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Revolta dos 18 do Forte

( 1922 )

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Revolta dos 18 do Forte
“Marcha da morte”: foto de Zenóbio da Costa publicada em O Malho, que eternizou o idealismo do movimento tenentista. A linha de frente dos revoltosos do Forte de Copacabana caminha pela Avenida Atlântica. Em primeiro plano, da esquerda para a direita: Eduardo Gomes, Márcio Carpenter, Newton Prado, o civil Otávio Correia e o soldado Pedro Ferreira de Melo. Rio de Janeiro, 5 de julho de 1922.

A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana ocorreu em 5 de Julho de 1922, na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no Brasil.

Foi a primeira revolta do movimento tenentista, no contexto da República Velha brasileira.

Antecedentes

Durante a campanha eleitoral de 1921, o jornal Correio da Manhã, na edição de 9 de outubro, publicou uma carta manuscrita, atribuída ao candidato do governo, Artur Bernardes, governador de Minas Gerais. Nela o ex-presidente da República Marechal Hermes da Fonseca era chamado de “sargentão sem compostura”, acusando o Exército de ser formado por elementos “venais”. Artur Bernardes negou veementemente a autoria da carta, vindo o mesmo periódico a publicar uma segunda carta, no mesmo tom da primeira, e como ela atribuída ao mesmo candidato. A comoção causada foi enorme, principalmente entre os militares, representados no Clube Militar, sob a presidência do próprio Marechal. Mais tarde seria descoberto que as assinaturas nas cartas eram forjadas.

Nas eleições de 1 de março de 1922, Artur Bernardes saiu-se vencedor, embora os resultados oficiais houvessem sido contestados pela oposição.

Com o clima político tenso, em Pernambuco, o Exército foi chamado para conter rebeliões populares, descontentes com o novo Governo estadual. No dia 29 de junho, Hermes da Fonseca telegrafou ao Recife, exortando os militares a não reprimirem o povo, sendo, por essa razão, preso no dia 2 de julho e o Clube Militar, fechado.

A prisão de Hermes da Fonseca, a mais alta patente militar do país, e o fechamento do Clube Militar por decreto presidencial, foram percebidos como uma afronta aos militares do Exército. E ficaram ainda mais descontentes com a nomeação feita pelo presidente da República Epitácio Pessoa de um civil – o historiador Pandiá Calógeras – como Ministro da Guerra. Em todos os quartéis do Rio de Janeiro, se comentava que “a procissão ia sair”.

O movimento deveria se iniciar a partir do Forte de Copabacana, à uma hora da madrugada do dia 5 de julho. Na data marcada, porém, só a Escola Militar e o Forte de Copacabana se levantaram. Cercados pelas forças leais ao Governo Federal, não tiveram alternativa a não ser entregar-se.

A revolta do Forte de Copacabana

História

Comandava o Forte de Copacabana, na ocasião, o capitão Euclides Hermes da Fonseca, filho do marechal Hermes da Fonseca. No dia 4 de julho, Euclides exortou os seus comandados, tendo feito escavar trincheiras desde o portão do forte até o farol, minando-se o terreno.

Tendo sido estabelecido que o movimento se iniciaria à uma hora da madrugada do dia 5, à uma e vinte o tenente Antônio de Siqueira Campos disparou um dos canhões, sinal combinado. A guarnição aguardou em silêncio a resposta de outras unidades, o que não aconteceu. O Governo, informado do movimento, antecipara-se e fizera trocar os principais comandos militares da capital. Siqueira Campos, então, disparou contra o Quartel-General do Exército (no Campo de Santana, atual Palácio Duque de Caxias), o da Marinha (na Praça Barão de Ladário), o Depósito Naval e o Forte do Leme, matando quatro pessoas neste último. Outros autores afirmam que foram disparados tiros, ainda, contra a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói, e contra o Forte de São João, no bairro da Urca.

Durante todo o dia 5, o Forte de Copacabana sofreu intenso bombardeio pela artilharia da Fortaleza de Santa Cruz. Na madrugada do dia 6, o Ministro da Guerra, Pandiá Calógeras, telefonou ao Forte, exigindo a rendição dos rebeldes. O capitão Euclides Hermes e o tenente Siqueira Campos permitiram, então, a saída de todos aqueles que não quisessem combater. Dos 301 homens da guarnição, saíram 272. Enquanto isso, os couraçados São Paulo e Minas Gerais, e um destróier posicionaram-se ao largo da ilha de Cotunduba, passando a bombardear o Forte. O Ministro Calógeras telefonou uma vez mais, passando Governo e rebeldes a parlamentar.

Como conseqüência, o Capitão Euclides Hermes saiu ao encontro do Ministro no Palácio do Catete, onde recebeu voz de prisão.

Encerrava-se o diálogo com um ultimato do Governo: ou os rebeldes se renderiam ou seriam massacrados.

Sob o bombardeio naval, o tenente Siqueira Campos, pressionado pelos remanescentes da tropa, tomou a decisão suicida: não resistirão no Forte e nem bombardearão a cidade, como haviam chegado a ameaçar. Sairão em marcha até ao Palácio do Catete, combatendo.

A canivete, uma bandeira brasileira foi cortada em vinte e nove pedaços e distribuída entre os rebeldes: um pedaço foi guardado para ser entregue ao capitão Euclides Hermes.

Às 13 horas do dia 6 de julho, iniciaram a marcha pela Avenida Atlântica. Um número até hoje não determinado se rendeu ou debandou. Na altura do antigo Hotel Londres, restavam dezoito militares revoltosos, aos quais se juntou o Engenheiro Civil Otávio Correia, amigo do tenente Siqueira Campos.

Após alguns tiroteios, ao alcançarem a altura da antiga rua Barroso (atual Siqueira Campos), os dez homens restantes (nove militares e o civil), foram confrontados pela tropa legalista (integrada por cerca de três mil homens). No confronto final, um tiroteio que durou aproximadamente trinta minutos, foram capturados, feridos, os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes, e dois soldados. Os demais faleceram em combate muito desigual.

Os soldados vieram a falecer posteriormente, no hospital, em conseqüência dos ferimentos recebidos.

Baixas confronto final

Tenentes

Siqueira Campos – ferido a bala no abdômen
Eduardo Gomes – ferido a bala na virilha
Mário Carpenter
Nílton Prado

Soldados

Hildebrando Nunes
José Pinto de Oliveira
Manoel Antônio dos Reis
dois soldados não identificados

Civil

Otávio Correia

A essa lista outros autores acrescentam ainda o nome do Cabo Reis.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Revolta dos 18 do Forte

História – 1922

A Revolta do Forte de Copacabana, em 1922, foi o primeiro movimento militar armado, que pretendeu tirar do poder as elites tradicionais e esboçou a defesa de princípios modernizadores, refletindo o descontentamento com a organização política e econômica da época e características peculiares da formação do exército brasileiro. Fonte – HistoriaNet

No começo do século XX, o crescimento das cidades acentuou-se, destacando-se o Rio de Janeiro (capital do país) e São Paulo, esta última devido ao desenvolvimento da economia cafeeira. A vida urbana passou a se definir por novos padrões de consumo. Grandes avenidas foram abertas, assim como cinemas, teatros e grandes edifícios.

Parte desta “modernização” estava associada diretamente ao capital inglês, investido na infra–estrutura: fornecimento de energia elétrica, serviço de transporte coletivo, água encanada e gás. Parte dos investimentos eram possíveis devido ao lucro proporcionado pela exportação de café. No entanto, essa modernização não alcançava as camadas populares, formada principalmente por operários, artesãos e desempregados, cerca de 70% da população, que vivia em situação precária.

A camada média e a classe operaria sofriam com a carestia, conseqüência da “política de valorização do café”, responsável pela desvalorização da moeda nacional para facilitar as exportações, assegurando os lucros do setor cafeeiro. A queda nas exportações de café levou o governo a constantes desvalorizações e conseqüente aumento do custo de vida. Das camadas urbanas, apenas a classe operária possuía algum grau de organização política e sindical.

Na década de 10, as greves haviam agitado as grandes cidades do país. No entanto, havia entre as camadas médias intenso descontentamento com a situação econômica e política, favorável a elite do café de São Paulo e Minas Gerais.

Ao se aproximar a sucessão presidencial de Epitácio Pessoa, em 1922, aguçaram-se as contradições entre o Exército e as oligarquias dominantes. O Exército já guardava ressentimento contra Epitácio, que havia nomeado o civil Pandiá Calógeras para o Ministério da Guerra. As coisas pioraram quando, em outubro de 1921, a imprensa divulgou cartas supostamente escritas pelo candidato oficial, Artur Bernardes, contendo acusações ao Exército e ofensas ao marechal Hermes da Fonseca, presidente do Clube Militar.

Em março de 1922, apesar da oposição, Artur Bernardes foi eleito presidente da República. Sua posse estava marcada para novembro. Em junho, o governo, ainda chefiado por Epitácio, interveio na sucessão estadual de Pernambuco e foi duramente criticado pelo marechal Hermes da Fonseca. Em reação, Epitácio, ordenou a prisão do marechal e o fechamento do Clube Militar, no dia 2 de julho de 1922.

Na madrugada de 5 de julho, a crise culminou com uma série de levantes militares. Na capital federal, levantaram-se o forte de Copacabana, guarnições da Vila Militar, o forte do Vigia, a Escola Militar do Realengo e o 1° Batalhão de Engenharia; em Niterói, membros da Marinha e do Exército; em Mato Grosso, a 1ª Circunscrição Militar, comandada pelo general Clodoaldo da Fonseca, tio do marechal Hermes. No Rio de Janeiro, o movimento foi comandado pelos “tenentes”, uma vez que a maioria da alta oficialidade se recusou a participar do levante.

Os rebeldes do forte de Copacabana dispararam seus canhões contra diversos redutos do Exército, forçando inclusive o comando militar a abandonar o Ministério da Guerra. As forças legais revidaram, e o forte sofreu sério bombardeio. O ministro da Guerra, Pandiá Calógeras, empreendeu em vão várias tentativas no sentido de obter a rendição dos rebeldes.

Finalmente, no início da tarde do dia 6 de julho, ante a impossibilidade de prosseguir no movimento, os revoltosos que permaneciam firmes na decisão de não se renderem ao governo abandonaram o forte e marcharam pela avenida Atlântica de encontro às forças legalistas. A eles aderiu o civil Otávio Correia, até então mero espectador dos acontecimentos.

Conhecidos como os 18 do Forte – embora haja controvérsias quanto a seu número, pois os depoimentos dos sobreviventes e as notícias da imprensa da época não coincidem -, os participantes da marcha travaram tiroteio com as forças legais. Os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes sobreviveram com graves ferimentos. Entre os mortos, estavam os tenentes Mário Carpenter e Newton Prado.

Em 15 de novembro de 1922, Artur Bernardes assumiu a presidência da República sob estado de sítio, decretado por ocasião do levante de julho.

Fonte: www.unificado.com.br

Revolta dos 18 do Forte

O levante dos 18 do Forte de Copacabana

Dos diversos acontecimentos que marcaram o ano de 1922, o mais famoso ocorreu no Rio de Janeiro, tendo o dia 5 de julho como o ápice do movimento conhecido como “Os 18 do Forte”.

Havia no interior do exército forte disposição contra a posse do presidente eleito Artur Bernardes, representante das elites tradicionais, criticado pelos militares.

Dois episódios haviam agravado as tensões mesmo antes da eleição: a prisão do Marechal Hermes da Fonseca, então Presidente do Clube Militar, e as “cartas falsas” que teriam sido escritas pelo candidato à presidência Artur Bernardes e endereçadas ao político mineiro e Ministro da Marinha, Dr. Raul Soares – publicadas na imprensa, criticando os militares.

O Forte de Copacabana se revolta no dia 2 de julho. Era comandante do Forte o Capitão Euclides Hermes da Fonseca, filho do Marechal.

O movimento, que deveria se estender para outras unidades militares, acabou se restringindo ao Forte de Copacabana. Apesar das críticas realizadas, a alta oficialidade manteve-se fiel a “ordem” e não aderiu ao movimento, que acabou abortado nas outras guarnições.

Durante toda manhã do dia 5 o Forte de Copacabana sustentou fogo cerrado. Diversas casas foram atingidas na trajetória dos tiros até os alvos distantes, matando dezenas de pessoas.

Eram 301 revolucionários – oficiais e civis voluntários – enfrentando as forças legalistas, representadas pelos batalhões do I Exército.

A certa altura dos acontecimentos, Euclides Hermes e Siqueira Campos sugeriram que os que quisessem, abandonassem o forte: restaram 29 combatentes.

Por estarem acuados, o Capitão Euclides Hermes saiu da fortaleza para negociar e acabou preso.

Os 28 que permaneceram, decidiram então “resistir até a morte”, A Bandeira do Forte é arriada e rasgada em 28 pedaços, partindo depois em marcha pela Avenida Atlântica rumo ao Leme.

Durante os tiroteios, dez deles dispersaram pelo meio do caminho e os tais 18 passaram a integrar o pelotão suicida.

Após a morte de um cabo, ainda no asfalto com uma bala nas costas, os demais saltaram para a praia, onde aconteceram os últimos choques.

A despeito dos que tombaram mortos na areia, os remanescentes continuaram seguindo em frente.

Os únicos sobreviventes foram Siqueira Campos e Eduardo Gomes, embora tivessem ficado bastante feridos.

Tífani Albuquerque

Fonte: www.jcom.com.br

Revolta dos 18 do Forte

18 do Forte

Introdução

Nos anos 20 ainda vigorava a primeira constituição brasileira, resultante de um movimento político-militar que levara cair o regime monárquico então existente no país.

Durante a primeira parte da primeira república foi se desenvolvendo com o passar do tempo, a necessidade de se reformular a até antão em vigência a constituição de 1891. Foi introduzido o sistema de governo presidencialista. O presidente da República, chefe do Poder Executivo, passou a ser eleito pelo voto direto para um mandato de quatro anos, sem direito à reeleição. Tinham direitos a voto todos os homens alfabetizados maiores de 21 anos.

O Poder Legislativo era exercido pelo Congresso Nacional, formado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado Federal. O poder dos estados (antigas províncias) foi significativamente ampliado com a introdução do princípio federalista. Os estados passaram a organizar-se com leis próprias, desde que respeitando os princípios estabelecidos pela Constituição Federal. Seus governantes, denominados presidentes estaduais, passaram a ser eleitos também pelo voto direto. Foi abolida a religião oficial com a separação entre o Estado e a Igreja Católica, cuja unidade era fixada pela antiga Constituição Imperial.

O Brasil era dirigido pela “política dos governadores”, onde o país era governado pelas alianças das oligarquias dos estados de São Paulo e Minas Gerais, essa hegemonia política e o afastamento dos outros estados como Rio de janeiro, Rio grande do Sul e Bahia fizeram surgir insatisfações por parte desses estados afastados das decisões políticas do país.

Já no campo social o Brasil as cidades brasileiras vinha sendo sacudidas por várias greves, principalmente no fim dos dez.

Pode se destacar a greve de 1917, no estado de São Paulo, onde mais de 70 mil trabalhadores fizeram uma greve, em busca de melhores condições salariais e de trabalho. Esta greve foi duramente combatida pelo então governo do estado. Mas chegou-se a um acordo, e os trabalhadores conseguiram um aumento salarial.

Mas com algumas conquistas conseguidas com o passar do tempo e de lutas, o movimento operário nacional, veio sendo duramente perseguido pelo governo.

Apesar de ter conseguido alguns avanços em termos de legislação social.

Uma prova disso veio ser o endurecimento do estado em relação ao movimento, pois a justificativa apresentada pelo governo, era de que o movimento operário era facilmente iludido pelas lideranças estrangeiras radicais que iludiam o trabalhador nacional.

No ano de 1921 foi aprovada no congresso, a lei de expulsão de estrangeiros, que estivessem envolvidos em distúrbios da ordem, e também legalizava o fechamento de organizações operárias, o principal alvo dessa lei eram os anarquistas.

Com a criação do estado comunista na Rússia, outro movimento politico que se inseriu dentro do contexto operariado nacional, foi o comunismo no ano de 1922, isso se deu com a criação do primeiro partido comunista nacional, partido comunista do Brasil.

Insatisfeitos com as suas posições políticas dentro do contexto nacional atual, os estados de segunda grandeza como Rio de Janeiro, Bahia, Rio Grande do Sul e Pernambuco, se unem para poder lutar contra essa política dos governadores. E no ano de 1922 lançam a candidatura Nilo Peçanha para presidente, tinham em mente romper com o predomínio de São Paulo e Minas Gerais. O candidato da situação que concorria para o cargo da presidência foi o mineiro Artur Bernardes.

O programa da oposição defendia basicamente maior dependência do poder legislativo frente ao poder executivo, o fortalecimento das forças armadas e algum direito social para o proletariado urbano.

Com o decorrer da campanha eleitoral a oposição foi se fortalecendo e ganhando bastantes adeptos para a sua chapa, eles conseguiram captar para o seu lado a adesão de grande parte dos militares e do proletariado urbano.

No mês de Outubro de 1921, foram publicas na imprensa da cidade do rio de janeiro uma carta vexatória, onde o então candidato da situação à presidência da república, Artur Bernardes, falava mal do corpo do exército. Apesar de Bernardes negar a autoria das cartas, o episódio – mais tarde chamado das “cartas falsas” – acirrou os ânimos e abriu caminho para que alguns oficiais iniciassem movimentos no sentido de impedir, a todo custo, a vitória do candidato oficial.

A conspiração não teve maiores conseqüências, que pudessem mudar os rumos das eleições, como era de se esperar, o candidato da situação Artur Bernardes saiu vitorioso, nas eleições presidências de Março de 1922, o problema é que os estados oposicionistas e o exército não quiseram em hipótese alguma aceitar a derrota, e pediram. Como o governo em hipótese alguma quis rever o resultado das eleições, o confronto com o exército se tornou apenas uma questão de tempo.

Este trabalho vem mostrar, que a revolta do forte de Copacabana não foi em vão, e que a morte dos seus 18 guerreiros teve uma extrema importância para o movimento tenentista.

Pois foi a partir deste massacre dos 18 guerreiros do forte, é que o movimento tenentista veio a ganhar corpo de vez, e veio a se radicalizar contra um governo, até por fim no inicio da década de vinte, a republica velha.

O corpo do exército nacional brasileiro andava meio descontente com o tratamento recebido pelo governo, e também com a situação política, econômica e social do país, e foi dentro desse contexto e acontecimentos históricos que levou o exército a se radicalizar, E vai ser sobre esse aspecto que vai se dar o movimento tenentista.

E iremos estudar nesse trabalho a grande revolta do forte de Copacabana e os seus 18 guerreiros.

Causas da Revolta

Quando chegou perto da sucessão presidenciais de Epitácio Pessoa, em 1922, os ânimos se acirraram entre o exército e as oligarquias dominantes.Os ânimos do exército estavam à flor da pele com o presidente, pôs ele havia nomeado o civil Pandiá Calógeras, para ministério da guerra. As coisas já estavam pretas, pôs em outubro de 1921, a imprensa divulgou cartas supostamente escritas pelo candidato oficial, Artur Bernardes, contendo acusações ao Exército e ofensas ao marechal Hermes da Fonseca, presidente do Clube Militar.

Em Junho de 1922 o governo ainda chefiado pelo presidente Epitácio Pessoa, interveio na sucessão presidencial de Pernambuco, e foi duramente criticado pelo marechal Hermes da Fonseca. Em reação o presidente Epitácio, mandou prender o marechal Hermes e fechar o clube militar, no dia 2 de julho de 1922.

Com a prisão do marechal Hermes e o fechamento do clube militar, foram à gota d’água para o grande levante militar no forte de Copacabana.

O Forte de Copacabana se revolta no dia 2 de julho. Era comandante do Forte o Capitão Euclides Hermes da Fonseca, filho do Marechal. Uma ordem do Ministério da Guerra precipita a rebelião. É feito fogo sobre outras fortalezas. O 3º Regimento de Infantaria toma posição perto do forte. Os portões são abertos aos que não queriam lutar. O Capitão Euclides Hermes da Fonseca vai ao Palácio do Governo negociar e é preso. Fala ao telefone com o Tenente Siqueira Campos e informa que o Governo exigia a sua rendição, incontinenti. Siqueira Campos tomara a decisão de resistir até o fim.

O movimento foi desencadeado na madrugada de 4 para 5 de julho de 1922. Surgiu em três focos distintos – a Vila Militar, a Escola Militar do Realengo e o Forte de Copacabana. Neste último os preparativos foram feitos com larga antecedência, destacando-se a construção de trincheiras e de redes de arame farpado, o reabastecimento dos depósitos com víveres para um mês, a retenção do pessoal no quartel, a eletrificação de redes e a transferência de alojamentos e cozinhas para locais protegidos.

Suspeitando o governo de que algo de anormal se passava na unidade, determinou ao General Bonifácio Gomes da Costa, comandante do 1º Distrito de Artilharia de Costa que para ali se dirigisse e substituísse no comando o Capitão Euclides da Fonseca. A providência, no entanto, não logrou êxito. O emissário perdeu a esperança de evitar o levante, sendo aprisionado pelo Tenente Siqueira Campos, verdadeiro mentor da revolta, embora logo fosse solto. O que se via e sentia era inusitado. Havia intensa movimentação no aquartelamento. Chegavam reforços e o efetivo aumentava a cada instante. Às 16 horas, o 1º Tenente Artilheiro Eduardo Gomes apresentou-se pedindo para aderir. Às 22 horas, chegaram 54 homens do Forte do Vigia, comandados pelo Tenente Fernando Bruce. Ainda surgiram o Major Joaquim Antônio Pereira, Capitães João Carlos Barreto, Leopoldo Nery da Fonseca Júnior, Renato Onofre Pinto Aleixo, Antônio de Souza Aguiar, Primeiros Tenentes Silvino Bezerra Cavalcanti, Tasso de Oliveira Tinoco, Edgar de Albuquerque Maia, Henrique Cunha e José Coelho Valente e 2º Tenente Mário Tamarindo Carpenter.

À noite ainda se ultimavam providências para a defesa das instalações. Há 1 hora houve o primeiro disparo em direção à ilha de Cotunduba, logo seguido de outros contra a rocha da base do Forte do Vigia e contra o 3º Regimento de Infantaria, como protesto contra a prisão do Marechal Hermes. A unidade formada no pátio interno do Forte dava vivas ao marechal e cantava hinos patrióticos, na manhã de 5 de julho.

O Capitão Euclides foi preso em Botafogo, na casa do pai, pelo Major Marcolino Fagundes; com a ausência do Capitão Euclides, o Tenente Siqueira Campos assumiu o comando. Por telefone, o Ministro da Guerra exigiu a rendição do forte. Dentro do forte, sob o impacto do bombardeio adversário, foi tomada a decisão de lutar de peito aberto, até o fim. Nesta oportunidade, os prisioneiros foram libertados e os que desejassem poderiam abandonar o forte; do total inicial de 301 revolucionários, restaram 29 homens. Siqueira Campos reuniu os companheiros, dividiu a bandeira nacional em 29 pedaços e distribuiu-os aos combatentes. O grupo saiu às 15 horas de 6 de julho ao encontro da força legal. Logo de início reduziu-se a 19, incluindo o engenheiro Otávio Correia, que resolvera solidarizar-se com o grupo. Os revolucionários rumaram para a Praça Serzedelo Correa, onde as forças governistas, que já haviam recuado, os esperavam.

As tropas do Batalhão de Guardas, da Marinha e da Polícia saíram da Praça Serzedelo Correia com a notícia da aproximação dos rebeldes e cruzaram a rua Barroso para receberem a rendição que esperavam. Em vez disso veio a ordem de fogo. O combate foi renhido e desigual. Entrincheirados por detrás do paredão que separava a praia do asfalto, os revolucionários respondiam a cada tiro da força com uma saraivada de balas. Mas, diante da superioridade numérica dos legalistas, começaram a tombar; os primeiros foram Pedro Ferreira de Melo, Otávio Correia, Mário Carpenter. Num último esforço, lutando como fanáticos, deslocaram-se alguns metros pela praia e bateram-se com tanto destemor que os governistas tiveram de ser reforçados para então contê-los.

A revolução foi dominada no Rio de Janeiro. Conseguiu sobreviver Eduardo Gomes, o soldado Manoel Ananias dos Santos e Siqueira Campos.

E assim chega ao fim a epopéia conhecida como os dezoito do forte.

A revolta

O exército brasileiro já não andava nada contente com a situação política do país e a condição da população que não havia mudado em nada, em relação as condições sociais que ela enfrentava.

Sem duvidas, dois acontecimentos em especial foram responsáveis pela grande revolta do forte de Copacabana. O primeiro acontecimento que mexeu com os brios do corpo do exército, foi à carta do até então candidato do governo à presidência da república Artur Bernardes ao governador do estado de Minas Gerais, Raul Soares, fazendo acusações ao Exército e ofensas ao marechal Hermes da Fonseca, presidente do Clube Militar.

Até então a publicação desta carta bomba o exército ainda não havia ainda se metido nas questões que se refere a vida política nacional, vai ser a partir deste acontecimento que ele vai começar a expor as suas insatisfações com o governo da “república do café com leite” e se aliam a oposição.

Essa carta publicada no jornal Correio da Manhã não foi o único estopim para a revolta do forte, pois outras cartas ofensivas ao exercito foram publicadas no jornal Correio da Manha, e todas elas foram atribuídas ao candidato Artur Bernardes, apesar dele jurar que eram todas falsas, e que ele nunca tivera escrito nenhuma delas.

Quando o governo chefiado pelo Epitácio Pessoa interveio o na sucessão estadual de Pernambuco e foi duramente criticado pelo marechal Hermes da Fonseca.

Em reação, Epitácio, ordenou a prisão do marechal e o fechamento do Clube Militar, foi a última gota d’água para que o exercito se rebelasse contra o governo.

Se estes acontecimentos não tivessem ocorrido, certamente o levante do forte não teria ocorrido, e a cidade do Rio de Janeiro não teria presenciado uma batalha tão desleal que foi o levante do forte de Copacabana.

Conclusão

Assim, no Brasil, como no resto do planeta uma análise mas cuidadosa dos acontecimentos observaremos que a década de 20 foi marcadas por grandes transformações.

Temos como um desses exemplos o surgimento do estado comunista na Rússia e o movimento político dentro do contexto operariado nacional e o levante de outros estados de segunda grandeza como o rio de janeiro,Bahia, Rio Grande do Sul e Pernambuco contra a “política do café com leite” dos estados de São Paulo e Minas Gerais.

E no Rio de Janeiro ocorreu uma batalha sangrenta onde alguns tenentes insatisfeitos com algumas atitudes do governo decidiu se rebelar e essa batalha se deu no bairro de Copacabana e ficou conhecida como a revolta do forte de Copacabana.

Não há duvida que, dos diversos acontecimentos que marcaram a vida da fortaleza, o mas famosos o movimento tenentista, ocorrido em 1922, e teve como origem a crise política dos pleitos eleitorais, estando o governo federal atuando ostensivamente na política partidárias dos estados. O corpo militar era usado como instrumentos de ordens ou missões incompatíveis com suas função. A crise econômica assolava o país e o clima era de intranqüilidade perante os novos governantes. O tenentismo surge como movimentos de jovens oficiais, que inspirados na filosofia positivista decidem romper com as bases governamentais reivindicando reformas nas bases militares e na política da época.Assim o dia 5 de julho de 1922 foi o ápice do movimento conhecido como “os 18 do forte”.

No inicio da revolta dentro do forte existiam 301 revoltosos que foram desistindo da batalha contra o exército legalista do governo, e com o passar das horas somente apenas 18 corajosos suicidas foram para a luta corpo a corpo e apenas somente três saíram vivos, e muitos feridos, saíram dessa sangrenta batalha que foram o soldado Manoel Ananias dos Santos e Siqueira Campos e Newton Prado que veio a falecer no hospital.

E assim termina a epopéia dos 18 do forte.

Flávio da Silva Melo

Izaque Gomes

Bibliografia

Mocellin, Renato. A grande Marcha. Ed. Do Brasil, 1998.
Lima, Lourenço Moreira. A coluna Prestes: ( marchas e combates. Ed. Brasiliense,1945.
Silva,Helio. 1922 Sangue na areia de Copacabana. Ed. Civilização Brasileira.
Carone, Edgard. Brasil- historia- revoluções 1922-1938.Ed. difel,1975.

Fonte: www.rj.anpuh.org

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