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Conspiração dos Suassunas

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Conspiração dos Suassunas – História

(1801)

Expressando os ideais libertários em Pernambuco, ocorreu em 1801 a conspiração dos Suassunas, que, entre outras coisas, preconizava tomar Napoleão como protetor.

Encontram-se aqui os germes da Revolução de 1817.

Os principais líderes da conspiração foram os três irmãos, Francisco de Paula, Luís Francisco de Paula e José Francisco de Paula Cavalcanti e Albuquerque, sendo o primeiro o dono do engenho Suassuna, nome pelo qual ficou conhecida a conspiração.

Todavia, esse episódio é pouco conhecido, por não ter ultrapassado o plano das tramas e porque a devassa ocorreu sigilosamente, dada a importância dos implicados.

Mas o fracasso da conspiração trouxe consequências imediatas, como o fechamento do Areópago de Itambé em 1802, que, no entanto, ressurgiu em seguida com o nome de Academia dos Suassunas, cuja sede era o próprio engenho dos antigos inconfidentes de 1801.

Apesar das repressões, o espírito de contestação difundido pelas sociedades secretas e pelo Seminário de Olinda não se desfez, ganhar do, ao contrário, novos e numerosos adeptos.

Conspiração dos Suassunas – O que foi

Conspiração dos Suassunas

Muitas revoltas tornavam claras as insatisfações dos colonos contra os desmandos de Portugal.

Havia também a divulgação das ideias liberais, importantes para aprofundar a crise do sistema colonial. Nesse contexto, a Conspiração dos Suassunas em Pernambuco estimulou o debate político contra o sistema colonial português.

Na segunda metade do século XVIII, com a decadência da mineração, maior rigor do fiscalismo português e influência das ideias iluministas, surgiram movimentos de contestação ao domínio português e de reivindicação de independência política.

Conspiração dos Suassunas ocorreu em Olinda em 1801 a partir de membros do Aerópago do Itambé e do seminário de Olinda, sob a liderança dos irmãos Cavalcanti, importantes fazendeiros da região.

Reuniões

Em 1801, foi descoberta e sustada a misteriosa conspiração dos Suassunas, que tinha por fim, transformar Pernambuco em uma República, sobre a proteção de Napoleão Bonaparte, com a prisão dos irmãos Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque, Luis e José.

Estas reuniões realizadas em lojas maçônicas- em suas residências, na cidade de Itambé vamos encontrar Dr.Manoel de Arruda Câmara, em Jaboatão no Engenho dos Suassuna temos o Sr. Francisco de Paula Cavalcanti de Albuquerque (que em 1835 foi Governador em Pernambuco) e a terceira loja maçônica ficava no Pátio do Paraíso, na Atual Av. Dantas Barreto, defronte do prédio INSS.

A CONSPIRAÇÃO DOS SUASSUNAS

Em Pernambuco, os princípios franceses também eram debatidos por algumas pessoas que se reuniam no Areó-pago de ltambé (fundado em 1798) e por padres e alunos do Seminário de Olinda (fundado em 1800).

Areópago de Itambé

A partir das discussões no Areópago de Itambé, desenvolveu-se mais uma conjuração contra o domínio português no Brasil. A ideia era formar em Pernambuco uma república sob a proteção de Napoleão Bonaparte.

Da conspiração participavam os irmãos Cavalcanti, proprietários do engenho Suassuna, de onde veio o nome do movimento.

Em 21 de maio de 1801, um delator informou as autoridades da capitania dos planos dos revoltosos. Seguiram-se diversas prisões, mas os implicados foram absolvidos por falta de provas.

Apesar da repressão aos envolvidos na Conspiração dos Suassunas, seus ideais libertários iriam reaparecer poucos anos depois na Revolução Pernambucana de 1817.

REVOLUÇÃO PERNAMBUCANA (1817)

Origem: Conspiração dos Suassunas (1801)

Participação:

Maçonaria  Loja Pernambuco do Ocidente
Sociedades Secretas Areópago de Itambé
Seminário de Olinda (Frei Joaquim do Amor Divino e Caneca)

Motivos:

Decadência econômica do Nordeste
Alta carga tributária
Seca de 1816.

Adesões: Capitania do rio Grande do Norte

Conspiração dos Suassunas – 1798

Areópago de Itambé

Iniciada em Pernambuco, no final do século XVIII. Nesse movimento, assim como na conjuração baiana, a maçonaria tem grande participação.

Local de divulgação dos ideais revolucionários: Areópago de Itambé – 1798, fechada em 1802.

Pouco tempo depois reaberta com novo nome: Academia de Suassuna – 1802.

O objetivo era construir uma sociedade fortemente inspirada nos ideais europeus iluministas. Uma sociedade democrática no Brasil e independente dos portugueses. O Areópago era uma espécie de escola, onde nele se ensinavam esses ideais, onde o ódio a monarquia era pregado, a ideia era demonstrar a exploração do governo monárquico absolutista.

A estratégia era fazer a revolução doutrinada na independência e no governo pernambucano, havia uma regra: NÃO aceitaria nenhum europeu.

Por fim, acabaram sendo acusados de terem a intenção de construir um país subordinado a Napoleão Bonaparte.

A grande particularidade do movimento dos Suassunas era a falta de ação: Era um plano de revolta, um discurso sem ação.

Conspiração dos Suassunas – Brasil

Conspiração de Suassunas também conhecida pela sua grafia arcaica – A Conspiração de Suassuna – foi uma conspiração para derrubar o domínio português no Brasil no início do século XIX.

A conspiração estava centrada em Olinda.

Em 1796, influenciados pelas ideias do Iluminismo e da Revolução Francesa, vários líderes, incluindo Manuel Alvarez House – membro da Sociedade Literária do Rio de Janeiro, e Manuel Arruda da Câmara – fundaram a Loja Maçônica Areopagus

O Iluminismo e a Revolução Francesa também foram debatidos por padres e alunos do Seminário de Olinda, fundado por Dom José Joaquim da Cunha Azeredo Coutinho em 16 de fevereiro de 1800.

Esta instituição teve, entre seus membros, o padre Miguel Joaquim de Almeida Castro, envolvido em uma futura revolução em Pernambuco, 1817.

As discussões filosóficas e políticas na Loja Areópago evoluíram para uma conspiração contra o domínio português no Brasil, com o objetivo da emancipação de Pernambuco, tornando-se uma república sob a proteção de Napoleão Bonaparte. Faziam parte do grupo de conspiradores os irmãos Cavalcanti – Luís Francisco de Paula, José Francisco de Paula Cavalcanti e Albuquerque, e Francisco de Paula, este último dono do engenho Suaçuna, que deu nome ao movimento.

Em 21 de maio de 1801, um informante comunicou às autoridades os planos dos conspiradores, que culminaram na prisão de vários envolvidos. Embora um inquérito tenha sido iniciado, os conspiradores foram absolvidos por falta de provas. A Loja do Areópago foi encerrada em 1802, sendo um pouco mais tarde reaberta com a designação de Academia Suaçunas, instalada no mesmo engenho, palco de reuniões de antigos conspiradores.

O episódio é pouco conhecido na história do Brasil, já que a investigação foi realizada em sigilo na época, devido à alta posição social dos envolvidos.

Fonte: www.culturabrasil.org/www.dialetico.com/historialecionada.com

 

 

 

 

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