prosperidade por uma Teologia da Gratuidade. Vale a pena, então, refletir sobre um fato atribuído à Madre Teresa de Calcutá. Conta-se que um homem a viu cuidando das feridas de um doente e, com a intenção de ser simpático, afirmou que não teria coragem de fazer o mesmo nem que fosse para ganhar um milhão de dólares.

Diante disso, a afirmação da Madre Teresa foi a seguinte: “Por um milhão de dólares eu também não faria. Faço por amor”.

Sim, só pela gratuidade do amor vale a pena amar a Deus e consumir a vida por Ele. Só por amor faz sentido entregar-se a Deus com generosidade e confiança, sem ficar fazendo contas de ganhos e perdas com mentalidade bancária e financeira.

E só por amor é possível abraçar o seguimento a Jesus Cristo de maneira completa, com suas conseqüências e desafios. E entre os desafios está a tarefa de preocupar-se não apenas com a felicidade individual, mas comprometer-se com a transformação da sociedade para que “todos tenham vida, e a tenham em plenitude” (Jo 10,10).

Lindolfo Alexandre de Souza

Fonte: ftp-acd.puc-campinas.edu.br

Cristãos Independentes

A TEOLOGIA DA PROSPERIDADE À LUZ DA BÍBLIA

INTRODUÇÃO

Nos últimos anos, tem sido apregoada aos quatro cantos do mundo um ensino exagerado sobre a prosperidade cristã. Segundo este ensinamento, todo crente tem que ser rico, não morar em casa alugada, ganhar bem, além de ter saúde plena, sem nunca adoecer.

Caso não seja assim, é porque está em pecado ou não tem fé. Neste estudo, procuraremos examinar o assunto à luz da Bíblia, buscando entender a verdadeira doutrina da prosperidade.

I – O QUE É PROSPERIDADE

No Dic. Aurélio, encontramos vários significados em torno da palavra prosperidade.:

1. PROSPERIDADE (do lat., prosperitate). Qualidade ou estado de próspero; situação próspera.
2. PROSPERAR. Tornar-se próspero ou afortunado; enriquecer; ser favorável; progredir; desenvolver.
3. PRÓSPERO. Propício, favorável, ditoso, feliz, venturoso.
4. BIBLICAMENTE, prosperidade é mais que isso. É o que diz o Salmo 1. 1-3.

II – A MODERNA TEOLOGIA DA PROSPERIDADE EM CONFRONTO COM A BÍBLIA.

1. NOMES INFLUENTES

1.1. KENYON

Nasceu em 24.04.1867, Saratoga, Nova York, EUA, falecendo aos 19.03.48. Nos anos 30 a 40, desenvolveram-se os ensinos de Essek William KenyonSegundo Pieratt (p. 27), ele tinha pouco conhecimento teológico formal. “Kenyon nutria uma simpatia por Mary Baker Eddy” (Gondim, p. 44), . fundadora do movimento herético “Ciência Cristã”, que afirma que a matéria, a doença não existem.

Tudo depende da mente. Pastoreou igrejas batistas, metodistas e pentecostais. Depois, ficou sem ligar-se a qualquer igreja. De acordo com Hanegraaff, Kenyon sofreu influência das seitas metafísicas como Ciência da MenteCiência Cristã e Novo Pensamento, que é o pai do chamado “Movimento da Fé”. Esses ensinos afirmam que tudo o que você pensar e disser, transformará em realidade. Enfatizam o “Poder da Mente”.

1.2. KENNETH HAGIN

Discípulo de Kenyon. Nasceu em 20.08.1918, em McKinney, Estado do Texas, EUA. sofreu várias enfermidades e pobreza; diz que se converteu após ter ido três vezes ao inferno (Romeiro, p. 10). Aos 16 anos diz ter recebido uma revelação de Mc 11.23,24, entendendo que tudo se pode obter de Deus, desde que confesse em voz alta, nunca duvidando da obtenção da resposta, mesmo que as evidências indiquem o contrário. Isso é a essência da “Confissão Positiva”.

Foi pastor de uma igreja batista (1934-1937); depois ligou-se à Assembléia de Deus (1937-1949), em seguida passou por várias igrejas pentecostais, e , finalmente, fundou seu próprio ministério, aos 30 anos, fundando o Instituto Bíblico Rhema. Foi criticado por ter escrito livros com total semelhança aos de Kenyon, mas defendeu-se , dizendo que não era plágio, que os recebera diretamente de Deus.

OUTROS

Kenneth Copeland, seguidor de Haggin, diz que “Satanás venceu Jesus na cruz” (Hanegraaff, p. 36). Benny Hinn. Tem feito muito sucesso. Diz que teve a revelação de que as mulheres originalmente deveriam dar à luz pelo lado de seus corpos (id., p. 36). Há muitos outros nomes, mas este espaço do estudo não permite registrá-los.

III – OS ENSINOS DO EVANGELHO DA PROSPERIDADE EM CONFRONTO COM A BÍBLIA

Os defensores da “teologia ou do evangelho da prosperidade” baseiam-se em três pontos a serem considerados:

1. AUTORIDADE ESPIRITUAL

1.1. PROFETAS, HOJE

Segundo K. Hagin, Deus tem dado autoridade (unção) a profetas nos dias atuais, como seus porta-vozes. Ele diz que “recebe revelações diretamente do Senhor”; “…Dou graças a Deus pela unção de profeta…Reconheço que se trata de uma unção diferente…é a mesma unção, multiplicada cerca de cem vezes” (Hagin, Compreendendo a Unção, p. 7). è

O QUE DIZ A BÍBLIA: O ministério profético, nos termos do AT, duraram até João (Mt 11.13). Os profetas de hoje são os ministros da Palavra (Ef 4.11). O dom de profecia (1 Co 12.10) não confere autoridade profética.

1.2. “AUTORIDADE DAS REVELAÇÕES”

Essa autoridade deriva das “visões, profecias, entrevistas com Jesus, curas, palavras de conhecimento, nuvens de glória, rostos que brilham, ser abatido (cair) no Espírito”, rejeição às doenças, ordenando-lhes que saiam, etc. Ele diz que quem rejeitar seus ensinos “serão atingidos de morte, como Ananias e Safira” (Pieratt, p. 48). è

O QUE DIZ A BÍBLIA:

A Palavra de Deus garante autoridade aos servos do Senhor (cf. Lc 24.49; At 1.8; Mc 16.17,18). Mas essa autoridade ou poder deriva da fé no Nome de Jesus e da Sua Palavra, e não das experiências pessoais, de visões e revelações atuais. Não pode existir qualquer “nova revelação” da vontade de Deus. Tudo está na Bíblia (Ver At 20.20; Ap 22.18,19).
Se um homem diz que lhe foi revelado que a mulher deveria ter filhos pelos lados do corpo, isso não tem base bíblica, carecendo tal pessoa de autoridade espiritual. Deveria seguir o exemplo de Paulo, que recebeu revelação extraordinária, mas não a escreveu (cf. 2 Co 12.1-6).

1.3. HOMENS SÃO DEUSES!

Diz Hagin: “Você é tanto uma encarnação de Deus quanto Jesus Cristo o foi…” (Hagin, Word of Faith, 1980, p. 14). “Você não tem um deus dentro de você. Você é um Deus” (Kenneth Copeland, fita cassete The Force of Love, BBC-56). “Eis quem somos: somos Cristo!” (Hagin, Zoe: A Própria Vida de Deus, p.57). Baseiam-se, erroneamente, no Sl 82.6, citado por Jesus em Jo 10.31-39. “Eu sou um pequeno Messias” (Hagin, citado por Hanegraaff, p. 119).

O QUE A BÍBLIA DIZ: Satanás, no Éden, incluiu no seu engodo, que o homem seria “como Deus, sabendo o bem e o mal” (Gn 3.5). Isso é doutrina de demônio. Em Jo 10.34, Jesus citou o Sl 82.6, mostrando a fragilidade do homem e não sua deificação: “…Todavia, como homem morrereis e caireis, como qualquer dos príncipes” (v. 7). “Deus não é homem” (Nm 23.19; 1 Sm 15.29; Os 11.9 Ex 9.14). Fomos feitos semelhantes a Deus, mas não somos iguais a Ele, que é Onipotente (Jó 42.2;…); o homem é frágil (1 Co 1.25); Deus é Onisciente (Is 40.13, 14; Sl 147.5); o homem é limitado no conhecimento (Is 55.8,9). Deus é Onipresente (Jr 23.23,24). O homem só pode estar num lugar (Sl 139.1-12). Diante desse ensino, pode-se entender porque os adeptos da doutrina da prosperidade pregam que podem obter o que quiserem, nunca sendo pobres, nunca adoecendo. É que se consideram deuses!

2. SAÚDE E PROSPERIDADE

Esse tema insere-se no âmbito das “promessas da doutrina da prosperidade”. Segundo essa doutrina, o cristão tem direito a saúde e riqueza; diante disso, doença e pobreza são maldições da lei.

2.1. BÊNÇÃO E MALDIÇÃO DA LEI

Com base em Gl 3.13,14, K.Hagin diz que fomos libertos da maldição da lei, que são:

1) Pobreza;

2) doença e

3) morte espiritual.

Ele toma emprestadas as maldições de Dt 28 contra os israelitas que pecassem. Hagin diz que os cristão sofrem doenças por causa da lei de Moisés.

O QUE DIZ A BÍBLIA:

Paulo refere-se, no texto de Gl 3 à maldição da lei a todos os homens, que permanecem nos seus pecados. A igreja não se encontra debaixo da maldição da lei de Moisés. (cf. Rm 3.19; Ef 2.14). Hagin diz que ficamos debaixo da bênção de Abraão (Gl 3.7-9), que inclui não ter doenças e ser rico. Ora, Abraão foi abençoado por causa da fé e não das riquezas. Aliás, estas lhe causaram grandes problemas. Muitos cristãos fiéis ficaram doentes e foram martirizados, vivendo na pobreza, mas herdeiros das riquezas celestiais (1 Pe 3.7).

Os teólogos da prosperidade dizem que Cristo, na Cruz, “removeu não somente a culpa do pecado, mas os efeitos do pecado” (Pieratt, p. 132). Mas isso não é verdade, pois Paulo diz que “toda a criação geme”, inclusive os crentes, aguardando a completa redenção.

2.2. O CRISTÃO NÃO DEVE ADOECER

Eles ensinam que “todo cristão deve esperar viver uma vida plena, isenta de doenças” e viver de 70 a 80 anos, sem dor ou sofrimento. Quem ficar doente é porque não reivindica seus direitos ou não tem fé. E não há exceções (Pieratt, p. 135). Pregam que Is. 53.4,5 é algo absoluto. Fomos sarados e não existe mais doença para o crente.

O QUE DIZ A BÍBLIA:

“No mundo, tereis aflições” (Jo 16.33). São Paulo viveu doente (Ver 1 Co 4.11; Gl 4.13), passou fome, sede, nudez, agressões, etc. Seus companheiros adoeceram (Fp 2.30). Timóteo tinha uma doença crônica (1 Tm 5.23). Trófimo ficou doente (2 Tm 4.20). Essas pessoas não tinham fé? Jesus curou enfermos, e citou Is 53.4,5 (cf. Mt 8.16,17).

No tanque de Betesda, havia muitos doentes, mas Jesus só curou um (cf. Jo 5.3,8,9). Deus cura, sim. Mas não cura todos as pessoas. Se assim fosse, não haveria nenhum crente doente. Deve-se considerar os desígnios e a soberania divina. Conhecemos homens e mulheres de Deus, gigantes na fé, que têm adoecido e passado para o Senhor.

2.3. O CRISTÃO NÃO DEVE SER POBRE

Os seguidores de Hagin enfatizam muito que o crente deve ter carro novo, casa nova (jamais morar em casa alugada!), as melhores roupas, uma vida de luxo. Dizem que Jesus andou no “cadillac” da época, o jumentinho. Isso é ingênuo, pois o “cadillac” da época de Cristo seria a carruagem de luxo, e não o simples jumentinho.

O QUE DIZ A BÍBLIA:

A Palavra de Deus não incentiva a riqueza (também não a proíbe, desde que adquirida com honestidade, nem santifica a pobreza); S. Paulo diz que aprendeu a contentar-se com o que tinha (cf. Fp 4.11,12; 1 Tm 6.8);

Jesus enfatizou que só uma coisa era necessária: ouvir sua palavra (Lc 10.42); Ele disse que é difícil um rico entrar no céu (Mt 19.23); disse, também, que a vida não se constitui de riquezas (Lc 12.15). Os apóstolos não foram ricaços, mas homens simples, sem a posse de riquezas materiais. S. Paulo advertiu para o perigo das riquezas (1 Tm 6.7-10)

3. CONFISSÃO POSITIVA

É o terceiro ponto da teologia da prosperidade. Ela está incluída na “fórmula da fé”, que Hagin diz ter recebido diretamente de Jesus, que lhe apareceu e mandou escrever de 1 a 4, a “fórmula”.

Se alguém deseja receber algo de Jesus, basta segui-la:

1) “Diga a coisa” positiva ou negativamente, tudo depende do indivíduo. De acordo com o que o indivíduo quiser, ele receberá”. Essa é a essência da confissão positiva.
2) ” Faça a coisa”. “Seus atos derrotam-no ou lhe dão vitória. De acordo com sua ação, você será impedido ou receberá”.
3) “Receba a coisa”. Compete a nós a conexão com o dínamo do céu”. A fé é o pino da tomada. Basta conectá-lo.
4) “Conte a coisa” a fim de que outros também possam crer”. Para fazer a “confissão positiva”, o cristão dever usar as expressões: exijo, decreto, declaro, determino, reivindico, em lugar de dizer: peço, rogo, suplico; jamais dizer: “se for da tua vontade”, segundo Benny Hinn, pois isto destrói a fé.

Mas Jesus orou ao Pai, dizendo: “Se é da tua vontade…faça-se a tua vontade…” (Mt 26.39,42). “Confissão positiva” se refere literalmente a trazer à existência o que declaramos com nossa boca, uma vez que a fé é uma confissão” (Romeiro, p. 6).

IV – A VERDADEIRA PROSPERIDADE

A Palavra de Deus tem promessas de prosperidade para seus filhos. Ao refutar a “Teologia da Prosperidade”, não devemos aceitar nem pregar a “Teologia da Miserabilidade”.

1. A PROSPERIDADE ESPIRITUAL

Esta deve vir em primeiro lugar. Sl 112.3; Sl 73.23-28. É ser salvo em Cristo Jesus; batizado com o Espírito Santo; é ter o nome escrito no Livro da Vida; é ser herdeiro com Cristo (Rm 8.17); Deus escolheu os pobres deste mundo para serem herdeiros do reino (Tg 2.5); somos co-herdeiros da graça (1 Pe 3.7); devemos ser ricos de boas obras (1 Tm 6.18,19); tudo isso nos é concedido pela graça de Deus.

2. PROSPERIDADE EM TUDO

Deus promete bênçãos materiais a seus servos, condicionando-as à obediência à sua Palavra e não à “Confissão Positiva”.

2.1. BÊNÇÃOS E OBEDIÊNCIA. Dt 28.1-14. São bênçãos prometidas a Israel, que podem ser aplicadas aos crentes, hoje.
2.2. PROSPERIDADE EM TUDO (Sl 1.1-3; Dt 29.29; ). As promessas de Deus para o justo são perfeitamente válidas para hoje. Mas isso não significa que o crente que não tiver todos os bens, casa própria, carro novo, etc, não seja fiel.
2.3. CRENDO NOS SEU PROFETAS (2 Cr 20.20;). Deus promete prosperidada para quem crê na Sua palavra, transmitida pelos seus profetas, ou seja, homens e mulheres de Deus, que falam verdadeiramente pela direção do Espírito Santo, em acordo com a Bíblia, e não por entendimento pessoal.
2.4. PROSPERIDADE E SAÚDE (3 Jo 2). A saúde é uma bênção de Deus para seu povo em todos os tempos. Mas não se deve exagerar, dizendo que quem ficar doente é porque está em pecado ou porque não tem fé.
2.5. BÊNÇÃOS DECORRENTES DA FIDELIDADE NO DÍZIMO (Ml 3.10,11). As janelas do céu são abertas para aqueles que entregam seus dízimos fielmente, pela fé e obediência à Palavra de Deus.
2.6. O JUSTO NÃO DEVE SER MISERÁVEL. (Sl 37.25). O servo de Deus não deve ser miserável, ainda que possa ser pobre, pois a pobreza nunca foi maldição, de acordo com a Bíblia.

CONCLUSÃO

O crente em Jesus tem o direito de ser próspero espiritual e materialmente, segundo a bênção de Deus sobre sua vida, sua família, seu trabalho. Mas isso não significa que todos tenham de ser ricos materialmente, no luxo e na ostentação. Ser pobre não é pecado nem ser rico é sinônimo de santidade.

Não devemos aceitar os exageros da “Teologia da Prosperidade”, nem aceitar a “Teologia da Miserabilidade”. Deus é fiel em suas promessa. Na vida material, a promessa de bênçãos decorrentes da fidelidade nos dízimos aplicam-se á igreja. A saúde é bênção de Deus. Contudo, servos de Deus, humildes e fiéis, adoecem e muitos são chamados á glória, não por pecado ou falta de fé, mas por desígnio de Deus. Que o Senhor nos ajude a entender melhor essas verdades.

Elinaldo Renovato de Lima

BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada, ERC. Ed. Vida, S. Paulo, 1982.
GONDIM, Ricardo. O Evangelho da Nova Era. Abba, S. Paulo, 1993.
HANEGRAAFF, Hank. Cristianismo em Crise. CPAD, Rio, 1996.
ROMEIRO, Paulo. Super Crentes. Mundo Cristão, S. Paulo, 1993.

Fonte: www.missaodefe.com.br

Cristãos Independentes

Teologia da Prosperidade: O que é e quais igrejas pregam?

Na década de 80 o Brasil foi tomado por um movimento que atraiu e ainda atrai milhares de pessoas para as igrejas evangélicas, mas pouca gente conhece a fundo a história da teologia da prosperidade.

O pioneiro desse movimento foi o pastor Essek M. Kenyon(1867-1948), mas o maior divulgador foi Kenneth Hagin (1917-2003). A teologia da prosperidade busca a interpretação de uma série de textos bíblicos para fazer com que os fiéis entendam que Deus tem saúde e bênçãos materiais para entregar ao seu povo.

O teólogo Zwnglio Rodrigues recorda um trecho do livro “O Nome de Jesus” escrito por Hagin: “Por que, pois o diabo – a depressão, a opressão, os demônios, as enfermidades, e tudo mais que provém do diabo – está dominando tantos cristãos e até mesmo igrejas? É porque não sabem o que pertence a eles. (1999, p. 37)”.

Rodrigues explica que quando o autor diz que o povo não sabe o que lhes pertencem quer dizer que desconhecem seus direitos. Os pastores da teologia da prosperidade tentam ensinar esse conhecimento aos seguidores.

“É a respeito do desfrute destas coisas [saúde e prosperidade] que os cristãos mantêm-se ignorantes, dizem os pregadores da confissão positiva”, lembra o teólogo.

As igrejas que pregam a Teologia da Prosperidade

A prova de que a Teologia da Prosperidade tem atraído cada vez mais fiéis é o crescimento das igrejas neopentecostais que a disseminam, entre elas podem ser citadas a Internacional da Graça de Deus, Universal do Reino de Deus, Renascer em Cristo e Igreja Mundial do Poder de Deus.

Algumas igrejas pentecostais também estão entrando nessa linha, um exemplo disso são as recentes pregações de um dos maiores ícones deste segmento o pastor Silas Malafaia. Outro ícone do pentecostalismo que aparece nos sites de busca como simpatizante dessa doutrina é o pastor Marco Feliciano que nega ser um defensor da TP.

“Não sou adepto dessa desgraça, não! Sou assembleia no roxo!”, disse Feliciano que explica a diferença da sua pregação para a teologia da prosperidade.

“Teologia da Prosperidade, não pode ser comparada com a Prosperidade que vem da Teologia. Existe na Palavra centenas de afirmações sobre a benção que enriquece, que o Senhor é dono do ouro e da prata, que a prosperidade vem ao fiel”, diz.

Apesar de crer que a prosperidade é dom de Deus, Feliciano diz que é contra a massificação desse ensino. “Sou contra a massificação desse ensino, usando-o como método abusivo de ‘colheita’, tipo, lavagem cerebral para enganar os incautos.”

Ele também acredita na benção que vem através do dízimo e da oferta, mas diz que essas sementes precisam ser lançadas em um ministério sério. “Eu creio na benção que vem ao dizimista, ao ofertante e ao sacrificante. Quem planta colhe, quem não planta não colhe, quem planta muito colhe muito, quem planta pouco colhe pouco… Todavia só se colhe quando se planta em um solo fértil! Ministério sério.”

Contraposições

Enquanto muitas pessoas acreditam e correm para as igrejas em busca de saúde e bênçãos materiais, estudiosos e pastores caminham em contramão tentando alertar os perigos que esses ensinamentos podem trazer. “O sucesso numérico das denominações que são legítimas e fiéis representantes da TP no Brasil se dá exatamente por causa das promessas de saúde e prosperidade que são oferecidas e dadas como certas.

Apelos desta natureza só podem redundar em uma aglomeração numerosa de fiéis, pois eles cativam facilmente aqueles que pensam ser o sucesso financeiro e a saúde o summum bonum (o bem maior) da vida”, diz Zwnglio Rodrigues.

O teólogo cita o versículo de Tiago 1:2 (Meus irmãos, tende por motivo de toda a alegria o passardes por várias provações) e ensina o que esse texto quer dizer.

“O vocábulo “várias”, no grego, é poikilos e pode ser traduzido por “multicolorido”. Em outras palavras, o cristão pode sofrer provações de todas as matizes. Ora, nesse universo policromático há de tudo, inclusive doença e falta de dinheiro.”

O problema desse movimento, segundo Rodrigues é que o “deleite não está no Senhor, mas no(s) serviço(s) que Ele, supostamente, se habilita a prestar”.

Leiliane Roberta Lopes

Fonte: noticias.gospelprime.com.br

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