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Revolta dos 18 do Forte

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( 1922 )

Revolta dos 18 do Forte
“Marcha da morte”: foto de Zenóbio da Costa publicada em O Malho, que eternizou o idealismo do movimento tenentista. A linha de frente dos revoltosos do Forte de Copacabana caminha pela Avenida Atlântica. Em primeiro plano, da esquerda para a direita: Eduardo Gomes, Márcio Carpenter, Newton Prado, o civil Otávio Correia e o soldado Pedro Ferreira de Melo. Rio de Janeiro, 5 de julho de 1922.

A Revolta dos 18 do Forte de Copacabana ocorreu em 5 de Julho de 1922, na cidade do Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no Brasil.

Foi a primeira revolta do movimento tenentista, no contexto da República Velha brasileira.

Antecedentes

Durante a campanha eleitoral de 1921, o jornal Correio da Manhã, na edição de 9 de outubro, publicou uma carta manuscrita, atribuída ao candidato do governo, Artur Bernardes, governador de Minas Gerais. Nela o ex-presidente da República Marechal Hermes da Fonseca era chamado de “sargentão sem compostura”, acusando o Exército de ser formado por elementos “venais”. Artur Bernardes negou veementemente a autoria da carta, vindo o mesmo periódico a publicar uma segunda carta, no mesmo tom da primeira, e como ela atribuída ao mesmo candidato. A comoção causada foi enorme, principalmente entre os militares, representados no Clube Militar, sob a presidência do próprio Marechal. Mais tarde seria descoberto que as assinaturas nas cartas eram forjadas.

Nas eleições de 1 de março de 1922, Artur Bernardes saiu-se vencedor, embora os resultados oficiais houvessem sido contestados pela oposição.

Com o clima político tenso, em Pernambuco, o Exército foi chamado para conter rebeliões populares, descontentes com o novo Governo estadual. No dia 29 de junho, Hermes da Fonseca telegrafou ao Recife, exortando os militares a não reprimirem o povo, sendo, por essa razão, preso no dia 2 de julho e o Clube Militar, fechado.

A prisão de Hermes da Fonseca, a mais alta patente militar do país, e o fechamento do Clube Militar por decreto presidencial, foram percebidos como uma afronta aos militares do Exército. E ficaram ainda mais descontentes com a nomeação feita pelo presidente da República Epitácio Pessoa de um civil – o historiador Pandiá Calógeras – como Ministro da Guerra. Em todos os quartéis do Rio de Janeiro, se comentava que “a procissão ia sair”.

O movimento deveria se iniciar a partir do Forte de Copabacana, à uma hora da madrugada do dia 5 de julho. Na data marcada, porém, só a Escola Militar e o Forte de Copacabana se levantaram. Cercados pelas forças leais ao Governo Federal, não tiveram alternativa a não ser entregar-se.

A revolta do Forte de Copacabana

História

Comandava o Forte de Copacabana, na ocasião, o capitão Euclides Hermes da Fonseca, filho do marechal Hermes da Fonseca. No dia 4 de julho, Euclides exortou os seus comandados, tendo feito escavar trincheiras desde o portão do forte até o farol, minando-se o terreno.

Tendo sido estabelecido que o movimento se iniciaria à uma hora da madrugada do dia 5, à uma e vinte o tenente Antônio de Siqueira Campos disparou um dos canhões, sinal combinado. A guarnição aguardou em silêncio a resposta de outras unidades, o que não aconteceu. O Governo, informado do movimento, antecipara-se e fizera trocar os principais comandos militares da capital. Siqueira Campos, então, disparou contra o Quartel-General do Exército (no Campo de Santana, atual Palácio Duque de Caxias), o da Marinha (na Praça Barão de Ladário), o Depósito Naval e o Forte do Leme, matando quatro pessoas neste último. Outros autores afirmam que foram disparados tiros, ainda, contra a Fortaleza de Santa Cruz da Barra, em Niterói, e contra o Forte de São João, no bairro da Urca.

Durante todo o dia 5, o Forte de Copacabana sofreu intenso bombardeio pela artilharia da Fortaleza de Santa Cruz. Na madrugada do dia 6, o Ministro da Guerra, Pandiá Calógeras, telefonou ao Forte, exigindo a rendição dos rebeldes. O capitão Euclides Hermes e o tenente Siqueira Campos permitiram, então, a saída de todos aqueles que não quisessem combater. Dos 301 homens da guarnição, saíram 272. Enquanto isso, os couraçados São Paulo e Minas Gerais, e um destróier posicionaram-se ao largo da ilha de Cotunduba, passando a bombardear o Forte. O Ministro Calógeras telefonou uma vez mais, passando Governo e rebeldes a parlamentar.

Como conseqüência, o Capitão Euclides Hermes saiu ao encontro do Ministro no Palácio do Catete, onde recebeu voz de prisão.

Encerrava-se o diálogo com um ultimato do Governo: ou os rebeldes se renderiam ou seriam massacrados.

Sob o bombardeio naval, o tenente Siqueira Campos, pressionado pelos remanescentes da tropa, tomou a decisão suicida: não resistirão no Forte e nem bombardearão a cidade, como haviam chegado a ameaçar. Sairão em marcha até ao Palácio do Catete, combatendo.

A canivete, uma bandeira brasileira foi cortada em vinte e nove pedaços e distribuída entre os rebeldes: um pedaço foi guardado para ser entregue ao capitão Euclides Hermes.

Às 13 horas do dia 6 de julho, iniciaram a marcha pela Avenida Atlântica. Um número até hoje não determinado se rendeu ou debandou. Na altura do antigo Hotel Londres, restavam dezoito militares revoltosos, aos quais se juntou o Engenheiro Civil Otávio Correia, amigo do tenente Siqueira Campos.

Após alguns tiroteios, ao alcançarem a altura da antiga rua Barroso (atual Siqueira Campos), os dez homens restantes (nove militares e o civil), foram confrontados pela tropa legalista (integrada por cerca de três mil homens). No confronto final, um tiroteio que durou aproximadamente trinta minutos, foram capturados, feridos, os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes, e dois soldados. Os demais faleceram em combate muito desigual.

Os soldados vieram a falecer posteriormente, no hospital, em conseqüência dos ferimentos recebidos.

Baixas confronto final

Tenentes

Siqueira Campos – ferido a bala no abdômen
Eduardo Gomes – ferido a bala na virilha
Mário Carpenter
Nílton Prado

Soldados

Hildebrando Nunes
José Pinto de Oliveira
Manoel Antônio dos Reis
dois soldados não identificados

Civil

Otávio Correia

A essa lista outros autores acrescentam ainda o nome do Cabo Reis.

Fonte: www.conhecimentosgerais.com.br

Revolta dos 18 do Forte

História – 1922

A Revolta do Forte de Copacabana, em 1922, foi o primeiro movimento militar armado, que pretendeu tirar do poder as elites tradicionais e esboçou a defesa de princípios modernizadores, refletindo o descontentamento com a organização política e econômica da época e características peculiares da formação do exército brasileiro. Fonte – HistoriaNet

No começo do século XX, o crescimento das cidades acentuou-se, destacando-se o Rio de Janeiro (capital do país) e São Paulo, esta última devido ao desenvolvimento da economia cafeeira. A vida urbana passou a se definir por novos padrões de consumo. Grandes avenidas foram abertas, assim como cinemas, teatros e grandes edifícios.

Parte desta “modernização” estava associada diretamente ao capital inglês, investido na infra–estrutura: fornecimento de energia elétrica, serviço de transporte coletivo, água encanada e gás. Parte dos investimentos eram possíveis devido ao lucro proporcionado pela exportação de café. No entanto, essa modernização não alcançava as camadas populares, formada principalmente por operários, artesãos e desempregados, cerca de 70% da população, que vivia em situação precária.

A camada média e a classe operaria sofriam com a carestia, conseqüência da “política de valorização do café”, responsável pela desvalorização da moeda nacional para facilitar as exportações, assegurando os lucros do setor cafeeiro. A queda nas exportações de café levou o governo a constantes desvalorizações e conseqüente aumento do custo de vida. Das camadas urbanas, apenas a classe operária possuía algum grau de organização política e sindical.

Na década de 10, as greves haviam agitado as grandes cidades do país. No entanto, havia entre as camadas médias intenso descontentamento com a situação econômica e política, favorável a elite do café de São Paulo e Minas Gerais.

Ao se aproximar a sucessão presidencial de Epitácio Pessoa, em 1922, aguçaram-se as contradições entre o Exército e as oligarquias dominantes. O Exército já guardava ressentimento contra Epitácio, que havia nomeado o civil Pandiá Calógeras para o Ministério da Guerra. As coisas pioraram quando, em outubro de 1921, a imprensa divulgou cartas supostamente escritas pelo candidato oficial, Artur Bernardes, contendo acusações ao Exército e ofensas ao marechal Hermes da Fonseca, presidente do Clube Militar.

Em março de 1922, apesar da oposição, Artur Bernardes foi eleito presidente da República. Sua posse estava marcada para novembro. Em junho, o governo, ainda chefiado por Epitácio, interveio na sucessão estadual de Pernambuco e foi duramente criticado pelo marechal Hermes da Fonseca. Em reação, Epitácio, ordenou a prisão do marechal e o fechamento do Clube Militar, no dia 2 de julho de 1922.

Na madrugada de 5 de julho, a crise culminou com uma série de levantes militares. Na capital federal, levantaram-se o forte de Copacabana, guarnições da Vila Militar, o forte do Vigia, a Escola Militar do Realengo e o 1° Batalhão de Engenharia; em Niterói, membros da Marinha e do Exército; em Mato Grosso, a 1ª Circunscrição Militar, comandada pelo general Clodoaldo da Fonseca, tio do marechal Hermes. No Rio de Janeiro, o movimento foi comandado pelos “tenentes”, uma vez que a maioria da alta oficialidade se recusou a participar do levante.

Os rebeldes do forte de Copacabana dispararam seus canhões contra diversos redutos do Exército, forçando inclusive o comando militar a abandonar o Ministério da Guerra. As forças legais revidaram, e o forte sofreu sério bombardeio. O ministro da Guerra, Pandiá Calógeras, empreendeu em vão várias tentativas no sentido de obter a rendição dos rebeldes.

Finalmente, no início da tarde do dia 6 de julho, ante a impossibilidade de prosseguir no movimento, os revoltosos que permaneciam firmes na decisão de não se renderem ao governo abandonaram o forte e marcharam pela avenida Atlântica de encontro às forças legalistas. A eles aderiu o civil Otávio Correia, até então mero espectador dos acontecimentos.

Conhecidos como os 18 do Forte – embora haja controvérsias quanto a seu número, pois os depoimentos dos sobreviventes e as notícias da imprensa da época não coincidem -, os participantes da marcha travaram tiroteio com as forças legais. Os tenentes Siqueira Campos e Eduardo Gomes sobreviveram com graves ferimentos. Entre os mortos, estavam os tenentes Mário Carpenter e Newton Prado.

Em 15 de novembro de 1922, Artur Bernardes assumiu a presidência da República sob estado de sítio, decretado por ocasião do levante de julho.

Fonte: www.unificado.com.br

Revolta dos 18 do Forte

O levante dos 18 do Forte de Copacabana

Dos diversos acontecimentos que marcaram o ano de 1922, o mais famoso ocorreu no Rio de Janeiro, tendo o dia 5 de julho como o ápice do movimento conhecido como “Os 18 do Forte”.

Havia no interior do exército forte disposição contra a posse do presidente eleito Artur Bernardes, representante das elites tradicionais, criticado pelos militares.

Dois episódios haviam agravado as tensões mesmo antes da eleição: a prisão do Marechal Hermes da Fonseca, então Presidente do Clube Militar, e as “cartas falsas” que teriam sido escritas pelo candidato à presidência Artur Bernardes e endereçadas ao político mineiro e Ministro da Marinha, Dr. Raul Soares – publicadas na imprensa, criticando os militares.

O Forte de Copacabana se revolta no dia 2 de julho. Era comandante do Forte o Capitão Euclides Hermes da Fonseca, filho do Marechal.

O movimento, que deveria se estender para outras unidades militares, acabou se restringindo ao Forte de Copacabana. Apesar das críticas realizadas, a alta oficialidade manteve-se fiel a “ordem” e não aderiu ao movimento, que acabou abortado nas outras guarnições.

Durante toda manhã do dia 5 o Forte de Copacabana sustentou fogo cerrado. Diversas casas foram atingidas na trajetória dos tiros até os alvos distantes, matando dezenas de pessoas.

Eram 301 revolucionários – oficiais e civis voluntários – enfrentando as forças legalistas, representadas pelos batalhões do I Exército.

A certa altura dos acontecimentos, Euclides Hermes e Siqueira Campos sugeriram que os que quisessem, abandonassem o forte: restaram 29 combatentes.

Por estarem acuados, o Capitão Euclides Hermes saiu da fortaleza para negociar e acabou preso.

Os 28 que permaneceram, decidiram então “resistir até a morte”, A Bandeira do Forte é arriada e rasgada em 28 pedaços, partindo depois em marcha pela Avenida Atlântica rumo ao Leme.

Durante os tiroteios, dez deles dispersaram pelo meio do caminho e os tais 18 passaram a integrar o pelotão suicida.

Após a morte de um cabo, ainda no asfalto com uma bala nas costas, os demais saltaram para a praia, onde aconteceram os últimos choques.

A despeito dos que tombaram mortos na areia, os remanescentes continuaram seguindo em frente.

Os únicos sobreviventes foram Siqueira Campos e Eduardo Gomes, embora tivessem ficado bastante feridos.

Tífani Albuquerque

Fonte: www.jcom.com.br

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